Campeonato Paulista | Blog do Alberto Helena Jr.

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domingo, 8 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais | 20:13

IMORTAL E GALOOO!

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Nesta rodada de tantas decisões – ou melhor, primeiro tempo de decisões -, Galo e Grêmio saltam à frente da cena.

Isso, porque o Grêmio, apesar de campeão do primeiro turno gaúcho, ao longo do resto da temporada vinha à sombra do Inter, que o venceu na luta pelo segundo turno e agora recebia o velho rival num Beira-Rio pintado de vermelho.

Um vermelho fosco, para vestir a desolação daquela Noche Triste que se abateu sobre um Inter mais que favorito, então. E, como o rival sofreu igual baque na mesma trágica quarta-feira, logo, em matéria de abatimento estava 10 a 10, o Inter apostava no seu elenco mais qualificado, no carisma de Falcão e no apoio da nação colorada.

E o que se viu foi um assombro: o Grêmio, morto e enterrado, eleva-se do túmulo, como verdadeiro Imortal, assoma o Beira-Rio, apesar de sair perdendo por 1 a 0, vira o jogo impossível e praticamente define o título gaúcho deste ano.A não ser que o Inter resolva, num sortilégio, encarnar também o Imortal.

Mas, o Imortal é só um! Sim, até que outro o substitua, pois a imortalidade, meu caro, é apenas uma metáfora, que, vez por outra, parece real.

Já o Galo, apesar de sua visível recuperação sob o comando de Dorival Jr., e da massa atleticana tomando de assalto a Arena do Jacaré, sabia de há muito que o Cruzeiro estava mais bem equipado para levar a faixa de campeão mineiro.

Afinal, o Cruzeiro vinha de galope na Libertadores, goleando e dando show, enquanto o Atlético, mineiramente, só esperava aquela prosopopeia toda amansar. Outra das maiores vítimas da tal quarta-feira negra, o Cruzeiro não teve tempo de levantar a fronte e levou de 2 a 1 do Galo, no primeiro jogo da decisão.

O emocional, nessas horas, pode ser fatal, e o Galo estava isento de toda a confusão do meio de semana, calmo, na sua.

DECISÃO A ZERO

Sim, houve alguns momentos de emoção neste clássico entre Corinthians e Santos, no Pacaembu, sobretudo no segundo tempo, quando Neymar desembestou e foi um perereco, com bolas nas traves, dos dois lados, e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, o primeiro tempo foi uma chatura, com a bola retalhada no meio de campo, e apenas duas chances de gols para cada um: Neymar, na trave; Bruno César, pra fora.

No segundo tempo, quando se esperava que o cansaço natural do Peixe, de viagem em viagem, oferecesse campo ao ataque corintiano, deu-se o inverso e, por pouco, naquelas arrancadas todas de Neymar, o Peixe não sai de campo em direção ao próximo avião, com uma vantagem significativa para o jogo da Vila.

E isso apesar de ter perdido Ganso, com lesão muscular no fim do primeiro tempo. Aliás, ele, a exemplo de Arouca, que sucumbiu em Querétaro, e outros caminham sobre o fio da navalha do estresse, muscular ou mental, tanto faz.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. DECISÃO PRA FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 2 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional, Libertadores | 18:42

A LONGA JORNADA DO PEIXE

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O Santos, que sábado ganhou do São Paulo e foi às finais do Paulistão, viajou dezesseis horas para chegar a Querétaro, distante mais de duzentos quilômetros da Cidade do México, não sem antes levar um susto danado: o avião, ao tentar descer na capital mexicana, por causa de forte chuva, teve de arremeter e fazer uma parada técnica em Acapulco.

Somem-se a esses contratempos a ausência de Elano e o placar apertado do jogo na Vila (1 a 0) e já podemos dimensionar de antemão o tamanho da encrenca. Aliás, a lesão muscular de Elano já era mais ou menos esperada, assim como possíveis outras baixas provocadas pelo estresse a que está submetido o Peixe neste período em que luta pelo Paulistão e pela sequência na libertadores.

Por tudo isso, valendo-se do empate por qualquer placar, não me causaria nenhuma surpresa se Muricy entrasse em campo com seus já tradicionais três zagueiros. E, mais: não o recriminaria por isso, apesar da minha aversão por esse sistema, na esperança de que seja apenas uma alternativa diante das circunstâncias.

O CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS

Em cena, nesta terça-feira, mais um Real-Barça, o terceiro da série de quatro dos clássicos dos clássicos, porque a rivalidade, como todos sabemos, não se restringe ao campo do jogo. Mas, este é o que vale ouro: a vaga para as finais da Liga dos Campeões, o maior torneio do mundo.

José Mourinho, técnico do Real Madrid e um dos maiores personagens do clássico espanhol (EFE)

Se o Barça, que no Santiago Bernabeu meteu 2 a 0 no Real, simplesmente empatar ou perder por 1 a 0, estará lá. Fosse o Barça de Guardiola o Real de Mourinho dos jogos recentes, poderíamos imaginá-lo retrancado, cheio de volantes e zagueiros, pra cumprir o regulamento.

Mas, não é. O Barça segue à risca o dístico dos dois grandes de Espanha: “No hay que ganar, hay que desfrutar”, Ou seja: o importante não é ganhar, mas desfrutar de um belo futebol.

