19/10/2009 - 17:01
Depois da derrota para o Flamengo, Muricy não estava nem divertido, nem malcriado. Parecia, isso, sim, perplexo diante do que vem ocorrendo não apenas com seu time, mas com a maioria dos postulantes ao título, neste momento.
Quando parece que este ou aquele vai engrenar, patina ou reflui. E olhe que ainda falta cerca de 1/4 do caminho a ser percorrido, como em adverte um dos nossos bloguistas aí embaixo.
Mas, se os que estão lá em cima, com exceção do Galo, que parece ter retomado impulso com a volta de Tardelli e a integração de Ricardinho na equipe, andam escorregando além da conta, outros vêm de posições inferiores, num crescendo ameaçador. São os casos de Flamengo e Cruzeiro, dois clubes de imensa tradição e bola respeitável nos padrões atuais do nosso futebol.
Ah, sim, e o Grêmio, que, se não embalou ainda, poderá fazê-lo a partir do clássico de domingo, contra um Inter, que continua o mesmo, apesar da troca de técnicos: uma no cravo, outra na ferradura. Uma eventual vitória sobre o rival antigo, lá no Sul, em geral vale por um campeonato, conferindo força moral extra ao vencedor.
Dando uma espiada por cima na próxima rodada, de qualquer forma, o Palmeiras surge como o grande favorito, diante de um Santo André caindo pelas tabelas. Joguinho, portanto, perigoso, pois, em caso de derrota, embora o Verdão não deva perder a liderança, corre sério risco de entrar em crise emocional que se refletirá decisivamente nas rodadadas subsequentes.
Outro verde que tem tudo para estancar a queda é o Goiás, que pega o lanterninha do campeonato, Flu, em casa. Mas, o Tricolor está dando o sangue para fugir do rebaixamento. Portanto, não são favas contadas.
Já o Galo, animado e atuando no Mineirão, mesmo assim não deverá encontrar facilidades diante de um Vitória bem dirigido por Mancini, com Ramón e cia., e que já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao lado de Grêmio e a quatro pontos do Flamengo, o quinto colocado.
Quanto ao Flamengo, em prodigiosa ascensão, pega um Botafogo ainda tentando de afastar da zona de descenso. Mas, é um clássico, como tal…
Situação mais ou menos como a do São Paulo, que vai à Vila enfrentar um Santos que terá de volta o meia Ganso, o que deverá fazer muita diferença no Peixe, que nem vai, nem volta. Só que o Tricolor, embora frequentando ainda o G-4, vem de sucessivas fracassos, ao contrário do Fla.
Como se vê, ao cabo dessa próxima rodada, a perplexidade de Muricy poderá se transformar em confiança, ou em desespero, tudo depende de para que lado a bolinha rolar.
VELHINHOS PIMPÕES
Num futebol que se caracteriza pela incrível capacidade de regeneração, lançando no mercado mundial uma pá de novos talentos, ano após ano, e num tempo em que tanto se louva a força física, a resistência e a velocidade, é de surpreender a legião de velhinhos pimpões que andam dando o tom do Brasileirão.
Aliás, não só aqui: acompanhe o amigo os jogos do Manchester United, líder do campeonato inglês, e se delicie com o desempenho de Ryan Giggs, aquele canhotinho prodigioso, quase quarentão. Há três ou quatro anos, como um Sílvio Caldas da bola (pra quem não sabe, o Caboclinho Querido, um dos quatro maiores cantores populares da nossa história, passou os últimos vinte anos de sua vida dando seu último show e gravando seu último disco), Giggs vem anunciando sua aposentadoria.
Mas, com aquela bola toda e aquele fôlego interminável, como? Giggs, aliás, lembra outro britânico hisórico, uma lenda do futebol inglês: Sir Stanley Matthews, que só foi pendurar as chuteiras depois dos 50 anos de idade. Aliás, com 45 anos de idade, deu um baile memorável, em Wembley, na Enciclopédia do Futebol, nosso incomparável Nilton Santos.
Surpreso? Pois, então, engula esta: meu querido amigo Zé Nogueira, da Rádio Eldorado, celebrou seus 80 anos de idade participando de um daqueles rachas semanais do que restou dos Namorados da Noite, time de artistas e boêmios desta província.
