Brasil | Blog do Alberto Helena Jr.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 Seleção Brasileira | 19:06

VENCEMOS, MAS…

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Marcelo chuta e abre o placar

Até que o início foi promissor. Não apenas pelo gol de Marcelo logo aos 3 minutos de bola rolando, mas, sobretudo, porque o Brasil, pela primeira vez nos últimos anos, avançou sua linha de defesa e passou a pressionar a saída de bola do adversário.

Sistema que manteve até mesmo depois de levar o gol de empate, numa falha grosseira de David Luís na saída de bola, oferecendo-a de presente a Ibisevic. O bósnio, então, desferiu um disparo que varou o corpo de Júlio César, aos 13 minutos. E ainda criamos uma boa chance em que Hernanes foi obstado no momento fatal.

Mas, aos poucos, fomos refluindo, espicaçados por contragolpes rápidos e incisivos dos bósnios que erraram sempre na hora de finalizar.

A partir daí, evidenciou-se o principal equívoco de Mano: a escalação de um meio de campo com três volantes (Sandro, Hernanes e Fernandinho), deixando toda a criatividade nos pés de Ronaldinho Gaúcho que, quando aparecia no jogo, errava o passe, o lançamento, o toque, a matada de bola…

Quando o tédio começava a se transformar em sonolência, Elias entrou no lugar de Sandro. Um volante pelo outro, com um detalhe: Elias, ao menos, é mais ativo, ágil e versátil do que Sandro. Isso, combinado com a entrada de Ganso no lugar de Ronaldinho, conferiu mais velocidade e ciência no toque de bola do Brasil, que aumentou sua posse de bola e passou a circular mais próximo da área inimiga.

E, aos 28 minutos, depois de uma troca rápida e bem engendrada de Marcelo, Ganso e Elias, Neymar surgiu na cara do gol. Mas, o goleiro, esperto, pegou o chute do craque-menino, cujo futebol opaco ao longo do resto do jogo produziu apenas algumas centelhas até ser substituído por Jonas pouco antes do apito final.

Contudo, aí, o Brasil já safara a onça, com aquele cruzamento de Hulk da esquerda que o becão Papac tocou para as próprias redes, em gentil oferta ao adversário ilustre, já pra lá dos 45 minutos do segundo tempo.

É bom lembrar, porém, a origem da jogada de Hulk: Ganso sofreu falta na intermediária que ele mesmo bateu de primeira para o atacante brasileiro disparando pela esquerda. Isso, só para repisar o óbvio: a não ser que esteja com as duas pernas fraturadas, Ganso não pode ficar no banco desse time.

Brasil comemora vitória sobre a Bósnia em St. Gallen, na Suíça

CADA UM

JÚLIO CÉSAR – Praticamente não fez uma defesa sequer. Mesmo porque aquela que deveria ter feito passou por ele como se trespassasse um fantasma. Uma sombra do goleiraço que já foi até outro dia.

DANIEL ALVES – Uma de suas melhores partidas pela Seleção. Marcou e atacou o tempo todo e foi quem levou, aos trancos e barrancos, aquela bola para Marcelo abrir a contagem.

THIAGO – Impecável, como sempre. É ele e Dedé, meu.

DAVID LUÍS -  A pior partida dele na Seleção. Falhou no gol bósnio por duas vezes. Na primeira, ao entregar a bola para o atacante inimigo. Em seguida, por recuar, recuar, recuar, até que Ibisevic disparasse seu tiro fatal. Além disso, foi envolvido várias vezes no mano-a-mano.

MARCELO  – Ótimo, do início ao fim. Além de ter sido o autor do primeiro gol, tentou sempre a jogada ali pela esquerda, ou mesmo por dentro, conferindo agudeza a um ataque avesso a isso.

SANDRO – Joga muito mais do que vem jogando no Tottenham, quando entra em campo, e mais ainda do que jogou hoje. Diante da Bósnia foi apenas um volantão de marcação e burocrático com a bola nos pés.

ELIAS – Entrou no seu lugar e imprimiu outro ritmo à função. Muito bem.

HERNANES – Começou bem, nos limites de um volante de classe transformado em meia, mas, depois caiu, sobretudo quando foi deslocado lá para a ponta-direita, onde sumiu de vez.

FERNANDINHO – Acertou alguns passes interessantes, mas, no geral, não acrescentou nem comprometeu.

RONALDINHO GAÚCHO – Com todo respeito a seu passado cintilante, só se justifica sua chamada pra Seleção se estiver jogando, por baixo, a metade do que sabe. Hoje em dia, tanto no Flamengo quanto na Seleção, tem sido um ilustre ausente.

