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21/11/2009 - 22:07

HERÓICO TIMBU

Se o Náutico conseguir escapar da queda, esta noite de sábado entrará para os anais do clube, pois, terá sido o ponto de inflexão para a fuga desejada.

A revirada alvirrubra, gente, no finzinho do jogo, quando o placar parecia já definido a favor do Corinthians, foi simplesmente uma comoção, coisa de arrepiar, uma Batalha dos Aflitos ao inverso. Com um jogador a menos, diante de um Corinthians que havia virado o jogo para 2 a 1 e acumulava chances de gols perdidos, na casa do adversário, o Náutico foi lá, e, em três pontadas, revirou o placar para 3 a 2.

Ah, mas não foi pênalti a falta decisiva da partida, de Escudero em Aílton, que começou a ser agarrado antes da risca da área, dirá o amigo alvinegro. Tenho minhas dúvidas, depois de várias repetições na tv, se a ação faltosa do zagueiro corintiano não se estendeu para além da risca. Na dúvida, pró-ataque, como reza a cartilha de i9nstruções da IB.

O fato é que o bandeirinha, o componente da arbitragem mais próximo do lance e com melhor visão, não teve dúvidas: cal!

Quanto ao Timão, que fez um primeiro tempo sem nenhuma inspiração, melhorou muito no segundo, sobretudo com as participações de Ronaldo, que fez um gol, deu o passe para o segundo e perdeu duas chances (uma, cara a cara com o goleiro) claras para ampliar.

Mano tem muito que manejar esse tipo até achar o ponto ideal para pegar a libertadores com possibilidades de levantar a taça intercontinental pela primeira vez na história do clube.

Escudero mantém "média" de cartões (Charge de Milton Trajano)

Escudero mantém "média" de cartões (Charge de Milton Trajano)

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: ,
05/11/2009 - 16:17

A BOLA COM VERDÃO E GALO

O empate foi heróico, pelas circunstâncias, mas o Tricolor somou apenas um ponto e está passível de cair da liderança para um segundo lugar dividido, caso Verdão e Galo vençam seus jogos deste fim-de-semana.

O Atlético joga em casa, é verdade, enquanto o Palmeiras terá de ir ao Maracanã, num Fla-Flu insólito.

O Galo joga  sob o apoio maciço de uma nação em festa, mas pega o indigesto Flamengo, que, como ele, luta não apenas por uma vaga na Libertadores como também pelo título.

Já o Palmeiras enfrenta um dos lanternas do campeonato. Mas, um lanterna que vem de cinco rodadas invictas – a última, aquela virada emocionante sobre o Cruzeiro em pleno Mineirão, depois de ter vencido o Galo, em casa.

Como se vê, nem dá para cravar qual o jogo mais favorável, se o do Galo ou o do Verdão. Certo mesmo é que a possível volta de Cleiton Xavier ao meio-campo verde deve conferir a esse nobre setor uma dose extra de qualidade, o que, nesses casos, pode fazer toda a diferença.

É esperar pra ver.

TIMÃO E REFORÇOS

Fala-se em Iarley e Tcheco, além do volante Ralf, do Barueri, como novos reforços para o Corinthians montar seu novo time com vistas à próxima temporada (leia-se Libertadores).

Ralf é jovem ainda e bom de bola, pelo que se pôde ver no atual Brasileirão. Já Tcheco e Iarley entram naquela faixa dos jogadores experientes de que, pelo visto, carece o atual time do Corinthians. Acrescenta-se nessa linha de especulações um nome internacional, como Riquelme, Roberto Carlos e até mesmo Guti (?), do Real Madrid. Riquelme seria uma tacada extraordinária, mas o meia do Boca é um tipo meio arredio, que não parece mais disposto a deixar Buenos Aires, depois da experiência espanhola. E Guti tem raízes tão profundas no Real que duvido que alguém possa erradicá-las. Sequer tem uma marca suficiente para converter em receita corintiana sua eventual contratação. Quanto a Roberto Carlos, só depende da disposição do veterano lateral-esquerdo trocar seu sonho de pendurar as chuteiras na Vila para calçá-las no Parque.

 De qualquer forma, o Corinthians está se mexendo, que é o que importa, nestas alturas do campeonato.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
01/11/2009 - 18:45

MAGRO, MAS COM POSE

O Verdão segue perdendo a gordura, mas não a pose: continua líder, agora ao lado do Tricolor em pontos ganhos, mas leva vantagem pela melhor artilharia.

