ENFIM, NILMAR E RAMIRES
Pois, é, amigo, enfim, Dunga decidiu convocar Nilmar e Ramires, dois consensos nacionais. E acrescentou o nome de André Santos, talvez o lateral-esquerdo brasileiro que melhor sabe equilibrar a função de defender e a de atacar.
Mas, pelo feitio do grupo convocado, nenhum deles deve ter grandes chances no time titular, a não ser que, tendo uma chance nos amitosos que se seguirão às Eliminatórias, a agarrem com unhas e dentes.
O diabo é que continuamos com um time sem meias, com exceção de Kaká, um meia-ofensivo. Isso, porque Dunga insiste em considerar Elano, Júlio Baptista e Ramires como jogadores dessa posição. Não são.
Segue sendo muita força e pouco talento, no setor onde se exige, sobretudo, talento.
Apesar disso, poderemos ter um time competitivo, capaz de garantir a classificação nas Eliminatórias, contra Uruguai e Paraguai, e até mesmo brigar pelo título da Copa das Confederações, por que não?
Espiando a lista dos convocados, apenas Anderson, transformado em volante no Manchester, pode cumprir parte dessas tarefas, se jogar um tanto avançado, pela meia-esquerda.
Faltou, pois, Ronaldinho Gaúcho. Faltou?
Na verdade, quem está faltando com o futebol é o próprio Ronaldinho, que, no Milan, entra em campo, toca bolas de um metro e não revela a menor intenção de recuperar aquele jogo mágico, envolvente, criativo e decisivo com que nos encantou ao longo de sua brilhante carreira.
Por outro lado, gremistas, colorados , corintianos e cruzeirenses devem estar chiando porque Dunga desfalcou seus times, em plena decisão da Copa do Brasil e da Libertadores, de jogadores-chaves, como Victor, Nilmar, André Santos e Ramires, jogadores que os próprios torcedores desses clubes clamam por uma convocação
Tudo bem. Mas, sucede que é preciso ver também o lado do jogador e da própria Seleção. Se o cara não for convocado agora, momento mais crítico das Eliminatórias e às vésperas da Copa das Confederações, corre sério riscos de não chegar à Copa, meta principal de qualquer profissional desse ofício.
Além do mais, a Seleção precisa contar com seus melhores valores. E esses são alguns deles.
Se o técnico Dunga ficar esperando uma brecha nos torneios disputados pelos melhores times brasileiros para só então convocar seus jogadores, nunca o fará, pois aqui há competições sem parar o ano todo.
CAIPIRINHA DE VODKA
Eis um título que os ucranianos deveriam dividir com os brasileiros. Afinal, eram cinco patrícios – meio time – em campo, quando o Shakhtar Donetsk levantou a taça da Uefa, em Istambul, ao bater o Werder Bremen, por 2 a 1, na prorrogação: Willian (ex-Corinthians), Fernandinho (revelado pelo Atlético-PR), Luiz Adriano (Inter), Ilsinho (Palmeiras-São Paulo) e Jadson (outro ex-Atlético-PR).
Ah, sim, e todos os três gols da partida foram marcados por brasileiros: Luiz Adriano, eleito o melhor em campo, e Jadson, para o Shakhtar, e o becão Naldo, de falta (frango do goleiro), para os alemães. Ah, se os clubes brasileiros – com as exceções de praxe – não fossem tão mal administrados…
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Seleção Brasileira Tags: André Santos, Copa da Uefa, Dunga, Nilmar, Ramires, Seleção Brasileira, Shakhtar Donetsk, Victor, Werder Bremen
