Cleiton Xavier | Blog do Alberto Helena Jr.

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Posts com a Tag Cleiton Xavier

quinta-feira, 15 de julho de 2010 Sem categoria | 23:29

CLÁSSICO DE VERDADE

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Em noite de estreias e despedidas, o Palmeiras, já sem Cleiton Xavier, mas com Felipão nas tribunas e Tinga em campo, no segundo tempo, o Verdão bateu o Santos por 2 a 1, num clássico que mereceu tal título – um jogaço!

Com Leo na zaga, e Márcio Araújo fazendo uma partida impecável no meio de campo, o Palmeiras começou melhor, e chegou ao seu gol, com Ewerthon fuzilando de fora da área no ângulo.

O Santos reagiu, e passou a acuar o adversário em seu campo, sobretudo depois da entrada de Ganso, no segundo tempo. Mas, no contragolpe, o Verdão era sempre um perigo. Tanto, que, Tinga, mal havia entrado no time e fez o segundo, em disparo desviado por Edu Dracena.

Esse Peixe, porém, não desanima nunca e pressionou até o final. Reduziu o placar para 2 a 1 com um golaço de Marcel e por pouco não chega ao empate tão merecido.

Ah, Flu…

E o Fluminense perdeu a chance de ganhar a ponta do campeonato, ao empatar em casa com o Grêmio Prudente, em jogo que, segundo os relatos, não mereceu mesmo vencer, embora tenha saído na frente no placar.

Parece que o Tricolor cansou no segundo tempo, permitindo o empate. Como cansou? E a recente pré-temporada?

Boa, Luxa!

Na véspera, Luxemburgo cogitou de armar seu Galo com três zagueiros para receber em casa o Atlético Goianiense.

Ainda bem que inverteu sua lógica, e escalou três atacantes, isso, sim. E o Galo venceu por 3 a 2, a duras penas, é verdade, mas venceu, rompendo a série de insucessos recentes. É sempre um passo à frente, meu.

Notas relacionadas:

  1. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  2. A PERPLEXIDADE DE MURICY
  3. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 22 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 23:10

AS SURPRESAS DA RODADA

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O placar mais surpreendente, sem dúvida, foi esse do Palmeiras sobre o Grêmio: 4 a 2 para o Verdão. Surpreendente porque o Grêmio, apesar da desclassificação recente nas semifinais da Copa do Brasil e de um início hesitante no Brasileirão, vem de vento em popa ao longo da temporada, enquanto o Palmeiras não conseguia sair da depressão herdada do ano passado.

Mas, a jogada mais surpreendente da rodada deste sábado foi o entrevero entre o menino Caio e o veterano Herrera, dois atacantes do Botafogo, que resultou na expulsão de ambos. Surpreendente, sobretudo, porque o Botafogo metia 3 a 0 no Goiás, no Engenhão, assumindo a liderança provisória do Brasileirão.

Por falar em expulsões, na sessão final do Palestra Itália, que vai sofrer uma cirurgia plástica, o cartão vermelho mostrado para Marcos Assunção e Douglas, no finzinho do primeiro tempo, definiu o jogo.

Sim, porque o Gêmio, mesmo perdendo por 2 a 1 para o Verdão, dois gols de Ewerthon contra o de Jonas, foi melhor na primeira fase, sob o comando de Douglas, que organizava tudo em seu time. Com sua saída, o Grêmio perdeu a clarividência no meio de campo. Ou melhor: entregou-a a Cleiton Xavier, que conduziu o Palmeiras à vitória espetacular por 4 a 2, gols de Hugo (Grêmio), Maurício Ramos e o próprio Cleiton Xavier, em jogada inspirada do menino Vinicius, de 16 anos de idade.

Já o que poderia ser outra grande surpresa da rodada: a vitória do mistão do Santos sobre o Atlético Goianiense, no Serra Dourada. Isso, porque os meninos pisaram na bola, na véspera, e ficaram na Vila de castigo. Sem Neymar, Ganso, André e Madson, punidos por chegarem tarde à concentração, e Robinho, na Seleção, o Peixe vacilou um pouco no primeiro tempo, mas disparou no segundo, bem ao seu estilo: fez 2 a 0 com Wesley (a cada jogo, melhor e mais importante para sua equipe) e Zé Eduardo; deu o nome do jogo ao goleiro adversário, Márcio e só tomou um, de Boka, já no finalzinho.