E, se perdeu mais dois quilinhos diante do Corinthians, ganhou uma tonelada de confiança, depois do empate heroico, alcançado no último minuto, com um jogador a menos desde o primeiro tempo.

Aliás, ninguém menos do que o goleirão Marcos, que cometeu pênalti em Jorge Henrique, convertido por Ronaldo, o artilheiro do jogo, com dois gols. O segundo, passe de Defederico, autor também da enfiada para Jorge Henrique no lance do pênalti.

Por falar em Defederico, sou obrigado a falar de outro gringo – Figueroa -, que levantou aquelas duas bolas fatais aproveitadas pela zaga palmeirense – Danilo e Maurício, de cabeça, ambos.

No jogo jogado, o Corinthians foi ligeiramente superior ao Palmeiras, que começou com três zagueiros e, no intervalo apelo para o “romantismo” de um atacante, Marquinhos, no lugar de um becão, Marcão. É um daqueles casos em que o dminutivo vale mais do que o aumentativo.

Já o grande perdedor, dentre os fortes candidatos ao topo da tabela, foi o Inter, que, no Beira-Rio, perdeu para o Botafogo, por 1 a 0, gol de falta do zagueiro Juninho. Pra quem quer disputar o título,uma tragédia.

O mais incrível, porém, aconteceria no Mineirão. O Cruzeiro, que vinha comendo pelas beiradas, deu um baile no Fluminense, no primeiro tempo: fez 2 a 0, jogou fora um pênalti e desperdiçou mais tr~es chances claras de emplacar uma goleada.

Mas, no segundo, com as entradas de Tartá e Digão, o Flu transfigurou-se, tomou conta da bola, sob o comando de Conca, talentoso e inesgotável, e virou tudo de ponta-cabeça. Final: 3 a 2, com direito a dois gols do ex-cruzeirense Fred, que, comovido pela recepção da torcida adversária, não quis sequer celebrar seus feitos em campo.

Um jogo de tirar o fôleg0… e o lugar na G-4 que o Cruzeiro havia conquistado nos primeiros 45 minutos de partida.

Mas, nada está perdido para nenhum deles, por enquanto.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , ,
18/10/2009 - 19:38

PET, DEEEZZZ!

No intervalo do jogo, o goleirão Marcos foi, como sempre, direto ao ponto:

- Se sabíamos que o Pet era importante? Sabíamos. Se treinamos para anular o Pet? Treinamos. Mas, no campo, Pet fez a diferença, por causa de seu talento.

E essa era só a metade da história, pois Pet, que havia sido anulado por Edmilson até os 24 minutos do primeiro tempo, tabelou com Juan pela esquerda, invadiu a área, limpou dois zagueiros do Palmeiras e tocou no lado esquerdo da meta verde, fora do alcance de Marcos.

A outra metade deu-se aos 17 do segundo tempo, quando Pet cobrou um córner da esquerda, e transformou-o em gol olímpico, com Marcos embaralhando-se com a bola dentro da meta.

Assim, o Flamengo meteu 2 a 0 no Palmeiras, quebrando a invencibilidade do líder no Palestra Itália, e chegou-se às proximidades do G-4, com grandes chances de ganhar uma vaga na Libetradores e até de disputar o título brasileiro, já que os demais candidatos insistem em patinar.

O Inter, por exemplo, não conseguiu ir além de um empate por 2 a 2 com o lanterna Fluminense, fora de casa.

Mas, voltando ao jogo do Palestra, fica estabelecido que Petkovic foi o herói da jornada. Aos 37 anos de idade, dado como sepultado para o futebol ainda outro dia, o sérvio, que se considera iugoslavo apesar das mudanças geopolíticas, Pet segue sendo uma dos mais técnicos e hábeis jogadores do futebol brasileiro.

E foi sua presença que transformou o Flamengo, um time, até então, comum.

Às vésperas da partida, o foco se centrava em Diego Souza e Adriano, as duas maiores expressões de Palmeiras e Fla. E quem assumiu o centro do palco foi Petkovic, não é fácil num torneio tão difícil como o Brasileirão.

Podem os técnicos criar qualquer esquema, que, no fim, prevalece o craque.

