29/06/2009 - 15:27
Foi, sim, uma vitória épica, essa do Brasil sobre os EUA. Pelo desenrolar do jogo, não pela dimensão das forças em confronto.
Explico: se o Brasil metesse 3 a 0, como o fez no jogo da fase de grupos da Copa das Confederações, não haveria nem um traço épico nessa vitória, dada a imensa diferença histórica e técnica entre os dois times.
Épico, porém, não significa excelência técnica. Nesse aspecto, o Brasil não cumpriu – a não ser em breves momentos do segundo tempo – seus altos desígnios. Foi muito mais guerreiro, determinado do que qualquer outra coisa. Claro que esse atributo é também essencial, mas jogar bola, esse, sim, é o nosso destino.
Mas, virar um placar de 2 a 0 contra, numa decisão qualquer, nas condições em que isso ocorreu, com o adversário inteiro até o final, sem pênaltis ou gols ilícitos (ao contrário: aquela bola de Kaká entrou e o juiz não deu), é, sem dúvida, um feito épico.
Mas, passando de pato a ganso – e, neste momento, estou vendo três patinhos brancos deslizando no regato que banha meu jardim, como a saudar a vitória brasileira -, então, quer dizer que já temos o time da Copa e que Dunga está mais firme do que as Muralhas da China no comando da Seleção?
Bem, a não ser que advenha uma catástrofe irremediável, Dunga selou sua passagem para a Copa do Mundo, não apenas pela conquista da Copa das Confederações, com cinco vitórias – uma delas, sobre a Itália, campeã do mundo, mas, também, pela reação nas Eliminatórias nos jogos que precederam a ida à África do Sul.
Quanto ao time, não há nenhuma garantia, pois, até lá, sempre haverá a possibilidade de lesões, queda acentuada de rendimento deste ou daquele jogador, aparecimento súbito de um craque desses que estão acima de qualquer suspeita e tal e cousa e lousa e maripousa.
Esse time mesmo já teve bons e maus momentos, mesmo no curso das vitórias recentes. Isso faz parte. Mesmo porque há outros fatores, além dos técnicos e táticos, que contribuem para tanto – cansaço, falta de tempo para treinamento adequado, má fase deste ou daquele jogador etc.
Mas, digamos, como um exercício de imaginação, que essa turma toda chegue na Copa do Mundo nos trinques, o que ficará ainda faltando? Estou convencido de que falta uma alternativa tática confiável para quando as coisas não correrem do jeitinho que a gente gosta.
Na defesa e no ataque, não há muito o que se cogitar: os últimos convocados se suprem na medida do necessário. Mas, no meio-de-campo é que a porca torce o rabo. Há volantes demais e meias de menos.
Não custa nada Dunga trocar dois ou três volantes por dois ou três meias habilidosos. Vai que precisa, não é mesmo?
MURICY RETICENTE
Não tenho conversado com Muricy nos últimos tempos, apesar de vizinhos aqui em Ibiúna, onde ele descansa e reflete sobre seu futuro. Desconfio que ele anda agastado comigo, o que lastimo mas entendo. Afinal, passei, por baixo, este ano e meio pedindo para que Muricy mudasse o braço da viola, escapasse daquele círculo de giz que ele mesmo riscou ao seu redor, fixando-se num sistema que tornava seu time previsível, repetitivo e sem brilho.
A propósito, alguns internautas me cobram coerência: como, depois de tantas críticas, venho aqui condenar a demissão de Muricy do São Paulo?
Poderia, simplesmente, responder-lhes como o sábio: coerência é apanágio dos idiotas. Mas, não o farei, pois, não é esse o caso: ao mesmo tempo em que critiquei a postura tática inflexível do São Paulo de Muricy, antes mesmo, muitos anos atrás, venho repetido que se trata da maior vocação para técnico de futebol de que me lembro nas últimas décadas.
Uma coisa é o sistema adotado por Muricy; outra coisa é seu potencial como treinador de futebol, sua honradez, sua disposição de trabalhar de sol a sol na montagem de uma equipe, seus conhecimentos sobre os segredos do futebol, esse jogo tão simples em toda a sua complexidade.
O fato é que passei agora pouco pela frente do seu condomínio e me deaprei com uma fila de pretendentes aos seus serviços técnicos que atravessava a estrada.
Qual o clube que não quer Muricy, tricampeão brasileiro?
O primeiro a saltar na frente foi o Palmeiras, que, aliás, só se desfez de Luxemburgo, o mais vitorioso técnico brasileiro, depois que soube que Muricy estava na praça.
Muricy, porém, está reticente: aceita ou não aceita o convite? Pediu uns dias para pensar.
Num prato da balança está o pudor de assumir o grande rival do São Paulo, clube que está entranhado na sua alma simples e direta. No outro, o desejo da família de que ele continue mesmo por aqui, na rota São Paulo-Ibiúna-Guarujá.