Confesso que, para mim, neste caso, não houve nenhuma surpresa, pois o elenco do Santos é bom, embora pouco afamado. E o técnico Dorival Júnior adotou de vez o estilo ofensivo dos Meninos da Vila e o mantém, com eles ou sem eles.

INTER PAPA-TUDO

O técnico José Mourinho chegou a Milão prometendo mudar a cara do futebol italiano, dando-lhe o toque de graça e agressividade ofensiva de que tanto carece o jogo da Bota.

Pois, acaba de levantar a taça da Europa jogando mais à italiana do que Trappatoni, por exemplo. Diante de um Bayern mais versátil e ofensivo, fechou-se lá atrás, e, em dois contragolpes mortíferos do argentino Diego Milito fez o placar que deu a Mourinho o terceiro título do ano, feito memorável, diga-se.

De resto, contou com a presença impressionante do goleiro brasileiro Júlio César, como sempre, quando não com a sorte ou os erros de finalização de seu ataque, que se ressentiu da ausência do francês Ribéry.

De qualquer forma, a Inter tem, além dos brasileiros Júlio César, Maicon e Lúcio, todos da Seleção, um elenco de elite, o que lhe confere equilíbrio, até mesmo quando exagera na defesa, e merece, claro, o título de campeão europeu desta temporada.

Notas relacionadas:

  1. RODADA DECISIVA, COMO TODAS
  2. RODADA DE FOGO
  3. RODADA DE FOGO? MORNA…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 13:39

E SE KAKÁ MIAR?

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O amigo haverá de se perguntar: e se Kaká miar, na hora H, por causa de suas lesões?

Bem, na primeira entrevista coletiva da Seleção, o médico Runco foi enfático: não há mais nenhum problema com o púbis do jogador, sempre uma contusão complicada; tudo se resume, agora, na distensão do músculo adutor, que é grave mas não insolúvel.

Mas, e se não houver solução?

Na entrevista de Dunga e de Daniel Alves, subsequentes, ficou muito claro que este será o substituto de Kaká, numa eventualidade, mesmo porque, entre os vinte e três convocados, não há nenhum outro com características próximas à do titular. Mesmo porque, numa dessas conquistas – Copa das Confederações ou Copa América -, já nem me lembro qual, Daniel Alves entrou pelo meio e foi decisivo, graças à sua habilidade e, sobretudo, à sua velocidade.

Sim, claro, há também a alternativa de Michel Bastos, que tem jogado dessa forma no Lyon, embora lateral-esquerdo de origem e pela convocação ao time de Dunga.

Ambas, porém, serão ou seriam improvisações, como se não houvesse alternativa no mercado com jogadores de estilo mais próximo ao de Kaká. Tipo, Wagner, ex-Cruzeiro, os dois Alex (ex-Inter e Fenerbahçe), Cleiton Xavier, Diego Souza, eleito o melhor jogador brasileiro no ano passado (está em litígio com o Palmeiras, mas sua bola é a mesma), sem falar em Ganso, a mais insana de todas as ausências, já que Copa do Mundo é um tiro curto onde prevalece o momento.

Uns, com viés mais de armação; outros, mais ofensivos, por vocação e talhe técnico. Mas, enfim, todos meias de origem. Diante disso, pergunto: o que está fazendo lá Júlio Baptista lá? Na teoria, seria o substituto imediato de Kaká. Forte, veloz, compulsivamente ofensivo, costuma carregar a bola ao jeito de Kaká. Mas… Passa a ser a terceira opção da posição em que seria a segunda.

Júlio Baptista, embora seja reserva do seu time, a Roma, como de resto na maioria dos clubes que defendeu, desde o São Paulo, onde foi revelado, tem um lugar reservado no coração de Dunga. Afinal, nas grandes decisões do time atual, foi decisivo. E é isso que conta para Dunga.

Mas, nem tanto, já que o técnico cogita de outras alternativas para a posição. Pelo sim, pelo não, melhor é rezar para que Kaká esteja nos trinques durante a Copa.