Mas, voltando aos campos tão exigentes do Brasileirão, aí estão Petkovic, Ricardinho, Ramón, Ronaldo Fenômeno, com todas as suaws cicatrizes e excesso de peso, Marquinhos, do Avaí, todos acima dos trinta e alguns beirando os quarenta. E todos brilhando entre tantos búfalos jovens, de força e disposição descomunais.
Perceba o amigo que, com exceção de Ronaldo, todos os demais citados são meias, articuladores de jogadas, função tão desprezada nos últimos tempos no Brasil, pois ainda há quem suistente a impossibilidade de jogadores desse talhe técnico participar pra valer de um futebol de músculos e têmpera tão afiados como os dehoje em dia.
Bobagem, ja que esses caras não jogam com os pés. Jogam com a cabeça, e cérebro, todos nós sabemos, não tem músculos.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Brasileirão, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, galo, Goiás, Grêmio, INTER, Internacional, Muricy Ramalho, Palmeiras, Tricolor, Vitória
16/08/2009 - 21:00
Pode ser mera coincidência. Ou fruto da dureza dos confrontos. Afinal, foram tr~es clássicos nacionais que o Palmeiras enfrentou nas últimas rodadas: Grêmio, Galo e Botafogo, três empates por 1 a 1, dois deles, frustrantes para um líder que sonha com o título, por mérito e honra, já que disputados em casa.
O último, sábado, contra o Botafogo, ainda mais decepcionante, desde que o adversário, embora tradiconalíssimo clube brasileiro, vem se arrastando no campeonato lá pelos últimos lugares.
Seja por que motivo for, o fato é que o Palmeiras mudou de cara, em relação àquele time que vinha vencendo e encantando sob o comando de Jorginho ainda outro dia.
Não consegue mais tocar a bola com fluência da defesa ao ataque, não mais pressiona o adversário no campo adversário, não mais cria tantas chances de gol como criava. Passou a jogar com um olhar mais defensiva, e, evidentemente, mais tenso na troca de bola. Por isso, talvez tantos erros de passe no jogo contra o Botafogo, que jogou o trivial, com uma dose extra de empenho, só.
Muricy, depois do jogo, assegurou que o time joga sob o mesmo esquema anterior, que nada mudou. Em termos: o simples fato de escalar três volantes, empurrando Cleiton Xavier e Diego Souza um degrau acima, já representa uma mudança radical no estilo do Palmeiras jogar. Ambos se sentem desconfortáveis nessas funções. E eles têm sido a grande diferença desse time.
Alguém que Muricy muito admira já disse que futebol é detalhes. E, muitas vezes, é mesmo.
Contudo, a vitória do Inter, folgada, sobre o Santo André, naquele pasto do ABC, por 2 a 0, mostra como é precária a liderança do Palmeiras.
Pois, o Inter, agora, entra pra valer na disputa, com dois jogos ainda a serem cumpridos, o que lhe confere a chance de virar o turno em primeirão. Jogo é joo, porém.
TIMÃO ACERTANDO
O Corinthians, ao meter 2 a 0 no Galo, no Pacaembu, não só ganhou moral para seguir nessa reformulação inesperada, como mostrou que avançou bem nesse sentido. Não pela vitória em si, que isso, às vezes, é ocasional. Mas, pela forma com que jogou, organizada, segura, eficiente. E o mais animador: sem abrir mão de seu esquema ofensivo, com um volante, dois meias e três atacantes.
Sim, porque, geralmente, nesses casos, a tendência do treinador é buscar refúgio num esquema defensivo para se resguardar dos maus ventos da transição: até encontrar o time ideal, até chegarem os reforços, fecha aqui, fecha acolá, que não vou botar a cara a bater.
Mano, não. Mano botou a cara a bater, levou dois ou três tabefes, e já começa a revidar.
É verdade que o Galo não foi o Galo. Foi um arremedo do Galo, time inteiramente desfigurado por lesões e cartões. E aqui volta à cena a única restrição que se lhe fazia quando assumiu a liderança do campeonato: terá elenco para resistir à maratona lá no topo?
Esperemos pra ver.
