19/11/2009 - 20:38
Leio que o menino Maurício chorou depois daquele entrevero com Obina.
Talvez, ainda mais comovido pelo fato de a diretoria verde ter dado um basta na vida dos dois no Parque. Atitude, cá entre nós, impensada e impensável, partindo de uma turma, em geral, muito equilibrada, apesar das recentes diatribes do presidente Belluzzo contra o juiz Simon.
Tudo bem: a diretoria até poderia chegar a essa decisão. Mas, não sem antes esfriar a cuca e consultar todos os interessados – comissão técnica, jogadores etc. Mesmo porque nem Obina, nem Maurício têm um histórico de indisciplinas no clube e até mesmo na carreira.
Resumindo, baixou a Calábria no Palestra Itália, quando mais conveniente seria ter baixado a Sicília, onde a vingança é sempre um prato a ser digerido frio.
E OS OUTROS?
Bem, cabe a São Paulo, Flamengo, Galo e Inter manterem-se eretos na rodada deste fim de semana, pois mais um tropeção e o Palestra volta à cena, já um tantinho revigorado, talvez na esperança de que alguém lá em cima esteja velando por ele.
Dizem por aí que, no tocante a São e Paulo e Flamengo, a tarefa mais árdua é a do Tricolor que terá de vencer o desesperado Botafogo lá no Engenhão, entre outras coisas, porque jogará desfalcado de cinco titulares.
Pode ser Aliás, acho até muito provável. Mas, é sempre bom lembrar que a grande vantagem do São Paulo neste campeonato é ter um elenco muito equilibrado: nenhum craque de linha desses de arrancar suspiros, mas todos bons jogadores, titulares e reservas, o que lhe confere a regularidade, razão principal de sua liderança.
Quanto ao Mengão, que pega um Goiás, em queda livre, apesar da última vitória, leva a vantagem de jogar num Maracanã delirante, sob o empuxe daquela torcida inigualável. Isso, sem falar em Pet, Adriano e cia.
Mas, depois de tudo que vi até agora no campeonato, sigo sem arriscar nenhum palpite.
TRIBUTO Á RAÇA NEGRA
Esta quinta é feriado, Dia da Raça Negra. Então, permita-me, neguinha, prestar um singelo tributo a esses negros e mulatos maravilhosos que nos encantaram campos afora com seu talento inexcedível, escalando uma seleção de todos os tempos que vi em ação: Dida ou Barbosa. Djalma Santos, Luís Pereira, Aldair e Leovigildo Júnior. Bauer, Zizinho e Pelé; Garrincha, Leônidas da Silva e Canhoteiro.
Isso, sem falar na legião de tantos outros, imensos craques, como Didi, Tesourinha, Coutinho, Edu, Paulo César Caju, Jairzinho, o Furacão da Copa, Luís Pereira, Ademir da Guia, Rivaldo, Ronaldo Fenômeno, Romário etc.
Claro que estou deixando de fora alguns monstros sagrados de nossa história que não cheguei a ver jogar, a não ser, eventualmente, em alguma seleção de veteranos, como é o caso de Domingos da Guia, o Divino. Pude vê-lo, ainda menino, defendendo a Seleção Brasileira, em 53, num Campeonato Sul-Americano de Veteranos, realizado no Pacaembu, em 1953.
Domingos não foi apenas, segundo os relatos da época e o testemunho impecável de alguns contemporâneos, simplesmente único. Não só pela bola que jogava. Mas, também, por impor sua negritude sobre os cartolas da época, um gesto singular num tempo em que ainda se ouviam o tilentar das correntes na Senzala disfarçada de urbanidade. Fenômeno semelhante ao a tra´gica figura de Fausto, a Maravilha Negra, que morreu jovem, de tuberculose, praticamente em campo.