Notas relacionadas:

  1. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  2. ALEX E DIEGO SOUZA: BOA, DUNGA!
  3. BALANÇO FINAL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 21 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Libertadores, Treinadores | 00:30

INTER, LÁ; FLA, FORA

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Foi uma conquista heroica. Em dois minutos, ainda no primeiro tempo o Estudiantes fez o placar que o levaria para as semifinais da Libertadores: 2 a 0 – o primeiro gol num lançamento magistral de Verón.

Mas, o Estudiantes se resume em Verón, e o Inter se distribui em vários outros jogadores de nível, embora o time, como conjunto, não tenha chegado até agora a atingir o estádio que lhe é possível.

De qualquer forma, tinha o domínio da bola e dos espaços. E só precisava de um maldito golzinho para seguir avante no torneio. E o gol veio já aos 40 minutos do segundo tempo, com Giuliano, que entrara no lugar de D’Alessandro, invadindo a área argentina pela direita.

O técnico Fossati, por certo, será incensado por ter feito essa substituição e também por ter trocado um de seus três zagueiros pelo atacante Walter, o que, a meu ver, deu-se tarde. Mas, olhe o amigo para o lado oposto: eis o técnico Sabella tirando um meio-campista por um terceiro zagueiro para preservar o placar de 2 a 0.

No fundo, no fundo, é tudo uma troca protocolar, dentro dos padrões vigentes, em que o resultado, enfim, acaba sendo apenas circunstancial. Mas, o fato é que, bola rolando, o Inter mereceu mais do que o Estudiantes essa vaga para a próxima fase da Libertadores.

Ah, Fla…

Assim como o Flamengo mereceu vencer o Universidad de Chile, lá em Santiago, por 2 a 1, gols de Love, na sequência de bicicleta de Adriano, e de Adriano, em jogada iniciada por Petkovic, que deveria ter jogado desde o início.

Mas, tomou um golaço do argentino Montillo, e dançou. Dançou porque foi pífio no jogo de ida, no Maracanã. Agora, só lhe resta encarar pra valer o bicampeonato brasileiro, possível, sim, mas ainda mais difícil.

A dança dos técnicos

Parraga, das divisões de base, ex-integrante daquela Ponte Petra histórica dos anos 70, assumiu o Palmeiras, interinamente. E se declarou fã do futebol jogado com técnica e habilidade. Mas, não quis adiantar o time que entrará em campo neste fim de semana, pelo Brasileirão, contra o Grêmio, no Palestra. Logo o Grêmio, que apesar da desclassificação na reta final da Copa do Brasil, vem de magnífica campanha, com um time afiado?

É a chance de se consagrar. Mas, como, se Robert, o único que fazia gols nesse Verdão, foi demitido, por causa daquele quiproquó com o também dispensado técnico Zago? Robert junta-se, pois a Wagner Love e Diego Souza, postos pra correr pela torcida verde. A bola da vez quem será? Cleiton Xavier? Quem sabe Marcão? Aí não restará no Verdão um pingo de técnica e habilidade em que se basear o jogo de Parraga.

Gaúcho não resistiu à horrorosa exibição do Vasco contra o Palmeiras e cedeu seu posto interino para o titular Celso Roth, que chegou a São Januário comandando aos gritos a assustada boleirada. Às vezes, funciona; outras, não. Mas Roth é do ramo.

Por falar em técnicos, a cujo lugar certo Dorival Júnior alojou depois da vitória sobre o Grêmio (“Dá-se demais importância ao treinador no Brasil”), a França já anunciou seu comandante para depois da Copa: Blanc, extraordinário zagueiro dos bleus campeões do mundo e europeus nos finais dos anos 90. Na Copa de 98, na França, tive um breve papo com Blanc, que me causou excelente impressão. Cara articulado, que pensa o futebol dentro do melhor figurino do jogo. Acho que vai dar samba. Ops! Aquele puladinho ao som da concertina que eles lá cultivam na Provença.

Notas relacionadas:

  1. INTER E TUTTI QUANTI
  2. ATÉ AGORA, SÓ O INTER
  3. TODOS FORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 30 de abril de 2010 Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores, Treinadores | 00:21

BRILHANTE GRÊMIO

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Esse Grêmio do técnico Silas está conseguindo conjugar aos seus pés o traço heroico tradicional do clube e uma técnica refinada, pouco usual na história gloriosa do Tricolor gaúcho.