TRICOLOR EM MARCHA
E o São Paulo, ao vencer o Sport, na Ilha do Retiro, por 2 a 1, com gol de cabeça de Hugo já nos descontos, cumpre respeitável série invicta e segue na direção da luta pelo título, ocupando já um lugar no G-4.
Não, não foi uma exibição exemplar do Tricolor,prejudicada também pelas duas expulsões, mas bastou para cumprir sua missão, com méritos, já que dominou o primeiro tempo e foi dominado no segundo, mas soube aproveitar suas chances.
A GOLEADA
O grande placar da rodada, sem dúvida, foi a goleada impingida pelo Grêmio num Flamengo que se embicava para uma rápida escalada na tabela: 4 a 1. Mesmo sendo no Olímpico, é resultado para virar manchete e plantar uma pulguinha na orelha do Urubu (sei bem, meu, que urubu não tem orelha, é jeito de falar).
Quem, no entanto, não para de crescer é o Goiás, já na vice-liderança do torneio, ao bater o Vitória por 3 a 2, em jogo renhido. Assim como o Avaí, que recebeu o Náutico no Avaí e o venceu por 2 a 1.
Só o Fluminense não consegue subir um degrau sequer, e continua lá embaixo, depois da derrota para o Coritiba por 3 a 1, em casa. É demais.
PEIXE E RAPOSA
Foram poucas mas boas, as oportunidades criadas tanto por Cruzeiro quanto pelo Santos, na noite de domingo no Mineirão. E quase todas elas foram devidamente conjuradas pelos dois goleiros, os destaques do clássico nacional – Felipe e Fábio. Mas, se o Santos dá sinais de melhora, o Cruzeiro continua marcando passo numa zona cinzenta e temerária da tabela.
ARSENAL, SHOW
Na rodada inicial do Campeonato Inglês, o mais charmoso do planeta, só o Liverpool, dentre os eternos candidatos ao título, não venceu. Tomou de 2 a 1 do Tottenham. Chelsea, Manchester United e Arsenal estrearam, porém com vitória.
Mas, show mesmo quem deu foi o Arsenal, ao golear o tradicional Everton por 6 a 1, fora o baile. Naquele seu toque-toque habitual, já sem Adebayor, que se juntou a Robinho no City, os Guns hipnotizaram os azuis e foram somando seus gols e chances desperdiçadas, sob o comando da dupla Denílson e Fabregas, este, autor de dois gols, um deles, de placa. Dá gosto ver esse time jogar.
Já o Manchester United teve pleno domínio sobre o Bermingham, mas errou demais na hora da finalização, sobretudo com o português Nani. De positivo, a presença do equatoriano Antonio Valencia no lugar de Cristiano Ronaldo, ali pela direita. Joga bem, é hábil e, com o tempo, tende a evoluir. Se não algo perto do português ilustre, pelo menos, para cumprir bem aquela função ali nos Diabos Vermelhos, que, diga-se, já não são os mesmos, mas vão brigar.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Arsenal, Brasileirão, Inglaterra
06/06/2009 - 14:24
O grande clássico desta rodada do Brasileirão, sem dúvida, é o que será travado no Mineirão, entre Cruzeiro e Inter, dois dos melhores times do país na atualidade. Ou, pelo menos, os que apresentam um futebol, além de eficiente, agradável de se ver.
Ambos estarão desfalcados de jogadores-chaves, como Ramires e Nilmar, por exemplo, o que reduz a força de cada um. Mas, o Cruzeiro terá de volta Wagner, meia hábil e inteligente, que tanto poderá compor com Kleber a dupla de ataque, já que Thiago Ribeiro está fora, como ocupar o lugar de Ramires no meio-de-campo, embora de técnica e estilo diferentes.
Caso o técnico opte por Waner mais avançado, o menino Bernardo, uma das grandes esperanças do Cruzeiro, poderá compor o sistema de armação, conferindo maior mobilidade e fluidez ao time azul.
Já o Inter luta para manter os cem por cento de aproveitamento acumulados ao longo das primeiras rodadas do Brasileirão, embora tenha perdido, na última hora, o zagueiro Álvaro. Mas, Danny Moraes, seu eventual substituto, neto do admirável Waldir Joaquim de Moraes, tem dado conta do recado quando chamado a intervir.