Toró anulou iego Souza, é verdade. Maurício marcou bem Adriano, e Edmílson tentou até às entranhas impedir que Pet jogasse. Conseguiu em parte. Parte que não conseguiu, definiu o placar.

Claro, não foi uma tragédia para o Palmeiras, que segue líder, com quatro pontos de vantagem sobre o Galo, vice-lder. Mas, se não der uma volta por cima, corre sério risco de ser desbancado na hora final.

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PEIXE, TIMÃO E DIABOS

O Santos já jogou a toalha há tempos, tanto em relação ao título quanto a uma vaga na Libertadores. O time é limitado, embora tenha alguns bons jogadores, mas não deu liga. Obviamente, melhorará com a volta de Ganso, mas não o suficiente para mudar o panorama. Quanto a Luxemburgo, que ele se dedique as 24 horas do dia a remontar esse Peixe. Caso contrário, o investimento nele não valeu nada.

A derrota do Goiás para o Avaí, de virada, praticamente tira o verde da disputa pelo título e, quem sabe, até de um lugar para a Libertadores, já que o Flamengo embalou. Uma pena para um clube bem estruturado e que contava com a volta de fernadão para dar aquele salto de qualidade.

E o Corinthians, hein? Não consegue mesmo se rearmar depois da perda de André Silva, Douglas e Cristian. Nenhum dos substitutos deu sinais de que cumpriria o papel dos que saíram. E, sem Ronaldo, a coisa fica ainda mais complicada, como vimos na derrota para o Sport, em Recife.

No Campeonato Inglês, o mais charmoso do mundo hoje em dia, o Manchester United caminha com segurança para a conquista de uma glória inédita num futebol mais do que secular: o tetra pra valer, quatro títulos em sequência, mesmo sem sua maior estrela, Cristiano Ronaldo, negociado com o Real. E até mesmo sem Wayne Rooney, seu melhor jogador, como foi na vitória por 2 a 1 sobre o Bolton. Os Diabos Vermelhos são o diabo mesmo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
11/10/2009 - 00:06

PET E RONALDO, O SAL DO JOGO

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Bem, se o São Paulo não parece estar tão a fim de brigar pelo título, a ponto de perder tantas chances para se aproximar do líder Palmeiras, o Flamengo está sedento por uma vaga na Libertadores, no mínimo.

E, no Maracanã, recuperou-se do empate com o Vitória no Barradão, no meio de semana, metendo 2 a 1 no São Paulo, de virada.

O placar em si está dentro da lei das probabilidades, já que se tratava de um clássico, disputado na casa do vencedor, por uma diferença mínima de gols. A diferença está na forma como ambos encararam a partida e como se comportaram em campo.

O Flamengo, com sua formação ofensiva, leve, insinuante, em que Petkovic é sempre o centro nervoso da equipe, jogou pra ganhar, mesmo quando perdia, vítima daquele gol de Hernanes no primeiro tempo.

Por isso mesmo, no segundo tempo, inverteu o placar, com pênalti cobrado em dobro por Pet, o mesmo Pet que, aos 35 enfiou bola surpreendente para Zé Roberto escapar pela esquerda e fuzilar Rogério, de canhota.
Portanto, mais do que merecida a vitória rubro-negra.

Já no Pacaembu, o Corinthians bateu o Grêmio, entre outras coisas, por causa de Ronaldo Fenômeno. Veterano, gordo, trilionário, emerso de sei lá quantas cirurgias nos joelhos que teriam encerrado a carreira de muita gente, Ronaldo, claro, participou pouco do jogo.

Só que essa reduzida participação resultou nos dois gols do seu time. No primeiro, recebeu nas cercanias da área, balançou diante de dois adversários e disparou de canhota bola que repicou no beque e enganou o goleiro. No segundo, partiu do meio de campo, tabelou com um companheiro recebeu na área, limpou e serviu Elias de bandeja.

Pet e Ronaldo, o sal da rodada até aqui

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , ,
03/10/2009 - 22:00

ÓI O GALO CHEGANDO…

Ao bater o Barueri,  no Mineirão, o Galo saltou para o puleiro de cima, ficando em terceiro lugar, só podendo ser alcançado, nesta rodada, pelo Inter e ultrapassado pelo Goiás, se ganharem seus respectivos jogos neste domingo.

E foi uma vitória categórica, embora nada fácil, pois o Barueri é um time afiado e aguerrido, que deu trabalho.

