Botafogo | Blog do Alberto Helena Jr.

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sábado, 21 de abril de 2012 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Sem categoria | 18:06

SÁBADO DE GOLEADAS

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São Paulo e Botafogo ganharam seus respectivos jogos decisivos marcando quatro gols cada, enquanto o Grêmio foi à final do Gauchão batendo o Universidade apenas por 1 a 0.

Mas, a verdade é que o Tricolor gaúcho merecia, por baixo, ter alcançado o mesmo placar de seus pares paulista e carioca, pois perdeu um caminhão de chances em jogo que esteve sempre sob seu domínio.

Assim como também é verdade que os 4 a 1 do São Paulo sobre o Bragantino, pelas quartas de final do Paulistão não refletem a superioridade do Tricolor paulista, que, além de oportunidades desperdiçadas, meteu duas bolas nas traves adversárias e ainda perdeu um pênalti, com Luís Fabiano, autor de dois gols de sua equipe, diga-se.

Aliás, fato similar ao que aconteceu com Loco Abreu, que fez três na vitória por 4 a 2 diante do Bangu e desperdiçou um pênalti também, o sexto dos últimos sete cobrados pelo artilheiro uruguaio.

De qualquer forma, tanto o Loco quanto o Fabuloso, saíram de campo sob aplausos da torcida. Mesmo porque o goleador tricolor completou nesse jogo onze tentos marcados em onze partidas disputadas nesta temporada.

Mas, aqui quero bater palmas para os treinadores das duas equipes – Leão e Osvaldo Oliveira, que, em jogos tão delicados, não frearam suas equipes, colocando em campo formações claramente ofensivas.

E os frutos foram colhidos nas redes inimigas – um balaio de gols.

DOMINGO DE FAVORITOS

O domingo será um festival de decisões e clássicos, em que apenas dois são absolutamente imprevisíveis: Vasco x Flamengo, pelas semifinais da Taça Rio, e Atletiba, que pode praticamente definir o campeonato paranaense, caso o Coxa vença.

São dois jogos que não permitem a indicação de um favorito, seja pela equivalência de força técnica, seja pela tradição dos clubes em questão.

A vantagem que o Vasco leva sobre o Flamengo é certa tranquilidade advinda do fato de estar firme na Libertadores, sempre um respaldo na eventualidade de nem chegar à disputa direta pelo título carioca.

O Flamengo, ao contrário: justamente por ter caído fora na fase de grupos do torneio continental e ter perdido a Taça Guanabara para o Fluminense, periga encerrar o semestre sem nenhuma conquista e com baixa expectativa para o Brasileirão, apesar de seu elenco milionário, onde os garotos é que se destacam, ao lado de Vagner Love.

Tudo isso envelopado por uma daquelas crises sem fim, às vésperas das eleições no clube e outros bichos.

Sucede que esses clubes de massa, justamente nessas circunstâncias, é que costumam dar a volta por cima. Portanto…

Já o Coritiba, que lidera o segundo turno do paranaense, a exemplo do que fizera no primeiro, se vencer o eterno rival, praticamente selará a disputa estadual. Por isso, é de se esperar um Atlético ensandecido atrás da vitória, mesmo sendo o jogo no Couto Pereira. Vai sair faísca.

Outro clássico, redivivo como tal nos dois últimos anos, pode entrar nessa lista.

Falo, claro, de América MG e Cruzeiro, que vem embalado pela virada sobre o Chapecoense na Copa do Brasil. Sei não, mas acho que a maré está mais pra azul do que pra verde, embora as praias de Minas estejam lá do outro lado da fronteira com o Espírito Santo.

Na outra perna, o Galo está de crista alta. Sucede que o Tupi também vem tinindo. E o jogo é em Juiz de Fora. Mesmo assim, deve dar carijó.

Quanto à rodada mortal das semifinais paulistas, apenas Guarani x Palmeiras sugere uma quebra de escrita dos grandes.

O Guarani vem em franca recuperação, depois das recentes humilhações, joga no Brinco de Ouro da Princesa e pega um Palmeiras abalado pelos últimos maus resultados, em que até o sempre badalado Felipão está na boca das tradicionais cornetas do Parque.

Trata-se, porém, de mera sugestão, nada mais do que isso.

Corinthians e Santos, porém, vão além das probabilidades, diante de Ponte e Mogi, respectivamente. Têm time e camisa, além de atravessarem excelente fase. Mas, jogo é jogo.

O mesmo vale para Inter e Veranópolis, pelas semifinais do Gauchão: a bola gira, gira e acaba sempre caindo no vermelho.

ENFIM, REAL

O cenário e o roteiro desse clássico planetário foram os mesmos dos últimos, sei lá, dez jogos entre Barcelona e Real Madrid: os catalães pressionando o jogo todo  e os madridistas se defendendo. Só o desfecho foi diferente: 2 a 1 para o Real, que, até então, havia vencido apenas um desses confrontos históricos.

O gol de Khedira logo aos 17  do primeiro tempo foi determinante para que o Real pudesse resistir lá atrás com mais ciência e calma do que o fez das vezes anteriores.
A isso, soma-se a fase de baixa de dois jogadores essenciais do Barça – o cerebral Xavi  e o imprevisível Messi – que, mais uma vez, não renderam o que sabem, seja pela precisa marcação dos merengues (em especial, Khedira e Xabi Alonso), seja porque estejam esgotados, seja porque simplesmente tiveram uma queda normal de rendimento, depois de tantas exibições portentosas de ambos.

Mesmo assim, Xavi teve uma oportunidade de ouro para empatar ainda no primeiro tempo, em passe de Messi, assim como Tello desperdiçou outras duas já no segundo tempo, quando Sanchez fez o seu.

