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Posts com a Tag Corinthians

domingo, 23 de novembro de 2008 Série B | 15:21

CAMPEONÍSSIMO

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Não houve até hoje, e desconfio que não haverá tão cedo, um campeão da Série B com tantas sobras de desempenho. Antes mesmo da última rodada – dispensada, diga-se, na prática, pelo campeão, que já entrou em férias -, o Corinthians fechava o torneio com 19 pontos a mais em relação ao segundo colocado, o Avaí, com média superior a dois gols por partida e tal e cousa e lousa e maripousa.

E olhe que, apesar de já campeão há várias rodadas, empenhou-se nesse jogo de sábado, com o Avaí, como se o título ainda estivesse em disputa. Aliás, o Avaí, também com vaga assegurada na Primeirona, atirou-se á refrega com unhas e dentes. A tal ponto que o jogo terminou em pancadaria.

Só isso já dá a dimensão da força interior que moveu o Corinthians nessa arrancada em busca do prestígio perdido pela queda.
Sem garra, sem espírito de luta, não há como vencer uma disputa acirrada como essa.

Talvez, por isso mesmo o Corinthians trouxe para o Parque São Jorge um técnico gaúcho, de cenho franzido, voz grossa, afiado nas porfias da Segundona com seu ex-Grêmio, cuja capacidade de combate é histórica.

Eis, porém, que Mano Menezes chegou, e, sem que a turma percebesse, foi montando uma equipe com padrões que contrariavam todas as premissas sobre a competição. Nada de 3-5-2 ou 3-6-1, que em geral representam os sistemas mais adaptados ao tal de futebol de resultados. Nada de brucutus distribuindo porretadas no meio-de-campo para poupar os taludos beques do combate homem-a-homem.

Sem grossura, meu – esse foi o lema que, na prática, o gaúcho Mano Menezes adotou.
Com apenas dois zagueiros, firmes na marcação, mas que sabem jogar com a bola nos pés (Chicão e William), dois laterais ofensivos (basicamente, Alessandro e André Santos), apenas um volante mais de contenção, porém, técnico (Fabinho, de início; depois, Cristian), três meias de extrema habilidade (Elias, Douglas e Morais) e dois atacantes de muita mobilidade e incisivos – Herrera e Dentinho, os artilheiros do time com 15 gols cada.

Assim, o Corinthians pôs a bola no chão, envolveu seus adversários, correu poucos riscos e disparou um placar de resultados nunca visto nessa competição. Teve oscilações, jogou mal, ganhou esta ou aquela partida que até merecia perder, é verdade. Mas, isso é do jogo numa disputa tão longa. E, na média, o Timão foi aquele que, somando A e B, apresentou os espetáculos mais saborosos da temporada.

Corinthians voltou!

Ah, mas os adversários eram uma baba – dirão os ressentidos. Mas, se o eram neste ano, igualmente o eram nos anteriores, quando nenhum outro grande (Grêmio, Palmeiras, Botafogo, Atlético Mineiro etc) chegou perto de performance desse calibre.

E, se o que vale, para os pragmáticos de plantão, é o resultado que plantem uma vírgula sequer nesse obtido pelo campeoníssimo Corinthians.

Notas relacionadas:

  1. PALMAS PARA O TIMÃO
  2. HERRERA, EM PLENILÚNIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

sábado, 15 de novembro de 2008 Série B | 20:15

HERRERA, EM PLENILÚNIO

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Herrera é isso, Herrera é aquilo, mas, na verdade, Herrera é um desses atacantes que pode não ser, como não é, um artista da bola, dono de futebol refinado, cheio de surpresas, nada disso. Mas, tem um coração do tamanho do Parque São Jorge, e está sempre metendo seus gols, apesar do apelido pejorativo que trouxe na bagagem da Argentina: Casi goal.

Quase gol, uma ova! É de cabeça, de esquerda, de direita, de fora ou dentro da área, limpando o beque e batendo ou pegando sobra, é gol de todo jeito que o gringo acumulou nesta sua passagem pelo Corinthians.

Neste sábado mesmo fez dois dos 3 a 1 que o Corinthians emplacou no Vila Nova, num Pacaembu em festa. E, quando foi substituído, a Fiel desmanchou-se em aplausos.

Sim, tõ cansado de saber que esse tipo de atacante é de lua; na cheia, farta-se de marcar gols; na lua nova, entra em irritante estiagem.

Mas, se futebol é momento, como reza uma das mais poderosas máximas desse universo, o momento de Herrera, como do Corinthians, é de plenilúnio, lua cheíssima, redonda feito bola luminosa.

