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Posts com a Tag Copa do Brasil

quinta-feira, 5 de maio de 2011 Copa do Brasil | 22:14

COXA, ESPETACULAR!

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Ah, mas esse Coritiba só enfrenta pé de chinelo, campeonato paranaense, essas molezas; quero ver quando pegar os grandões do Brasil – diziam os céticos e soberbos dos grandes centros, enquanto o Coxa ia batendo recordes sobre recordes nesta temporada.

Pois, pegou o Palmeiras, pela Copa do Brasil. O mesmo Palmeiras que liderou a maior parte da fase de classificação do Paulistão, tido e havido como o mais disputado do país O Palmeiras de Felipão, mestre em mata-mata, do Kleber Gladiador e tal e cousa e lousa e maripousa..

Pegou, torceu o pescoço do Periquito e fez uma canja do adversário, no Couto Pereira: 6 a 0. Ou, para os mais jovens, de gosto tão duvidoso, fez um porco assado com batatas coradas. Tá bom, ou querem mais?

É verdade que Rivaldo foi expulso, aos 17 minutos do segundo tempo, justamente, diga-se. Mas, aí, o placar já era de 4 a 0 para o Coxa, que dominava plenamente a partida.

A não ser que, no jogo da volta, o Palmeiras consiga um prodígio, algo que beire o sobrenatural, o Coritiba já está na próxima fase da Copa do Brasil. caso contrário, até o futuro de Felipão no Palestra estará ameaçado.

BONDE DESCARRILOU

E o bonde sem freio descarrilou ao bater de frente com o Ceará, que foi ao Engenhão carimbou a faixa de campeão do Flamengo e voltou para Fortaleza com grandes chances de seguir nos trilhos da Copa do Brasil que conduzem à Libertadores.

Afinal, fez 2 a 0, gol de falta de  Nicácio, no finzinho do primeiro tempo, e ampliou
em bela infiltração de Geraldo (a bola tocou no seu braço, involuntariamente), aos 20 minutos do segundo tempo. O mesmo Geraldo que perderia o gol mais feito do jogo, logo depois de o Flamengo reduzir o placar com Vanderlei, que entrara no lugar do inócuo Deivid.

Sim, claro, o Flamengo apertou, quase chegou ao empate, não fossem as boas intervenções do goleiro Fernando Henrique. Mas, foi pouco para o brilho de suas atrações internacionais, como Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, que se mexeu o tempo todo, buscou o jogo, lutou, e acabou saindo de campo, no final, sob vaias.

Atenção, porém: o Flamengo, apesar do desastre, ainda tem bala para voltar aos trilhos da Copa do Brasil.

Notas relacionadas:

  1. CRISE NA LIBERTADORES
  2. COXA E VERDÃO NA FOTO
  3. INVICTOS EM CAMPO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 4 de maio de 2011 Copa do Brasil | 14:59

INVICTOS EM CAMPO

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Os dois únicos invictos do Brasil entram em campo, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil. O Coritiba, campeão do Paraná, mais do que invicto, recordista de número de vitórias consecutivas do país, até onde as estatísticas nos revelam, recebe o Palmeiras no Couto Pereira. E o Flamengo, campeão carioca, pega o Ceará, no Engenhão.

O Flamengo, que parece ter ajeitado de vez sua formação, com o recuo de Renato Abreu como segundo volante, ao lado de Botinelli, e Ronaldinho Gaúcho mais à frente, fazendo dupla de ataque com Deivid, sugere uma dinâmica mais ofensiva.

Embora favorito, é bom não desprezar o Ceará de Wagner Mancini, com seus bons veteranos Iarley, Washington, Geraldo, o regente da equipe, além dos mais jovens, tipo os canhotos Thiago Humberto e Sérgio Mota.

É jogo que se prenuncia, no papel, muito interessante de se ver.

Já o Coritiba, que só ganha há, sei lá, duas dúzias de partidas, terá de se haver com uma defesa sólida, a menos vazada do Brasil até outro dia, escudada no goleiraço Deola que não deixa saudade de São Marcos, pra se ter uma ideia do tamanho de seu desempenho.

