Ceará | Blog do Alberto Helena Jr.

Publicidade

Posts com a Tag Ceará

domingo, 2 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 21:35

E NADA MUDOU

Compartilhe: Twitter

Então, ficamos assim: depois de tanto tralalá, tudo na mesma na ponta da tabela.

O Vasco, que poderia ganhar uma folga na tabela, empatou com o Corinthians, que pretendia voltar à ponta. Enquanto isso, o São Paulo, que pela quarta vez estava a um passo da liderança, despencou diante do Flamengo, que se emparelhou com o Fluminense, um degrau acima de Palmeiras, que não foi além de um empate em casa, e o Inter, derrotado na Arena pelo Furacão. E um abaixo do Botafogo, que levou de 2 a 0 do Atlético GO, dois gols de Felipe, logo de saída.

Essa tem sido a sina deste Brasileirão, onde o pelotão da frente não se desgruda nem a pau.

Bem que o Vasco tentou, no início, quando pressionou o Corinthians em São Januário e abriu o placar com Dedé, de cabeça. Mas, não demorou muito, Alex empatou.

Jogo animado, Fagner escapa pela direita e acerta as redes que ele defendeu quando menino. Pelo andar da carruagem, a tendência era o Vasco ampliar a contagem logo, logo.

Que nada! No segundo tempo, foi o Corinthians quem passou a jogar melhor, empatou novamente, com Danilo, de cabeça, e deu-se ao luxo de perder duas ou três boas chances com William.

Nem Vasco, nem Corinthians obtiveram o que queriam. Em compensação, não perderam nada.

NA VOLTA DO FABULOSO

Morumbi lotado, torcida delirante, Fabuloso, de volta com a camisa do São Paulo, e Ronaldinho ostentando o manto sagrado rubro-negro.

Se a legião tricolor não pôde celebrar completamente a volta de seu ídolo, quem não tinha nada com isso, mas, que gosta de futebol divertiu-se a valer com o espetáculo proporcionado por São Paulo e Flamengo.

O jogo foi bem disputado, com alternâncias no domínio da bola e dos espaços. E o mais curioso é que tudo se definiu só depois da primeira expulsão, a de Lucas. Pois, foi logo em seguida que o Fla conquistou seu primeiro gol, com Thiago Neves, de cabeça, depois de blitz rubro-negra sobre a área tricolor.

Eis, então, que é a vez de Willians ser expulso, e o São Paulo, de imediato, empata com um tirombaço de Dagoberto de fora da área. E, quando parecia que o Tricolor viraria o jogo, Renato Abreu acerta um disparo de longe, que desvia em Carlinhos Paraíba e paralisa Rogério no contrapé. Logo Rogério, que, a exemplo de Felipe, foi um dos dois maiores destaques da partida.

E Luis Fabiano? Bem, teve participação modesta, o que, aliás, era de se esperar pelas circunstâncias. Mas, se os músculos resistirem, daqui a dois ou três jogos começará a revelar a face do Fabuloso.

ONDE, MINAS?

Nunca a célebre frase do político mineiro – “Minas está onde sempre esteve e de lá não arredará pé!” – esteve tão fora de lugar do que nos campos deste Brasileirão: dois de seus ilustres representantes não conseguem escapar da zona de rebaixamento, e o terceiro caminha, lenta e progressivamente, para esse buraco negro.

Esse não é, decididamente, o lugar de Minas. Mas, que fazer, se o Galo não consegue ir além de um empate por 1 a 1 o Ceará na Arena do Jacaré, e o Cruzeiro, no Olímpico, perde por 2 a 0 para o Grêmio?

Que fazer? Jogar bola, meu. Vamos jogar bola para repor Minas em seu devido lugar, que é lá em cima, cara!

Notas relacionadas:

  1. REFUNDANDO O VASCO
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. VASCO, O GRANDE VENCEDOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 24 de julho de 2011 Campeonato Brasileiro | 20:29

VASCO, O GRANDE VENCEDOR

Compartilhe: Twitter

Sem dúvida, o grande vencedor da rodada foi o Vasco, que bateu o Galo em Ipatinga, por 2 a 1, dois gols de Diego Souza (um de cabeça, outro de pênalti) e Magno Alves.

Não só bateu fora de casa um rival histórico, embora em baixa no momento, como saltou para o G-4, superando o Palmeiras, que perdeu para o Flu.

Foi um jogo em que o Galo começou a toda, dando a impressão de que sairia do buraco em que se encontra, finalmente. Mas, aos poucos, o Vasco tomou conta do espírito do jogo e até poderia ter chegado a um placar mais expressivo: meteu duas bolas nas traves e Alecsandro desperdiçou pênalti mal marcado pelo juiz.

Assim, o Vascão vai comprovando que segue em progressiva ascensão.

A CILADA DA RAPOSA

Outro grande vencedor da rodada foi o Cruzeiro, que quebrou a invencibilidade do líder Corinthians, em pleno Pacaembu, por 1 a 0, um golaço de Wallyson, lá de fora, no ânulo do menino Renan.

E foi uma Raposa a la Papai Joel: bem fechadinha, atenta na marcação, sobretudo, de Danilo, o organizador alvinegro, e buscando sempre fustigar nos contragolpes. A tal ponto que nem se abalou com a expulsão de Gilberto e a não assinalação de um pênalti a seu favor.

O Corinthians, de sua parte, empenhou-se, mas não conseguiu escapar da cilada da Raposa. Mesmo assim, saiu de campo sob os aplausos da Fiel e ainda firme no topo da tabela.

DOIS POR UM

O Fluminense teve de fazer dois gols legítimos para ganhar por 1 a 0 do Palmeiras, em Volta Redonda. Como? Simples, o primeiro de Marquinhos foi anulado pelo bandeirinha. Mas, logo em seguida o mesmo Marquinhos pontuou o jogo, que, por sinal, primou pela falta de criatividade e emoção.

E olhe que o jogo prometia, com Deco e Fred de um lado e Valdívia e Kleber. E até que Fred foi bem. Mas, de resto….

AMÉRICA CELESTE

E a Celeste, finalmente, depois de décadas na fila, levantou uma Copa América. E levou a taça com todos os méritos. Foi a equipe de melhor pontuação ao longo de todo o torneio, e bateu o Paraguai, na final, com categoria, por 3 a 0, com dois gols de Forlán e um de Luisito Suarez, os dois astros mais cintilantes desse time.

Mas, era só o que faltava – o Paraguai ser campeão nos pênaltis, depois de empatar todos os seus jogos até aqui.

Notas relacionadas:

  1. A GRANDE VITÓRIA
  2. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
  3. FLU, LÍDER; TIMÃO, O GRANDE VENCEDOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 17 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 17:23

CLÁSSICOS E A RODADA

Compartilhe: Twitter

Nesta rodada do Brasileirão, teremos um clássico nacional – Grêmio e Vasco, no Olímpico – e dois estaduais: Flamengo x Botafogo e América mineiro x Cruzeiro. Sim, porque, depois da reascensão do América, que já teve no passado a maior torcida de Minas, esse confronto com o Cruzeiro pode ser considerado novamente um clássico local.

E ele se trava numa situação curiosa, pois o Cruzeiro, tido e havido, não sem razão, um dos principais candidatos ao título, está abaixo do América, na tabela, algo impensável antes de a bola rolar no Brasileirão.

Portanto, não pode o Cruzeiro, que só acumulou tropeços neste início de campeonato, pensar algo além da vitória. Mas, como, se segue desfalcado de alguns jogadores-chave, como Thiago Ribeiro e Roger?