GANSO – Já entrou tarde, e, mesmo assim acertou o setor de armação da equipe, ainda que sem brilhar, fazendo a bola circular com mais velocidade e inteligência do que até então.

NEYMAR – Longe do capetinha do Santos, pelo menos, buscou o jogo, mesmo errando a maioria de suas tentativas. Teve a chance do segundo gol a seus pés, mas não concluiu com êxito. Um dos problemas de Neymar neste jogo, especificamente, foi que teve de ceder seu espaço habitual, ali pela esquerda, para Ronaldinho, o que, em boa parte do jogo, deixou de ser a flecha par virar arco. Não é ainda a sua praia.

LEANDRO DAMIÃO -  Foi quem mais tentou os chutes a gol, afinal, sua função precípua. Acabou prejudicado pela falta do passe exato detrás. Mas, também, não buscou a jogada pessoal que pudesse compensar isso.

HULK – Foi autor do cruzamento que resultou no gol contra dos bósnios. E só, o que não é pouco, convenhamos.

LUCAS E JONAS – Tiveram pouco tempo para mostrar alguma coisa. Lucas, ainda, conseguiu um belo giro no meio de dois beques, mas, a conclusão foi falha.

MANO – Errou na escalação inicial e acertou quando induziu seu time a marcar por pressão nos primeiros vinte minutos de jogo. Assim como acertou nas entradas de Elias e de Ganso. Falta-lhe, contudo, definir o conceito desse time. Ou melhor: aplicar em campo todo aquele discurso absolutamente correto com que nos brinda desde o dia em que assumiu a Seleção.

Notas relacionadas:

  1. SHOW DO BRASIL
  2. DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO
  3. A SELEÇÃO DE MANO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 10 de novembro de 2011 Seleção Brasileira | 19:24

UMA BOBAGEM

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Desculpe o amigo pela atraso nesta postagem. Não foi por lerdeza da ideia ou dos dedos sobre o teclado, que nisso sou ás, sem falsa modéstia.

É que, confesso envergonhado, cochilei durante o jogo. Melhor dizendo, puxei um ronco rasgado, tão profundo e altissonante que a vizinha veio me acordar, incomodada com o barulho.

Aí, fui obrigado a retroceder as imagens até o início do segundo tempo, para constatar que nada mais havia para ser visto nesse vergonhoso caça-níqueis inventado pela CBF para aumentar os ganhos da entidade de Ricardo Teixeira e parceiros.

O estádio, uma beleza de arquitetura; o gramado, um charco, bem ao estilo do Quinto Mundo, onde a aparência vale mais do que a essência. Futebol não é jogado nas arquibancadas. Estas são o complemento do espetáculo, que se desenrola mesmo é lá no gramado, coisa que os europeus entenderam há milênios. E, nós, sul-americanos, africanos etc. desprezamos olimpicamente.

Em suma, ganhamos por 2 a 0, gols de Sandro, de sola, e Hernanes, de cabeça, sem que isso valesse um pingo para qualquer tipo de observação mais severa.

Uma perda de tempo.

Notas relacionadas:

  1. HORA DE TESTAR
  2. DÁ PRA GANHAR, É O QUE IMPORTA
  3. AMBIÇÃO E VAIDADE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quarta-feira, 12 de outubro de 2011 Seleção Brasileira | 01:23

VALEU PELA REAÇÃO

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Valeu, sobretudo, pelo poder de reação do Brasil, que perdia por 1 a 0 para o México, e, mesmo com um jogador a menos em campo conseguiu virar no segundo tempo para 2 a 1, com um gol simplesmente espetacular de Marcelo.

No primeiro tempo, tudo parecia conspirar contra a Seleção de Mano Menezes. Embora jogando melhor do que contra a Costa Rica – o que não é nenhum feito, convenhamos -, a Seleção Brasileira repetia a mesma incapacidade de criar jogadas mais agudas, mesmo com Hulk no lugar de Fred.

E, pior: tomou um gol-contra de David Luís, que, ao cortar cruzamento da direita, mandou para suas próprias redes uma bola que certamente Jefferson conjuraria sem maiores problemas.

Para completar a desdita, no finalzinho da fase inicial, Daniel Alves comete pênalti e é expulso. Eis que Jefferson defende a penalidade máxima e sinaliza para tempos melhores na etapa seguinte.

A virada, então, começou com a magnífica cobrança de falta de Ronaldinho e foi sacramentada no lance mais cintilante da partida, quando Marcelo, junto à lateral-esquerda, quase na risca do centro, cortou um contragolpe adversário e partiu em direção à área mexicana. Tabelou com Neymar, aprofundou-se, varando toda a defesa inimiga, e disparou a canhota fatal: 2 a 1.

