iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

09/07/2009 - 00:32

COPA EM TONS AZUIS

À tarde, no Arena Sportv  do Cleber Machado, sob o comando do Milton Leite, qua ndo perguntado sobre as chances do Cruzeiro, entre outras coisas, respondi que muito dependeria da atuação de Fábio, um goleirão que atravessa fase excepcional.

E não deu outra: o Cruzeiro voltou de La Plata com um empate em zero gols precioso, diante do Estudiantes, que pressionou de cabo a rabo e esbarrou em pelo menos quatro defesas incríveis de Fábio.

No Mineirão, já sob o apoio de sua torcida, o Cruzeiro, por certo, voltará a jogar seu jogo veloz, de toque de bola envolvente e tem tudo para vencer, nem que seja nos pênaltis.

A Copa Libertadores, meu caro, esstá tomando cores azuladas desde esta noite.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Clubes brasileiros Tags: , , ,
16/06/2009 - 18:23

TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO

O Palmeiras, do técnico Luxemburgo, cultor do sistema com apenas dois zagueiros de área, vai a Montevidéu, com um beque a mais da sua própria conta para pegar o Nacional.

O Grêmio, por tradição time guerreiro com tons defensivos acentuados, nas mãos de Paulo Autuori, muda o braço da viola e recebe o Caracas no Olímpico.

É o futebol brasileiro, tentando ir às finais do maior torneio continental, por vias diferentes.

No fundo, no fundo, essa sintonia fina é muita relativa, numa disputa mata-mata como esta, em que tantos outros fatores atuam com maior intensidade do que a escolha deste ou daquele sistema de jogo, embora este seja sempre essencial.

Autuori já foi duas vezes campeão da Libertadores – pelo Cruzeiro e pelo São Paulo -, logo, há de se supor que sabe muito bem o que está fazendo.

Luxemburgo, de tantos títulos, porém, nunca chegou a levantar essa preciosa taça. Mas, é um técnico atilado, pragmático antes de mais nada, e versátil, capaz, pois, de fazer funcionar um esquema que não lhe é caro, em especial.

O que eu quero dizer, com toda esse lero, é que Grêmio e Palmeiras, assim mesmo, ou de sinais invertidos novamente, têm tudo para seguir adiante neste funil da Libertadores.

TIMÃO OU INTER?

O Inter vai ao Pacaembu sem três titulares de peso – Nilmar e Kleber, servindo à Seleção Brasileira, e D’Alessandro, machucado.

Em contrapartida, o Corinthians não terá apenas o lateral-esquerdo André Santos. De resto, vai com tudo, inclusive o Ronaldo Fenômeno.

Portanto, favas contadas, pois não? Jogando em casa, com o apoio da Fiel ensandecida, com Ronaldo e contra um Inter ferido em três posições chaves da equipe, o Timão é favorito.

Até pode ser. Mas, não necessariamente.

Olhemos por outro ângulo: Ronaldo está gripado e vem de uma recuperação de lesão muscular na panturrilha, o que drena sua energia e limita suas ações, e a ausência de André Santos é uma lacuna sem preenchimento. Mano terá de apostar em Saci, que não tem ido bem, ou em Diego, um beque que não funciona por ali, ou ainda Marcelo Oliveira, um meiocampista improvisado no setor.

Já o Inter, no lugar de Kleber, tem Marcelo Cordeiro, que vem jogando melhor do que o titular.

Para a vaga de D’Alessandro, lá está Andrezinho, de tão boas atuações recentes.

E, para o comando do ataque, Alecsandro, que, se não tem a técnica e a mobilidade de Nilmar, longe disso, é um atacante eficiente e goleador por natureza.

Ah, sim, ia esquecendo de Bolívar, outro ausente no Inter. Mas, se jogar Danilo, talvez o Colorado ganhe até mais no apoio ao ataque por aquele setor.

De qualquer forma, seria, como será, briga de cachorro grande. E qualquer um que saia vencedor desse jogo em 180 minutos será digno representante da vanguarda atual do futebol brasileiro na Libertadores.