E, sim, Arthur Friedenrech, esse mulato de olhos verdes, filho de um comerciante alemão e uma cozinheira negra, primeiro ídolo nacional,que reinou no futebol brasileiro durante vinte anos, nas primeiras décadas do século passado, sem o apoio de uma rede de comunicações como a de hoje, com fidalguia e talento incomparáveis.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Campeonato Brasileiro, Maurício, Obina, Palmeiras
15/11/2009 - 19:42
O campeonato pode ser imprevisível, cheio de altos e baixos, mas certo mesmo é que o Flamengo chegou, ao bater o Náutico, nos Aflitos, por 2 a 0, gols emblemáticos, pois de Petkovic, pegando a sobra de um bate-rebate, e de Adriano, aproveitando exato cruzamento de Zé Roberto.
E o Flamengo chega, nas asas de sua torcida, praticando um futebol ofensivo e aprazível, mas eficiente na defesa também.
Diante do Náutico, o Flamengo jogou na conta do chá para vencer, sem sustos, nem ressalvas. E, se Pet, apesar do gol, não reprisou as belas atuações anteriores, Adriano tratou de jogar pelos dois: fez gol, deu assistências, combateu aqui atrás, armou, enfim, deu um exemplo irretocável de como se deve jogar o futebol, como diriam os mais jovens. pois, digo: deu o exemplo de como se deve jogar bola sempre, ontem, hoje e amanhã.
A polarização entre São Paulo, o líder, e Flamengo, o vice, seria inevitável, não fosse este campeonato tão volúvel e inexplicável.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Adriano, Campeonato Brasileiro, Flamengo, Náutico
15/11/2009 - 14:48

Os dois mineiros, que vinham comendo pelas beiradas, como é de lei nas Alterosas, desta vez, tropeçaram feio nesta rodada tão crucial para quem disputa o título (caso do Galo) ou uma vaga na Libertadores (Cruzeiro). O Galo perdeu para o Coritiba, na casa do inimigo, enquanto o Cruzeiro, em pleno Mineirão, e com um jogador a mais (houve um instante em que eram dois), permitiu o empate do Grêmio. Claro que nenhum dos dois está fora das respectivas disputas. Mas, essa não é hora de tropicar, como diz o matuto das Gerais.
AVOZINHO, HUMMM…
Não diria que foi no sufoco, mas o fato é que a pálida vitória de Portugal sobre a Bósnia, por 1 a 0, plantou mais dúvidas do que certezas de que nosso avozinho conseguirá passar pela fresta da repescagem à Copa do Mundo. Na Bósnia, o clima costuma esquentar, mesmo nesse outono invernal da Europa.
CANA NELES!
O Ministério Público do Estado de São Paulo resolveu recorrer da decisão inicial da justiça, que liberou o nefando árbitro daquelas mutretas de 2005 de qualquer punição. Não era sem tempo e juízo, pois, segundo muitos juristas e o senso comum, houve, sim, estelionato.
PARREIRA, NO MIUDINHO
O meu querido Parreira vai ter de dançar o miudinho para botar ordem e uma pitada ao menos de talento a esse time da África do Sul. Jogando em casa um amistoso com o Japão, o desempenho dos anfitriões da próxima Copa foram absolutamente inócuos. Quanto aos japoneses, essa coisa de o técnico deixar Nakamura na reserva poderá custar-lhe muito caro.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Atlético-MG, Campeonato Brasileiro, Cruzeiro
08/11/2009 - 21:18
Para o Palmeiras, era uma questão de preservar a liderança, nem que fosse ao lado do São Paulo. Para o Fluminense, era uma questão de sobrevivência na Série A do Brasileirão – vida ou morte.
E foi isso que pautou o emocionante, embora pontilhado de muitas faltas, jogo do Maracanã, na comovente vitória do Fluminense por 1 a 0, gol de Fred, de cabeça, aos 15 minutos do segundo tempo: o Tricolor, o tempo todo atrás da vitória; o Verdão, o tempo todo, evitando a derrota.
Sim, é verdade, houve aquele gol de Obina, absolutamente legal, que Simon, em fase deplorável, anulou sabe-se lá por que cargas d’água. Mas, isso foi tudo o que o Palmeiras fez ofensivamente. De resto, afundou-se em total falta de criatividade no seu meio campo, mesmo depois que Muricy trocou um dos supérfluos zagueiros (Marcão) pelo meia Deyvid Sacconi, tarde demais.
