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Posts com a Tag Corinthians

domingo, 20 de fevereiro de 2011 Sem categoria | 19:34

FLA, GRAÇAS A FELIPE

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O Flamengo, com Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e tudo o mais, penou diante do Botafogo para passar pelo buraco da agulha das cobranças de pênalti e chegar à final da Taça Guanabara diante do surpreendente Boa Vista.

O Fla saiu na frente, com Angelim, de cabeça, e teve, digamos, um pouco mais de autoridade em campo do que o Botafogo. Mas, o Glorioso, sempre com muito empenho, empatou no segundo tempo, com Loco Abreu, claro.

Mas, nos pênaltis, Felipe simplesmente arrasou, pegando dois e vendo o terceiro sair pelo ladrão.

Mesmo sem brilhar como se pode esperar de um time estrelado como o seu, o Flamengo, por certo, não haverá de repetir o malfeito pelo Flu, no sábado.

Timão, 3 a 1

No clássico paulista, que não vale muita coisa no fim das contas da classificação, deu Timão com todos os méritos.

Não que o Corinthians tenha cumprido uma jornada deslumbrante, nada disso. Mas, foi bem melhor do que o Santos, sobretudo no primeiro tempo, embora não criasse tantas chances de gol. Aliás, nenhum dos dois o fez ao longo de toda a partida.

Mas, enquanto o Santos estava fragmentado entre defesa, meio campo e ataque, o Corinthians foi mais compacto e solidário, justificando plenamente a vitória por 3 a 1, dois de Fábio Santos (um, em falta primorosa; outro, de pênalti) e o terceiro de Liedson, em lançamento de Ralf, que o artilheiro arrematou com um toque por cobertura sobre o goleiro Rafael.

O Santos, obviamente, está cansado e Neymar foi o maior exemplo dessa estafa. Incapaz de dar aquelas arrancadas pela esquerda, tão típicas, submeteu-se facilmente à boa marcação corintiana. E Diogo, convenhamos, não é pálida lembrança daquele atacante insinuante e agressivo dos tempos da Lusa.

Por tudo isso, o Corinthians desalojou o Santos da vice-liderança, que, por sua vez, caiu para o quarto lugar, sintoma de que as coisas não andam bem na Vila, embora tenha plenas chances de recuperação, pelo elenco que tem.

Verdão, com Valdívia

O Palmeiras segue líder, mas perdeu aquela sequência de vitórias que o deixou lá em cima, apesar de todas as suas limitações, sobretudo, emocionais, ao empatar por zero a zero com o Mogi, lá.

E olhe que, desta vez, até Valdívia estava em campo. Mas, Valdívia, convenhamos, depois de tanto tempo ausente, está longe de seu ritmo ideal.

O mais importante, porém, neste momento, é o Palmeiras não perder, o jogo e o estoque razoável de autoconfiança acumulado nas últimas rodadas.

Grêmio na semifinal

Se o Inter, com seu time B, dançou no sábado diante do Cruzeiro, o que fez o Colorado mudar de rumos drasticamente, dispensando o treinador e decidindo daqui pra frente botar em campo, em quaisquer circunstâncias, seus titulares, o Grêmio, foi com tudo sobre o Ypiranga. Resultado: 5 a 0.

Essa sempre foi a melhor alternativa, a meu ver. Time que é time só se forma e cresce jogando junto.

GALOOO!

Dorival chegou a um Galo desolado. Tirou-o do vexame do rebaixamento, mexeu aqui, ali, e neste domingo emplacou a quarta vitória seguida no Campeonato Mineiro, com uma goleada por 4 a 2 sobre o Guarani, construída no primeiro tempo., com dois gols de Ricardinho, um de Magno Alves e outro de Berola.

E olhe que Diego Tardelli, o artilheiro, nem entrou em campo, suspenso.

Pelo visto, aquela magnífica passagem pelo Santos do primeiro semestre do ano passado, despertou em Dorival o gosto por goleadas, fruto de um jogo desabrido e ofensivo.

Notas relacionadas:

  1. FLA, TIMÃO E TRAVESTIS
  2. RAPOSA DEU O BOTE
  3. DOIS CLÁSSICOS: SÓ UM VALE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 19 de fevereiro de 2011 Sem categoria | 13:45

DOIS CLÁSSICOS: SÓ UM VALE

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Dois clássicos deste domingo se diferenciam no valor dos pontos disputados.

Afinal, Flamengo e Botafogo jogam pela vaga na final da Taça Guanabara, o primeiro turno do Cariocão.

Já Corinthians e Santos jogam pela tradição e o desejo de afirmação, pois essa estúpida fórmula do Paulistão classifica todo mundo e mais alguns para as fases decisivas.

