08/10/2009 - 23:55

Veja mais charges no blog do Milton Trajano
E, no fim das contas, o que parecia uma tragédia para o São Paulo acabou sendo apenas uma decepção por não ter aproveitado a chance de se aproximar do Palmeiras, que tropeçou no Palestra diante do Avaí, assim como o Galo levava um sapeca inesperado do Botafogo, no Engenhão, e o Goiás levou de 3 a 0 do Cruzeiro, no Mineirão.
E olhe que o Verdão esteve a pique de perder de um Avaí arrumadinho, leve e incisivo, que chegou a abrir 2 a 0, sob o comando de Marquinhos, um desses veteranos que, ao lado de Marcelinho Paraíba, Ramón e Petkovic, vêm botando tempero especial neste Brasileirão.
Mas, o Palmeiras não é líder por acaso, e foi buscar força lá no seu interior para chegar ao empate e manter-se a uma distância ainda folgada do vice. Mas, não tanto que eventual revirolta esteja fora de questão.
O fato é que, no fim de tudo, apenas o Inter avançou, retomando seu lugar na zona da Libertadores. De resto, tudo ficou como dantes no quartel de Abrantes.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Atlético-MG, Avaí, Coritiba, Goiás, Marcelinho Paraíba, Marquinhos, Palmeiras, Petkovic, Ramon, São Paulo
05/10/2009 - 15:59
Era inevitável: depois de meia dúzia de insucessos seguidos, o que rebaixou o Inter de forte candidato ao título a mero pretendente a uma vaga na Libertadores, o técnico Tite foi demitido.
Tite, embora tenha montado esse time campeão gaúcho e vice da Copa do Brasil, que tantas esperanças semeou no início da temporada e que se manteve firme lá no topo da tabela por quase todo o Brasileirão, nunca foi a menina dos olhos da torcida colorada. Ao contrário: mesmo na melhor fase do Inter, era duramente questionado por grande parte da galera – entre outras coisas, ranços da eterna rivalidade com o Grêmio, muito identificado com o treinador dispensado.
Mas, o que mais se questionava era sua aparente falta de ousadia na formação do time e nas substituições ao longo das partidas. Afinal, mesmo depois da perda de dois jogadores valiosos – Alex e Nilmar -, o Inter se manteve á tona. Só que, na hora de dar o bote decisivo, de partir pra valer em direção ao título, refluiu.
A gota d’água, sem dúvida, foi a derrota para o Coritiba, por 2 a 0. Uma derrota fruto mais da imposição anímica do Coritiba do que por eventuais superioridades técnicas.
Na transmissão pela Sportv, Milton Leite e Maurício Noriega tocaram na ferida: o Coritiba exalava vontade de vencer; o Inter, burocraticamente, esperava o tempo passar. E o tempo passou, sobretudo para Tite no Inter.
E agora? Bem, o Colorado tem duas alternativas à sua frente: uma, imediata; outra, mais a longo prazo.
Se quiser ainda buscar a faixa de campeão brasileiro, ou mesmo recuperar sua vaga na Libertadores, o que está ao seu alcance, terá de chamar um técnico menos afeito às táticas e mais motivador, para mexer com a cabeça e a alma do time. Um desses técnicos de tiro curto, que chegam, chacoalham o elenco e obtêm efeitos imediatos, mesmo que não tenham estofo para longas empreitadas.
Mas, se considerar que o mais importante é investir num treinador de renome, estrategista e tal e cousa e lousa e maripousa, melhor seria promover o auxiliar mais habilitado, e tramar com calma a escolha e a contratação do novo técnico efetivo, pensando já na próxima temporada.
De resto, é esperar que os próprios jogadores tomem tento da situação e se desdobrem em campo, qualquer que seja o novo treinador, para impor sua melhor técnica, o que não é nenhuma tarefa impossível.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros
Tags: Coritiba, Internacional, Tite
04/10/2009 - 21:05

O Verdão manteve o trono intacto, ao bater o Santos por 3 a 1, num jogo equilibrado no primeiro tempo, e mais ameno no segundo, quando o placar começou a rebolar.