Em contrapartida, o Flu era flama que Conca elevava ou baixava de acordo com a necessidade do jogo e pura aplicação.
Dessa forma, o Verdão perdeu a liderança e o Flu atingiu o limiar da fuga do rebaixamento, somando uma série de meia dúzia de jogos invictos no Brasileirão, um prodígio para quem já parecia destinado à queda irreversível.
O GRANDE VENCEDOR
Sem dúvida, o grande vencedor deste domingo foi o Flamengo, que meteu 3 a 1 no Galo em pleno Mineirão.
E aqui, mais uma vez, sou obrigado a abrir um espaço especial para falar de Petkovic, esse sérvio de fina cabeça e bola redonda, pedra de toque do Flamengo que, de time comum, deu esse salto prodigioso para a terceira colocação, com grandes chances de empalmar a taça, a partir do instante em que o gringo entrou na equipe, sem nenhuma expectativa, diga-se, à época.
Neste domingo, simplesmente, ele perpetrou seu segundo gol olímpico no campeonato, um atrás do outro. Ora, sabemos que gol olímpico é aquele lance esporádico, marcado de vinte em vinte em vinte anos. Pois, Pet fez dois, em poucos dias.
Além do mais, e o mais importante, é sua infinita capacidade de armar a equipe como só os grandes meias do passado o eram.
Enfim, deixaram, e o Mengão está aí, a dois passos da liderança.
O FENÔMENO
Falo de Pet e sou obrigado a apontar para Ronaldo, o Fenômeno, que decidiu o jogo com o Santo André, no Pacaembu, com um golaço de fora da área e uma assistência precisa para Dentinho definir o placar.
E aí é fácil entender por que o Corinthians viveu aquela fase de baixa ao longo do campeonato. Coincidentemente, a coisa se deu enquanto Ronaldo se recuperava de delicada lesão no punho.
Ao recuperar um tiquinho de condições físicas e técnica, pronto! Já está fazendo a diferença!
VASCO DE VOLTA
Sou do tempo em que o Vasco era a maior potência técnica do futebol brasileiro, e dono do terceiro maior estádio do país, abaixo apenas do Maracanã e do Pacaembu, onde botava pra jogar um timaço que era a própria Seleção Brasileira – Barbosa; Augusto e Wilson Capão; Eli, Danilo e Jorge; Tesourinha ou Friaça, Maneca, Ademir de Menezes, Ipojucã e Chico.
Mais tarde, montou outro esquadrão, com Hernani; Paulinho e Bellini; Laerte ou Écio, Orlando e Coronel; Sabará, Livinho (depois, Almir Pernambuquinho), Vavá, Walter (depois, dr. Rúbis) e Pinga.
Esse Vasco não podia cair. E, se caísse, por obra do destino e dos desmandos de seus dirigentes, teria de voltar rapidamente. Foi o que fez, para o bem do futebol brasileiro.
LÁ FORA
O clássico inglês, apesar da disposição ofensiva das duas equipes, foi tenso, corrido, mas pouco emocionante, pela ausência de chances de gol claras e bem definidas. Ganhou Chelsea, por 1 a 0, gol Terry, o zagueirão, de cabeça, em bola alçada por Lampard, jogada manjadíssima dos azuis.
Mas, na verdade, o Manchester United foi ligeiramente superior na bola rolando. Isso, porém, não conta pontos e o Chelsea é o líder isolado, enquanto o Arsenal, que goleou mais uma vez, no sábado, vem comendo pelas beiradas.
Dois levantamentos de Ronaldinho Gaúcho, e o Milan venceu a Lazio por 2 a 1. No primeiro, Thiago Silva emendou de cabeça; no segundo, foi Pato. O Milan, assim, vai dando sinais de recuperação – já é o quarto ou quinto jogo invicto – depois de um início de temporada deplorável. Mas, é evidente a queda de produção do time no segundo tempo.
Talvez, por conta da idade do trio de meio-de-campo – Seedorf, Pirlo e Ambrosini -, talvez, por deficiência na preparação física, não sei.