O Santos, com Neymar, briga para recuperar a liderança e para conferir um pouco de paz ao técnico Adílson Batista, perseguido sistematicamente por boa parte da torcida peixeira, acusado, ora, por ser extremamente ofensivo; ora, por ser excessivamente defensivo. Durma-se com um barulho desses.

Pela escalação que rola na internet, o Santos de Adílson, neste domingo, deverá ser, teoricamente, mais defensivo do que ofensivo, pois lá estão listados entre os titulares, três volantes – Adriano, Possebon e Arouca.

Já o Corinthians, que começa a se despedir de Jucilei, terá Paulinho em seu lugar. Mas, daí pra frente, um quarteto mais leve e agressivo: Morais, Ramirez, Jorge Henrique ou Dentinho e Liedson, que, em três jogos pelo Timão já marcou quatro gols.

Quanto ao clássico carioca, o Flamengo vem estrelado, com Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e cia. bela. E, com uma formação, que não despertou suspiros na estreia na Copa do Brasil, a não ser depois das entradas de Egídio, na lateral-esquerda, e Negueba na frente.

Por seu lado, o Botafogo do ladino Papai Joel aposta tudo na força de sua defesa reforçada e no instinto assassino da dupla de gringos – Herrera e Loco Abreu. E dá-lhe bola alta na área rubro-negra!

Bem, chegou a hora de Ronaldinho Gaúcho tirar algo mais de sua cartola mágica, pois, agora é decisão.

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, BRASIL!
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Libertadores | 00:34

FOI SÓ O COMEÇO DO GRÊMIO

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O Grêmio demorou um pouco para pegar no breu. Mas, quando pegou, foi aquela festa no Olímpico: 3 a 0 sobre o Oriente Petrolero, na estreia dos imortais na fase de grupos da Libertadores, dois de Douglas e um de Gilson.

É verdade que o juiz deu uma forcinha, lá pelo final do primeiro tempo, marcando pênalti numa bola que bateu no rosto do zagueiro boliviano.

Mas, desconfio que mesmo sem essa ajuda, o Grêmio encontraria seu melhor jogo – como encontrou – no segundo tempo, quando acertou as combinações entre os meias e os laterais, dos dois lados, em excelente participação de Carlos Alberto, recém chegado ao Olímpico.

O Tricolor, pelo jeito, vai longe nessa Libertadores.

Duas vezes Liedson

Liedson foi o nome da noite, no Pacaembu. Não porque tivesse feito uma exibição primorosa, nada disso. Como tampouco primorosa foi a atuação do Corinthians, como um todo, embora dominasse a partida de cabo a rabo, diante do Mogi, pelo Paulistão.

Mas, porque sacou de seu íntimo aquela arma típica dos artilheiros – o oportunismo.

Na primeira vez, pegou rebote do goleiro, em chute venenoso e inesperado de Dentinho de fora da área – estava lá, onde o artilheiro deve estar nesses momentos especiais

Na segunda, percebeu que a bola nos pés do goleiro chamava-o para a ação, e partiu pra cima. O goleiro quis dar-lhe uma banda e acabou lhe dando o gol que tranquilizou o Timão, sobretudo para o clássico com o Santos que aí vem.

Notas relacionadas:

  1. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
  2. GRÊMIO, SIM; TIMÃO, NÃO.
  3. PEIXE, VERDÃO, FLA E GRÊMIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 17:17

TIREÓIDE E OUTROS BICHOS

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Joaquim Grava é um craque em medicina esportiva, reconhecido internacionalmente, sujeito limpo que sofreu uma grande injustiça no Corinthians, antes de ser reabilitado com todas as honras devidas, a ponto de cunhar seu nome ao centro de tratamento do clube.

Mas, ninguém é perfeito. E Grava pisou na bola, tempos atrás, ao declarar para o IG, que essa história sobre a tiroide do rapaz era “pura balela”. E acrescentou: “Se fosse o caso, acha que não o estaríamos tratando?”.

Bem, diante da própria declaração do craque na sua despedida, não se tratava de balela alguma. Era a mais pura verdade.

Compreendo que, por razões éticas, o Corinthians, através de seu médico, não quisesse divulgar esse problema clínico do jogador, sem sua explícita autorização. Mas, também, pelas mesmas razões éticas, não precisava descartar publicamente uma verdade que só beneficiaria Ronaldo, no fim das contas.

Sim, porque, ao negar uma das especulações sobre os motivos que impediam o craque de entrar em forma física aceitável, abriram-se as portas para todas as demais especulações negativas à imagem do craque: é glutão incontrolável; enche a cara todo o dia, não se cuida, e por aí vai.