E olhe que foi o Santos quem saiu na frente, com um disparo fatal de Luizinho da direta, logo aos 9 minutos da etapa final.
Mas, o Palmeiras estava bem postado e empatou logo em seguida, com Diego Souza, o nome do jogo, de cabeça, para ampliar aos 28, com Robert, que entrara no lugar de Obina.
Por fim, Love sacramentou os 3 a 1, numa bela trama de Cleiton Xavier e Robert, que limpou do goleiro, antes de o artilheiro empurrar para as redes vazias.
Assim, o Palmeiras permanece na liderança, com folga, com pinta de quem não irá entregar o ouro facilmente, enquanto o Santos segue patinando lá pelo meio da tabela.
OS PERDEDORES
Os grandes perdedores desta rodada foram, sem dúvida Goiás e Inter.
O Goiás, que levou de 3 a 1 em pleno Serra Dourada, na maior surpresa deste fim-de-semana, pelo menos se mantém ali na órbita da clasificação para a Libertadores.
Mas, o Inter caiu fora da zona de classificação e começa a ver o líder Palmeiras com a perspectiva embaçada. O diabo é que não se trata de um tropeço esporádico, desses que podem acontcer com qualquer um, como, por exemplo, parece ter ocorrido com o Goiás, pois o Inter vem somando insucessos um atrás de outro, depois de um fulgurante momento no campeonato.
O último, esse diante do Coritiba no Couto Pereira, por 2 a 0, quando foi dominado a maior parte do tempo pelo Coxa, que poderia tre ampliado o escore, casa Marcelinho Paraíba alcançasse aquela bola que zunia a meta desguarnecida do Colorado.
Ou muito me angano, ou o Beira-Rio va pegar fogo.
A FESTA CONTINUA
No embalo da escolha para sede da Olimpíada, o Rio invadiu o Maracanã, no mais clássico dos clássicos brasileiros – o Fla-Flu.
Só que desta vez, a festa não foi de todos os cariocas, só dos rubro-negros, que mais uma vez revrenciaram o Imperador, autor dos dois gols da vitória do Fla sobre o Flu, que segue cada vez mais lanterna do campeonato.
Em contrapartida, o Flamengo já começa a rondar a zona da Libertadores, com todo o potencial para lá chegar, no final das contas.
Pois, além do Imperador, tem Pet, tem Zé Roberto em plena recuperação anímica e técnica e tem esse timoneiro tranquilo, capaz de tocar o barco em meio às recorrentes ondas de euforia e depressão que costumam invadir a Gávea – Andrade.
INGLESANDO
O Arsenal levou 1 a 0, empatou, levou 2 a 1 e, em seguida, despejou um caminhão de gols sobre o Blackburn – 6 a 2, numa tarde de gala do armador Fabregas. Foi um shoew de toque-toque do Arsenal, mesmo quando perdia o jogo, que dirá quando passou a vencer. Dá gosto ver esse time jogar.
Já o Manchester vacilou, e só conseguiu empatar seu jogo com o Sunderland, em pleno Old Trafford. E empatou no finalzinho, com um gol canhestro de Evra, embora o seu primeiro, de Berbatov fosse uma pintura – um voleio vertiginoso.
Quem não vacilou foi o Chelsea, que, no clássico com o Liverpool, meteu 2 a 0, em plena inspiração de Drogba, e assumiu a liderança do campeonato mais gostoso de se ver, seja pela técnica, seja pelo empenho, seja pela emoção presente o tempo todo, e qualquer jogo.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Campeonato Brasileiro, Campeonato Inglês; Arsenal; Manchester United; Chelsea;, Coritiba, Flamengo, Fluminense, Internacional, Palmeiras
01/10/2009 - 20:12
Já vi esse menino Oscar, que virou a cara do jogo contra o Náutico, em alguns fragmentos passados, quando revelou extrema tibieza em seu jogo: quando era lançado, chegava depois, e, quando recebia, tocava para o companheiro mais próximo, como querendo se livrar da bichinha o mais rápido possível. Mas, nesta quarta, não. Entrou numa fogueira danada, e plantou sua bandeira na intermediária adversária: chegou antes nas divididas, driblou, chutou a gol, deu a assistência para o gol decisivo de Hugo e tal e cousa e lousa e maripousa.
