Carioca | Blog do Alberto Helena Jr.

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domingo, 22 de abril de 2012 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 18:59

FLA E TIMÃO, NAÇÕES EM TRANSE

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As duas maiores nações do Brasil do futebol estão em transe neste fim de domingo.

No Rio, o Flamengo levou de 3 a 2 do Vasco e perdeu a última chance de conquistar qualquer título neste primeiro e desastroso semestre, num jogo em que o veterano e talentoso Felipe deu as cartas e jogou de mão. Entre outras coisas, deu o chute que seu xará rebateu nos pés de Eder Luís, no primeiro gol, e marcou os outros dois – um tiro certeiro de fora da área e uma cobrança de pênalti.

Já o Mengo viveu apenas da expectativa de Vagner Love, que marcou o primeiro (o segundo, um belo tiro de Kleberson de média distância), e se mexeu lá na frente o tempo todo.

Moral da história: enquanto o Vasco parte pra cima do Botafogo em busca do título da Taça Rio, o Flamengo mergulha ainda mais fundo na crise que aponta seu dedo acusador para Joel e Ronaldinho Gaúcho, que, mais uma vez, não fez a tal diferença.

Em São Paulo, o Corinthians, primeirão em tudo, invicto há doze jogos e tal e cousa e lousa e maripousa, caiu da Ponte, por 3 a 2, e, quando reemergir será para assistir de longe as semifinais do Paulistão.

Mas, se há espaço de sobra para a decepção no Parque, não há nenhuma razão mais forte para crise alguma. Afinal, se a Ponte foi melhor no primeiro tempo, quando fez 2 a 0 (no primeiro gol, em tiro longo, forte e rasteiro no canto, falha do goleiro Júlio César, que falharia também na saída da meta, no terceiro, de Pimpão), o Corinthians lutou e quase chegou ao empate que levaria a decisão aos pênaltis.

FAVORITOS SEM SUSTOS

Santos e Inter, por seu lado, nem foram surpreendidos, nem passaram sequer pelos sustos habituais em jogos decisivos como os que feriram nesta tarde de domingo, contra Mogi e Veranópolis.

O Inter já saltou para a final da Taça Farroupilha, em mais um Gre-Nal de arrepiar, ao golear o Veranópolis, com um pé nas costas: 4 a 0, na volta auspiciosa de Dagoberto à equipe.

E o Santos, depois de passar pelo Mogi por 2 a 0, em mais uma tarde de Neymar, que deu passe magistral para Maranhã abrir a contagem, e selar o placar com um golaço, em que passou por dois e tocou no canto, pegará nas semifinais do Paulistão, nada menos que o São Paulo – o encontro de dois ataques arrasadores.

PELAS OROPAS

Na Espanha, o Barça já jogou a toalha, ao perder para o Real, que já está com o pano de lustrar a taça na mão. Na Alemanha, o Dortmund já deu a volta olímpica do bi, ao vencer outro dia o Bayern e completar a missão no sábado diante do M’Gladbach.

Mas, na Inglaterra, a disputa pelo título pegou fogo neste domingo, com o insólito empate do United e a vitória do City, às vésperas do encontro decisivo entre ambos na outra segunda-feira.

Empate insólito porque os Diabos Vermelhos venciam por 4 a 2, de virada, dominavam o jogo, e, logo depois de Evra meter de cabeça uma bola na trave do Everton, em menos de dois minutos, já no finzinho, tomou os dois gols que recolocaram o City no páreo.

Já o City, em novo show de Tevez, meteu 2 a 0 no Wolverhampton, gols de Aguero e Nasri, e ficou a uma vitória do United, seu próximo adversário. E, cá entre nós, apesar do carisma eterno do United, hoje em dia, o City é mais time, sobretudo porque melhor e maior elenco.

Mas…

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, TIMÃO E FLA
  2. TIMÃO, INTER, MENGÃO E TRICOLOR
  3. TIMÃO E TRICOLOR, IGUAIS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 21 de abril de 2012 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Sem categoria | 18:06

SÁBADO DE GOLEADAS

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São Paulo e Botafogo ganharam seus respectivos jogos decisivos marcando quatro gols cada, enquanto o Grêmio foi à final do Gauchão batendo o Universidade apenas por 1 a 0.