E o Barça, nas últimas temporadas, tem ganhado quase tudo produzindo belos espetáculos. Nem sabe fazer diferente, se quisesse. Pior: não tem, em seu elenco prodigioso, jogadores de defesa (volantes ou zagueiros) capazes de montar uma retranca feroz. Perdeu o francês Abidal, em fase esplêndida, numa maca de cirurgia, e seus dois laterais esquerdos, os brasileiros Maxwell e Adriano, machucados, o que obrigou o central Puyol a deixar a cama da enfermaria para quebrar um galho por ali.

Tanto, que o volante Mascherano tem se revezado na quara-zaga com outro volante, Busquets.

De seu lado, o Real, que tem um precioso elenco, nos últimos confrontos com o Barça, tem preferido jogar como um rato diante de um leão, no dizer de Di Stefano, o maior ícone da história merengue.

Bem, de qualquer jeito, Mourinho terá de mudar o braço da viola, pois o zagueiro Pepe, travestido de volante, não poderá jogar, expulso que foi no jogo anterior.

E, se resolver bater ficha, escalando um time compatível com a qualidade de seu elenco, bem que pode tirar a diferença, em pleno Camp Nou. Ou levar outra goleada de cinco, como no primeiro turno do Espanhol. Mas, no mínimo, não será execrado pelo torcida merengue.

JUIZADA

Paulo César Oliveira, o juiz que apitou o clássico entre Palmeiras e Corinthians, até prova em contrário, é um sujeito honestíssimo. Pode ser vítima das fraquezas humanas, como qualquer um de nós. Erro de avaliação, sopro de alguma paixão reprimida, enfim, toda a gama de sentimentos humanos.

A questão não é essa. Mesmo porque sua atuação no jogo foi impecável, com exceção daquela expulsão de Danilo, que achei excessiva, mas que se respalda na lei: carrinho, por frente, ou por trás, com força desproporcional, vermelho! Assim como cartão vermelho mereceria ser dado, no caso, para Liedson, que entrou com o pé por cima, certamente num gesto de defesa, mas, igualmente reprovável.

Contudo, o que quero dissertar é sobre a questão que vira-e-mexe, nessas ocasiões voltam à tona; a profissionalização dos árbitros.

Há muito tempo defendo isso. Mas, sempre que o faço, lembro o saudoso Álvaro Paes Leme, jornalistas e professor da Escola de Árbitros da FPF.

Quando colocado diante dessa questão, Paes Leme, com sua voz tonitruante, rebatia que, para garantia da honestidade da arbitragem, sempre seria melhor o juiz ter uma atividade básica, que lhe permitisse resistir às tentações do momento. E citava, como exemplo, Arnaldo César Coelho, bem sucedido profissional na área do mercado financeiro.

Um cara como esse estaria mais blindado a quaisquer ofertas eventuais deste u daquele clube.

É a tese, por exemplo, que prevalece na Fifa, contra a profissionalização dos juízes de futebol.

E, cá entre nós, não é sem fundamento. A tese da profissionalização dos árbitros, baseia-se no fato de que o preparo físico dos jogadores atingiu níveis tão prodigiosos que exigiria dos árbitros algo próximo, só atingível se ele dedicasse sua vida a esse ofício.

O princípio tem sentido. Mas, comparar um juiz a um jogador começa a me parecer inadequado.  O jogador, em dez, quinze anos, de carreira tem uma infinidade de oportunidades para fazer seu pé de meia, Aqui e no exterior. E o juiz?

Imagine que um jovem tenha vocação e habilidade para ser juiz de futebol. E que ele consiga um espaço nobre aos 20/25 anos de idade. Terá, no máximo, mais vinte anos de carreira, antes de ser jubilado. Digamos que cinco desses profissionais tenham condições, por suas excelências técnicas e retidão de caráter, de acumular uma fortuna suficiente para uma aposentadoria decente, aos quarenta e poucos anos de idade.

E os demais? Aqueles tantos que atuam por esse Brasil afora?

Se não têm um ofício normal, que lhes dê a devida segurança no futuro, por certo, serão presas fáceis do suborno.

Jogador de futebol pode ir pra cá, pra lá, no Brasil, no Exterior, e fazer seu pé de meia. Juiz, não. No máximo pode rodar de um estado a outro, nem sempre por salários milionários.

Vale refletir a respeito.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, TIMÃO E FLA
  2. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
  3. RAPOSA E PEIXE, SÓ ALEGRIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sábado, 30 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 19:39

E DEU PEIXE!

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O que dá pra rir dá pra chorar, diz o velho samba. Breque: e vice-versa! Foi mais ou menos isso o que aconteceu no Morumbi, nesta tarde de sábado, pelas semifinais do Paulistão: o São Paulo, com seus três tradicionais zagueiros, acabou dominando o Santos, com dois, durante o primeiro tempo.

Diante disso, Muricy resolveu retomar o caminho que sempre lhe foi mais familiar e retrucou, no intervalo, com Bruno Aguiar no lugar de Zé Love. E não é que deu Santos?

Quer dizer: o Santos, que poderia ter escolhido outras alternativas para quebrar o controle do adversário, diga-se, bateu ficha – mesmo esquema do adversário, o que encaixou a marcação, como gostam de ensinar os professores da bola.

