Campeonato Inglês | Blog do Alberto Helena Jr.

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sábado, 9 de abril de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 16:46

JÁ SAÍA QUANDO CHEGOU

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A bem da verdade, quem acompanha os passos do futebol sabe que Celso Roth já estava demitido quando foi contratado. Era só uma questão de tempo, não de resultados, que, nesse quesito, Roth cumpriu sua parte, apesar do vexame no Mundial de Clubes.

Depois de tantas reviravoltas na vida de Celso Roth, já me convenci que seu problema pouco  tem a ver com a maneira como exerce seu ofício e muito mais com um traço básico de sua personalidade: a falta de carisma, atributo essencial para qualquer líder.

No futebol, o grande líder é sempre o treinador, aquele que, além de armar, treinar e escalar o time, infunde confiança não apenas no grupo de jogadores, mas, também,na torcida.

Roth é tão bom treinador de futebol quanto tantos outros que por aí estão, melhor até que muitos afamados. Mas, não dá liga com a torcida. Não só a torcida colorada, mas as de todos os times que dirige.

Seu jeitão de ser e de falar em público, a cada injustiça de que é vítima, se adensa ainda mais, o que piora progressivamente essa sutil relação com a mídia e a opinião pública.

Que fazer?

Quanto a Roth não sei. É seguir adiante, até que um estrondoso sucesso mude o curso de sua carreira.

Quanto ao Inter, deu um salto no escuro, na esperança de que seja amparado por Falcão, maior ídolo de sua história e que há alguns anos atua como comentarista da Globo.

Falcão, o mais completo volante da história do futebol brasileiro, tinha tudo para se transformar num treinador especial, capaz de sair da mesmice que tomou conta dos nossos campos a partir dos anos 90, sobretudo.

Mas, sei lá por que cargas d’água, não vingou, nem na Seleção Brasileira, onde iniciou a renovação que culminaria no time campeão de 94 com Parreira, nem no próprio Inter, em 93.

Virou o comentarista principal da mais poderosa emissora de tv do país, e parecia destinado a ficar nessa pelo resto da vida. Sucede que Falcão, um vencedor por natureza, até hoje não engoliu a breve experiência sem êxito como técnico.

Vejamos no que vai dar isso tudo. Só adianto uma coisa: torço muito para que saia o acerto entre Inter e Falcão, e que, nessa função renovada, o Bola-Bola marque sua trajetória futura com a classe e o sucesso que obteve como craque.

BUROCRACIA À INGLESA

Vivo exaltando o show de bola, cores e emoção em que se transformou o Campeonato Inglês nos últimos anos. Mas, confesso: este foi um sábado decepcionante.

Tanto o líder Manchester United quanto milionário Chelsea jogaram um futebol burocrático, no limite mínimo necessário para assegurar vitórias sobre Fulham e Wigan, por 2 a 0 e 1 a 0, respectivamente.

O Chelsea com força total, apesar de dominar o jogo, ainda criou algumas chances, além do gol de Malouda, mas não encantou. E os Diabos Vermelhos, desfigurados por várias alterações, fez 2 a 0, com Berbatov e Valencia para cair na vala comum o resto da partida.

A diferença entre esses dois grandes do Reino Unido é que, enquanto o Chelsea luta por uma vaga na Liga dos Campeões, o Manchester se mantém como uma rocha inexpugnável na liderança que, ao cabo, poderá transformá-lo no maior vencedor do campeonato da ilha de todos os tempos, superando o Liverpool, com dezenove títulos.

REALINHO

Conheci Realinho lá pelos finais dos anos 50, durante uma greve dos estudantes secundários. Ele, filho do socialista Elpídio Reali, ex-delegado de polícia e político de integridade e coerência já então raras, era dirigente da UPES, União Paulista dos Estudantes Secundários. E parecia que o palanque seria seu destino.

Eis, porém, que Realinho reaparece na telinha como um dos primeiros repórteres de campo da tv brasileira. Esperto, boa pinta, simpático feito o demo, tricolor de fé, marcou sua passagem pelos campos de futebol com o 7 da Record às costas, antes de saltar para a reportagem política.

Durante anos, cruzamos pelas redações e botequins da vida, até que a sombra da ditadura militar passou a acompanhar seus passos. Antes que o alcançasse, Realinho, já casado e pai, juntou a trouxa, a família e se mandou para Paris.

Lembro que, no dia de sua partida, cruzei com Realinho na Praça D. José Gaspar, quando lhe dei carona até a casa de seu sogro, no Morumbi. À noite, o Canarinho voou para longe das trevas que se abateram sobre nós por mais uma década.

Em Paris, Realinho comeu o pão que o diabo amassou até se estabelecer como correspondente da Jovem Pan e do Estadão, transformando sua casa no verdadeiro consulado brasileiro em terras de França.

Amante dos bons vinhos e da mais refinada culinária, sempre que aportávamos em Paris, ele nos conduzia pelos descaminhos do pecado da gula. Papo inteligente, rápido, riso generoso, testemunha divertida e perspicaz de seu tempo, um jantar com Realinho valia a viagem.

Foi-se o nosso Canarinho neste sábado, depois de longa enfermidade, aos 71 anos de idade.

Até logo mais, companheiro, que precisamos botar esse papo em dia.

A SOMBRA DE MESSI

O jogo já estava no ralo. Três minutos de acréscimo, com o Barça, de virada, vencendo o Almeria por 2 a 1, quando uma bola despachada lá de trás, pingou na frente do beque Marcelo Silva, de frente para seu gol. Ah, mas pra que o beque, na corrida, deu aquela espiada sobre o ombro direito?

E o que ele viu? Viu Messi chegando na corrida. Pronto! Bateu o desespero, e a bola, caprichosa, toca o chão e alça-se o suficiente para escapar ao domínio do zagueiro já em pânico. Mas, não de Messi, que a controla com aquela esquerdinha mágica, e, na saída do goleiro Diego Alves, toca pras redes, com a frieza de um relojoeiro suíço dando o seu último retoque numa obra-prima da marcação do tempo.

Fosse qualquer outro adversário, certamente o beque teria controlado o lance, sem maiores dificuldades. Era Messi, porém, E é aí que a sombra do craque se avoluma o suficiente para assustar qualquer mortal.