Sei lá. Só sei que com Montillo, Wallyson, Henrique, Marquinhos Paraná, Fabrício, Gilberto etc. a Raposa tem bola para se recuperar. É só ajustar a sintonia fina, e exorcizar o demônio do Once Caldas que ainda ronda a Toca famosa.

JÁ NO OLÍMPICO...

O Grêmio, ainda instável, recebe o Vasco de vela enfunada com a conquista da Copa do Brasil e, agora, com seu time titular em campos do Brasileirão, finalmente.

E, se o amigo fizer um cotejo de jogador por jogador, verá que o Vasco entra no Olímpico com a virtual vantagem técnica.

Mas, o Grêmio é sabidamente Imortal, e, no Olímpico, quase imbatível. É de se ver.

E NO ENGENHÃO?

No Engenhão, esse Flamengo de tantas estrelas e montado há algum tempo, pega o Botafogo em formação, sob o comando de Caio Jr. Sucede que, apesar do título carioca, e de estar armado há muito mais tempo, o Flamengo não consegue escapar do lugar-comum, sem ser, no entanto, uma frustração completa. Está sempre naquela ponta do trampolim, prestes a dar o grande salto, mas dali não sai.

O Botafogo, de seu lado, apesar do desencontro entre torcida e time, vai se ajeitando sob os pés de Maicossuel, finalmente, voltando a jogar, e de Elkeson, sua mais justa contratação nos últimos tempos.

Um clássico de arrepiar, pelo visto.

O FLU DE ABEL

O Fluminense que receberá neste sábado, no Engenhão, o Bahia, pela escalação prevista já começa a tomar os traços de Abel Braga, que estreou outro dia com derrota para o Corinthians.

A começar pela presença de Souza em seu meio-campo, craque que não consigo entender como não foi devidamente aproveitado nem no Grêmio, nem mesmo no Flu, até agora.

Por sua versatilidade (joga de lateral-direito, segundo volante, meia e até de atacante), habilidade, dinamismo e precisão nas bolas paradas, deveria ser o encanto de qualquer treinador. Pois, não é. Está sempre obrigado a matar um leão por dia.

Mas, a grande novidade será a estreia do atacante Ciro, ao lado de Fred, lá na frente. Revelado pelo Sport, eis um atacante do tipo que me fascina – artilheiro, mas que sabe jogar com a bola nos pés. Se Fred estiver nos trinques, desconfio estar nascendo nas Laranjeiras uma dupla ofensiva de fazer figura.

Quanto ao Bahia de Renê Simões, todas as fichas são apostadas em Jobson, aquele! O que sabe jogar muito com a bola e se embaraça no trato com a vida.

NO CEARÁ, NÃO!

O São Paulo desembarca em Fortaleza para defender sua liderança cem por cento. Mas, no Ceará não tem disso, não, como reza o forró antológico.

Lá, diante de sua torcida empolgada, o Ceará cresce e não vê pela frente um líder, mas, sim, um time como outro qualquer.

Sucede que a diferença de pontos entre os dois é grande. E, se o Ceará tem lá seu Iarley, seu Thiago Humberto, o São Paulo responde com sua garotada afiada, sob o comando de Rogério Ceni e Dagoberto, os mais experientes – goleiro e goleador.

O diabo é que, com o São Paulo, é uma no cravo, outra na ferradura. Vem ganhando todas, mas só contra o Grêmio conseguiu acertar uma partida de nível, sem ter sido espetacular, nada disso.

E é com a mesma formação que irá a Fortaleza. Vejamos onde a marreta acerta – no cravo ou na ferradura.

DESFOLHANDO O VERDE

O Palmeiras de hoje está  lembrando aquele Corinthians dos tempos das vacas magras, dos vinte e poucos anos de fila, dos 50 aos 70: quando vai mal, não sai da crise; quando vai bem, arruma um pé para entrar em crise.

Até agora, o Palmeiras vinha bem no Brasileirão, mais do que se esperava pelas limitações de seu elenco. Pelo menos, em termos de resultado. Eis, contudo, que, de repente, começam as encrencas: a diretoria tromba com a parceira DIS; Felipão, com Tinga, Wellington Paulista e o garoto Vinícius; a torcida pega no pé de Luan, justamente um dos mais regulares da equipe, além de decisivo em várias partidas recentes, e assim vai.

Bem, apesar disso tudo, ouso dizer que o Verdão tem bala para derrubar o Avaí, no Canindé, domingo. Com dificuldades, suponho, mas isso é de lei.

HORA DO COXA E DO INTER

Já está na hora de o Coritiba mostrar aquela bola redonda e insinuante do início da temporada. Todavia, é mais do que hora de o Inter de Falcão sair da situação deprimente em que se encontra no Brasileirão.

Surpreende-me mais, confesso, a péssima campanha do Inter do que a do Coritiba.

Não só porque o Colorado tem um elenco mais qualificado, como por apostar na inteligência de Falcão, embora esses confrontos com parte da imprensa gaúcha (ou, especificamente, um comentarista de lá) não contribuam em nada para desanuviar o clima denso no Beira-Rio.

O fato é que, expresso claramente nos números da campanha colorada, o Inter não vai bem. Falcão despreza a ditadura dos números – e, nesse sentido, estou com ele. Muitas vezes, o resultado de uma partida não reflete o comportamento do time. Ora, joga mal e ganha; ora, joga bem e perde. Esse, aliás, é o sal do futebol.

É fato, também,, que não tenho visto o Inter jogar bem. Pelo menos, não no nível em que seu elenco possibilitaria.

O certo é que esta é a hora de o Coritiba provar que está em campo para ser protagonista e o Inter de se impor de uma vez como um dos sérios postulantes ao título.

ATLÉTICOS NA ÁREA

O Galo, sob o comando ajuizado de Dorival Jr., mais mineiro que paulista naquele seu jeitão conciliatório, em que a esperteza se dissimula em recato, recebe em Sete Lagoas, o seu xará goiano.

Sem ter um time de cintilantes estrelas, o Atlético Mineiro vem cumprindo excelente campanha, guardando a quarta posição do Brasileirão. Não é pouco, apesar de o campeonato estar no início, apenas.
Mas, o seu xará cumpre percurso inesperado neste Brasileirão: vem de uma goleada estupenda sobre o Ceará, e se segura ali na oitava posição, sob a regência do sempre ligado PC Gusmão.

Por jogar em casa e ter um elenco mais qualificado, o Galo é favorito.

FIGUEIRA E FURACÃO

O Figueirense vai bem, obrigado. Ocupa a sexta colocação, joga em casa e pega um Furacão que sopra uma brisa amena lá nos finais da tabela.

Nenhum dos dois é, pra valer, um candidato à faixa de campeão, a não ser que ocorra daqui pra frente uma grande reviravolta no Brasileirão, o que é sempre possível, mas improvável.

Diante desse cenário, e dependendo dos demais resultados, é bem possível o Figueira, por exemplo, ascender ao G-4, por que não?

CHEIRO DE ITAQUERÃO

Começa a cheirar muito mal o Itaquerão que ainda nem saiu do papel e já está eleito como o estádio para a abertura da Copa do Mundo, em 2014. E não são os eventuais gases  exalados pelas tubulações subterrâneas do terreno destinado ao seu soerguimento.

Falo desse projeto que corre na Câmara Municipal de São Paulo, isentando o estádio, seus construtores e o Corinthians, de impostos no valor de mais de quatrocentos milhões de reais.