(Lembro que, certa vez, Ronaldo foi ao Bem, Amigos. Depois do programa fomos à tradicional ceia no Lellis. No dia seguinte, um companheiro de imprensa, que fazia reportagem exatamente sobre os hábitos alimentares do jogador, me ligou para perguntar o que ele havia comido, se muito, se pouco.

Juro que não prestei atenção no seu apetite, mas posso assegurar que não foi maior do que de todos à mesa. Não pediu o segundo prato, não exagerou no vinho, nada que valesse uma nota especial a respeito).

Na pior das hipóteses, se a ética proíbe o médico de revelar algo protegido pelo sigilo de sua relação com o paciente, a fórmula mais adequada é aquela que encerra o papo: sem comentários. Ou, perguntem a ele.

Não conheço a legislação específica sobre o assunto, mas é óbvio que a revelação sobre o estado clínico do jogador não o incriminaria em nada. Ao contrário, o absolveria de muitas suspeitas indevidas.

Por fim, a questão do eventual doping, caso Ronaldo tomasse os tais hormônios que combateriam a disfunção metabólica, segundo sustentou o jogador na sua despedida.

Por tudo que li e ouvi dos especialistas, não seria o caso. Esse tratamento não incidiria na lei antidoping.

Nada disso, porém, diminui a história de Grava, nem a obra de Ronaldo. Mas, serve de lição para casos futuros. Vai na conta das nossas naturais imprecisões.

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Charge de Milton Trajano sobre o adeus de Ronaldo

Inter e Cruzeiro

São os dois brasileiros que entram em cena na Libertadores nesta quarta-feira.

O Inter, pleno de argentinos, alguns em campo, outros no banco, vai ao Equador pegar o Emelec, dividido entre a glória de ostentar o título continental e o vexame de ter sido eliminado antes da hora no Mundial de Clubes.

O diabo é saber quais dos dois sentimentos prevalecerá em campo, pois o adversário, convenhamos, não é nenhum bicho-papão. E o Inter, sem ser um timaço, é uma boa equipe, capaz de perfeitamente voltar do Equador com a classificação para a próxima fase já praticamente garantida.

Já o mesmo não se pode dizer do Cruzeiro. Menos pelo poderio da equipe e muito mais pela força do adversário, o Estudiantes.

Mesmo jogando em casa, que não é sua casa, pois sua casa – como a do Galo – é o Mineirão em obras, o Cruzeiro terá de dar tudo para assegurar uma posição digna em seu grupo.

Copa do Brasil

O São Paulo, desabituado à essa disputa porque há sete anos era protagonista da Libertadores, volta à Copa do Brasil, em Campina Grande, contra o Treze. E volta com seus meninos de ouro do Sul-Americano Sub-20: Casemiro, Lucas, Henrique e William.

Pelo visto, Casemiro e Lucas começam jogando, enquanto Henrique e William guardam o banco.

Os garotos estão cansados e relaxados pela conquista magnífica com a camisa canarinho. Mas, são meninos e podem extrair algo mais de  seu cansaço.

Com eles, se Carpegiani tiver juízo – não agora, mas um pouco mais à frente -, o Tricolor, enfim, poderá montar um time sugestivo e capaz de dar um salto fora da mediocridade (no literal sentido) atual.

Mas, se Carpeginia resolveu poupar para esse joo Rivaldo, Luxemburgo vai com tudo a Alagoas para encarar o Murici.

Claro, pois estamos no início da preparação, e tanto Ronaldinho Gaúcho quanto Thiago  Neves carecem de ritmo de jogo. E isso só se obtém jogando.

É esperar se ambos egrenam e o Fla ganhe aquele status superior que as estrelas sugerem.

Notas relacionadas:

  1. A VOLTA DO FENÔMENO
  2. VALEU, MANO!
  3. INSÓLITO GRENAL E OUTROS CLÁSSICOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros | 14:45

OBRA E O AUTOR

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A despedida já anunciada na véspera foi comovente, como costuma ser nessas ocasiões. E elucidativa, pois só agora ficamos sabendo, da boca de Ronaldo, que há quatro anos, quando jogava ainda pelo Milan, os médicos constataram nele a síndrome do hipotireoidismo, uma disfunção orgânica que atua sobre o metabolismo, dificultando demais o processo de emagrecimento.

Isso explica por que Ronaldo, embora treinando muito, não conseguia reduzir seu talhe. Ao contrário: desde que desembarcou no Parque, em 2009, até hoje, a impressão é a de que engordou ainda mais.

Ronaldo, ao revelar esse fato, lastimou que muitos dos que fizeram piadas com seu peso, ou condenaram sua eventual desídia, se sentiriam agora culpados. Pode ser. Mas, teria muito mais transparente e compreensível se esse fato fosse divulgado publicamente desde o primeiro momento. Evitaria muitos mal-entendidos. Nada melhor do que a verdade exposta clara e objetivamente.

