Pegue o casaco, o cachecol e o gorro de lã, que vamos fazer um tour aí pelas Oropas, enquanto a Copinha muda de cor, vestes e gestos, pois aí vem a fase de mata-mata.
Vamos… deixe-me, ver, ah, sim!, ao Old Trafford, onde o Manchester United, campeão inglês, europeu e mundial, recebe o Chelsea de Felipão balançando na corda bamba e desse pobretão, como se chama mesmo? – Abramovic, Abraam Abramovic, verdadeiro pleonasmo.
Um clássico inglês! Inglês? Bom, digamos que sim, afinal as camisas são de dois tradicionais clubes britânicos, desses que tomam chá às cinco (ou será às quatro?) invariavelmente.
O fato é que lá estão em campo Chelsea, de azul, e Manchester, de vermelho. Mas, peraí? Cadê os azuis? Só vejo os vermelhos em campo, correndo pra cá, pra lá, sempre com a bola aos pés, até que o sérvio Vidic, em cobrança de córner, abre o placar. Ué? Mas, Cristiano Ronaldo já não havia feito um gol, de cabeça, um átimo antes? Foi, mas o juiz anulou.
Não importa, pois logo no início do segundo tempo, Rooney aproveita o cruzamento de Evra e amplia. Aliás, joga muito esse Rooney, que tanto está armando aqui uma jogada de ataque, como roubando a bola do adversário nas cercanias de sua própria área como se arrojando ao ataque, feito goleador rompedor.
Então, pra que não paire nenhuma dúvida sobre a superioridade dos Diabos Vermelhos, Berbatov, o que destoa, aproveita falta cruzada da esquerda por Cristiano Ronaldo, que está engraxando as chuteiras para receber o prêmio de melhor do mundo, nesta segunda, na Fifa.
Nada mais merecido.
Pato, Pato
Saltando ao continente, desembarcamos em Roma, só pra dar uma espiada no Milan com seu sexteto mágico. Sim, porque, desta vez, Carlo Ancelotti rasgou a fantasia e decidiu escalar de uma só vez Pirlo, Beckham, Kaká, Seedorf, Ronaldinho Gaúcho e Pato.
A bem da verdade, o sexteto desafinou durante todo o primeiro tempo, quando a Roma saiu na frente. Mas, no segundo, a turma se aprumou e virou o jogo, graças a Pato, que colheu exato cruzamento de Kaká, no primeiro gol, e, no segundo, partiu pela esquerda, comeu pelas beiradas, e, na saída do goleiro, tocou no canto oposto.
Eis, que, porém, Ancelotti teve súbita recaída: saca Ronaldinho Gaúcho para garantir-se com o volantão Ambrosini.
No ato, Zeus enviou um daqueles seus raios mortíferos, e Vusinici, de cabeça, empatou o jogo.
O medo é o imã da catástrofe.
Barça, olé!
Com um gesto poderoso, paramos o relógio, tempo suficiente para recuperarmos os minutos iniciais de Osasuna e Barça, em Pamplona.
Eita jogo! O Barça, naquele toque-toque hipnótico, abre o placar com Eto’o, e, depois passa a surfar na soberba. É o bastante para o Osasuna virar, já no segundo tempo.
Ah, mas esse Barcelona é aço, o mais equilibrado e encantador time da atualidade no mundo, sobretudo porque em sua camisa está metido esse menino de ouro, Messi, autor das mais belas jogadas e do gol da vitória, um primor de disparo de canhota de fora da área.
Assim como tem em seu meio-campo Xavi, autor dogol de empate, um volante que alia aos seus pés, além de extremo senso de colocação, habilidade, técnica apurada, empenho e muita ciência.
Confesso que não espero a hora de ver esse Barça diante do Manchester de Sir Ferguson. Periga ser o jogo do século 21.
O melhor do mundo
Messi é um espetáculo, com aquela sua canhotinha mágica; Kaká, um craque que combina em seu futebol encanto e eficiência na dose mais exata; Xavi é ciência e arte na arquitetura do jogo de seu Barcelona; e Fernando Torres… bem, Fernando Torres é um artilheiro de boa técnica, e só. Mais justo seria Wayne Rooney ocupar seu lugar.
De qualquer forma, vai dar mesmo Cristiano Ronaldo, que beira a completude.