O Barça, porém, não teve nem tempo de comemorar, pois Cristiano Ronaldo, até então apagado na partida, foi lá e decretou a vitória merengue.

A vitória de um ataque arrasador, que nesse mesmo clássico vibrante, alcançou a marca de maior artilharia dos campeonatos espanhóis em todos os tempos, com 109 gols. Um feito que Madri celebra em dobro esta noite de muita sangria e puchero.

Notas relacionadas:

  1. GAÚCHOS, DE GALOPE
  2. LIBERTADORES, GOLEADAS E…
  3. VERDÃO E O SÁBADO DE GOLEADAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Campeonatos Estaduais | 16:33

DOMINGO DE CLÁSSICOS

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Domingo de clássicos no Paulistão, Gauchão e Cariocão.

O mais tradicional e renhido, sem dúvida, será o Gre-Nal, cuja tabela imprevidente marcou para este início de temporada quando os times ainda estão tateando em busca das melhores formações e de um ritmo adequado ao tamanho de ambos.

O Grêmio foi o que mais se reforçou (aliás, continua ainda em busca de novas caras). Mas, acaba de perder um jogador precioso – Douglas. É verdade que, para a função de Douglas, tem Marco Antônio, ainda em fase de adaptação ao seu novo time.

O diabo é que o Grêmio não conseguiu pegar no breu e a torcida já começa a pegar no pé do técnico Caio Jr. Eis, pois, a chance de o técnico dar a volta por cima, em pleno Olímpico. Ou cavar mais uns palmos na sua iminente sepultura.

Já o Inter, que vem de dura viagem da Colômbia, amenizada, claro, pela passagem para a fase de grupo da Libertadores diante do Once Caldas, está mais bem definido. Não devem jogar, porém, Dagoberto, Nei e Tinga. Mas, lá estarão D’Alessandro, Oscar e Leandro Damião, três promessas de bom jogo.

Mas, como sempre, nada é definitivo nesse eterno Gre-Nal.

A VEZ DO VERDÃO

Essa é a grande chance de o Palmeiras, que vem cumprindo opaca campanha no Paulistão, a exemplo do segundo semestre do ano passado, ganhar moral para dar aquele salto de qualidade tão esperado por sua torcida.

Sobretudo, depois que puder contar com o centroavante Barcos, ainda enroscado nos meandros das negociações com a LDU.

Sim, porque time por time o Santos é bem superior ao Palmeiras. Sucede que o Peixe está dando seu segundo passo depois das férias, e o primeiro foi um pálido empate com o Oeste, no meio de semana.

O próprio técnico Muricy anunciou, depois do jogo de quinta, que seu time ainda não está devidamente preparado para um clássico desse porte.

O que anima um pouco a turma da Vila é que Neymar e Ganso voltaram nos trinques. E eles podem suprir, com seus respectivos talentos, os demais problemas da equipe.

BOTA E FLAMENGO

O Botafogo, sob o comando de Osvaldo de Oliveira, ainda não conseguiu engrenar no Cariocão, e o Flamengo, sem comando, é um dilema para o clássico carioca deste domingo: será um time mais aguerrido e solto, pela saída de Luxemburgo, que teria problemas com o tal grupo, ou, ao contrário, com os jogadores atados à ânsia de provar que podem dar conta do recado sem um treinador de renome no banco?

Bem, pelo menos um deles, Ronaldinho, que foi bem na vitória sobre o Potosi, com direito a golaço no finzinho da partida, terá de assumir, em campo, o comando da equipe, e mostrar a que veio.

DOUGLAS NO PARQUE

Na impossibilidade da vinda de Montillo, o Timão foi buscar de volta o meia Douglas, que tanta falta andou fazendo no Parque.

Sim, sei bem, que parte da torcida corintiana não engolia o futebol brilhante, mas, intermitente de Douglas, apesar de ele ter sido o principal jogador do time na campanha da Segundona e o assistente exato para a breve e fulgurante passagem de Ronaldo Fenômeno pelo Corinthians.

A propósito de Douglas, lembro Sócrates, quando de sua chegada ao Corinthians, no final da década de 70. Aparentemente lento, cerebral, seu futebol conflitava com a tradicional trepidação da Fiel nas arquibancadas.

E as primeiras vaias se sucederam em manifestações até violentas da torcida contra o Dr., que, certa noite, preso nos vestiários do Pacaembu, com a galera irada à porta pedindo sua cabeça, calmamente me revelou: “Vou ensinar esse pessoal a torcer”.

Dali em diante, punha a bola no chão, e, sinalizava para a torcida quando devia esperar o desfecho do lance ou quando devia vibrar. E o Corinthians foi campeão com um futebol de primeira, o que não ocorria desde duas décadas antes.

A ESTREIA DE JADSON

Jadson, a principal contratação do São Paulo nesta temporada, finalmente estreia contra a Ponte Preta, em Campinas.

Enfim, o Tricolor ganha um meia capaz de articular com senso o ataque, que, por sua vez, carecerá da presença de Luís Fabiano, ainda no estaleiro.

Mas, se não tem tu, vai tu mesmo, como diz o malandro. E o tu, aqui, chama-se William José, um garotão taludo, bom no cabeceio e no chute a média distância, autor do gol de empate no jogo do meio de semana, contra o Guarani.

O menino tem potencial, sem ser um craque, longe disso. E poderá se beneficiar muito da presença de Jadson no meio de campo. Portanto, calma com o andor, tricolino amigo.

LUXA TRAÍDO

Luxemburgo, afinal, se abriu publicamente: foi traído pela proverbial indecisão da presidenta do Flamengo, que se deixou levar pelas más línguas.