Outra coisa que encanta nesse garoto: sua disposição de jogar, em qualquer lugar, a qualquer hora, contra quem for, com o mesmo empenho, do início ao fim, e com aquela alegria de menino discreto, embora cheio de firulas no trato com a bola, com que contagia a torcida, não importa de que camisa.

Notas relacionadas:

  1. ALGO EM COMUM
  2. DE BARCELONA A SANTOS
  3. INTER EM SINTONIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 15:37

NOSSO ATRASO

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O amigo junte no liquidificador das reflexões a derrota da Seleção diante da França, uma pitada do empate do Fluminense e até mesmo a vitória dos meninos do Brasil sobre o Equador, e o sumo que escorrer terá  certo gostinho de fruta vencida.

Traduzindo: o futebol brasileiro, taticamente, ainda está atrasado em relação aos demais grandes centros. Temos excelentes jogadores – os principais, grandes promessas, como Ganso e Neymar.

Há quem diga, com fortes razões, como o meu querido Marco Antônio Rodrigues, o popular Bodão, que não temos o craque com C maiúsculo, aquele jogador transcendente, capaz de colocar a bola embaixo do braço, no momento da adversidade, e só recolocá-la no gramado para resolver a situação.

Kaká e Ronaldinho Gaúcho, que teriam as condições técnicas para ser esse cara, acabaram não o sendo na hora da verdade. Não sei se Ronaldinho poderá ainda sê-lo, desconfio que não. E Kaká, que só agora está voltando a campo, no Real, só o tempo dirá.

Por tudo isso, a questão tática sobrepuja as individualidades.

O brasileiro, nas duas últimas décadas – digamos, a partir de 94 -, assumiu a confortável ideia de que, fechando-se lá atrás, a qualquer momento, um Romário, um Bebeto, um Ronaldo Fenômeno ou um Rivaldo, resolveriam as coisas lá na frente, em duas ou tr~es investidas por jogo.

O mesmo princípio guiou nos passos trôpegos na última Copa, e o resultado foi o que se viu.

Isso pode funcionar ainda na Itália, onde se pratica um jogo chamado calcio, que tem muitas semelhanças com o futebol que conhecemos.

Dunga – veja o amigo! -, tempos atrás, no Bem, Amigos, enfatizou isso, dizendo que qualquer volante de marcação brasileiro, na Itália, escassa de talentos individuais, vira meia-armador ou até mesmo atacante. Até ele, marcador implacável, lá, jogava mais avançado.

É o que está acontecendo com Hernanes na Lazio, o que provocou o equívoco da sua escalação na função que lhe coube diante da França, somada à avaliação feita por boa parte da crônica esportiva: pô, se o cara joga assim lá, por que não aqui?

Porque aqui, como nos demais grandes centros futebolísticos do mundo, a história é outra. A Itália é um mundo à parte do futebol, sobretudo quando se trata de Seleção.

Mas, voltando à vaca fria: sem aquele senhor da bola, mas com bons e excelentes jogadores, como devemos agira, taticamente, para voltarmos a exibir nossa cara histórica?

Outro dia, no Arena Sportv, Roque Jr. – e aqui não vale nenhuma avaliação sobre a qualidade de Roque como jogador, mas, sim, sua visão, dentro do campo, dos nossos anacronismos no plano tático – dizia que sentiu demais quando voltou ao Palmeiras, depois de muitos anos atuando na Europa.

Lá, como zagueiro, estava acostumado a atuar numa linha de zaga avançada. O time todo se concentra num espaço de quarenta metros, entre as duas intermediárias. Isso, além de compactar o time, leva as ações mais perto do ataque do que da defesa.

Aqui, os treinadores mandavam-no jogar cinco metros atrás. Com isso, os espaços entre a defesa, o meio de campo e o ataque se esticam, obrigando a turma de trás enviar a bola longa ao ataque, eliminando praticamente o trabalho do meio de campo. Então, o futebol vira pingue-pongue, vai e volta.

Esse não é o DNA do nosso futebol. Se o jovem amigo não tem acesso às imagens dos anos 20, 30, 40, 50, 60, 70 e boa parte dos 80, confie, por favor na minha palavra de observador nas últimas seis décadas: pegue esse Barcelona tão atual e o aplique como modelo do que éramos. E do que poderíamos voltar a ser.

Era assim que jogávamos, desde o mais pequenino ao maior dos clubes brasileiros, Seleção e o diabo. Reduzíamos o campo, apertando a marcação a partir da zaga adversária, e tocando, tocando, tocando, até envolver o inimigo, que, de sua parte, tentava fazer o mesmo.

Por conta dessa mudança de postura, mais defensiva do que ofensiva, fomos aos poucos, nos últimos vinte anos, eliminando o chamado meia-armador e perdemos a ideia de escalonamento do meio de campo: um volante, volante, que vai e vem; um meia-armador, um meia-atacante (chamado de ponta-de-lança, no passado) e três avantes.

Pois, se abrimos mão disso em favor de linhas lineares (desculpe o amigo a redundância), os grandes de Espanha, Alemanha e Inglaterra logo captaram essa ideia, e vão se dando muito bem, obrigado.

Enfim, se quisermos olhar no espelho da história, estiquemos esse olhar lá para fora, que reencontraremos nosso próprio rosto, num átimo.

Por falar em volantes…

Esse negócio de dois volant6es nasceu com mestre Rubens Minelli – um que defende mais e outro que ataca –, naquele Inter inesquecível do bicampeonato  brasileiro de 75/76. A diferença chamava-se Falcão, um segundo volante acima de qualquer expectativa, capaz de combinar a seus pés tanto o senso de marcação quanto o de armação.

Mas, mesmo Minelli, naquele time, mantinha Carpegieani como armador e três atacantes típicos – Valdomiro e Lua pelas extremidades do campo e Flávio, depois Dario Maravilha, no centro.

Com qualquer formação, sua zaga jogava avançada, fazendo a linha de impedimento, fosse com Figueroa, fosse com Hermínio e depois Marinho Perez, o que compactava o time e lhe permitia estar sempre mais próximo da meta adversária do que da sua.

Até então, os times jogavam com apenas um volante, assim como joga o Barça, com Busquets ou o Arsenal. Podia ser um cabeça de área típico, um leão-de-chácara dos zagueiros, como Denílson, no Flu, ou Dudu, no Palmeiras. Mesmo estes sabiam jogar. Dudu, por exemplo, era meia-atacante na Ferroviária, ao lado de Dirceu, o volante, e Bazzani, o armador.