E, a partir daí, sobressaiu o maior talento de Ganso e Neymar, esses dois craques incomuns. Aos 16 minutos da etapa final, Ganso recebe de Neymar na área, e, com a frieza e exatidão de um Ademir da Guia, um Zidane, mete na medida na cabeça de Elano: 1 a 0.

E, aos 28, Ganso lança Neymar que invade a área, pisa na bola e conta o tempo para Ganso chegar à marca fatal da finalização, justamente entre beque e goleiro: 2 a 0.

Como? Se estou me rendendo ás mágicas do 3-5-2? Nem pensar! Sucede que esse recurso é um como outro qualquer, a que o técnico pode recorrer neste ou naquele momento, de acordo com sua leitura do jogo. Nada contra isso, pois o futebol é dinâmico e amorfo, muda de forma e conteúdo de uma hora pra outra.

O que me exaspera é quando o treinador se agarra a um só modelo e dele não larga mão nem quando a realidade clama por uma alteração evidente. Como, no caso presente, em relação ao São Paulo, que diante da virada da música, não soube mudar o braço da viola.

Carpegiani, ao tirar o volante Casemiro, que vinha fechando os espaços de Ganso, em vez de um zagueiro, para a entrada de Fernandão, abriu a porteira para o craque santista decidir a partida.

E o campeão, que já é, na pior das hipóteses, vice, só espera o clássico de amanhã para saber com quem vai brigar pelo bi.

Charge de Milton Trajano com os técnicos de São Paulo e Santos

GALOOO!

Foi uma virada emocionante do Galo sobre o América MG, pelas semifinais do Campeonato Mineiro, sobretudo, por ter sido perpetrada com dez jogadores contra onze. Sim, pois logo no começo do segundo tempo, na primeira bola que disputou, Richarlyson foi expulso. Reclamação? Foi o que pareceu.

Aí, num vacilo fatal de Guilherme Santos, o América abriu o placar, o que não bastava para sequer levar o jogo aos pênaltis. Mas, o Galo, nos ombros de Serginho e nos pés oportunistas de Magno Alves, partiu para o revide, depois de um tempo de hesitação: Giovani escalou pela direita e serviu para Magno girar em direção às redes americanas, e, logo depois, numa arrancada prodigiosa, Serginho recebeu de Magno Alves e guardou.

E lá vai o Galo ciscando em direção ao título, se a Raposa não invadir seu terreiro, claro.

MILAN, QUASE

O Milan, com um gol de Flamini, em passe esperto de Robinho, venceu o Bolonha por 1 a 0 e está a dois passos do título italiano, embora perseguido por Napoli e Inter, de perto.

Sem Pato e Ibrahimovic, seus dois artilheiros, o Milan segue em frente, entre outras coisas, graças a Robinho, que está jogando o fino.

FOGO INGLÊS

Pegou fogo o Campeonato Inglês, que parecia definido há tempos pelo Manchester United, que chegou a botar dez pontos de diferença do Chelsea, diferença reduzida  a três, na última rodada.

Claro, os Diabos Vermelhos, diante da perspectiva de disputar a Liga dos Campeões da Europa, onde praticamente estão nas finais, relaxaram no campeonato nacional. E, agora, estão sob séria ameaça do Chelsea e até do Arsenal, que os venceram por 1 a 0 neste domingo, no Emirates.

Mas, cá entre nós, acho que o Manchester não deixará essa. E periga levar a outra também.

MISTÕES NO ESPAÇO

Real e Barça levaram ferro neste sábado, pelo Campeonato Espanhol.

Ambos estão de olho só naquilo: a decisão pelas semifinais da Liga dos Campeões. A diferença foi a que o Real perdeu para o Zaragoza jogando mal, enquanto o Barça manteve a mesma postura habitual, na virada que sofreu do Real Sociedad, no fim.

BELA CAMISA

Estava assistindo ao jogo entre Manchester City, fissurado na camisa do Weste Ham, que me remeteu à primeira imagem que tive de um time inglês, lá na virada dos anos 40 para os 50, quando o Arsenal nos visitou, numa daquelas excursões que já não existem mais.

Houve um encanto geral pelo uniforme do Arsenal: uma espécie de suéter vermelho, com mangas e golas brancas. Design que, apesar de sedutor, não se espalhou pelo mundo.

Muito menos por aqui, onde apenas um time já extinto arriscou um modelito similar.

Refiro-me ao São Caetano, não esse Azulão, de recente criação. Falo do São Caetano, fruto da fusão entre o Comercial, alvirrubro da Capital, e o azul e branco São Bento, de São Caetano, lá nos finais dos anos 50.

Pois, esse São Caetano, de breve existência, adotou essa camisa, com a jaqueta vermelha e as mangas e golas azuis. O visual era bonito, mas o time…

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, NO MERGULHO
  2. PEIXE, DISPARADO
  3. PEIXE, VERDÃO, FLA E GRÊMIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 18 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 15:47

OS ESTADUAIS E A FÓRMULA BURRA

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Cada um escolhe a fórmula de disputa do campeonato estadual que mais lhe convier. Só a do Paulistão, em todo esse mundão verde-amarelo, não convém à ninguém, sobretudo à lógica elementar do futebol.

