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Posts com a Tag Botafogo

terça-feira, 24 de março de 2009 Campeonato Brasileiro | 13:46

MISTURANDO AS ESTAÇÕES

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Leio que Palmeiras, Fluminense, Santos, Botafogo, Cruzeiro e Bahia estão enviando um pedido à CBF para que os títulos de âmbito nacional anteriores ao advento oficial do Campeonato Brasileiro sejam incorporados aos atuais. Segundo o texto, coisa de 1959 até 71, quando foi criado o Campeonato Nacional, que, na gestão Ricardo Teixeira passou a denominar-se Campeonato Brasileiro.

Bem, faço um esforço de memória e chego até 1967, ano em que o antigo Rio-São Paulo ampliou-se com a entrada em cena de clubes mineiros, gaúchos, paranaenses, mais tarde, pernambucanos, baianos, cearenses etc., sob a denominação de Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o embrião do Campeonato Nacional de 71.

De 59 pra cá, disputa-se, com alguns anos de exceção, a Copa do Brasil, antiga Taça Brasil. Taça e Copa, alerte-se, são sinônimos. E, embora ao longo deste meio século de existência o torneio tenha mudado seu formato várias vezes, é e sempre foi a Copa do Brasil, disputa que corria e corre paralela ao Rio-São Paulo antigo, ao Robertão, ao Nacional e ao Brasileiro.

Não há como, em nome do bom senso e da história, acoplar ambas as competições numa só, por um determinado período apenas.

Mas, enfim, como o brasileiro é zero em história e os cartolas, em bom senso, tudo será feito ao sabor deste ou daquele interesse político. E seja lá o que o Diabo quiser, que Deus, há muito, deixou de iluminar essa gente.

Notas relacionadas:

  1. A ROLETA GIRANDO
  2. PLANO DE VÔO DO GRÊMIO
  3. DEVAGAR COM O ANDOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 1 de março de 2009 Campeonatos Estaduais | 19:24

PEIXE, DIABOS, VERDÃO, GLORIOSO E INTER

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O São Paulo é campeão disso, daquilo, melhor elenco do país e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, nada disso – quase tudo verdade indiscutível – assustou o Peixe, que encarou o Tricolor de frente, e saiu da Vila com a vitória, por 1 a 0, gol de Molina, aproveitando cruzamento da esquerda, num sem-pulo de canhota na grande área.

E não chegou a esse resultado por mero acaso, um lance isolado, enquanto se submetia a um sufoco do adversário mais poderoso.

Nada disso. Ao contrário: foi um jogo de espelhos, em que ambos assumiram a mesma postura esquemática – 3-5-2 – ao longo de quase toda a partida, em que a marcação prevaleceu sobre a inspiração.

Contudo, o Santos tinha, em relação ao São Paulo, uma dupla de canhotinhos habilidosos, móveis, o que fez a diferença – Molina e Madson.

Em contrapartida, o São Paulo jogou até os 30 minutos do segundo tempo, na mesma toada, com três zagueiros para enfrentar apenas um atacante (Roni). E só mudou o esquema depois que Mancini alterara o seu.

Sim, porque o Tricolor, há tempos, é um time mecanizado, que não cria, repete. Por isso, tem sobrevivido quase sempre das bolas paradas, que, desta vez, não surtiram o efeito habitual.

No fim, o resultado acabou sendo justo, pois nenhum dos dois criaram muitas chances de gol, mas o Santos acabou sendo um tantinho mais agudo. Num clássico, isso pode significar tudo.

PRA FRENTE, PRA TRÁS

No sábado, Palmeiras e Lusa apontaram claramente para dois caminhos diferentes.

O Verdão, mais uma vez com seu time reserva, aplicou sobre o Guarani seu futebol fluente e ofensivo. Ganhou por apenas 1 a 0, é verdade, gol de Sacconi aos 34 do segundo tempo. Mas, criou chances, teve dois pênaltis a seu favor (o que o juiz marcou, Marquinhos desperdiçou), e poderia ter alcançado um placar mais expressivo.

E assim segue mais líder do que nunca.