E foi assim que o Grêmio, em pleno Maracanã, arrancou uma vitória brilhante diante do Fluminense, na estreia de Muricy nas Laranjeiras com um gol de Jonas e dois de Douglas. Mesmo com um jogador a menos ao longo de todo o segundo tempo, com a expulsão de Rodrigo.

Aliás, Douglas é bem o emblema desse time: um desses canhotos hábeis, de toques, passes, dribles e lançamentos sofisticados, tidos como vadios sem alma, que, na verdade, se desdobram em campo e definem uma partida.

Aquele terceiro gol, em que ele recebeu à entrada da área, limpou dois e tocou no canto, selando a vitória gaúcha, diz tudo.

Vitória amarga

Enquanto não houver um fato novo, essa relação entre torcida e time no Palestra Itália só tende a piorar a situação do Palmeiras quando joga em casa. E o fato novo seria a conquista de um título, feito quase impossível se o time não conseguir jogar tranquilo em casa.

O Verdão venceu o Atlético Goianiense, no Palestra, por 1 a 0, gol de pênalti cobrado por Cleiton Xavier, que voltou à equipe nesta noite de quarta. Mas, restou mais amargor no ar do que alegria.

Péssimo isso.

Três vezes Thiago

O Cruzeiro praticamente definiu sua passagem para aproxima fase da Libertadores, ao bater o Nacional de Montevidéu, no Mineirão, por 3 a 1, três gols de Thiago Ribeiro, esse artilheiro que se alinha com aquela estirpe dos que sabem fazer gol mas sabem também jogar bola.

E bastou um primeiro tempo lancinante da Raposa para definir o placar, maculado pelo gol uruguaio já no segundo tempo.

Pelo que demonstrou nesta noite de quinta-feira, o Cruzeiro vai tomando corpo na hora H.

Venha, Leo

E o Duce da Lombardia, Silvio Berlusconi, chamou Leonardo de teimoso e garantiu a demissão do técnico do Milan em público. Mais uma demonstração da fidalguia e refinamento que marcam a carreira desse cartola-politico italiano. O Flamengo, e a Comissão de Organização da Copa de 2014 esperam nosso Leo de braços abertos.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO NAS ALTURAS
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. CRISE NA LIBERTADORES
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quinta-feira, 1 de abril de 2010 Sem categoria | 16:13

CRUZEIRO E INTER

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Cruzeiro e Inter cumpriram seu dever, na roda de quarta da Libertadores, enquanto o São Paulo, em câmera lenta, extraiu do jogo com o Monterrey qualquer emoção no placar. Mas, no rigor das estatísticas, no jogo dos resultados, até que se saiu bem da excursão à sombra da Sierra Madre, onde John Huston filmou sua primeira obra-prima – O Tesouro de Sierra Madre -, com seu pai Walter, Humphrey Bogart e Tim Holt nos papéis principais.

Estou dando essas voltas porque nada tenho a declarar sobre o Tricolor, a não ser que tomou um sufoco no final, e escapou da derrota, mais uma vez, graças a Rogério Ceni.

Já, no Mineirão, dois ex-são paulinos – Thiago Ribeiro e Kleber – imprimiam todas as emoções em três gols de classe e raça sobre o argentino Velez. Thiago, então, além do golaço que abriu a contagem, jogou uma barbaridade: lançou, driblou, passou, deu assistências, enfim, fez seu melhor jogo no Cruzeiro até hoje.

Assim como no Beira-Rio, a dupla de ataque do Colorado – Alecsandro e o menino Walter – definiram o jogo, espantando, por ora, as nuvenzinhas negras que coroavam a cabeça a prêmio do técnico Jorge Fossati.

Mas, não foi fácil, pois o Cerro uruguaio resistiu bravamente, explorando, claro, o nervosismo natural de um time que não vencia há seis jogos.

De qualquer forma, esses três brasileiros seguem em condições especiais na tabela da Libertadores, cada um em seu grupo. O que é animador, convenhamos.

Verdão, ufa!

O Palmeiras, sem Cleiton Xavier, suou sangue para vencer o Paysandu no Palestra Itália, com gol de Robert, em belo cruzamento de Armero. E só.

É evidente que o time carrega um peso emocional acima de suas forças técnicas, o que certamente reduz a capacidade de assimilação de alguns recém-chegados, habilidosos, mas assustados como os que lá estão há mais tempo.