Na verdade, durante a vigência do sistema WM, três zagueiros (dois laterais e um central) , dois médios apoiadores, dois meias de ligação e três atacantes, eram, digamos dois volantes. Mas, com o advento do meia ponta-de-lança, (Ademir de Menezes no Flu de Gentil Cardoso), nasceu o quarto-zagueiro. Isto é: um dos médios apoiadores recuou para a quarta-zaga. Mas, esse cara, por ter sido um médio – Formiga, Brandãozinho, Danilo etc. – saía jogando com qualidade.

Toda essa configuração fazia do futebol brasileiro um jogo essencialmente ofensivo.

Mas, a partir dos anos 90, basicamente, o nosso futebol começou a recuar num plano inadmissível. Os dois volantes de Minelli transformaram-se em dois cabeças-de-área; o meia armador sumiu e um dos pontas recuou para ajudar na marcação e na armação.

Hoje, há um movimento no sentido contrário, mas ainda tímido, a não ser com o Santos do primeiro semestre do ano passado, quando ganhou tudo, deu show e encheu as redes inimigas de gol.

Esse é o padrão. O resto é resto.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO DE GALA
  2. O COLORADO E A ESTREIA
  3. A VOLTA DE RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sábado, 5 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 15:43

PALAVRAS E OBRAS

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Ronaldo Fenômeno entupiu o twittter com indignações contra os cretinos que, neste dois dias, têm vandalizado as dependências do Corinthians, em protesto pela vexatória eliminatória do time na Copa Libertadores.

Tem razão o craque histórico. Nenhum tipo de violência se justifica, em qualquer circunstância. Mesmo porque estou convencido de que esse tipo de protesto de torcida organizada, em geral promovida por um bando de moleques – adolescentes e jovens semialfabetizados – a mando de alguém, busca mais aqueles poucos segundos de fama ao ver seus rostos expostos pela televisão do que realmente extravasar sua ira pela derrota da hora.

Nessa linha, bem fariam as televisões brasileiras se imitassem as inglesas, que limitam a exibição dessas lamentáveis cenas ao mínimo necessário para informar os telespectadores. De preferência, em planos distantes, e, se isso fosse impossível, velando o rosto dos participantes para que eles não possam se vangloriar no dia seguinte.

As imagens reais, iriam para a polícia, que trataria de identificar esses pequenos criminosos, prendê-los e abrir os devidos boletins de ocorrência. E que a justiça fosse menos lenta e tolerante com essa cambada.

Quanto à reação de Ronaldo, repito, é justa. Mas, insuficiente. Mesmo, como ele afirma, que não leve nenhum tostão do Corinthians; ao contrário, com sua ação de marketing, bota um bocado nos cofres alvinegros, o que me consta ser pura verdade, ele é, sobretudo, um jogador de futebol, ainda.

E jogador de futebol, como qualquer outro artífice, se expressa mais com sua obra do que com suas palavras. E a obra recente de Ronaldo Fenômeno está a mil anos-luz da obra que ele nos deixou em sua gloriosa e longa carreira.

E, se ele deseja cumprir a promessa de uma grande volta por cima, precisa readquirir rapidamente, no mínimo, a forma física dos tempos dos títulos paulista e da Copa do Brasil, há dois anos.

Que jogaços!

Os anglo-saxões e os germânicos, digamos, são primos em segundo grau, que se odeiam historicamente. Mas, têm algo em comum: nunca se entregam, até o último homem, até o último minuto.

E, no futebol, como na guerra, não é diferente.

Pegue o amigo esse jogo lancinante entre Colônia e Bayern de Munique. Os bávaros saíram na frente – 2 a 0, no primeiro tempo. No segundo tempo, porém, sob o comando de Podolski, o Colônia virou para 3 a 2. E, até o apito final, o 4 a 2 e o 3 a 3 rondou as duas metas, em lancinantes golpes de parte a parte.

Mais emblemático ainda foi o jogo em Newcastle, onde o Arsenal, naquele seu toque-toque hipnótico, ao estilo do Barça, em menos de três minutos rolados, já vencia por 2 a 0, e, em menos de dez, por 3 a 0. Enfim, terminou o primeiro tempo, com 4 a 0 no placar e anunciando uma goleada espetacular.

É verdade que o Newcastle, apesar do vexame inicial, respondia com ataques perigosos. Na verdade, criou quatro claras chances de reduzir o placar, ainda no primeiro tempo.

Mas, no segundo, Deus do céu! Depois da expulsão injusta de Diaby, o Arsenal submeteu-se a um sufoco irresistível. E o jogo terminou em 4 a 4, ainda que os dois times tenham criado chances para definir a vitória antes de o juiz encerrar a partida.

Juiz, aliás, que errou em lances capitais contra os dois times. Mas, o que restou foi a enorme emoção de um jogo delirante.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO DE GALA
  2. POR UM POUCO DE DIGNIDADE
  3. A VOLTA DE RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sábado, 22 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 23:57

A VOLTA DE RIVALDO

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Rivaldo evita se manifestar a respeito. Mas, neste sábado em que o São Paulo levou um baile da Ponte na derrota por 1 a 0, o site oficial do clube anuncia a contratação do craque de 38 anos de idade, presidente do Mogi Mirim, diga-se.

O negócio está ainda meio nebuloso, mas o certo é que a ideia nasceu de um encontro entre Rivaldo e Rogério Ceni, outro dia. E, tudo indica, implica numa parceria do São Paulo com o Mogi.

Como se vê, não se trata de coisa pensada, arquitetada sob um projeto de marketing, essas coisas muito em voga no futebol brasileiro. Nada disso. Simplesmente, pintou na área e a coisa pode rolar.

Se vai ser bom negócio, não sei. Só o tempo dirá o que Rivaldo poderá acrescentar em campo a esse time do São Paulo, Há anos não o vejo atuar. Só sei que jogou muito, e que, se produzir, sei lá, trinta por cento do que produzia, já será de inestimável valor.

Também sei que se o Tricolor espera que ele venha a ser aquele tal camisa 10 tão desejado, engana-se redondamente. A não ser que Rivaldo, nestes últimos tempos, tenha mudado muito suas características. Pois, em toda sua gloriosa carreira, Rivaldo sempre foi um meia-atacante de excelentes assistências e muitos gols, não um organizador de jogadas no meio-campo.