Mas, o Galo tem Diego Tardelli, autor do primeiro gol e criador do segundo, ao receber falta na entrada da área, além de executar várias jogadas de alta classe. E o Galo tem Correa, autor do lançamento primoroso para Tardelli e da cobrança de falta magistral no gol da vitória.

O Galo, porém, tem muito mais. Tem um futebol incisivo, leve e veloz do meio-de-campo pra frente, o que lhe confere uma possibilidade permanente de logo chegar à meta adversária, enquanto outros ficam dando voltas por aí. 

Não sei onde o Atlético Mineiro chegará, no fim das contas, mas duvido muito que caia fora da disputa antes da hora, se não for até a decisão.

FURACÃO NO TIMÃO

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Nem diria que o Corinthians jogou tão mal assim para levar de 3 a 1 do Atlético PR em pleno Pacaembu, na estréia de Edno.

Mais correto seria exaltar a digna performance do Furacão, que anulou as principais peças corintianas e ainda por cima explorou ao máximo as jogadas pela direita, com o menino Wallyson, encapetado.

Por ali, o Furacão fez seus dois primeiros gols, com Paulo Baier e o próprio Wallyson, obrigando o Timão a se desdobrar para tirar a desvantagem, o que estava a pique de ocorrer, depois do gol de Jucilei, quando Wesley disparou de fora da área para Felipe engolir um frangaço, já nos descontos.

Frustrante o resultado, mas nada desesperador para esse Corinthians em reformulação. E um ânimo a mais para o Furacão se distanciar de vez da zona do perigo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
01/10/2009 - 20:12

JOGANDO NO COLO ALHEIO

Já vi esse menino Oscar, que virou a cara do jogo contra o Náutico, em alguns fragmentos passados, quando revelou extrema tibieza em seu jogo: quando era lançado, chegava depois, e, quando recebia, tocava para o companheiro mais próximo, como querendo se livrar da bichinha o mais rápido possível. Mas, nesta quarta, não. Entrou numa fogueira danada, e plantou sua bandeira na intermediária adversária: chegou antes nas divididas, driblou, chutou a gol, deu a assistência para o gol decisivo de Hugo e tal e cousa e lousa e maripousa.

Merece oportunidades mais assíduas no time principal, sobretudo porque o Tricolor carece de jogadores dessa estirpe e estilo. O fato é que o São Paulo, agora, jogou a bomba no colo dos demais candidatos ao título, que entram em campo neste fim-de-semana premidos pela necessidade da vitória. A começar pelo líder Palmeiras, que enfrenta o Santos no Alçapão da Vila.

É verdade que o Alçapão anda meio enferrujado. E, de vez em quando, abre-se aos pés do seu próprio dono, o que me lembra o verso antológico, não sei se de Orestes Barbosa ou de Noel Rosa, pois ambos são os autores do samba Positivismo: “…E também faleceu por ter pescoço/ O autor da guilhotina de Paris…” Trata-se, porém, de um clássico paulista, o que, naturalmente, reveste o jogo de fatores que transcendem apenas ao embate entre dois times desnivelados tecnicamente.

 O Palmeiras, porém, terá Cleiton Xavier de volta ao time, o que significa muito.

Tarefa mais amena caberá ao vice Goiás, que recebe o Botafogo no Serra Dourada. O Glorioso recebeu uma injeção de ânimo ao classificar-se para a próxima fase da Sul-americana, embora perdendo. Mas, o Goiás está voando.

Outro que não pode vacilar é o Galo, jogando no Mineirão contra o Barueri, sábado. O Atlético está animado, com razão, e deve aproveitar Diego Tardelli, sua maior estrela, enquanto a Seleção não engole o artilheiro carijó.

Já o Inter, que caiu fora desse mesmo torneio e que trepida no Brasileirão, se não bater o Coritiba, na casa do inimigo, certamente entrará no funil de uma crise cujo desfecho é imprevisível. E olhe que o Coxa, no Couto Pereira, não é mole, não, meu.

Quanto ao Corinthians, que já começa a aceitar a ideia de que não chegará lá, pelo menos, poderá começar a armar definitivamente seu time para a Libertadores. Para tanto, Mano Menezes cogita de utilizar Edno na meia-esquerda desde o início do jogo contra o Furacão. Periga, na verdade, encetar uma reação fulminante neste mesmo Brasileirão, pois – a não ser que os fatos me contariem -, Edno é desses jogadores capazes de acrescentar muito mais do que o esperado. Brasil olímpico

BRASIL OLÍMPICO

Nesta sexta. sai o resultado da grande disputa pela sede das Olimpíadas de 2016.