Ora, se Muricy estivesse pensando em trocar o São Paulo pelo Palmeiras por vontade própria, por uma oferta irrecusável etc., esse sentimento de lealdade se justificaria plenamente. Mas, não é o caso. Muricy foi simplesmente defenestrado do Morumbi. Logo, ninguém poderia condená-lo por aceitar uma oferta do Palmeiras nessas circunstâncias.
O homem, porém, é a soma de seus desejos e hábitos, muitas vezes conflitantes. E o que Muricy gostaria mesmo, lá no fundo, era suspirar feito Greta Garbo: Leave me alone!
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Mundo, Seleção Brasileira, Treinadores
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28/06/2009 - 17:48

Foi uma vitória épica e uma conquista exemplar do Brasil na África do Sul. Conquista exemplar porque conquistamos a Copa das Confederações ganhando todos os jogos, alguns deles, com folga e apresentando bom futebol. E uma vitória épica porque os EUA, fazendo jus à tradição que marca estes confrontos, deu-nos um sufoco inusitado, ao disparar logo de cara, dos 9 aos 27 minutos do primeiro tempo, 2 a 0, gols de Dempsey e Donovan, seus dois melhores jogadores, por sinal.
E o Brasil, ali, com a bola nos pés, sem saber o que fazer com ela, até que, ao raiar da etapa inicial, aos 46 segundos, Luís Fabiano recebe na entrada da área, mata e gira de canhota para reduzir o placar e, aí, sim, colocar nossa Seleção no jogo.
E veio o gol de Kaká, que nem bandeirinha, nem juiz deram. Em seguida, as mudanças que mudaram a fisionomia do nosso time – as entradas de Dani Alves no lugar de André Santos e de Elano, no de Ramiores. Meio perdido entre ir e vir.
Kaká, então, aos 29, carregou pela esquerda, cruzou para Robinho emendar na trave, e, na recarga, Luís Fabiano, de cabeça, empatou o jogo que Lúcio desempataria em cabeceio certeiro na cobrança de córner de Elano.
Justo prêmio para o capitão e sempre presente Lúcio, um dos maiores zagueiros de nossa história.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Copa das Confederações, Seleção Brasileira
27/06/2009 - 15:46
Quer saber, meu amigo? Preferia que o nosso adversário na decisão da Copa das Confederações fosse Espanha ou Itália, menos esses EUA que aí estão.
Isso mesmo: um time com muito mais tradição do que os americanos, que jogasse o jogo, o que sempre nos dá a vantagem das individualidades mais refinadas e decisivas.
Esse time americano, porém, parece uma máquina desenvolvida em Detroit, destinada a não deixar o adversário jogar, mesmo porque carece de jogadores de alta qualidade. Tirando-se aí Dempsey e Donovan, descole o amigo um outro que tenha algo mais a oferecer.
Ah, mas passamos por ele, na fase de grupos, com facilidade, no placar e no jogo jogado: 3 a 0. É verdade, mas, agora, eles vêm ainda mais determinados, aplicados, envoltos na bandeira americana e inspirados nas palavras de Obama – aquele patriotismo único que fazem os americanos hastearem a bandeira nacional em cada casa dos subúrbios, de norte a sul do país.
Além do mais, parecem estar mais descansados do que os nossos, quase todos em fim de temporada, o que nos torna presa mais fácil à marcação cerrada e dobrada que certamente exercerão. Vide o jogo com a África do Sul, quando não conseguimos escapar ao pertinaz combate dos adversários.
Sim, porque, nesses casos, para fazermos prevalecer nossas técnica e habilidade superioras, é preciso que a turma da frente, sobretudo, se movimente muito, mesmo sem a bola. Haja gás para isso.
Apesar de tudo, mesmo se for um jogo chato, cansativo, emprenhado, sou muito mais Brasil.
A QUEDA DE LUXA

Claro que a demissão de Luxemburgo, na madrugada de sábado, não se deveu apenas à suposta quebra de hierarquia nas palavras explodidas pelo técnico em entrevista em que a negociação de Keirrison com o Barça era o foco, embora o discurso de Luxa tivesse excedido ao tom natural nessas circunstâncias.
A verdade, desconfio e posso estar equivocado, é que o desgaste de Luxemburgo no Palmeiras já havia atingido um ponto de saturação.
Em primeiro lugar, porque os resultados obtidos, comparados ao volume do investimento no técnico e sua comissão de auxiliares, e mesmo ao currículo excepcional do treinador, vinha sendo muito inferior à expectativa.