No Campeonato Espanhol, segue a disputa paralela entre Barça e Real, com a vitória de ambos neste fim-de-semana: o Barça meteu 4 a 2, no Mallorca, e o Real bateu o rival madrilenho, o Atlético, por 3 a 2, com gols de Kaká e Marcelo.
Nenhum dos dois, porém, ainda está praticando aquele futebol dos sonhos que seus elencos sugerem, pelo menos, não, até o final do ano, com a sobreposição da Liga dos Campeões com o campeonato nacional.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Campeonato Brasileiro, Campeonato Espanhol, Campeonato Inglês, Campeonato Italiano, Ronaldo, Vasco
25/10/2009 - 21:54

Pode-se dizer que o Brasileirão zerou a sete rodadas do final. Basta lembrar que agora apenas três pontos – uma simples vitória – separam o líder Palmeiras do quinto colocado, o Flamengo, que bateu o Botafogo por 1 a 0, no Engenhão. Golaço de Adriano, que arrancou pela meia-direita, passou pelo meio de dois beques, já na área, e tocou no canto, de canhota.
Mas, novamente, ficou provado que o Flamengo com Petkovic é um e outro, muito diferente sem o gringo genial. Pois, bastou Pet ser substituído, no segundo tempo, e o Fla passou a sofrer sufoco de um Botafogo tão tenso e errático que até pênalti (inexistente) perdeu, com Lúcio Flávio.
Pouco antes, o São Paulo, na Vila, protagonizava embate heróico contra o Santos, pois esteve atrás no placar por duas vezes, virou, sofreu o empate e foi buscar o gol da vitória com seu craque mais emblemático – Rogério Ceni, cobrando falta magistral, pouco antes de ser expulso, ao tentar cortar um contragolpe mortífero do adversário.
Não, o Tricolor não fez uma partida brilhante, tecnicamente, nada disso. Apenas soube se aproveitar da fragilidade do adversário, embora tenha lhe oferecido três gols, o que é demais para uma defesa com três zagueiros, mais um paredão chamado Rogério Ceni.
Mas, valeu pelo esforço, o que lhe infunde um novo ânimo para seguir na busca do título, depois de tantos tropeços.
O mesmo se aplica ao Inter, que passou pela prova de fogo histórica, mais um Grenal.
Assim como lá vem o Cruzeiro, que conquistou sua quarta vitória consecutiva, ao bater um Corinthians ainda indefenido, em pleno Pacaembu, com gol de Gilberto, o craque que voltou a se destacar nesta sua vinda para a Raposa.
O Cruzeiro, mesmo dando um salto prodigioso nas últimas rodadas, ainda terá de pedir licença a Flamengo, São Paulo, Inter, Galo e Palmeiras, todos à sua frente, na ordem crescente.
De qualquer forma, para quem gosta do mata-mata, o campeonato por pontos corridos oferece ainda mais emoção, entre outras coisas, porque a atuação do acaso fica muito mais restrita.
TRIVIAL VARIADO
Depois de o Real, com Kaká, mas ainda sem Cristiano Ronaldo, não passou de um pífio 0 a 0 com o pequeno Gijón, o Barça esmagou o Zaragoza: 6 a 1. Aliás, em menos de meia hora de jogo, já vencia por 3 a 0.
No clássico inglês, deu Liverpool – 2 a 0 no Manchester United. Resultado que, somado à goleada do Chelsea sobre o Blackburn, na véspera, rebaixou os Diabos Vermelhos á vice-liderança do campeonato. Mas, vale ressaltar que o Manchester na maior parte do jogo foi melhor do que o Liverpool, mesmo atuando no campo do adversário, o que lá conta muito.
E o Arsenal, hein? Vencia o West Ham por 2 a 0, na maior tranquilidade. Tanta, que, confesso, cochilei na poltrona, e, quando reabri os olhos, o jogo estava empatado. O Arsenal joga muito pra dedéu, mas não consegue avançar na vida.