Além de conter Kleber, o Gladiador, sempre fuçador, acionado por Lincoln, no lugar de Valdívia, novamente no estaleiro.

O Coxa, porém, vem de tantos êxitos sucessivos que é difícil pensar numa quebra de expectativa justamente agora. Mas, que ela está no ar, ah, isso está.

DIABOS, ÓBVIO

Mesmo sem meio time titular – o que é discutível, pois Anderson, Berbatov e Scholes, por acaso, podem ser considerados reservas? – o Manchester, em Old Trafford, disparou 2 a 0 logo de cara sobre o Schalke-04, com Valência e Gibson, autor, por sinal da bela assistência no primeiro gol.

Mas, num vacilo na saída de bola dos Diabos Vermelhos, cuja defesa, essa sim, estava muito desfalcada, Jurado empatou, num chute certeiro. Na recarga, porém, Valência dominou diante do goleiro Neuer, que falhara no segundo gol do Manchester, livrou-se dele e disparou para o beque salvar em cima da risca.

O Schalke animou-se um pouco, mas não o suficiente para ameaçar a supremacia do Manchester, que, no segundo tempo, com Anderson, disparou a goleada esperada: 4 a 1.

Como? Se o Manchester será presa fácil do Barça, no jogo decisivo pela Liga dos Campeões da Europa, me Wembley? Sei, não. O Barça é muito melhor, mais encantador e eficiente. Mas, os Diabos Vermelhos conhecem bem os atalhos da vitória.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES, GOLEADAS E…
  2. GUERRA EM MONTERREY
  3. CRISE NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 20 de abril de 2011 Copa do Brasil, Libertadores | 22:00

OUTRO MILAGRE TRICOLOR

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E não é que o Fluminense foi a Buenos e produziu mais um dos seus milagres tão recorrentes nos últimos tempos?

Precisava vencer, com dois gols de diferença. Fez um, sofreu o empate. fez outro, e novamente levou o empate. E, quando parecia que iria jogar a toalha, fez o terceiro, com Rafael Moura, para, no finzinho, Araújo sofrer pênalti que Fred converteu no gol épico.

E olhe que a vitória do Flu não foi uma dessas conquistas aleatórias, em que o time não joga nada e acha quatro gols por acaso. Nada disso. Ao contrário: o Flu foi melhor de cabo a rabo. E só teve sua tarefa redobrada por dois vacilos inaceitáveis da defesa – o pênalti desnecessário de Gum e a devolução para o meio da área de Valência.

É feito para o torcedor do Flu celebrar por anos.

PEIXE, COM SHOW DE NEYMAR

Se alguém supunha que Muricy, ao desembarcar na Vila, trancaria esse time e passaria a jogar pelo resultado errou feio. Pois, o Santos que meteu 3 a 1 no Táchira e assegurou sua passagem para a próxima fase da Libertadores, foi eficiente de u sohow. E, por pouco, o time que estava a perigo não passou em primeiro lugar. Se o Cerro não vira aquele jogo com o Colo Colo em Santiago…

O mais relevante, porém, não foi a vitória santista no Pacaembu, o que era esperado pela fragilidade do adversário e pela ascensão do Peixe nos últimos jogos. Foi, sim, a maneira como o Santos envolveu o adversário e fustigou-o o tempo todo, correndo poucos riscos, numa noite de Neymar.

O menino jogou demais. Fez um gol de puro instinto logo no começo da partida, o que infundiu na turma confiança e tranquilidade para tocar o barco em águas mansas até o fim.

E, quando o Táchira botou as manguinhas de fora, marcando aquele gol de falta que poderia endurecer as coisas no fim, Neymar, de imediato, foi lá, partiu para a jogada pessoal, passou por dois e rolou para Zé Love sozinho só empurrar às redes. Zé furou, mas se recuperou a tempo de servir Danilo, que emendou sem pena.

O Santos, gente, começa a se reencontrar com sua identidade. E isso é fogo.

REAL DO REI

O técnico Mourinho encontrou a fórmula ideal para quebrar o toque de bola hipnótico do Barça e a serenidade do time catalão para tecer sua teia de aranha mortal: o velho e sempre funcional ferrolho, com muita porrada, e todo mundo fungando no cagote do adversário.