Em segundo lugar, porque é insuportável para a cartolagem ouvir e ler todos os dias que Luxemburgo mandava prender e mandava soltar no Parque, a seu bel prazer. Por mais equilibrado e comedido que seja o dirigente, chega uma hora que isso fere muito mais do que qualquer coisa.
Mas, o diabo era se livrar de um vencedor nato como Luxemburgo numa hora dessas. Pois, deu-se a conjunção, quando Muricy levou um pé nos fundilhos do São Paulo.
Muricy passou a ser o objeto de desejo de vários grandes do Brasil, dentre eles o Internacional, em crise técnica, o Flamengo, com quem Cuca mantém um relacionamento atado a um fio muito tênue etc. A hora, então, era essa, antes de Muricy subir num barco do qual, todos sabem por sua biografia, que só desembarcará ao final do contrato, ou se for demitido, fato raro em sua carreira.
O problema é que Muricy passa a sensação de estar um tanto abalado ainda – menos pela demissão em si, e mais pelo fato de o São Paulo, nas suas mãos, neste primeiro semestre, não ter dado sinais claros de recuperação.
Aliás, saiu do Morumbi dizendo que queria mesmo era descansar por uns tempos, o que é muito compreensível, para quem vem numa balada de conquistas, desde o Sport, São Caetano, Inter e São Paulo.
Resta, pois, à direção do Palmeiras convencê-lo, acenando-lhe com algo que realmente o comova, a ponto de voltar imediatamente à ativa. Seria muito bom para ambos.
Quanto a Luxemburgo, se o Inter fizer aquele sinalzinho do dedo indicador voltado pra dentro, indo e vindo, também seria uma boa solução, imagino. Somaria um elenco de escol a um técnico de alta competência, coisa bem a gosto de Luxa.
Por fim, a saída de Keirrison para o Barça era inevitável, já que essa possibilidade estava tramada antes mesmo de o craque se transferir do Coritiba para o Palmeiras. Tanto, que constava do contrato de K-9 com o Verdão como uma cláusula específica.
Acho que é cedo para um salto desses. Mas, quem sabe?
ESTRÉIA DE RICARDO GOMES
Na estréia de Ricardo Gomes no lugar de Muricy, o São Paulo foi outro, diante do Náutico. Não apenas por ter vencido com o placar de 2 a 0, gols do zagueiro Rolt, de cabeça, em cobrança de falta de Hernanes, que marcou o segundo, também de falta, com desvio do zagueiro do Timbu.
É que, jogando com apenas dois zagueiros, e três volantes, o time ficou um pouco mais equilibrado, e, embora tenha sofrido contragolpes perigosos do Náutico, manteve melhor fluência na saída para o jogo e criou maior número de chances para abrir a contagem.
Melhorou ainda mais depois das entradas dos meias Jorge Wagner e Oscar, o que provocou a volta de Hernanes a seu lugar ideal – segundo volante.
Sim, levou duas bolas nas traves e meteu uma, mas, pelo menos, mudou o braço da viola.
SURPRESA
A grande surpresa desta rodada de sábado, sem dúvida, foi a derrota do líder Atlético Mineiro para o Barueri, na casa do inimigo: 4 a 2, quem diria?
E olhe que o Galo, depois de sofrer dois gols no início – um deles, em falha do goleiro Aranha, ao tentar devolver com os pés bola pressionada pelo atacante do Barueri -, chegou ao empate, com dois pênaltis convertidos por Diego Tardelli. Mas, a expulsão do beque Wesley e a determinação dos jogadores do Barueri acabaram por decretar a goleada no finalzinho da partida.
Assim, o Galo perdeu a invencibilidade, mas não perdeu a liderança.
Já a derrota do Corinthians para o Furacão, na Arena da Baixada, não chega a surpreender ninguém.
Afinal, Mano Menezes escalou todo o time reserva, além do banco, poupando seus principais jogadores para a decisão da Copa do Brasil diante do Inter.
Com magnífica cobrança de falta de Paulo Baier, o Atlético PR livrou-se da lanterna. Por enquanto. E o Timão segue ali rondando o G-4, o que não é mau negócio.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira, Treinadores
Tags: Atlético-MG, Barueri, Brasil x EUA, Copa das Confederações, Corinthians, Muricy Ramalho, Palmeiras, queda de Luxemburgo, Ricardo Gomes, São Paulo
25/06/2009 - 18:06
Ufa! Não fosse aquela cobrança de falta magnífica de Daniel Alves, aos 41 minutos do segundo tempo, poderíamos estar amargando agora aquela tragédia singular de um raio cair em dois lugares ao mesmo tempo. Sim, porque não bastasse a desclassificação da Espanha pelos EUA, só faltava o Brasil cair diante da África do Sul.
E olhe que o jogo foi parelheiro, graças à marcação implacável dos africanos, sem, contudo, ser o suficiente para ter o maior domínio de bla, que ficou com o Brasil, por margem ínfima, diga-se.