O Rio está bem nas paradas da mídia internacional, pau a pau com Chicago.

E fico me lembrando de um filminho de tv, desses seriados policiais, em que a vítima é uma dama membro do comitê de seleção das Olimpíadas. E o mandante é um maligno lobista pela realização do evento no Rio.

Claro, pura ficção, como advertem os créditos iniciais da fita, afora o fato de que os americanos gostam de cunhar de corruptos todos os que não hasteiam na porta de casa a bandeira de tricolor e estrelada. Já que o mais forte concorrente parece ser Chicago, ventos dos Obama…

Mas, cá entre nós, meu chapa, cultivo há tempos uma dúvida atroz: se a corrupção é o ofício mais antigo ou não daquele outro que a história costuma timbrar.

De qualquer forma – e por isso mesmo -, se a Olimpíada cair no colo carioca, será, tirando todos os sombrios prognósticos (nosso bolso assaltado, caos no trânsito etc.), um passo adiante.

Afinal, o índice de desemprego no país é ainda tão grande que não podemos nos dar ao luxo de abrir mão de frentes das frentes de trabalho que se abrirão nessa eventual situação.

Quem sabe as autoridades não tenham um pingo de juízo e cumpram todas as metas necessárias para a realização das Olimpíadas, e o tal legado social fique para sempre à disposição da população carioca?

Quem sabe? Oremos, irmão, oremos…

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Outros esportes Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
27/09/2009 - 20:48

DOBRADINHA VERDE

A grande novidade da rodada, sem dúvida, além do Verdão se desgarrando na ponta da tabela, foi o salto do Goiás para a vice-liderança, ao bater o Grêmio, de virada, por 2 a 1, no Serra Dourada. Dobradinha verde no topo do campeonato.

E, como Inter e Flamengo naufragaram abraçados no Beira-Rio transformado em lagoa, o Verdão passou a flutuar na liderança ainda mais leve.

BRINDES NO MAJESTOSO

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Sobretudo, porque São Paulo e Corinthians não foram além de um empate por 1 a 1 no Morumbi, em jogo tenso e de poucas chances claras de gol.

A do Corinthians, aos 20 minutos do primeiro tempo, foi fina cortesia de André Dias, assinada por Bosco, para Ronaldo apenas empurrar às redes vazias.

A do São Paulo, um presente do bandeirinha que não assinalou impedimento de Washington no passe magistral de Hernanes, aos 24 do segundo tempo.

De resto, no jogo jogado, o Tricolor foi superior ao Corinthias a maior parte do tempo. Contudo, aquela superioridade que não confluía em ações incisivas na direção da meta do adversário, que, por sua vez, preferia apenas defender-se, com esta ou aquela pontada de contragolpe.

Só no finalzinho, depois da expulsão de Washington, é que o Timão pressionou e quase marca em cruzamento de Bill para Dentinho chegar um átimo atrasado.

Ah, sim, e vale destacar a estréia (ufa!) do menino argentino Defederico. Abstraindo-se todos os problemas típicos de tais circunstâncias, me deixou boa impressão. Franzino, mas sabe trabalhar a bichinha.

BAILE CARIJÓ

Foi o baile do Galo Carijó no terreiro do Mineirão: 3 a 1 num Santos que só deu sinal de vida no segundo tempo, e, mesmo assim esporadicamente. Isso tudo com direito a estreia de Ricardinho, chamado a campo já pra lá de dois terços da partida.

Entrou, obviamente longe de sua melhor forma física e técnica, mas em três ou quatro tramas que executou pelo lado esquerdo, com Feltri, já sinalizou a que veio. Ricardinho é daqueles raros meias capazes de injetar no time a noção de alternância de jogo – ora, mais contido; ora, mais agressivo. E isso vai fazer muita diferença nesta reta final do campeonato.

Contudo, o nome do jogo foi mais uma vez Diego Tardelli, autor de dois gols e de várias jogadas de efeito e eficiência, a partir da intermediária adversária, em parceria com Eder Luís, que voltou a jogar livre e solto.