Mas, a verdade é que o Tricolor gaúcho merecia, por baixo, ter alcançado o mesmo placar de seus pares paulista e carioca, pois perdeu um caminhão de chances em jogo que esteve sempre sob seu domínio.

Assim como também é verdade que os 4 a 1 do São Paulo sobre o Bragantino, pelas quartas de final do Paulistão não refletem a superioridade do Tricolor paulista, que, além de oportunidades desperdiçadas, meteu duas bolas nas traves adversárias e ainda perdeu um pênalti, com Luís Fabiano, autor de dois gols de sua equipe, diga-se.

Aliás, fato similar ao que aconteceu com Loco Abreu, que fez três na vitória por 4 a 2 diante do Bangu e desperdiçou um pênalti também, o sexto dos últimos sete cobrados pelo artilheiro uruguaio.

De qualquer forma, tanto o Loco quanto o Fabuloso, saíram de campo sob aplausos da torcida. Mesmo porque o goleador tricolor completou nesse jogo onze tentos marcados em onze partidas disputadas nesta temporada.

Mas, aqui quero bater palmas para os treinadores das duas equipes – Leão e Osvaldo Oliveira, que, em jogos tão delicados, não frearam suas equipes, colocando em campo formações claramente ofensivas.

E os frutos foram colhidos nas redes inimigas – um balaio de gols.

DOMINGO DE FAVORITOS

O domingo será um festival de decisões e clássicos, em que apenas dois são absolutamente imprevisíveis: Vasco x Flamengo, pelas semifinais da Taça Rio, e Atletiba, que pode praticamente definir o campeonato paranaense, caso o Coxa vença.

São dois jogos que não permitem a indicação de um favorito, seja pela equivalência de força técnica, seja pela tradição dos clubes em questão.

A vantagem que o Vasco leva sobre o Flamengo é certa tranquilidade advinda do fato de estar firme na Libertadores, sempre um respaldo na eventualidade de nem chegar à disputa direta pelo título carioca.

O Flamengo, ao contrário: justamente por ter caído fora na fase de grupos do torneio continental e ter perdido a Taça Guanabara para o Fluminense, periga encerrar o semestre sem nenhuma conquista e com baixa expectativa para o Brasileirão, apesar de seu elenco milionário, onde os garotos é que se destacam, ao lado de Vagner Love.

Tudo isso envelopado por uma daquelas crises sem fim, às vésperas das eleições no clube e outros bichos.

Sucede que esses clubes de massa, justamente nessas circunstâncias, é que costumam dar a volta por cima. Portanto…

Já o Coritiba, que lidera o segundo turno do paranaense, a exemplo do que fizera no primeiro, se vencer o eterno rival, praticamente selará a disputa estadual. Por isso, é de se esperar um Atlético ensandecido atrás da vitória, mesmo sendo o jogo no Couto Pereira. Vai sair faísca.

Outro clássico, redivivo como tal nos dois últimos anos, pode entrar nessa lista.

Falo, claro, de América MG e Cruzeiro, que vem embalado pela virada sobre o Chapecoense na Copa do Brasil. Sei não, mas acho que a maré está mais pra azul do que pra verde, embora as praias de Minas estejam lá do outro lado da fronteira com o Espírito Santo.

Na outra perna, o Galo está de crista alta. Sucede que o Tupi também vem tinindo. E o jogo é em Juiz de Fora. Mesmo assim, deve dar carijó.

Quanto à rodada mortal das semifinais paulistas, apenas Guarani x Palmeiras sugere uma quebra de escrita dos grandes.

O Guarani vem em franca recuperação, depois das recentes humilhações, joga no Brinco de Ouro da Princesa e pega um Palmeiras abalado pelos últimos maus resultados, em que até o sempre badalado Felipão está na boca das tradicionais cornetas do Parque.

Trata-se, porém, de mera sugestão, nada mais do que isso.

Corinthians e Santos, porém, vão além das probabilidades, diante de Ponte e Mogi, respectivamente. Têm time e camisa, além de atravessarem excelente fase. Mas, jogo é jogo.

O mesmo vale para Inter e Veranópolis, pelas semifinais do Gauchão: a bola gira, gira e acaba sempre caindo no vermelho.