Fecharam-se bem os sul-africanos de Joel Santana, mas também saíram para o jogo, e criaram algumas dificuldades para o Brasil, a quem faltou mais ousadia, no sentido de marcar o adversário já no campo contrário, onde a saída de bola deles era reticente.
Ao contrário: nossa seleção preferiu resguardar-se, voltando demais, e oferecendo campo ao inimigo, que foi e construiu um jogo bem mais interessante para ele.
E, nesse processo, dois jogadores de meio, aqueles que têm feito a diferença na Seleção Brasileira, no sistema de armação da equipe – Felipe Melo e Ramires -, não estavam inspirados no passe e nas arrancadas.
Logo, o Brasil ficou mais defensivo do que atacante. Mas, quando os sul-africanos chegaram encontraram o portão fechado por Júlio César, sempre impecável.
E, quando a situação estava abracadabrante, Dunga trocou o lateral-esquerdo André Santos, que vinha bem, apesar de uma ou duas falhas na marcação, por Daniel Alves. As alternativas eram outras tantas, até mais, teoricamente, produtivas, como as entradas de Nilmar ou Pato, por exemplo, no lugar de Gilberto Silva ou de Felipe Melo.
Deu certo, por outros caminhos.
Mas, enfim, estamos na final, diantedos EUA, repito, time raneta, complicado. Mas perfeitamente vencível.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: África do Sul, Copa das Confederações, Daniel Alves
24/06/2009 - 18:09

Claro, em futebol, tudo pode acontecer, até mesmo o Brasil ser surpreendido pela África do Sul, nesta quinta-feira. Vide Espanha.
Mesmo porque os africanos caminham nas nuvens com o time de Joel chegando à implausível semifinal da Copa das Confederações. Até o ancião símbolo da redenção sul-africana, Mandela, foi retirado do leito para abençoar a sua seleção. Tudo vale nessa hora.
Mas, a disparidade técnica e o acervo de conquistas de um e de outro é abissal.
Na verdade, ouso dizer que esse é um daqueles jogos que o Brasil só perde pra si mesmo. Ou para os deuses do futebol, esses cruéis fazedores de surpresas que tanto encantam o jogo da bola.
E, quando digo que o Brasil só pode perder para si mesmo é se nosso time se embotar diante da evidente retranca que Joel armará do outro lado. Mas, até para isso esse time retocado já em plena disputa da Copa das Confederações, tem uma saída: as laterais.
Pela direita, um Maicon, voando, com as asas duplas emprestadas pela presença do atilado e ágil Ramires. Pela esquerda, o potencial ofensivo de André Santos, ainda contido nos seus dois primeiros jogos pela Seleção, em combinação com a velocidade e o talento de Robinho.
Só é preciso não relaxar, nem se enervar.
ZEBRA NA ÁFRICA
Os espanhóis entraram em campo carregando na alma a taça da Europa, a série incrível de 35 jogos sem derrota e a justa fama de praticarem o futebol mais agradável de se ver no planeta. Mas, nem por isso rebolaram, firularam ou mesmo desprezaram os EUA, time infinitamente inferior, em termos técnicos e de conquistas.
Ao contrário: fizeram seu jogo – bola no chão, trocas constantes de bola, envolvimento etc. Não souberam, porém, burlar a firme retranca de um time metódico, aplicado, muito disciplinado taticamente, e extremamente objetivo, como costumam ser os americanos, em geral. Deram dois chutes a gol, e partiram para a final da Copa das Confederações com os 2 a 0, executados por Altidore, no primeiro tempo, e Dempsey, no segundo.
Dois gols, diga-se, com a generosa contribuição dos laterais espanhóis.
No primeiro, Capdevilla deixou-se enredar pelo movimento do atacante, e, no segundo, Sérgio Ramos, bola dominada à boca de sua meta, hesitou, permitindo a Dempsey o chute de surpresa.
Dois erros individuais, não coletivos, pois os espanhóis tiveram um domínio absoluto do jogo, e, com exceção desses lances fatais, não correram riscos maiores. Em contrapartida, criaram poucas chances de marcar – a maioria, conjurada pelo goleiro Howard – e se ressentiram demais da ausência de Iniesta, aquele meia capaz de, quando a coisa está difícil, tirar do bolso do colete a jogada inesperada e mortífera.
Enfim, os espanhóis, neste fúnebre momento, devem estar resgatando com seus botões a velha máxima: “No creo em brujas, pero que las hay, las hay”.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Seleção Brasileira
Tags: África do Sul, Brasil, Copa das Confederações, Espanha, Estados Unidos
21/06/2009 - 18:17

Não foi um show, mas, quase. Tivesse o Brasil mantido no segundo tempo o mesmo ritmo do primeiro, e a goleada seria inevitável. Mas, que diabo!, com 3 a 0 no placar, depois de uma primeira etapa exemplar, em que a Itália sequer chegou a ameaçar a meta de Júlio César.