No contragolpe, o Real ainda criou, no primeiro tempo, as melhores chances com Cristiano Ronaldo furando na frente do gol e Pepe, metendo de cabeça na trave.

Aliás, o becão Pepe, como volante, foi o emblema desse time na nova formulação, aquela que arrancou um empate no jogo anterior e na vitória por 1 a 0, gol de cabeça de Cristiano Ronaldo, na prorrogação desta decisão pela Copa do Rei.

Dessa forma, o que deveria ter sido um espetáculo inesquecível, entre os dois melhores times do mundo, não passou de um joguinho mambembe, que transcorreu de falta em falta, sem brilho, invenção ou emoção.

Mais ou menos o que aconteceu na Copa da Itália, entre Milan e Palermo, que terminou empatado por 2 a 2, num jogo equilibrado em que Ibra se destacou pelos dois gols no Milan, e o argentino Pastore, por tudo que fez, pelo Palermo.

Já Tottenham e Arsenal, pelo Campeonato Inglês, foi um jogo disputado no fio da navalha, O Arsenal chegou a disparar 3 a 1, mas permitiu o empate, bem ao seu estilo, o que elevou o Chelsea à vice-liderança do campeonato capitaneado pelo Manchester.

Notas relacionadas:

  1. SÓ PODE, TRICOLOR…
  2. NOITE DE GALA TRICOLOR
  3. VIRADA DA GALERA TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 5 de agosto de 2010 Clubes brasileiros, Copa do Brasil | 00:10

SANTOS FUTEBOL (VERDADEIRO) CLUBE

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Foi o que se pode chamar de uma derrota apoteótica, pois o Santos perdeu no Barradão para o Vitória, mas levou a taça, a vaga na Libertadores e a mais profunda reverência dos verdadeiros amantes do futebol.

Sim, porque pra vencer mesmo perdendo o Santos cumpriu uma campanha espetacular na Copa do Brasil. Meteu dez gols num, oito noutro, deu show, revelou por baixo dois craques de seleção e provou que se pode ser campeão, sim, senhor, praticando um futebol ofensivo, inventivo, cheio de graça, em meio a esse cenário cinzento, burocrático, repetitivo, árido em que se transformaram os outrora tão férteis campos brasileiros.

E olhe que o Vitória foi bravo, aguerrido, competente, para virar um placar que lhe começou adverso aos 45 minutos do primeiro tempo, com aquele gol de Edu Dracena. Wallace, na raça, empatou aos 13 do segundo tempo e Júnior, num toque magistral por cima do goleiro Rafael, deu a vitória para seu time.

Mas, o Santos era mais time, no sentido de que possui um grupo de jogadores de talento, não apenas em campo, mas também no banco, como provou a entrada de Marquinhos no lugar de André, o que acabou quebrando o serviço do Vitória, se estivéssemos falando de t~enis.

Mas, não estamos. Estamos falando de futebol. E futebol é isso o que o Santos de Wesley, Arouca – o melhor em campo, diga-se -, Ganso, Neymar, Robinho e cia. bela jogam. Os demais apenas tentam impedir que isso seja possível.

Notas relacionadas:

  1. SÃO PAULO, CRUZEIRO E SANTOS
  2. DE BARCELONA A SANTOS
  3. DRAMA E GLÓRIA DO SANTOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

terça-feira, 3 de agosto de 2010 Clubes brasileiros | 18:19

OS HORRORES DA CANDINHA

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Obviamente, não trataria desse assunto não fosse a grande bulha criada em torno do episódio por um bando de Candinhas, na imprensa e do lado de lá, que se horrorizaram, oh!, com a brincadeira de mau gosto feita por três jogadores (todos reservas – o goleiro Felipe, o meia Madson e o atacante Zé Eduardo -, na Internet).

Já, logo a Associação Nacional das Candinhas passou a englobar todos os Meninos da Vila na sua habitual cartilha moralista: peguem, prendam, punam, tomem o dinheiro deles, pois eis a prova de que essa molecada é irresponsável, iletrada e vai levar o Santos ao fundo do poço!