Meu amigo paulistano, é o seu, o meu, o de todos nós que será destinado a uma aventura que deveria se restringir à iniciativa privada – o Corinthians e a empreiteira. A mais ninguém, a não ser possíveis patrocinadores particulares.

Sou capaz de apostar que essa quantia é o equivalente ao custo real da empreitada. O resto – mais de o dobro -, será repartido equanimente entre os demais interessados, não tenha dúvida.

É por esses absurdos, mais ou menos recorrentes há séculos, que não temos escolas suficientes, hospitais, postos de saúde, asfalto decente, moradias adequadas e tudo o mais.

Nada contra a construção do Itaquerão, que ele venha a ser a sede da abertura da Copa e sirva ao Corinthians pelo resto da vida, além de melhorar a vida dos moradores da região.. Mas, sim, que isso seja feito com o dinheiro privado, não com o dinheiro público, como, aliás, foi prometido desde o início das gestões.

Charge do iG Esporte

Charge do iG Esporte

Notas relacionadas:

  1. RODADA DECISIVA, COMO TODAS
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 24 de maio de 2011 Copa do Brasil, Futebol internacional, História, Libertadores | 19:03

PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS

Compartilhe: Twitter

Ainda sem Ganso e Alan Patrick, o Santos recebe o Cerro Porteño, no Pacaembu, pelas semifinais da Libertadores, com quatro volantes – Adriano, Arouca, Danilo e Elano, o que provoca nos puristas da Vila um revirar de olhos.

Estejam certos esses amigos que este blogueiro teria a mesma reação, caso houvesse de fato uma alternativa para o técnico, e se três dos escalados não fossem versáteis o bastante para compensar em parte a ausência de um meia autêntico.

Sucede que a única opção no elenco para essa posição é Felipe Anderson, de 17 anos, muito menino para um jogo tão decisivo. Ou, então, a presença de Keirrison lá na frente, entre Zé Love e Neymar. Mas, Keirrison tem sido tão abúlico nesta sua passagem pelo Santos, que, confesso, não ousaria colocá-lo de saída.

Ainda se Borges pudesse atuar… Mas, não pode. Acaba de desembarcar na Vila com os papéis vencidos para esta fase da competição.

Assim, Elano deverá atuar mais à frente, uma faca de dois legumes – como diria o saudoso Vicente Matheus, pois se estará mais perto da meta adversária para disparar aqueles chutes certeiros, não tem a ginga, velocidade e o drible inerentes à função.

Mesmo assim, desconfio que o Peixe pode fazer boa figura no Pacaembu e ganhar o jogo, que é o mais importante nesta quadra de sua vida. Nem que seja por um placar apertado, para jogar em Assunção pelo regulamento. Isso também faz parte.

muricy_ae

Muricy repetirá, contra o Cerro, time que terminou o último jogo contra o Once Caldas (AE)

O que não dá é exigir que o atual Peixe jogue aquele futebol desabrido, deslumbrante e ao mesmo tempo eficiente dos tempos de Robinho, Ganso, Neymar, André, Wesley e cia. bela, do primeiro semestre do ano passado. Esse já era, para a desgraça de todos que amam o verdadeiro futebol, em sua plenitude.

COPA DO BRASIL

Os quatro participantes das semifinais da Copa do Brasil pouparam-se no fim de semana para essa rodada decisiva de amanhã.

Mas, agora, Avaí, Vasco, Coritiba e Ceará vão com tudo, mesmo por que nos confrontos de ida os dois jogos acabaram empatados. Ruim para Vasco e Ceará, que perderam a vantagem de mando de campo. Mas, nada que não possa ser desfeito nos jogos da volta.

Afinal, o Vasco tem bala e ânimo para se classificar em Floripa, por exemplo, embora, pelo retrospecto sensacional do Coxa nesta temporada, a situação do Ceará seja mais complicada.

Todavia, é sempre bom lembrar que se trata de um jogo só, capital, e, nesses casos, são tantas as variáveis que fogem ao mero cotejo técnico, que qualquer coisa ainda pode acontecer.

BUCANEIROS E PIRATAS

O título desse filme de piratas poderia ser Os Corvos dos Campos, em vez de o clássico Gavião dos Mares. No lugar do bonitão Errol Flyn, o horrendo Thomas Mitchel de O Motim, disparando seus canhões contra um Anthony Quinn, disfarçado de vil latino.

Na verdade, não há mocinhos entre os piratas da Rainha e os bucaneiros latinos -  brasileiros,f ranceses e demais envolvidos nesse tiroteio em torno da Fifa.

O amigo pode mais ou menos dimensionar, pela grana que corre aqui no rés do chão, o vulto da gana que corre lá em cima, nos andares das grandes decisões do futebol.

Se um jogador de futebol, de porte médio, ganha coisa de 130 mil reais por mês num país como o nosso, de tantas carências, 100 milhões de dólares para um ex-presidente da Fifa e alguns membros do Comitê Executivo da mesma entidade, é uma bagatela, convenhamos.

Sepp Blatter garante que isso não ficará barato. Palavras ao vento, meu caro amigo. Pois, ele mesmo é acusado de outros tantos malfeitos.

Como já disse e repito, tenho dúvidas se a mais antiga profissão do mundo é aquela ou esta, a corrupção nos altos e baixos escalões onde impere a autoridade, qualquer que seja ela.

O CASO GIGGS

Logo agora, na reta final pela disputa em Wembley do título da Liga dos Campeões, estoura esse escândalo sexual envolvendo Giggs, esse jogador espetacular, talvez o maior ídolo da história do Manchester United e certamente o maior vencedor da vida dos Diabos Vermelhos.

Aliás, de que se acusa Ryan Giggs, o mais fiel diabo vermelho desde o legendário Bobby Charlton? De infidelidade. Não ao clube, mas à esposa, porque o craque teria saltado o muro da moralidade burguesa (ui, que velho isso!) em busca de breves prazeres ofertados pela exuberante modelo Immogen Thomas.

Pelo que se sabe, uma relação consensual entre dois adultos, vacinados e donos de seus narizes. Nenhum abuso, nenhum pagamento pelo ato escuso (?), nada que pudesse caracterizar crime no estrito senso da palavra, a não ser adultério, que, no mundo ocidental, não condena ninguém a apedrejamento, tampouco ao cárcere.

Giggs teve o cuidado, aos primeiros rumores sobre sua relação com a modelo, de ir aos tribunais, pedindo, antes de mais nada, sigilo, em nome de seus dezessete anos de casado e dos filhos do casal oficial. E o juiz o concedeu.

Pois, não é que os tablóides ingleses, aqueles que vivem como urubus em volta da carniça alheia, fizeram tanta pressão que a coisa foi levada ao Parlamento como censura à livre expressão da imprensa? E pode?

Censura à livre expressão da imprensa é quando um sujeito rico e poderoso comete uma série de falcatruas, lesivas à sociedade em geral, e se utiliza de sua fortuna para conseguir, nos tribunais ou fora deles, calar a boca da imprensa.

O mesmo preceito vale para governantes e poderosos em geral.

Outro dia mesmo, um sábio juiz da mais alta corte brasileira, diante da questão sobre o direito de casais gays se unirem perante a lei, fez a pergunta crucial: a quem isso prejudica? Quais terceiros serão prejudicados pela união de dois homossexuais de qualquer gênero? Obviamente, ninguém. Logo, segue o jogo, como diria seu par com apito correndo pelos gramados do futebol.

Neste caso, quem é lesado pelo relacionamento amoroso entre um jogador de futebol e uma modelo? Que falta fará ao público saber se fulano transou com beltrana, num ato de mútua vontade?