Sem Lucas

Lucas, que depois de estreia hesitante jogou muito bem na vitória sobre a Colômbia, pelo visto, estará de fora, machucado, do jogo deste domingo contra a Bolívia, pelo Sul-Americano Sub-20.

Perda considerável para o Brasil de Ney Franco, que terá de optar entre Oscar e Alan Patrick. Duas grandes promessas, mas que, neste torneio não chegaram a convencer, embora ambos tenham jogador pouco tempo até agora.

Pelos relatos que nos vem de Tacna, Peru, Ney Franco estaria inclinado também a promover as voltas do volante Zé Eduardo e do atacante Henrique, expulsos na estreia contra o Paraguai.

Sei não. Fernando, contra a Colombia, pareceu-me mais sereno e produtivo do que Zé Eduardo, e Diego Maurício mais ativo e veloz do que Henrique.

De qualquer forma, o mais importante é Ney Franco conseguir compactar esse time, e estimular a troca de bola envolvente, em vez da ligação direta da defesa ao ataque, que tem sido a marca do Brasil nessa competição.

Copinha

Bahia e Flamengo passaram por Desportivo Brasil e América MG, duas equipes que deixaram a melhor das impressões na Copa São Paulo Jr.

O fato é que os meninos de dois dos clubes de massa do futebol brasileiro fazem a final do tradicional torneio, no dia do aniversário da cidade de São Paulo, cujos representantes ficaram pelo caminho.

Vai ser um belo presente de aniversário para a cidade, sem dúvida.

Barça, como sempre

Foi a décima quarta vitória consecutiva do Barça no Campeonato Espanhol (a derrota para o Bétis, no meio de semana, era pela Copa do Rei, onde os catalães seguem em frente, diga-se). Desta vez, a vítima foi o Racing Santander: 3 a 0, naquela base de sempre – bola de pé em pé até que Pedro, Messi e Iniesta a mandassem para as redes inimigas.

Diabos arrasadores

Outro que vai somando incrível invencibilidade na Europa é o Manchester United.

Neste sábado simplesmente arrasou o Birmingham, no Teatro dos Sonhos: 5 a 0, com direito a três gols de Berbatov, o artilheiro do campeonato. Aliás, o que está jogando o búlgaro é brincadeira.

Em desta vez, os Diabos Vermelhos botaram a bola no chão e deram um belo espetáculo de tramas coletivas e jogadas individuais, o que lhes teria permitido alcançar uma goleada bizarra, coisa de 10 a 0, sem exagero.

Mas, se Berba fez três, o holandês Van Persie, não deixou por menos – marcou os três gols da vitória do Arsenal sobre o Wigan, o que o elevou à vice-liderança, já que o City acabou perdendo por 1 a 0 para Aston Villa.

Dá gosto ver Manchester United e Arsenal em campo.

Notas relacionadas:

  1. VOLTA AO MUNDO
  2. LOVE, LOVE
  3. DECISÃO PRA FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 Copa SP de Juniores, Futebol internacional | 00:55

AS GOLEADAS INICIAIS

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Essas goleadas como as impostas por Corinthians, Grêmio, São Paulo etc. têm sido recorrentes na fase de abertura da Copinha, desde que o torneio juvenil (abaixo de 18 anos já nem é categoria júnior) inchou a ponto de conter todo o alfabeto na divisão dos grupos iniciais, de A a Z.

É que nesse corte da competição, o desnível entre os clubes dos grandes centros do país e aqueles que vêm de zonas mais distantes, sem recursos equivalentes, é muito maior do que o habitual.

Além do mais, essa estoica rapaziada que atravessa o Brasil de ônibus chegam aqui estourados, claro, o que acentua ainda mais a diferença atlética entre tais contendores. Isso, sem falar na parte técnica e até mesmo tática, embora a imensa maioria dos treinadores que tenho ouvido por aí revelem uma inconsistência alarmante.

E, aqui incluo os que dirigem também os chamados grandes dos centros mais avançados do país.

A propósito, fico pensando como podem os dirigentes desses clubes, que estão cansados de saber da importância cada vez maior da revelação de novos valores num futebol desprovido de recursos para contratar craques já feitos e consagrados, entregar essas minas de ouro aos cuidados de profissionais tão despreparados, embora esforçados e (alguns) com o dom nato de descobrir novos veios.

Bem, de qualquer forma, alguns meninos dão seus primeiros acenos para o futuro, mas prefiro dar um tempo para destacá-los aqui.

Afinal, foi apenas o primeiro passo.

Pra que isso?

Eis que o vice de futebol do Milan, Galliani, convoca uma coletiva de imprensa no vetusto Copacabana Palace para falar da novela Ronaldinho Gaúcho, atrasa uma hora, deixando a imprensa carioca ali plantada em vão, para depois… não dizer nada, além do já sabido – que Ronaldinho está livre para negociar com o clube que quiser, desde que não seja um italiano.

E, de quebra, revela sua preferência pelo Flamengo, rossonero como o seu Milan. Ora, pra quem ele iria torcer no Brasil? O Grêmio, de camisa preta e azul como a da Inter de Milão?

Por falar na Itália…

Leonardo, que surgiu no Flamengo de Galliani e teve boa parte de sua vida ligada ao Milan de Galliani, como jogador, dirigente e técnico, estreou no comando do feroz inimigo, a Inter. Uma estreia de gala, diga-se: 3 a 1 no Napoli, que cumpre excelente campanha no campeonato italiano, com direito a dois gols do brasileiro Thiago Mota, que recomeça em alta sua acidentada carreira na Inter.

Ao contrário de Felipe Melo, sua contrapartida da Juventus, que levou um chocolate do Parma – 4 a 1 -, em casa. É que, quando parecia que Felipe Melo, tão criticado por seus destemperos em campo, estava em plena recuperação, eis que o rapaz, ao sofrer uma falta, revida no ato com um pontapé no rosto do adversário.

É a história do escorpião. Que pecado…

Já o Milan de Galliani manteve a liderança, ao bater o Cagliari, fora de casa, por 1 a 0, gol de Strasser, no finzinho. Ganhou, é líder, mas não jogou bem,não.