Quanta bobagem… Em primeiro lugar, os envolvidos no episódio nem tão meninos são. Pelo menos, Madson e Zé Eduardo. Em segundo lugar, Neymar, Ganso, Wesley e Robinho, entre outros, aqueles que realmente representam os Meninos da Vila, tentaram intervir para que os três parassem com aquela besteira. Quando a coisa veio a público, através das Candinhas de plantão, Felipe, Madson e Zé Eduardo apressaram-se em se desculpar e enfatizar que tudo não passava de brincadeira, inclusive as “ofensas” feitas a Robinho e companheiros.

Então, fiquei lembrando uma intervenção minha no Bem, Amigos da segunda-feira. Logo eu, que, beirando os 70 anos, não posso nunca apelar para a desculpa da juventude.

Foi assim, pra quem não viu: Ivan Lins, ao declamar o nome de seu parceiro em uma das quatrocentas músicas que ambos fizeram juntos, citou Vítor Martins

De imediato, exclamei; “Grande canalha!”.

Pouco antes do programa, Ivan trouxera-me um abraço virtual do Vítor, diga-se como acréscimo.

Ora, qualquer ser normal perceberia, pelo tom e significado, que não estava xingando meu amigo eterno e poeta maior Vítor Martins, literalmente, de grande canalha, coisa que ele não é, nem nunca foi. Apesar disso, o Galvão saltou nas tamancas na minha defesa e na do Vítor Martins, para que não restasse no ar nenhuma dúvida.

Era um jeito de expressar a minha admiração pelo amigo que há anos não dava sinal de vida. Coisas de uma geração e turma que captam de imediato esse tipo de cumprimento.

As pessoas, hoje em dia, são literais demais. Qualquer coisa que fuja ao lugar-comum as espanta. E a percepção foi para o ralo. Uma pena.

PS: Pra quem não sabe, Candinha é a figura histórica daquela fofoqueira do cortiço, a moralista de plantão, que vive fuxicando e condenando a vida alheia. Pode ser também chamada de lavadeira, o que seria um preconceito para essa digna classe de operárias.

Notas relacionadas:

  1. MÁRCIO LEMBRANDO ANTONINHO
  2. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
  3. MIL VEZES, DORIVAL JÚNIOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

Copa do Brasil, Libertadores, Seleção Brasileira | 15:37

AH, ESSE GOLZINHO FORA…

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Essa regrinha que valoriza o gol fora de casa na Libertadores acaba congelando no ar qualquer expectativa para a decisão das semifinais, entre São Paulo e Inter, no Morumbi, nesta quinta-feira.

Além, claro, de plantar um enorme ponto de interrogação na cachola dos dois treinadores.

No São Paulo, a ordem é atacar pra desfazer o mais cedo possível a diferença mínima de 1 a 0 obtida pelo Inter no Beira-Rio. Mas, se, em busca desse golzinho precioso, se descuidar lá atrás, pode tomar o definitivo, aquele que o obrigará a triplicar seus esforços.

No Inter, a dúvida é a mesma, em ordem inversa: se tentar manter a vantagem obtida no jogo de ida corre o risco de chamar o adversário para seu campo, e levar o gol que pode desestabilizar a equipe, o que seria fatal.

No meio disso tudo, a necessidade de afiar as cobranças de pênaltis, um evento perfeitamente viável nessas circunstâncias.

É inegável que o Colorado está melhor do que o Tricolor nesta fase da temporada. Basta ver a colocação de ambos na tabela do Brasileirão. Ou rever o jogo do Beira-Rio, onde o Inter poderia e merecia ter emplacado uma goleada num São Paulo acovardado e inócuo.

Mas, cada jogo é um jogo, já dizia o velho Acácio. E o São Paulo deu sinais de súbita melhora, no excelente segundo tempo contra o Ceará, no último fim de semana. Sobretudo, pela presença de Ricardo Oliveira no ataque, o que sinaliza claramente para seu aproveitamento desde o início, embora os dois técnicos prefiram manter segredo a respeito das respectivas escalações.