E os gols vieram naturalmente, como consequência do maior volume de jogo do Brasil, da imensa superioridade técnica da maioria dos nossos, e da proverbial precaução italiana: Luís Fabiano – alguém ainda duvida do nosso artilheiro? – duas vezes e Dossena, contra, em cruzamento de Robinho, montaram o placar definitivo do jogo. Todos os gols de bola rolando, lances trabalhados a partir do meio-de-campo, o que revela claramente o avanço desse time brasileiro em relação ao que é o verdadeiro jogo da bola.
Isso, sem falar nas várias chances criadas e desperdiçadas ou conjuradas por Buffon, que poderiam ter elevado o placar, o que seria inconcebível numa disputa entre os dois maiores campeões do mundo.
Assim, o Brasil passa sem sustos e com louvor para a semifinal da Copa das Confederações, enquanto a Itália amarga a desclassificação antecipada, já que os EUA bateram, com folga, o Egito, e levaram a vaga dos italianos.
Como? Os destaques da Seleção Brasileira neste jogo histórico? Maicon, mais uma vez, Felipe Melo, novamente impecável no meio-de-campo, Luís Fabiano, implacável na frente, e Robinho e Kaká, pela multiplicidade de ações do meio à frente. Ah, sim, e Lúcio, uma barreira lá atrás.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Copa das Confederações, felipe Melo, Itália, Luís Fabiano, Seleção Brasileira
20/06/2009 - 15:30
Brasil e Itália têm uma pinimba especial, quando se trata de futebol. Na verdade, ao longo da história, um costuma ser a antítese do outro, quando não, em certos momentos, se confundem.
Os italianos sempre deram ênfase à força, à marcação cerrada, e ao contragolpe como arma letal para construir um acervo de conquistas só inferior ao do Brasil, em termos de Mundiais – são quatro deles e cinco nossos.

Em contrapartida, o Brasil encantou o mundo pela leveza de nosso jogo, nossa criatividade, a habilidade e em fazer arabescos inesperados com a bola, essas coisas que eles chamam de fantasias.
E tudo começou na França, em 1938, quando tínhamos um timaço, com Domingos da Guia, Leônidas da Silva e o diabo, e eles já eram campeões do mundo, com seus Piolas e Meazzas, quatro ícones daquela geração.
Pois Leônidas, machucado, não disputou aquela célebre semifinal da Copa do Mundo, e, como Niginho, seu substituto imediato, estava impedido de entrar em seu lugar por questões burocráticas, tivemos de improvisar nosso ataque, e perdemos por 2 a 1, graças a um pênalti, que, por pouco, não provocou declaração de guerra entre os dois países: Domingos, o Divino da Guia, pai de Ademir da Guia, considerado o maior zagueiro brasileiro de todos os tempos, quintessência da técnica, deu um pontapé intempestivo em Piola, dentro da área.
O juiz deu cal. O diabo é que os brasileiros, durante todos estes anos, juram que a bola estava já fora de campo, o que impediria o juiz de marcar pênalti. Podia até expulsar Domingos, mas, pênalti, nunca!
Enfim… Enfim, a Itália foi bi e nós tiramos o terceiro lugar, goleando a Suécia por 4 a 2, já com Leônidas, artilheiro da Copa, em campo.
O reencontro deu-se décadas depois. Precisamente, na desastrosa excursão brasileira à Europa, em 1956: 3 a 0 para os italianos, com um gol contra de De Sordi e dois de Giuseppe Virgilli, o Pecos Bill, uma referência ao pioneiro herói em quadrinhos italiano, um cowboy americano capaz de laçar a lua.
Foi a mais humilhante derrota brasileira, além daquela para a Inglaterra, na mesma aventura, por 4 a 2, quando Gilmar dos Santos Neves defendeu dois pênaltis.
Mas, três meses depois da derrota em San Siro, o Brasil recebeu a Itália no Maracanã, na primeira transmissão direta pela tv no Brasil entre Rio e São Paulo, uma aventura da TV Record dos Carvalhos, que mereceria um livro por tudo o que passaram os técnicos que montaram o link entre os dois estados (não havia satélite naquela época).
Resultado: 2 a 0 para o Brasil, gols de Canário, que, mais tarde integraria o ataque histórico do Real Madrid, e de Ferreira, dois pontas do Ameriquinha do Trajaninho, na volta triunfal de Mestre Ziza à Seleção Brasileira, que acabou com o jogo.