O Cruzeiro leva a vantagem do mando de campo, mas o Inter não está aí pra brincar, não. Um jogaço, espero.
CLÁSSICO CARIOCA
No Maracanã, Flu e Bota, que ainda não pegaram no breu.
O Bota, nas mãos de Ney Franco, parece mais ajustado do que o Flu, ainda sendo moldado por Parreira. Além disso, volta a contar com Lúcio Flávio, um armador de ofício, que não deu certo no Santos, mas que no Botafogo, recentemente, teve talvez o melhor momento de sua carreira já longa.
Quanto ao Fluminense, a novidade é a confirmação do goleiro Ricardo Berna como titular e Fernando Henrique no banco, para alegria de boa parte da torcida, que não suporta as oscilações do antigo titular, capaz de alternar defesas prodigiosas com falhas imensuráveis.
OS DEMAIS
O Palmeiras recebe o vice-líder Vitória, no Palestra Itália, já exorcizado do mal do século passado, esse tal de 3-5-2, o que lhe dá mais equilíbrio para armar e atacar o adversário, seja ele qual for.
Sucede que o Vitória não é um adversário qualquer: sob o comando de Carpeggiani, os baianos vêm cumprindo excelente campanha e chegam ao Palestra Itália embalados pela vitória sobre o Grêmio por 1 a 0, na última rodada.
Já o São Paulo vai à Santa Catarina, para enfrentar o Avaí, também livre dos três zagueiros e com Jorge Wagner formando a dupla de armação com o menino Marlos, de tão boa estréia diante do Cruzeiro. Mas, no caso do Tricolor paulista, isso é meramente circunstancial, fruto das ausências de Miranda, na Seleção, de Renato Silva, contundido, e de Rodrigo, em recuperação de um mal clínico. Tanto, que Muricy terá de precipitar a estréia do beque Jean, trazido da Ponte Preta ainda outro dia.
Não é garantido, mas costuma dar certo.
Assim como não é garantida a permanência do Imperador Adriano durante os 90 minutos na refrega da Ilha do Retiro, contra o Sport, agora, sob a direção do técnico Emerson Leão, que já teve de encarar seu primeiro problema ao escalar o volante Elizeu antes de o rapaz sumir dos treinamentos, inexplicavelmente.
O Flamengo, que a partir da presença de Adriano se trasnformou de coadjuvante a protagonista do campeonato, está jogando muito melhor, mas deverá se ressentir da ausência de Kleberson, chamado por Dunga. E o Sport precisa, desesperadamente, reucperar-se, depois do tropeço na Libertadores, onde o Leão parece ter perdido o encanto.
Por fim, os dois Atléticos, na Arena da Baixada. Inegável que o Galo está muito melhor do que o Furacão. Mas, nunca se sabe qual é a hora da virada.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Brasileirão, Cruzeiro, Internacional
18/05/2009 - 16:01
Ao cabo da segunda rodada do Brasileirão, o que se observa é a presença de apenas um dos favoritos da véspera ao título entre os quatro primeiros colocados: o Inter, o mais cotado de todos da primeira linha de seus ilustres pares – Cruzeiro, Corinthians, Grêmio, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, em suma.
E, mesmo o Inter não nos tem enchido os olhos de prazer, nos jogos recentes pelo Brasileirão e pela Copa do Brasil, embora esteja obtendo os resultados de que precisa para liderar um e manter-se a ponto de buscar a vaga na outra.
Ainda ontem, diante do Palmeiras, o Inter conseguiu valiosa vitória por 2 a 0, com seu time misto. Mas foi inteiramente dominado pelo Verdão no segundo tempo. Justamente quando recorreu aos três titulares imprescindíveis – Guiñazu, Nilmar e D’Alessandro.
Isso, contudo, não deve abalar a fé dos colorados. Afinal, se, jogando abaixo do que pode, o Inter está na ponta da tabela, que dirá quando o time engrenar, já livre do segundo front de batalha?
Quanto aos três outros que completam o tal G-4 do Brasileirão, surprise! : Vitória, Náutico e Santo André.