Resposta: só sofrerão lesões graves, algumas até irreparáveis pelo resto da vida, Giggs e sua família, mulher e filhos.

Liberdade de expressão e moralidade rastaquera são a água e o vinho. Vinho envenenado, diga-se.

ABDIAS, ADEUS

Foi-se, aos 97 anos de idade, um grande, imenso, brasileiro: o poeta, ator, dançarino, músico, político e ativista pelas causas da negritude neste país, Abdias do Nascimento.

Ele, no Rio, e Solano Trindade, tão esquecido, em São Paulo foram dois pilares na luta pela igualdade de direitos e contra o ranço do racismo que grassava (ainda grassa) neste país negro, branco, mulato, mameluco e cafuz.

Foi de sua lavra o projeto de lei que instituiu o Dia da Consciência Negra no Brasil, substituindo o flácido Treze de Maio, que mais remetia aos tempos da escravidão do que os da liberdade total que ainda está por vir, embora tenhamos avançado muito, graças justamente a figuras como Abdias e Solano, o fundador do Embu das Artes, que está em vias de oficializar essa designação.

Tive poucos contatos com Abdias, que, num certo tempo foi contestado por algumas vertentes do movimento negro brasileiro mais radical. E o que me chamava sempre a atenção era seu porte imperial, algo entre o babalorixá baiano e o rei do Congo, e suas certezas inabaláveis quanto à condução do movimento negro no Brasil.

Talvez, depois de Patrocínio, na esfera legal dos brancos, Abdias tenha sido o negro mais importante da história do Brasil. Um Brasil que não sabe um tico de sua história, e, por isso mesmo, está sempre propenso a repetir pecados como se estes fossem originais.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES NA COPA DO BRASIL
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. O PEIXE DESTE SÉCULO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 22 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 00:02

ENFIM, O BRILHO DE RONALDINHO

Compartilhe: Twitter

O trem sem freio voltou aos trilhos e desembestou em Macaé, na estreia do Flamengo no Brasileirão, diante de um Avaí muito desfalcado, pois, de olho nas semifinais da Copa do Brasil: 4 a 0, com direito a lances que lembraram aquele Ronaldinho Gaúcho do nosso imaginário. Fez um golaço, deu uma assistência refinada para Diego Maurício fechar a goleada, além de outros tantos babados.

Era do que precisava o Flamengo, nesta quadra de sua vida, quando está no limiar entre fazer história, ou cair no lugar-comum.

INTER NO LUGAR-COMUM

Falando em lugar-comum, esse foi o traço básico do clássico na Vila, entre Santos e Inter, que terminou empatado por 1 a 1, gols de Keirrison, de pênalti, e Zé Roberto.

Isso vale, sobretudo, para o Inter, que foi à Vila sem d’Alessandro, é verdade, mas com praticamente toda a sua equipe titular para enfrentar os reservas do Santos, do técnico ao ponta-esquerda.

O Peixe, nessas condições, apelou para o formato com três zagueiros de área e dois volantes, o que lhe retirou força ofensiva, resumida às escaladas de Alex Sandro pela esquerda, em combinações com Thiago Alves e, depois, Richelly, estreante.

Assim, o Inter assumiu o controle do meio de campo, com Oscar movendo-se muito, mas não ousou um milímetro além do convencional, o que deu ao jogo um tom de equilíbrio inesperado nessas circunstâncias.

Pela cartilha do futebol, empatar fora de casa é bom resultado. Mas, este empate na Vila, para o Inter, foi péssimo negócio, pois, no jogo do Beira-Rio, terá de enfrentar aquele outro Santos, o de Neymar, Ganso e cia. bela.

BERNARDO É O NOME

Já Ceará e Vasco, ambos envolvidos nas semifinais da Copa do Brasil, bateram ficha no Presidente Vargas: reservas versus reservas.

Embora o Ceará equilibrasse as ações no primeiro tempo, e abrisse o placar já no segundo, acabou sucumbindo ao talento de Bernardo, autor de dois gols – um deles, coisa de cinema -, com Jefferson, em golaço, encerrar o placar que anima o Almirante nessa longa circunavegação pelo planeta bola em verde e amarelo.

FESTA DO MAGNATA

Por fim, no confronto dos dois Atléticos, deu o mineiro, embora desfalcado de vários titulares, machucados ou suspensos. Em compensação, pôde estrear Guilherme, ex-Cruzeiro, atacante de muitos recursos, mas, que não aguentou até o fim.

O Galo, porém, como vem ocorrendo nos últimos tempos, nem precisava tanto assim do jovem Guilherme, pois o velho Magnata lá estava em campo, celebrando dois dos três gols de seu time.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  2. RODADA COM AR NOSTÁLGICO
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 21 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:33

E COMEÇA A SARABANDA

Compartilhe: Twitter

Daqui a pouco, a turma já começa a entrar em campo de olho no título nacional. E é bom sempre lembrar que, nesse sistema de dois turnos e pontos corridos, cada jogo é decisivo, do primeiro ao último.

Mas, nosso calendário capenga impede que assim seja visto pelos clubes, sobretudo aqueles empenhados em outras frentes de batalha, tipo Libertadores e Copa do Brasil. Estes – Santos, Coritiba, Avaí, Vasco e Ceará – só vão poder encarar o Brasileirão pra valer mais adiante. Acrescente-se a isso, a janela do meio do ano e a disputa da Copa América, que, durante um mês desfalcará a nata dos jogadores que atuam por aqui.

O Santos, campeão paulista, por exemplo, deverá ficar sem seu trio de ouro – Elano, Neymar e Ganso – e já recebe neste sábado o poderoso Inter de Falcão, campeão gaúcho, com praticamente um time reserva, o que certamente cria um desequilíbrio nessa disputa.

Ceará e Vasco estão no mesmo barco da Copa do Brasil, e, se um deles leva vantagem nesta rodada inicial do Brasileirão, certamente, é o Ceará, que joga em casa, sob delirante torcida.

Já o Flamengo tem tudo a seu favor, no confronto com o Avaí, que vai a Macaé todo desfalcado: camisa, torcida, Ronaldinho Gaúcho, que, se não atingiu ainda o patamar técnico esperado, é sempre um craque, Thiago Neves, mais animado ainda pela convocação de Mano, e cia bela.

E, no embate dos dois Atléticos, o Galo é favorito diante do Furacão, não só pelo fator campo, mas, também, porque me parece mais bem acertado.

No domingo, Palmeiras e Botafogo fazem um clássico nacional em São José do Rio Preto, onde tudo pode acontecer. Principalmente, um empate tedioso, já que o Verdão, desfalcado de Valdívia e Lincoln, pouco pode oferecer além de uma defesa sólida, enquanto o Bota, como sempre, nos últimos tempos, aposta todas as fichas no ídolo Loco Abreu.

Jogo mais sugestivo se prenunciava o do Couto Pereira, onde o Coritiba, depois do espetacular início de temporada, insinua-se como uma das surpresas do Brasileirão, diante do Atlético GO, campeão goiano e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, o Coxa, pelo visto, também entrará em campo poupando vários titulares.

Grêmio e Corinthians, no Olímpico, está mais para o Tricolor, pois o Corinthians acaba de perder Dentinho e Bruno César, e ainda não conseguiu suprir essas ausências. O diabo é que o Grêmio também não conseguiu se reaprumar depois da fraca campanha na Libertadores.