Como? Se jogamos bem e merecemos a vitória? Sim, merecemos a vitória e jogamos… mais ou menos, para não cairmos nem no exagero da euforia, nem na descrença sombria da depressão.

O importante é que o time revelou, pela primeira vez, nesta fase da preparação, alma e personalidade para mudar a cara da adversidade. E isso não é pouco, ainda que não o bastante.

Notas relacionadas:

  1. SELEÇÃO, PAIXÃO E FLORES
  2. SELEÇÃO PREVISTA
  3. MARCELO, UMA DAS NOVIDADES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

segunda-feira, 10 de outubro de 2011 Campeonatos Estaduais, Seleção Brasileira | 14:45

O BRASIL E SUA CARA

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O Brasil volta a campo, em Torreón, contra o México, muito mudado em relação ao fiasco de San José da Costa Rica.

Entram no time o goleiro Jefferson, os laterais Dani Alves e Marcelo, os volantes Lucas Leiva e Fernandinho, e, no lugar de Fred, Hulk. Mais de meio time, como se vê.

Se vai funcionar, quem sabe? Sim, porque essa Seleção, apesar dos talentos que lá estão e da mistura de jovens promessas e craques consumados, não consegue decolar, nem contra os grandes, nem contra os pequenos. E o México está a meio caminho de uns e outros, numa posição capaz de nos criar problemas sérios sempre que o enfrentamos nos últimos tempos.

É óbvio que não se pode exigir de um time em formação – mais campo de experiência de individualidades por parte do técnico do que de afinação de um conjunto propriamente dito – um jogo coletivo de alto padrão, com os craques soltos nas asas da imaginação e da improvisação, que sempre foram nossa marca.

Mesmo porque não há tempo para treinar devidamente. Assim como, por conta desse odioso e insano calendário brasileiro, quase nunca o técnico pode convocar todos os jogadores que povoam suas expectativas.

Ora, são só os de fora; ora, os de casa; ora, com os olhos postos na Copa de 2014; ora, nas Olimpíadas. Enfim, um cipoal por onde o técnico Mano Menezes tem de se mover com cuidado e ao mesmo tempo ousadia, carregando nos ombros o peso eterno dos resultados.

Tudo isso, creio, acaba se refletindo na cara da Seleção, um rosto sem expressão definida, sem personalidade, onde se sobressaem mais as rugas da incerteza do que o ar desabrido do desejo de conquistas.

Diante disso, impossível prever o que acontecerá em Torreón amanhã à noite (e aqui não excluo até uma derrota humilhante).

Se Ronaldinho Gaúcho, Lucas e Neymar jogarem o que sabem, em harmonia resultante dos jogos recentes em que atuaram juntos, podemos até fazer bonito. Caso contrário, será aquela inhanha de sempre.

Nesse sentido, a presença de Fernandinho, o menos votado dos que entram no time, pode vir a ser catalisadora. Não que Fernandinho seja um craque ungido pelos deuses, longe disso. Mas, é um volante mais ativo do que Luiz Gustavo e Hernanes, que ocuparam essa vaga na vitória sobre a Costa Rica, e dono de passe suficientemente bom para servir bem os companheiros lá da frente.

Além do mais, Dani Alves e Marcelo, por certo, darão maior suporte pelos lados do campo do que o fizeram Fábio e Adriano no jogo de sexta.

E Hulk? Bem, apesar do físico taludo, o atacante do Porto não é um centroavante de ofício.  Na verdade, prefere mais é atuar pela direita, apesar de canhoto. Em compensação, movimenta-se muito mais do que Fred e tem um disparo longo potente, o que, em muitos casos, é o melhor caminho para um time sem o devido entrosamento.

Suponho que, com a entrada de Hulk, Lucas seja deslocado para o meio, partindo mais detrás, próximo a Ronaldinho. É onde o menino mais gosta de jogar, como um meia ofensivo, não como ponta.

Por fim, Jefferson, a par da contusão que desligou Júlio César da delegação, já está merecendo uma sequência de jogos no arco brasileiro, em razão de suas excelentes atuações no Botafogo nestas duas últimas temporadas.

É de se ver no que vai dar tudo isso.

TIMÃO FAVORITO?

Nem o mais fanático fiel alvinegro, do fundo da alma, cravaria neste momento com absoluta convicção o Corinthians como a um passo do título brasileiro. Como pode, num campeonato doidinho, doidinho, como esse?

Mas, se há hoje um time que possa ser chamado de favorito, esse é o Corinthians, sem dúvida. Não porque esteja na tabela um degrauzinho acima dos mais próximos concorrentes, como Vasco, São Paulo e Botafogo. E, sim, porque dentre tantos vacilantes candidatos à faixa de campeão, tem sido o que menos vacila. Ou melhor: quando entra naquele limbo da hesitação constante, não despenca de vez.