É de longe o mais irracional e desprezível de todos. Mas, que fazer se nossos cartolas são mesmo uns eternos desmiolados?

O pior de tudo é que segue um roteiro já antigo por aqui, e o presidente da FPF, mesmo diante da crítica unânime a esse sistema, insiste em defendê-lo, sem, ao menos, acenar com uma possível reformulação para o próximo ano.

Se o seu desejo é bajular os votos dos pequenos para sua eterna reeleição, vou-lhe dar uma sugestão para que ele amplie esse carinho e bote as coisas nos eixos.

Para o próximo campeonato, acrescente mais quatro clubes da Segundona aos vinte de praxe. Ficam 24 participantes, dividido em quatro chaves de seis clubes, tendo Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos como cabeças de chave.

Serão disputados quatro turnos. Cada turno terá um campeão extraído das semifinais entre os líderes de chave. Os quatro campeões de turnos disputarão em semifinal e final o título paulista.

No primeiro turno, jogam todos na própria chave. No segundo, A contra B e C contra D. No terceiro, A contra C e D contra B. No terceiro, A contra D e B contra C.

A disputa será jogo a jogo, o tempo todo, turno por turno, com datas reduzidas e o campeonato ganhará em emoção nunca vista antes.

Sim, porque, no fim, todos jogarão contra todos, e o último da chave sempre estará em condições de lutar pelo título de seu grupo até a rodada final.

Essa fórmula aqui proposta não saiu da cartola de ninguém. É fruto de mais de sessenta anos observando as coisas do futebol, sobretudo o paulista.

PAULISTÃO

Bem, de qualquer forma, aí estão as quartas de final do Paulistão, em jogo único, sem que haja nenhuma vantagem palpável para os que melhor se classificaram na longa e enfadonha fase de qualificação, a não ser o mando de jogo.

Dos quatro grandes – um deles, o destinado a ser campeão, a não ser que dê uma zebra do tamanho da incompetência dos nossos cartolas -, apenas o Corinthians não está competindo em torneio paralelo, tipo Libertadores ou Copa do Brsil.

E, se levarmos em conta a hierarquia da tradição, é aquele que mais foi beneficiado no jogo do emparelhamento desta fase, pois pega o Oeste, que acaba de empatar com o time reserva do São Paulo.

O problema é que o Cotrinthians, dos quatro grandes, é o que vem jogando um futebol mais opaco. Mas, é o Corinthians, gente!

Já o Palmeiras de Felipão, que enfrenta o Mirassol, outro clube sem tradição, embora tenha praticado um bom futebol nesta temporada, é o time mais talhado para o jogo de mata-mata. Sobretudo, por conta de Felipão, especialista nessas artes.

Quanto ao São Paulo, time de melhor elenco dentre os paulistas, tem oscilado muito, de acordo com o vaivém dos impulsos de seu treinador. Foi o que mais perdeu. Em compensação, terminou primeirão, ainda que muito próximo dos demais.

Enfrenta, porém, a Lusa, que passou pelo funil no último instante, no único clássico das quartas de final. Num jogo só, é sempre uma pedreira maior.

E o Santos tem pela proa jogo decisivo com o Táchira para seguir vivo na Libertadores, e pegará de frente a Ponte Preta, time de tradição e força técnica. Mas, como Muricy parece estar conseguindo vestir o Peixe com uma carapaça mais dura do que a habitual, sem perder a leveza ofensiva, será a hora de abrir o Alçapão da Vila.

É esperar pra ver.

CARIOCÃO

Simplesmente Fla-Flu numa perna das semifinais da Taça Rio. E que Fla-Flu! De um lado, Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves; de outro, Fred, Emerson, Conca e cia. bela.

É clássico pra mais de metro. E a chance de o Flu salvar parte da temporada tão frustrante até agora, já que o Flamengo estará de qualquer jeito na final do campeonato, a não ser que pape também este segundo turno.

Na outra perna, Vasco e Olaria, que empataram por 2 a 2 na rodada final da fase classificatória. Um Olaria surpreendente, é verdade, Mas um Vasco em ascensão vertiginosa nesta Taça Rio, depois do vexame na Taça Guanabara.

Desconfio que o Almirante toca esse barco em frente.

GAUCHÃO

Nas semifinais, o Grêmio pega o Cruzeiro, na casa do adversário, ou em qualquer outro local que a federação escolha, diante do impasse atual (o Grêmio se recusa a jogar num campo de grama sintética como o do inimigo).

Não está, nesta temporada, reproduzindo o mesmo futebol do ano passado, mas o Tricolor tem bala para pular à final.

Assim como o Inter de Falcão que enfrentará o Juventude.

Depois, é o de sempre – Gre-Nal pra matar a gente do coração.

Notas relacionadas:

  1. E DEU A LÓGICA
  2. LOVE, LOVE
  3. DUPLAS ARTILHEIRAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 16 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 22:33

AH, RONALDINHO…

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Que novidade é essa? O Flamengo precisando vencer para escapar do confronto com o Fluminense nas semifinais da Taça Rio, tem um pênalti no último segundo antes do apito final.

Lá vai Ronaldinho para a cobrança. Caixa, claro. Ledo engano, amigo, Ronaldinho aproxima-se da bola e desfere um tiro de meta, quilômetros sobre o travessão.