No outro clássico nacional, o dos Tricolores carioca e paulista, o Flu, que quebrou todas as expectativas até aqui na temporada, recebe um São Paulo abalado por tantas trapalhadas de sua diretoria que culminaram com a péssima notícia da cirurgia em Luís Fabiano, que deixará a grande esperança do Morumbi no estaleiro, talvez, pelo campeonato inteiro.

E,mais:  ao liberar o lateral-esquerdo Júnior César para o Fla não só resolve um sério problema na Gávea, como fica sem alternativa para Juan, que, diga-se, ainda não conseguiu reproduzir no São Paulo suas magníficas atuações dos tempos bons do Rubro-Negro.

Por fim, a chance de mais dois mineiros estrearem com o pé direito no Brasileirão neste domingo: o belo time do Cruzeiro, campeão estadual, enfrentando o Figueira, em Floripa, e o redivivo América recebendo o tão festivo Bahia na Arena do Jacaré.

Mas, isso é só o preâmbulo do início. Até o final do torneio, muita água vai rolar, e é impossível prever quem levantará a taça, com tantas alterações previstas.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 17 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional | 13:59

O PEIXE DESTE SÉCULO

Compartilhe: Twitter

O Peixe mal teve tempo pra festejar a conquista do título paulista e já está com um pé no Pacaembu à espera do traiçoeiro Once Caldas e com os olhos postos nas semifinais da Libertadores. Mas, antes, terá de passar pelos colombianos, que, embora não sejam nenhum timaço, carregam na bagagem a fama de se dar melhor fora do que em casa.

Prova disso, a virada que aplicou no Cruzeiro, a melhor equipe da disputa até então, em plena Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Eis por que o técnico Muricy lamenta mais uma baixa importante – Jonathan, que ficará, por baixo, duas semanas de molho.

Não é mole, meu: o Santos vem  de decisão em decisão, nas duas frentes de batalha, há mais de mês, sem pré-temporada adequada, e com jogadores fundamentais voltando de longa inatividade, como Ganso, Arouca e Jonathan, entrando e saindo da enfermaria.

Mas, o Santos, nesta primeira década do século, tem sido tocado pelos fados. Basta lembrar que chegou a seis decisões e levantou cinco dessas taças. Isso, desde os idos de Robinho e Diego até estes dias de Ganso e Neymar.

E, o mais significativo: chegou a todas essas conquistas contrariando o vezo defensivo que permeia nosso futebol há duas décadas, por baixo. Chegou lá, colocando em campo o que os pragmáticos de plantão consideram coisa de museu – vencer jogando bonito, marcando muitos gols e dando espetáculo.

Por tudo isso – e não só porque o Santos é o único brasileiro ainda vivo na Libertadores – , vale a pena torcer para que siga em frente, até a glória final.


TRAPALHÕES DO MORUMBI

Há muitos anos não usava essa expressão para qualificar a direção do São Paulo, que, ao longo da história gloriosa desse clube, tem sido um modelo de administração sensata e eficiente, com esta ou aquela exceção.

Esta é uma das exceções que merece o resgate do título – Trapalhões do Morumbi.

Na sexta-feira, o presidente deu claros sinais de que Carpegiani estava fora. Na segunda, estava dentro de novo. O que houve entre um dia e outro?

Simples, o São Paulo fez as contas de quanto gastaria para pagar as multas rescisórias de Carpegiani e de Dorival Jr., por exemplo, um dos dois aventados para substituir o (ex) atual técnico, e voltou atrás. Teria de desembolsar um milhão para a rescisão do contrato de Carpegiani, e mais dois, pela de Dorival Jr. com o Galo. Ao mesmo tempo, Cuca ratificava, em Minas, seu desejo de permanecer no Cruzeiro. Logo…

Esse é apenas mais uma trapalhada das tantas que vêm marcando a atual gestão tricolor e que justificam o período de estiagem de títulos vivido pelo São Paulo nos dois últimos anos.

SEEDORF NO BOTA?

O Corinthians estava dando como praticamente certa a vinda de Seedorf, caso o holandês não renovasse seu contrato com o Milan, graças à interveniência de Ronaldo Fenômeno.

E, também, pelo fato de que Seedorf, casado com uma brasileira, fala português com fluência e adora passar uns tempos por aqui.

Eis, porém, que estoura na Internet a notícia de que dirigentes do Botafogo estiveram reunidos com Seedorf por cerca de quatro horas, neste fim de semana, o que abre a perspectiva de o holandês acabar mesmo em General Severiano.

Ou, simplesmente, assinar novo contrato com o Milan, que cultua seus velhinhos como nenhum outro clube do mundo.

ZAGALLO, PEPE E…

Zagallo e Pepe têm em comum muitas coisas. Ambos jogavam na mesma posição – a ponta-esquerda, hoje praticamente extinta no Brasil – e foram os bicampeões mundiais, em 58 e 62, além de jogar nos dois times que dominaram a cena do futebol à sua época, o Botafogo e o Santos..

Mas, diferenciavam-se nos estilos.

Zagallo, meia-esquerda de origem, era basicamente um jogador tático, aquele ponta que voltava para fechar espaços, e ajudava o lateral a combater os adversários que por ali circulassem, não se abstendo, porém, de ir à linha de fundo, sempre que possível.

Já Pepe era o Canhão da Vila, o aríete que partia com a bola colada à canhota em velocidade até chegar à zona de conclusão, quando disparava um foguete de meter medo a qualquer goleiro.

Contam-se muitas histórias de como Zagallo ganhou, através daqueles seus sortilégios onde o cabalístico número 13 cintilava com poderes sobrenaturais, a posição de titular da Seleção naquelas duas conquistas inesquecíveis.

E, por falar em sortilégios, enquanto os dois, sentados lado a lado no estúdio do Bem, Amigos, iam desfiando suas histórias e opiniões, vejo materializar-se atrás deles, a figura de um crioulo com um sorriso maroto nos lábios. Aponta para os dois e me dá uma piscada de olho malandra.

Logo reconheci a figura e entendi a mensagem silenciosa. Era o maranhense José Ribamar de Oliveira, mais conhecido como Canhoteiro, o Mago, que certamente estaria no lugar dos dois craques eternos, não fosse a atração irrefreável pela noite, que, às vésperas dos cortes finais para a Copa da Suécia, escapou da concentração e recebeu bilhete azul no dia seguinte.

Para os jovens que jamais ouviram falar de Canhoteiro, morto ainda jovem, recomendo o livro de impressões sobre ele escrito com primor pelo corintiano Renato Pompeu. E presto aqui meu testemunho pessoal e o de ninguém menos do que Mestre Zizinho, o mais completo jogador brasileiro de todos os tempos, para quem Canhoteiro era o Garrincha da esquerda, com um repertório de dribles e assistências ainda mais variado.

Naquela segunda metade dos anos 50, se você comprasse o ingresso de Arquibancada, no Pacaembu, tinha livre acesso à Geral e vice-versa. Então, eu e meu irmão Cyro comprávamos duas arquibancada e ficávamos à espera do toss. Se o São Paulo atacasse a Concha Acústica (hoje, Tobogã), corríamos para as gerais e, ali, colados ao alambrado, ficávamos nos maravilhando com seus prodígios a poucos metros de Canhoteiro. Indescritível o que esse cara fazia com aquela canhota mágica

Vá somando aí Denílson, Neymar e Ronaldinho Gaúcho e o amigo chegará perto do que fazia Canhoteiro, com aqueles calções gaiatos, arriados à altura das ancas, como um Cantinflas  (famoso cômico mexicano do cinema daqueles tempos) ou os manos de hoje em dia, a fazer estripulias nas defesas adversárias.