ENFIM, REAL

O cenário e o roteiro desse clássico planetário foram os mesmos dos últimos, sei lá, dez jogos entre Barcelona e Real Madrid: os catalães pressionando o jogo todo  e os madridistas se defendendo. Só o desfecho foi diferente: 2 a 1 para o Real, que, até então, havia vencido apenas um desses confrontos históricos.

O gol de Khedira logo aos 17  do primeiro tempo foi determinante para que o Real pudesse resistir lá atrás com mais ciência e calma do que o fez das vezes anteriores.
A isso, soma-se a fase de baixa de dois jogadores essenciais do Barça – o cerebral Xavi  e o imprevisível Messi – que, mais uma vez, não renderam o que sabem, seja pela precisa marcação dos merengues (em especial, Khedira e Xabi Alonso), seja porque estejam esgotados, seja porque simplesmente tiveram uma queda normal de rendimento, depois de tantas exibições portentosas de ambos.

Mesmo assim, Xavi teve uma oportunidade de ouro para empatar ainda no primeiro tempo, em passe de Messi, assim como Tello desperdiçou outras duas já no segundo tempo, quando Sanchez fez o seu.

O Barça, porém, não teve nem tempo de comemorar, pois Cristiano Ronaldo, até então apagado na partida, foi lá e decretou a vitória merengue.

A vitória de um ataque arrasador, que nesse mesmo clássico vibrante, alcançou a marca de maior artilharia dos campeonatos espanhóis em todos os tempos, com 109 gols. Um feito que Madri celebra em dobro esta noite de muita sangria e puchero.

Notas relacionadas:

  1. GAÚCHOS, DE GALOPE
  2. LIBERTADORES, GOLEADAS E…
  3. VERDÃO E O SÁBADO DE GOLEADAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 25 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 17:01

CLÁSSICOS DECISIVOS

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Dos quatro semifinalistas do Paulistão, Palmeiras e Corinthians, que se enfrentam domingo, são os mais folgados nesta semana decisiva do calendário brasileiro.

O Timão, posto fora de combate na Libertadores logo de saída, pelo Tolima de trágica lembrança para a Fiel, é o que vem se aproveitando disso nessa disputa de único front. Os demais se dividem entre o Paulistão e Copa do Brasil ou Libertadores.

Não é nada, não é nada, mas pode fazer a grande diferença, no fim das contas, num futebol onde o vigor físico se equivale, quando não supera, o poder técnico das equipes.

Sucede que a Copa do Brasil reservou ao Palmeiras um refresco, justamente nesta semana. Portanto, é de se esperar que ambos entrem em campo tinindo.

Nesse aspecto, São Paulo e Santos, que se pegam no sábado, são os que dão sinais de desgaste maior.

O menino Lucas, joia da coroa tricolor, já ficou de fora do embate com a Lusa, e, muito provavelmente deve ser poupado também no jogo do meio de semana pela Copa do Brasil, contra o Goiás. E um certo friozinho percorre a espinha do CT da Barra Funda, aquele temor de que, com Lucas, se inicie um ciclo de lesões e estresses.

Já, no Santos, o veterano Elano, há alguns jogos não vem reproduzindo aquele futebol excelente que o colocou no topo da tabela de artilheiros do campeonato, embora todos saibamos que essa não é exatamente sua praia. Mas, vinha jogando tanto, que se esparramou até nesse pedaço.

E o Peixe terá uma pedreira pela Libertadores: o América do México, um dos mais fortes concorrentes ao título continental. Menos mal que este jogo será disputado no Pacaembu. Mas, em Libertadores, jogo em casa, é de lei, tem de ser vencido. Portanto, o Santos será obrigado a gastar todas as energias nessa partida, a três dias da decisão com o Tricolor.

Quanto à questão técnica, é inegável que, dos quatro, o São Paulo tem as melhores alternativas de banco para enfrentar situações como essa. E o Palmeiras é o que mais pena nesse aspecto, embora, com todos os titulares, seja o mais coeso de todos.

O Corinthians, com as voltas de Dentinho e Jorge Henrique, mais a ascensão anímica de William, autor do golaço da vitória sobre o Oeste, oferecem a Tite opções interessantes, sem falar no pé de anjo de Liedson.

Quanto ao Santos, a volta de Felipe Anderson da seleção de base a que servia foi saudada por Muricy, pois o menino, mesmo na reserva, sabe jogar e pode vir a ser uma boa alternativa.

