ATÉ AGORA, SÓ O INTER
Ao cabo da segunda rodada do Brasileirão, o que se observa é a presença de apenas um dos favoritos da véspera ao título entre os quatro primeiros colocados: o Inter, o mais cotado de todos da primeira linha de seus ilustres pares – Cruzeiro, Corinthians, Grêmio, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, em suma.
E, mesmo o Inter não nos tem enchido os olhos de prazer, nos jogos recentes pelo Brasileirão e pela Copa do Brasil, embora esteja obtendo os resultados de que precisa para liderar um e manter-se a ponto de buscar a vaga na outra.
Ainda ontem, diante do Palmeiras, o Inter conseguiu valiosa vitória por 2 a 0, com seu time misto. Mas foi inteiramente dominado pelo Verdão no segundo tempo. Justamente quando recorreu aos três titulares imprescindíveis – Guiñazu, Nilmar e D’Alessandro.
Isso, contudo, não deve abalar a fé dos colorados. Afinal, se, jogando abaixo do que pode, o Inter está na ponta da tabela, que dirá quando o time engrenar, já livre do segundo front de batalha?
Quanto aos três outros que completam o tal G-4 do Brasileirão, surprise! : Vitória, Náutico e Santo André.
Bem, nem tanta surpresa, pois os campeonatos passados mostram que, neste período em que os clubes de maior expressão costumam estar engalfinhados em disputas paralelas, do que os menos cotados se favorecem, claro.
Mas, não resta a menor dúvida de que a grande surpresa da rodada foi a categórica vitória do Náutico sobre um Cruzeiro desfalcado apenas de Kleber, o Gladiador, com direito a golaço do interminável Bala, gol para rivalizar com aquele de Ronaldo Fenômeno, nas finais do Paulistão.
Assim como a goleada do Santo André sobre o Coritiba, na casa do adversário, sob o comando do veteraníssimo Marcelinho Carioca, o craque que, mesmo no ocaso (já chegara a pendurar as chuteiras tempos atrás), conferiu ao Ramalhão personalidade e força insuspeitadas.
Por fim, o Vitória, campeão baiano e atual vice-líder do Brasileirão, que desencantou de vez o Leão, no Barradão, logo depois da sova que levou do Vasco, em São Januário, pela Copa do Brasil.
Esse, porém, é só um esboço de um cenário que tende a se transfigurar feito caleidoscópio ao longo do Brasileirão, ainda sujeito a muitas reviravoltas, sobretudo depois da janela européia de compras.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Brasileirão, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, INTER, Palmeiras, São Paulo