Bem, vai ter de se desdobrar no Fla-Flu decisivo, o que não é fácil, nunca.

LIDERANÇA INESPERADA

E não é que, na rodada final, o Palmeiras perdeu a liderança para o São Paulo, na fase de classificação do Paulistâo?

Pois é: uma virada inesperada, já que o São Paulo enfrentou o Oeste com um time reserva, com exceção de Rogério Ceni e Lucas, e o Verdão não foi tão desfalcado a Campinas como anunciava Felipão na véspera, e acabou perdendo para a Ponte, por 2 a 1, em bela exibição de Renatinho.

Eis, porém, um resultado que suscita mais dúvidas do que certezas. Isto é: será que foi bom negócio para o São Paulo terminar na liderança, já que terá de enfrentar a Lusa, penetra de última hora no clube dos 8? E, será que não é o caso de o Palmeiras celebrar a vice-liderança final, desde que o destino lhe reservou o Mirassol para a fase decisiva?

De qualquer forma, o São Paulo, que saiu perdendo para o Oeste, só conseguiu erguer a fronte no fim do jogo, depois das entradas de Ilsinho, Marlos e Henrique, autor do gol de empate.

Até então, com Cleber Santana, Rivaldo e Willian, todos jogadores lentos demais, o time não andava. Depois, foi da água para o vinho.

SINAIS DE FALCÃO

O placar foi modestíssimo: 1 a 0 para o Inter sobre o Santa cruz, na reestreia de Falcão como técnico colorado.

Mas, muitas foram as chances criadas, como fruto evidente do novo posicionamento da equipe adotado por Falcão. O principal truque foi o de aproximar sua linha de zaga ao meio campo, por sua vez, colado ao ataque. Com isso, Falcão compactou o Inter mais à  frente, o que sempre facilita a criação de jogadas de perigo para o adversário.

Isso, porém, foi apenas um sinal, um início do que pode vir por aí, se tudo der certo.

REAL E BARÇA

No jogo dos pênaltis, o Barça venceu por 2 a 0, pois o juiz deixou de marcar um, de Casillas em Villa, no primeiro tempo, e marcou outro que não aconteceu, de Daniel Alves em Marcelo, no finzinho da partida.

Placar, aliás, que faria jus ao andamento de um jogo em que o Barça chegou a alcançar a marca inconcebível, num clássico, de 83 por cento de posse de bola.

Sim, é verdade que essa posse de bola não foi convertida em chances de gols na mesma proporção. Isso, porque o Real, mesmo jogando em casa, mesmo precisando da vitória para, ao menos, se aproximar do líder Barça, mesmo com um elenco estelar e poderoso, preferiu plantar-se atrás de deslavada retranca.

Basta dizer que o becão luso-brasileiro Pepe foi escalado como cabeça-de-área, ao lado de dois volantes – Xabi Alonso e Khedira. O lateral-direito Sérgio Ramos, zagueiro de origem, diga-se, estava claramente proibido de avançar além de sua linha de defesa, e assim por diante.

Diante disso, coube ao Barça trocar bola atrás, e, ir, aos poucos, empurrando seu típico toque-toque até a intermediária adversária, na esperança de uma escapada como aquela de Messi que, por pouco, não encobre Casillas.

Sim, claro, vez por outra o Real arriscava um contragolpe. Ou aproveitava uma cobrança de corner para Cristiano Ronaldo, de cabeça, enviar a bola na direção da meta catalã, salva pela intervenção providencial de Adriano.

Mas, logo aos 5 minutos do segundo tempo, Messi converte pênalti claro de Albiol em Villa e fica com um jogador a mais de vantagem.

O que se esperava seria um passeio do Barcelona transformou-se num longo bocejo, como se as duas equipes estivessem satisfeitas com o resultado de 1 a 0 para o Barça. Até que o técnico Mourinho decidiu colocar o alemão Ozil em campo, no lugar de Benzema.

A partir daí, o Real ganhou a coordenação que lhe faltava, e os merengues passaram a pressionar um pouco, o suficiente para cavar aquele pênalti, numa inédita saída errada da defesa catalã. Cristiano Ronaldo, então, empatou, incendiando a partida, que ficou lá e cá até o apito final.

O curioso nessa história toda é que o Real, embora tenha jogado a toalha do campeonato em seu próprio campo, atuando três quartos da partida como um pequeno, o empate parece ter-lhe infundido uma dose de ânimo extra para a sequência desse clássico na Copa do Rei e na Liga dos Campeões.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO NA ENCRUZILHADA
  2. RONALDINHO E A FESTA
  3. RONALDINHO E LIEDSON, OS NOMES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 15 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Copa do Brasil | 16:30

A ESTREIA DE FALCÃO

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O Inter de Falcão estreia neste sábado, pelo Gauchão, contra o Santa Cruz. Retifico: Falcão estreia neste sábado, pois o Inter de Falcão, por certo, levará mais um tempinho para se configurar como tal.

Claro, porque o Bola-Bola reassume o time de sua alma, depois de tantos anos, não para aplicar o lugar-comum aí vigente. Mas, para extrair desse time o máximo que ele pode oferecer em termos de eficiência e de espetáculo.