Mas, a obra de Ronaldo, nesses gloriosos dezoito anos de encantos e desencantos nos gramados, está acima disso tudo. A obra, no fim, estará sempre acima do seu autor, em qualquer setor da vida humana.

Por exemplo: acabo de ler uma biografia bem desenhada da vida e da obra de Cervantes. Fechei o livro convencido de que D. Quixote foi maior do que Cervantes.  E olhe que Cervantes penou feito cão danado ao longo de sua vida, suportanto com galhardia suas desditas,  guardadas as devidas proporções, como Ronaldo.

Isso é muito comum, entre outras coisas, porque a obra é fruto do gênio do autor. Mas, o autor é fruto de todas as maravilhas e imperfeições da Natureza.

As portas da Libertadores

A Libertadores pra valer abre suas portas para cinco brasileiros. E o primeiro a transpassar o seu umbral será o Santos, que, na Venezuela, espera ansioso pelo quarteto de ouro da conquista do Sul-Americano Sub-20: Neymar, Danilo, Alex Sandro e Alan Patrick.

O diabo é saber como estarão os músculos, os pulmões e as almas desses garotos, depois da maratona a que foram submetidos desde o final do ano passado, culminada com a festa do título e a natural descarga de energias que sobrevêm naturalmente dessas celebrações.

De qualquer forma, desconfio que apenas Neymar estaria nos planos de Adílson para essa partida contra o Deportivo Tachira, a não ser que pretenda utilizar Danilo ao lado de Arouca, digamos, no meio de campo.

Mesmo assim, é sempre animador saber que essa turminha estará, ao menos, no banco, para qualquer eventualidade.

Verdadeira final

Os deuses da bola, se fossem menos cruéis, teriam reservado esse jogo para a final da Liga dos Campeões da Europa. De qualquer forma, já botei pra gelar o champanha e deixo pra abrir o pote de caviar Beluga na hora em que Arsenal e Barcelona entrarem em campo, quarta-feira.

São os dois times que praticam o futebol mais agradável de se ver no planeta. Aliás, no estilo, assemelham-se muito, ambos dando ênfase ao toque de bola, ao envolvimento do adversário e à arte das tramas via passes exatos e vertiginosos.

O Barça tem sido bem mais eficiente, enquanto o Arsenal vacila diante dos momentos mais críticos de suas caminhadas, seja na Liga, seja no Campeonato Inglês, ao contrário de seu conterrâneo, o Manchester United, mais incisivo e decisivo.

De qualquer forma, espera-se um espetáculo como poucos. E que vença o melhor.

Notas relacionadas:

  1. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
  2. INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA
  3. PALAVRAS E OBRAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 13 de fevereiro de 2011 História | 20:39

O ADEUS DE RONALDO

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Não vi Fried em ação, a não ser num flash de cinejornal dos anos 20, que o Fernando Faro exumou de algum baú perdido, talvez a própria Arca da Aliança, quem sabe. Afinal, ele pendurou as chuteiras seis anos antes de eu nascer.

Mas, ouvi maravilhas dos antigos, testemunhas vivas da longa e estupenda carreira daquele filho de alemão e negra bem brasileira, mulato claro de olhos verdes, que só fui conhecer de perto já velho mas ainda altivo em seu terno branco e óculos escuros.

Vi Leônidas no fim de carreira e nas vivas imagens em preto e branco de um documentário da RTF sobre a Copa de 38 na França. Vi e revi várias vezes, ao lado do saudoso Raul Duarte, que o trouxe em 42 para o São Paulo, como enviado de Paulo Machado de Carvalho, na sala de projeções da velha TV Record, na av. Miruna.

Elástico, célere, implacável, genial.

Vi, bem, Ademir de Menezes, suas arrancadas fulminantes, seu cabeceio exato e fatal. Assim como vi à exaustão Vavá, Pagão e Coutinho, três estilos distintos, na mesma arte superior de fazer gols sobre gols.

E que dizer de Careca? Praticamente o mesmo relato que faria de Romário.

Todos gênios incomparáveis no ofício de fazer gols, em síntese, a essência do jogo.

Ronaldo Fenômeno, amigo, está aí nesse time, certamente com marcas mais expressivas. Menos do que certamente teria sido caso não fosse vítima de tão graves lesões, de recuperações longas, a ponto de quase reduzir à metade sua presença nos campos do mundo.

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Marcas expressivas não faltaram na carreira de Ronaldo (foto: AE)

Nesta segunda-feira, depois de ter, já sob o peso da idade e das precárias condições físicas, dado ao Corinthians uma fortuna em empreendimentos fora dos campos, e uma Copa do Brasil e um Paulistão, dentro das quatro linhas, anuncia sua aposentadoria.