Isso é evidente, tá na cara.

Por outro lado, está na hora de Luxemburgo – e digo isso como amigo – parar e repensar sua vida.

Luxa já acumulou patrimônio suficiente para não mais depender do futebol pelo resto da vida, segundo se sabe. Portanto, pode se dar ao luxo de optar entre retomar sua carreira como técnico de futebol num nível superior ao dos últimos tempos, ou simplesmente preservar para a história tudo o que conquistou nos tantos anos de brilho e eficiência anteriores à atual fase, e ficar no bem-bom.

Se decidir por seguir adiante na profissão que lhe deu fama e fortuna, então que parta para ser o melhor dos melhores. Vá estudar inglês, espanhol, italiano, alemão, essas línguas que facilitariam sua volta à Europa, hoje, o centro mundial do futebol. Vá estudar futebol, aproveitando a extraordinária vocação natural para a profissão somada a tantos anos de experiência prática.

Percorra os principais centros futebolísticos do mundo. Veja, anote, faça um curso numa escola superior de gestão esportiva da Espanha ou da Itália, coisas do gênero.

E, quando voltar á beira dos gramados, voltará outro. Bem melhor como técnico ou manager, como ele gostaria de ser. E, sobretudo, como ser humano, mais sábio e seguro de si; portanto, menos ansioso para abarcar o mundo com as duas mãos.

BOLA DE CRISTAL

Quer dizer, então, que minha bola de cristal estava bem nítida quando anunciei aqui que a Seleção Brasileira para os amistosos de junho será composta basicamente por jogadores com idade olímpica, mais os três acima da data limite?

Aliás, não precisa ser adivinhão para prever isso. Entre outras coisas porque a nossa seleção principal, com exceção da defesa, é composta mesmo por garotos em idade olímpica. Assim como as maiores estrelas da cia. estão enquadradas nesse quesito, tipo Neymar, Ganso, Leandro Damião, Lucas etc.

Bem, de qualquer forma, foi o que anunciou o técnico Mano Menezes na festa de lançamento das novas camisas da Seleção, que, no entanto, não revelou quais seriam esses três com idade acima dos 23 anos.

Pois arrisco nomear dois deles: Thiago Silva e David Luís, a dupla de zaga titular da Seleção. O terceiro nome vai ficar para a época da convocação, talvez um meio-campista, talvez um atacante.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. DOMINGO DE CLÁSSICOS
  3. DOMINGO DE DECISÕES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 13 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 02:01

CATEGÓRICO GLORIOSO

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O Botafogo foi ao Pacaembu, pôs a bola no chão e o Corinthians na roda, meteu 2 a 0, com Loco Abreu e Maicossuel, saltou por cima do São Paulo e volta para o Rio em terceirão com todo moral do mundo para disputar pau a pau o título brasileiro.

Sim, porque, ao bater o líder tão categoricamente, o Glorioso, que já vinha no ameaço há um bom tempo, entrou na faixa de disputa justamente na reta final do campeonato.

Tão categórica foi a vitória botafoguense que seu time passou os últimos trinta minutos de jogo sem Bruno Cortês, expulso. E nem assim o Corinthians conseguiu sequer reduzir o placar, embora forçasse muito e esbarrasse na bela atuação de Renan, o reserva de Jefferson.

E, ao Timão, resta agora torcer por um tropeço do Vasco nesta quinta-feira, diante do Furacão, na Arena da Baixada, a fim de garantir-se ainda na liderança, reconquistada outro dia e já a perigo novamente.

ALÉM DA CRISE

Pois não é que o Palmeiras, metido até o pescoço em grave crise – mais uma! -, foi ao Engenhão e arrancou um empatezinho maneiro, estancando a escalada recente do Flamengo em direção à luta pelo título?

Não, não creio que o lamentável episódio vivido pelo jogador João Vítor em frente à sede da Mancha Verde, em decorrência do qual, Kleber praticamente está fora da Academia, tenha estimulado o Verdão a se desdobrar em campo e conseguir o resultado quase impossível de se prever na véspera.

Creio que o empate se deveu mais à falta de potência do Flamengo, que, desta vez, se ressentiu da ausência de Ronaldinho Gaúcho, o cara da bola parada.

Quanto a Kleber, sua revolta, embora antiprofissional, é justa, ao acusar o técnico Felipão de indiretamente incitar reações como essa de alguns torcedores, ao, repetidamente, expor os jogadores como responsáveis pelas más atuações da equipe, tirando o seu da reta.

Nas palavras, Kleber está correto; no gesto de abandono da concentração, negando-se a embarcar para o Rio, comete uma indisciplina imperdoável, se é que haja algo realmente imperdoável no futebol a não ser aquele gol perdido diante das redes vazias.

Notas relacionadas:

  1. GLORIOSO ADEUS
  2. TIMÃO, CATEGÓRICO
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 9 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 00:28

NOITADA ANIMADA

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Os resultados foram negativos para Grêmio, Botafogo e Atlético Mineiro, mas os jogos foram animados nesta noite de sábado.

Em São Januário, o Glorioso desperdiçou mais uma chance de saltar aos calcanhares da liderança, ao empatar com o Bahia por 2 a 2. E olhe que durante boa parte do cotejo esteve com um jogador a mais em campo. Mas, o Bahia de Papai Joel soube mais do que se defender. Foi buscar o empate, depois da virada que havia tomado no segundo tempo.

O Bota pressionou, colocou bola na trave e tal e cousa e lousa e maripousa, mas deixou no campo do Vasco dois pontinhos irrecuperáveis.

O mesmo se pode dizer do Galo, no clássico mineiro com o América, diante de uma multidão de ausentes. Creia, amigo: pouco mais de setecentas pessoas aventuraram-se à Arena do Jacaré para ver um clássico que já foi o mais importante de Minas, tempos idos.