Outro grande destaque do Galo: o volante Correa, um desses médios de muita entrega mas que sabe o que fazer com a bola quando a tem sob seu domínio. Marcou, quitou, e saiu para o jogo com fluência e destemor.

Assim, o Galo volta a se juntar aos que brigam, no mínimo, uma vaga para a libertadores, mas com direito a sonhar mais alto. E o Santos, bem, segue ali naquela zona cinzenta do meio da tabela, sem força para subir, nem tanta fragilidade para despencar.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , ,
25/09/2009 - 18:12

RODADA DE FOGO

A rodada deste fim-de-semana se prenuncia tensa e agitada, com o líder Palmeiras jogando no sábado, em casa, contra o Atlético Paranaense e torcendo desesperadamente pela combinação de resultados favoráveis, no domingo, quando o São Paulo enfrenta o Corinthians no Morumbi, o Inter recebe o Flamengo no Beira-Rio, o Galo pega o Santos no Mineirão e o Goiás, no Serra Dourada, espera o Grêmio, todos ele, uns mais, outros menos, próximos do topo da tabela.

Aparentemente, a tarefa do Verdão é menos dura do que a dos demais. Mas, só aprantemente, pois o Furacão reagiu sob o comando de Antonio Lopes e o Palmeiras não poderá contar com um dos seus três principais jogadores – Cleiton Xavier (os outros, claro, são Marcos e Diego Souza). E, pior: não há no elenco um articulador de jogo de estilo semelhante ao de Xavier. O mais próximo é Deyvid Sacconi, que, no entanto, não parece merecer total confiança do técnico Muricy, por sua fragilidade na marcação.

Mesmo assim, estimulado pela virada heróica sobre o Cruzeiro no Mineirão, na quarta-feira passada, o Verdão tem a seus pés uma chance maior de, no mínimo, manter a distãncia de três pontos sobre o seu mais próximo concocorrente, o São Paulo.

O MAJESTOSO

Este, sim, é que deverá superar o tabu dos últimos sete jogos de insucessos diante do Corinthians, no Morumbi.

Além de jogar apoiado em 90 por cento da torcida que for ao estádio, o Tricolor leva a vantagem de ser um time já mais definido do que o Corinthians, em fase de transição ainda. Tanto, que só de última hora Mano Menezes soube que poderá contar com os mais recentes reforços – Edno e Defederico – depois de questões burocráticas. E, mesmo que possa tê-los na equipe, é impossível prever o comportamento de um ou de outro, por natural falta de entrosamento com os demais companheiros.

Mas, quando se trata de Majestoso, como o saudoso Olýmpicus cunhou esse clássico há mais de seis décadas, tudo é possível, como prova a história.

INTER E FLA

O Inter é o bão, mas o Flamengo é o marvado, como se diz por esse interiorzão afora.

Sim, porque o Colorado está lá em cima, enquanto o Flamengo ainda está escalando a tabela. Mas, o Inter, apesar de seu elenco de excelência, sei lá, na hora H, fura, a exemplo do que aconteceu ainda neste meio de semana jogando pela Copa Sul-Americana.

Já o Flamengo vem no embalo da dupla Pet-Adriano, de vento em popa. E, se conseguir uma vitória em pleno Beira-Rio, o que não é impossível, embora improvável, passará a incomodar seriamente os vanguardeiros da tabela.

Jogo de chispas e barulhos.

GALO E PEIXE

Essa o Galo não pode deixar escapar de seu terreiro. Não apenas porque se revigorou na última rodada, como porque o Peixe  tem revelado extrema fragilidade, até mesmo no Alçapão da Vila. Ainda mais se Ricardinho estrear no Atlético, como está revisto.

Mesmo ainda desentrosado, se estiver bem física e tecnicamente, é aquele meia capaz de enfiar as bolas que farão a festa de Diego Tardelli e Eder Luís lá na frente.

NO SERRA DOURADA

Esse é o jogo em que o Goiás terá de provar que está lá em cima pra disputar mesmo o título e não para apenas assegurar uma vaga na Libertadores. Pois, recebe no Serra Dourada um Grêmio de camisa e bola para não só assumir seu posto no G-4 como arrancar em direção à disputa pra valer pela faixa de campeão.

O Goiás, porém, depois de um vacilo, parece ter recuperado a pose, e, com Fernandão já mais adaptado ao time, deverá ainda incomodar muita gente boa, se não ultrapassá-la.