Não basta? Então, chamo um parceiro de adolescência, o hoje renomado ginecologista Dr. Nelson B. Cymbalista, na época, o Neca, inseparável vizinho na rua Maestro Elias Lobo, ali no Jardim Paulista.

Pois, nas tardes ociosas, Neca e eu íamos à pé até o Morumbi, que se resumia num gramado bem cuidado, com duas traves e cercado por cabanas de madeiras utilizados como vestiários para os jogadores e os trabalhadores que erguiam o gigante de concreto absurdo para aqueles tempos.

Pois, depois do treino coletivo do time, já de roupa social, Canhoteiro, para nosso encanto, jogava uma moeda no ar, aparava-a com aquele pé esquerdo ungido, produzia algumas embaixadas, até o toque final que enviava a moeda ao seu bolsinho de chaves na calça.

Acredite se quiser.

COPA DO BRASIL

Na Copa do Brasil, nesta quarta-feira, o Vasco é o grande favorito. Não só pela extraordinária recuperação que teve nos últimos tempos, mas, sobretudo, por jogar em São Januário, contra o Avaí. Mas, o time catarina, atenção!, está certinho nas mãos de Silas, e tem Marquinhos controlando o jogo no meio de campo.

Além do mais, vem embalado pela classificação espetacular diante do São Paulo, em Florianópolis.

Quanto ao outro jogo das semifinais da Copa do Brasil, a previsão fica mais nebulosa: o Coritiba vem cumprindo um semestre sensacional. Acumulou vinte e tantos jogos de vitória, antes de perder sua longa invencibilidade diante do Palmeiras, num jogo em que podia perder, pois metera 6 a 0 no adversário. Será que quebrou o encanto? Não sei.

Só sei que o Ceará, agora com seu artilheiro Marcelo Nicácio, de volta, depois de uma ida e vinda, é um time bem armado por Mancini, que derrubou o outro invicto brasileiro, nenhum outro senão o poderoso Flamengo.

É jogo pra mais de metro.

FESTAS ESTADUAIS

Esta segunda foi dia de festa para os estaduais que se encerraram no fim de semana, com a escolha dos melhores de cada um nas tais seleções dos respectivos campeonatos.

No Rio Grande, o Cruzeiro, time-surpresa do torneio, levou o maior número de prêmios. Assim como em Minas os Américas (TO e MG) tiveram um destaque especial. Por exemplo: Fábio Jr., o centroavante e artilheiro do campeonato. Mas, cá entre nós, mesmo sem ter visto o suficiente desse campeonato, Douglas não poderia ficar de fora desse time..

Sim, aquele mesmo Fábio Jr. que surgiu no Cruzeiro como um provável substituto de Ronaldinho Fenômeno, quando este partiu para a Holanda. Rodou mundo e nunca conseguiu comprovar essa expectativa. E, quando o julgávamos aposentado, balançando na rede da varanda das lembranças, ressurge fazendo gols adoidado e levando seu time ao pico da disputa do campeonato mineiro.

Em São Paulo, montaram uma seleção meio Mandrake. Chicão, por exemplo, não foi o melhor zagueiro central do campeonato. É um belo defensor, mas não jogou bem, neste certame.

Renatinho, meia-armador da Ponte, merecia um lugar nesse time. E Dagoberto, que cumpriu sua melhor performance nesta disputa, teria de estar ali no trio de ataque, no lugar de Kleber, que esteve um mísero degrau abaixo do tricolor, nas contas finais.

Por fim, no Rio, me estranha a presença de Ronaldinho Gaúcho na Seleção do Rio. Estranha mas não espanta. Afinal, o gauchinho marcou o gol da vitória na conquista  da Taça Guanabara, o primeiro turno do caricoa.

Como segundo atacante, talvez a vaga devesse ser de Eder Luís. Mas, nada reclamar, quando se trata de um craque do porte de Ronaldinho.

De qualquer forma, no geral, é isso aí.

O BIZARRO TEVEZ

Outro dia, o motorista da Sportv que veio me  buscar, perguntou-me o que queria dizer a palavra bizarro. E explicou: carregava daqui pra lá jovens repórteres que, a qualquer momento, repetiam essa palavra, fosse em referência a pessoas ou situações.

Bem, o Aurélio fala num cara elegante, bem posto etc, mas admite alguém fora do comum.

E, quando o motorista me fez a pergunta, veio-me à memória uma estampa da infância: o Supero-Homem Bizarro, a contrafacção do autêntico Super-Homem – um Super-Homem de rosto e uniforme retalhados.

Pois Tevez me lembra esse anti-herói dos quadrinhos: o rosto devastado pelas chamas de uma infância infeliz, o corpo atrofiado pela fome, e o talento único, soprado pelo destino que lhe foi antes tão cruel.

Nesta terça, meteu dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Stoke. Um, de alta classe, ao limpar dois beques e concluir fora do alcance do goleiro; outro, batendo falta no ângulo.

Isso é bizarro, embora tão natural.

Notas relacionadas:

  1. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
  2. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
  3. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional | 16:22

QUEDA TRICOLOR E RIVALDO

Compartilhe: Twitter

O Vasco passou, mas o São Paulo ficou pelos descaminhos da Copa do Brasil, o atalho para a Libertadores, portanto, mais valiosa do que os estaduais que pipocaram por aí neste primeiro semestre do ano.

O Vasco chegou às semifinais do torneio com dois empates diante do Furacão – 2 a 2, lá, e 1 a 1, em São Januário. Mas, que dois empates! Sobretudo o desta noite de quinta, quando a bola zuniu nas duas áreas com o som de alarme ligado a todo volume.

O Atlético saiu na frente, mas logo o Vasco empatou, com Elton, e segue em frente.

Já o São Paulo, que desembarcou em Florianópolis com o 1 a 0 do Morumbi sob o braço, levou uma virada histórica do Avaí, que dominou praticamente todo o primeiro tempo, quando tomou o gol de Casemiro, mas, reagiu com William e Bruno.

E, em 30 segundos da etapa final, Marquinhos Gabriel atingiu o placar que classificaria o Avaí.

Ao fim do jogo, enquanto a galera azul celebrava a conquista, Rivaldo metia a boca em Carpegiani, na rádio Globo, dizendo-se humilhado pela reserva tão completa que não teve vez nem nas três substituições promovidas pelo treinador tricolor.

Substituições, por sinal, confusas. Precisando de apenas um gol, no segundo tempo, voltou com Marlos no lugar de Fernandinho,  machucado, para tentar equilibrar a luta pelo meio de campo, vencida pelos avaianos na etapa primeira.

Marlos, porém, entrara no lugar de Fernandinho para fechar pelo meio. Assim, perdeu de vez qualquer profundidade pela esquerda, já que Juan raramente tem ido à linha de fundo.

Só depois Carpegiani sacou o inútil terceiro zagueiro, para a entrada do atacante Henrique. Por fim, retirou o mesmo Marlos e pôs em seu lugar outro atacante, o menino William José. Não sem antes ter levado Wellington à beira do campo, pronto para entrar em campo, abortando, de repente, essa substituição.

O sonho da Libertadores, agora, se limita a obter uma vaga no Brasileirão que aí vem.

Charge com técnicos de Avaí e São Paulo (Milton Trajano)

REFAZENDO O MENGO

O  Flamengo ganhou os dois turnos do Campeonato Carioca, manteve uma série invicta considerável nesta temporada, além de apresentar dois jogadores de alto nível, como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Mas, perdeu para o Ceará ( excelente time, porém nada excepcional) a invencibilidade e a vaga às semifinais da Copa do Brasil, atalho para a Libertadores, sonho de consumo na Gávea, claro.