E os dois, abraçadinhos, naufragaram ainda mais no pântano do rebaixamento.

É verdade que o Galo, a exemplo do que vem ocorrendo nos últimos tempos, dominou o jogo, disparou uma fuzilaria sobre a meta adversária, mas não conseguiu enfiar uma mísera bola nas redes americanas.

Quer dizer: enfiou uma, que o juiz erradamente anulou. E poderia ter enfiado outra, se o mesmo juiz marcasse o claro pênalti em Bernard, o melhor do jogo, diga-se, menino que merece todas as atenções com vistas às Olimpíadas.

Por fim, no Couto Pereira, o Grêmio, sem vários titulares, entre eles, Douglas, que tem sido o centro nervoso da equipe, foi envolvido pelo Coxa, que despejou 2 a 0 no baçaio
tricolor.

Dessa forma, o Grêmio estancou sua ascensão na tabela, que sugeria até mesmo uma arrancada em direção à vaga da Libertadores, e agora terá de se acomodar num plano de esperanças mais modesto, quem sabe. Sim, porque neste doidinho Brasileirão tudo é possível, até a página 9.

Notas relacionadas:

  1. O PERFIL DO GALO
  2. DIEGO DEPENDÊNCIA
  3. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 15:09

CARIOCAS, DE GOLEADA

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Nesse Rio-São Paulo paralelo ao Brasileirão, os cariocas vão ganhando dos paulistas de goleada: 13 a 7. Isto é, treze vitórias dos cariocas contra apenas sete dos paulistas, no confronto entre  os clubes dos dois estados.

Acrescente aí o amigo o fato de que o Rio levantou as duas últimas taças brasileiras Fla e Flu) e o Vasco vai liderando a deste ano, e teremos um quadro nítido da superioridade de um futebol que, anos antes, andava a reboque não só dos paulistas como também de gaúchos e mineiros.

Quem gosta de futebol e curte as coisas deste Brasil gentil só pode saudar a prodigiosa recuperação dos cariocas, que mandaram nos campos brasileiros durante as décadas de 30 e 40 e depois perderam essa hegemonia para São Paulo – mais tarde Minas e Rio Grande.

Os paulistas, que haviam reinado nas duas primeiras décadas do século passado, nos tempos de Fried, Neco, Heitor, Rubens Salles, Amílcar, Lagreca, Grané e cia. bela, só começaram a se recuperar nos anos 50, quando seus clubes ganharam de enfiada vários torneios Rio-São Paulo, assim como a Seleção Paulista sagrou-se cinco vezes em seguida campeã brasileira dos extintos Campeonatos Brasileiros de Seleções Estaduais.

A tal ponto que o recém-inaugurado Maracanã, hoje apenas uma lembrança, era chamado de o Recreio dos Bandeirantes. E veja que nesse período todo os clubes cariocas e suas respectivas seleções tinham  craques inexcedíveis e timaços de primeiríssima, como Zizinho, Danilo, Didi, Garrincha, Nilton Santos, e aqueles tantos Botafogos dos anos 60 e 70, além do Flamengo de Zico, já nos 80, para resumirmos o papo.

Em contrapartida, os paulistas respondiam com o Santos de Pelé, simplesmente o maior de todos os tempos no mundo, e as várias Academias do Palmeiras, com o São Paulo disparando nos anos 90 e início dos 2000.

Hoje, porém, pode-se dizer que, Maracanã abaixo, o apodo mudou de senha e lugar: o Morumbi passou a ser o Recreio dos Cariocas. Sim, porque, entre outras coisas, o São Paulo, por exemplo, ali perdeu todos os jogos disputados contra times cariocas. E ali pode estar enterrando suas esperanças de disputar o título pra valer.

Dos seis primeiros colocados na tabela do Brasileirão, neste momento, quatro são cariocas, contra apenas dois de São Paulo. Outra goleada, de capote, como se dizia antigamente.

Claro, trata-se de um registro momentâneo, mas é também indicador de uma tendência. A partir do instante em que os principais clubes cariocas começaram a investir nas suas infraestruturas – concentrações decentes, campos de treinamento, instalações modernas para fisioterapia, essas coisas todas -, o vento passou a soprar a favor.

Nada é por acaso, meu.

SALVO PELO GONGO

Meu querido Mano Menezes foi salvo pelo gongo: na última hora, Sandro se machucou no jogo pelo Tottenham, neste final de semana, e Ralf foi chamado para seu lugar.

Não que a Seleção Brasileira necessariamente ganhe mais força com este ou aquele. Ambos são bons volantes de contenção, com características e técnica similares.

A questão aqui é outra, digamos, mais política, pois Mano vinha sendo criticado por poupar apenas o Corinthians, dentre os candidatos ao título, na convocação para o amistoso de sexta-feira contra a Costa Rica.

Era como se Mano, ex-treinador do Timão, estivesse protegendo o Alvinegro por razões de afeto. Bobagem, mas, pelo sim, pelo não, aí está o Corinthians também desfalcado de um titular importante, a exemplo de Vasco, São Paulo, Flamengo etc.

Acabou a prosa.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, DE GOLEADA; INTER, LÍDER…
  2. ESSE RIO-SÃO PAULO PARALELO
  3. GOLEADA AZUL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 16 de agosto de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 18:52

TEMPO DE CRISE E REDENÇÃO

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A crise e a redenção rondam a rodada do Brasileirão que começa nesta quarta-feira.

O Fluminense, por exemplo, recebe o Figueira no Engenhão, sob saraivada de vaias da torcida, expressas nos muros do clube em forma de grafites agressivos. E não é que Fred, um dos principais alvos da torcida, está fora, por sentir dores no corpo?