Falemos da Inglaterra também

Pois não é que percebo a presença de um quinta coluna infiltrado no animado e solto campeonato inglês? Já vou dedurando: trata-se do técnico italiano do Manchester City, craque no seu tempo de jogador, mas retranqueiro de marca.

Reveja o amigo o empate sem gols com o Arsenal, que dominou o jogo de cabo a rabo, naquele seu toque-toque importado de Barcelona, E o City, só lá atrás, rebatendo bolas a esmo. E assim, lá está o time de Mancini em segundo lugar na tabela e o Arsenal em terceiro.

Ainda bem que o Manchester United, mesmo quando joga desfalcado de Rooney, vai passando, bem ou mal, por todos os demais, somando uma invencibilidade recorde dos Diabos Vermelhos em campeonatos caseiros.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, O MAIÓ!
  2. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  3. KAKÁ E O DUCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 2 de janeiro de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 14:54

O DIVINO E O GANSO

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Disse o poeta que tinha o fogo em suas mãos. Imagino que Garcia Lorca, se escapasse dos assassinos de Franco, trinta anos depois, ao vê-lo em campo, diria que Ademir da Guia tinha o ar, a água e a terra a seus pés.

Seu futebol era líquido, fluente, que escorria como um regato cristalino, não confrontando mas desviando-se dos obstáculos, sinuoso, ininterrupto, sempre renovado no seu repetido e manso fluxo.

Era ar, porque etéreo, como se não tocasse o chão nas suas passadas largas e lânguidas, ereto, cabeça erguida, como quem apenas vislumbra o horizonte, nada mais, esquadrinhando a terra sobre a qual tinha domínio absoluto: onde estivesse, por ele, a bola teria de passar inevitavelmente.

Resumindo, o Divino passava a sensação de controlar como nenhum outro o espaço e o tempo. Falso lento, submetia o jogo ao seu ritmo, à sua intuição, ao seu poder feito de silêncio e magia.

Falo de Ademir da Guia, o Divino, apelido herdado de seu legendário pai, Domingos, para falar de Ganso, pois este é o mês que abre o ano e a perspectiva de termos o craque peixeiro de volta aos campos. Entre outras coisas, porque um lembra o outro.

Ademir era destro, Ganso é canhoto. Mas, ambos guardam entre si a mesma postura. Esguios, cerebrais, falsos lentos, donos de um senso de organização raríssimo e de uma elegância no trato com a bola sem par.

Ganso, ao contrário de Ademir, que praticamente nunca teve sequer uma distensão muscular em seus quase vinte anos de carreira, muito jovem ainda já foi vítima de sérias lesões. Eis por que me agonia a espera de sua volta. Mas, ao contrário de Ademir, Ganso me parece um sujeito mais determinado, mais centrado no seu destino, o que lhe pode conferir uma força extra para recuperar o tempo perdido.

Rezo por isso, mesmo sendo ateu.

Até o minuto final

Uma das tantas coisas que me encantam no Campeonato Inglês é que, lá, prevalece sempre a lei do saudoso Chacrinha: o jogo só acaba quando termina.

Pegue o amigo como exemplo esse empate por 3 a 3 do Chelsea com o Aston Villa. No primeiro tempo, 1 a 1, gols de pênaltis para cada lado. No segundo, logo aos 2 minutos, o Aston passa à frente, arrecua os arfos como recomendava o folclórico técnico caipira, e passa a sofrer um sufoco que só poderia resultar na virada por 3 a 2, já nos acréscimos. Pois  não é que Clark, de cabeça, empata de novo a partida, o que coloca a cabeça do técnico italiano do Chelsea, Carlo Ancelotti, no cadafalso?

O fato é que este campeonato começa a tomar contornos inesperados: ou os grandes já não são tão grandes, ou os pequenos deram um salto de qualidade que transformou a disputa mais acirrada do que de hábito.

Sim, claro, Manchester United, que bateu o West Bromwich, na casa do inimigo por 2 a 1, a duras penas, segue líder. O Arsenal meteu 3 a 0, com certa folga, no Birmingham, e o Manchester City, que começa a ganhar um espaço, finalmente, entre os grandes, ficando em terceiro e segundo lugares, respectivamente.

Isso sem falar nas surpresas das rodadas anteriores, acumuladas pelas neves implacáveis da véspera do Natal.

Pelo visto, será um ano realmente novo para inglês ver.

Notas relacionadas:

  1. NEYMAR, FRED, KAKÁ, GANSO E PATO
  2. GANSO, RONALDINHO, KAKÁ, MESSI…
  3. CASABLANCA, NEYMAR E GANSO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 27 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 18:24

POR UM POUCO DE DIGNIDADE

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Ainda bem que o técnico Felipão não deu ouvidos àquela meia dúzia de idiotas que foram ao Centro de Treinamento do Palmeiras pedir para que seu time entregue o jogo ao Fluminense, a fim de prejudicar o Corinthians, rival doméstico.

Essa gente perdeu o menor senso de dignidade, honra e compostura. E aqui incluo o diretor de futebol Pescarmona que deveria ser eliminado do futebol por falta do mais ínfima respeito pelo esporte, como um todo. São pessoas com essa mentalidade que levaram o Palmeiras à mais indigente situação de sua gloriosa história.

O fato é que, com titulares, com reservas, com Felipão, sem Felipão, o Fluminense é melhor do que o Palmeiras, competente o bastante para vencer esse jogo e chegar à rodada final com todas as chances de levar o título. Sobretudo, se puder contar mesmo com seu quarteto de alta classe do meio de campo pra frente – Deco, Conca, Emerson e Fred.

Ah, mas os meninos palestrinos estão deprimidos pela desclassificação inesperada na fase final da Copa Sul-Americana…

Ora, se estão deprimidos, tristonhos, macambúzios e ensimesmados, nada melhor pra recompô-los do que um tratamento de laborterapia ou ludoterapia, Ou seja: um joguinho de bola, que, para eles, é a combinação dos dois – trabalho e diversão.

Timão da hora

Se não tem Ronaldo Fenômeno, sequer um reserva do mesmo estilo, não resta a Tite senão improvisar uma saída para o impasse.

Já disse e repito: por mim, botava ali Danilo e deixava o barco correr. Tem físico e bola para fazer essa função de pivô, não fixo na área, mas voltando um pouco para acionar os dois pontas – Jorge Henrique e Dentinho.