No caso do São Paulo, o mistério está em torno de Ricardo Oliveira. Fernandão deverá ser seu parceiro. Mas, e o outro, se Ricardo Gomes promover a volta de Rodrigo Souto, na formação com três volantes, ao lado de hernanes e Cleber Santana?

Há três alternativas: Fernandinho, Marlos ou Dagoberto. Com Marlos, o Tricolor tem um meia de habilidade para fazer a ligação entre os volantes e os atacantes. Com Dagoberto, forma um trio de atacantes, com ligação direta dos volantes, que apoiam bem, mas não armam. Com Fernandinho, mantém o ataque em três, mas ganha a jogada de linha de fundo, o drible e o cruzamento tão a gosto da dupla Fernandão-Ricardo Oliveira.

Quanto ao Colorado, não há muito o que esconder: a formação deverá ser a mesma da vitória no jogo de ida, mesmo porque é a que tem dado o equilíbrio necessário para a equipe defender bem e atacar melhor ainda.

PEIXE OU VITÓRIA?

No Barradão é fogo, o Peixe sabe disso muito bem. Entre outras coisas, porque o Vitória, lá tem em seu retrospecto, como placar mínimo obtido, 2 a 0, o suficiente para levar a decisão da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, para os pênaltis.

A torcida é empolgada, o campo ruim para quem toca a bola no estilo peixeiro, e o Vitória é bom time.

Mas, voltamos sempre àquela história do gol fora de casa que vale ouro. E esses Meninos da Vila raramente deixam de marcar, pelo menos um, em cada jogo.

A META DE MANO

Mano Menezes esteve nesta segunda-feira no Bem, Amigos do Galvão. E suas palavras sobre o que pretende fazer com a Seleção Brasileira foram um refrigério para quem, como este humilde escriba, tanto exalta a necessidade de voltarmos a praticar um jogo compatível com nossa história. O que, no momento, significa dar um salto em direção ao presente, pois é desse jeitinho mais ofensivo e criativo que os principais times do mundo jogam.

Mano sabe e o declarou publicamente que nosso papel, no concerto mundial, deverá voltar a ser o de protagonista, não coadjuvante. E, para voltar a ser protagonista, o Brasil precisa desatar o nó que o prende àquele futebol de resultados. Tomar a iniciativa, com talento e imaginação, não apenas ficar jogando no erro do adversário, como um desses timinhos da periferia que, de cara, já reconhece a superioridade do inimigo.

Para tanto, adotará um sistema compatível com o futebol moderno, para não dizer eterno: uma linha de quatro defensores; dois volantes que saibam sair jogando; três meias de habilidade, com vocação ofensiva, e um atacante, de preferência que se movimente e se componha com os meias na chegada à área adversária.

Pode, porém, simplesmente montar seu time com dois ou um volante e um meia (ou dois) e três atacantes, num claro 4-3-3. Vai depender do elenco que tiver em mãos e das necessidades de cada jogo. Mas, sabe, sobretudo, que nada disso é garantia de vitória. E, sem vitórias, babau. Vale, contudo, e muito, esse nobre esforço para mudar a cara do nosso time.

Notas relacionadas:

  1. TODOS FORA
  2. SHOW É COM OS MENINOS
  3. HUMILHANTE, NÃO HUMILDE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 30 de abril de 2010 Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores, Treinadores | 00:21

BRILHANTE GRÊMIO

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Esse Grêmio do técnico Silas está conseguindo conjugar aos seus pés o traço heroico tradicional do clube e uma técnica refinada, pouco usual na história gloriosa do Tricolor gaúcho.

E foi assim que o Grêmio, em pleno Maracanã, arrancou uma vitória brilhante diante do Fluminense, na estreia de Muricy nas Laranjeiras com um gol de Jonas e dois de Douglas. Mesmo com um jogador a menos ao longo de todo o segundo tempo, com a expulsão de Rodrigo.

Aliás, Douglas é bem o emblema desse time: um desses canhotos hábeis, de toques, passes, dribles e lançamentos sofisticados, tidos como vadios sem alma, que, na verdade, se desdobram em campo e definem uma partida.

Aquele terceiro gol, em que ele recebeu à entrada da área, limpou dois e tocou no canto, selando a vitória gaúcha, diz tudo.