Bem, nem tanta surpresa, pois os campeonatos passados mostram que, neste período em que os clubes de maior expressão costumam estar engalfinhados em disputas paralelas, do que os menos cotados se favorecem, claro.
Mas, não resta a menor dúvida de que a grande surpresa da rodada foi a categórica vitória do Náutico sobre um Cruzeiro desfalcado apenas de Kleber, o Gladiador, com direito a golaço do interminável Bala, gol para rivalizar com aquele de Ronaldo Fenômeno, nas finais do Paulistão.
Assim como a goleada do Santo André sobre o Coritiba, na casa do adversário, sob o comando do veteraníssimo Marcelinho Carioca, o craque que, mesmo no ocaso (já chegara a pendurar as chuteiras tempos atrás), conferiu ao Ramalhão personalidade e força insuspeitadas.
Por fim, o Vitória, campeão baiano e atual vice-líder do Brasileirão, que desencantou de vez o Leão, no Barradão, logo depois da sova que levou do Vasco, em São Januário, pela Copa do Brasil.
Esse, porém, é só um esboço de um cenário que tende a se transfigurar feito caleidoscópio ao longo do Brasileirão, ainda sujeito a muitas reviravoltas, sobretudo depois da janela européia de compras.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Brasileirão, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, INTER, Palmeiras, São Paulo
17/05/2009 - 21:04

Prova de que o Inter, apesar do início um tanto frustrante diante da enorme expectativa que gerou, tem um elenco de escol está nessa vitória por 2 a 0 sobre um Verdão completo, embora jogando com seu time misto.
E ganhou no pau a pau, não em jogadas fortuitas – um contragolpe aqui, uma bola parada ali, nada disso.
Ganhou jogando bola, a começar pela brilhante investida de Taison pela esquerda, que o zagueiro Danny Moraes guardou, logo aos 11 minutos. E terminando já nos descontos (ou acréscimos, como queiram), com D’Alessandro, pegando rebote na área.
Sim, é verdade; no segundo tempo, Tite reforçou sua equipe com alguns titulares. Mas, o fato é que não isso não foi determinante, pois faltou ao Palmeiras punch, força, enfim, para buscar o resultado, sobretudo pela ausência de um lateral-direito que equilibrasse a equipe por aquele setor, ocupado a maior parte do tempo apenas por Marquinhos, tentando cobrir a deficiência de um time armado canhestramente por três zagueiros de ofício.
EMPATE DOS CÉUS
O São Paulo, no Morumbi, mais uma vez decepcionou. Pelo menos, não demonstrou nenhuma evolução nesse longo período de preparação de que usufruiu por conta da febre mexicana. Foram quase vinte dias de tempo disponível para que Muricy recuperasse as forças da equipe, afiasse jogadas inesperadas, testasse uma novo tipo de formação, enfim, o que achasse mais conveniente.
Mas, em campo, que se viu foi um pastiche daquele time, ao menos, competitivo e eficiente das temporadas passadas.
Disso, se aproveitou o Atlético PR, que abriu o placar aos 45 do primeiro tempo, com o zagueiro Rafael Santos, o mesmo que faria o segundo do Furacão na etapa complementar, depois de Borges ter empatado.
No finalzinho, André Lima, em posição duvidosa, salvou a honra tricolor.
Apesar disso tudo, o São Paulo tem bala para evoluir muito ainda.
AH, PEIXE…
O Santos estava com a vitória nas mãos: 3 a 1, em casa, contra um Goiás que nem de longe lembra seus melhores momentos do passado.
Pois não é que, no finzinho, permitiu o empate?
Coisas de um time ainda em formação.
ALVINEGROS, MEZZO A MEZZO

O Corinthians teve o jogo aos seus pés ao longo de todo o primeiro tempo, quando, crieam!, Ronaldo Fenômeno perdeu dois gols que ele costuma fazer chupando um picolé. Série completada, diga-se, no segundo tempo, com outro nessas circunstâncias.
Houve ainda aquela jogada com André Santos, que preferiu o chute á queima-roupa…
Mas, quem não faz quase toma, como não diz o ditado. E o Bota voltou mais fogo no segundo tempo, acuou o Timão e só não chegou à vitória porque Felipe estava atento.