NOSSO VELHO CANSAÇO

Depois da suada vitória sobre o Egito, na estréia da Copa das Confederações, a turma justificou-se, não sem alguma razão, botando a culpa maior no cansaço de tantas viagens, no fuso horário e tal e cousa e lousa e maripousa.

Sim, claro, tudo isso influenciou na pífia apresentação brasileira, apesar da vitória emocionante por 4 a 3.

E aí me pergunto se esses fatores não atuaram mais decisivamente sobre o jogo brasileiro justamente porque adotamos um conceito em que a força de marcação se sobrepõem excessivamente à técnica.

Explico melhor: se fossemos um time treinado para reduzir o espaço de ação mais à frente, marcando a saída de bola do adversário (como, aliás, fez o Egito), e, quando de posse da bichinha, passássemos a fazê-la circular com exatidão e arte, nos desgastaríamos menos fisicamente e teríamos melhor resultado no andamento da partida.

Isso é elementar, básico. Mas, para tanto, teríamos de contar com menos volantes e mais meias habilidosos, esses carinhas que recebem a bola de costas para o adversário, gingam, saem da marcação e tocam com precisão.

Infelizmente, não é o nosso caso. Logo, temos de ralar para chegar onde chegaríamos sem ter de ralar tanto.

Esse é um daqueles casos em que me lembro da célebre Seleção Holandesa de 1974, a do Carrossel e outros bichos. Sua dinâmica de jogo era tão surpreendente e vertiginosa que o povo, por aqui, exaltava o vigor de vaca holandesa da tal Laranja Mecânica.

Para quem estava lá como eu, e, que no ano seguinte levou um papo varando a madrugada, no bar do Hotel Eldorado, aqui em São Paulo, com Cruyff, a história era justamente o contrário. A Holanda chegou à Alemanha sem o menor preparo físico, sem zagueiros de ofício (o único, Israel, judeu como sugere seu nome, por razões de segurança – leia-se, Munique 72 -, foi poupado) e sob uma troca de tiros entre os de Roterdã e os de Amsterdã, um Rio-São Paulo de tamancos de bico curvo.

Pois bem, o técnico Rinus Mitchles, então, tocando o Barça de Cruyff, quando chegou à concentração da Seleção, depois da disputa da Copa de Campeões da Europa, encontrou o caos, já que, além desses problemas todos, os jogadores caíram na esbórnia.

Mitchels, então, mandou chamar as mulheres de todos os jogadores, pra cortar a onda da tropa, reuniu a turma e deu as devidas instruções:

1) Como não há nem força física, nem força de conjunto, nem zagueiros, nem nada, vamos construir um novo conceito, capaz de suprir todos esses defeitos. Como? Simples: improvisamos dois volantes nas posições de zagueiros (Reijberg e Haan)  e agrupamos os dez jogadores de linha entre as duas intermediárias, utilizando uma linha de impedimento em que todos partam sobre o adversário da bola, como um grupo de selvagens. A corrida é pouca, nesse caso, e o efeito, múltiplo, pois não só tomamos a bola já no campo inimigo como, na sequência, promovemos um ataque em massa.

2) Os vértices do triângulo, aqueles que esperam o passe do nosso que estiver com a bola, em vez de ficarem estáticos à espera da definição, rodam em torno dele. Esse movimento, além de dificultar a marcação, oferece rapidez no passe, que não precisa ser justo, mas, simplesmente despachado para o ponto futuro, onde chegará um dos dois companheiros que rodam ao seu redor.

3) Então, formavam-se em campo aquelas rosáceas que deslumbraram o mundo e a mim e ao mestre Armando Nogueira, que assistimos à final com a Alemanha lá do último degrau do estádio Olímpico de Munique.

Um prodígio que jamais se repetiu em campo algum, mas que remete à essência do futebol desde que ele se constituiu como jogo: o negócio é o jogador correr o menos possível, e fazer a bola circular ao máximo.

