Campeonato Mineiro | Blog do Alberto Helena Jr.

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domingo, 8 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais | 20:13

IMORTAL E GALOOO!

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Nesta rodada de tantas decisões – ou melhor, primeiro tempo de decisões -, Galo e Grêmio saltam à frente da cena.

Isso, porque o Grêmio, apesar de campeão do primeiro turno gaúcho, ao longo do resto da temporada vinha à sombra do Inter, que o venceu na luta pelo segundo turno e agora recebia o velho rival num Beira-Rio pintado de vermelho.

Um vermelho fosco, para vestir a desolação daquela Noche Triste que se abateu sobre um Inter mais que favorito, então. E, como o rival sofreu igual baque na mesma trágica quarta-feira, logo, em matéria de abatimento estava 10 a 10, o Inter apostava no seu elenco mais qualificado, no carisma de Falcão e no apoio da nação colorada.

E o que se viu foi um assombro: o Grêmio, morto e enterrado, eleva-se do túmulo, como verdadeiro Imortal, assoma o Beira-Rio, apesar de sair perdendo por 1 a 0, vira o jogo impossível e praticamente define o título gaúcho deste ano.A não ser que o Inter resolva, num sortilégio, encarnar também o Imortal.

Mas, o Imortal é só um! Sim, até que outro o substitua, pois a imortalidade, meu caro, é apenas uma metáfora, que, vez por outra, parece real.

Já o Galo, apesar de sua visível recuperação sob o comando de Dorival Jr., e da massa atleticana tomando de assalto a Arena do Jacaré, sabia de há muito que o Cruzeiro estava mais bem equipado para levar a faixa de campeão mineiro.

Afinal, o Cruzeiro vinha de galope na Libertadores, goleando e dando show, enquanto o Atlético, mineiramente, só esperava aquela prosopopeia toda amansar. Outra das maiores vítimas da tal quarta-feira negra, o Cruzeiro não teve tempo de levantar a fronte e levou de 2 a 1 do Galo, no primeiro jogo da decisão.

O emocional, nessas horas, pode ser fatal, e o Galo estava isento de toda a confusão do meio de semana, calmo, na sua.

DECISÃO A ZERO

Sim, houve alguns momentos de emoção neste clássico entre Corinthians e Santos, no Pacaembu, sobretudo no segundo tempo, quando Neymar desembestou e foi um perereco, com bolas nas traves, dos dois lados, e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, o primeiro tempo foi uma chatura, com a bola retalhada no meio de campo, e apenas duas chances de gols para cada um: Neymar, na trave; Bruno César, pra fora.

No segundo tempo, quando se esperava que o cansaço natural do Peixe, de viagem em viagem, oferecesse campo ao ataque corintiano, deu-se o inverso e, por pouco, naquelas arrancadas todas de Neymar, o Peixe não sai de campo em direção ao próximo avião, com uma vantagem significativa para o jogo da Vila.

E isso apesar de ter perdido Ganso, com lesão muscular no fim do primeiro tempo. Aliás, ele, a exemplo de Arouca, que sucumbiu em Querétaro, e outros caminham sobre o fio da navalha do estresse, muscular ou mental, tanto faz.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. DECISÃO PRA FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 30 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 19:39

E DEU PEIXE!

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O que dá pra rir dá pra chorar, diz o velho samba. Breque: e vice-versa! Foi mais ou menos isso o que aconteceu no Morumbi, nesta tarde de sábado, pelas semifinais do Paulistão: o São Paulo, com seus três tradicionais zagueiros, acabou dominando o Santos, com dois, durante o primeiro tempo.

Diante disso, Muricy resolveu retomar o caminho que sempre lhe foi mais familiar e retrucou, no intervalo, com Bruno Aguiar no lugar de Zé Love. E não é que deu Santos?

Quer dizer: o Santos, que poderia ter escolhido outras alternativas para quebrar o controle do adversário, diga-se, bateu ficha – mesmo esquema do adversário, o que encaixou a marcação, como gostam de ensinar os professores da bola.

