Campeonato Italiano | Blog do Alberto Helena Jr.

Publicidade

Posts com a Tag Campeonato Italiano

sábado, 7 de maio de 2011 Futebol internacional | 21:17

QUE JOGUINHO VAGABUNDO…

Compartilhe: Twitter

Meu, amigo, não foi fácil manter os olhos abertos diante da tv,nesta tarde amena e silenciosa aqui na minha caverna de Ibiúna. Ô joguinho mequetrefe, sem vergonha…

E olhe que se tratava de clássico de um futebol secular em que estava em jogo o título nacional. Pois bem, a Roma não deu um passo, por mais tímido, no sentido de evitar que o Milan levantasse a taça com duas rodadas de antecedência.

Foi tamanho o descaso, a leniência da Roma, que, já no finzinho da partida, que se arrastava num tedioso zero a zero, Van Bommel e Thiago fizeram duas lambanças, entregando a bola aos atacantes romanistas. Estes, simplesmente, devolveram os presentes sem nem mesmo se dignarem a abrir o pacote.

De seu lado, o Milan, que lutava pelo título, teve o tempo todo a bola a seus pés, mas em nenhum momento soube o que fazer com ela. Retificando: em apenas um momento, aquele em que Robinho limpou bem e bateu a bola que se chocou com o poste de Doni, já vencido.

Mas, esse é o melhor reflexo do que foi o campeonato italiano deste ano, em que o Milan, apesar de praticando um futebol opaco diante das estrelas que lá estão, seguiu tranquilo de cabo a rabo, com esta ou aquela pequena perturbação criada ora pela Inter, ora pelo Nápoli ou Lazio.

REAL SOBERANO

Em contrapartida, Real Madrid e Sevilha nos ofereceram um belo espetáculo com muitos gols: 6 a 2 para os merengues, com direito a quatro gols de Cristiano Ronaldo, agora líder da artilharia espanhola, ultrapassando Messi, que joga amanhã.

Para nós, no entanto, valeu mesmo é ver que Kaká está em plena recuperação. Neste sábado jogou quase todo o tempo, fez boas jogadas e marcou um gol bem ao seu estilo, quando domina a bola na entrada da área e bate no canto.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  2. NOITE DE DECISÕES
  3. KAKÁ E O DUCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 Copa SP de Juniores, Futebol internacional | 00:55

AS GOLEADAS INICIAIS

Compartilhe: Twitter

Essas goleadas como as impostas por Corinthians, Grêmio, São Paulo etc. têm sido recorrentes na fase de abertura da Copinha, desde que o torneio juvenil (abaixo de 18 anos já nem é categoria júnior) inchou a ponto de conter todo o alfabeto na divisão dos grupos iniciais, de A a Z.

É que nesse corte da competição, o desnível entre os clubes dos grandes centros do país e aqueles que vêm de zonas mais distantes, sem recursos equivalentes, é muito maior do que o habitual.

Além do mais, essa estoica rapaziada que atravessa o Brasil de ônibus chegam aqui estourados, claro, o que acentua ainda mais a diferença atlética entre tais contendores. Isso, sem falar na parte técnica e até mesmo tática, embora a imensa maioria dos treinadores que tenho ouvido por aí revelem uma inconsistência alarmante.

E, aqui incluo os que dirigem também os chamados grandes dos centros mais avançados do país.

A propósito, fico pensando como podem os dirigentes desses clubes, que estão cansados de saber da importância cada vez maior da revelação de novos valores num futebol desprovido de recursos para contratar craques já feitos e consagrados, entregar essas minas de ouro aos cuidados de profissionais tão despreparados, embora esforçados e (alguns) com o dom nato de descobrir novos veios.

Bem, de qualquer forma, alguns meninos dão seus primeiros acenos para o futuro, mas prefiro dar um tempo para destacá-los aqui.

Afinal, foi apenas o primeiro passo.

Pra que isso?

Eis que o vice de futebol do Milan, Galliani, convoca uma coletiva de imprensa no vetusto Copacabana Palace para falar da novela Ronaldinho Gaúcho, atrasa uma hora, deixando a imprensa carioca ali plantada em vão, para depois… não dizer nada, além do já sabido – que Ronaldinho está livre para negociar com o clube que quiser, desde que não seja um italiano.

E, de quebra, revela sua preferência pelo Flamengo, rossonero como o seu Milan. Ora, pra quem ele iria torcer no Brasil? O Grêmio, de camisa preta e azul como a da Inter de Milão?