A pátria, enfim, estava de alma lavada, e o próximo encontro pra valer deu-se na final da Copa do México, quando a melhor de todas as seleções nacionais da história meteu 4 a 1 na Itália de Rivera (eleito pelos italianos como o melhor jogador de seu país do século) e Sandrino Mazzola, com sobras físicas e técnicas.
Depois, sobreveio a tragédia de Sarriá: o Brasil, que todos – brasileiros e estrangeiros – consideravam o melhor time do planeta, perdeu a chance de disputar o título, ao perder para a Itália (um excelente time, mas que vinha tropeçando durante a competição, dividido, e sob severas críticas da própria imprensa italiana), por 3 a 2, quando o empate nos classificaria pra fase seguinte, três gols de Rossi, que vinha, por sinal, há um ano de estiagem.

Essa foi uma derrota emblemática, pois, com o passar dos anos, mudou até mesmo o nosso jeito de jogar. Viramos mais italianos do que brasileiros, o que ainda se reflete na Seleção de Dunga, que jogou na Itália no período em que esse conceito vigorava com força absoluta.
É o tal de futebol de resultados. Jogue mal, defensivamente, mas ganhe, esse passou a ser o slogan universal. E foi assim que o Brasil, em 94, levantou a taça nas fuças dos italianos, na primeira final da Copa decidida nos pênaltis, depois de modorrento jogo no tempo regulamentar.
Brasil e Itália enfrentaram o mesmo Egito nesta Copa das Confederações. O Brasil, jogando meio que à italiana, privilegiando a marcação, a defesa e o contra-ataque, tomou um totó do Egito, que tocou a bola, e só se salvou no finalzinho, com aquele gol de pênalti de Kaká, num 4 a 3 implausível.
O mesmo toque de bola que enredou a Itália, na derrota para o Egito, por 1 a 0.
A Itália de Lippi busca um futebol mais ofensivo, e o Brasil, com Ramires, mudou o braço da viola.
Vejamos no que vai dar. O Brasil, depois das mudanças e da boa vitória sobre os EUA, está melhor, mas a Itália é a Itália. E desta vez, tem dois Rossis. Algo me diz, porém, que dá Brasil, nem que seja no empate.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
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18/06/2009 - 13:41
Futebol é conjunto, o amigo sabe muito bem. Mas, à vezes, bastam uma ou duas substituições e o caos ganha ordem e sentido.
Foi mais ou menos isso o que aconteceu com a Seleção Brasileira, na categórica vitória sobre os EUA, na Copa das Confederações: a entrada de Ramires, no lugar de Elano, como se esperava, dinamizou nosso meio de campo e o ataque, botou no jogo Maicon, que fez excelente partida, e o resultado aí está: 3 a 0, gols de Felipe Mello, Robinho e Maicon. Em todos os três, Ramires esteve na origem das jogadas fatais.
Isso, sem falar em tantas outras trocas rápidas de bola com Kaká, Robinho, Luís Fabiano, Maicon etc, pois Ramires é um desses raros ungidos com o dom da ubiquidade: ora está aqui atrás, cobrindo Maicon e no átimo seguinte, lá na frente, espetando a defesa adversária. Tem excelente técnica, é hábil, leve e versátil. E todos esses atributos transfiguram qualquer time de futebol, sobretudo nossa Seleção, tão previsível no setor de meio de campo, mas que possui um grande poder de fogo à frente, com Kaká, Robinho e Luís Fabiano.
E, com seus avanços velozes e constantes, tira um jogador adversário do setor de armação, limpando a área para até Gilberto Silva sentir-se mais solto e produtivo.
Do outro lado, tivemos a presença de André Santos, jogando como se a camisa canarinho fosse uma pluma. Marca muito melhor do que a maioria dos laterais-esquerdos que se revezaram até agora por ali. E avança sem medo, mas com as devidas precauções, reanimando Robinho, que vinha mal, também, por falta de apoio no setor.
Quer dizer, então, que está tudo resolvido no universo Dunga? Nada disso, há muito ainda que percorrer até chegarmos lá. Mas, já foi um passo adiante na formação ideal do nosso time. Se vamos levantar a taça, isso é outro departamento. Mas, que melhoramos bem em relação à estreia, ah, disso não resta a menor dúvida.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Copa das Confederações, Cruzeiro, Dunga, Ramires, Volantes
16/06/2009 - 18:23
O Palmeiras, do técnico Luxemburgo, cultor do sistema com apenas dois zagueiros de área, vai a Montevidéu, com um beque a mais da sua própria conta para pegar o Nacional.
O Grêmio, por tradição time guerreiro com tons defensivos acentuados, nas mãos de Paulo Autuori, muda o braço da viola e recebe o Caracas no Olímpico.
É o futebol brasileiro, tentando ir às finais do maior torneio continental, por vias diferentes.