Pode-se dizer que, de certa forma, o Vasco é o Palmeiras carioca. Afinal, é histórico o feito do Asa de Arapiraca, tempos atrás, sobre o Palmeiras, na mesma Copa do Brasil. E o Vasco, como o Palmeiras, vive sob pressão, a ponto de ter trocado de técnico outro dia.

Pois, Gaúcho, o novo técnico, embora interino, somou sua segunda vitória consecuitiva sobre o Asa, por 2 a 0, dois gols de Elton. Mas, sofreu, pela inconstância de seu time.

Enfim, Palmeiras e Vasco seguem em frente na Copa do Brasil, o que pode contribuir para ambos recuperarem o moral tão devastado nos últimos tempos.

O caso Kaká

Kaká segue no estaleiro, ameaçado até de ficar de fora do clássico decisivo com o Barça, na outra semana. São muitas e consecutivas as lesões musculares que perseguem nosso craque, único meia de ofício no elenco de Dunga.

Rezando para que Kaká esteja nos trinques daqui dois meses e picos, a prudência sugere que o Brasil vá à África com, pelo menos, alguém capaz de, se não cumprir exatamente a função de Kaká, ao menos, participar da articulação do ataque com ciência e arte.

Mas, como essa questão tem sido crônica na Seleção, tudo me leva a crer que Dunga aposta na viabilidade de deslocar o lateral-direito reserva, Daniel Alves, para aquela posição. É uma tese, não necessariamente a melhor.

Notas relacionadas:

  1. CADA RODADA, UMA ENXADADA
  2. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  3. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 16 de janeiro de 2010 Campeonatos Estaduais, Copa SP de Juniores, Futebol internacional | 23:12

VERDÃO E O SÁBADO DE GOLEADAS

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Por Milton Trajano

Por Milton Trajano

O Palmeiras não só estreou no Paulistão com vitória como simplesmente arrasou o Mogi-Mirim: 5 a 1, com direito a bola na trave e outros babados. Mais do que isso: construiu a goleada botando a bola no chão, como manda o figurino e sugere a formação do time adotada pelo técnico Muricy: dois zagueiros, dois laterais, dois volantes que sabem sair para o jogo, três meias típicos e um atacante.

Assim, o Verdão fez a bola circular com ciência, sob o comando sutil de Cleiton Xavier, e até o gol de pênalti, que encerrou o placar, acabou sendo fruto de uma trama dessas, abortada pela falta em Diego Souza dentro da área.

Ah, mas o Mogi é uma teta, dirá o mais cético. É verdade. Porém, já cansei de ver time com jogadores ainda mais afamados do que este do Palmeiras perder para si mesmo, jogando contra o vento.

O mais importante é um time ter padrão definido, no qual o passe se insira como algo fundamental que sempre foi, é e será.

Destaques? Além dos óbvios Cleiton Xavier e Diego Souza, a entrada de Sacconi, no intervalo, em lugar de William, o que acentuou a velocidade e o molejo da equipe. E, sim, as ótimas estreias de Márcio Araújo e Léo.

VASCO E BOTAFOGO

O Vasco venceu a duras penas o Tigres por 1 a 0, falha do goleiro em falta cobrada de longe por Fagner. Não vi o jogo todo, mas sofri um pouco com um primeiro tempo tedioso.

Contudo, pelos jogadores que lá estão, mais o comando competente de Wagner Mancini, é de se espera melhoras sensíveis daqui pra frente.

Já o Botafogo encheu os olhos com um futebol prático e incisivo, na estreia de Herrera, autor do gol de abertura, em Macaé, cujo time surpreendeu com uma virada de 2 a 1, em seguida. Mas, o Glorioso, sob a batuta de Lúcio Flávio, que fez um golaço de falta e deu as outras duas assistências, revirou tudo.

E olhe que ainda falta um Loco nessa turma.

NA COPINHA

O São Paulo, mais uma vez, brilhou e meteu 5 a 1 no Guarani, completando uma campanha espetacular na Copinha até aqui: em cinco jogos, vinte e quatro gols marcados (média acima de quatro por partida) e apenas um tomado. E tudo na base do toque-toque para Lucas Gaúcho rematar lá na frente.Só nesse jogo, fez três, três passes açucarados de Zé Victor, o nome do jogo.