Por falar na Itália…

Leonardo, que surgiu no Flamengo de Galliani e teve boa parte de sua vida ligada ao Milan de Galliani, como jogador, dirigente e técnico, estreou no comando do feroz inimigo, a Inter. Uma estreia de gala, diga-se: 3 a 1 no Napoli, que cumpre excelente campanha no campeonato italiano, com direito a dois gols do brasileiro Thiago Mota, que recomeça em alta sua acidentada carreira na Inter.

Ao contrário de Felipe Melo, sua contrapartida da Juventus, que levou um chocolate do Parma – 4 a 1 -, em casa. É que, quando parecia que Felipe Melo, tão criticado por seus destemperos em campo, estava em plena recuperação, eis que o rapaz, ao sofrer uma falta, revida no ato com um pontapé no rosto do adversário.

É a história do escorpião. Que pecado…

Já o Milan de Galliani manteve a liderança, ao bater o Cagliari, fora de casa, por 1 a 0, gol de Strasser, no finzinho. Ganhou, é líder, mas não jogou bem,não.

Falemos da Inglaterra também

Pois não é que percebo a presença de um quinta coluna infiltrado no animado e solto campeonato inglês? Já vou dedurando: trata-se do técnico italiano do Manchester City, craque no seu tempo de jogador, mas retranqueiro de marca.

Reveja o amigo o empate sem gols com o Arsenal, que dominou o jogo de cabo a rabo, naquele seu toque-toque importado de Barcelona, E o City, só lá atrás, rebatendo bolas a esmo. E assim, lá está o time de Mancini em segundo lugar na tabela e o Arsenal em terceiro.

Ainda bem que o Manchester United, mesmo quando joga desfalcado de Rooney, vai passando, bem ou mal, por todos os demais, somando uma invencibilidade recorde dos Diabos Vermelhos em campeonatos caseiros.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, O MAIÓ!
  2. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  3. KAKÁ E O DUCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 27 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 18:24

POR UM POUCO DE DIGNIDADE

Compartilhe: Twitter

Ainda bem que o técnico Felipão não deu ouvidos àquela meia dúzia de idiotas que foram ao Centro de Treinamento do Palmeiras pedir para que seu time entregue o jogo ao Fluminense, a fim de prejudicar o Corinthians, rival doméstico.

Essa gente perdeu o menor senso de dignidade, honra e compostura. E aqui incluo o diretor de futebol Pescarmona que deveria ser eliminado do futebol por falta do mais ínfima respeito pelo esporte, como um todo. São pessoas com essa mentalidade que levaram o Palmeiras à mais indigente situação de sua gloriosa história.

O fato é que, com titulares, com reservas, com Felipão, sem Felipão, o Fluminense é melhor do que o Palmeiras, competente o bastante para vencer esse jogo e chegar à rodada final com todas as chances de levar o título. Sobretudo, se puder contar mesmo com seu quarteto de alta classe do meio de campo pra frente – Deco, Conca, Emerson e Fred.

Ah, mas os meninos palestrinos estão deprimidos pela desclassificação inesperada na fase final da Copa Sul-Americana…

Ora, se estão deprimidos, tristonhos, macambúzios e ensimesmados, nada melhor pra recompô-los do que um tratamento de laborterapia ou ludoterapia, Ou seja: um joguinho de bola, que, para eles, é a combinação dos dois – trabalho e diversão.

Timão da hora

Se não tem Ronaldo Fenômeno, sequer um reserva do mesmo estilo, não resta a Tite senão improvisar uma saída para o impasse.

Já disse e repito: por mim, botava ali Danilo e deixava o barco correr. Tem físico e bola para fazer essa função de pivô, não fixo na área, mas voltando um pouco para acionar os dois pontas – Jorge Henrique e Dentinho.

Pena que não terá Elias, dínamo desse meio de campo.

Mas, nem tudo é perfeito, como dizia o Boca Larga a Jack Lemmon na clássica comédia dos anos 50.

Cilada para a Raposa

Esse jogo com o Flamengo é uma grade cilada para a Raposa.

O Mengo não tem time para vencer, no mano a mano. Mas, beira o desespero, com medo de jogar a rodada final tentando escapar do rebaixamento, joga em casa e, portanto, deve dar tudo para vencer.