Já a Lusa, na Arena de Barueri, acanhou-se na defesa diante do Grêmio e acabou perdendo por 2 a 1 um jogo que, em certos momentos se ofereceu de bandeja para a Portuguesa.

No fundo, é tudo uma questão de ótica.

QUASE, TIMÃO…

Quase, por causa dos lances finais da partida, quando o Corinthians desperdiçou três chances incríveis para vencer o Marília, na casa do adversário.

Mas, o que o goleiro Giovanni não pegou, o destino desviou pra fora, e só restou ao Timão o alívio do empate obtido por Jorge Henrique, concluindo de cabeça centro exato de Douglas da direita, já que Gadelha havia aberto o placar no primeiro tempo, lá do meio da rua.

E o mais irônico é que o Corinthians, apesar da ausência inicial de alguns jogadores-chaves, como Elias e Jorge Henrique, que entraram no fim, a disposição do time em campo era altamente animadora, com apenas um volante, dois meias e três atacantes.

Ficou no papel, mas não é baralho descartado, não

DIABOS, DE NOVO CAMPEÕES?

Enquanto o Barcelona dá sinais de declínio, ao perder, de virada, para o Atlético de Madrid, no Vicente Calderón, por insólitos 4 a 3, com Messi, Eto’o, Henry e cia. bela, o Manchester United não quer nem saber quem pintou a zebra.

Aliás, ela andou pastando pelo gramado de Wembley, na decisão da Copa da Liga Inglesa, diante do Tottenham, num jogo disputado e sem gols, tanto no tempo regulamentar como na prorrogação, em que os Diabos Vermelhos entraram em campo com um mistão temperado. E que se definiu nos pênaltis, mais precisamente, na canhota do nosso Anderson. Periga o Manchester levantar todas as taças do ano, o que seria, sem súvida, um prodígio incomparável.

GLORIOSO E COLORADO

Como se esperava, o Botafogo livrou-se sem muitas dificuldades do Resende, fazendo 3 a 0 e vestindo a faixa de campeão da Taça Guanabara, o que lhe garante vaga na decisão do campeonato. Se é que não vai levar também a Taça Rio, o que não me surpreenderia nada.

No Grenal, deu Inter, 2 a 1. Não vi o jogo, mas, como o placar repete o do confronto de ambos no turno, tudo sugere que o Colorado é um pouco superior ao Tricolor. Mas, se realmente houver essa superioridade será muito pequena, quase ínfima, imagino, pelo cotejo de jogador a jogador dos dois times.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
  2. ROGÉRIO, TIMÃO, VERDÃO E DECISÃO
  3. TIMÃO E VERDÃO SENSACIONAL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 13:11

A FESTA DE VIOLA

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Viola, naquele seu jeitão divertidamente irreverente, deu o tom nos microfones: “Já pensou o Viola desfilando em carro de bombeiro em Resende?”. Viola, que já desfilou em carro de bombeiro no Rio e São Paulo, como campeão do mundo em 94, sabe, no fundo, que essa cena jamais se repetirá, ainda que num ponto muito menor, a não ser que o Botafogo naufrague no mar de favoritismo que o cerca como uma ilha.

Ou que o Resende seja muito superior ao que nossa vã observação imagina. Afinal, só chegou diante do Flamengo, nas semifinais da Taça Guanabara, porque o tribunal tomou os pontos legitimamente conquistado pelo vasco em campo, por meras questões burocráticas.

O fato é que o Resende botou o favoritíssimo Flamengo na roda, venceu por 3 a 1, perdendo mais uma pá de gols, e chega para a decisão diante do Botafogo, numa final insólita.
 
Sim, porque se há uma regra praticamente imutável no futebol carioca, ao longo da história, é a que determina decisões entre os grandes. Há exceções. Lá no longínquo ano de 1926, o São Cristóvão vestiu a faixa – foi um estupor! Em 2006, o Madureira levantou a Taça Rio, mas num confronto entre pequenos. E perdeu o título para o Botafogo, na final do campeonato.