Vitória amarga

Enquanto não houver um fato novo, essa relação entre torcida e time no Palestra Itália só tende a piorar a situação do Palmeiras quando joga em casa. E o fato novo seria a conquista de um título, feito quase impossível se o time não conseguir jogar tranquilo em casa.

O Verdão venceu o Atlético Goianiense, no Palestra, por 1 a 0, gol de pênalti cobrado por Cleiton Xavier, que voltou à equipe nesta noite de quarta. Mas, restou mais amargor no ar do que alegria.

Péssimo isso.

Três vezes Thiago

O Cruzeiro praticamente definiu sua passagem para aproxima fase da Libertadores, ao bater o Nacional de Montevidéu, no Mineirão, por 3 a 1, três gols de Thiago Ribeiro, esse artilheiro que se alinha com aquela estirpe dos que sabem fazer gol mas sabem também jogar bola.

E bastou um primeiro tempo lancinante da Raposa para definir o placar, maculado pelo gol uruguaio já no segundo tempo.

Pelo que demonstrou nesta noite de quinta-feira, o Cruzeiro vai tomando corpo na hora H.

Venha, Leo

E o Duce da Lombardia, Silvio Berlusconi, chamou Leonardo de teimoso e garantiu a demissão do técnico do Milan em público. Mais uma demonstração da fidalguia e refinamento que marcam a carreira desse cartola-politico italiano. O Flamengo, e a Comissão de Organização da Copa de 2014 esperam nosso Leo de braços abertos.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO NAS ALTURAS
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. CRISE NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 29 de abril de 2010 Sem categoria | 01:00

HEROICO MENGÃO

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No primeiro tempo, o jogo naufragou no campo encharcado pela chuva inclemente que desabou sobre o Maracanã. E a expulsão de Michael, logo aos 36 minutos de bola afundando, traçou o cenário da fase final: na medida em que  a chuva diminuía, mais crescia o domínio de bola do Corinthians, restando ao Flamengo tentar aquele contragolpe fatal.

E isso ocorreu aos 19 minutos, quando Moacir derrubou Juan na área. Pênalti, que Adriano converteu no gol da vitória, uma vitória heroica, por tudo que cercou o Mengo nos últimos dias e até mesmo no jogo.

Quanto ao Corinthians, que tem tudo para se reabilitar no jogo da volta, faltou-lhe, sobretudo, o principal: a finalização. Tinha a bola aos seus pés, mas não era capaz de criar as chances necessárias. E, quando o fazia, Ronaldo Fenômeno desfazia. Ainda muito fora de forma, Ronaldo não conseguia compensar com sua técnica esmerada. Pensava a jogada, mas era incapaz de realizá-la, até as mais corriqueiras para ele.

Por tudo isso, deveria ter saído em vez de Dentinho, quando Mano Menezes resolveu colocar em campo Jorge Henrique e Iarley. Afinal, com o gramado mais seco e o Fla fechadíssimo, a mobilidade e a habilidade de Dentinho seriam mais úteis do que a imobilidade de Ronaldo.

Tricolor no zero

Bem que o São Paulo poderia ter marcado ao menos um golzinho em Lima. Não só porque o adversário, o Universitário, é bem fraquinho, tecnicamente, e, mesmo sem jogar uma bola deslumbrante, o São Paulo criou três ou quatro boas oportunidades para chegar lá.

A coisa só se complicou um pouco pela expulsão de Richarlyson (mais uma), mas nada que ameaçasse seriamente o São Paulo.

Mesmo porque, dada a fragilidade dos peruanos, o Tricolor não deverá sofrer muito no Morumbi para seguir em frente na Libertadores.

Ah, Colorado…

Essa derrota por 3 a 1 para o Banfield, bom time mas sem nenhuma expressão em Libertadores (aliás, até mesmo no futebol argentino), não estava no cardápio do churrasco colorado.

Mas, nada de desespero. Aquele golaço de Kleber, que acabou expulso depois, vale ouro, pois permite ao Inter obter uma vitória, digamos, por 2 a 0, no Beira-Rio, placar perfeitamente plausível.

Que jogaço!