Merece oportunidades mais assíduas no time principal, sobretudo porque o Tricolor carece de jogadores dessa estirpe e estilo. O fato é que o São Paulo, agora, jogou a bomba no colo dos demais candidatos ao título, que entram em campo neste fim-de-semana premidos pela necessidade da vitória. A começar pelo líder Palmeiras, que enfrenta o Santos no Alçapão da Vila.
É verdade que o Alçapão anda meio enferrujado. E, de vez em quando, abre-se aos pés do seu próprio dono, o que me lembra o verso antológico, não sei se de Orestes Barbosa ou de Noel Rosa, pois ambos são os autores do samba Positivismo: “…E também faleceu por ter pescoço/ O autor da guilhotina de Paris…” Trata-se, porém, de um clássico paulista, o que, naturalmente, reveste o jogo de fatores que transcendem apenas ao embate entre dois times desnivelados tecnicamente.
O Palmeiras, porém, terá Cleiton Xavier de volta ao time, o que significa muito.
Tarefa mais amena caberá ao vice Goiás, que recebe o Botafogo no Serra Dourada. O Glorioso recebeu uma injeção de ânimo ao classificar-se para a próxima fase da Sul-americana, embora perdendo. Mas, o Goiás está voando.
Outro que não pode vacilar é o Galo, jogando no Mineirão contra o Barueri, sábado. O Atlético está animado, com razão, e deve aproveitar Diego Tardelli, sua maior estrela, enquanto a Seleção não engole o artilheiro carijó.
Já o Inter, que caiu fora desse mesmo torneio e que trepida no Brasileirão, se não bater o Coritiba, na casa do inimigo, certamente entrará no funil de uma crise cujo desfecho é imprevisível. E olhe que o Coxa, no Couto Pereira, não é mole, não, meu.
Quanto ao Corinthians, que já começa a aceitar a ideia de que não chegará lá, pelo menos, poderá começar a armar definitivamente seu time para a Libertadores. Para tanto, Mano Menezes cogita de utilizar Edno na meia-esquerda desde o início do jogo contra o Furacão. Periga, na verdade, encetar uma reação fulminante neste mesmo Brasileirão, pois – a não ser que os fatos me contariem -, Edno é desses jogadores capazes de acrescentar muito mais do que o esperado. Brasil olímpico
BRASIL OLÍMPICO
Nesta sexta. sai o resultado da grande disputa pela sede das Olimpíadas de 2016.
O Rio está bem nas paradas da mídia internacional, pau a pau com Chicago.
E fico me lembrando de um filminho de tv, desses seriados policiais, em que a vítima é uma dama membro do comitê de seleção das Olimpíadas. E o mandante é um maligno lobista pela realização do evento no Rio.
Claro, pura ficção, como advertem os créditos iniciais da fita, afora o fato de que os americanos gostam de cunhar de corruptos todos os que não hasteiam na porta de casa a bandeira de tricolor e estrelada. Já que o mais forte concorrente parece ser Chicago, ventos dos Obama…
Mas, cá entre nós, meu chapa, cultivo há tempos uma dúvida atroz: se a corrupção é o ofício mais antigo ou não daquele outro que a história costuma timbrar.
De qualquer forma – e por isso mesmo -, se a Olimpíada cair no colo carioca, será, tirando todos os sombrios prognósticos (nosso bolso assaltado, caos no trânsito etc.), um passo adiante.