Por outro lado, o Corinthians naufragou diante do Juventude e caiu fora do torneio antes do previsto. Na verdade, o Corinthians, que chegou na Copinha cercado de muitas expectativas, naufragou mesmo no seu próprio copo d’água.

Não jogou nada e acabou sendo superado por um Juventude mais determinado.

MESSI 101

Parecia que Messi iria mesmo ficar paralisado diante da síndrome do seu centésimo gol oficial pelo Barça. Entre outras coisas, porque o goleiro Palop, do Sevilha, estava em tarde de graça, pegando tudo. Por duas vezes, aliás, Messi chegou na cara do gol e Palop defendeu.

Mas, craque é craque, e Messi não só acabou marcando o gol de número 100, como abriu nova centena, com a habilidade de sempre.

Além do mais, com essa posse de bola habitual de seu time – coisa de 65 a 70 por cento -, sob a regência desse Xavi de passe exato e perturbador, mais cedo ou mais tarde, Messi chegaria lá e muito mais.

O Barça, porém, é isso mesmo: toca-toca, e mete um gol atrás do outro. Desta vez, foram quatro. Nenhuma novidade.

Espantosa novidade foi o show dado pelo Chelsea diante do Stoke City, na casa do inimigo: 7 a 2, fora o baile. E, sem Drogba, Essien e outros bichos.

Enfim, um sábado cheio de gols e muitas esperanças de que o futebol volte aos trilhos. Definitivamente.

Notas relacionadas:

  1. BECKHAM, MESSI E ROBBEN
  2. ENCONTRO EM MARSELHA
  3. LIBERTADORES, GOLEADAS E…
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009 Seleção Brasileira | 19:29

DUNGA NO RUMO CERTO

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Depois do jogo, Cleiton Xavier confidenciou que Dunga garantiu a ele e a Diego Souza que ambos ainda terão chance para provar seu valor na Seleção. Só isso basta para mostrar que Dunga está no caminho certo.

Apesar de todos os feitos recentes do atual elenco, o técnico brasileiro não está adotando aquela postura tacanha, na base de o grupo está fechado e é com esse que eu vou, até cair no chão, lembrando a velha marchinha-de-carnaval.

Mesmo porque a Copa é um torneio de tiro curto, mata-mata, em que os jogadores devem estar nos trinques, naquele exato momento, nem antes, nem depois.
O passado de cada um conta e muito, claro.

Mas, não é tudo nesse caso.

Ora, se esse mesmo elenco que nos deu Copa América, Copa das Confederações e a classificação para o Mundial com antecipação inédita estiver em plena forma às vésperas da convocação final, tudo bem. Mas, até lá, quem sabe?

Ainda assim, acho que Dunga desconfia que está faltando um retoque final nesse grupo: um reserva para Kaká, com perfil técnico mais próximo do titular do que Júlio Baptista, e um outro meia, mais de armação, para compensar a presença de tantos volantes. Pouca coisa, mas fundamental.

DANIEL ALVES

Esse foi o trunfo que Dunga tirou da manga, na hora H, repetindo, aliás, experi~encia por ele mesmo já feita tempos atrás.

Na verdade, Daniel Alves, de todo o elenco que estava na Bahia é o que tem o melhor talhe físico e técnico para atuar por ali, uma espécie de meia aberto mais pela direita: é veloz, sabe receber a bola de costas e fazer o giro rápido, cruza bem e tem um disparo potente e bem direcionado a gol, além de muita resistência e aplicação.

Não é à toa que ainda outro dia foi selecionado como um dos cinco jogadores do Barça candidatos ao título de melhor da Europa, empalmado por Messi, claro.

O fato é que deu uma boa dinâmica ao setor, em combinação com Maicon, lembrando as experiências feitas por Claudio Coutinho há mais e três décadas, com o seu célebre overlaping (ultrapassagem), com Nelinho e Toninho Baiano, dois laterais revezando-se ali pelo lado direito da defesa e do ataque.

Errou muitos passes, é verdade. Fruto justamente da velocidade com que pretende resolver a jogada, uma postura mais intuitiva do que cerebral. Mas, nada que prejudicasse demais sua atuação.

Sucede que temos opções melhores, mais bem dotadas de técnica e habilidade, para esse setor específico. E é nisso que Dunga deve se deter daqui pra diante.