E, a partir daí, sobressaiu o maior talento de Ganso e Neymar, esses dois craques incomuns. Aos 16 minutos da etapa final, Ganso recebe de Neymar na área, e, com a frieza e exatidão de um Ademir da Guia, um Zidane, mete na medida na cabeça de Elano: 1 a 0.

E, aos 28, Ganso lança Neymar que invade a área, pisa na bola e conta o tempo para Ganso chegar à marca fatal da finalização, justamente entre beque e goleiro: 2 a 0.

Como? Se estou me rendendo ás mágicas do 3-5-2? Nem pensar! Sucede que esse recurso é um como outro qualquer, a que o técnico pode recorrer neste ou naquele momento, de acordo com sua leitura do jogo. Nada contra isso, pois o futebol é dinâmico e amorfo, muda de forma e conteúdo de uma hora pra outra.

O que me exaspera é quando o treinador se agarra a um só modelo e dele não larga mão nem quando a realidade clama por uma alteração evidente. Como, no caso presente, em relação ao São Paulo, que diante da virada da música, não soube mudar o braço da viola.

Carpegiani, ao tirar o volante Casemiro, que vinha fechando os espaços de Ganso, em vez de um zagueiro, para a entrada de Fernandão, abriu a porteira para o craque santista decidir a partida.

E o campeão, que já é, na pior das hipóteses, vice, só espera o clássico de amanhã para saber com quem vai brigar pelo bi.

Charge de Milton Trajano com os técnicos de São Paulo e Santos

GALOOO!

Foi uma virada emocionante do Galo sobre o América MG, pelas semifinais do Campeonato Mineiro, sobretudo, por ter sido perpetrada com dez jogadores contra onze. Sim, pois logo no começo do segundo tempo, na primeira bola que disputou, Richarlyson foi expulso. Reclamação? Foi o que pareceu.

Aí, num vacilo fatal de Guilherme Santos, o América abriu o placar, o que não bastava para sequer levar o jogo aos pênaltis. Mas, o Galo, nos ombros de Serginho e nos pés oportunistas de Magno Alves, partiu para o revide, depois de um tempo de hesitação: Giovani escalou pela direita e serviu para Magno girar em direção às redes americanas, e, logo depois, numa arrancada prodigiosa, Serginho recebeu de Magno Alves e guardou.

E lá vai o Galo ciscando em direção ao título, se a Raposa não invadir seu terreiro, claro.

MILAN, QUASE

O Milan, com um gol de Flamini, em passe esperto de Robinho, venceu o Bolonha por 1 a 0 e está a dois passos do título italiano, embora perseguido por Napoli e Inter, de perto.

Sem Pato e Ibrahimovic, seus dois artilheiros, o Milan segue em frente, entre outras coisas, graças a Robinho, que está jogando o fino.

FOGO INGLÊS

Pegou fogo o Campeonato Inglês, que parecia definido há tempos pelo Manchester United, que chegou a botar dez pontos de diferença do Chelsea, diferença reduzida  a três, na última rodada.

Claro, os Diabos Vermelhos, diante da perspectiva de disputar a Liga dos Campeões da Europa, onde praticamente estão nas finais, relaxaram no campeonato nacional. E, agora, estão sob séria ameaça do Chelsea e até do Arsenal, que os venceram por 1 a 0 neste domingo, no Emirates.

Mas, cá entre nós, acho que o Manchester não deixará essa. E periga levar a outra também.

MISTÕES NO ESPAÇO

Real e Barça levaram ferro neste sábado, pelo Campeonato Espanhol.

Ambos estão de olho só naquilo: a decisão pelas semifinais da Liga dos Campeões. A diferença foi a que o Real perdeu para o Zaragoza jogando mal, enquanto o Barça manteve a mesma postura habitual, na virada que sofreu do Real Sociedad, no fim.

BELA CAMISA

Estava assistindo ao jogo entre Manchester City, fissurado na camisa do Weste Ham, que me remeteu à primeira imagem que tive de um time inglês, lá na virada dos anos 40 para os 50, quando o Arsenal nos visitou, numa daquelas excursões que já não existem mais.