Lição que os brasileiros haviam ensinado ao mundo há muito tempo, agora executada pelos espanhóis. E que nós esquecemos nas últimas duas décadas.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Brasil, Libertadores, Seleção Brasileira, Sem categoria Tags: , , , , , , , , , ,
23/04/2009 - 01:57

LIBERTADORES, GOLEADAS E…

Na Libertadores, os brasileiros fecharam a rodada na liderança de seus respectivos grupos – Sport, Cruzeiro e São Paulo passaram por seus adversários, todos jogando em casa.

O Cruzeiro, naquele seu estilo leve e solto, livrou-se do Deportivo de Quito sem muitos embaraços: 2 a 0, com direito a um golaço de Wagner, que disparou o canhão de canhota, a bola chocou-se com o travessão, rebateu nas costas do goleiro e entrou.

Justamente o inverso do que ocorreu no Morumbi, quando o goleiro do América de Cali tentou devolver com o pé bola retardada pelo beque e acertou a…, digamos, o bumbum de Dagoberto, voltando para as redes colombianas. Foi o gol da virada tricolor, o segundo de Dagoberto, que fez uma partida exemplar, marcando, armando, driblando e concluindo.

Mas, o São Paulo, embora dominando o tempo todo, novamente não jogou bem. Mesmo assim poderia ter ampliado o escore se Washington e Borges não estivessem com a pontaria tão descalibrada.

Quanto ao Sport, que dizer? Sofreu a surpresa do primeiro gol do Colo-Colo, mas teve juízo e força para virar o placar na Ilha do Retiro, a cova do Leão Encantado que segue trilhando a Libertadores á caça da próxima presa.

COPA DO BRASIL

Na Copa do Brasil a grande surpresa, sem dúvida, foi a derrota do Santos, no Alçapão da Vila, com o time completo, para o CSA, por 1 a 0. É verdade que o Peixe perdeu um mar de gols, ironicamente, a maioria, com seu artilheiro Kleber Pereira.

Mas, pior do que a inesperada desclassificação nessa disputa, será se essa derrota abater demais o Santos, levando-o a enfrentar o Corinthians, na decisão pelo título paulista, de fronte baixa.

De fronte altiva, porém, segue em frente o Internacional, campeão gaúcho e um dos melhores elencos da temporada, senão o melhor. E vai em frente, de goleada em goleada. Desta vez, a vítima foi o Gurani, que lvou uma lambada de cinco, 5 a 0, com mais um golaço de Taison, a grande revelação do futebol brasileiro destes tempos.

POR FALAR EM GOLEADA…

E o Barça, hein? Meteu 4 a 0 no Sevilha de Luís Fabiano e tudo, como quem estivesse chupando um pirulito. Ah, sim e nem teve de contar com Messi, neste exato momento, o melhor do mundo. Mas, quem tem Eto’o, Henry, Xavi e Iniesta pode-se dar a esse luxo.

Pois, faça as contas aí amigo, que sou um desatre nos números: em 32 rodadas da Liga Espanhola, o Barcelona marcou a bagatela de 92 gols; qual a média por jogo? E tomou apenas 24, mesmo praticando esse futebol ofensivo, de toques refinados, dribles, passes exatos e tal e cousa e lousa e maripousa.

Já o Manchester United, seu rival do mesmo porte, campeão do mundo etc, venceu o Portsmouth apenas por 2 a 0, numa exibição destacada de Anderson, que, entre outras coisas, fez um lançamento primoroso de trinta metros, a la Gérson, para Giggs, na ponta-esquerda cruzar e Rooney concluir, no primeiro gol dos Diabos Vermelhos.

É sempre um prazer inexcedível poder usufruir na mesma tarde da bola desses dois times – Barça e Manchester. E veja só, meu amigo, nem é preciso ir ao teatro, como dizem por aí. O espetáculo vem a mim, pela telinha colorida, em alta definição. Que beleza!

 

 

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional Tags: , , , , , ,
21/04/2009 - 22:40

VITÓRIA NA HORA CERTA

O Palmeiras, evidentemente tenso pelos últimos insucessos, sangrou durante todo o primeiro tempo, no Palestra Itália, tentando abrir a retranca da LDU, em vão. Pior: num raro disparo de fora da área, Araujo quase marca – bola desviada foi ao poste esquerdo de Marcos, imóvel pela surpresa.