Afinal, o índice de desemprego no país é ainda tão grande que não podemos nos dar ao luxo de abrir mão de frentes das frentes de trabalho que se abrirão nessa eventual situação.
Quem sabe as autoridades não tenham um pingo de juízo e cumpram todas as metas necessárias para a realização das Olimpíadas, e o tal legado social fique para sempre à disposição da população carioca?
Quem sabe? Oremos, irmão, oremos…
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Outros esportes
Tags: Atlético-MG, Atlético-PR, Barueri, Botafogo, Corinthians, Coritiba, Goiás, Internacional, Náutico, Olimpíada, Oscar, Palmeiras, Rio de Janeiro, Santos, São Paulo, ´
17/09/2009 - 00:07

Não se pode dizer que o Corinthians perdeu dois pontos no Couto Pereira, pois o Coritiba, além de ser um clube tradicional e bom time, apesar da posição vacilante que ocupa na tabela, jogava em casa e com muita fibra.
Mas, é superando esse tipo obstáculo que um time um time mostra aquele algo mais capaz de qualificá-lo como um verdadeiro postulante ao título, única meta que resta ao Timão já classificado para a Libertadores.
Um passo, porém, foi dado em busca dessa identidade, enquanto os reforços não se integram de vez ao time: perdendo por 1 a 0, gol de Jaílton, e submetido ao domínio do Coritiba na primeiro tempo, o Timão reagiu no segundo, empatou com Dentinho e foi mais ativo do que o adversário até o fim.
Já é um alento.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Corinthians, Coritiba
15/09/2009 - 19:34
O Timão está esfregando as mãos de contentamento, só na espera de ver em ação seus novos contratados: o gringo Defederico, que ainda não está inscrito na CBF, e Edno, que acaba de trocar o Canindé pelo Parque São Jorge.
Dois canhotos que prometem. Defederico, de quem só tenho informações pela imprensa argentina, mais leve e insinuante, e Edno, bicho taludo, mas de técnica refinada, chute potente e versatilidade suficiente para jogar tanto de lateral-esquerdo quanto de meia armador e até no ataque, onde atuava na Lusa nos últimos tempos.
Discute-se na mídia se Edno terá ou não lugar no time principal do Corinthians, quando todos os titulares estiverem nos trinques.
Discussão bizantina essa, meu caro. Afinal, um time que pretende vencer os solenes desafios opostos ao Corinthians, nesta e na próxima temporada, não se faz de apenas onze jogadores.
Resumindo: Edno foi uma oportuna e excelente aquisição, creia.
Mas, nem Edno, nem Defederico estarão diante do Coritiba, nesta noite, jogo crucial para o Corinthians seguir sonhando com a possibilidade de ainda disputar o título. Não vai ser mole, pois.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Armadores, Corinthians, Coritiba, Defederico, Edno
20/08/2009 - 00:25

A grande vitória da rodada foi, sem dúvida, a do Corinthians sobre o Inter no Beira-Rio, por 2 a 1, placar, aliás construído em cima dos erros da arbitragem, já que os três gols foram marcados irregularmente.
O fato, porém, é que o Timão, devastado por lesões e punições, nem assim perdeu a pose: entrou no Beira-Rio com sua formação mais ousada do que a maioria dos demais times, e duelou mano a mano (sem trocadilho) com um dos principais pretendentes ao título (também desfalcado, mas não tanto) e concluiu mais a gol do que o adversário, o que é, afinal, a essência do jogo.
Em contrapartida, a grande derrota foi a do líder Palmeiras para o Coritiba, na casa do inimigo. Isso, claro, sempre ameniza a pena. Mas, mesmo sem Diego Souza e Marcos, suas duas estrelas mais cintilantes, era de se esperar mais desse Palmeiras que viveu apenas do brilho e do esforço de Xavier, o que não foi suficiente desta vez.