Mas, sacumé… O destino, de repente, coloca um time como o Resende na fita, e tudo pode acontecer. O Botafogo, que não chega a ser um timaço, porém, bem organizado, deve levar a taça. Sobretudo se o artilheiro Vítor Simões puder jogar ao lado de Reinaldo, no ataque.

De qualquer forma, seria muito engraçado ver o veteraníssimo Viola em cima do carro de bombeiros, desfilando em Resende. Ainda que vestindo a faixa de vice-campeão.

Notas relacionadas:

  1. A PARADINHA
  2. RIXA OU ATENTADO À VIDA?
  3. ROGÉRIO, TIMÃO, VERDÃO E DECISÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 14:30

ROGÉRIO, TIMÃO, VERDÃO E DECISÃO

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Por Milton Trajano

Rogério Ceni, que retoma sua posição no arco Tricolor contra o Oeste, na noite de quinta-feira, todos sabem, é mais do que um craque. É um símbolo. E, como tal, já fazia falta.

Não exatamente para a defesa do São Paulo, pois em seu lugar lá esteve Bosco, pegando tudo e um pouco mais, como de hábito. E aqui desvio o foco de um para outro, com base nessa relação inusitada em que o reserva aceita conscientemente essa situação, sem mágoas, rancores ou ambições.

Não diria que seja um fato inédito, pois já houve, no passado, casos similares. Mas, pelo menos, inusitado, nestes tempos de tanta competição entre as pessoas, que dirá entre craques de futebol.

E olhe, amigo, que Bosco jogaria em quase todos os grandes times do Brasil e muitos do exterior, com uma mão nas costas. Vou além: é mais goleiro do que alguns que frequentam a Seleção Brasileira, como, por exemplo, Doni e Gomes.

Aliás, quando no Goiás, anos atrás, Bosco foi cogitado para tanto. Mas, se nem o titular é chamado…

Pois, no passado, houve um exemplo excepcional de dois goleiros do mesmo time, titular e reserva, acabassem juntos na Seleção, até mesmo numa Copa do Mundo, a de 54, na Suiça: Castilho e Veludo, do Fluminense, lídimos herdeiros do mítico Marcos Carneiro de Mendonça, que reinou com sua fita de seda amarrado à cintura, ao longo das duas primeiras décadas do século passado.

Castilho fazia milagres sob a trave do Tricolor, e Veludo esculpia no ar elegantes e plásticos traços simétricos.

Um pouco diferente foi o caso que envolveu, nessa mesma época, primeira metade dos anos 50, dois goleiros do Corinthians: o inigualável Gilmar dos Santos Neves, e Cabelção. Ambos revezavam-se tanto na meta alvi-negra quanto na da Seleção, até que Gilmar tomasse, por fim, o seu devido lugar, como o maior de todos em todos os tempos.

VERDÃO E TIMÃO

Palmeiras e Corinthians, líder e vice do Paulistão, fazem uma disputa paralela nesta noite de Quarta-Feira de Cinzas: o Timão pega o Noroeste, em Presidente Prudente, nessa mini-incursão pelo interiorzão paulista, enquanto o Verdão vai a São Caetano enfrentar o Azulão.

Um tropeço verde combinado com êxito alvi-negro, e o jogo da tabela vira, embora o Palmeiras tenha um jogo a menos.

No Verdão, a novidade será a estréia de Marcão, ex-Inter, no lugar do zagueiro Danilo. Afora a natural falta de entrosamento num setor em que este fator é fundamental, vale lembrar que Marcão, apesar da boa técnica, é melhor lá pela lateral-esquerda, onde seus súbitos destemperos não prejudicam demais o time.

Mas, com o Cleiton Xavier armando no meio e o K-9 sempre prestes a dar seu bote fatal, o Palmeiras tem boa perspectiva de se reencontrar com a vitória. Mas, não será fácil, pelo visto.

Já o Corinthians, que não conseguiu ainda impor em sua plenitude aquele futebol envolvente e agudo dos tempos da Segundona, tem bala para fuzilar o lanterna do campeonato, sim senhora.
Pois, se Douglas ainda não se reencontrou com aquele jogo superior exibido até o final da temporada passada, o menino Boquita vem dando conta do recado. E Elias está conseguindo, graças à sua incessante movimentação e talento, suprir até mesmo a falta de contundência de Souza.