Quem também não avança mais é o Goiás, que viveu um momento mágico no Brasileirão, para cair num lugar-comum deprimente. Nesta rodada mesmo, vencia o lanterninha Fluminense por 2 a 0 e acabou cedendo o empate em casa. Por outro lado, o Fluminense, nas últimas rodadas, vem dando sinais de resistência. Do tipo, cai, mas cai de pé. Se tivesse adotado essa postura bem antes, já estaria respirando melhor no campeonato.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Campeonato Brasileiro, Palmeiras, São Paulo
24/10/2009 - 21:20
E o Galo foi ciscando, ciscando, e chegou lá, a apenas um ponto do líder Palmeiras: mesmo sem Correa, Carlos Alberto Eder Luís, três jogadores preciosos na brilhante campanha do time neste Brasileirão, ganhou por 1 a 0 do Vitória, no Mineirão, gol de Diego Tardelli, claro.
Mas, se não no campo de jogo, onde o Atlético penou para vencer essa partida, embora Tardelli desperdiçasse um pênalti e Evandro um gol feito, pelo menos no coração da galera carijó, as ausências foram compensadas pela volta de Marques, que entrou no finalzinho e, em duas ou três pontadas pela esquerda, bem ao seu estilo, mostrou a que veio.
E esse é um detalhe que distingue o Galo dos demais concorrentes ao título brasileiro: vem se reforçando justamente no instante em que os demais perdem força, a partir do início do segundo tempo.
Marques, obviamente, está ainda longe de sua melhor forma física e técnica, mas é daqueles atacantes lisos, incisivos, e experientes que acrescentam ao ataque de qualquer time mais contundência sempre. Além do mais, é um ídolo da torcida atleticana pelas várias passagens pelo terreiro do Galo no passado, todas empolgantes.
Na pior das hipóteses, o Galo vai distribuir bicadas a valer até o apito final do campeonato. Na melhor, leva a taça.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Atlético-MG, Campeonato Brasileiro, Diego Tardelli, galo
22/10/2009 - 17:16
Bem, agora, resta ao Palmeiras torcer para que o ritual das últimas rodadas se repita neste fim-de-semana, com os tropeços concomitantes dos seus mais próximos caçadores. Se isso ocorrer, o que não é nada improvável, continuará à frente, com certa folga.
Mas, se o jogo descambou para o campo da autoconfiança, o que parece ter acontecido, o Galo, apesar de pegar em casa um adversário traiçoeiro – o Vitória -, tem tudo para reduzir essa desvantagem para um ponto, o que, na ordem das coisas, não vale nada. Sobretudo, porque o moral do Verde está abaladíssimo, claro.
Assim como é de se prever um salto ainda mais prodigioso do Flamengo, que, embora enfrente um clássico doméstico contra o Botafogo, outrora sua asa negra, vem tão embalado que basta a massa rubro-negra nas arquibancadas para lhe dar uma imensa vantagem inicial.
Um pouco diferente da situação de Inter e São Paulo, que também enfrentam clássicos estaduais, mas sem a mesma euforia, pois vêm patinando na hora de arrancar.
Quanto ao líder, a impressão que me dá é a de que, menos por razões táticas ou técnicas, sua queda de rendimento se dá, sobretudo, pela perda de confiança dos seus jogadores.
É um tal de rifar a bola e errar passes, uma incapacidade de trocar bolas, impressionantes, em jogadores que têm, naturalmente, competência para tanto.
Como reverter essa situação, não sei. Só sei que alguém tem que meter a mão na massa nesse sentido, seja o técnico, a diretoria, os líderes do time, quem tiver mais autoridade sobre o time, enfim.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Campeonato Brasileiro, Flamengo, Palmeiras
21/10/2009 - 23:53
Esse era aquele jogo que o Palmeiras não podia deixar de ganhar, em hipótese alguma. Não só porque o adversário é dos mais frágeis do torneio – tanto, que está na zona do rebaixamento, enquanto o Verdão é líder, isolado -, mas, sobretudo, porque o que estava em jogo era algo mais do que apenas três pontos.