Houve um encanto geral pelo uniforme do Arsenal: uma espécie de suéter vermelho, com mangas e golas brancas. Design que, apesar de sedutor, não se espalhou pelo mundo.

Muito menos por aqui, onde apenas um time já extinto arriscou um modelito similar.

Refiro-me ao São Caetano, não esse Azulão, de recente criação. Falo do São Caetano, fruto da fusão entre o Comercial, alvirrubro da Capital, e o azul e branco São Bento, de São Caetano, lá nos finais dos anos 50.

Pois, esse São Caetano, de breve existência, adotou essa camisa, com a jaqueta vermelha e as mangas e golas azuis. O visual era bonito, mas o time…

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, NO MERGULHO
  2. PEIXE, DISPARADO
  3. PEIXE, VERDÃO, FLA E GRÊMIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sábado, 24 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 21:41

DECISÃO PRA FRENTE

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Beleza que essa final do Paulistão seja disputada por Santos e Santo André, os dois que obtiveram o maior número de pontos na fase classificatória, com os ataques mais positivos.

Futebol é gol, na sua mais estrita essência. E, para obtê-los, é preciso ter audácia, velocidade, técnica e habilidade. Santos e Santo André revelaram, ao longo do torneio, esses atributos, o que é ótimo para a própria preservação do futebol como tal.

A antítese, a retranca, aquele jogo defensivo, chamado de pragmático, que imperou nas últimas duas décadas, está se esvaindo no mundo todo, inclusive no Brasil, um dos últimos redutos, preservados pela covardia e falta de imaginação da maioria dos nossos treinadores, para não falar da mídia em geral.

Claro, o Santos, com sua média de gols superior a três por partida, e, sobretudo, pela campanha brilhante que cumpriu até aqui nesta temporada, é franco favorito.

Mas, todos sabemos, em mata-mata, tudo pode acontecer. Mas, o que acontecer será sempre a superposição do futebol ofensivo sobre o defensivo.

GRENAL

O Inter tem elenco mais ilustre do que o Grêmio. Mas, o Grêmio, que tem excelente time, cumpre campanha muito mais equilibrada e eficiente do que seu eterno rival.

O Inter deu sinais de melhora no último confronto pela Libertadores, assim como o Grêmio, na Copa do Brasil.

É daqueles clássicos em que qualquer previsão é mero chute. Mas, para meu gosto, o Grêmio parece ser mais consistente.

MINAS, SÔ!

Por mais incrível que pareça, o título mineiro não será disputado entre Cruzeiro e Atlético. O Ipatinga tomou o lugar do Cruzeiro e vai para as finais com o Galo, que o próprio Luxemburgo já avisou só estará nos trinques para o Brasileirão.

Apesar da advertência, quem tem Tardelli no ataque tem meio gol.

LÁ FORA

O Manchester United, mesmo sem Wayne Rooney, sua principal estrela, meteu 3 a 1 no Tottenham, e garantiu a liderança, no que poderá ser alcançado neste domingo pelo Chelsea, acerbando a disputa nesta reta final do campeonato inglês.

Apertada segue, também a disputa pelo título alemão, com a vitória do Schalke, no finzinho, sobre o Herta Berlim, e o empate do Bayern com o Borússia Monchengladebach, por 1 a 1, embora o time de Munique merecesse a vitória por conta da pressão exercida no segundo tempo, sobretudo depois do gol de Klose, de cabeça, claro.

Já o Barça, poupando vários jogadores, alguns dos quais entraram no segundo tempo para definir a questão, penou a maior parte do tempo diante do lanterna Jerez. Abriu a contagem com Jeffren, ampliou com Henry, mas tomou o gol de Bermejon, e só foi tirar a diferença quando Piqué e Messi entraram em campo, no segundo tempo, com Ibrahimovic, quando maior era o volume de jogo do adversário.

Mas, o Real segue na cola, ao bater por 2 a 1 o Zaragoza, com a volta triunfal de Kaká, depois de 45 dias sem jogar por conta de uma pubalgia. Entrou aos 33 minutos, quase marca na primeira bola, e, na segunda, deu o gol da vitória, em passe de Cristiano Ronaldo. Boas novas.