Por fim, o São Paulo, na volta de Rogério Ceni ao palco de sua gloriosa vida, o Morumbi, cumpriu sua parte, com extrema discrição: 1 a 0, belo gol de Richarlyson, sobre o Fluminense que já não sabe mais onde cavar sua vergonha, e saltou provisoriamente para a vice-liderança, nessa arrancada espetacular sob o comando de Ricardo Gomes.
Pouco antes, o Santos havia derrotado o Grêmio na Vila, num jogo arrastado, com gol de cabeça de Ganso. Nada mal para o Santos, que aspira apenas ganhar um posto mais honroso na tabela e muito ruim para o Grêmio, que entrou para brigar pelo título e não consegue dar um salto significativo.
Assim, a abertura do segundo turno já prenuncia a briga de foice que se travará lá no topo da tabela, até o fim. E ainda há quem diga que pontos-corridos é um tédio.
JANELA PRA LÁ E PRA CÁ
A janela escancarada para a turma doida por pular em busca do Eldorado europeu, está atraindo mais exilados do que os desterrados. Agora mesmo, o Inter anuncia a contratação de Cleber Santana, ex-Santos, que estava na Espanha. Desconfio que seja a mais significativa repatriação, já que se trata de um volante com cacoete de meia e chute de atacante.
Vi alguns jogos de Santana no Campeonato Espanhol, e fiquei com a sensação de que continua o mesmo excelente jogador dos tempos da Vila, embora atuasse mais à frente de sua real posição.
Outro que volta aos Pagos é o lateral-esquerdo Lúcio, ex-Palmeiras, São Paulo e Grêmio. Dizem que, fisicamente, o rapaz não está nos trinques. Mas, se superar rapidamente esse problema (se é que ele existe), será um reforço inestimável para o Tricolor gaúcho.
É verdade que muita gente boa deverá partir através da fresta final do fechamento da tal janela. Isso porque os clubes europeus costumam só se voltar para os nossos campos depois de esgotarem as possibilidades na sua própria praia. Não porque desprezem nossos talentos. Mas, porque preferem aqueles que já estejam acostumados a atuar por lá há algum tempo. Só resta esperar pra ver como vai terminar essa melódia.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Corinthians, Coritiba, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo
10/08/2009 - 17:13

Mais três treinadores de certa nomeada estão na rua: Renê Simões, defenestrado pelo Coritiba, e Ney Franco, demitido pelo Botafogo, e Paulo César Carpegiani, dispensado pelo Vitória. Nenhuma surpresa, pois essa é a ciranda do futebol brasileiro, desde que Charles Miller desembarcou em Santos com as duas bolas primevas, há mais de século.
E a expectativa é sempre a mesma: quem sabe a troca de técnico não energize o elenco e o time sai do ramerrão em que se encontra? Às vezes, dá certo; muitas outras, não.
Agora mesmo, o amigo pode apontar o dedo para Ricardo Gomes, que chegou ao São Paulo tricampeão brasileiro mas em baixa preocupante, com um currículo ralo, e, de repente, encaminhou o time para uma reação que já o coloca nas fímbrias da disputa pelo título.
E Jorginho, no Palmeiras? Recebeu do justamente afamado Luxemburgo uma equipe que oscilava lá pelo quinto/sexto lugar na tabela, e, em meia dúzia de rodadas, elevou-o ao topo da classificação, entregando-o de mão beijada para Muricy, o ex-super campeão do São Paulo.
Mas, poderia arrolar aqui uma lista telefônica de trocas de treinadores que resultaram apenas em tantas outras trocas, sem nenhum avanço.
Essa impaciência somada ao desejo quase mágico de que, num toque da varinha nova, tudo se transforme, na verdade, está encruada na alma do brasileiro, que apenas se projeta no futebol, enfim um mero espelho de nossa paisagem emocional.
Vota-se pra valer somente no presidente da República, logo elevado à condição de alguém capaz de, num gesto prodigioso, acabar com a corrupção, eliminar o desemprego, botar pão na mesa dos famintos, livrar-nos, enfim, de todo mal, amém. Simples impulso, nenhuma capacidade de tentar entender o todo pelas partes. Nenhum projeto. Ou vários, que não se sustentam diante da primeira adversidade.