Fica ali, esperando a hora de o vento mudar de rumo. Vento a favor, dispara, e recupera a liderança que ocupou a maior parte do campeonato.

E olhe que mesmo sob fogo cerrado da Fiel contra Tite e alguns jogadores do time. Não é fácil.

Pois, se há um fator importante nisso tudo, sem dúvida, é a barragem criada pela diretoria corintiana em torno de Tite, que, se não é nenhum gênio, nada fica devendo a seus pares.  Com algo mais: o equilíbrio emocional que lhe permite atravessar sem chiliques os momentos mais cruciais na caminhada do seu time.

Deve-se também essa, digamos, estabilidade num torneio tão instável ao elenco corintiano, capaz de suprir ausências significativas ao longo da competição.

Pegue-se o jogo de domingo como exemplo. Sem Liedson, sem Emerson e com Adriano pró-forma, nunca em forma, o ataque corintiano conseguiu se virar sem um artilheiro de ofício, a ponto de disparar 3 a 0 ainda no primeiro tempo.

Os meias Alex e Danilo se revezaram naquela função final tão bem que a defesa goiana se viu órfã de uma referência e desestruturou-se toda.

São pequenos detalhes que formam um todo, no fim das contas. Mas que o Corinthians e a Fiel não considerem desde já esses números favas contadas. Ainda virá por aí muita trepidação.

Notas relacionadas:

  1. MASCATE BRASIL
  2. O BRASIL E AS ESTATÍSTICAS
  3. BRASIL EM SEGREDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 8 de outubro de 2011 Seleção Brasileira | 01:10

AH, QUE SONO…

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Ainda bem que sou um notívago renitente. Mesmo envolto no silêncio de mata que cerca minha caverna de Ibiúna, só vou pra cama lá pelas cinco da matina. Fico lendo, ouvindo música, vendo um filminho na tv, escrevendo minhas bobagens e tal e cousa e lousa e maripousa.

Caso contrário, teria ferrado no sono mais profundo logo que a bola começou a rolar em São José da Costa Rica. Pois, já nos primeiros movimentos da Seleção Brasileira, era fácil adivinhar a chatice que viria a seguir.

Nada que valesse a pena registrar, a não ser uma boa chance desperdiçada por Fred, e o fato inacreditável de que a Costa Rica, a fragilíssima Costa Rica, foi mais protagonista do que o Brasil, que se limitou a trocar bolas na defesa e disparar chutões pra frente.

Entre outras coisas, porque o Brasil não tinha um armador de ofício e empenho. Ronaldinho, um artista da bola, não é esse jogador, nunca foi, e, pelo visto, já maduro, não será.

Assim, o Brasil voltou para o segundo tempo com duas alterações: Hernanes, no lugar do estreante Luiz Gustavo, que se não comprometeu também não acrescentou, e Oscar, no de Lucas, absolutamente ausente durante sua presença em campo.

Mas, o time só melhorou depois da contusão de outro estreante, o menino Fábio, excessivamente retraído ao longo do primeiro tempo. Entrou Daniel Alves, e logo, numa trama entre Fred, Ronaldinho, Oscar e o lateral-direito do Barça que cruzou para Neymar marcar o único e envergonhado gol brasileiro nesse amistoso que serviu mais para despertar perguntas do que achar respostas para esse time em transição reticente até aqui.

Notas relacionadas:

  1. O ESPÍRITO DE MAICON
  2. HORA DE TESTAR
  3. O QUARTETO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 6 de outubro de 2011 Seleção Brasileira | 16:37

O QUARTETO

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O mais importante nesse amistoso com a Costa Rica, amanhã, é a presença do quarteto ofensivo do Brasil: Ronaldinho Gaúcho, Lucas, Fred e Neymar. São quatro jogadores de técnica refinada e muita habilidade.

Pode-se discutir se Ronaldinho Gaúcho tem a constância e o viés de um autêntico armador, aquele cara em torno do qual gira o jogo de sua equipe, capaz de alternar o ritmo de acordo com as necessidades de momento.

Talento tem, sem sombra de dúvida. Sabe lançar, enfiar uma bola inesperada para os atacantes, virar o jogo com ciência, essas coisas todas. Mas, o resto…

Faz lembrar um pouco de Rivellino, um virtuose histórico. Dono de habilidade incomum com aquela canhotinha abençoada, Riva passou a maior parte de sua carreira como um armador inconstante, de brilho intermitente durante uma partida. Ora, executava um lançamento de trinta metros primoroso; ora, sumia do jogo,

Na verdade, o meu querido Orelha, um dos jogadores mais fantásticos que vi em ação, não era um meia-armador autêntico. Mas, sim, um ponta-de-lança fatal, com seus morteiros devastadores e seus dribles curtos, desconcertantes, herdados do salão.