CANTO DO GALO
No seu terreiro, sábado, o Galo cantou um canto um tanto agoniado, mas, no fim, de glória. Afinal, Tardelli, já no anoitecer da partida, quebrou seu jejum de gols e marcou de pênalti o gol da vitória sobre o poderoso Grêmio. Pênalti, por sinal, que, segundo se pôde verificar pela câmera mais bem postada, não aconteceu, já que a bola foi aparada pelo corpo, não pelo braço ou mão de Joílson, dentro da área.
Mas, o relevante para o Atlético – a par a eventual vingança de Roth, recém defenstrado do Grêmio – foi demonstrar que tem time para fazer boa figura no campeonato, ao contrário do que muitos supunham depois daqueles desastres na decisão do Mineirão e na desclassificação da Copa do Brasil.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Atlético-MG, Atlético-PR, Botafogo, Brasileirão, Corinthians, Goiás, INTER, Palmeiras, Santos, São Paulo, Taison
08/05/2009 - 16:10
O Brasileirão está aí, promissor, pelo equilíbrio evidente entre, por baixo, meia dúzia de times.
Quais? O São Paulo, tricampeão, pela alto índice de eficiência e extraordinária capacidade de recuperação, sob o comando de Muricy. Mas, se não reforçar seu elenco com com meias de habilidade e abrir mão da sucata de três zagueiros, poderá até vencer novamente, porém, não atingirá o nível de espetáculo que se espera de outros candidatos, como ele, ao título.
Por exemplo: o Internacional, o Cruzeiro, o Palmeiras, o Corinthians e o Santos, equipes que têm revelado um equilíbrio maior entre defesa, armação e ataque.
Grêmio e Sport se alinham, no estilo, ao lado do São Paulo, essencialmente pragmáticos, eficientes, com o Tricolor gaúcho um passo adiante na busca do espetáculo, graças a seus dois meio-campistas Tcheco e Souza, em fase esplendorosa. E quando falo em espetáculo não é exibição circense, nada disso, apenas o jogo jogado, bola de pé em pé, envolvente, essas coisas.
E o Flamengo, a partir do instante em que Adriano, em forma, entrar em campo, se juntará a eles, sobretudo porque Kleberson vem dando sinais claro de reencontro com aquele futebol dos tempos da Copa de 2002.
O diabo é que os principais candidatos ao título estarão concomitantemente envolvidos em disputas paralelas: ou Copa do Brasil, ou Libertadores.
Sim, claro, logo, logo, essas competições terminam. Mas, aí vem a janela européia, que tanto pode quanto não fazer um rapa nos elencos desses times. A previsão geral é de que não, por causa da crise mundial. Mas, justamente pela crise, talvez os clubes europeus resolvam investir forte aqui, onde o pé de obra é mais barato, em vez de promover transações dentro da Comunidade Européia, onde os valores são mais altos.
De qualquer forma, nessa primeira rodada, vários dos favoritos ameaçam jogar com seus times mistos, o que pode desfigurar esse cenário ideal. Sucede que, em torneios por pontos corridos, lá e cá, cada rodada é decisiva, e os resultados deste fim de semana podem ser fatais na rodada definitiva, lá na frente.
Como dizia o velho texano, não queria estar nas botas dos treinadores desses times.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Brasileirão, Corinthians, Cruzeiro, favoritos, INTER, Palmeiras, Santos, São Paulo
28/04/2009 - 19:34
O Palmeiras tenta salvar seu primeiro semestre, em Santiago, contra o Colo-Colo, onde e quando uma vitória basta para levar o time à próxima fase da Libertadores e, sobretudo, a uma reflexão mais profunda do que ocorreu com essa equipe que iniciou o ano em alta e acabou ficando de fora da decisão do Paulistão e enroscada num fio de esperança na Libertadores.
Desconfio, embora evitando apostar todas as minhas fichas nisso, que as duas escorregadas recentes do Palmeiras – na reta final do Brasileirão e na do Paulistão – estão ligadas à mudança de conceitos de Luxemburgo, que abraçou, nas duas ocasiões (com Martinez e Marcão), o conceito dos três zagueiros, que ele tanto refutou no passado.