Já não era sem tempo? Só quem pode dar essa resposta é o próprio craque. É ele quem sabe onde lhe dói o calo.

A nós só resta aplaudirmos sua passagem pelos campos com as palmas eternas da saudade.

Notas relacionadas:

  1. TIRANDO DA LUSA O QUE LHE RESTA
  2. PACAEMBU SETENTÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 12 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros | 14:17

ROBERTO CARLOS, CIAO E BÊNÇA

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Na verdade, juntou a fome com a vontade de comer. Roberto Carlos, que desembarcou no Parque cercado da maior expectativa no ano passado, sorrisos permanentes e uma excelente participação no Brasileirão, não resistiu à pressão da Fiel, depois do vexame contra o Tolima. E o Corinthians, de sua parte, já fazia as contas e chegava à conclusão de que, mantê-lo no clube, seria um tremendo prejuízo.

Sim, porque Roberto Carlos, como Ronaldo Fenômeno, não era tanto uma solução técnica do que uma aposta em altos lucros para o Timão. Se a Fiel (leia-se, consumidor) perdeu a fé no jogador por conta da sua ausência um tanto inexplicável no jogo da volta com o Tolima, a tendência era a relação entre os três – clube, jogador e torcida – se deteriorar ao ponto do irreversível.

Portanto, foi a melhor solução, de comum acordo.


Clássico de arrepiar

Foi isso mesmo: um clássico de arrepiar, em Sete Lagoas, em cuja homenagem Galo e Raposa marcaram no total sete gols, aos quais se podem somar mais sete chances perdidas de parte à parte.

O Cruzeiro, jogando para sua torcida, única no estádio para evitar confusão, foi melhor a maior parte do encontro. Mas, Diego Tardelli estava encantado, fazia chover e sair o sol ao mesmo tempo. Marcou três gols dos 4 a 3 finais para o Galo, e acabou sendo expulso, no finalzinho.

Assim, o técnico vai plantando sua bandeira no terreiro desse Galo 100 por cento, líder e vencedor desse campeonato paralelo – o eterno clássico mineiro.

Almirante renascido

Como diria Nelson Rodrigues, essa foi uma vitória de ressuscitar todos os vascaínos – os vivos e os mortos: 9 a 0 sobre o América! Sim, porque o Almirante havia naufragado fragorosamente no primeiro turno carioca. E, quando já se fazia o sinal da Cruz de Malta, ali na baía de Guanabara, eis que o Almirante emerge das águas feito um Poseidon de tridente mortal.

Uma goleada como essa é de dar vida nova ao Vasco no segundo turno, porque futebol não é só técnica e habilidade. É, também e muito, autoconfiança.

Verdão líder

O Palmeiras não encanta, mas resolve. É o jeito Felipão de ser. Montado num sistema defensivo fortíssimo, que só levou três gols em oito jogos do Paulistão, o Verdão bateu o Americana por 1 a 0, gol de Kleber. Gol de Kleber, com passe do adversário, no exato momento em que o Americana saía para o jogo, no segundo tempo.

O presente foi uma gentileza, é verdade. Mas, se Kleber não é o matador que é, nada teria rolado.

Assim, o Palmeiras recupera a liderança, e, o mais importante, a confiança, depois da derrota para o rival Corinthians, na rodada anterior.

Robinho e a goleada

Robinho estava lá no banco, poupado, ao lado de Pato, enquanto o Milan se esfalfava para manter os 2 a 0 iniciais sobre o Parma. Pois, foi Robinho entrar e a goleada se impôs.

Nosso craque foi lá e logo meteu dois pra acabar com o papo.

Peixe em águas turvas

O técnico Adílson Batista torceu o nariz para a performance do Santos que ele pensava escalar para a estreia na Libertadores. O Santos bateu o Noroeste, na noite de sexta-feira, por 2 a 0, gols de Zé Love, de volta ao time, e do menino Felipe Anderson, num belo disparo longo, que vai cavando seu lugarzinho no time.

O questionamento que o técnico se fez, depois do jogo em que o Santos não desenvolveu aquela fluência ofensiva de hábito, embora tenha marcado dois gols e perdido um pênalti, com Elano, é se funciona o sistema 4-3-3 com esses jogadores.

Na verdade, o nó continua sendo Keirrison, que não participa da ação coletiva com a intensidade necessária. O rapaz não consegue pegar no breu. Às vezes, dá sinais de que vai, mas não vai.

Mas, desconfio que o problema maior está nas condições físicas de Arouca, que voltou ao time depois de muito tempo na enfermaria. Tanto, que acabou sendo substituído. Em forma e com o devido ritmo de jogo, Arouca faz milagres no meio de campo, dinamizando esse setor como nenhum outro volante o faz no atual futebol brasileiro.

