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Posts com a Tag Copa Libertadores

terça-feira, 19 de abril de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional, Libertadores | 16:03

INTER, LÁ, PRIMEIRÃO

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Não foi um passeio do Inter no Beira-Rio. Nem era de se esperar. Menos pela eventual força do adversário e muito mais pelo período de ajuste do time às idéias de Falcão: um sistema com duas linhas de quatro jogadores,  mais próximas entre si, além dos dois avantes.

O Emelec também postou-se dessa forma e deu-se o impasse no meio de campo, graças ao forte poder de marcação dos equatorianos.

Isso, porém, exige um poder de concentração e um fôlego que o Emelec não tinha para manter no mesmo nível ao longo do segundo tempo. Some-se a isso o fato de que o colorado voltou mais disposto a combater o inimigo no campo adversário, e está devidamente explicado o placar final, de 2 a 0 para o Inter, gols de Sobis e Damião.

E lá vai o Inter com todas as possibilidades de chegar ao bi, por que não?

FLU E PEIXE

Já, amanhã, Fluminense e Santos jogam sua sorte diante de Argentino Juniors e Deportivo Táchira, respectivamente. O Flu, lá na Argentina; o Peixe, aqui no Pacaembu.

Obviamente, a tarefa menos árdua cabe ao Santos, sobretudo pelas voltas de Elano, Neymar e Zé Love, que se juntarão a Ganso, Arouca e Danilo, na formação do meio de campo pra frente, o que dará ao time um poder de fogo para chegar à vitória, resultado suficiente para seguir em frente na Libertadores.

Em contrapartida, o Flu terá de pegar o Argentino Juniors na casa do inimigo, de olho no jogo entre Nacional e América do México, fazendo todas as contas que caibam na calculadora tricolor. Sim, porque não basta ao Flu vencer os argentinos. É preciso que o Nacional, ao mesmo tempo, perca para o América. Ou, no caso de empate dos uruguaios, o campeão brasileiro terá de fazer, no mínimo três gols, para superar o Nacional no saldo de gols. Isso se o empate em Montevidéu for de zero a zero.

É uma combinação de resultados possível, mas improvável. Nem tanto pelo Flu, que tem um ataque capaz de atingir tal placar, e, sim, por conta do Nacional, que dificilmente perderá a chance de se  classificar em casa, mesmo que o América, com vaga já garantida, seja eventualmente melhor.

O Flu, porém, já alcançou alguns milagres nos últimos tempos. Portanto, fé, gente tricolor, fé.

ADRIANO, CHIII…

No treino da véspera, Adriano já sentira o tornozelo. No de hoje, teve rompimento de tendão do esquerdo, lesão gravíssima e de longa duração para o jogador se refazer integralmente. Fala-se em coisa de cinco meses.

É muita uruca! Ou havaerá uma explicação mais científica para o caso? Algo em torno da relação peso do atleta e suas articulações? Não sou médico, nem nada para responder a  essa pergunta.

Só sei que o Corinthians, depois do vultoso invetimento sobre Adriano, já está à cata no mercado de outro centroavante para revezar com Liedson, o que não será fácil.

CHINESINHO

Menos de dois anos depois de ter-se consagrado nacionalmente naquela conquista mítica do  Pan-Americano de 56, no México, com aquele timaço gaúcho vestindo a canarinho, o ponta-esquerda Chinesinho, do Inter, foi contratado a peso de ouro pelo Palmeiras.

Chegou no Parque Antárctica e… murchou. Nada dava certo, ao ponto de mestre Brandão desistir, enviando-o para a turma do come-e-dorme, quando o olho clínico de Canhotinho, ex-ídolo verde e, na época, auxiliar-técnico, lhe confidenciou: Chinês é meia, meu, não ponta.

Canhotinho, então, comprovou sua tese na prática, e foi sussurrar ao ouvido de Brandão que Chinês estava merecendo uma nova chance no time titular. Dito e feito, o craque gaúcho – um tipo baixinho, veloz, habilidoso como poucos, daqueles de fazer fieira nos adversários ou meter um lançamento exato de 30 metros -, estourou.

Foi vital na construção da primeira Academia do Palmeiras, ganhando o título paulista sobre o inigualável Santos de Pelé e cia. bela, e ganhou lugar cativo na Seleção Brasileira, até ser negociado com o futebol italiano, onde era aclamado por onde passava.

Recentemente, Chinesinho, já debilitado, me procurou querendo que escrevesse sua biografia. Pedi-lhe que gravasse suas histórias, na medida em que fosse delas se lembrando. A partir dessas fitas, então, poderíamos desenvolver um projeto.