NATALINO DISSE NÃO

Natalino, Primeiro e Único, Rei do Rio, depois de muito pensar e papear, disse não ao Flamengo, preferindo ficar mesmo em General Severiano, onde acaricia seus três títulos conquistados neste primeiro semestre: a Taça Guanabara, a Taça Rio, e, por consequência, a faixa de campeão carioca do ano.

Assim, a diretoria do Flamengo fica com o mico nas mãos, às vésperas do mata-mata com o Corinthians pela Libertadores. Afinal, demitiu Andrade sem ter um técnico de peso como garantia para substituí-lo.

Mais uma demonstração de que o clube está à deriva, agindo mais por impulso do que pela razão.

Sonha com Leonardo, cujo Milan acaba de sofrer humilhante derrota para o Palermo, por 3 a , numa das piores exibições do rossonero em campeonatos italianos, depois de ter chegado atrasado em Muricy, que está fechando com o Fluminense, e de receber a negativa de Zico, que não quer manchar seu pedestal na Gávea sendo chamado de burro à beira do campo na primeira derrota da equipe.

Quem se habilita?

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, BRASIL!
  2. TRICOLOR SEGUE EM FRENTE
  3. FÓRMULAS E EUFORIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 25 de abril de 2009 Campeonatos Estaduais, Sem categoria | 16:36

DECISÕES E A GRANDE VIRADA

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E aí, meu? Quem vai levar a taça nessas decisões de 180 minutos que se iniciam neste domingo?

Nos casos do Rio e de Minas, o mando de jogo interfere de maneira mais amena, já que os campos, em si, serão neutros – Maracanã e Mineirão. Só muda de cor e sonoridade a galera.

Mas, em São Paulo, a Vila e o Pacaembu têm seus próprios significados.

A propósito, faz tempo que tenho minhas dúvidas sobre a praxe do futebol nessa questão: não sei se mandar o segundo jogo, num mata-mata de dois jogos, é melhor ou pior para o time que recebe esse “benefício”. Depende muito do comportamento da torcida. Se perder o jogo de ida, corre o risco de perder a torcida, no jogo de volta, caso não faça logo um gol.

Nesse sentido, o Corinthians parece levar uma certa vantagem sobre o Santos. Não apenas porque a Fiel (por questão de espaço no estádio) será maior no Pacaembu do que a galera santista na Vila, como passa a impressão de estar mais confiante e tolerante com seu time.

Mas, o jogo é jogado, e o melhor, numa disputa de dois jogos, acaba levando, se os deuses não interferirem de modo brutal. E mais: tudo o que ocorrer no primeiro jogo reflete no segundo, para o bem ou para o mal. Jogador expulso, a dimensão do placar e tal e cousa e lousa e maripousa.

Então, vamos ao que interessa: quem é melhor, entre os paulistas – Santos ou Corinthians?

Bem, o Corinthians leva a vantagem de ter um time armado e aprovado, pela conquista da Segundona e por seguir invicto ao longo desta temporada, há mais tempo do que o Santos, que começou a se ajustar nas mãos de Mancini outro dia. Além disso, conta com Ronaldo Fenômeno, gordo, fora de forma, mas sempre implacável nas proximidades da área inimiga, pra não falar na estrela que carrega na testa e no temor, justificável, que infunde no adversário.

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O Santos, contudo, parece ter se reencontrado com seu destino, aquele que aponta para a permanente renovação, jogadores jovens e talentosos, como Ganso e Neymar, para dar a grande virada, quando dele nada se espera.

A balança pende para o Corinthians, sorbetudo se Douglas, o armador da equipe, jogar com a mesma intensidade com que jogou nas semifinais. Mas, se o Santos, por isso ou aquilo, vencer, sei não, meu.

QUE DECISÃO, SÔ!

No Mineirão, depois de um bom tempo em que o Cruzeiro dominou soberbo, o Galo entra em campo com a crista erguida, diante do rival que mantém a mesma pose.