PÊNALTIS E CIVILIDADE

Por princípio e formação, sou avesso a qualquer tipo de veto à expressão de ideias de qualquer um sobre qualquer assunto. Por isso mesmo, apesar das instâncias de alguns bloguistas amigos que se sentem desconfortáveis com alguns comentários estúpidos de eventuais leitores, o canal de interatividade com os frequentadores deste blog é mantido aberto, tanto para os prós quanto para os contras.

Porque, talvez ingenuamente, apesar da idade e dos golpes recebidos na vida, creia que essa é uma ínfima contribuição, um grão de areia na Praia Grande, no sentido de o cidadão brasileiro usufruir desse sagrado direito de expressão, com civilidade e juizo.

A maioria tem cumprido esse designio. Outros, porém, não conhecem os limites do diálogo público, e passam a despejar xingamentos pessoais ao cronista, seja pelos conceitos que emito, seja por omissões deste ou daquele detalhe, alguns importantíssimos. A estes devolvo todas as ofensas, em dobro, e lastimo que não tenham ainda conseguido sair de suas respectivas cavernas.

Aos outros, peço desculpas por não ter manifestado minha opinião acerca dos pêbaltis reclamados pelo Cruzeiro, na derrota para o Palmeiras, na última quarta-feira. E não o fiz, não por incúria ou por qualquer outro propósito mais escuso. Simplesmente, na pressa de escrever a minha crônica e na incerteza sobre os lances discutidos, preferi esperar para rever todos os lances com calma e acuidade, o que não me exime de cometer outros erros nessa avaliação final, humano que sou.

Enfim, lá vai: na minha maneira de ver, houve dois pênaltis a favor do Cruzeiro – em Fabrício e aquele, já nos descontos. Não é pouco, pois foram lances que poderiam alterar inteiramente o cenário desse jogo, para o bem ou para o mal de um ou de outro.

Ponto final.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , ,
25/09/2009 - 15:35

O SANGUE AZUL

Tivesse resistido mais uns quatro meses e poderia receber todas as homenagens em vida nas festas do Centenário do Corinthians, ele que foi o símbolo maior do coração corintiano.

Sim, porque se o Corinthians tem o coração como marca, sobretudo nos períodos das longas estiagens de títulos, nenhum outro jogador em sua história encarnou mais esse espírito de guerreiro sacrifício do que Idário Sanches Peinado, o Sangue Azul ou o Espanhol, como era carinhosamente chamado pela Fiel. Idário, Goiano e Roberto, não há quem não tenha na ponta da língua essa linha média, quando se refere ao Corinthians dos anos 50, digna sucessora de outra igualmente célebre, da década anterior – Jango, Brandão e Dino.

Roberto Belangero era o estilista, o craque, o volante de estirpe e técnica refinadas. Goiano, a sólida âncora do meio de campo, que vez por outra se projetava à frente para disparar seus chutes fortes e bem dirigidos.

Mas, Idário, esse era a paixão corintiana incorporada ao jogo, dentro da quatro linhas. Ou melhor: da linha lateral-direita, regada a sangue e suor.

De técnica reduzida, era, no entanto, um estóico. Podia levar cem dribles do ponta-esquerda, quase todos eméritos dribladores, na época, que não desistia.

E, se não acertasse a bola na centésima primeira tentativa, por certo, jogaria o adversário tinhoso no alambrado do Pacaembu, para delírio da Fiel, que dele só esperava mesmo isso.

Idário desembarcou no Parque São Jorge, em 1949, na leva de garotos forjados no Maria Zélia, clube de várzea histórico da Zona Leste paulistana, que contava ainda com o goleiro Cabeção, o lateral-esquerdo Diogo, o volante Roberto Belangero, o meia Luisinho, o Pequeno Polegar, o ponta-esquerda Nelsinho, todos integrantes do esquadrão bcampeão de 1951/52, quando o Timão quebrou o jejum de dez anos sem títulos. Feito repetido em 54, ano do Quarto Centenário de São Paulo, que, somado ao título de 1922, nos festejos do Centenário da Independência do Brasil, deu ao Corinthians o selo de Campeão dos Centenários.

Foi-se nosso Idário, mas seu nicho permanecerá iluminado para sempre na galeria dos imortais vestidos eternamente de preto e branco.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Ex-jogadores Tags: ,
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