E aqui, meu caro, é que bate a saudade de Herrera, quem diria? Sim, porque Souza, como todo artilheiro típico, aquele centroavante de área mais fixo, é de lua. Na cheia, bestial; na Nova, uma besta.

Já Herrera, mesmo quando chamado de Quase Gol, participava mais do jogo em conjunto, marcando a saída do adversário, deslocando-se pra cá, pra lá e tal e cousa e lousa e maripousa.

Isso tudo, claro, enquanto seu Ronaldo não vem.

FLU E BOTA, A DECISÃO

Nas cinzas do Carnaval, um Maracanã em festa, feérico, verdadeira extensão da Sapucaí, no confronto entre Fluminense e BOtafogo, por uma vaga na final da Taça Guanabara.

Favorito? Nem pensar. Não apenas pela óbvia razão que se trata de um clássico decisivo, mas, sobretudo, porque, ao perder Vitor Simões, seu artilheiro, o Botafogo perde muito de sua contundência. isso o aproxima mais do Flu ainda oscilante neste início de temporada, mas que, com a esperada progressão física de Thiago Neves, tende a se apresentar coletivamente melhor.

De qualquer forma, um jogaço, que, se não chegar a cintilar pelo talento, acenderá a alma de todos os envolvidos pela tensão latente. 

Notas relacionadas:

  1. UM RIO-SÃO PAULO DE MERCADO
  2. ENTRA ANO, SAI ANO… (2)
  3. O VAIVÉM DA MUDANÇA DE ANO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 16:35

RIXA OU ATENTADO À VIDA?

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O pau quebrou no Morumbi, no Mineirão, e, não fosse a intervenção providencial da polícia, a Rodoviária do Rio, depois do jogo do Maracanã, teria sido palco de batalha campal entre botafoguenses e flamenguistas.

E olhe que os três clássicos (São Paulo 1 x Corinthians 1; Cruzeiro 2 x Atlético 1; Botafogo 1 x Flamengo 1) quase não valiam nada do ponto de vista esportivo, a não ser o confronto de tradições.

O que sucede hoje em dia – há três décadas, pelo menos – é que o jogo em si passa ser absolutamente irrelevante para esses idiotas uniformizados. Eles querem é brigar, descarregar suas frustrações pessoais, seus preconceitos imbecis, sua profunda e irremovível ignorância, sua bestialidade, enfim, uns nos outros. A diferença clubística é apenas um pretexto, nada mais.

Então, basta extinguir de vez essas torcidas uniformizadas, dirá o amigo. O diabo é que, na atual legislação, isso é praticamente impossível, pois feriria um dos maiores avanços da humanidade – o direito de livre associação. Assim como as leis nesses casos de brigas de rua são lenientes, qualificando os infratores em rixa, não atentado à vida humana, como são, na verdade.

A única saída – ou ponto de partida para um complexo de medidas destinadas a acabar com essa relação futebol-violência – é criar uma legislação específica, que puna gravemente todos os envolvidos nessa bagunça generalizada e crônica.

Há já alguns anos, as autoridades chegaram à mesma conclusão, só que as medidas não saem de um longo e torturante estudo em comissões aqui e ali.

Já passou da hora de a turma desfazer esse nó, pô!

Notas relacionadas:

  1. OS HUMORES DO TIMÃO E DO TRICOLOR
  2. TANTO BARULHO POR NADA
  3. QUEM SE HABILITA?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009 Clubes brasileiros | 13:16

O VAIVÉM DA MUDANÇA DE ANO

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É voz corrente, por exemplo, que São Paulo e Corinthians começam a temporada em vantagem sobre os demais, pois, não apenas mantiveram seus elencos vitoriosos do ano passado, como ainda por cima os reforçaram significativamente.