Ele se entusiasmou, mas o seu tempo já começava a se esvair e Chinesinho, agora, é apenas um nome na história.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  2. TIMÃO, INTER, MENGÃO E TRICOLOR
  3. INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 3 de agosto de 2010 Copa do Brasil, Libertadores, Seleção Brasileira | 15:37

AH, ESSE GOLZINHO FORA…

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Essa regrinha que valoriza o gol fora de casa na Libertadores acaba congelando no ar qualquer expectativa para a decisão das semifinais, entre São Paulo e Inter, no Morumbi, nesta quinta-feira.

Além, claro, de plantar um enorme ponto de interrogação na cachola dos dois treinadores.

No São Paulo, a ordem é atacar pra desfazer o mais cedo possível a diferença mínima de 1 a 0 obtida pelo Inter no Beira-Rio. Mas, se, em busca desse golzinho precioso, se descuidar lá atrás, pode tomar o definitivo, aquele que o obrigará a triplicar seus esforços.

No Inter, a dúvida é a mesma, em ordem inversa: se tentar manter a vantagem obtida no jogo de ida corre o risco de chamar o adversário para seu campo, e levar o gol que pode desestabilizar a equipe, o que seria fatal.

No meio disso tudo, a necessidade de afiar as cobranças de pênaltis, um evento perfeitamente viável nessas circunstâncias.

É inegável que o Colorado está melhor do que o Tricolor nesta fase da temporada. Basta ver a colocação de ambos na tabela do Brasileirão. Ou rever o jogo do Beira-Rio, onde o Inter poderia e merecia ter emplacado uma goleada num São Paulo acovardado e inócuo.

Mas, cada jogo é um jogo, já dizia o velho Acácio. E o São Paulo deu sinais de súbita melhora, no excelente segundo tempo contra o Ceará, no último fim de semana. Sobretudo, pela presença de Ricardo Oliveira no ataque, o que sinaliza claramente para seu aproveitamento desde o início, embora os dois técnicos prefiram manter segredo a respeito das respectivas escalações.

No caso do São Paulo, o mistério está em torno de Ricardo Oliveira. Fernandão deverá ser seu parceiro. Mas, e o outro, se Ricardo Gomes promover a volta de Rodrigo Souto, na formação com três volantes, ao lado de hernanes e Cleber Santana?

Há três alternativas: Fernandinho, Marlos ou Dagoberto. Com Marlos, o Tricolor tem um meia de habilidade para fazer a ligação entre os volantes e os atacantes. Com Dagoberto, forma um trio de atacantes, com ligação direta dos volantes, que apoiam bem, mas não armam. Com Fernandinho, mantém o ataque em três, mas ganha a jogada de linha de fundo, o drible e o cruzamento tão a gosto da dupla Fernandão-Ricardo Oliveira.

Quanto ao Colorado, não há muito o que esconder: a formação deverá ser a mesma da vitória no jogo de ida, mesmo porque é a que tem dado o equilíbrio necessário para a equipe defender bem e atacar melhor ainda.

PEIXE OU VITÓRIA?

No Barradão é fogo, o Peixe sabe disso muito bem. Entre outras coisas, porque o Vitória, lá tem em seu retrospecto, como placar mínimo obtido, 2 a 0, o suficiente para levar a decisão da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, para os pênaltis.

A torcida é empolgada, o campo ruim para quem toca a bola no estilo peixeiro, e o Vitória é bom time.

Mas, voltamos sempre àquela história do gol fora de casa que vale ouro. E esses Meninos da Vila raramente deixam de marcar, pelo menos um, em cada jogo.

A META DE MANO

Mano Menezes esteve nesta segunda-feira no Bem, Amigos do Galvão. E suas palavras sobre o que pretende fazer com a Seleção Brasileira foram um refrigério para quem, como este humilde escriba, tanto exalta a necessidade de voltarmos a praticar um jogo compatível com nossa história. O que, no momento, significa dar um salto em direção ao presente, pois é desse jeitinho mais ofensivo e criativo que os principais times do mundo jogam.

Mano sabe e o declarou publicamente que nosso papel, no concerto mundial, deverá voltar a ser o de protagonista, não coadjuvante. E, para voltar a ser protagonista, o Brasil precisa desatar o nó que o prende àquele futebol de resultados. Tomar a iniciativa, com talento e imaginação, não apenas ficar jogando no erro do adversário, como um desses timinhos da periferia que, de cara, já reconhece a superioridade do inimigo.

Para tanto, adotará um sistema compatível com o futebol moderno, para não dizer eterno: uma linha de quatro defensores; dois volantes que saibam sair jogando; três meias de habilidade, com vocação ofensiva, e um atacante, de preferência que se movimente e se componha com os meias na chegada à área adversária.