Ali, na função de meia, Daniel será sempre uma alternativa, nunca uma solução definitiva e programada.

A ARGENTINA VAI?

Bem, pelo que tem jogdo o time de Maradona… Apesar de contar com um seleto grupo de jogadores (Zanetti, Verón, Mascherano, Messi, Aguero, Tevez e Dátolo, por exemplo), os argentinos são uma banda de rock em que cada um desafina mais à medida em que o conjunto se esgarça na absoluta falta de uma pauta geral.

Mas, creio ainda que consegue chegar em quinto, o que lhe seria até muito conveniente com vistas à Copa. Caindo na repescagem, haverá tempo e juízo para a AFA redirecionar seus planos: cai Maradona, entra alguém que consiga infundir mais confiança a esse elenco evidentemente humilhado e sem um pingo de auto-confiança e que lhe confira um conceito tático básico, ao menos.

Se isso acontecer, a Argentina até pode chegar à Copa, e, lá, supreender os que a consideram carta fora do baralho.

Notas relacionadas:

  1. A SELEÇÃO DE DUNGA
  2. A VOLTA DO IMPERADOR
  3. DIEGO E CLEITON, UMA BOA
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terça-feira, 8 de setembro de 2009 Seleção Brasileira | 19:31

DIEGO E CLEITON, UMA BOA

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Alvíssaras! Dunga chamou, entre outros, Diego Souza e Cleiton Xavier, dois meias que podem suprir as ausências sentidas no elenco brasileiro nesse setor de armação.

Claro, ambos só deverão entrar contra o Chile numa eventualidade, já que, na Seleção, prevalece o critério da precedência; os que chegaram antes serão os primeiros.

Tudo bem. Compreensível e aceitável. Mas, bem que gostaria de vê-los juntos no meio-de-campo brasileiro, pelo menos, no segundo tempo. Afinal, trata-se de um jogo praticamente festivo, já que estamos classificados. Portanto, uma ótima oportunidade para Dunga testar esses dois jogadores que chegam à Seleção pela primeira vez.

Não só porque eles podem conferir maior equilíbrio ao meio-campo brasileiro, mas, também, porque trazem do Palmeiras o entrosamento que dispensa os treinos perdidos pela chamada tardia.

Mas, de qualquer forma, é preciso tomar tento com esse time do Chile, que, apesar do empate em casa inesperado, no meio de semana, sabe tocar a bola e pode se transformar em adversário ranheta nesta noite de festa na Bahia.

Notas relacionadas:

  1. ALHOS E BUGALHOS
  2. FESTA PARA O REI E O DELFIM
  3. KAKÁ OU MESSI?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 20 de agosto de 2009 Seleção Brasileira | 17:26

A VOLTA DO IMPERADOR

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Eis o Imperador de volta à seleção de Dunga, com todos os louros. Afinal, Adriano voltou bem (ainda em que longe de sua forma física ideal) ao Flamengo e  está cumprindo à risca sua função básica: marcar gols.

Mesmo porque Adriano paira sobre os nervos argentinos, nossos próximos adversários, como uma assombração, por todos os sobressaltos que já causou a los hermanos, nos últimos tempos.

É um atacante experiente, embora jovem ainda, que só não se manteve no topo das celebridades do futebol por conta de sua personalidade ciclotímica, digamos. Como parece atravessar no Flamengo uma fase de bem-estar com a vida, por certo, será de grande valia para a seleção, ainda que apenas uma arma a ser sacada do banco na hora H por Dunga.

Quanto ao resto, lastimo, como sempre, a ausência de, pelo menos, mais dois meias de ofício, além de Kaká, o único dessa estirpe relacionado na última lista.

Há um excesso de volantes (ou, se preferirem, jogadores de muita força e habilidade convencional) e uma escassez de meias. No mínimo, um Cleiton Xavier, um Wagner (ex-Cruzeiro), um Alex (ex-Inter), um Diego, alguém com esse perfil, enfim, mereceria ser chamado.

Pois, se precisar de um jogador desse tipo, o técnico não o terá no banco, o que é, no mínimo, uma imprevidência.

Notas relacionadas:

  1. A SELEÇÃO DE DUNGA
  2. QUEM NO LUGAR DE KAKÁ
  3. BOTA MEIA NESSE TIME, DUNGA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última