Ali, o Palmeiras jogava o seu futuro, quem sabe até o título brasileiro, que, há quatro rodadas estava praticamente em suas mãos.
Mas, a soma sucessiva de insucessos – um empate e três derrotas – pode ferir de morte a alma verde, ceifando a possibilidade de o time reagir nesta reta final.
Nada, porém, é definitivo, mesmo porque o Palmeiras, embora perdendo a gordura, segue líder.
O fato, porém, é que novamente foi um time de futebol burocrático, mais preocupado em evitar o pior do que buscar o melhor, e acabou perdendo por 2 a 0, dois gols de Nunes, que obviamente se ressentiu da perda de Cleiton Xavier ainda no primeiro tempo.
A bola ainda está com o Palmeiras, resta saber se ele vai conseguir mantê-la sob controle.

Charge de Milton Trajano
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Campeonato Brasileiro, Palmeiras, Santo André
04/10/2009 - 21:05

O Verdão manteve o trono intacto, ao bater o Santos por 3 a 1, num jogo equilibrado no primeiro tempo, e mais ameno no segundo, quando o placar começou a rebolar.
E olhe que foi o Santos quem saiu na frente, com um disparo fatal de Luizinho da direta, logo aos 9 minutos da etapa final.
Mas, o Palmeiras estava bem postado e empatou logo em seguida, com Diego Souza, o nome do jogo, de cabeça, para ampliar aos 28, com Robert, que entrara no lugar de Obina.
Por fim, Love sacramentou os 3 a 1, numa bela trama de Cleiton Xavier e Robert, que limpou do goleiro, antes de o artilheiro empurrar para as redes vazias.
Assim, o Palmeiras permanece na liderança, com folga, com pinta de quem não irá entregar o ouro facilmente, enquanto o Santos segue patinando lá pelo meio da tabela.
OS PERDEDORES
Os grandes perdedores desta rodada foram, sem dúvida Goiás e Inter.
O Goiás, que levou de 3 a 1 em pleno Serra Dourada, na maior surpresa deste fim-de-semana, pelo menos se mantém ali na órbita da clasificação para a Libertadores.
Mas, o Inter caiu fora da zona de classificação e começa a ver o líder Palmeiras com a perspectiva embaçada. O diabo é que não se trata de um tropeço esporádico, desses que podem acontcer com qualquer um, como, por exemplo, parece ter ocorrido com o Goiás, pois o Inter vem somando insucessos um atrás de outro, depois de um fulgurante momento no campeonato.
O último, esse diante do Coritiba no Couto Pereira, por 2 a 0, quando foi dominado a maior parte do tempo pelo Coxa, que poderia tre ampliado o escore, casa Marcelinho Paraíba alcançasse aquela bola que zunia a meta desguarnecida do Colorado.
Ou muito me angano, ou o Beira-Rio va pegar fogo.
A FESTA CONTINUA
No embalo da escolha para sede da Olimpíada, o Rio invadiu o Maracanã, no mais clássico dos clássicos brasileiros – o Fla-Flu.
Só que desta vez, a festa não foi de todos os cariocas, só dos rubro-negros, que mais uma vez revrenciaram o Imperador, autor dos dois gols da vitória do Fla sobre o Flu, que segue cada vez mais lanterna do campeonato.
Em contrapartida, o Flamengo já começa a rondar a zona da Libertadores, com todo o potencial para lá chegar, no final das contas.
Pois, além do Imperador, tem Pet, tem Zé Roberto em plena recuperação anímica e técnica e tem esse timoneiro tranquilo, capaz de tocar o barco em meio às recorrentes ondas de euforia e depressão que costumam invadir a Gávea – Andrade.
INGLESANDO
O Arsenal levou 1 a 0, empatou, levou 2 a 1 e, em seguida, despejou um caminhão de gols sobre o Blackburn – 6 a 2, numa tarde de gala do armador Fabregas. Foi um shoew de toque-toque do Arsenal, mesmo quando perdia o jogo, que dirá quando passou a vencer. Dá gosto ver esse time jogar.