No fundo, no fundo, essa sintonia fina é muita relativa, numa disputa mata-mata como esta, em que tantos outros fatores atuam com maior intensidade do que a escolha deste ou daquele sistema de jogo, embora este seja sempre essencial.
Autuori já foi duas vezes campeão da Libertadores – pelo Cruzeiro e pelo São Paulo -, logo, há de se supor que sabe muito bem o que está fazendo.
Luxemburgo, de tantos títulos, porém, nunca chegou a levantar essa preciosa taça. Mas, é um técnico atilado, pragmático antes de mais nada, e versátil, capaz, pois, de fazer funcionar um esquema que não lhe é caro, em especial.
O que eu quero dizer, com toda esse lero, é que Grêmio e Palmeiras, assim mesmo, ou de sinais invertidos novamente, têm tudo para seguir adiante neste funil da Libertadores.
TIMÃO OU INTER?
O Inter vai ao Pacaembu sem três titulares de peso – Nilmar e Kleber, servindo à Seleção Brasileira, e D’Alessandro, machucado.
Em contrapartida, o Corinthians não terá apenas o lateral-esquerdo André Santos. De resto, vai com tudo, inclusive o Ronaldo Fenômeno.
Portanto, favas contadas, pois não? Jogando em casa, com o apoio da Fiel ensandecida, com Ronaldo e contra um Inter ferido em três posições chaves da equipe, o Timão é favorito.
Até pode ser. Mas, não necessariamente.
Olhemos por outro ângulo: Ronaldo está gripado e vem de uma recuperação de lesão muscular na panturrilha, o que drena sua energia e limita suas ações, e a ausência de André Santos é uma lacuna sem preenchimento. Mano terá de apostar em Saci, que não tem ido bem, ou em Diego, um beque que não funciona por ali, ou ainda Marcelo Oliveira, um meiocampista improvisado no setor.
Já o Inter, no lugar de Kleber, tem Marcelo Cordeiro, que vem jogando melhor do que o titular.
Para a vaga de D’Alessandro, lá está Andrezinho, de tão boas atuações recentes.
E, para o comando do ataque, Alecsandro, que, se não tem a técnica e a mobilidade de Nilmar, longe disso, é um atacante eficiente e goleador por natureza.
Ah, sim, ia esquecendo de Bolívar, outro ausente no Inter. Mas, se jogar Danilo, talvez o Colorado ganhe até mais no apoio ao ataque por aquele setor.
De qualquer forma, seria, como será, briga de cachorro grande. E qualquer um que saia vencedor desse jogo em 180 minutos será digno representante da vanguarda atual do futebol brasileiro na Libertadores.
NOSSO VELHO CANSAÇO
Depois da suada vitória sobre o Egito, na estréia da Copa das Confederações, a turma justificou-se, não sem alguma razão, botando a culpa maior no cansaço de tantas viagens, no fuso horário e tal e cousa e lousa e maripousa.
Sim, claro, tudo isso influenciou na pífia apresentação brasileira, apesar da vitória emocionante por 4 a 3.
E aí me pergunto se esses fatores não atuaram mais decisivamente sobre o jogo brasileiro justamente porque adotamos um conceito em que a força de marcação se sobrepõem excessivamente à técnica.
Explico melhor: se fossemos um time treinado para reduzir o espaço de ação mais à frente, marcando a saída de bola do adversário (como, aliás, fez o Egito), e, quando de posse da bichinha, passássemos a fazê-la circular com exatidão e arte, nos desgastaríamos menos fisicamente e teríamos melhor resultado no andamento da partida.
Isso é elementar, básico. Mas, para tanto, teríamos de contar com menos volantes e mais meias habilidosos, esses carinhas que recebem a bola de costas para o adversário, gingam, saem da marcação e tocam com precisão.
Infelizmente, não é o nosso caso. Logo, temos de ralar para chegar onde chegaríamos sem ter de ralar tanto.
Esse é um daqueles casos em que me lembro da célebre Seleção Holandesa de 1974, a do Carrossel e outros bichos. Sua dinâmica de jogo era tão surpreendente e vertiginosa que o povo, por aqui, exaltava o vigor de vaca holandesa da tal Laranja Mecânica.
Para quem estava lá como eu, e, que no ano seguinte levou um papo varando a madrugada, no bar do Hotel Eldorado, aqui em São Paulo, com Cruyff, a história era justamente o contrário. A Holanda chegou à Alemanha sem o menor preparo físico, sem zagueiros de ofício (o único, Israel, judeu como sugere seu nome, por razões de segurança – leia-se, Munique 72 -, foi poupado) e sob uma troca de tiros entre os de Roterdã e os de Amsterdã, um Rio-São Paulo de tamancos de bico curvo.