O Cruzeiro, de sua parte, não terá Fabrício, que tem sido o motor de seu meio de campo, mas terá Montillo, o cérebro e condutor da equipe.

Vai ser de lascar.

Nas estranjas

Somando os resultados de apenas dois jogos dos líderes deste sábado pelo campeonato inglês, teremos a soma espetacular de catorze gols, média de sete gols por partida.

O Arsenal meteu 4 a 2 no Aston Villa, na casa do adversário, pondo a bola no chão e tocando-a ao seu estilo tradicional, com três gols de Chamakh, que ainda eu uma assistência magnífica para o menino Wilshere completar de cabeça.

Já o Manchester United simplesmente massacrou o Blackburn no Old Trafford por 7 a 1, fora o baile e as chances perdidas, com direito a cinco gols do búlgaro Berbatov. Assim, os Diabos Vermelhos seguem à frente, com os Gunners no seu encalce, o que confere ao campeonato inglês um glamour especial, pois todos que estão lá em cima brigando pelo título jogam uma bola ofensiva e divertida.

Na Itália, o Milan, apesar de todas as possibilidades de que dispõe para oferecer algo no gênero, prefere seguir o roteiro covarde e convencional de sempre. Com Pato machucado e Ronaldinho no banco até os últimos minutos, trancou-se no meio de campo com todos aqueles Gattusos e Ambrosinis, sem falar nos laterais pífios de hábito, e não arrancou mais do que um empate por 1 a 1 com a Sampdoria, em Gênova. Gol de Robinho, claro, ao lado de Ibra, as duas únicas luzes da equipe.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  2. NEM FELIPÃO, NEM ADÍLSON
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 24 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 21:41

DECISÃO PRA FRENTE

Compartilhe: Twitter

Beleza que essa final do Paulistão seja disputada por Santos e Santo André, os dois que obtiveram o maior número de pontos na fase classificatória, com os ataques mais positivos.

Futebol é gol, na sua mais estrita essência. E, para obtê-los, é preciso ter audácia, velocidade, técnica e habilidade. Santos e Santo André revelaram, ao longo do torneio, esses atributos, o que é ótimo para a própria preservação do futebol como tal.

A antítese, a retranca, aquele jogo defensivo, chamado de pragmático, que imperou nas últimas duas décadas, está se esvaindo no mundo todo, inclusive no Brasil, um dos últimos redutos, preservados pela covardia e falta de imaginação da maioria dos nossos treinadores, para não falar da mídia em geral.

Claro, o Santos, com sua média de gols superior a três por partida, e, sobretudo, pela campanha brilhante que cumpriu até aqui nesta temporada, é franco favorito.

Mas, todos sabemos, em mata-mata, tudo pode acontecer. Mas, o que acontecer será sempre a superposição do futebol ofensivo sobre o defensivo.

GRENAL

O Inter tem elenco mais ilustre do que o Grêmio. Mas, o Grêmio, que tem excelente time, cumpre campanha muito mais equilibrada e eficiente do que seu eterno rival.

O Inter deu sinais de melhora no último confronto pela Libertadores, assim como o Grêmio, na Copa do Brasil.

É daqueles clássicos em que qualquer previsão é mero chute. Mas, para meu gosto, o Grêmio parece ser mais consistente.

MINAS, SÔ!

Por mais incrível que pareça, o título mineiro não será disputado entre Cruzeiro e Atlético. O Ipatinga tomou o lugar do Cruzeiro e vai para as finais com o Galo, que o próprio Luxemburgo já avisou só estará nos trinques para o Brasileirão.

Apesar da advertência, quem tem Tardelli no ataque tem meio gol.

LÁ FORA

O Manchester United, mesmo sem Wayne Rooney, sua principal estrela, meteu 3 a 1 no Tottenham, e garantiu a liderança, no que poderá ser alcançado neste domingo pelo Chelsea, acerbando a disputa nesta reta final do campeonato inglês.

Apertada segue, também a disputa pelo título alemão, com a vitória do Schalke, no finzinho, sobre o Herta Berlim, e o empate do Bayern com o Borússia Monchengladebach, por 1 a 1, embora o time de Munique merecesse a vitória por conta da pressão exercida no segundo tempo, sobretudo depois do gol de Klose, de cabeça, claro.