Mas, na Vila, o que prevalece mesmo – e distingue o Peixe dos demais – é a categoria extra de Neymar e de Ganso, que, mesmo em fase de recuperação da longa ausência dos gramados, sabe das coisas como poucos.

É esperar pra ver no que tudo isso vai dar, pois num jogo só, sob o peso da tradição de dois clássicos, o Conselheiro Acácio sempre terá razão.

FLA-VASCO

É a mais feroz rivalidade do futebol carioca, embora pouco estimulada nos últimos tempos de vacas magras do Almirante. Mas, que ressurge agora com a ascensão do Vascão diante do invicto Flamengo de Thiago Neves, Ronaldinho… Ops, Ronaldinho, não sei, pois o craque rubro-negro, que já não participou do último jogo, com dores no joelho, pode ficar de fora também desse confronto vital.

De qualquer forma, com Ronaldinho ou sem Ronaldinho, o Flamengo vem acumulando uma série expressiva de jogos invictos, já levantou a Taça Guanabara – portanto, se passar pelo Vasco, celebra mais um título estadual -, e tem camisa e torcida, claro, para se impor mais uma vez.

Mas, não vem jogando bem, essa é a verdade. Ou melhor: não vem jogando aquele futebol que se esperava desse elenco estrelado. Tem sido, contudo, eficiente.

Já o Vasco cresceu com a chegada de Ricardo Gomes, as contratações de Bernardo, Alecassandro etc., além da recuperação de Felipe, hoje, esmerilhando na armação de jogadas do seu time.

Vasco e Fla têm cada um seu obstáculo na Copa do Brasil antes do confronto direto pelas semifinais da Taça Rio. Obstáculo mais difícil para o Flamengo, que irá ao Ceará enfrentar o Horizonte, aquele mesmo time que lhe deu calor no jogo do Engenhão.

Uma eventual desclassificação na Copa do Brasil agora poderia se refletir negativamente no clássico do domingo.

Já o Vasco recebe o Náutico em São Januário, no meio de semana, pela Copa do Brasil, time que o Almirante bateu por 3 a 0, no Recife, no jogo de ida. Embora tradicionalíssimo clube brasileiro, campeão da Taça Brasil em tempos remotos, convenhamos, o Náutico não deverá se opor ao Vasco com tanta resistência.

Contudo, o que vale pra Chico vale pra Francisco: caso o Vasco seja surpreendido pelo Timbu, o reflexo poderá ser ainda mais dramático na semifinal da Taça Guanabara.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO DE CLÁSSICOS
  2. CLÁSSICOS DE ARREPIAR
  3. INSÓLITO GRENAL E OUTROS CLÁSSICOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Seleção Brasileira | 16:13

NENÊ? E POR QUE NÃO?

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Parece até transmimento de pensação, como dizia o caipira. Pois, outro dia, estava vendo um jogo do PSG, em que o grande destaque foi o meia Nenê, e me veio à cabeça a possibilidade de o ex-craque do Palmeiras e do Santos merecer uma chamada de Mano.

Claro que não há nada de esotérico nisso. Afinal, creio haver uma sintonia fina entre a minha maneira de ver o futebol e a do técnico brasileiro, que tenta resgatar nosso estilo verdadeiro de jogar bola na Seleção, tão vilipendiado nos últimos tempos.

Eis, pois, que leio na Internet declaração do treinador, segundo a qual está de olho em Nenê, abrindo até a perspectiva de chamá-lo dias desses. Canhoto, hábil, solidário, e agora até goleador, Nenê não é nenhum super craque, mas pode, sim, vir a ser útil, sobretudo com sua experiência internacional, nessa fase de transição da equipe brasileira.

Cariocão

O Fluminense, que acaba de apresentar mais dois reforços – o volante-zagueiro Edinho e o atacante Araújo, revelado pelo Goiás anos atrás -, estreia no Cariocão ainda sem Conca e Emerson, mas com Souza e Deco armando as jogadas para Tartá e Fred.

Sugestiva formação, diga-se, para pegar o Bangu no Engenhão.

Claro que o campeão brasileiro não estará cintilando desde já, assim como todos os outros grandes do Brasil, que tiveram sua pré-temporada capada pela imediata disputa dos estaduais.