Thiago Neves tem respondido à expectativa que dele se fazia. Ronaldinho, não. Isso porque se esperava muito mais de Ronaldinho do que de Thiago, pela imensa diferença e potencial técnico de um em relação ao outro.

O Mengão, todavia, não pode ficar refém de expectativas. Precisa montar um time real, capaz de oferecer às suas duas mais cintilantes estrelas base para alcançar o nível adequado às exigências de sua camisa e da torcida.

Por exemplo: um zagueiro, um lateral-esquerdo e um centroavante de alto porte, pelo menos, já que o entorno quebra um belo galho.

Fala-se, para a lateral-esquerda. em Júnior César, na reserva de Juan – que o Flamengo jamais deveria ter permitido sair da Gávea. Aliás, só é reserva porque andou muito tempo se recuperando de grave lesão e, quando voltou, esbarrou na presença de Juan, cria da casa e recém-contratado pelo São Paulo. Boa pedida

Lá mesmo no Morumbi, há uma solução para a zaga central: Alex Pirulito, que vive reclamando da inoperância da diretoria tricolor em resolver seu caso definitivamente.

Quanto ao atacante de escol… bem, aí, já não me arrisco, pois não vejo na praça nenhum que chegaria à Gávea, agora, com porte e técnica para assegurar uma perforrmance esperada.

Quem sabe, com o andamento dos jogos, Wanderlei venha a ser o cara. Mas, é preciso testá-lo até o seu limite. Não adianta o sujeito entrar e sair do time, jogo após jogo. É fundamental dar-lhe uma sequência de cinco ou seis partidas, pelo menos.

BUSQUETS PISOU NA BOLA

Busquets talvez seja o mais elegante e eficiente volante do futebol do planeta. E, quando digo volante, é no estilo da formação do Barça – nada de dois, um só, como mandam as regras da arte.

Mas, Busquets é, reconhecidamente, um encrenqueiro em campo. Provoca os adversários, com chistes e ofensas, e alguns pontapés, nada além da conta, neste quesito.

O fato é que o Real enviou uma reclamação à Uefa, segundo a qual Busquets excedeu-se, ao chamar o nosso Marcelo de macaco, no último clássico espanhol. A punição pode chegar a cinco jogos de suspensão, o que tiraria Busquets da final da Liga dos Campeões contra o Manchester.

Justíssima pena, caso seja comprovada a denúncia, que é pra essa gringalhada tomar ciência dos tempos atuais, onde o racismo e o preconceito não têm lugar.

A VERDADE DE ROBINHO

Robinho não tem sido, ultimamente, aquele malabarista de outros tempos, o rei das pedaladas e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, pense o amigo comigo. O bicho foi fundamental nas conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil, no primeiro semestre do ano passado, pelo Santos. Transferiu-se para o Milan no início da temporada europeia e acaba de levantar a taça italiana como um dos três artilheiros da equipe, ao lado de Pato e de Ibra,.

Resumindo, em um ano e meio. Robinho foi campeão paulista, ajudou o Santos a chegar na Libertadores e vestiu a faixa de campeão italiano. É pouco? Vasculhe por aí, atrás de quem tenha tenha conquistado tudo isso em tão pouco tempo.

Notas relacionadas:

  1. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
  2. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
  3. A VOLTA DE RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 11 de maio de 2011 Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores | 17:34

PEIXE, ALÉM DAS ADVERSIDADES

Compartilhe: Twitter

Diante de todas as adversidades que o Santos teve de enfrentar, a vitória por 1 a 0 sobre o Once Caldas, em Manizales valeu por uma goleada. Sobretudo, porque o Peixe, a maior parte do tempo, pôs a bola no chão, envolveu o adversário, correu poucos riscos, a não ser aquela pressãozinha de final de jogo, natural nessas circunstâncias, e até poderia ter ampliado o placar em dois lances, pelo menos.

Falo, claro, daquela chegada de Alan Patrick diante do goleiro e da cobrança de falta por Elano que se chocou com a trave.

Quanto ao gol marcado, mais uma vez nasceu da clarividência de Neymar, que percebeu a entrada pela esquerda de Alan Patrick e serviu-lhe de colher para o substituto de Ganso mandar a bola às redes colombianas.

O mesmo Neymar, que, apesar do evidente cansaço, protagonizou os lances mais inventivos, quando não hilariantes, da partida, além de ter dado a assistência para o gol e provocado a expulsão de Calle, o que, óbvio, facilitou as coisas para o Santos.

A propósito, aliás, vale dar os parabéns ao técnico Muricy, que, além de armar bem seu time, principalmente, o sistema defensivo, só foi apelar para o terceiro zagueiro já lá perto dos acréscimos, quando Elano arriara de vez.

Agora, resta reunir as tais forças extras para decidir o Paulistão na Vila com o Corinthians e pegar, em seguida, o Once Caldas, no jogo da volta, reavivando na memória a trágica noite de quarta do Cruzeiro, frente ao mesmo time.

Depois, se tudo der certo, aí, sim, celebrar, e juntar os cacos para o que der e vier..

A CARROÇA E O BONDE

A Carroça sem Freio abalroou o Bonde sem Freio, acreditem!, e tirou o técnico Luxemburgo dos trilhos, que saiu atirando sobre o juiz e o chefe da arbitragem da CBF.

E olhe que o Flamengo teve a classificação às semifinais da Copa do Brasil a seus pés até a metade do primeiro tempo, quando disparou 2 a 0, ambos de Thiago Neves (o primeiro, um primor de técnica e reflexos).

Momentos em que Ronaldinho Gaúcho, o R-10, produziu seu melhor futebol desde que desembarcou na Gávea. Dentre eles, o passe pelo alto para Thiago Neves marcar o primeiro gol.

Mas, aos poucos, sobretudo depois da entrada de Osvaldo no lugar de Vicente, o Ceará reagiu, sob o comando do veteraníssimo Geraldo, o G-10 do Ceará – um canhoto prodigioso que até hoje não sei por que nunca foi contratado por um dos grandes do Rio, de Minas, do Rio Grande ou de São Paulo.

E, via Washington, aquele mesmo ex-Palmeiras e tantos outros clubes, empatou o jogo, placar suficiente para seguir adiante na Copa do Brasil.

A propósito das extremadas reclamações do técnico Luxemburgo e dos jogadores flamenguistas, quero dizer que não vi irregularidade nenhuma no segundo gol do Ceará, tampouco questiono a expulsão de Angelim, pelo segundo cartão amarelo que avermelhou o defensor rubro-negro.

Foi, de qualquer forma, um jogo disputado no fio da navalha, que poderia ter sido vencido por um dos dois sem causar espanto algum. Mas, o mais comovente foi realmente a participação da torcida do Ceará – um show de empolgação e alegria.

QUEDA DO ULTIMO INVICTO

Claro, não se podia esperar que o Palmeiras conseguisse, no mínimo, alcançar o mesmo placar bizarro obtido pelo Coritiba no Paraná. Mas, jogando no Pacaembu, ainda que pleno apenas de protestos das tais torcidas uniformizadas, bem que o Palmeiras poderia fazer o que fez – vencer o Coxa, por 2 a 0, quebrando a histórica sequência de vitórias dos paranaenses.

Foi na base de muito empenho e pouca técnica, mas foi. Não compensa, nem consola, mas, pelo menos, ameniza.

Pior para o Palmeiras não é a lembrança da goleada passada, mas do nebuloso futuro em relação ao sagrado Jardim Suspenso em ruínas.