Mas, pelo sim, pelo não, bem que cabe, com a volta de Maikon Leite ao lado de Zé Love lá na frente, um meia tipo Felipe Anderson para compensar a atual falta de vitalidade de Arouca no meio de campo.

E que gol!

O clássico de Manchester estava uma dureza. O United havia aberto o placar com Nani e o City empatara com Dzeck, num pinball na área, no segundo tempo. E olhe que o City estava ligeiramente melhor do que o United, quando, lá pra mais da meia hora final, Scholes serve Nani que cruza…

Eis que, então, uma pequena obra-prima é desenhada no Teatro dos Sonhos: Wayne Rooney passa um passo da linha da bola, gira o corpo que se eleva a, sei lá, metro e meio do chão, e aplica uma bicicleta de honrar um Leônidas da Silva, o precursor do gênero. United, 2 a 1, mais líder do que nunca.

Mas, a coisa não parou aí no Campeonato Inglês. Logo na sequência, Van Persie, pelo Arsenal contra o Wolveshampton, perpetraria outro golaço: centro da direita, o holandês pega, de primeira, um chicote letal, coisa de fazer inveja a Bebeto, o rei dos voleios.

Notas relacionadas:

  1. A MANCADA DE LUXA
  2. ROBERTO CARLOS, UMA PROMESSA
  3. INFELIZ ROBERTO CARLOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 20:46

PERDEMOS, OUTRA VEZ

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A justíssima expulsão de Hernanes, que atingiu o peito de Benzema ainda no primeiro tempo, virou o jogo de cabeça pra baixo. Até então o Brasil estava com o controle da bola e dos espaços. Basta dizer que detinha 66 por cento do domínio de bola.

Não chegou, é verdade, a criar grandes chances de gol. A França, com Benzema, num isolado contragolpe, foi mais incisiva nesse sentido,

Mas, a partir dessa nova realidade, o Brasil só somou equívocos, embora os franceses também não chegassem a se aproveitar devidamente da vantagem de um homem a mais. Até Benzema marcar o gol da vitória da França, mais uma, nessa série invicta de quase vinte anos.

O primeiro equívoco foi Mano retirar de campo Robinho. Não que Robinho estivesse jogando bem, nada disso. Mas, trata-se de um jogador veloz, múltiplo, que podia compensar a desvantagem de um mais,

O segundo equívoco foi optar por Sandro, um volante especificamente de contenção, em vez de Anderson, mais versátil, que tanto marca quanto avança.

Mas, tudo isso flutua entre o que foi e o que poderia ser, uma zona imprecisa que cai no absoluto subjetivismo.

Som, claro, o Brasil poderia ter empatado esse jogo, em duas oportunidades (pouco), assim com ao França teve chances de ampliar o marcador, e só não o fez graças a Júlio César, o goleirão que voltou em plena forma à Seleção.

De resto, é louvar a participação de Júlio César, mais uma vez, e a de André Santos, que anulou o mais incisivo francês, Menez,  a não ser no lance que antecedeu gol, quando o francês passou de passagem pelo brasileiro. Mas, nesse lance, a jogada era de Robinho, que acompanhou o adversário até o momento final, e desistiu na hora H.

Quanto aos estreantes – afora Hernanes, que vinha bem, mas resvalou na falta absurda -, Renato Augusto vinha jogando razoavelmente antes da expulsão do companheiro, E Jadson, que entrou em seu lugar, só fez um passe esperto para Pato, que não se completou.

Dado a tantas alternativas que ficaram de fora na convocação – Neymar, Ganso etc. – a perda de mais um jogo para a França, nessas circunstâncias, não é nenhuma tragédia.

Digamos que, apenas, algo desagradável.

Quase lá

Foi apertado, mas foi: 1 a 0, gol de Casemiro, de cabeça, outra vez. E o Brasil passou pelo Equador, no Sul-Americano Sub-20 e está a um passo de Londres, que é o que interessa.

Sem Neymar e a dupla de zagueiros titular, nossos meninos dominaram o primeiro tempo, quando poderiam ter ampliado o placar, e seguraram as pontas no segundo, quando estiveram a pique de entregar o ouro.

O importante, porém, foi passar por um obstáculo que poderia ter sido fatal para nosso sonho olímpico.

Ah, Flu…

Confesso que esperava muito mais do Fluminense, nessa estreia na Libertadores, contra o Argentino Juniors, no Engenhão.

Claro que Fred fez falta, embora seu substituto, o He Man, Rafael Moura, tivesse salvado o Tricolor com dois gols. Mas, esse nem foi o caso. O caso foi que o Fluminense jogou em ritmo de valsa, quando a batida exigia um samba rasgado.