Pode, porém, simplesmente montar seu time com dois ou um volante e um meia (ou dois) e três atacantes, num claro 4-3-3. Vai depender do elenco que tiver em mãos e das necessidades de cada jogo. Mas, sabe, sobretudo, que nada disso é garantia de vitória. E, sem vitórias, babau. Vale, contudo, e muito, esse nobre esforço para mudar a cara do nosso time.

Notas relacionadas:

  1. TODOS FORA
  2. SHOW É COM OS MENINOS
  3. HUMILHANTE, NÃO HUMILDE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 23 de abril de 2010 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:18

TIMÃO, INTER, MENGÃO E TRICOLOR

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Com exceção daqueles dez minutos – entre os 12 e os 22 do primeiro tempo – em que o Corinthians encetou uma blitz sobre o Medellin, no Pacaembu, chegando ao seu gol (contra, de Valencia), o jogo foi uma chatice só.

O Corinthians, já classificado e ganhando a partida, limitou-se apenas a evitar um erro fatal. E o Independiente de Medellin não tinha nem alma, nem bola, para alterar esse cenário monótono.

Ah, sim, houve também aquele lance insólito, no segundo tempo, quando Chicão, na sequência de escanteio, deu um lençol no goleiro, mas a bola chocou-se no travessão e voltou para os braços de Bobadilla.

Mas, como dizem, Libertadores é assim mesmo, e o Corinthians decorou tão bem seu papel que vai para as oitavas-de-final com o título de melhor time desta fase, com direito a jogar todas as segundas partidas em casa, o que é sempre um trunfo.

Lá vem Mengo em crise

De qualquer forma, o próximo jogo do Timão será um clássico brasileiro, contra o Flamengo, que passou pela fresta da porta da Libertadores.
Um Flamengo imprevisível, porque mergulhado em crise, da qual deverá sair nesta sexta-feira com o anúncio oficial da demissão de Andrade e a possível contratação de Joel Santana, por enquanto no Botafogo.
Nunca se sabe que coelho acaba saindo desses traumas. Mas, é de se esperar uma reação do Rubro-Negro, que entrara em entropia nesta temporada.

Boa, Colorado

Pouco antes, o Inter despachou de vez o Deportivo Quito no Beira-Rio, por 3 a 0, num jogo em que o time de Fossati, pela primeira vez nesta temporada, conseguiu praticar um futebol insinuante, agressivo e de muito toque de bola.

Pelo jeito, os times brasileiros vão se ajeitando justamente na hora de a onça beber água.

Tricolor, primeirão

Vista assim a campanha do São Paulo, que bateu o Once Caldas por 1 a 0, na noite de quarta, em números, belê! Em seis jogos pela Libertadores, quatro vitórias e a classificação para a fase seguinte em primeiro lugar de seu grupo.

Mas, a verdade é que o Tricolor, nessa caminhada, bateu cabeça, provocou longos cochilos na torcida e plantou um enorme ponto de interrogação no campo sobre suas reais possibilidades na luta pelo título continental.

Até que o técnico Ricardo Gomes, há meses à procura do time ideal, encontrasse essa fórmula atual, com Rodrigo Souto e Hernanes de volantes e os dois meias Marlos e Jorge Wagner antecedendo a dupla de ataque – Dagoberto e Fernandinho.

Resultado: aquele time sonolento, arrastado, repetitivo de antes, de súbito, ganhou agilidade, velocidade e engenho. Nada de encantar, deslumbrar, essas coisas, mas o suficiente para animar um pouco a tropa, em campo e nas arquibancadas.

Sobretudo, porque o melhor jogador de linha do time, aquele com mais recursos técnicos – Hernanes -, ao voltar para a sua real posição (a de volante) subiu tremendamente de produção.

O pessoal – mídia e treinadores, em geral – não consegue entender a diferença entre volante e meia. Por isso, quando um volante por vocação, talhe e estilo revela qualidades técnicas extras, essa turma já passa a considerá-lo apto a cumprir funções de meia. Não é a mesma coisa.

Hernanes, como volante, partindo de trás, com a bola dominada, ou chegando de surpresa na área de tiro é ótimo. Mais à frente, recebendo a bola de costas para o marcador, para girar e armar, perde substancia e se iguala aos demais, quando não se inferioriza.

Marlos, por exemplo, não tem a mesma variedade de repertório técnico de Hernanes, mas, como meia, é muito melhor e mais produtivo. Simplesmente, porque tem o perfil exato da posição, mesmo sem ser um craque excepcional. É ágil, hábil, rápido na decisão da jogada, outro departamento, enfim.

São pequenos detalhes que podem fazer toda a diferença.