Já o Barça, poupando vários jogadores, alguns dos quais entraram no segundo tempo para definir a questão, penou a maior parte do tempo diante do lanterna Jerez. Abriu a contagem com Jeffren, ampliou com Henry, mas tomou o gol de Bermejon, e só foi tirar a diferença quando Piqué e Messi entraram em campo, no segundo tempo, com Ibrahimovic, quando maior era o volume de jogo do adversário.

Mas, o Real segue na cola, ao bater por 2 a 1 o Zaragoza, com a volta triunfal de Kaká, depois de 45 dias sem jogar por conta de uma pubalgia. Entrou aos 33 minutos, quase marca na primeira bola, e, na segunda, deu o gol da vitória, em passe de Cristiano Ronaldo. Boas novas.

NATALINO DISSE NÃO

Natalino, Primeiro e Único, Rei do Rio, depois de muito pensar e papear, disse não ao Flamengo, preferindo ficar mesmo em General Severiano, onde acaricia seus três títulos conquistados neste primeiro semestre: a Taça Guanabara, a Taça Rio, e, por consequência, a faixa de campeão carioca do ano.

Assim, a diretoria do Flamengo fica com o mico nas mãos, às vésperas do mata-mata com o Corinthians pela Libertadores. Afinal, demitiu Andrade sem ter um técnico de peso como garantia para substituí-lo.

Mais uma demonstração de que o clube está à deriva, agindo mais por impulso do que pela razão.

Sonha com Leonardo, cujo Milan acaba de sofrer humilhante derrota para o Palermo, por 3 a , numa das piores exibições do rossonero em campeonatos italianos, depois de ter chegado atrasado em Muricy, que está fechando com o Fluminense, e de receber a negativa de Zico, que não quer manchar seu pedestal na Gávea sendo chamado de burro à beira do campo na primeira derrota da equipe.

Quem se habilita?

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, BRASIL!
  2. TRICOLOR SEGUE EM FRENTE
  3. FÓRMULAS E EUFORIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 22 de novembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 22:17

TROPEÇOS E ALÍVIOS

Compartilhe: Twitter

fla0x0goias[1]

Bem, se esse jogo com o Botafogo era a chave para o São Paulo chegar ao título, no fim das contas deste domingo, o Tricolor conseguiu a proeza de seguir líder, mesmo perdendo, graças ao empate do Flamengo em casa com o Goiás e a derrota do Galo para o Inter, no seu terreiro do Mineirão.

Aliás, quem mais saiu aliviado ao cabo desta rodada, na verdade, foi o Palmeiras, que viu reacender uma ponta de esperança, depois de já ter jogado a toalha em relação à disputa de campeão.

O fato é que, no Engenhão, tivemos um jogo incrível, disputado sobre o fio da navalha e cheio de alternâncias. Ora, era o Botafogo que jogava melhor e conseguia seu gol, logo aos 14 do primeiro tempo, com exímio disparo de Jobson de fora da área; ora era o São Paulo, que passava a dominar, empatando e virando o placar, com Washington e Jorge Wagner, sem tempo para celebrar, pois, na recarga, o Glorioso empatou novamente com Renato, com participação discutível de Jobson – o atacante estava em posição de impedimento, quando a bola lhe veio ricocheteada para ser lançada a Renato, que, de cabeça, concluiu.

Houve, então, a expulsão de Richarlyson, e, no finalzinho, Jobson, o nome do jogo, desempatou, logo após Hernanes meter uma bola trave (a segunda do São Paulo).

Enfim, um jogo emocionante, cujo resultado tirou o Botafogo da zona do rebaixamento e manteve o Tricolor na liderança, embora nada esteja garantido neste campeonato dos tropeções.

Já o Flamengo, que perdeu a chance de pular para o topo da tabela, numa arrancada fulminante neste segundo turno, o que lhe daria a vantagem de só depender de si nas duas rodadas restantes, frustrou a imensa e festiva galera que lotou o Maracanã, pelas mesmas razões que vêm fazendo os demais candidatos ao título tropeçarem tanto: a ansiedade de vencer, que desvia o passe, o chute e o foco da melhor alternativa para a jogada certa.

O Goiás, movido ou não por estímulos extras, jogou pra valer, marcou muito bem e soube explorar essa ansiedade rubro-negra em várias pontadas perigosas, do início ao fim da partida.

Além do mais, no instante em que o Flamengo deveria apresentar todas as suas armas, lá pela metade do segundo tempo, cansou, como, aliás, vem ocorrendo nas suas últimas apresentações.