Esse empate por 2 a 2 foi um alerta para o Flu, que terá de se desdobrar daqui pra frente.

Duas vezes Liedson

A estreia de Liedson no Corinthians não poderia ser mais auspiciosa. O artilheiro, que desembarcou no Parque na véspera, entrou em campo de imediato, fez dois gols e deu ao ataque do Corinthians a energia que vinha faltando desde quando Ronaldo, há dois anos, deixou de ser decisivo.

Se a vitória apertada sobre o Palmeiras, no fim de semana, serviu para apaziguar os ânimos no Parque, a goleada por 4 a 0 sobre o Ituano, por certo, haverá de infundir novo ânimo à equipe, daqui pra frente.

Notas relacionadas:

  1. RESERVA POR RESERVA…
  2. BRASIL PROTAGONISTA
  3. VALEU PELA RAÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 01:33

VALEU PELA RAÇA

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Parece que estava escrito por mãos sinistras. Em menos de seis minutos de bola rolando, o Brasil já estava sem sua zaga titular – Bruno Uvini machucado e Juan expulso – e perdendo por 1 a 0, fruto de um pênalti infantil cometido por Juan.

Mesmo assim, nossos meninos se desdobraram em campo, assumiram o controle do jogo e atacaram, até chegar ao empate num golaço de Willian – tiro certeiro de fora da área.

Os argentinos, apesar da vantagem numérica, permaneciam encolhidos lá atrás, à espera de que o relógio disparasse antes da virada que se desenhava no ar com fortes traços.

Eis que, no entanto, numa bola ao chão, à altura de nossa intermediária, Casemiro toca, sem razão, para o meio, nos pés de um adversário, enquanto baixava um apagão em toda a zaga brasileira. Ora, como o menino Iturbe é bom de bola, ele partiu pra cima, limpou dois e tocou na saída do goleiro Gabriel.

Ainda assim, apesar de todas as provações, nossos meninos foram em frente, meteram uma bola na trave e criaram mais duas chances claras de gol.

Valeu pela determinação dos nossos garotos, com destaque especial para o volante Fernando e o meia Lucas, que estiveram no centro de quase todas as ações brasileiras, tanto atrás quanto na frente.

O diabo é que não só perdemos a liderança para o Uruguai, como não teremos Uvini pelo resto do torneio, nem Juan e Neymar para a partida contra o Equador.

Mas, se o time jogar com esse espírito, haverá de dar a volta por cima em todas as adversidades.

Alívio no Parque

Não foi a redenção, pois esta só vira quando e se o Corinthians levantar a taça da Libertadores. Mas, a vitória por 1 a 0, por certo, servirá para apaziguar um pouco os ânimos exaltados da Fiel.

Contudo, olhando para o futuro mais próximo, é bom lembrar que o Palmeiras jogou melhor, criou várias chances de virar o placar e esbarrou na ótima forma do goleiro corintiano Júlio César.

Isso quer dizer que o Timão terá ainda um bom caminho a percorrer para, ao menos, recuperar a dignidade e terminar o Paulistão em alta.

Para dar esse novo rumo, a diretoria acaba de contratar William, o ex-zagueiro e capitão da equipe, na função de gerente de futebol.

William me parece um moço inteligente, com plena ascendência sobre seus companheiros de ontem. Mas, embora com longa vivência no futebol, tenho minhas dúvidas de que já esteja preparado para esse cargo, que, no Bra sil, é ainda incipiente e de contornos imprecisos, o que costuma levar a mal-entendidos frequentes. Enfim, um cargo que vaga ao sabor das ondas do futebol: ora, é instituído; ora, destituído.

No fim de tudo, o que conta mesmo é o comportamento do time em campo. E, para que ele seja mais proveitoso do que tem sido, é fundamental que o técnico escolha um sistema de jogo, escale os jogadores ideais de que dispõe no elenco para executá-lo e pau na máquina!

O resto é conversa fiada pra boi dormir.

As três estrelas

Ronaldo Fenômeno, depois da investida no twitter, preferiu se eximir do clássico.

Já o Ronaldinho Gaúcho fez seu primeiro gol com a camisa do Fla. De pênalti, é verdade, mas batido com categoria. Ainda não foi o Ronaldinho que pode ser na Gávea, mesmo sem alcançar o patamar dos tempos áureos do Barça. Mas, deu alguns passes de classe, ensaiou esta ou aquela jogada de seu vast o repertório e tal e cousa e lousa e maripousa.

Está ainda claramente sem ritmo de jogo adequado. E isso só vira com o tempo e o exercício, claro.