Gérson, sim. Assim como Didi, Zizinho, Ademir da Guia e tantos outros menos dotados.

Não se trata aqui, pois, de grau de talento, mas de características naturais do jogador. O armador, antes de tudo, é cerebral O ponta-de-lança, é basicamente instinto e habilidade. E Ronaldinho é a quintessência do talento intuitivo. Pelo menos, até agora.

Ganso, por exemplo, é um armador nato, Ronaldinho não. Mas, Ganso está fora de combate, e o que resta a Mano Menezes é encontrar-lhe um clone.

Difícil, nesta quadra da vida do futebol brasileiro, tão voltada a produzir volantes e meias ofensivos, passando por cima dos armadores.

Mas, insisto: gostaria de ver um jogo inteiro com a camisa canarinho titular o menino Oscar nessa função, que tão bem desempenhou no Mundial Sub-20, embora não jogue assim no Inter.

De qualquer forma, neste futebol sem sintonia fina, esse quarteto ofensivo do Brasil pode nos proporcionar momentos de êxtase até. Bola, essa turma tem, sem dúvida.

Ou, pelo menos, mais sugestiva do que aquela formação com três volantes, um meia e dois atacantes convencionais.

É, na teoria, um encontro entre o discurso inicial de mano Menezes e sua aplicação em campo. Se vai dar certo, é outro departamento.

MAIS UM

Sandro Moreyra, pra quem não sabe, foi um dos grandes cronistas esportivos do pedaço. E um tremendo gozador.

Certa tarde, vagávamos pelo centro de Lisboa, quando Sandro estancou diante de um teatro, cujo cartaz anunciava a atração da noite: “Não perca. Esta noite, o Quarteto+1”.

Sandro, olhinhos vibrando de sacanagem, de imediato, enveredou em direção ao balcão de recepção, atrás do qual repousava um velho de boné xadrez conversando com outro, de terno e chapéus pretos, encostado à parede.

Sandro interrompeu o papo, com toda gentileza do mundo, e lançou a pergunta fatal: “Ó, patrício, diga-me, por que o Quarteto mais um? Não seria um quinteto?”

O velho lançou rápido olhar ao companheiro, teso, colado à parede, pensou um instante e respondeu: “Pois, sim. O quinteto! Deveria ser o Quinteto”

Quando saíamos, ouvi do amigo de preto repreender o velho: “Que diabos! São mais dois brasileiros a chamar-nos de burros!”

Não era o caso, pois é praxe essa expressão quando um quarteto de cordas recebe o apoio de um instrumento de sopro, flauta, sax etc.

E o que isso tem a ver com nosso assunto banal? Nada e muito.

Pois, para que o quarteto de ataque da Seleção dê certo é fundamental que mais um cumpra sua função. No caso, Luiz Gustavo, que estreia desde o início com a camisa canarinho.

Aliás, isso também vai depender da reação do estreante na Seleção – o volante Luiz Gustavo, que terá sua primeira chance como titular desde o início.

Ao contrário de Ramires, que ocupou essa posição a maior parte do comando de Mano, Luiz Gustavo é mais lento nos movimentos. Mas, o craque do Bayern de Munique tem outras compensações. É mais exato no passe e possui um excelente senso de colocação.

Vindo de trás, pode muito bem ajudar Ronaldinho na construção das jogadas de ataque.

Só vendo.

Notas relacionadas:

  1. ROBINHO OU JÚLIO BAPTISTA?
  2. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  3. NEYMAR, NEYMAR, NEYMAR, NEYMAR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Futebol internacional, Seleção Brasileira | 16:55

DE OLHO NO FUTURO

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Na verdade, o que mais me chamou a atenção na vitória brasileira sobre os argentinos nem foi tanto o golaço de Lucas, ou a bela estreia de Cortês, tampouco, as seguras e plásticas intervenções de Jefferson, quando exigido, esses destaques todos do Brasil nessa partida.

Tudo isso faz parte, claro. Lucas, por exemplo, sei que merece de Mano um cuidado especial, enquanto Cortês passou-me a sensação que terá futuro mais promissor na Seleção até do que o tão decantado Marcelo, do Real. E Jefferson, nessa toada (e é bom sempre lembrar que a tendência do goleiro é melhorar com o passar dos anos), acabará tomando conta da posição.