Já o Manchester vacilou, e só conseguiu empatar seu jogo com o Sunderland, em pleno Old Trafford. E empatou no finalzinho, com um gol canhestro de Evra, embora o seu primeiro, de Berbatov fosse uma pintura – um voleio vertiginoso.
Quem não vacilou foi o Chelsea, que, no clássico com o Liverpool, meteu 2 a 0, em plena inspiração de Drogba, e assumiu a liderança do campeonato mais gostoso de se ver, seja pela técnica, seja pelo empenho, seja pela emoção presente o tempo todo, e qualquer jogo.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Campeonato Brasileiro, Campeonato Inglês; Arsenal; Manchester United; Chelsea;, Coritiba, Flamengo, Fluminense, Internacional, Palmeiras
30/08/2009 - 20:47
Quem esperava um clássico histórico entre São Paulo e Palmeiras se frustrou. Foi apenas um jogo dentro dos padrões convencionais: muita tensão, extrema marcação, pouca emoção e nenhuma invenção.
O Verdão dominou os primeiros 20 minutos, até que o zageiro Maurício Ramos se machucasse. A partir daí, com a entrada de Marcão, Muricy mudou o braço da viola, e voltou ao seu amado sistema com três zagueiros. Três pra cá, três pra lá, e permita-me dar um bocejo, pois nada mais aconteceria nesse jogo.
Como, aliás, não aconteceu.
O São Paulo, é verdade, foi um pouco mais agudo, nos contragolpes, mas pouco para o nível de expectativa desse jogo que poderia alterar alguma coisa na ponta da tabela.
Se imaginarmos que são dois dos grandes favoritos ao título do Brasileirão, que pobreza…

FLA, TIMBU E AVAÍ
O Flamengo se recuperou diante do Santo André, sábado, no Maracanã. Não porque meteu 3 a 0 nos azuis do ABC.
mas, sobretudo, porque jogou bem, sob o comando de Petkovic, o nome do jogo, logo ele, de quem nada se esperava quando voltou à Gávea da semi-aposentadoria, só pra cumprir um acordo comercial.
Pois, Pet, em um ou dois jogos, já é uma das atrações do campeonato, graças à sua técnica inexcedível.
Já o Avaí caiu, depois da incrível série invicta de onze jogos, diante do Coritiba, fora de casa. Mas, se há um caso em que se pode dizer que caiu de pé é este. O Avaí, embora jogando no campo inimigo, ainda que
perdendo, jamais perdeu o juízo e o domínio da partida. Continuou tocando a bola e esperando a chance que não veio, afinal.
Quanto ao Coritiba, mais uma vez, todos os louros para Marcelinho Carioca, mais uma vez, o motor da vitória e autor de mais um golaço.
Por fim, o Timbu, que renasce nas mãos de Geninho, meteu três no Furacão, lá nos Alitos, com direito a golaço de Bala – uma parábula lá do meio da rua que o goleiro nem viu.
INTER DESBANCA GOIÁS
Claro que a expulsão de Fernandão, ainda no começo do jogo, foi significativa. Mas, o fato é que o Inter goleou o Goiás e já saltou para o terceiro lugar, com um jogo a menos, ultrapassando o Sao Paulo.
E o fez sem seu goleador Alecsandro, substituído pelo garoto Marquinhos, mas, sobretudo, escorado na dupla de veteranos zagueiros – Indio e Fabiano Eller -, que deu a segurança que faltava à defesa colorada.
O Inter, não resta dúvida, é um dos poucos candidatos pra valer ao título.
PEIXE E RAPOSA
Os meninos da Vila enterraram ainda mais o Fluminense: 2 a 0, gols de André e Ganso, que joga muito, meu povo. Os meninos, claro. com o apoio do veterano Emerson, aquele.
Quem, contudo, segue patinando é o Cruzeiro, que empatou por 3 a 3 com o Vitória no Barradão. Esse resultado, em tempos normais, seria perfeitamente digerível. mas, na situação atual…
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Avaí, Campeonato Brasileiro, Cruzeiro, Flamengo, Goiás, INTER, Náutico, Palmeiras, Santos, São Paulo
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