Pena que não terá Elias, dínamo desse meio de campo.

Mas, nem tudo é perfeito, como dizia o Boca Larga a Jack Lemmon na clássica comédia dos anos 50.

Cilada para a Raposa

Esse jogo com o Flamengo é uma grade cilada para a Raposa.

O Mengo não tem time para vencer, no mano a mano. Mas, beira o desespero, com medo de jogar a rodada final tentando escapar do rebaixamento, joga em casa e, portanto, deve dar tudo para vencer.

O Cruzeiro, de sua parte, não terá Fabrício, que tem sido o motor de seu meio de campo, mas terá Montillo, o cérebro e condutor da equipe.

Vai ser de lascar.

Nas estranjas

Somando os resultados de apenas dois jogos dos líderes deste sábado pelo campeonato inglês, teremos a soma espetacular de catorze gols, média de sete gols por partida.

O Arsenal meteu 4 a 2 no Aston Villa, na casa do adversário, pondo a bola no chão e tocando-a ao seu estilo tradicional, com três gols de Chamakh, que ainda eu uma assistência magnífica para o menino Wilshere completar de cabeça.

Já o Manchester United simplesmente massacrou o Blackburn no Old Trafford por 7 a 1, fora o baile e as chances perdidas, com direito a cinco gols do búlgaro Berbatov. Assim, os Diabos Vermelhos seguem à frente, com os Gunners no seu encalce, o que confere ao campeonato inglês um glamour especial, pois todos que estão lá em cima brigando pelo título jogam uma bola ofensiva e divertida.

Na Itália, o Milan, apesar de todas as possibilidades de que dispõe para oferecer algo no gênero, prefere seguir o roteiro covarde e convencional de sempre. Com Pato machucado e Ronaldinho no banco até os últimos minutos, trancou-se no meio de campo com todos aqueles Gattusos e Ambrosinis, sem falar nos laterais pífios de hábito, e não arrancou mais do que um empate por 1 a 1 com a Sampdoria, em Gênova. Gol de Robinho, claro, ao lado de Ibra, as duas únicas luzes da equipe.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  2. NEM FELIPÃO, NEM ADÍLSON
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 21 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 18:53

DOMINGO DE GALA

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São dois clássicos de arrepiar: no Maracanã, o líder Flu de Muricy contra a estrela ascendente – o Vasco de PC Gusmão; no Pacaembu, o vice Corinthians de Adílson, ainda tomando tento no Parque, contra um São Paulo que se prevê mais ofensivo do que o habitual, agora sob o comando do novato Sérgio Baresi.

No Maracanã, há ainda a expectativa do confronto entre os dois quartetos ofensivos, além da estreia de Deco no Tricolor. Mas, na pior das hipóteses, pelos menos três deles de cada lado estarão em campo, o que já garante a probabilidade de um jogo emocionante e ousado.

No Pacaembu, findou a expectativa da volta de Ronaldo Fenômeno, o que deixa o Corinthians ainda carente de um centroavante de porte, ao contrário do São Paulo que, nesse quesito, sobra, pois tem dois para a mesma posição – Fernandão e Ricardo Oliveira – que podem jogar juntos.

E, se o técnico Baresi optar por Fernandinho em lugar de Richarlyson, pois essa é sua dúvida, Fernandão e Ricardo Oliveira, dois eméritos cabeceadores, por certo, serão favorecidos pelas infiltrações do ponta-esquerda até a linha de fundo.

De qualquer forma, um domingo de gala na ponte Rio-São Paulo.

Mano, treinando

Como a CBF não conseguiu fechar amistosos de nível para as duas próximas datas-Fifa, Mano decidiu chamar uma seleção de “estrangeiros” para fazer dois jogos-treinos lá na Europa.

É uma chance de conviver um pouco mais com os jogadores selecionáveis, observando de perto, sobretudo, os mais jovens candidatos a uma vaga na Seleção Olímpica.

Esse me parece o caso de Douglas Costa e P. Coutinho, que já chegou agradando em Milão. São dois meias de estilo e habilidade, do tipo de que tanto necessitamos e ao gosto do modelo que Mano pretende implantar no time nacional.

Surpreende a chamada de Hulk, que já não tem idade para as Olimpíadas mas estará em plena maturidade na época do Mundial. Embora badalado no futebol português, confesso que não tiver sorte nas poucas vezes em que o vi em ação.

Luís Fabiano, neste momento, me parece muito mais habilitado a uma convocação dessas. Vale, porém, a tentativa de Mano de ver mais de perto esse jogador, quem sabe…

Chuva de gols na Inglaterra

O Chelsea, campeão inglês, repetiu diante do Wigan a mesma goleada da estreia no campeonato imposta ao Weste Bromwich: 6 a 0. Não é mole, meu – doze gols marcados nas duas primeiras rodadas do certame sem levar unzinho sequer.

E olhe que o Wigan, no primeiro tempo, jogou melhor do que o Chelsea, apertou e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, no segundo, foi um massacre.

Massacre igual ao praticado pelo Arsenal sobre o caçula Blckpool, que esteara cheio de vento, metendo 4 a 0 no Wigan. Outro placar de 6 a 0, sem contar umas vinte chances claras – não é exagero, não – de ampliar esse placar já dilatado, raças à espetacular atuação do ponta Theo Walcott, ponta-ponta mesmo, desses que avançam pela direita, aos dribles e em alta velocidade.

Estarão os grandes times ingleses tão mais bem equipados do que os demais? Ou, estes é que não passam de frágeis coadjuvantes? Há um pouco de cada uma dessas coisas. Mas, acho que, acima de tudo, está a fome de gols que assola o futebol inglês. É a compulsão pelo espetáculo que move esses times a não se acomodarem quando alcançam um placar seguro.

Veja o caso do Arsenal. Já goleava por uns quatro ou cinco, não me lembro bem, quando, aproveitando-se da expulsão de um adversário, o técnico Wenger trocou o único volante de ofício da equipe (Diaby) por um meio-campista de extrema habilidade, passe exato e chute a gol, Fábregas.

É só uma questão de ver o que é melhor para o público ou o que é mais conveniente para o treinador.

Que beleza!