Entretanto, o que mais tocou minha expectativa com relação ao futuro da Seleção foi, além da formação mais ofensiva do time, com apenas dois volantes de ofício, em certos momentos, a química que se criou entre Neymar, Lucas e Ronaldinho, aquela conversa cifrada dos craques, um código fora do nosso  entendimento, pobres mortais.

Foram poucos e rápidos lances, mas que sugerem muito para o futuro do time de Mano, quando o treinador puder afiar o conjunto com mais acuro e tempo.

Falo desses três, mas vale lembrar que Borges e Diego Souza, quando entrou, também mostraram sintonia com esse estilo de jogo. Assim como, certamente o farão Robinho, Kaká, que começa a recuperar sua forma no Real, Ganso, enfim, esses caras que jogam e pensam o jogo.

Isso, sem falar nos craques que ainda estão por florescer no futebol brasileiro até a Copa do Mundo. Pegue-se como exemplo esse Cortês, que, no início do ano era um Zé Ninguém, escondido nos interiores fluminenses. E, de repente, surge no Botafogo como uma estrela nascente.

Desde que Mano aposte, contra grandes ou pequenos, amistosos ou torneios pra valer – como a Copa das Confederações que se avizinha -, numa formação com quatro jogadores de frente, entre meias e atacantes, de alta qualidade técnica, mais cedo ou mais tarde, nos reencontraremos com nosso verdadeiro desígnio. E, aí, sim, será uma festa.

O CASO BRENO

O caso Breno é confrangedor. Poucas vezes vi um zagueiro-menino revelar tão cedo tanto potencial. Alto, forte, bom no cabeceio, atrás e na frente, veloz, dono de técnica rara, ainda garoto de tudo, assumiu um lugar entre os titulares do São Paulo, tomou conta da área, foi chamado para a Seleção e via diante de si um futuro deslumbrante.

Aos 17 anos, foi para o Bayern de Miunique, e…sucumbiu à reserva, ao empréstimo para o Nuremberg e, na volta a Munique, à uma contusão que o prendeu à enfermaria do clube por mais de dez meses, sem perspectivas à vista.

Dizem que o rapaz naufragou na depressão, pela contusão renitente, por um casamento infeliz, por isso, por aquilo, aquelas todas adversidades que nos esperam traiçoeiramente atrás da próxima esquina.

Resultado: acabou algemado e preso, acusado de ter ateado fogo em sua própria casa, num momento de desespero.

Nem sei se isso tem fundamento, pois o caso está sob averiguação policial e dos peritos em incêndios. Confesso que tenho minhas dúvidas se Breno viveria esse constrangimento, sendo culpado ou não, fosse branco e instruído alemão.

Segundo algumas parcas informações que nos chegam de Munique, foi constatada uma alta dosagem de álcool no sangue do craque, o que nos permite supor que a coisa toda tenha sido acidental.

De porre, acossado pela solidão na casa vazia, deprimido por eventual separação da mulher e dos filhos, pela lesão que não se cura, pela redução drástica de seu salário, pelos malfeitos do destino, enfim, Breno poderia ter posto fogo no navio em alto mar – a casa, seu último reduto firme e seguro num mar de incertezas mortais.

De qualquer forma, é óbvio que Breno carece menos da prisão do que de uma clínica especializada em depressões.

E, aqui, só nos resta torcer pra que consiga renascer das cinzas, pois a vida, meu caro, é dolorosamente longa, mas, cheia de momentos prazerosos também.

Notas relacionadas:

  1. OLHO NA ESQUERDA
  2. DE VOLTA AO FUTURO
  3. BI MESSI
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 17 de agosto de 2011 Seleção Brasileira | 18:22

MARCELO, UMA DAS NOVIDADES

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Nesta quinta sai a convocação da Seleção Brasileira para o próximo amistoso, com algumas novidades. Uma delas é a volta de Marcelo, lateral-esquerdo do Real. Justa convocação pelo que o craque tem jogado por seu time. Mas, injusta a condenação pela mídia esportiva de André Santos, que, falhou feio, sim, contra a Alemanha, num lance. Mas, na soma de seu trabalho, foi mais positivo do que negativo.

Enfim, a vida é essa, um segundo que se esvai depressa, como diria o poeta popular.

Além de Marcelo, deverá haver mais novidades nessa chamada de Mano, pelo menos, no meio de campo e no ataque. Quem? Não sei.

Mas, posso garantir que Ganso, apesar de atravessar um momento difícil no trato com a bola e consigo mesmo, seguirá no time, Pois, essa é a maneira que Mano vê de recuperar plenamente – física, técnica e emocionalmente – um jogador precioso para a Copa de 2014.