Pois bem, o técnico Rinus Mitchles, então, tocando o Barça de Cruyff, quando chegou à concentração da Seleção, depois da disputa da Copa de Campeões da Europa, encontrou o caos, já que, além desses problemas todos, os jogadores caíram na esbórnia.
Mitchels, então, mandou chamar as mulheres de todos os jogadores, pra cortar a onda da tropa, reuniu a turma e deu as devidas instruções:
1) Como não há nem força física, nem força de conjunto, nem zagueiros, nem nada, vamos construir um novo conceito, capaz de suprir todos esses defeitos. Como? Simples: improvisamos dois volantes nas posições de zagueiros (Reijberg e Haan) e agrupamos os dez jogadores de linha entre as duas intermediárias, utilizando uma linha de impedimento em que todos partam sobre o adversário da bola, como um grupo de selvagens. A corrida é pouca, nesse caso, e o efeito, múltiplo, pois não só tomamos a bola já no campo inimigo como, na sequência, promovemos um ataque em massa.
2) Os vértices do triângulo, aqueles que esperam o passe do nosso que estiver com a bola, em vez de ficarem estáticos à espera da definição, rodam em torno dele. Esse movimento, além de dificultar a marcação, oferece rapidez no passe, que não precisa ser justo, mas, simplesmente despachado para o ponto futuro, onde chegará um dos dois companheiros que rodam ao seu redor.
3) Então, formavam-se em campo aquelas rosáceas que deslumbraram o mundo e a mim e ao mestre Armando Nogueira, que assistimos à final com a Alemanha lá do último degrau do estádio Olímpico de Munique.
Um prodígio que jamais se repetiu em campo algum, mas que remete à essência do futebol desde que ele se constituiu como jogo: o negócio é o jogador correr o menos possível, e fazer a bola circular ao máximo.
Lição que os brasileiros haviam ensinado ao mundo há muito tempo, agora executada pelos espanhóis. E que nós esquecemos nas últimas duas décadas.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Brasil, Libertadores, Seleção Brasileira, Sem categoria
Tags: Copa das Confederações, Copa do Brasil, Copa Libertadores, Corinthians, Cruyff, Espanha, Grêmio, Holanda de 74, Internacional, Palmeiras, Seleção Brasileira
15/06/2009 - 13:38
Se o que vale é apenas o resultado, então, Viva o Brasil! Viva Dunga! Viva o Zé Pereira! Viva tudo e viva o Chico Barrigudo! Afinal, ganhamos, na agonia do tempo regulamentar, com gol de pênalti cobrado por Kaká, por 4 a 3, do poderoso Egito de todos os faraós.
Mas, se o jogo é aquele outro, da bola trocada, dos dribles, dos lançamentos, do passe justo, ah, meu!, que vexame… Nesse, o Egito foi o Brasil e o Brasil o Egito dos tempos das pirâmides.
Foi – cá entre nós, que nenhum Ramsés nos ouça – um verdadeiro totó que levamos dos egípcios, muito mais versáteis, compactos, hábeis e incisivos. E olhe que tivemos tudo, ainda no primeiro tempo, para impor nosso jogo, já que Kaká, com dois balõezinhos, abriu a contagem logo aos 5 minutos.
Zidam, êta som aziago!, de cabeça, empatou três minutos depois. Mas, mesmo sob o maior domínio dos egípcios, o Brasil disparou 3 a 1, entre os 11 e os 36 minutos, com Luís Fabiano e Juan, de cabeça, em bolas paradas de Elano.
Mas, o Egito voltou para o segundo tempo com um ataque em três e muita volúpia. E, em um minuto, chegou ao empate, com Shawki e novamente Zidam, que cortaram nossa defesa ao meio, como faca em manteiga derretida.
Essa blitz vertiginosa é coisa rara, sei bem. Contudo, não foi um fato isolado, mas, sim, coerente em relação ao controle do jogo exercido pelos egípcios, somado à absoluta abulia do time brasileiro, esgarçado em campo, sem capacidade nem para se defender em bloco, nem para atacar em massa, muito menos fazer a bola circular com inteligência no meio de campo.
Novidade? Nem tanto. A propósito, falei lá em cima sobre impormos nosso jogo. Que jogo? Esse que sobrecarrega o sistema defensivo com três volantes, mais um lateral -Kleber -que pouco sai para o jogo, e vive de contragolpes em bolas lançadas a esmo para Kaká, Luís Fabiano e Robinho?
Esse não é, nem deve ser nosso jogo. Pelo menos, não o jogo brasileiro que encanta o mundo há um século.
Mas, enfim, é uma questão de conceito. Uns, avançaram; outros, regrediram nesse sentido. É o nosso caso.
A diferença é que a habilidade, em geral, do jogador brasileiro, mesmo em baixa temporária, quase sempre prevalece sobre quaisquer conceitos.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Brasil, Copa das Confederações, Egito
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