Bem que a CBF, onde a grana se acumula até o teto sem outro destino além da Seleção, poderia se mirar no exemplo alemão. A abertura do Campeonato Alemão, neste sábado, no Allianza Arena, foi digna de uma Copa do Mundo. Um espetáculo visual bonito, de bom gosto, sem exageros, e no tempo certo para não adiar demais o começo da partida entre Bayern de Munique e Wolfsburg, um belo jogo, diga-se.

O Bayern venceu por 2 a 1, com um gol de Schweinsteiger no finzinho do jogo, depois de o Wolfs ter criado e desperdiçado uma pá de oportunidades claras, sobretudo com o bósnio Dzek, um desses centroavantes espigados, que batem pra gol do jeito que a bola vem e de qualquer lugar.

E isso é só o começo.

Fogão, lá

O Botafogo, confirmando sua ascensão no campeonato, venceu o mistão do Avaí, numa tarde-noite festiva no Enegenhão. Festiva pela presença maciça dos torcedores alvinegros e, principalmente, pela homenagem prestada a um dos maiores ídolos da história do Botafogo – Jairzinho Furacão -, materializada numa bela estátua em bronze a se eternizar ao lado das de Garrincha e de Nilton Santos.

Na verdade, o Botafogo não jogou tudo o que vinha jogando nas últimas partidas, mas fez o suficiente para ganhar, com um gol de cabeça do zagueirão Fábio Ferreira numa daquelas cobranças de falta enviesadas que são o tormento de todas as defesas.

Mais que isso: o suficiente para abrir as portas do G-4 e passar a sonhar, na ilustre posição de terceiro colocado, sonhar em surpreender mais á frente Corinthians e Flu, por que não?

Grêmio, cá

Chiii… Logo na estreia de Mário Sérgio como treinador do Ceará, Renato Gaúcho sofreu sua primeira derrota no comando do Grêmio, que caiu para aquela incômoda posição limítrofe à zona do rebaixamento.

Segundo o próprio Mário Sérgio foi um jogo entre dois Grêmios, aqueles Grêmios que a torcida tricolor adora, muita força na disputa de bola e no congestionamento do meio-campo e da defesa.

- Cheguei no Ceará, olhei em volta e escolhi os jogadores mais fortes, pois conheço bem o futebol gaúcho – completou Mário Sérgio.

Resultado: um gol contra de cada um e o da vitória, de Geraldo, o veterano Geraldo, cuja força maior ainda é a habilidade.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  3. CLÁSSICOS DE DOMINGO
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sábado, 24 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 21:41

DECISÃO PRA FRENTE

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Beleza que essa final do Paulistão seja disputada por Santos e Santo André, os dois que obtiveram o maior número de pontos na fase classificatória, com os ataques mais positivos.

Futebol é gol, na sua mais estrita essência. E, para obtê-los, é preciso ter audácia, velocidade, técnica e habilidade. Santos e Santo André revelaram, ao longo do torneio, esses atributos, o que é ótimo para a própria preservação do futebol como tal.

A antítese, a retranca, aquele jogo defensivo, chamado de pragmático, que imperou nas últimas duas décadas, está se esvaindo no mundo todo, inclusive no Brasil, um dos últimos redutos, preservados pela covardia e falta de imaginação da maioria dos nossos treinadores, para não falar da mídia em geral.

Claro, o Santos, com sua média de gols superior a três por partida, e, sobretudo, pela campanha brilhante que cumpriu até aqui nesta temporada, é franco favorito.

Mas, todos sabemos, em mata-mata, tudo pode acontecer. Mas, o que acontecer será sempre a superposição do futebol ofensivo sobre o defensivo.

GRENAL

O Inter tem elenco mais ilustre do que o Grêmio. Mas, o Grêmio, que tem excelente time, cumpre campanha muito mais equilibrada e eficiente do que seu eterno rival.

O Inter deu sinais de melhora no último confronto pela Libertadores, assim como o Grêmio, na Copa do Brasil.

É daqueles clássicos em que qualquer previsão é mero chute. Mas, para meu gosto, o Grêmio parece ser mais consistente.

MINAS, SÔ!

Por mais incrível que pareça, o título mineiro não será disputado entre Cruzeiro e Atlético. O Ipatinga tomou o lugar do Cruzeiro e vai para as finais com o Galo, que o próprio Luxemburgo já avisou só estará nos trinques para o Brasileirão.

Apesar da advertência, quem tem Tardelli no ataque tem meio gol.

LÁ FORA

O Manchester United, mesmo sem Wayne Rooney, sua principal estrela, meteu 3 a 1 no Tottenham, e garantiu a liderança, no que poderá ser alcançado neste domingo pelo Chelsea, acerbando a disputa nesta reta final do campeonato inglês.

Apertada segue, também a disputa pelo título alemão, com a vitória do Schalke, no finzinho, sobre o Herta Berlim, e o empate do Bayern com o Borússia Monchengladebach, por 1 a 1, embora o time de Munique merecesse a vitória por conta da pressão exercida no segundo tempo, sobretudo depois do gol de Klose, de cabeça, claro.

Já o Barça, poupando vários jogadores, alguns dos quais entraram no segundo tempo para definir a questão, penou a maior parte do tempo diante do lanterna Jerez. Abriu a contagem com Jeffren, ampliou com Henry, mas tomou o gol de Bermejon, e só foi tirar a diferença quando Piqué e Messi entraram em campo, no segundo tempo, com Ibrahimovic, quando maior era o volume de jogo do adversário.

Mas, o Real segue na cola, ao bater por 2 a 1 o Zaragoza, com a volta triunfal de Kaká, depois de 45 dias sem jogar por conta de uma pubalgia. Entrou aos 33 minutos, quase marca na primeira bola, e, na segunda, deu o gol da vitória, em passe de Cristiano Ronaldo. Boas novas.

NATALINO DISSE NÃO

Natalino, Primeiro e Único, Rei do Rio, depois de muito pensar e papear, disse não ao Flamengo, preferindo ficar mesmo em General Severiano, onde acaricia seus três títulos conquistados neste primeiro semestre: a Taça Guanabara, a Taça Rio, e, por consequência, a faixa de campeão carioca do ano.

Assim, a diretoria do Flamengo fica com o mico nas mãos, às vésperas do mata-mata com o Corinthians pela Libertadores. Afinal, demitiu Andrade sem ter um técnico de peso como garantia para substituí-lo.

Mais uma demonstração de que o clube está à deriva, agindo mais por impulso do que pela razão.