Como se esperava, pelo perfil dos dois times e de seus treinadores, Galo e Peixe ofereceram um espetáculo de gala num Mineirão em festa.

Ambos buscaram o gol o tempo todo e o resultado foram cinco, num festival de outros tantos perdidos: três para o Atlético, em noite de Diego Tardelli, e dois para o Santos, que, com isso, vai ao Pacaembu, no jogo de volta, de fronte erguida e com muitas chances de passar para a decisão da Copa do Brasil, sim, senhor.

Notas relacionadas:

  1. INVOCANDO O GÊNIO
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. CRUZEIRO E INTER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 20 de abril de 2010 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores | 19:21

CRISE NA LIBERTADORES

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O São Paulo entra em campo, pela Libertadores, carregando nos ombros uma crise que não costuma fazer parte de seu show. Washington chiou contra as decisões recentes do técnico, e o elenco replicou em cima do artilheiro: isso não é coisa se faça!

Bem, diante do desenrolar desse episódio, é de se supor que, na defesa de Ricardo Gomes, o time deve dar tudo nesta noite de quarta-feira contra o Once Caldas, embora não se saiba que time será esse.

Já o Corinthians, nesta quinta, pega o Independiente de Medellin em casa e toda questão gira em torno de Ronaldo Fenômeno, uma volta, convenhamos, enorme, em torno de sua circunferência.

Dispensável tal exercício porque o craque não estará em campo.

Desconfio que Ronaldo, ao perceber que não conseguiria convencer Dunga, meio que desistiu de recuperar a sua melhor forma possível nesta quadra de sua vida.

Apesar disso, o Corinthians tem bala para chegar lá.

Assim como o Inter deve despachar o Deportivo Quito no Beira-Rio, salvando a pele do uruguaio Jorge Fossati, que está na corda bamba, da mesma forma que Andrade, no Fla, que recebe o Caracas, no Maracana.

A propósito de Andrade, delineia-se na barra um novo cenário: Natalino, Primeiro e único Rei do Rei, vai para a Gávea, e Cuca, recém-despossuído do Flu, assume seu posto. E Andrade, como sempre, volta à função de auxiliar no Flamengo.

Para completar a dança das cadeiras de técnicos, Muricy passa a comandar o Tricolor. É um palpite baseado em rumores, claro.

Copa do Brasil

Palmeiras e Santos voltam a campo pela Copa do Brasil. O Santos, depois dos 8 a 1 no Guarani, no jogo de ida, passeia com seu time reserva no Brinco de Ouro da Princesa. Já o Palmeiras terá de suar sangue na Arena da Baixada diante do Furacão, mordido pela perda do título paranaense para o eterno rival Coritiba.

O Palmeiras promete supresas, depois do treino fechado desta quarta-feira. Que não seja algo como trocar o lateral Figueroa para o meio de campo, e o volante Máricio Sraújo como lateral, como ocorreu no jogo do Palestra Itália.

Na mesma competição, o Vasco recebe o Corinthians do Paraná com todas achances de seguir adiante, pois terá Carlos Alberto e, sobretudo, esse menino genial P. Coutinho. Isso basta.

Da mesma forma que o Grêmio de Jonas e Borges, diante do Avaí, no Olímpico.

mais complicada é a situação do Galo, que terá de se antepor ao Leão do Norte, na Ilha do Retiro – o Sport de Ramón, esse coroa que continua jogando muito.

Inter, impecável

A Inter conseguiu o prodígio, em casa, de quebrar aquele toque-toque hipnótico do Barcelona, e meteu 3 a 1, no jogo de ida no Giuseppe Meazza, o San Siro do Milan. Sobretudo, pelo impecável desempenho do brasileiro Thiago Motta na marcação de Messi. Thiago, simplesmente, anulou o craque argentino.

Mesmo assim, o Barça saiu na frente, com gol de Pedro, quando maior era o volume de jogo da Inter. Mas, logo, Sneijder empatou para Maicon e Milito (em posição de impedimento) ampliarem no segundo tempo. Nos minutos finais, o Barça exerceu pressão absoluta, com o beque Piqué atuando como verdadeiro centroavante, mas não conseguiu reduzir o prejuízo, que, cá entre nós, não é tão grande assim, embora expressivo.