Sobretudo, seus principais jogadores, dentre eles, claro, o mais veterano, Petkovic. É natural, mas pode vir a ser fatal nas duas rodadas restantes do campeonato.

LÁ FORA

O jogo foi espetacular. No primeiro tempo, o Cagliari começou melhor, abriu a contagem, o Milan virou e tomou o empate, antes de revirar tudo com um golaço de Pato, em assistência genial de Ronaldinho, que ampliou de pênalti, para o Cagliari diminuir mais tarde: 4 a 3.

Mas, mais do que os sete gols num futebol atavicamente avaro nesse quesito, vale ressaltar o singelo fato de que Leonardo está recolocando o Milan na linha de sua história: um time mais solto, ofensivo, criativo, o que explica o crescimento de Ronaldinho e Pato, que estão jogando o fino.

Outro dia, o veterano Del Piero, lídimo herdeiro de Rivera, Sandrino Mazzola, Baggio e outros meias históricos do futebol italiano, declarou que a Itália sem Totti não é a Itália. Pois, Totti voltou à Roma diante do Bari, marcando nada menos do que três gols.

Não, nunca espere de Totti um lance a La Ronaldinho, em que a habilidade supere a lógica. Mas, a exemplo de Del Piero, é um jogador de técnica irrepreensível no passe, na visão de jogo, e, sobretudo no remate a gol. Sem dúvida, a Itália sem Totti não é a Itália.

No Campeonato Inglês, a disputa vai se polarizando entre o líder Chelsea e o vice Manchester United. Ambos venceram sues jogos deste fim de semana: o Chelsea goleou o Wolverhampton por 4 a 0, enquanto os Diabos Vermelhos batiam por 3 a 0. O Chelsea dá a impressão de mais compacto, mas o Manchester é o Manchester, e muita água ainda vai rolar nesse eterno Tâmisa.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 8 de novembro de 2009 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 21:18

BOLA DE PAPEL

Compartilhe: Twitter

Para o Palmeiras, era uma questão de preservar a liderança, nem que fosse ao lado do São Paulo. Para o Fluminense, era uma questão de sobrevivência na Série A do Brasileirão – vida ou morte.

E foi isso que pautou o emocionante, embora pontilhado de muitas faltas, jogo do Maracanã, na comovente vitória do Fluminense por 1 a 0, gol de Fred, de cabeça, aos 15 minutos do segundo tempo: o Tricolor, o tempo todo atrás da vitória; o Verdão, o tempo todo, evitando a derrota.

Sim, é verdade, houve aquele gol de Obina, absolutamente legal, que Simon, em fase deplorável, anulou sabe-se lá por que cargas d’água. Mas, isso foi tudo o que o Palmeiras fez ofensivamente. De resto, afundou-se em total falta de criatividade no seu meio campo, mesmo depois que Muricy trocou um dos supérfluos zagueiros (Marcão) pelo meia Deyvid Sacconi, tarde demais.

Em contrapartida, o Flu era flama que Conca elevava ou baixava de acordo com a necessidade do jogo  e pura aplicação.

Dessa forma, o Verdão perdeu a liderança e o Flu atingiu o limiar da fuga do rebaixamento, somando uma série de meia dúzia de jogos invictos no Brasileirão, um prodígio para quem já parecia destinado à queda irreversível.

O GRANDE VENCEDOR

Sem dúvida, o grande vencedor deste domingo foi o Flamengo, que meteu 3 a 1 no Galo em pleno Mineirão.

E aqui, mais uma vez, sou obrigado a abrir um espaço especial para falar de Petkovic, esse sérvio de fina cabeça e bola redonda, pedra de toque do Flamengo que, de time comum, deu esse salto prodigioso para a terceira colocação, com grandes chances de empalmar a taça, a partir do instante em que o gringo entrou na equipe, sem nenhuma expectativa, diga-se, à época.

Neste domingo, simplesmente, ele perpetrou seu segundo gol olímpico no campeonato, um atrás do outro. Ora, sabemos que gol olímpico é aquele lance esporádico, marcado de vinte em vinte em vinte anos. Pois, Pet fez dois, em poucos dias.

Além do mais, e o mais importante, é sua infinita capacidade de armar a equipe como só os grandes meias do passado o eram.

Enfim, deixaram, e o Mengão está aí, a dois passos da liderança.