Mas, podem ter sido outras as causas, ainda mais relevantes, não sei. Só sei que o Palmeiras terá de ser fluente e ofensivo lá em Santiago, onde apenas a vitória interessa, diante de um Colo-Colo, que, se já não é uma potência dos Andes, segue a escola argentina de tocar a bola até o adversário arriar de tédio.
E esse é o grande risco: se o Verdão não tiver um meio-campo ao mesmo sólido, hábil e numeroso o suficiente para impedir isso, corre o sério risco de voltar de lá lamentando todo esse tempo perdido.
AH BARÇA…
O Barcelona plantou a bandeira catalã no campo inglês, e passou o tempo todo assediando a área inimiga, protegida por sólida muralha, em vão. O Chelsea sequer arriscava sair em contragolpes, com duas exceções no primeiro tempo, quando o perigo rondou a meta de Valdés, mais por erros da defesa do que por acertos do ataque inglês.
Resultado: a classificação para a final ficou por um fio.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional
Tags: Barcelona, Brasileirão, Chelsea, Libertadores, Palmeiras, Paulistão, Vanderlei Luxemburgo
07/12/2008 - 13:09
Se realmente a história for essa, chegamos mesmo ao fundo do poço da incompetência. A história a que me refiro é essa, segundo a qual, a secretária do presidente do São Paulo teria ligado para a secretária do presidente da FPF querendo confirmar nomes de uma relação de diretores da entidade que teriam pedido ingressos para o show da Madonna no Morumbi.
Nesse rol, estaria o nome do juiz Wagner Tardelli.
Ato contínuo, a secretária do presidente da FPF passou tal informação ao seu chefe, que, de imediato, buscou o Ministério Público, que o instruiu a informar o presidente da CBF.
Este, por sua vez, em comum acordo com o chefe da comissão de arbitragem da CBF e o juiz, decidiu que o juiz deveria pedir afastamento da partida entre São Paulo e Goiás, pois é o que determina o Estatuto do Torcedor.
Ora, ninguém é ingênuo o bastante para crer que dois ingressos de um show de música pop valeriam tanto quanto um título inédito como esse em disputa.
De qualquer jeito, caberia ao presidente da CBF divulgar todos os detalhes que detém a respeito do assunto (sigilo de investigação é bobagem, num caso tão rumoroso), a não ser que todos os envolvidos só quisessem manchar para sempre essa final.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Brasileirão, Goiás, São Paulo, Tardelli
06/12/2008 - 18:08
Tantas fizeram os cartolas que conseguiram melar uma decisão de campeonato sem par na história do nosso futebol. Mais uma vez, diga-se.
Pois, não é que na véspera do jogo entre o líder São Paulo e o Goiás, a CBF decide substituir o juiz da partida, Vagner Tardelli, que teria sido vítima de tentativa de suborno? Segundo o que se lê e ouve, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sabe quem enviou o tal envelope maldito, interceptado por alguém antes de chegar ao seu destino.
Mas, Ricardo Teixeira não estaria disposto a revelar o nome a não ser durante o inquérito que elucidará o episódio. Nem mesmo se sabe que percurso teve o tal envelope para chegar a ser interceptado. Mandaram para a CBF, em nome do juiz? Era um cheque, um monte de notas, enfim, como se processaria o estranho e desatrado suborno?
Não há hora mais propícia para se esclarecer tudo, nos mais finos detalhes. O presidente, o árbitro, o interceptador, enfim, todos que tenham um pingo de informação a respeito desse assunto teriam a obrigação de revelar tudo a público, agora, antes do jogo, para que não pairasse a mínima dúvida a respeito da arbitragem neste domingo.
Uma outra versão diz que alguém ligou para a Federação Paulista de Futebol querendo saber como poderia enviar algo para o Tardelli. Na seqüência, o presidente da FPF teria ligado para Ricardo Teixeira, expondo suas suspeitas, o que resultou na medida extrema da CBF.
Quer dizer: no fundo, no fundo, pode ter sido mero diz-que-diz. Pelo sim, pelo não, houve a troca.
Pena que tenhamos de esperar Deus sabe quanto para que a verdade clara e cristalina venha a público, se vier um dia.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Brasileirão, CBF, Goiás, São Paulo, Tardelli
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