O campeão brasileiro da Série A contratou meia dúzia de bons jogadores, embora continue carente de um meia-armador, deficiência que tem sido contornada pelo Tricolor paulista nos últimos tempos, é verdade, graças à ação do técnico Muricy e à versatilidade de alguns de seus jogadores. Se conseguir alcançar Edno, da Lusa, terá mais um desses jogadores que tanto podem atuar a partir do meio-de-campo quanto no ataque.  

Mas, as duas transações mais importantes, sem dúvida, foram as de Washington e Arouca, do Flu.

Já o campeão brasileiro da Série B deu a nota mais alta ao trazer, de surpresa, ninguém menos do que Ronaldo Fenômeno, grande jogada de marketing, mas, também, extraordinário reforço técnico, caso o craque consiga jogar uma parcela apenas do que sabe. Mas, para suprir as inevitáveis ausências de Ronaldo, o Corinthians trouxe Souza, ex-Flamengo, um sólido trombador. Sem falar no expedito atacante Jorge Henrique e no tático volante Túlio, ex-Botafogo. E ainda espicha um olho gordo sobre o atacante Kleber, que escapa ao alcance do Palmeiras, onde refez sua carreira que se apagava no Dínamo.

Pode-se acrescentar nessa linha de frente, os dois gaúchos – Inter e Grêmio. O Grêmio levou o experiente artilheiro Alex Mineiro, jogador talhado para compor o ataque tricolor na disputa, sobretudo, da Libertadores. O Inter, se não partiu às compras, foi porque já tem um belo time, que só foi tomando corpo no final da temporada passada.

Os dois mineiros, mineiramente, vão se ajeitando em silêncio. O Galo, trocando de técnico; o Cruzeiro, mantendo o seu à frente de um time que carece de uma defesa melhor, apenas.

O bicho pegou mesmo foi no Rio, onde os clubes viveram um Natal modestíssimo: distribuíram mais presentes do que receberam.

O Flamengo, que fincava suas esperanças em Ronaldo Fenômeno, sonhou com Adriano, mas vai ter de ficar mesmo com Obina, melhor do que o Eto´o. Menos mal que não perdeu Ibson e outros. Mas, toldados pela feroz disputa eleitoral, seus gestores parecem ter perdido o poder e a clareza de decisão.

Falando em disputa eleitoral, o mais inusitado ocorreu com o Botafogo, que não só desfez todo o seu time como ainda perdeu até o presidente do clube, Bebeto de Freitas, contratado pelo Galo, como diretor remunerado, fato que me parece inédito. Se alguém aí se lembrar de um presidente de clube grande do Brasil que se transferiu para outro clube grande, por favor me ajude. Eu não me lembro.

A velha e surrada frase é inevitável: “Há coisas que só acontecem com o Botafogo”.

O Vasco, que está em vias de perder Leandro Amaral, sua estrela solitária, com a aposentadoria de Edmundo, ainda amarga a queda para a Segundona, enquanto o Flu, que se desfez de três de seus principais jogadores (Júnior César, Washington e Arouca), pelo menos, manteve Conca.

O fato é que todo esse cenário, de otimismo para uns e desesperança para outros, pode se alterar até o fim deste mês, quando se fechar a janela semi-aberta do futebol europeu. Mas, tudo indica – principalmente, o fantasma da crise mundial – que esse panorama não sofrerá grandes mudanças não.

Enfim…  

Notas relacionadas:

  1. RONALDO E O VELHO RÍPOLI
  2. UM RIO-SÃO PAULO DE MERCADO
  3. ENTRA ANO, SAI ANO… (2)
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 13 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 16:29

O BOTAFOGO E O DESTINO

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O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, diz que está desanimando diante dos problemas financeiros de seu clube.

Bebeto, ex-craque e técnico vitorioso no vôlei, é um sujeito íntegro, apaixonado pelo Botafogo como poucos, mas tem demonstrado uma passionalidade que mais deprime do que exalta.

Bebeto de Freitas
Como todo botafoguense, Bebeto de Freitas “sempre espera o pior”

O PC do V, meu querido Paulo César Vasconcelos, que conhece muito bem as entranhas da alma alvinegra, garante que botafoguense é assim mesmo – um torturado, sempre esperando o pior, como se o traço negro do destino fosse mais forte do que o alvo em General Severiano.