O FENÔMENO

Falo de Pet e sou obrigado a apontar para Ronaldo, o Fenômeno, que decidiu o jogo com o Santo André, no Pacaembu, com um golaço de fora da área e uma assistência precisa para Dentinho definir o placar.

E aí é fácil entender  por  que o Corinthians viveu aquela fase de baixa ao longo do campeonato. Coincidentemente, a coisa se deu enquanto Ronaldo se recuperava de delicada lesão no punho.

Ao recuperar  um tiquinho de condições físicas e técnica, pronto! Já está fazendo a diferença!

VASCO DE VOLTA

Sou do tempo em que o Vasco era a maior potência técnica do futebol brasileiro, e dono do terceiro maior estádio do país, abaixo apenas do Maracanã e do Pacaembu, onde botava pra jogar um timaço que era a própria Seleção Brasileira – Barbosa; Augusto e Wilson Capão; Eli, Danilo e Jorge; Tesourinha ou Friaça, Maneca, Ademir de Menezes, Ipojucã e Chico.

Mais tarde, montou outro esquadrão, com Hernani; Paulinho e Bellini; Laerte ou Écio, Orlando e Coronel;  Sabará, Livinho (depois, Almir Pernambuquinho), Vavá, Walter (depois, dr. Rúbis) e Pinga.

Esse Vasco não podia cair. E, se caísse, por obra do destino e dos desmandos de seus dirigentes, teria de voltar rapidamente. Foi o que fez, para o bem do futebol brasileiro.

LÁ FORA

O clássico inglês, apesar da disposição ofensiva das duas equipes, foi tenso, corrido, mas pouco emocionante, pela ausência de chances de gol claras e bem definidas. Ganhou Chelsea, por 1 a 0, gol Terry, o zagueirão, de cabeça, em bola alçada por Lampard, jogada manjadíssima dos azuis.

Mas, na verdade, o Manchester United foi ligeiramente superior na bola rolando. Isso, porém, não conta pontos e o Chelsea é o líder isolado, enquanto o Arsenal, que goleou mais uma vez, no sábado, vem comendo pelas beiradas.

Dois levantamentos de Ronaldinho Gaúcho, e o Milan venceu a Lazio por 2 a 1. No primeiro, Thiago Silva emendou de cabeça; no segundo, foi Pato. O Milan, assim, vai dando sinais de recuperação – já é o quarto ou quinto jogo invicto – depois de um início de temporada deplorável. Mas, é evidente a queda de produção do time no segundo tempo.

Talvez, por conta da idade do trio de meio-de-campo – Seedorf, Pirlo e Ambrosini -, talvez, por deficiência na preparação física, não sei.

No Campeonato Espanhol, segue a disputa paralela entre Barça e Real, com a vitória de ambos neste fim-de-semana: o Barça meteu 4 a 2, no Mallorca, e o Real bateu o rival madrilenho, o Atlético, por 3 a 2, com gols de Kaká e Marcelo.
Nenhum dos dois, porém, ainda está praticando aquele futebol dos sonhos que seus elencos sugerem, pelo menos, não, até o final do ano, com a sobreposição da Liga dos Campeões com o campeonato nacional.

Notas relacionadas:

  1. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  2. TRÊS VEZES RONALDO
  3. MUITA TENSÃO E POUCA BOLA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 7 de dezembro de 2008 Futebol internacional | 13:11

BARÇA, O MAIÓ!

Compartilhe: Twitter

O Manchester penou para vencer o Sunderland por 1 a 0, gol no finalzinho do zagueiro Vidic; o Arsenal, idem, diante do Wigan, enquanto o líder Liverpool só obteve seu resultado no segundo tempo, frente ao Blackburn. E o Chelsea, do nosso Felipão? Apesar do belíssimo gol de Deco, na vitória por 2 a 0 sobre o Bolton, jogou mal. Assim como o Milan, o mais estrelado dos italianos, escapou de mais um vexame, diante do Catânia, em pleno San Siro, graças a um cabeceio de Kaká desviado no beque, embora nos dez minutos seguintes pudesse até ter goleado. Mas jogou pouco.

Quem está na crista da onda é o Barcelona, dentre os grandes da Europa. Sábado meteu 4 a 0 no Valência, três gols de Henry e um do nosso Daniel Alves. A cada jogo, um show de bola e uma goleada.

Notas relacionadas:

  1. PRA TODO MUNDO VER
  2. NO FIM DE TUDO, O CRAQUE
  3. BONS VENTOS FUTUROS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,