Notas relacionadas:

  1. A VITÓRIA TRICOLOR
  2. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  3. INTER E GALO JOGAM O FUTURO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 22 de abril de 2010 Futebol internacional, Libertadores | 00:35

VITÓRIAS DISTINTAS

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Se o São Paulo garantiu sua passagem para a próxima fase da Libertadores, em primeiro lugar de seu grupo, o Flamengo ainda segue roendo as unhas e fazendo cálculos para ver se passa pelo buraco da agulha, apesar da vitória por 3 a 2 sobre o fragilíssimo Caracas, em pleno Maracanã.

O Tricolor ganhou por 1 a 0, em belo passe de Dagoberto e esperta jogada de Marlos para a finalização de Fernandinho, do Once Caldas, e, em muitos momentos da partida, passou sufoco, conjurado quase sempre por Rogério Ceni.

Mas, por mais paradoxal que possa parecer, o São Paulo jogou bem. Na verdade, uma das três melhores exibições desse time na temporada. Com uma formação mais leve e veloz, a partir do meio de campo, mais Cicinho e Richarlyson apoiando pelos flancos, a bola tricolor correu mais solta e envolvente do que hábito. E isso se deveu muito à presença de Marlos, o melhor em campo.

Já o Flamengo acendeu todas as luzes vermelhas na Gávea, nem tanto pelo resultado apertado, mas pelo comportamento errático e vacilante do time em campo, contra um adversário reconhecidamente de segunda linha.

E aquele gol de Gomez, o segundo do Caracas, resume bem esse comportamento do Rubro-Negro: o cara saiu lá da sua intermediária, pela esquerda, e foi, e foi, e foi, e acabou fondo, como já disse aquele luminar do futebol.

O fato é que, mesmo se o Flamengo passar pela combinação de resultados favoráveis nesta quinta-feira, a Gávea estará em chamas nos próximos dias. E. como sempre, o primeiro a ser incinerado nessa fogueira das paixões será Andrade. Ou alguém duvida?

ROBBEN, OUTRA VEZ

O Bayern sofreu para vencer o Lyon, pela Liga dos Campeões, por 1 a 0.

E, mais uma vez, graças ao talento do holandês Arijen Robben, esse canhoto de mil utilidades: dribla, passa, lança, e chuta a gol como poucos.

Basta dizer que essa canhota mágica cavou a sepultura do Manchester United na Liga dos Campeões, e, nesta quarta, colocou seu time em vantagem contra os franceses, ao disparar de fora da área bola que resvalou na cabeça de seu companheiro, Mueller, e morreu nas redes.

Joga muito o carequinha.

Notas relacionadas:

  1. ROGÉRIO, LIBERTADORES E LIGA
  2. O ÚNICO DERROTADO
  3. GUERRA EM MONTERREY
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010 Libertadores | 23:11

O ÚNICO DERROTADO

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E o São Paulo acabou sendo o único brasileiro a perder nesta rodada da Libertadores. Pudera! Afinal, foi o que enfrentou a mais dura tarefa dentre todos: além de todas as adversidades que se abateu sobre o clube nos últimos dias, desde a derrota para o Palmeiras, pelo Paulistão, tinha de encarar o Once Caldas, lá na toca do inimigo.

Pois, apesar disso tudo, até que o Tricolor, na bola rolando, se saiu bem. Jogou sem medo e com equilíbrio, abriu a contagem com Rogério Ceni, em cobrança de falta, e criou umas quatro chances (três delas com seu artilheiro Washington) para marcar.

Deu-se mal foi no placar: 2 a 1 para o Once Caldas, que virou o jogo numa lambança de Marcelinho Paraíba e numa jogada sensacional de Moreno, que varou toda a defesa brasileira, numa arrancada prodigiosa desde seu campo.

Foi, pois, uma derrota, amarga como todas, mas não uma tragédia.

COPA DO BRASIL

Quem, contudo, cumpriu sua missão com louvor foi o Palmeiras, que ensacou o Flamengo do Piauí, no Palestra Itália, no jogo da volta da Copa do Brasil. Nem tanto pela goleada de 4 a 0, mas, sobretudo por recuperar emocionalmente jogadores como Marquinhos e inserir o novato Ivo, que já ganhou o apoio da sua exigente torcida em dois lances vitais.

Contudo, o Vasco decepcionou, ao empatar em casa com o Sousa da Paraíba, por 0 a 0. Teve o controle da partida, é verdade, mas um domínio inócuo, sem profundidade, nem emoção. Segue, porém, na competição, que, pelo atual cenário em São Januário, deveria merecer mais atenção e empenho do time.