Por fim, Rivaldo refluiu em relação à sua estreia no São Paulo. Na derrota por 2 a 1 para o Botafogo de RP, teve uma atuação discretíssima. Mas, é impossível avaliar o quanto dessa discrição se deve ao jogador, individualmente, ou á confusão tática armada pelo técnico Carpegiani.

Apesar disso, o Tricolor paulista até que poderia ter chegado, pelo menos, ao empate. Sobretudo, após a entrada de Marcelinho Paraíba, que dinamizou um pouco o meio-campo e o ataque de seu time.

Jogaço

Isso, sim, foi um clássico que honra as tradições do futebol carioca. Não só o passado, mas, principalmente, o presente de tantas realidades e expectativas.

Botafogo e Fluminense gastaram a bola na vitória por 3 a 2 do Glorioso. Pena que a arbitr agem tenha sido tão ruim, prejudicando os dois times em várias situações.

Ótimo para o moral do Botafogo, que alcança a liderança de seu grupo, batendo o melhor time do Brasil. E nem um pouco depreciativo para o Flu, que, mesmo na derrota, demonstrou suas altas qualidades.

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sábado, 5 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 15:43

PALAVRAS E OBRAS

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Ronaldo Fenômeno entupiu o twittter com indignações contra os cretinos que, neste dois dias, têm vandalizado as dependências do Corinthians, em protesto pela vexatória eliminatória do time na Copa Libertadores.

Tem razão o craque histórico. Nenhum tipo de violência se justifica, em qualquer circunstância. Mesmo porque estou convencido de que esse tipo de protesto de torcida organizada, em geral promovida por um bando de moleques – adolescentes e jovens semialfabetizados – a mando de alguém, busca mais aqueles poucos segundos de fama ao ver seus rostos expostos pela televisão do que realmente extravasar sua ira pela derrota da hora.

Nessa linha, bem fariam as televisões brasileiras se imitassem as inglesas, que limitam a exibição dessas lamentáveis cenas ao mínimo necessário para informar os telespectadores. De preferência, em planos distantes, e, se isso fosse impossível, velando o rosto dos participantes para que eles não possam se vangloriar no dia seguinte.

As imagens reais, iriam para a polícia, que trataria de identificar esses pequenos criminosos, prendê-los e abrir os devidos boletins de ocorrência. E que a justiça fosse menos lenta e tolerante com essa cambada.

Quanto à reação de Ronaldo, repito, é justa. Mas, insuficiente. Mesmo, como ele afirma, que não leve nenhum tostão do Corinthians; ao contrário, com sua ação de marketing, bota um bocado nos cofres alvinegros, o que me consta ser pura verdade, ele é, sobretudo, um jogador de futebol, ainda.

E jogador de futebol, como qualquer outro artífice, se expressa mais com sua obra do que com suas palavras. E a obra recente de Ronaldo Fenômeno está a mil anos-luz da obra que ele nos deixou em sua gloriosa e longa carreira.

E, se ele deseja cumprir a promessa de uma grande volta por cima, precisa readquirir rapidamente, no mínimo, a forma física dos tempos dos títulos paulista e da Copa do Brasil, há dois anos.

Que jogaços!

Os anglo-saxões e os germânicos, digamos, são primos em segundo grau, que se odeiam historicamente. Mas, têm algo em comum: nunca se entregam, até o último homem, até o último minuto.

E, no futebol, como na guerra, não é diferente.

Pegue o amigo esse jogo lancinante entre Colônia e Bayern de Munique. Os bávaros saíram na frente – 2 a 0, no primeiro tempo. No segundo tempo, porém, sob o comando de Podolski, o Colônia virou para 3 a 2. E, até o apito final, o 4 a 2 e o 3 a 3 rondou as duas metas, em lancinantes golpes de parte a parte.

Mais emblemático ainda foi o jogo em Newcastle, onde o Arsenal, naquele seu toque-toque hipnótico, ao estilo do Barça, em menos de três minutos rolados, já vencia por 2 a 0, e, em menos de dez, por 3 a 0. Enfim, terminou o primeiro tempo, com 4 a 0 no placar e anunciando uma goleada espetacular.

É verdade que o Newcastle, apesar do vexame inicial, respondia com ataques perigosos. Na verdade, criou quatro claras chances de reduzir o placar, ainda no primeiro tempo.

Mas, no segundo, Deus do céu! Depois da expulsão injusta de Diaby, o Arsenal submeteu-se a um sufoco irresistível. E o jogo terminou em 4 a 4, ainda que os dois times tenham criado chances para definir a vitória antes de o juiz encerrar a partida.

Juiz, aliás, que errou em lances capitais contra os dois times. Mas, o que restou foi a enorme emoção de um jogo delirante.

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