Falcão, como todo amante do futebol de verdade, sabe que está na hora de mudar o braço da viola no ofício de conduzir uma equipe. Mas, isso implica em mudanças de estilo, tática e comportamento que levam tempo para esse conjunto ser absorvido pelo grupo de jogadores.

Portanto, calma nessa hora, minha gente colorada.

COXA AÇO

Esse Coxa está mesmo um aço. Ao golear o Caxias, pela Copa do Brasil, o Coritiba atinge a incrível marca de vinte e três jogos invictos, com apenas dois empates nesta temporada.

Ah, mas está jogando só lá no Paraná, onde o campeonato não é essa coisa toda, dirá o sempre bilioso torcedor dos demais grandes do país – quero ver no Brasileirão.

Também quero, meu amigo envenenado. Porque, se nenhum campeonato estadual – não só o paranaense – serve de parâmetro para o Brasileirão, o que encanta é saber que o Coxa está obtendo esses resultados expressivos jogando o fino da bola, um futebol ofensivo e envolvente.

E isso independe da força do adversário. É jeito, não confronto.

FORLÁN NO MORUMBI?

Na Copa da África, dividi o mesmo hotel com Pablo Forlán e sua fascinante família. Foi um reencontro de trinta anos, por baixo.

Forlán, também chamado pelos amigos de Pachamé (ele não gosta muito, não), foi um marco na história do São Paulo, na virada dos anos 60 para os 70.

Ele foi o primeiro da quadra de ases a ser contratada para ressuscitar um São Paulo em coma durante o longo período da construção do Morumbi. Logo em seguida, vieram Gérson, Edson Cegonha e Toninho Guerreiro. Mais tarde, Pedro Rocha.

E o São Paulo ganhou o bi paulista de 70/71, foi vice brasileiro e outros bichos, graças à genialidade de Gérson, ao oportunismo de Toninho, mas, também, pelas escaladas do uruguaio na direita, sua raça, sua gula de vitórias.

Bem, estou me deixando levar pela memória, quando quero apenas dizer que, lá, em Johanesburgo, Pachamé me confidenciou que seu grande sonho é ainda ver o filho ilustre, Diego, vestindo a camisa do São Paulo.

Portanto, neste momento em que Diego Forlán curte uma reserva no Atlético de Madri e que o São Paulo anuncia uma contratação de vulto, com repercussões internacionais, nada mais natural do que levar a imprensa a acreditar que a tal contratação seria a de Forlán.

Mas, eis que Leco, o vice-presidente tricolor, vem a público para desmentir tudo, qualificando esse eventual negócio como uma “insensatez”.

Inclusive porque as notícias a respeito implicavam na possível ida de Casemiro para Madri, como moeda de troca.

Dizem, contudo, que a transação está sendo conduzida pelo presidente Juvêncio, que ainda hoje reiterou sua intenção de se entronizar na direção do clube por mais três anos. E sensatez não me parece ser o principal atributo do cartola.

Logo…


QUE RODADA É ESSA?

Espie só essa rodada final da fase de classificação do Paulistão, o mais longo da competição, diga-se.

O Palmeiras, líder durante a maior parte do torneio, está simplesmente se lixando para essa honra, na prática, de inútil valor. Tanto, que entrará em campo, no Moisés Lucarelli, com um time misto para enfrentar a Ponte, que, muito provavelmente também poupará seus titulares.

E o São Paulo, vice, a um ponto apenas do Palmeiras, igualmente despreza a disputa pela liderança, pois enfrentará o Oeste com um time de reservas, com exceção do fominha Rogério e do menino Lucas.

Quer dizer: o que deveria ser uma apoteose, a rodada decisiva, tão decisiva que a FPF marcou todos os jogos para o mesmo horário, não passa de mero cumprimento de tabela. A não ser para São Caetano, Americana. Lusa e Paulista, que concorrem à última vaga dos oito que irão para o mata-mata.

Então, na fase em que realmente o título estará em jogo, aquele que liderou por meses o campeonato pode cair, em 90 minutos, diante do oitavo colocado.

Na verdade, seria muito emblemático, se nas quartas-de-final, os quatro grandes caíssem fora da disputa, o que é improvável, mas não impossível. Mata-mata, sacumé….

Aí, sim, teríamos o desfecho adequado para torneio tão mal engendrado por nossos desmiolados cartolas.

A IMAGEM DE GANSO

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, veio a público para informar que nem é sócio, nem consultor da empresa de Ronaldo Fenômeno. E que foi à tal reunião com Ganso a convite apenas, não tratando em nenhum momento de aliciar o craque santista para seu clube.

Digamos que isso tudo é a mais pura expressão da verdade – e adianto que nada tenho para duvidar do cartola, de hábito muito franco em suas declarações. Nesse caso, Ronaldo Fenômeno, que entra na arena das imagens agora, pisou feio na bola.

A imagem de Ganso já estava desgastada com essa história da renovação do contrato e dos eventuais convites para o craque deixar a Vila, inclusive utilizando-se o Corinthians como ponte para a Europa.

Convidar Sanchez para a mesma mesa de Ganso não poderia ter sido veneno mais letal para a imagem pública de Ganso. Qualquer um que tenha dois neurônios funcionando saberia disso e evitaria tal encontro.
E isso vale para ambos: Fenômeno e Sanchez – um não deveria ter feito o convite; o outro não deveria ter aceitado.