Essa história não vai acabar bem…

Já o Cruzeiro, que se redimiu na última rodada com aquela goleada estupenda sobre o Avaí, vai pegar o Furacão, de tão brava recuperação nas mãos de Renato Gaúcho, na Arena da Baixada, onde o rubro-negro não é sopa, não.

Sem Wallyson, machucado, e Thiago Ribeiro, em processo de transferência, para o Cagliari, o ataque da Raposa será entregue à dupla a Anselmo e Wellington Paulista, enquanto Keirrison, recém-contratado não tem sua situação regularizada na CBF.

Mas, Keirrison tem ido tão mal por seu périplo desde a saída do Palmeiras que nem sei se representa de fato uma esperança.

O Grêmio, por sua vez, cheio de esperanças pela vitória sobre o Fluminense, tenta confirmar a recuperação diante do Ceará, em Fortaleza e sua delirante torcida. É hora de Celso Roth provar que é o cara, pois o time é assim, assim.

Não é bem o caso de Muricy que não tem mais o que provar. Tem é que dar um jeito nesse Peixe que recebe na Vila o Coritiba de bola bem arredonda por Marcelo Oliveira. E o Santos tem time, sim, para dar a volta por cima. Mas, nem sei se a questão do Santos se resuma aos planos táticos do treinador ou à excelência do time. O buraco parece ser mais embaixo. Ou, não: é apenas uma fase ruim, que desaparece ao dobrar a próxima esquina. Vejamos.

Agora, subamos para a região onde não há nem crise, nem redenção. Ou seja: a turma do G-4 ou proximidades.

Quer dizer: crise e Corinthians são indissociáveis na rica história do clube. A atual, porém, convenhamos, é quase irrelevante. Trata-se apenas de reajustar o time, que, depois de extraordinária arrancada, passou a perder gordura e se encontra no limiar de perder a liderança.

O Timão vai a Ipatinga enfrentar um Galo de crista baixa, mas sob nova direção – o competente Cuca, que já tirou muita gente boa desse sufoco no passado. E vai sem um lateral-esquerdo de ofício, mas com Liedson, muito provavelmente, em melhor forma do que na volta contra o Ceará.

Quanto ao Vasco, pega o Avaí, em Floripa. Fácil? Provável. Mas, atenção que o Vasco não terá Felipe, figura de proa na barca enfunada do Almirante.

Já o Bota, sem Loco Abreu, vai ao Beira-Rio, onde o Inter começa a se remontar sob o comando de Dorival Jr., treinador sensato e de métodos simples.

Talvez seja exatamente do que careça o Inter, de voos tão altos e recente trajetória mais terrena.

A FALA DE RIVALDO

De hábito, Rivaldo é um tipo que prefere o silêncio ou respostas breves, quando questionado. Pois, nesta terça, abriu o bico na longa entrevista de imprensa.

E, levantou uma questão que, num dia sem notícias ou fofocas mais estridentes, levou a turma a refletir sobre o assunto. E o que disse nosso Rivaldo que tem seu nicho intacto na galeria dos melhores do mundo eleitos pela Fifa?

Disse que acha mais que legal, necessária, a saída imediata dos nossos jovens astros para a Europa. Não só para acelerar a maturidade de um Neymar, um Ganso, um Lucas, mas, sobretudo, para que, quando a Copa chegar, a turma lá de fora venha a ser mais prudente diante desses craques já conhecidos e badalados no plano internacional.

Diria que é uma faca de dois legumes, lembrando o saudoso Vicente Matheus. Pode ser assim: Neymar, por exemplo, vai para o Real ou Barça. Chega e logo vai mostrando sua bola vertiginosa, metendo medo no mundo todo.

Kaká foi assim no Milan, lembram?

Mas, vai que Neymar chegue no Real ou no Barça de tantas estrelas, estranhe o novo ambiente, a língua, os costumes, a comida, o estilo do futebol lá praticado, essas coisas todas, e não consegue reproduzir seu futebol de início.

Vai para o banco, sente-se desprezado, é tomado pelo banzo ou se irrita além da conta, e, pronto!, o ano acabou, a Copa se aproximou, e essa experiência não poderia ter sido mais deletéria para a alma do craque, refletindo-se, claro, no seu futebol.

Com Robinho foi mais ou menos isso, não foi?

O que quero dizer é que não existe uma receita pronta para esses casos. Cada um é cada um e cada experiência é própria. O cara pode ficar aqui, agasalhado pelos companheiros, pela família próxima, e crescer a ponto de chegar na Copa e brilhar.

Vale ouvir Rivaldo e pensar a respeito. Mas, sempre levando em conta que suas palavras são abalizadas, mas não uma sentença irrefutável.

NOSSOS MENINOS

E chegou a hora de pegar o touro mexicano a unha.

O México ainda não tem a devida marca de grandeza no plano internacional. Mas, tem time, sim, senhor. Ainda outro dia, o México saiu campeão de um desses Mundiais das categorias de base.

Mas, boto fé nos nossos meninos, que já mostraram cabeça e bola para seguir avante nesse Mundial Sub-20.

BARÇA E REAL

No empate por 2 a 2, no campo do Real, o Barça deu o tom dessa Supercopa da Espanha.

Não só por chegar a virar o placar para 2 a 1, mas, sobretudo, porque impôs, mais uma vez, seu toque-toque sobre o rival eterno.

Contudo, atenção: enquanto o Barça nesta fase preparatória da temporada, andou rateando mais do que o Real, que é outro – mais ofensivo e confiante – daquele da temporada passada.

A coisa está mais equilibrada, agora, acredito.