Já o Santos foi a Campo Grande e não conseguiu eliminar o jogo da volta pela Copa do Brasil diante do Naviraiense, ao vencer por apenas 1 a 0, gol de Marquinhos. Fracasso? Devagar com o andor, minha gente. Afora ter sido o Naviraiense heroico na entrega à marcação e outros bichos, o campo uma pista de obstáculos para a bola que não rolava dois centímetros. Mesmo assim, o Santos acumulou uma dúzia de chances perdidas, seja por finalização errada ou defesa do goleiro Aldo, o nome do jogo. Acontece nas melhores famílias.

BARÇA E RONALDINHO

O Barça, o melhor time do mundo na atualidade (aliás, já há um bom tempo) não conseguiu ir além de um empate por 1 a 1 com o Stuttgart, na casa do inimigo. Mas, o que chama a atenção é essa capacidade que tem o Barça de não se alterar nunca diante da adversidade. Mesmo perdendo por 1 a 0 e sofrendo prussiana pressão dos alemães, manteve a bola no chão, a proverbial troca de passes, chegou ao empate e por pouco não virou o jogo. Foi sua pior partida na temporada, e mesmo assim leva para o Camp Nou a vantagem do empate por 0 a 0, sem falar na perspectiva mais sensata: em casa, vencer, como sempre.

Não vi o jogo, apenas os gols. Portanto, não posso assegurar que Ronaldinho Gaúcho cumpriu diante da Fiorentina performance exemplar. Só posso falar do que vi. E o que vi foi, mais uma vez, um Ronaldinho Gaúcho decisivo na vitória do Milan por 2 a 1.

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  1. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Libertadores | 02:28

DUPLAS ARTILHEIRAS

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O São Paulo entrou com seu time titular, de acordo com o técnico Ricardo Gomes, e venceu o São Caetano por 3 a 0. O Corinthians, ainda sob o processo de rodízio, levou virada de 2 a 1 da Ponte. Então, foi por isso?

Não necessariamente, amigo. Tem mais a ver com os jogos em si e suas circunstâncias.

O São Paulo, por exemplo, que jogou com mais empenho e técnica melhor do que nas últimas partidas, no entanto, sofreu ataques do Azulão tão frequentes e perigosos que, não fosse Rogério Ceni, o placar poderia ter sido outro. Valeu, porém, o entendimento da dupla de ataque – Dagoberto e Washington, autores dos dois primeiros gols, em parceria exata. E a boa estreia de Cleber Santana.

Já o Corinthians jogou mal o tempo todo, sem entrosamento, e só agrediu a Ponte no final, quando o resultado já lhe era negativo.

Ambos, porém, como de resto quase todos os grandes deste imenso Brasil sofrem do mal da curta pré-temporada, e ainda estão buscando seu melhor jeito de jogar, com raras exceções.

O Império do Amor

Foi assim que a torcida rubro-negra batizou a dupla de artilheiros, afiadíssima, formada pelo Imperador Adriano e Wagner Love. E não é pra menos, pois ambos estão em lua de mel com o gol. Nesta quarta-feira, por exemplo, o Imperador fez um e Love dois.

Mas, se lá na frente é beijinho, beijinho, aqui atrás a coisa anda feia: com os três gols tomados do Olaria, o Flamengo soma seis em dois jogos. E olhe que Bruno ainda pegou um pênalti…

Por falar em Bruno, o goleirão falhou em pelo menos dois dos gols do Olaria. Tem crédito, porém.

Assim como o menguista, apesar do empate inesperado, celebra a passagem de seu time para as semifinais da Taça Guanabara, o primeiro turno do campeonato carioca, cujo campeão já estará na decisão final dos dois turnos.

Massacre azul

Não havia a menor dúvida de que o Cruzeiro, depois do empate em Potosi, ganharia fácil a revanche no Mineirão. Não só porque o Potosi é muito fraco, mas, sobretudo, porque a Raposa é muito forte, sobretudo no ataque. Ainda mais com a volta do Gladiador.

Enfim, os 7 a 0 desta quarta-feira não foi mais do que um timbre da excelência do time de Adilson, embora, daqui pra frente, a história passa a ser bem outra.

Inter e Grêmio

O Inter meteu 3 a 1 no Novo Hamburgo, mas não foi tão mole assim, não.

É verdade que o Inter desta quarta-feira não era nem a garotada do início da temporada, nem os titulares que bateram o Grêmio no domingo. Era um mistão, mais reservas do que titulares, o que dá a dimensão do elenco colorado.

Já o Grêmio, sem Souza e Leandro, saiu de campo vaiado pela parca torcida que se aventurou ao estádio, por causa do empate em 1 a 1 com o São Luiz. Mas, pelos melhores momentos exibidos na TV, o Grêmio bem que poderia ter vencido até com certa folga: só Jonas e Borges criaram e perderam três gols cada (Borges, pelo menos, fez um).