Mas, no segundo tempo, com a entrada do atacante Marquinhos no lugar do lateral-direito Fabinho Capixaba, o Verdão passou a investir por aquele setor, e logo aos 2 minutos chegou ao seu primeiro gol: córner cobrado por Marquinhos da esquerda; o goleiro Cevallos se atrapalha com seu próprio beque e a bola sobra para Marcão quase 3em cima da risca para marcar.

Isso não só animou a torcida como serenou o time, sem tirar-lhe, porém, a ênfase na busca de outros tantos, tarefa que ficou um pouco mais difícil com a expulsão de Marquinhos, juntamente com Bolaños. E mais: Sandro Silva, que entrara no lugar de Lenny, para cobrir a ausência de Marquinhos lá na direita, na primeira jogada se lesiona e teve de ser substituído por Wendell.

Apesar de tantas adversidades, sob o comando do trio de meio de campo – Pierre, Diego Souza e Cleiton Xavier -, o Verdão seguiu tocando a bola e criando duas ou três boas chances com Keirrison, antes e depois de Diego Souza acertar aquela bomba que o goleiro Dominguez aceitou.

Vale que o Palmeiras reergue a fronte num momento decisivo da Libertadores, com vistas ao jogo de vida ou morte com o Colo-Colo, em Santiago, mais adiante.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Clubes brasileiros Tags: , ,
09/04/2009 - 21:47

ATUAÇÃO MÉDIA, SITUAÇÃO CÔMODA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esse é o São Paulo: joga na conta do chá, com três ou dois zagueiros, como foi desta vez na vitória, de virada, por 2 a 1 sobre um Defensor frágil e desfalcado, no Morumbi, pela Libertadores da América.

Joga um pouco melhor assim, sem dúvida, com dois zagueiros e quatro meio-campistas, como tem provado sua campanha neste ano. E o próprio técnico Muricy reconhece.

Mas, sem, ao menos, um jogador de meio-de-campo capaz de trabalhar a bola com mais refinamento e invenção, segue sendo um time mecanizado, repetitivo, que só engrenou no segundo tempo, quando já perdia por 1 a 0, em falha grotesca de Rogério Ceni, que entrou com bola e tudo na sua meta.

Mas, o Tricolor tem, além de Rogério, que quase sempre pega tudo, Borges, que quase sempre salva o time nos momentos mais cruciais. E Borges meteu dois – um deles, partindo da posição de impedimento.

O suficiente para o Tricolor seguir adiante na Libertadores, em cômoda posição na tabela.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Libertadores Tags: , , ,
17/02/2009 - 21:23

AH, VERDÃO…

Bem,  uma hora o Palestra teria de perder, isso é do jogo. Mas, que diabo, perder logo na Libertadores, em Quito, para a LDU? E por que não? Pelo menos, terá chance de se recuperar em casa. Mesmo porque os equatorianos, embora carreguem a faixa de campeões da América, não são nenhum bicho-papão, e esse Palmeiras, já vimos aqui repetidas vezes, joga muito mais do que isso.

Na verdade, os 3 a 2 para a LDU sugerem que o Palmeiras, apesar das adversidades – torcida, altitude, empenho do inimigo e a má jornada de alguns craques essenciais do time -, tem bala para dar a volta por cima. A não ser que o time sinta a vertigem da queda do alto de sua série invicta excepcional neste início de temporada.

Entre outras coisas, porque a falha de Marcos, um símbolo do Palmeiras, no segundo gol equatoriano, foi crucial. Mesmo assim, o time conseguiu reagir, empatou com Edmílson de cabeça, logo no início da etapa final, mas acabou sucumbindo diante do talento do argentino Manso, um desses canhotinhos hábeis e traiçoeiros, em belíssima cobrança e falta.

Nada está perdido, a não ser a invencibilidade. Mas, isso é impossível levar muito avante.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Clubes brasileiros, Libertadores Tags: ,
Voltar ao topo