Claro, pelas últimas campanhas e pelo time que tem, jogando aquele futebol tradicional da Raposa, feito de muita técnica e ofensivo, o Cruzeiro pinta como favorito. Mas, o Galo mudou de estilo e, principalmente, de ânimo, sob o comando de Leão. Além de contar com um iluminado Diego Tardelli, que sempre foi excelente jogador, de quem Leão sabe extrair o melhor, ao contrário de outros treinadores.

Mas, o Cruzeiro responde com Ramires, Wagner, Marquinhos Paraná, um meio-campista que sabe fazer a bola circular, e Kleber, o Gladiador.

É de se ver. Imagino, dois jogaços!

NO RIO, CARA…

No Rio, o Flamengo me parece um time mais consistente do que o Botafogo. Pelo menos, no aspecto anímico, por tudo o que tem acontecido nos últimos tempos.

O Botafogo, agora, como nas vésperas, joga melhor, não tanto quanto nos tempos de Cuca, hoje, técnico do Flamengo. Tem um ataque mais efetivo, com Simões e Reinaldo etc. Mas, o Flamengo – e isso se demonstrou mais uma vez na decisão da Taça Rio – acaba tendo maior imposição em campo.

Essas coisas, porém, não são definitivas, imutáveis. Uma hora, o braço da viola muda, e, então…

OBRIGADO, SENHOR!

Como no hino brega do Rei Roberto Carlos, agradeço ao Senhor – ou, aos deuses da bola do Armando Nogueira, ou ainda, baixando essa bola aos campos terrestres, a Sir Alex Ferguson -por aquelas duas horas de pleno reencontro com o futebol jogado sob todos os seus signos – força, brio, técnica, habilidade e muitos gols.

Confesso que há muitos e muitos anos não tinha essa sensação: um time que perdia por 2 a 0 no primeiro tempo infundindo-me a certeza de que, no segundo, a virada seria inevitável. Isso era privilégio do Santos de Pelé, da Academia de Ademir da Guia, do Inter de Falcão, do Flamengo de Zico etc. E de alguns momentos raros da Seleção.

Pois, foi assim no confronto do Old Trafford, entre o Manchester United e o Tottenham, que, em dois contragolpes, no primeiro tempo, meteu 2 a 0. Dois gols nascidos da habilidade de Lennon, um desses pontas agressivos e dribladores.

O Liverpool, com um time desfigurado – três volantes, essas coisas -, havia vencido, antes, o Hull City por 3 a 1, mas com um jogo opaco, e o Chelsea, também sem brilho, ganhava do West Ham por 1 a 0. Portanto, os Diabos Vermelhos estavam em situação crítica no Campeonato Inglês, quando, no intervalo, Sir Ferguson trocou Nani por Tevez.

E o Manchester, que já havia criado uma pá de chances no primeiro tempo, todas conjuradas pelo nosso Gomes, em tarde inspirada, partiu definitivamente para virar de cabeça pra baixo aquele cenário.

E virou: em 25 minutos de partida na etapa final, já vencia por 3 a 2, com dois gols de Cristiano Ronaldo e outro de Rooney, que ligou as turbinas e detonou esse período com arrancadas prodigiosas e passes exatos.

Antes disso, Sir Ferguson trocou um de seus volantes - Fletcher – pelo meia Scholes, que acertou o passe de meio-de-campo, e a arrancada para a goleada foi inevitável: Cristiano Ronaldo, de cabeça, em cruzamento da esquerda de Rooney, o mesmo Rooney, novamente, em bola chorada, e, por fim, Berbatov: 5 a 2!

Com exceção do primeiro gol, de pênalti, todos os outros foram frutos de jogadas trabalhadas a partir do meio de campo, com dribles, fintas, passes e lançamentos.

Um detalhe: qualquer outro treinador, quando o Manchester virou um jogo considerado praticamente perdido, por certo, teria sacado um atacante e escalado em seu lugar um volante de contenção, se não um beque. Ferguson, não: manteve sua equipe com apenas um volante, um meia e quatro atacantes.

Quem sabe sabe.

Notas relacionadas:

  1. E DEU A LÓGICA
  2. TIMÃO, INTER, LEÃO E FLA
  3. PRA FRENTE, BRASIL!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,