Notas relacionadas:

  1. E DEU A LÓGICA
  2. INTER NA FITA, MAS…
  3. A EFICIÊNCIA DO FLA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 20 de fevereiro de 2011 Sem categoria | 00:19

E PODE?

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E pode? Pode. Tanto pode que podeu, como diz o matuto.

Pois não é que o milionário e poderoso Fluminense, campeão brasileiro e exaltado não sem razão um dos dois melhores time brasileiros da atualidade, caiu fora da disputa do título da Taça Guanabara diante do modestíssimo Boa Vista?

E não é dizer que tudo foi fruto da fatalidade: um Flu arrasador lá na frente, perdendo gol sobre gol, e o Boa Vista, em duas estocadas fez o placar final de 2 a 2. Nada disso, o Flu nunca chegou a ser arrasador e o time de Saquarema jamais apelou para os sortilégios do jogo. Não, simplesmente jogou, marcou e atacou, com menos frequência do que o Tricolor, é verdade, mas jogou.

Depois, nos pênaltis… Bem, nos pênaltis, Conca abriu o buraco que Rodriguinho fechou. E, se Conca perde pênalti decisivo…

Show tricolor

Já o Tricolor paulista, em jogo que não vale nada pelo Paulistão, deu um show no Morumbi, diante do Bragantino: 4 a 0, com direito ao dobro, pelas chances perdidas, além do pênalti desperdiçado por Rogério Ceni, o que seria o nonagésimo de sua incomparável carreira.

Como o Braga também se armou com três zagueiros, os esquemas se encaixaram e o que prevaleceu, no fim das contas, foi mesmo a melhor técnica e a maior habilidade de todos os são-paulinos.

Ainda mais que o meio de campo e o ataque tricolores, além de técnicos e hábeis, são velozes e versáteis, funcionando quase como um daqueles caleidoscópio da infância distante em que as figuras vão tomando novas formas ao giro do aparelhinho.

E tudo começa com a formação da dupla de volantes – Casemiro e Carlinhos Paraíba, em tarde inspiradíssima -, antes de chegar as tramas vertiginosas de Lucas, Dagoberto e Fernandinho, três capetas alternando-se na armação, na penetração e na finalização.

E, pra mal dos pecados do Braga, quando Carpegiani sacou Fernandinho – faca em manteiga derretida -, colocou em seu lugar o menino William José, da Seleção Sub-20, que foi logo definindo o placar com um petardo de fora da área preciso.

Resumindo: o Tricolor pegou no breu.

Notas relacionadas:

  1. RICOS E POBRES TEMPOS
  2. AS APARÊNCIAS ENGANAM
  3. CRUZEIRO E INTER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 19 de fevereiro de 2011 Sem categoria | 13:45

DOIS CLÁSSICOS: SÓ UM VALE

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Dois clássicos deste domingo se diferenciam no valor dos pontos disputados.

Afinal, Flamengo e Botafogo jogam pela vaga na final da Taça Guanabara, o primeiro turno do Cariocão.

Já Corinthians e Santos jogam pela tradição e o desejo de afirmação, pois essa estúpida fórmula do Paulistão classifica todo mundo e mais alguns para as fases decisivas.

O Santos, com Neymar, briga para recuperar a liderança e para conferir um pouco de paz ao técnico Adílson Batista, perseguido sistematicamente por boa parte da torcida peixeira, acusado, ora, por ser extremamente ofensivo; ora, por ser excessivamente defensivo. Durma-se com um barulho desses.

Pela escalação que rola na internet, o Santos de Adílson, neste domingo, deverá ser, teoricamente, mais defensivo do que ofensivo, pois lá estão listados entre os titulares, três volantes – Adriano, Possebon e Arouca.

Já o Corinthians, que começa a se despedir de Jucilei, terá Paulinho em seu lugar. Mas, daí pra frente, um quarteto mais leve e agressivo: Morais, Ramirez, Jorge Henrique ou Dentinho e Liedson, que, em três jogos pelo Timão já marcou quatro gols.

Quanto ao clássico carioca, o Flamengo vem estrelado, com Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e cia. bela. E, com uma formação, que não despertou suspiros na estreia na Copa do Brasil, a não ser depois das entradas de Egídio, na lateral-esquerda, e Negueba na frente.

Por seu lado, o Botafogo do ladino Papai Joel aposta tudo na força de sua defesa reforçada e no instinto assassino da dupla de gringos – Herrera e Loco Abreu. E dá-lhe bola alta na área rubro-negra!

Bem, chegou a hora de Ronaldinho Gaúcho tirar algo mais de sua cartola mágica, pois, agora é decisão.

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, BRASIL!
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Libertadores | 00:34

FOI SÓ O COMEÇO DO GRÊMIO

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O Grêmio demorou um pouco para pegar no breu. Mas, quando pegou, foi aquela festa no Olímpico: 3 a 0 sobre o Oriente Petrolero, na estreia dos imortais na fase de grupos da Libertadores, dois de Douglas e um de Gilson.

É verdade que o juiz deu uma forcinha, lá pelo final do primeiro tempo, marcando pênalti numa bola que bateu no rosto do zagueiro boliviano.