Isso porque você varre o horizonte de jogadores com tais características – um armador autêntico – e acaba caindo no lugar-comum de um volante um tanto mais habilidoso para cumprir tão sutil tarefa.

É dura a vida de um treinador brasileiro nas condições atuais de Mano Menezes. Tem de acertar uma sintonia fina entre a renovação da  Seleção – não só de jogadores, mas também de estilo de jogar -, a falta de tempo adequado pra treinamentos entre um amistoso e outro, e obter os resultados que apenas contam para o torcedor comum e seus vassalos, a imensa maioria da imprensa.

Todavia, que fazer se não o papel de equilibrista, o mais arriscado dos ofícios, sobretudo quando não há uma rede de proteção embaixo?

Pensando bem, nesse caso, há. Não aquela eventualmente estendida pelo presidente da CBF, o patrão. Mas, aquela do mercado.

Técnico de Seleção Brasileira jamais ficou perdido na Avenida São João, nu, em noite de tempestade com a mão no bolso.

Muito menos alguém com o currículo de Mano, vitorioso no Grêmio, Corinthians e tal e cousa e lousa e maripousa,

Diante disso, aqui do meu modesto cantinho, sugiro ao treinador que deixe claro, enfaticamente, à nação que não estamos preparando um time para enfrentar Gana, Costa Rica, Argentina e quejandos. Mas, sim, armando uma equipe para disputar dignamente a Copa do Mundo, num profundo processo de renovação, o que é sempre doloroso e complexo.

MESSI, MESSI
Foi como um mergulho ao passado, tempos em que a tv nem existia entre nós.

Como as imagens da Esporte Interativo não alcançam minha caverna high-tech de Ibiúna, apelei para o velho companheiro, o rádio. E, na voz do Amigão, pela Estadão-Espn, senti redobrada a emoção do Camp Nou, onde Barça e Real realizaram outro jogo histórico, na decisão da Supercopa da Espanha.

Depois, colhi as imagens na internet dos cinco gols da partida, e, numa síntese de tudo, o óbvio: mas que craque esse Messi!

Fez dois golaços e meteu uma bola mágica para Iniesta abrir o placar. Quer dizer: decidiu o título a favor do Barcelona, que continua sendo impossível.

Mas, atenção, que esse Real vai dar trabalho ao Barça nesta temporada.

Notas relacionadas:

  1. MANO, A SOLUÇÃO DO IMPASSE
  2. DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO
  3. UM ÚNICO VACILO, E MESSI…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 14 de agosto de 2011 Seleção Brasileira | 23:31

GRANDE, MOLECADA!

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O fim de noite de domingo traz um ar melancólico, prenúncio da semana em que o lazer perde de goleada para o batente: 5 a 2 para a dura realidade.

Mas, pra quem gosta de futebol e ficou atento ao Mundial Sub-20 na Colômbia, pôde desligar a tv e ir dormir com aquele sorriso beatifico de quem viveu duas horas de puro prazer que nenhuma segunda-feira carrancuda pode desmanchar.

Foi um jogo, resumindo, de tal nível técnico que merecia ser a final do torneio, disputado num fio de navalha e que só poderia ser decidido nos pênaltis.

Durante os primeiros vinte minutos de bola rolando, nada de sorriso, só um misto de perplexidade e temor diante daquele tique-taque hipnótico que os espanhóis herdaram do Barcelona.

Eis, porém, que o técnico Ney Franco, mineiramente, deu o toque silencioso e discreto para quebrar o tique-taque irritante: recuou Casemiro ali para a cabeça de área, tipo líbero, entre os beques Uvini e Juan. Ora, Casemiro é um volante alto, forte, bom na marcação, mas extremamente lúcido, calmo e de passe longo exato, capaz, pois de arrumar o setor, sem cairmos na retranca convencional.

E arrumou. Tanto, que o Brasil passou a ter mais confiança e ousadia, a ponto de abrir a contagem com William José colhendo rebote da trave, depois de disparo forte de Henrique de fora da área.

Porém, os espanhóis não são sopa, não, e empataram com o brasileiro naturalizado espanhol, cujos direitos pertencem ao Bolton da Inglaterra, mas joga no português Benfica. Garoto global, esse.

Bola vai e vem, prorrogação adentro, Dudu tabela com Henrique e marca um golaço, que nem tivemos tempo de celebrar, pois os espanhóis replicaram com o empate nos pés de Vasquez.

Então, vamos para os pênaltis. Não erramos uma cobrança sequer. Todas fora do alcance do goleiro. O mesmo não se pode dizer deles, não. Ou melhor, do nosso goleiraço Gabriel, que já havia livrado a cara do time no tempo normal em duas ou três intervenções providenciais.