Além do mais, o Tricolor gaúcho segue líder isolado de seu grupo, mesmo neste período de adaptação.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 9 de julho de 2009 Clubes brasileiros | 00:32

COPA EM TONS AZUIS

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À tarde, no Arena Sportv  do Cleber Machado, sob o comando do Milton Leite, qua ndo perguntado sobre as chances do Cruzeiro, entre outras coisas, respondi que muito dependeria da atuação de Fábio, um goleirão que atravessa fase excepcional.

E não deu outra: o Cruzeiro voltou de La Plata com um empate em zero gols precioso, diante do Estudiantes, que pressionou de cabo a rabo e esbarrou em pelo menos quatro defesas incríveis de Fábio.

No Mineirão, já sob o apoio de sua torcida, o Cruzeiro, por certo, voltará a jogar seu jogo veloz, de toque de bola envolvente e tem tudo para vencer, nem que seja nos pênaltis.

A Copa Libertadores, meu caro, esstá tomando cores azuladas desde esta noite.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

terça-feira, 16 de junho de 2009 Copa do Brasil, Libertadores, Seleção Brasileira, Sem categoria | 18:23

TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO

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O Palmeiras, do técnico Luxemburgo, cultor do sistema com apenas dois zagueiros de área, vai a Montevidéu, com um beque a mais da sua própria conta para pegar o Nacional.

O Grêmio, por tradição time guerreiro com tons defensivos acentuados, nas mãos de Paulo Autuori, muda o braço da viola e recebe o Caracas no Olímpico.

É o futebol brasileiro, tentando ir às finais do maior torneio continental, por vias diferentes.

No fundo, no fundo, essa sintonia fina é muita relativa, numa disputa mata-mata como esta, em que tantos outros fatores atuam com maior intensidade do que a escolha deste ou daquele sistema de jogo, embora este seja sempre essencial.

Autuori já foi duas vezes campeão da Libertadores – pelo Cruzeiro e pelo São Paulo -, logo, há de se supor que sabe muito bem o que está fazendo.

Luxemburgo, de tantos títulos, porém, nunca chegou a levantar essa preciosa taça. Mas, é um técnico atilado, pragmático antes de mais nada, e versátil, capaz, pois, de fazer funcionar um esquema que não lhe é caro, em especial.

O que eu quero dizer, com toda esse lero, é que Grêmio e Palmeiras, assim mesmo, ou de sinais invertidos novamente, têm tudo para seguir adiante neste funil da Libertadores.

TIMÃO OU INTER?

O Inter vai ao Pacaembu sem três titulares de peso – Nilmar e Kleber, servindo à Seleção Brasileira, e D’Alessandro, machucado.

Em contrapartida, o Corinthians não terá apenas o lateral-esquerdo André Santos. De resto, vai com tudo, inclusive o Ronaldo Fenômeno.

Portanto, favas contadas, pois não? Jogando em casa, com o apoio da Fiel ensandecida, com Ronaldo e contra um Inter ferido em três posições chaves da equipe, o Timão é favorito.

Até pode ser. Mas, não necessariamente.

Olhemos por outro ângulo: Ronaldo está gripado e vem de uma recuperação de lesão muscular na panturrilha, o que drena sua energia e limita suas ações, e a ausência de André Santos é uma lacuna sem preenchimento. Mano terá de apostar em Saci, que não tem ido bem, ou em Diego, um beque que não funciona por ali, ou ainda Marcelo Oliveira, um meiocampista improvisado no setor.

Já o Inter, no lugar de Kleber, tem Marcelo Cordeiro, que vem jogando melhor do que o titular.

Para a vaga de D’Alessandro, lá está Andrezinho, de tão boas atuações recentes.

E, para o comando do ataque, Alecsandro, que, se não tem a técnica e a mobilidade de Nilmar, longe disso, é um atacante eficiente e goleador por natureza.

Ah, sim, ia esquecendo de Bolívar, outro ausente no Inter. Mas, se jogar Danilo, talvez o Colorado ganhe até mais no apoio ao ataque por aquele setor.

De qualquer forma, seria, como será, briga de cachorro grande. E qualquer um que saia vencedor desse jogo em 180 minutos será digno representante da vanguarda atual do futebol brasileiro na Libertadores.

NOSSO VELHO CANSAÇO

Depois da suada vitória sobre o Egito, na estréia da Copa das Confederações, a turma justificou-se, não sem alguma razão, botando a culpa maior no cansaço de tantas viagens, no fuso horário e tal e cousa e lousa e maripousa.