Mas, é de se esperar coisa de meia hora de bom futebol do Flu, pelo menos.

Já o Botafogo, que recebe o Duque de Caxias, na rodada dupla do Engenhão, ainda não poderá contar com seus novos reforços – Rodrigo Mancha, volante, ex-Santos; o meia-atacante Everton e o uruguaio Arévalo “Cacha” Rios, contratado para substituir Leandro Guerreiro.

O esquema é praticamente o mesmo do Brasileirão, com três zagueiros de ofício, e as estrelas solitárias do Botafogo continuam sendo o técnico Joel e o centroavante Loco Abreu.

Vejamos no que vai dar.

Paulistão

O campeão paulista, ainda desfalcado de uma batelada de titulares, recebe o Mirassol, no Pacaembu, com duas novidades de escol: Jonathan, ex-Cruzeiro, e Elano, na sua reestreia no clube da Vila.

Na sua estreia no Paulistão, o Santos não brilhou, mas goleou, e a manutenção da base vitoriosa sempre dá um novo estímulo.

Já São Paulo e Corinthians não golearam na rodada de abertura, mas venceram seus jogos, o que também serve para animar a tropa.

O Tricolor tem a vantagem de reincorporar dois titulares contra o caçula São Bernardo, que entrou com o pé direito na competição, no fim de semana: Dagoberto e Marlos. Ao contrário do Corinthians, que vai a Bragança sem Ronaldo Fenômeno, aquele que faz diferença, mesmo longe de sua melhor forma física.

Por fim, o Palmeiras, único grande paulista a tropeçar na estreia do Brasileirão, empatando por 0 a 0 com o Botafogo. Ainda sem Valdívia (até quando?) e com Lincoln contundido, Felipão terá de tirar da manga do colete um armador para dar uma pitada de sal no seu meio-campo. Ora, colmo colete não tem manga…

Seleção Europeia

Por falar em estrela solitária, o lateral-direito Maicon é o único brasileiro escalado na Seleção da Uefa de 2010. Em contrapartida, o Barça cede nada menos que meia dúzia de craques: a dupla de zaga Piqué e Puyol, Xavi, Iniesta, Messi e David Villa, ratificando mais uma vez – o Barça é o melhor do mundo, tanto coletivamente quanto individualmente.

E olhe que, no ano findo, Danel Alves, também do Barça, jogou mais do que Maicon, sobretudo no segundo semestre quando tomou a posição do interista na Seleção Brasileira de Mano Menezes. Seriam, portanto sete.

Completam a equipe o goleiro Iker Castillas e Cristiano Ronaldo, do Real, o meia Sneijder, da Inter, e o inglês Ashley Cole, do Chelsea, formando um time dos sonhos que, infelizmente, nunca entrará em campo de verdade: Casillas; Maicon, Piqué, Puyol e
Cole; Xavi, Iniesta e Sneijder; Messi, David Villa e Crstiano Ronaldo.

Renato x Grêmio

A lua-de-mel do técnico Ronaldo Gaúcho e a direção do Grêmio chegou a um impasse, digamos, a primeira briga do casal, consequência da vitória da oposição nas urnas tricolores.

Renato, dizendo-se cansado de tanta trabalheira e de olho exclusivo na pré-Libertadores, anunciou publicamente que não irá aos jogos de seu time no interior gaúcho e que, talvez, nem participe em campo do Gre-Nal, o que, lá nos pagos, significa mais do que uma heresia.

E, mais: contrariando os desejos da nova diretoria, espalha aos quatro ventos o andamento de sua renovação de contrato, as buscas por novos reforços e tal e cousa e lousa e maripousa.

Pelo visto, isso não vai dar certo.

Tudo bem: Renato é uma legenda na história do Grêmio, como jogador, e, como treinador, conseguiu a proeza de elevar o time da zona do rebaixamento à vaga na Libertadores, no Brasileirão passado.

Mas, sacumé, nessa fogueira de vaidades que arde sem cessar no mundo do futebol, se o cara não souber evitar as fagulhas, acaba sendo mesmo é fritado.

*Leia mais sobre Nenê no blog de futebol francês do iG Esporte clicando aqui

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
  2. FÓRMULAS E EUFORIAS
  3. CARIOCAS, LOGO LÁ
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