Notas relacionadas:

  1. PALMAS PARA O TIMÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 13 de novembro de 2008 Série B | 15:47

PALMAS PARA O TIMÃO

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Palmas para esse Corinthians, que, apesar de campeão antecipado, recordista em tudo na Série B, segue disputando-a com seriedade e, sobretudo, integridade. A vitória sobre o Juventude, em Caxias, por 2 a 1, não apenas quebra um tabu de muito tempo, como revela uma equipe organizada e ousada, com porte de verdadeiro campeão, aquele que se sente na obrigação de preservar a dignidade do título, doa a quem doer.

Que se mantenha assim até o apito final da Série B, pois isso será a semente forte para a grande volta por cima na Série A.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

sexta-feira, 7 de novembro de 2008 Ex-jogadores, História | 19:15

TIRANDO DA LUSA O QUE LHE RESTA

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Não bastassem todos aqueles títulos roubados da Lusa pelos juizes nos anos 50, quando tinha um timaço incomparável e chegava a ceder sete jogadores para a Seleção Brasileira, querem agora levar o que restou de troféus no Canindé, pela bagatela de 150 mil reais, dívida que o clube teria com um desses tantos anônimos e improfícuos empresários da bola.

Inclusive os três campeonatos paulista conquistados em campo pela Portuguesa, em 35, 36 e 73, este, dividido no banheiro do estádio com o Santos pelo então presidente da FPF, José Ermírio de Moraes, por conta das contas erradas do juiz Armando Marques, na cobrança de pênaltis decisiva.

Como se vê, tudo na Lusa é sofrido, até as favas contadas, que, de uma hora pra outra, deixam de sê-las.

Mesmo aqueles títulos de 35/36 não lhe pertencem por inteiro, desde que aquela foi uma época de cisão no futebol paulista, entre a LPF (Liga Paulista de Futebol) e a Apea (Associação Paulista e Esportes Amadores), durante o processo de implantação do profissionalismo na província. Então, houve dois campeonatos paulistas disputados concomitanmente.

Mas, a conquista de dois Rio-São Paulo (o Brasileirão da época), no início dos anos 50, é absolutamente irretorquível. A Lusa era, na época de fastígio de Corinthians, Palmeiras, Vasco e Flamengo,  disparado, o melhor time do Brasil. Época em que cruzou os mares e foi buscar a Fita-Azul por duas vezes seguidas na Europa e Oriente, duas extraordinárias campanhas invictas no Exterior.

 A Lusa de Muca, Cabeção, Djalma Santos, Zé Maria, Marinho Perez, Ditão, Zé Roberto, Brandãozinho, Noronha, Julinho, Pinga, Servílio, Simão, Dener, Ocimar, Ipojucã, Raul Klein, Pontoni, Fausto, a Maravilha Negra, Eneas e tantos outros craques inesquecíveis, não mereceia isso.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

sábado, 25 de outubro de 2008 Sem categoria | 18:04

TÁ TODO MUNDO LOCO

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Foi uma festa como nunca se viu. Porque nunca antes o Corinthians vivera esse lapso entre a suprema humilhação e a glória da volta por cima.

Era uma volta anunciada desde as primeiras rodadas da Série B, quando o Timão plantou sua bandeira no centro do gramado e passou a ditar as regras da competição.

Isso porque, contrariando a voz corrente, segundo a qual deveria armar um time guerreiro, lutador, esquecer a técnica e apostar na força, pois esta seria a norma da Série B, montou uma equipe tecnicamente muito bem qualificada, sob o comando de um treinador esclarecido e lúcido, Mano Menezes, que fez a turma jogar sem medo de fazer bonito.

E, ao longo da jornada, houve momentos inexcedíveis desse Corinthians, que pôs a bola no chão, trocou passes, jogou ofensivamente, destemido, e não apenas foi acumulando pontos como ofereceu um espetáculo digno da Fiel.

Sim, claro, também oscilou, caiu de produção, obteve resultados pífios, sobretudo quando se aproximava a hora da definição. Mas, comparando, é brincadeira. E os números dizem tudo: defesa menos vazada, ataque mais positivo e uma diferença de pontos abismal em relação aos seus mais próximos perseguidores.

Afora isso, no plano individual, apontou, pelo menos, dois jogadores em nível de Seleção Brasileira, mesmo disputando a Segundona: o lateral-esquerdo André Santos e o meia Douglas, um desses raros canhotos de habilidade, técnica e senso de organização incomum nos tempos atuais.

Mas, teve também outros heróis: o goleiro Felipe, os zagueiros William e Chicão, o tardio Morais, Herrera, Dentinho etc.

Todos eles impecáveis na vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, neste sábado, num Pacaembu delirante, gols de Douglas, depois de bela trama do ataque, e de William, colhendo rebote do goleiro em falta cobrada por Cristian.

Enfim, tá todo mundo loco, na mais pura razão kantiana.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

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