Não é crível que cartolas de um clube que já foi exemplo de administração num passado remoto e empreiteiros de renome cheguem a esse extremo: derrubar um estádio, com o objetivo  de construir outro em seu lugar, e, por falta de entendimento entre as partes, o que deveria estar definido, tim-tim por tim-tim antes da primeira marretada, no papel e nas mentes dos dois contratantes, tudo estanca e o futuro fica pendurado no ar.

Um absurdo jamais visto em lugar nenhum.

BARÇA, TU É O MAIÓ!*

De nada valeu o Real golear o Getafe na véspera, a não ser impulsionar Cristiano Ronaldo para a liderança da tabela dos artilheiros, com seus quatro gols no jogo.

Pois, o Barça sacramentou o título espanhol, o terceiro em seguida, diga-se, com o empate por 1 a 1 contra o Levante. Empate, aliás, fruto de duas ciladas do destino: a falha de Piqué, o impecável Piqué, no gol de Caicedo, do Levante, e aquela bola no poste de Messi, que, depois de driblar quatro adversários, tocou no canto, por baixo do goleiro.

Seria o gol mais emblemático, a coroar a conquista do melhor time do mundo nos pés do melhor jogador do mundo, em jogada que ele reproduziu à exaustão ao longo de toda a temporada.

Como emblemático foi o gol do Barça, o passe pelo alto de Xavi, o centro nervoso dessa maravilhosa equipe, para o cabeceio de Keita. Esse Xavi que passa meses sem errar um passe, justamente o mais fundamental requisito de jogo da bola.

Aliás, a troca de passe, um-dois, sincronizado, hipnótico, de uma constância inalterada, seja em casa ou no campo inimigo, em qualquer competição, é o atributo mágico desse campeão histórico, pois, inscreve-se já na galeria dos maiores times de todos os tempos.

Veja só o amigo. O Barça jogava por um empate para levantar a taça, contra o pequeno Levante, mas no campo adversário, acossado pela aproximação do maior rival, o Real. Contudo, em nenhum momento da partida, recuou suas linhas, para jogar pelo resultado. Nem quando abriu o placar, nem quando tomou o gol de empate.

Só no finalzinho do jogo, ficou ali na sua intermediária trocando passes, mesmo porque o Levante não esboçava o menor interesse em mudar o cenário já estabelecido, com medo de levar o gol de desempate.

De resto, postou-se, como sempre, lá na frente, naquele toque-toque proverbial, em busca da brecha perfeita para tentar a conclusão. Apelar? Jamais! Basta isto: já lá pelos 23 minutos do segundo tempo, jogo empatado, sabe quantas faltas o Barça havia cometido? Três. Isso mesmo, três faltas num jogo decisivo e no campo do oponente.

Ah, sim, e com Mascherano no time, meu!

Se vai exorcizar os Diabos Vermelhos, no sagrado templo de Wembley, não sei, pois o Manchester United é outro departamento. Mas, que merece, ah, disso não tenho a menor dúvida.

*Esse era o bordão do saudoso Brandão Filho no popularíssimo humorístico do rádio e da tv dos anos 50/60, Balança, Mas, nao Cai. No Rio, era Mngo, tu é o maió! Em São Paulo: Curintia, tu é o maió!

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, TIMÃO E FLA
  2. A LONGA JORNADA DO PEIXE
  3. PEIXE, UFA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de maio de 2011 Clubes brasileiros | 12:18

RECEITA PARA ESTRESSE: RETRANCA

Compartilhe: Twitter

O Santos chegou a Manizales esbodegado, com dois dos principais jogadores do time, Elano e Neymar, dando claros sinais de mal-estar, pois, além da longa viagem de avião e mais duas horas de ônibus numa estradinha de matar, há a questão da altitude. Some-se a isso, a minimaratona de decisões vividas pelo Peixe nas últimas semanas, e o amigo pode tirar suas conclusões.

A minha é óbvia: o Peixe, de DNA ofensivo e tal e cousa e lousa e maripousa, vai plantar-se na maior retranca nesse jogo de ida com o Once Caldas.

Resumindo: vai ser um sufoco maior do que a vivida em Querétaro, na semana passada.

TRUQUE RUBRO-NEGRO

Neymar deu sinais de cansaço no domingo: o quanto correrá na Colômbia? (AE)

O Ceará recebe o Flamengo em festa. Afinal, depois de quebrar a invencibilidade do Rubro-Negro em pleno Engenhão, pela Copa do Brasil, meteu uma goleada no Guarani e levantou a taça estadual.

Mas, o Mengo vai a Fortaleza cheio de truques. O principal deles é o de tentar um gol logo de cara, para reduzir a vantagem do adversário e desestabilizá-lo. Boa ideia, se a coisa for devidamente treinada.

A propósito, não entendo por que esse não seja um treinamento corriqueiro em todos os times. Refiro-me àquela trama vertiginosa na saída de bola no início da partida e do segundo tempo. Ou, mesmo, depois de gols tomados.

Lembro que o folclórico e saudoso técnico argentino Filpo Nuñes gostava de afiar a Academia do Palmeiras nesse expediente. E chegou a bater recorde na época, com gol de 9 segundos, marcado por Gildo em lançamento de Djalma Santos. Três toques, gol: Pim-Pam-Pum, como gostava de repetir o malandro de camisa de seda.

São coisas que não entendo no futebol. Por exemplo: por que não se treina a cobrança de lateral com medicine-ball ou sei lá que apetrecho mais moderno exista para fortalecer a musculatura dos braços do cobrador habitual? O lateral, tão desprezado, em geral, é um lance precioso, pois, ao ser cobrado com as mãos tem mais precisão, e está isento da lei do impedimento.

Mas, voltando à vaca fria, o Flamengo terá de tirar muitos truques da cartola para se recuperar diante desse Ceará que de bobo não tem nada.

MISSÃO IMPOSSÍVEL

O Palmeiras vai a Curitiba atrás de uma miragem: meter sete a zero no Coritiba ou, no mínimo, seis, para ir aos pênaltis.

Na verdade, não seria uma impossibilidade se esse Palmeiras tivesse a força daquele dos tempos da Parmalat, que disputou com o Grêmio de Felipão uma decisão, não lembro de que torneio. No Olímpico, o Palmeiras levou de seis, se não engano, e, em São Paulo, também fez seis, mas tomou um e perdeu a vaga para o Grêmio.

Não é a situação atual, claro.

Contudo, não descarto uma vitória protocolar do Palmeiras, embora o Coxa tenha um objetivo extra nesse jogo já decidido: ampliar o recorde incrível de vitórias consecutivas – ou, na pior hipóteses, manter a singular invencibilidade nesta temporada.

FERNANDÃO PARTE

A questão, na verdade é saber se Fernandão, que parte hoje do Morumbi, realmente lá chegou. Desde que foi contratado, passou mais tempo na enfermaria do que no campo. E, nas poucas vezes em que jogou, teve desempenhos oscilantes.

Moço instruído, do bem, Fernandão foi um excelente jogador, seja como centroavante, no início de carreira no Goiás, seja como meia ofensivo. O problema é que, nos últimos anos, não conseguiu resgatar aquele futebol que até o levou para a Seleção, nem no Goiás, na sua última passagem, nem agora no São Paulo.

Além do mais, seu salário pesava um bocado na folha de pagamento do São Paulo.

Notas relacionadas:

  1. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
  2. UM ATAQUE DE ARRASAR PARA O FLA
  3. GANSO E O ESTRESSE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última