O Botafogo, a exemplo do Santos de Pelé, foi um perdulário nos momentos de glória extrema, aqueles proporcionados por Garrincha, Nilton Santos, Didi e a geração seguinte, de Jairzinho, Paulo César etc.  Ou melhor: imprevidente. deixou-se deslizar pelo deslumbramento das históricas exibições daqueles times memoráveis, e não cuidou de encher o pé de meia para os tempos futuros, quando a maré reflui. E sempre ela reflui, meu caro.

Da mesma forma que, logo depois de Pelé, o Santos perdeu o Parque Balneário, o Botafgo perdeu General Severiano, que recuperaria mais tarde, mas a que custo!

O Santos, de uma forma ou outra, conseguiu, ao menos preservar a Vila, e, mais recentemente, arranjou um jeito de criar seu próprio CT e outros bichos. Mas, o Bota, embora tenha recebido de mão beijada o Engenhão, até agora não soube como bem explorar esse benefício, tampouco controlar seus gastos.

Há coisas que só acontecem com o Botafopgo, reza a surrada máxima. Mas, alguém já pensou seriamente sobre as razões dessas insólitas incidências do destino sobre General Severiano? 

 

 

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. E O SÃO PAULO CHEGOU
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 6 de novembro de 2008 Copa Sul-Americana | 15:21

DERROTA QUE ALIVIA

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É um desses casos em que a derrota representa mais um alívio do que frustração. Afinal, o Palmeiras tem todas as chances do mundo para levantar o título nacional, numa luta renhida com mais quatro competidores, que essa Copa Sul-Americana estava se transformando mais em obstáculo do que em objeto de desejo.

Com um mistão bem temperado (afinal, quase todos que estavam em Buenos Aires já atuaram entre os titulares várias vezes), o Palmeiras, logo de cara, levou dois gols de cabeça do Argentino Juniors, num momento de vacilo total, mas evitou o pior: a goleada que se desenhava no ar do estádio Diego Maradona.

E olhe que até no segundo tempo, conduzido por Denílson, seus dribles e infiltrações, o Verdão fez por merecer, pelo menos, um gol, o que seria apenas um leve paliativo, pois a vaga já era dos argentinos desde o primeiro jogo, aqui no Palestra.

Já para o Botafogo, foi-se o último pombo da temporada. Com pouquíssimos chances de chegar à zona da Libertadores, o Fogão alimentava esperanças de, no Engenhão, mudar o rumo da disputa com o Estudiantes. Mas, a exemplo do jogo com o Palmeiras, tomou logo dois gols, e toda esperança se reduziu a não sair de campo derrotado diante de sua platéia, pelo menos.

Isso, o Bota conseguiu, é verdade, mas a que custo! Dentre eles, o de vermos o beque André Luís protagonizando aquela cena patética de arrancar o cartão amarelo do árbitro e tal e cousa e lousa e maripousa.

A propósito, André Luís já deveria ter sido expulso antes, quando pisou deliberadamente, ostensivamente, nas costas de um argentino caído de bruços no chão. Essa, sim, foi uma cena desprezível, não patética.

Por Milton Trajano

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, BOTA E INTER
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terça-feira, 4 de novembro de 2008 Copa Sul-Americana | 14:32

PALMEIRAS, BOTA E INTER

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Pelo visto, Luxemburgo resolveu jogar a toalha na Copa Sul-Americana. Afinal, enviou uma delegação de apenas catorze jogadores para Buenos Aires, com vistas ao jogo contra o Argentino Juniors, na noite desta quarta-feira.

O grosso da turma ficou por aqui mesmo, treinando, de olho no Grêmio, jogo-chave para ambos na corrida em direção á taça do Brasileirão. Mas, pelo sim, pelo não, Luxa não mandou pra lá a rebarba, não. Aqui e ali preencheu com alguns titulares, como Kleber, que não poderá enfrentar o Grêmio, Denílson, seu décimo-segundo jogador, Martinez e tal e cousa e lousa e maripousa.