Amanhã, será outro dia, como descanta o poeta popular, esse é o nosso lema, quando amanhã não passa da véspera de um outro dia qualquer.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros
Tags: Botafogo, Coritiba, Treinadores, Vitória
02/08/2009 - 21:10
Foi um jogaço, disputado sobre o fio da navalha, esse entre o Galo e o Coritiba, no Mineirão.
O Galo saiu na frente, com dois gols de vantagem, depois de uma blitz impressionante, em que outros dois ou três foram desperdiçados. Mas, aos poucos, o Coritiba foi se reequilibrando em campo e chegou ao empate, o que deixou no ar a expectativa de que o Atlético, depois daquela brilhante ascensão à liderança, entraria em colapso absoluto após as últimas três rodadas desafortunadas.
Mas o resultado mais significativo, em termos de classificação na tabela, foi a virada, no último instante, do Goiás sobre o Santo André, fora de casa: 2 a 1. É verdade que o goleiro Neneca contribuiu decisivamente para esse placar, mas é inegável que o Goiás, nas últimas rodadas acertou o pé e já ocupa a terceira colocação, para surpresas de muitos.
Mas, o Galo tinha o menino Renan Oliveira em campo. E o garoto recebeu na área, evitou um beque e, de virada, acertou uma bomba no alto do gol adversário, definindo os 3 a 2 que recolocam o Galo na briga direta com o Palmeiras pelo primeiro lugar do campeonato.
Já no Olímpico, o Cruzeiro, depois de abrir a contagem com Wellington Paulista, de pênalti, de repente, se viu privado de dois jogadores expulsos. A partir daí começou a contagem de tempo para se saber de quanto o Grêmio perpetraria a virada, que terminou em 4 a 1, sem sustos para os tricolores gaúchos, que avançam na tabela, enquanto o Cruzeiro segue patinando próximo à zona de rebaixamento.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Atlético-MG, Coritiba, Mineirão
20/07/2009 - 16:12
Nem sei se os três vêm mesmo lá das terras machas de João Pessoa, Nicodemus Pessoa e Moacir Japiassu, ou se carregam o apodo pelo mau vezo carioca de chamar Paraíba o migrante nordestino em geral, como os paulistas o chamam de baiano.
Só sei que há três Paraíbas comendo a bola nestes campos brasílicos. Dois deles defendem a camisa do Coritiba, que enceta vívida reação, largando a lanterna e ascendendo já às posições intermediárias da tabela do Brasileirão: o eterno Marclinho e o novato Carlinhos.
Marcelinho, que ganhou projeção no São Paulo, fama e fortuna na Alemanha, jogou pela Seleção, passou de passagem pelo Flamengo antes de se firmar no Coritiba, é daqueles canhotos engenhosos, incisivos, que tanto pode jogar aqui atrás armando, quanto lá na frente, agredindo. Ainda outro dia, fez um golaço, metendo de esquerda, da meia direita, quase ponta, na gaveta oposta.
É a mola propulsora da recuperação do Coritiba, sem dúvida. Mas, conta, para tanto, com o empenho e o talento de outro Paraíba, o meia Carlinhos, também canhoto, desenvolto, múltiplo, que já se destacara no Brasileirão passado.
Por fim, o terceiro Paraíba: aquele cabeludo ao estilo Valderrama, que atende pelo nome de Nei e joga no Guarani de tão brilhante campanha na Série B.
Na teoria é o camisa 9 do líder da Segundona. Na prática, é um mutirão. O bicho está em todo o lugar do campo, incansável, hábil e contundente quando se aproxima da área inimiga.
Os três honram o estado que num dia longínquo ousou ser mais solidário do que os demais.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Ex-jogadores
Tags: Carlinhos Paraíba, Coritiba, Guarani, Marcelinho Paraíba, Nei Paraíba
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