Notas relacionadas:

  1. CRISE NA LIBERTADORES
  2. BOTA E CRUZEIRO EMBOLANDO
  3. TEMPO DE BOAS ESCOLHAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 13 de agosto de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 21:20

QUE VIRADA, MEU!

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A virada do Botafogo sobre o América mineiro, por 4 a 2, foi ainda mais sensacional porque o Alvinegro não jogava bem, e corria riscos de tomar o terceiro gol nos contragolpes do adversário.

Isso, entre outras coisas, porque levou dois gols logo de cara, o que obviamente entontece qualquer um. Mas, Elkeson acertou um canudo de fora da área, ainda no primeiro tempo, e Antonio Carlos empatou em cobrança de corner de Renato.

Mas, aí, entrou em campo o menino Alexsander, que desempatou em jogada pessoal e cravou o placar final de pênalti.

E assim o Bota dorme no G-4, sonhando com a permanência dessa posição neste domingo, dia de acordar tarde, que ninguém é de ferro.

BOA, RAPOSA!

O grande placar deste início de sábado, sem dúvida, foi a goleada imposta pelo Cruzeiro sobre o Avaí, em Uberlãndia: 5 a 0. Placar praticamente construído no primeiro tempo, e que recoloca o Cruzeiro numa postura mais condizente com seu elenco e sua camisa.

Sobretudo, porque marcou a volta de Thiago Ribeiro, afastado há um bom tempo, autor de um dos gols da Raposa.

Já o placar mais surpreendente foi o de 2 a 0 do Atlético GO sobre o Santos, de Neymar, Ganso e cia. bela.

Mais surpreendente ainda pelo comportamento das duas estrelas peixeiras: Ganso, mais uma vez apagado, foi até substituído, e Neymar, bem marcado, pouco fez em campo.

Por outro lado, Neymar, mais uma vez, foi vítima de preconceito do juiz, que resolveu não só fechar os olhos para o pênalti que o craque sofreu como, ainda por cima, o castigou com cartão amarelo por simulação.

O Peixe, meu, já começa a preocupar pra valer.

E o resultado mais decepcionante foi o empate do São Paulo diante do Atlético PR. Com chances de dormir na liderança, no fim, o Tricolor apenas conseguiu preservar o terceiro lugar no Brasileirão, o que não é pouco, diga-se, mas não o esperado.

E olhe que só chegou lá numa prece de Rivaldo, aos 45 minutos do segundo tempo, que, ajoelhado junto ao segundo pau, abparou de peito cruzamento da esquerda de Cícero.

O fato é que o São Paulo jogou pouco diante de suas possibilidades.

Mas, há de melhorar, imagino.

FORA, TEIXEIRA!

Cerca de trezentos manifestantes desfilaram pela Avenida Paulista até a Praça Charles Miller, pedindo a saída de Ricardo Teixeira da presidência da CBF.

Pouca gente? Até pode ser. Mas, não me lembro de outra manifestação desse tipo na história do futebol brasileiro.

Mesmo porque, com o poder e a velocidade das tais redes sociais, o que começa como uma marola acaba virando um tsunami. Espero.

Notas relacionadas:

  1. VIRADA COMOVENTE DO FLU
  2. TIMÃO DECISIVO
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

terça-feira, 19 de julho de 2011 Campeonato Brasileiro | 16:34

O LÍDER E A ESTREIA DE RENATO

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Ainda tentando pensar as feridas deixadas pela precoce desclassificação do Brasil na Copa América, voltemos ao nosso campeonato doméstico agora mais atraente com a volta de algumas estrelas da Argentina e a entrada em cena de novos reforços.

É o caso de Renato, volante-meia que se revelou no Guarani, projetou-se no Santos de Robinho e Diego, passou bom tempo na Espanha e estreia nesta quarta no Botafogo que recebe o líder invicto Corinthians em São Januário, já que o Enegenhão acolhe as Olimpíadas Militares.

Renato junta-se a Marcelo Matos, Maicosuel e Marcio Azevedo para acionar a dupla de ataque formada por Elkeson e Herrera. Pena que o Glorioso não possa ainda contar com seu ídolo maior, o uruguaio Loco Abreu, servindo sua seleção na Copa América.

Mas, já é um avanço em relação ao time que Caio Jr. pegou para dirigir há pouco tempo.

O diabo é que pega um Corinthians redondinho, equilibrado e cheio de moral, que, por isso mesmo, pode se dar ao luxo de deixar no banco suas mais recentes e estelares aquisições: Alex e Emerson.

Não, não é um timaço desses pra arrancar suspiros esse time do Corinthians atual. Mas, joga de acordo com a cartilha básica do futebol e tem elenco para levar esse barco até o fim, embora, claro, uma hora vá perder. Quem sabe nesta noite de quarta? Tudo é possível, mas também improvável.

VERDÃO E FLA

Ambos estão de olho na vice-liderança do Brasileirão, ocupada pelo São Paulo. E se pegam nesta quarta-feira num Pacaembu provavelmente lotado para se reencontrar com o Gladiador, depois da novela vai-não-vai justamente para o adversário de agora – o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e outras celebridades.

Mas o Verdão ainda não terá em campo Valdívia, que se apresentou, bateu continência para Felipão e se dispôs a jogar, depois de alguns bons momentos na Copa América pelo Chile. Felipão prefere vê-lo definitivamente recuperado das recorrentes lesões.

Mesmo porque esse time, do meio de campo pra frente, parece-me bem ajustado, com Márcio Araújo jogando o fino, Marcos Assunção e sua bola parada mágica, e o incansável Patrick armando as jogadas para um ataque de respeito: Maikon Leite, Kleber e Luan.