Sim, claro, tudo isso influenciou na pífia apresentação brasileira, apesar da vitória emocionante por 4 a 3.

E aí me pergunto se esses fatores não atuaram mais decisivamente sobre o jogo brasileiro justamente porque adotamos um conceito em que a força de marcação se sobrepõem excessivamente à técnica.

Explico melhor: se fossemos um time treinado para reduzir o espaço de ação mais à frente, marcando a saída de bola do adversário (como, aliás, fez o Egito), e, quando de posse da bichinha, passássemos a fazê-la circular com exatidão e arte, nos desgastaríamos menos fisicamente e teríamos melhor resultado no andamento da partida.

Isso é elementar, básico. Mas, para tanto, teríamos de contar com menos volantes e mais meias habilidosos, esses carinhas que recebem a bola de costas para o adversário, gingam, saem da marcação e tocam com precisão.

Infelizmente, não é o nosso caso. Logo, temos de ralar para chegar onde chegaríamos sem ter de ralar tanto.

Esse é um daqueles casos em que me lembro da célebre Seleção Holandesa de 1974, a do Carrossel e outros bichos. Sua dinâmica de jogo era tão surpreendente e vertiginosa que o povo, por aqui, exaltava o vigor de vaca holandesa da tal Laranja Mecânica.

Para quem estava lá como eu, e, que no ano seguinte levou um papo varando a madrugada, no bar do Hotel Eldorado, aqui em São Paulo, com Cruyff, a história era justamente o contrário. A Holanda chegou à Alemanha sem o menor preparo físico, sem zagueiros de ofício (o único, Israel, judeu como sugere seu nome, por razões de segurança – leia-se, Munique 72 -, foi poupado) e sob uma troca de tiros entre os de Roterdã e os de Amsterdã, um Rio-São Paulo de tamancos de bico curvo.

Pois bem, o técnico Rinus Mitchles, então, tocando o Barça de Cruyff, quando chegou à concentração da Seleção, depois da disputa da Copa de Campeões da Europa, encontrou o caos, já que, além desses problemas todos, os jogadores caíram na esbórnia.

Mitchels, então, mandou chamar as mulheres de todos os jogadores, pra cortar a onda da tropa, reuniu a turma e deu as devidas instruções:

1) Como não há nem força física, nem força de conjunto, nem zagueiros, nem nada, vamos construir um novo conceito, capaz de suprir todos esses defeitos. Como? Simples: improvisamos dois volantes nas posições de zagueiros (Reijberg e Haan)  e agrupamos os dez jogadores de linha entre as duas intermediárias, utilizando uma linha de impedimento em que todos partam sobre o adversário da bola, como um grupo de selvagens. A corrida é pouca, nesse caso, e o efeito, múltiplo, pois não só tomamos a bola já no campo inimigo como, na sequência, promovemos um ataque em massa.

2) Os vértices do triângulo, aqueles que esperam o passe do nosso que estiver com a bola, em vez de ficarem estáticos à espera da definição, rodam em torno dele. Esse movimento, além de dificultar a marcação, oferece rapidez no passe, que não precisa ser justo, mas, simplesmente despachado para o ponto futuro, onde chegará um dos dois companheiros que rodam ao seu redor.

3) Então, formavam-se em campo aquelas rosáceas que deslumbraram o mundo e a mim e ao mestre Armando Nogueira, que assistimos à final com a Alemanha lá do último degrau do estádio Olímpico de Munique.

Um prodígio que jamais se repetiu em campo algum, mas que remete à essência do futebol desde que ele se constituiu como jogo: o negócio é o jogador correr o menos possível, e fazer a bola circular ao máximo.

Lição que os brasileiros haviam ensinado ao mundo há muito tempo, agora executada pelos espanhóis. E que nós esquecemos nas últimas duas décadas.

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  2. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
  3. GRÊMIO, INTER, VITÓRIA E FLA
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quinta-feira, 23 de abril de 2009 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional | 01:57

LIBERTADORES, GOLEADAS E…

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Na Libertadores, os brasileiros fecharam a rodada na liderança de seus respectivos grupos – Sport, Cruzeiro e São Paulo passaram por seus adversários, todos jogando em casa.

O Cruzeiro, naquele seu estilo leve e solto, livrou-se do Deportivo de Quito sem muitos embaraços: 2 a 0, com direito a um golaço de Wagner, que disparou o canhão de canhota, a bola chocou-se com o travessão, rebateu nas costas do goleiro e entrou.