Mas, desconfio que mesmo sem essa ajuda, o Grêmio encontraria seu melhor jogo – como encontrou – no segundo tempo, quando acertou as combinações entre os meias e os laterais, dos dois lados, em excelente participação de Carlos Alberto, recém chegado ao Olímpico.

O Tricolor, pelo jeito, vai longe nessa Libertadores.

Duas vezes Liedson

Liedson foi o nome da noite, no Pacaembu. Não porque tivesse feito uma exibição primorosa, nada disso. Como tampouco primorosa foi a atuação do Corinthians, como um todo, embora dominasse a partida de cabo a rabo, diante do Mogi, pelo Paulistão.

Mas, porque sacou de seu íntimo aquela arma típica dos artilheiros – o oportunismo.

Na primeira vez, pegou rebote do goleiro, em chute venenoso e inesperado de Dentinho de fora da área – estava lá, onde o artilheiro deve estar nesses momentos especiais

Na segunda, percebeu que a bola nos pés do goleiro chamava-o para a ação, e partiu pra cima. O goleiro quis dar-lhe uma banda e acabou lhe dando o gol que tranquilizou o Timão, sobretudo para o clássico com o Santos que aí vem.

Notas relacionadas:

  1. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
  2. GRÊMIO, SIM; TIMÃO, NÃO.
  3. PEIXE, VERDÃO, FLA E GRÊMIO
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Libertadores | 01:22

O VEXAME E A LÓGICA

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Foi um vexame, mas não uma surpresa. Afinal, essa saída precoce do Corinthians da Libertadores, ainda na fase de classificação do torneio, já se insinuava desde o início da temporada, acentuando seus traços no melancólico empate com o Tolima no Pacaembu por zero a zero.

Não se tratava apenas da formação do time, do estado atlético dos jogadores, da escolha do esquema e das táticas adotadas pelo treinador, não. Tudo isso, combinado, contribuiu decisivamente para o desfecho vergonhoso.

Mas, sei lá: havia algo mais, algo relacionado com a alma da equipe. Não, não estou falando dessa famigerada falta de garra à qual o torcedor comum se apega a qualquer desdita de seu time. É quase, mas não é exatamente isso. Uma certa abulia, talvez. Alguma coisa que flutua entre o medo e a incapacidade de vencê-lo, que paralisa, inibe, e faz a centelha do vencedor apagar-se sem que se perceba.

Some-se ainda a quebra de expectativa de suas duas maiores estrelas internacionais, aquelas que poderiam dar o toque extra de classe e malandragem à equipe. Pois, Roberto Carlos sucumbiu às dores na coxa e nem entrou em campo, e Ronaldo entrou, mas foi como se não o tivesse feito.

Em contrapartida, o Grêmio simplesmente cumpriu o seu destino traçado nas estrelas desde o empate inicial por 2 a 2 com o Liverpool, no estádio Centenário.

Aqui, no Olímpico, não perderia a vaga na Libertadores nem por decreto de Zeus e seus raios fatais. E, não deu outra: 3 a 1, depois de um leve susto inicial.

E assim, enquanto o Timão fica à beira da estrada lambendo suas feridas, o Tricolor segue impávido Libertadores adentro.

A festa de Ronaldinho

Omo foi a estreia de Ronaldinho Gaúcho, na vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o nova Iguaçu, num Engenhão lotado e em delírio?

Para o Ronaldinho que mora no nosso imaginário, diria que foi uma atuação discreta, com esta ou aquela cintilação de praxe.

Agora, convido o amigo a mudar a perspectiva. Veja esse camisa 10 do Flamengo como um anônimo que algum olheiro do clube garimpou num campo qualquer dos pampas, e, por qualquer motivo, está estreando nesse jogo com o Nova Iguaçu.

Estaríamos nós aqui louvando o novo astro que se insinua naqueles poucos momentos em que Ronaldinho esteve em contato com a bola, imaginando tudo que esse novato poderá ainda nos oferecer.

Prefiro essa visão a qualquer outra.

Palestra!

E não é que o Palmeiras, tido como carta fora do baralho no início do ano, sem reforços de nomeada, em plena crise, ganhou cinco jogos em seguida, e já desbancou o Santos da liderança do Paulistâo?

E, novamente, diante do Mirassol, o menino Patrik entrou para resolver o impasse, o zero a zero que caminhava para se fixar definitivamente no placar.

Pouco antes, o Santos, ainda sem uma batelada de titulares, ausências reforçadas por mais alguns que o técnico decidiu poupar, empatara por 2 a 2 com a Ponte, em Campinas, outra vez com gols de Elano e Maikon Leite, so artilheiros do campeonato, com seis gols cada.

Só que, desta vez, o Peixe jogou pouco, quase nada. Entre outras coisas, porque em nome de reforçar  seu sistema defensivo, Adílson resolveu apelar para o sistema com três zagueiros. Resultado: nem reforçou a defesa, pois tomou dois gols, nem fez a bola rolar com ciência do meio de campo pra frente, pela ausência de um armador que cedera seu lugar ao zagueiro.

No segundo tempo, o técnico desfez o malfeito e o time conseguiu reagir até chegar ao empate.

Notas relacionadas:

  1. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
  2. E DEU A LÓGICA
  3. GRÊMIO, SIM; TIMÃO, NÃO.
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