O Fla, porém, não fica nada atrás, com Airton, Willians, Renato Abreu e Thiago Neves metendo bolas lá na frente para Ronaldinho Gaúcho e Deivid, que voltou a marcar gols, seu ofício.

É de se ver.

FIGUEIRA E GRÊMIO

O Figueirense, de tão promissor início no campeonato, declinou, mas não o suficiente para ser presa fácil do Grêmio, no Orlando Scarpelli, onde segue invicto.

Já o Grêmio vem forte na marcação do meio de campo, com o veterano Gilberto Silva ao lado de Fábio Rochemback. O refinamento do setor se dá por conta da volta de Douglas, no lugar de Marquinhos.

Mas, o Grêmio ainda está se reformulando nas mãos de Julinho Camargo, o que não nos oferece nenhuma garantia de sucesso.

MESSI, FORA!

Dias antes da derrocada diante do Uruguai, vi na tv um expert argentino desenrolando longa tese de sociologia de botequim, cujo desfecho era o seguinte, em poucas palavras: “Fora, Messi”.

Isso porque o craque saiu menino da Argentina, o que lhe teria apagado a identidade e o desvinculado de sua pátria e seu povo. Preconceito rasteiro com fumos de alta sociologia.  O mesmo, aliás, que ocorreu com Di Stefano, o maior jogador do mundo na década de 50, e repudiado por esse sentimento paroquial e primário.

Justamente Messi, campeoníssimo no Barça, o melhor time do mundo, artilheiro e rei das assistências, além de nos presentear a cada domingo com uma série inacreditável de jogadas espetaculares, dribles, passes, arrancadas, cobranças de falta e tudo o mais que o vasto repertório do futebol pode oferecer.

Simplesmente, eleito por duas vezes seguidas, aos 23 anos de idade, o melhor jogador do mundo.

Trata-se de um menino de comportamento exemplar em campo e fora dele. Não bota banca, não se atira ao chão a cada encontrão, não reclama dos companheiros com gestos ostensivos, apenas joga seu futebol tecido por fios de ouro.

Ah, mas na Seleção Argentina nem de longe é aquele Messi do Barcelona.

Sim, pelo simples fato de que o futebol é como a nossa vida – um eterno descompasso entre o individual e o coletivo.

Não há dois seres humanos absolutamente iguais sobre a face da Terra. Nem gêmeos saídos do mesmo ventre materno. Cada um de nós, desde a formação da raça humana até sua extinção, carrega nas digitais e no seu DNA marcas inconfundíveis que nos diferem dos demais.

Apesar desse estigma da individualidade, o ser humano carece de viver em sociedade, coletivamente, justamente para proteger sua individualidade.

Resumindo este papo furado: no futebol, a sociedade é o conjunto, o time. E a Argentina há muito tempo não consegue montar um time, onde Messi possa exercer sua individualidade compartilhada com os companheiros no seu verdadeiro nível.

Eis por que Messi foi pro espaço, assim como a própria Argentina e os sociólogos de plantão.

Inclusive este que vos fala.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, LÍDER
  2. AINDA LÍDER
  3. FLU, MAIS LÍDER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 19 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 20:56

RECORDE E DECEPÇÕES

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O placar mais estridente desta rodada do Brasileirão foi a goleada do Palmeiras sobre o Avaí, por 5 a 0, no Canindé, o que não seria nenhum espanto pela péssima campanha do lanterna Avaí até aqui. Mas, sim, pelo fato de que o Palmeiras não é dado a esses exageros, nesta quadra modesta de sua gloriosa história.

Ainda mais porque o Verdão não só goleou como passeou diante do Avaí, deu as cartas e jogou de mão, podendo até ter ampliado o bizarro placar.

Mas, a vitória mais significativa foi a do líder São Paulo em Fortaleza: 2 a 0 no Ceará, com direito a gol de placa de Lucas. Com esse resultado, o São Paulo atingiu o recorde de cinco vitórias consecutivas desde o início do Brasileirão, na era dos pontos corridos, com nove gols marcados e apenas um tomado. Pudera! Com esse goleiro. Sim, porque Rogério Ceni pegou um pênalti e ainda fez mais três ou quatro defesas decisivas.

Já Cruzeiro e Fluminense foram as grandes decepções no sábado.

O empate por 1 a 1 com o América mineiro, o que custou à Raposa cair lá para a rabeira da tabela, cumprindo o pior início de Brasileirão de sua história, também derrubou o técnico Cuca, substituído por Joel Santana, famoso por descascar abacaxis como esse.

Assim como não poderia ter sido mais decepcionante o empate por 0 a 0 no clássico carioca, entre Flamengo e Botafogo. A tal ponto que a maior estrela do espetáculo, Ronaldinho Gaúcho, depois de opaca atuação, saiu de campo substituído e vaiado pela torcida que dele tanto espera desde sua chegada à Gávea.

Já o Vasco foi ao Olímpico pela primeira vez com seu time titular e arrancou um empate por 1 a 1 com o Grêmio. Mas, quem resolveu a parada vascaína foi o reserva de luxo Bernardo que cruzou lá direita e o destino desviou a bola para as redes de Victor. Quanto ao Grêmio, bem, as vaias da torcida ao cabo do empate de Roberson dizem tudo.

Outro que decepcionou foi o Galo, que, em casa, teve de suar para chegar ao empate com o seu xará de Goiás por 2 a 2, perdendo a chance de entrar no chamado G-4, dando chance ao Figueirense, que lá chegou ao bater o Furacão por 2 a 0, resultado que, somado aos demais do Atlético, coloca Adílson Baptista em maus lençóis. .