Pois, sem dar um passo além da risca, voou e defendeu a primeira cobrança de forma espetacular. Noutra, tocou com o pé bola que vai à trave e volta pra fora.

Êta molecada boa de bola essa. Agora, que venga o México! Pero, de espacito, de espacito, hermano, que é hora de dormir sonhando bons sonhos.

Notas relacionadas:

  1. E COMEÇA A FARRA!
  2. BRASIL SÓ PERDE PARA SI MESMO
  3. HORA DE MUDAR MESMO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 20:46

PERDEMOS, OUTRA VEZ

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A justíssima expulsão de Hernanes, que atingiu o peito de Benzema ainda no primeiro tempo, virou o jogo de cabeça pra baixo. Até então o Brasil estava com o controle da bola e dos espaços. Basta dizer que detinha 66 por cento do domínio de bola.

Não chegou, é verdade, a criar grandes chances de gol. A França, com Benzema, num isolado contragolpe, foi mais incisiva nesse sentido,

Mas, a partir dessa nova realidade, o Brasil só somou equívocos, embora os franceses também não chegassem a se aproveitar devidamente da vantagem de um homem a mais. Até Benzema marcar o gol da vitória da França, mais uma, nessa série invicta de quase vinte anos.

O primeiro equívoco foi Mano retirar de campo Robinho. Não que Robinho estivesse jogando bem, nada disso. Mas, trata-se de um jogador veloz, múltiplo, que podia compensar a desvantagem de um mais,

O segundo equívoco foi optar por Sandro, um volante especificamente de contenção, em vez de Anderson, mais versátil, que tanto marca quanto avança.

Mas, tudo isso flutua entre o que foi e o que poderia ser, uma zona imprecisa que cai no absoluto subjetivismo.

Som, claro, o Brasil poderia ter empatado esse jogo, em duas oportunidades (pouco), assim com ao França teve chances de ampliar o marcador, e só não o fez graças a Júlio César, o goleirão que voltou em plena forma à Seleção.

De resto, é louvar a participação de Júlio César, mais uma vez, e a de André Santos, que anulou o mais incisivo francês, Menez,  a não ser no lance que antecedeu gol, quando o francês passou de passagem pelo brasileiro. Mas, nesse lance, a jogada era de Robinho, que acompanhou o adversário até o momento final, e desistiu na hora H.

Quanto aos estreantes – afora Hernanes, que vinha bem, mas resvalou na falta absurda -, Renato Augusto vinha jogando razoavelmente antes da expulsão do companheiro, E Jadson, que entrou em seu lugar, só fez um passe esperto para Pato, que não se completou.

Dado a tantas alternativas que ficaram de fora na convocação – Neymar, Ganso etc. – a perda de mais um jogo para a França, nessas circunstâncias, não é nenhuma tragédia.

Digamos que, apenas, algo desagradável.

Quase lá

Foi apertado, mas foi: 1 a 0, gol de Casemiro, de cabeça, outra vez. E o Brasil passou pelo Equador, no Sul-Americano Sub-20 e está a um passo de Londres, que é o que interessa.

Sem Neymar e a dupla de zagueiros titular, nossos meninos dominaram o primeiro tempo, quando poderiam ter ampliado o placar, e seguraram as pontas no segundo, quando estiveram a pique de entregar o ouro.

O importante, porém, foi passar por um obstáculo que poderia ter sido fatal para nosso sonho olímpico.

Ah, Flu…

Confesso que esperava muito mais do Fluminense, nessa estreia na Libertadores, contra o Argentino Juniors, no Engenhão.

Claro que Fred fez falta, embora seu substituto, o He Man, Rafael Moura, tivesse salvado o Tricolor com dois gols. Mas, esse nem foi o caso. O caso foi que o Fluminense jogou em ritmo de valsa, quando a batida exigia um samba rasgado.

Esse empate por 2 a 2 foi um alerta para o Flu, que terá de se desdobrar daqui pra frente.

Duas vezes Liedson

A estreia de Liedson no Corinthians não poderia ser mais auspiciosa. O artilheiro, que desembarcou no Parque na véspera, entrou em campo de imediato, fez dois gols e deu ao ataque do Corinthians a energia que vinha faltando desde quando Ronaldo, há dois anos, deixou de ser decisivo.

Se a vitória apertada sobre o Palmeiras, no fim de semana, serviu para apaziguar os ânimos no Parque, a goleada por 4 a 0 sobre o Ituano, por certo, haverá de infundir novo ânimo à equipe, daqui pra frente.

Notas relacionadas:

  1. RESERVA POR RESERVA…
  2. BRASIL PROTAGONISTA
  3. VALEU PELA RAÇA
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