Sonha com Leonardo, cujo Milan acaba de sofrer humilhante derrota para o Palermo, por 3 a , numa das piores exibições do rossonero em campeonatos italianos, depois de ter chegado atrasado em Muricy, que está fechando com o Fluminense, e de receber a negativa de Zico, que não quer manchar seu pedestal na Gávea sendo chamado de burro à beira do campo na primeira derrota da equipe.

Quem se habilita?

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, BRASIL!
  2. TRICOLOR SEGUE EM FRENTE
  3. FÓRMULAS E EUFORIAS
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domingo, 18 de abril de 2010 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 19:19

ENFIM, BOTA!

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Ufa!, afinal deu Botafogo, depois de tantas bolas nas traves dos últimos anos. E não pela tão esperada bola aérea para Loco Abreu e Herrera. Deu mesmo nos pênaltis, os dois convertidos pelo Glorioso, um por Herrera e outro por Loco Abreu, contra aquele perdido por Adriano. Ou melhor: magistralmente defendido por Jefferson, que já tanto sofreu sob a meta alvinegra no passado, e hoje celebra com todos os méritos o título carioca, conquistado direto, no levantar de duas taças, a Guanabara e a Rio.

O jogo em si foi tenso e cinzento, do jeitinho que o técnico Joel gosta. Mas, essa não era a quadra da vida do Bota para exigir brilho ou coisas do gênero. Disso, a história do Botafogo está repleta. Precisava mesmo era o do titulo, e ele, finalmente, chegou.

Ainda bem.

Peixe na média

Bem, se a média de gols do Santos no Paulistão é de pouco mais de três, esses 3 a 0 sobre o São Paulo não foram nada além do que a sequência do óbvio. E olhe o amigo que o São Paulo, time cascudo, tricampeão brasileiro, experiente, copero e tal e cousa e lousa e maripousa, jogou tudo o que sabe.

Marcou em cima, tentou sair em velocidade para o ataque, a receita completa da cartilha, equilibrou o primeiro tempo, mas, no segundo…

No segundo, os Meninos da Vila, mais uma vez, puseram a bola no chão e, numa troca de bola vertiginosa, Marquinhos cruzou da direita para Neymar, de peixinho, abrir o placar. A bola realmente bateu no antebraço do artilheiro santista, mas como consequência do empurrão de Alex Silva. Bola na mão, não mão na bola. Gol legítimo.

Isso foi aos 15 da etapa final. Aos 25, novo pênalti de Alex Silva em Neymar que o juiz não deu, e, por fim, um terceiro, aos 37, que o próprio Neymar ampliou o placar para 2 a 0. Nessas alturas, o domínio santista era absoluto, o que justificaria o terceiro gol, de Ganso, colhendo cruzamento de Madson, aos 41 minutos.

O fato é que esse time do Santos pode não ser campeão de nada, mas que joga uma bola redondinha e contundente, ah, isso ninguém pode negar. E joga contra quem for, valendo vaga, taça ou apenas três pontos da mesma forma desabrida e encantadora de sempre. Joga o seu jogo, os outros é que tratem de ir atrás e buscar um jeito de pará-lo.

E, para os que suspeitavam da envergadura espiritual desses meninos atrevidos, aí está a resposta: em três confrontos contra o poderoso time do São Paulo, três vitórias consecutivas. Jogando da mesma forma.

Aliás, nem quando Dorival Júnior trocou, no fim da partida, um meia por um volante, o Santos recuou, se amoitou, nada disso. Seguiu em frente e foi buscar o terceiro gol com Ganso. Que sirva de lição para todos os pragmáticos – eufemismo para medrosos – deste país, incluindo o treinador-mor da Seleção: esse é o futebol brasileiro que queremos, a soma exata de arte e eficiência.

Robben, o craque

Desde sempre depositou toda a minha admiração naquele pé canhoto de Robben, holandês que se revelou menino ainda, mas que passou a maior parte de sua carreira nas enfermarias dos clubes que defendeu. Só isso o impediu de ter sido sério candidato ao título de maior do mundo.

Robben é daqueles canhotos habilidosos, dribladores por vocação, instinto e habilidade, que conseguem também acrescentar à sua bola uma nível de eficiência e entrega como poucos. Mesmo porque canhotos hábeis, em geral, costumam ser um tanto preguiçosos em campo.

Robben, não. Batalha, arma e ataca. De preferência, pela direita, contrariando a lógica do jogo, a exemplo de Messi e do nosso Mário Sérgio de feliz memória. A propósito, uma das tantas bobagens cometidas pela direção do Real foi negociá-lo com o Bayern, pois Robben, na temporada em que esteve em Madri, foi seu principal jogador. Pena que o treinador não o colocasse em campo ao lado de Robinho, em nome do tal futebol de resultados.

Virada incrível

O placar mais estrondoso, lá fora, foi o do Bayern Munique sobre o Hannover – 7 a 0! – em mais um show do holandês Robben, autor de três gols e mais duas assistências geniais. Mas, o mais incrível foi a virada do pequeno Wigan em cima do gigante Arsenal, de virada, nos últimos minutos, por 3 a 2. Feito histórico, pois o Wigan jamais havia vencido o Arsenal, em mais de século de disputas.

E uma surpresa total para quem acompanhava o jogo, controlado o tempo todo pelo Arsenal, que disparou logo 2 a 0 no primeiro tempo, e depois ficou ali cozinhando o galo. No segundo, o Wigan reduziu o placar, e, de súbito nos últimos minutos de partida, virou, espetacularmente. Esse é o futebol na Inglaterra: não há resultado definido até o apito final do juiz.

Prova disso, o gol de Scholes, de cabeça, no minuto final do clássico com o Manchester City, que, conjugado com a derrota do Chelsea para o Tottenham, recoloca os Diabos Vemelhos na disputa direta pelo tetra inglês, conquista absolutamente inédita na história mais que secular do torneio da Rainha.

O Manchester sofreu, é verdade, para chegar à vitória, mas o Chelsea deve levantar as mãos para os céus por ter tomado apenas dois gols do Tottenham. Poucas vezes na vida vi um time criar tantas e tão claras chances de marcar como o fez o Tottenham. Era pra ter sido de goleada.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, O PAULISTÃO
  2. ATÉ QUE ENFIM, SÃO PAULO
  3. ENFIM, CAMPEÃO
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última