Amanhã teremos Bayern e Lyon. Os alemães, a exemplo do Barça, têm um domínio de bola melhor, coisa de 52 por cento, em média. Isso conta, principalmente quando você tem no seu time jogadores decisivos como Robben e Ribéry.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES, COPA DO BRASIL E RONALDO
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. LIBERTADORES E COPA DO BRASIL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de abril de 2010 Sem categoria | 16:13

CRUZEIRO E INTER

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Cruzeiro e Inter cumpriram seu dever, na roda de quarta da Libertadores, enquanto o São Paulo, em câmera lenta, extraiu do jogo com o Monterrey qualquer emoção no placar. Mas, no rigor das estatísticas, no jogo dos resultados, até que se saiu bem da excursão à sombra da Sierra Madre, onde John Huston filmou sua primeira obra-prima – O Tesouro de Sierra Madre -, com seu pai Walter, Humphrey Bogart e Tim Holt nos papéis principais.

Estou dando essas voltas porque nada tenho a declarar sobre o Tricolor, a não ser que tomou um sufoco no final, e escapou da derrota, mais uma vez, graças a Rogério Ceni.

Já, no Mineirão, dois ex-são paulinos – Thiago Ribeiro e Kleber – imprimiam todas as emoções em três gols de classe e raça sobre o argentino Velez. Thiago, então, além do golaço que abriu a contagem, jogou uma barbaridade: lançou, driblou, passou, deu assistências, enfim, fez seu melhor jogo no Cruzeiro até hoje.

Assim como no Beira-Rio, a dupla de ataque do Colorado – Alecsandro e o menino Walter – definiram o jogo, espantando, por ora, as nuvenzinhas negras que coroavam a cabeça a prêmio do técnico Jorge Fossati.

Mas, não foi fácil, pois o Cerro uruguaio resistiu bravamente, explorando, claro, o nervosismo natural de um time que não vencia há seis jogos.

De qualquer forma, esses três brasileiros seguem em condições especiais na tabela da Libertadores, cada um em seu grupo. O que é animador, convenhamos.

Verdão, ufa!

O Palmeiras, sem Cleiton Xavier, suou sangue para vencer o Paysandu no Palestra Itália, com gol de Robert, em belo cruzamento de Armero. E só.

É evidente que o time carrega um peso emocional acima de suas forças técnicas, o que certamente reduz a capacidade de assimilação de alguns recém-chegados, habilidosos, mas assustados como os que lá estão há mais tempo.

Pode-se dizer que, de certa forma, o Vasco é o Palmeiras carioca. Afinal, é histórico o feito do Asa de Arapiraca, tempos atrás, sobre o Palmeiras, na mesma Copa do Brasil. E o Vasco, como o Palmeiras, vive sob pressão, a ponto de ter trocado de técnico outro dia.

Pois, Gaúcho, o novo técnico, embora interino, somou sua segunda vitória consecuitiva sobre o Asa, por 2 a 0, dois gols de Elton. Mas, sofreu, pela inconstância de seu time.

Enfim, Palmeiras e Vasco seguem em frente na Copa do Brasil, o que pode contribuir para ambos recuperarem o moral tão devastado nos últimos tempos.

O caso Kaká

Kaká segue no estaleiro, ameaçado até de ficar de fora do clássico decisivo com o Barça, na outra semana. São muitas e consecutivas as lesões musculares que perseguem nosso craque, único meia de ofício no elenco de Dunga.

Rezando para que Kaká esteja nos trinques daqui dois meses e picos, a prudência sugere que o Brasil vá à África com, pelo menos, alguém capaz de, se não cumprir exatamente a função de Kaká, ao menos, participar da articulação do ataque com ciência e arte.

Mas, como essa questão tem sido crônica na Seleção, tudo me leva a crer que Dunga aposta na viabilidade de deslocar o lateral-direito reserva, Daniel Alves, para aquela posição. É uma tese, não necessariamente a melhor.

Notas relacionadas:

  1. CADA RODADA, UMA ENXADADA
  2. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  3. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última