Quer dizer: jogou a toalha mas não muito longe: um pé em cada canoa, na esperança de que as duas se mantenham à tona.

Já Botafogo e Inter não podem se dar a esse luxo. Para os dois, que têm ralas chances de chegar até mesmo à zona da Libertadores, o negócio é tentar salvar os dedos nesta temporada. Nesse sentido, a Copa Sul-Americana vem a calhar.

Dos dois, o Inter é o que está um passo à frente, embora seu adversário, na quinta à noite, seja um papão de títulos internacionais como poucos neste hemisfério – o Boca. Mas, será o Boca mesmo? Pois, no Beira-Rio, foi um Boca reserva e o Colorado soube se aproveitar disso e fazer o placar que lhe dá boa vantagem lá: 2 a 0. 

Quanto ao Botafogo, que pega o Estudiantes, na quarta, a desvantagem é significativa, pois perdeu a primeira, na Argentina, por 2 a 0. E o Estudiantes, embora não seja aquele bicho feroz dos anos 70, tem lá seus Veróns que provocam muito calor em qualquer adversário, mesmo jogando no Engenhão.

Enfim…

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 00:31

QUE CAMPEONATO É ESSE?

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O grande feito da rodada foi do São Paulo, ao bater o Botafogo, no Engenhão, por 2 a 1. É verdade que o Fogão chegou ao empate mas o juiz anulou, apoiando sinalização do bandeira, em bola que não foi tocada por Wellington Paulista, o atacante em posição de impedimento no lance.

Mais até do que vencer o Botafogo, na casa do inimigo, o que elevou o Tricolor ao topo da tabela, empatado em pontos com o Grêmio, valeu a forma como o São Paulo jogou.

Teve o domínio da bola e dos espaços a maior parte do tempo, com exceção de um período de predomínio do Bota no segundo tempo, e correu poucos riscos.

Foi, é verdade, beneficiado pelos erros de saída de bola do goleiro Renan e do volante Diguinho nos gols de Jean e Hernanes, assim como Miranda vacilou no tento do Botafogo, marcado por Wellington Paulista.

Assim, o São Paulo vai consolidando sua linha ascendente na hora H.

Verdão, menos

Já o Palmeiras jogou pela conta do chá diante do Goiás, no Palestra Itália: 1 a 0, gol de pênalti do artilheiro Alex Mineiro, e muito pouco mais do que isso. Sucede que o Goiás também não estava nada inspirado, a não ser no fechamento de sua área, e só chegou lá uma escassa vez, com Iarley, em magnífica intervenção de Marcos.

De qualquer forma espremeu-se de novo ali no chamado G-4, que vai ganhando os contornos de um closet de apartamento de conjunto habitacional.

Mais Cruzeiro

Esse, sim, foi um jogaço, com exibição impecável do Cruzeiro, tanto no plano tático quanto no técnico. Sobretudo, porque o Grêmio não se entregou jamais, apesar de ter levado aquele golpe fatal logo aos 14 segundos de bola rolando, Guilherme mete belo passe e Wagner fuzila.

Quando o Grêmio deu por si e encetou uma reação no comecinho do segundo tempo, Jonathan surge livre pela direita, vai ao fundo, e, mesmo sem ângulo, pimba!: 2 a 0. Por fim, Guilherme, dez minutos depois, encerra o papo com o terceiro gol.

Excelente resultado para o Cruzeiro, que interrompe a série de insucessos diante dos seus pares pela luta direta ao título, e lhe dá estofo para seguir na briga. E nenhuma tragédia para o Grêmio, que segue líder, apenas com a presença incômoda do São Paulo ao seu lado.

E o Flamengo?

Pois é: apenas empatou por 0 a 0 com o Vitória, em Salvador. Apenas? E lá isso é coisa fácil?

O Vitória, que já freqüentou por um par de rodadas a turma da frente, só não está lá ainda porque a concorrência extrapola neste campeonato.

É verdade que o Fla, com Obina, esteve a pique de fazer seu golzinho, mas o empate ficou de bom tamanho, pois o mantém vivíssimo na disputa.

Que campeonato é esse, hein, meu?

 

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
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