Justamente o inverso do que ocorreu no Morumbi, quando o goleiro do América de Cali tentou devolver com o pé bola retardada pelo beque e acertou a…, digamos, o bumbum de Dagoberto, voltando para as redes colombianas. Foi o gol da virada tricolor, o segundo de Dagoberto, que fez uma partida exemplar, marcando, armando, driblando e concluindo.

Mas, o São Paulo, embora dominando o tempo todo, novamente não jogou bem. Mesmo assim poderia ter ampliado o escore se Washington e Borges não estivessem com a pontaria tão descalibrada.

Quanto ao Sport, que dizer? Sofreu a surpresa do primeiro gol do Colo-Colo, mas teve juízo e força para virar o placar na Ilha do Retiro, a cova do Leão Encantado que segue trilhando a Libertadores á caça da próxima presa.

COPA DO BRASIL

Na Copa do Brasil a grande surpresa, sem dúvida, foi a derrota do Santos, no Alçapão da Vila, com o time completo, para o CSA, por 1 a 0. É verdade que o Peixe perdeu um mar de gols, ironicamente, a maioria, com seu artilheiro Kleber Pereira.

Mas, pior do que a inesperada desclassificação nessa disputa, será se essa derrota abater demais o Santos, levando-o a enfrentar o Corinthians, na decisão pelo título paulista, de fronte baixa.

De fronte altiva, porém, segue em frente o Internacional, campeão gaúcho e um dos melhores elencos da temporada, senão o melhor. E vai em frente, de goleada em goleada. Desta vez, a vítima foi o Gurani, que lvou uma lambada de cinco, 5 a 0, com mais um golaço de Taison, a grande revelação do futebol brasileiro destes tempos.

POR FALAR EM GOLEADA…

E o Barça, hein? Meteu 4 a 0 no Sevilha de Luís Fabiano e tudo, como quem estivesse chupando um pirulito. Ah, sim e nem teve de contar com Messi, neste exato momento, o melhor do mundo. Mas, quem tem Eto’o, Henry, Xavi e Iniesta pode-se dar a esse luxo.

Pois, faça as contas aí amigo, que sou um desatre nos números: em 32 rodadas da Liga Espanhola, o Barcelona marcou a bagatela de 92 gols; qual a média por jogo? E tomou apenas 24, mesmo praticando esse futebol ofensivo, de toques refinados, dribles, passes exatos e tal e cousa e lousa e maripousa.

Já o Manchester United, seu rival do mesmo porte, campeão do mundo etc, venceu o Portsmouth apenas por 2 a 0, numa exibição destacada de Anderson, que, entre outras coisas, fez um lançamento primoroso de trinta metros, a la Gérson, para Giggs, na ponta-esquerda cruzar e Rooney concluir, no primeiro gol dos Diabos Vermelhos.

É sempre um prazer inexcedível poder usufruir na mesma tarde da bola desses dois times – Barça e Manchester. E veja só, meu amigo, nem é preciso ir ao teatro, como dizem por aí. O espetáculo vem a mim, pela telinha colorida, em alta definição. Que beleza!

 

 

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

terça-feira, 21 de abril de 2009 Clubes brasileiros | 22:40

VITÓRIA NA HORA CERTA

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O Palmeiras, evidentemente tenso pelos últimos insucessos, sangrou durante todo o primeiro tempo, no Palestra Itália, tentando abrir a retranca da LDU, em vão. Pior: num raro disparo de fora da área, Araujo quase marca – bola desviada foi ao poste esquerdo de Marcos, imóvel pela surpresa.

Mas, no segundo tempo, com a entrada do atacante Marquinhos no lugar do lateral-direito Fabinho Capixaba, o Verdão passou a investir por aquele setor, e logo aos 2 minutos chegou ao seu primeiro gol: córner cobrado por Marquinhos da esquerda; o goleiro Cevallos se atrapalha com seu próprio beque e a bola sobra para Marcão quase 3em cima da risca para marcar.

Isso não só animou a torcida como serenou o time, sem tirar-lhe, porém, a ênfase na busca de outros tantos, tarefa que ficou um pouco mais difícil com a expulsão de Marquinhos, juntamente com Bolaños. E mais: Sandro Silva, que entrara no lugar de Lenny, para cobrir a ausência de Marquinhos lá na direita, na primeira jogada se lesiona e teve de ser substituído por Wendell.

Apesar de tantas adversidades, sob o comando do trio de meio de campo – Pierre, Diego Souza e Cleiton Xavier -, o Verdão seguiu tocando a bola e criando duas ou três boas chances com Keirrison, antes e depois de Diego Souza acertar aquela bomba que o goleiro Dominguez aceitou.

Vale que o Palmeiras reergue a fronte num momento decisivo da Libertadores, com vistas ao jogo de vida ou morte com o Colo-Colo, em Santiago, mais adiante.

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