Os mesmos que envolvem o meu querido Falcão, cujo Inter foi a Curitiba, e mais uma vez não conseguiu vencer. Aliás, o empate por 1 a 1 puniu mais o Coritiba, que foi melhor do que o Inter a maior parte do jogo.

Notas relacionadas:

  1. AS DECEPÇÕES DO DOMINGO
  2. AS DECEPÇÕES DO ANO VELHO
  3. E COMEÇA A SARABANDA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 17 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 17:23

CLÁSSICOS E A RODADA

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Nesta rodada do Brasileirão, teremos um clássico nacional – Grêmio e Vasco, no Olímpico – e dois estaduais: Flamengo x Botafogo e América mineiro x Cruzeiro. Sim, porque, depois da reascensão do América, que já teve no passado a maior torcida de Minas, esse confronto com o Cruzeiro pode ser considerado novamente um clássico local.

E ele se trava numa situação curiosa, pois o Cruzeiro, tido e havido, não sem razão, um dos principais candidatos ao título, está abaixo do América, na tabela, algo impensável antes de a bola rolar no Brasileirão.

Portanto, não pode o Cruzeiro, que só acumulou tropeços neste início de campeonato, pensar algo além da vitória. Mas, como, se segue desfalcado de alguns jogadores-chave, como Thiago Ribeiro e Roger?

Sei lá. Só sei que com Montillo, Wallyson, Henrique, Marquinhos Paraná, Fabrício, Gilberto etc. a Raposa tem bola para se recuperar. É só ajustar a sintonia fina, e exorcizar o demônio do Once Caldas que ainda ronda a Toca famosa.

JÁ NO OLÍMPICO...

O Grêmio, ainda instável, recebe o Vasco de vela enfunada com a conquista da Copa do Brasil e, agora, com seu time titular em campos do Brasileirão, finalmente.

E, se o amigo fizer um cotejo de jogador por jogador, verá que o Vasco entra no Olímpico com a virtual vantagem técnica.

Mas, o Grêmio é sabidamente Imortal, e, no Olímpico, quase imbatível. É de se ver.

E NO ENGENHÃO?

No Engenhão, esse Flamengo de tantas estrelas e montado há algum tempo, pega o Botafogo em formação, sob o comando de Caio Jr. Sucede que, apesar do título carioca, e de estar armado há muito mais tempo, o Flamengo não consegue escapar do lugar-comum, sem ser, no entanto, uma frustração completa. Está sempre naquela ponta do trampolim, prestes a dar o grande salto, mas dali não sai.

O Botafogo, de seu lado, apesar do desencontro entre torcida e time, vai se ajeitando sob os pés de Maicossuel, finalmente, voltando a jogar, e de Elkeson, sua mais justa contratação nos últimos tempos.

Um clássico de arrepiar, pelo visto.

O FLU DE ABEL

O Fluminense que receberá neste sábado, no Engenhão, o Bahia, pela escalação prevista já começa a tomar os traços de Abel Braga, que estreou outro dia com derrota para o Corinthians.

A começar pela presença de Souza em seu meio-campo, craque que não consigo entender como não foi devidamente aproveitado nem no Grêmio, nem mesmo no Flu, até agora.

Por sua versatilidade (joga de lateral-direito, segundo volante, meia e até de atacante), habilidade, dinamismo e precisão nas bolas paradas, deveria ser o encanto de qualquer treinador. Pois, não é. Está sempre obrigado a matar um leão por dia.

Mas, a grande novidade será a estreia do atacante Ciro, ao lado de Fred, lá na frente. Revelado pelo Sport, eis um atacante do tipo que me fascina – artilheiro, mas que sabe jogar com a bola nos pés. Se Fred estiver nos trinques, desconfio estar nascendo nas Laranjeiras uma dupla ofensiva de fazer figura.

Quanto ao Bahia de Renê Simões, todas as fichas são apostadas em Jobson, aquele! O que sabe jogar muito com a bola e se embaraça no trato com a vida.

NO CEARÁ, NÃO!

O São Paulo desembarca em Fortaleza para defender sua liderança cem por cento. Mas, no Ceará não tem disso, não, como reza o forró antológico.

Lá, diante de sua torcida empolgada, o Ceará cresce e não vê pela frente um líder, mas, sim, um time como outro qualquer.

Sucede que a diferença de pontos entre os dois é grande. E, se o Ceará tem lá seu Iarley, seu Thiago Humberto, o São Paulo responde com sua garotada afiada, sob o comando de Rogério Ceni e Dagoberto, os mais experientes – goleiro e goleador.

O diabo é que, com o São Paulo, é uma no cravo, outra na ferradura. Vem ganhando todas, mas só contra o Grêmio conseguiu acertar uma partida de nível, sem ter sido espetacular, nada disso.

E é com a mesma formação que irá a Fortaleza. Vejamos onde a marreta acerta – no cravo ou na ferradura.

DESFOLHANDO O VERDE

O Palmeiras de hoje está  lembrando aquele Corinthians dos tempos das vacas magras, dos vinte e poucos anos de fila, dos 50 aos 70: quando vai mal, não sai da crise; quando vai bem, arruma um pé para entrar em crise.

Até agora, o Palmeiras vinha bem no Brasileirão, mais do que se esperava pelas limitações de seu elenco. Pelo menos, em termos de resultado. Eis, contudo, que, de repente, começam as encrencas: a diretoria tromba com a parceira DIS; Felipão, com Tinga, Wellington Paulista e o garoto Vinícius; a torcida pega no pé de Luan, justamente um dos mais regulares da equipe, além de decisivo em várias partidas recentes, e assim vai.

Bem, apesar disso tudo, ouso dizer que o Verdão tem bala para derrubar o Avaí, no Canindé, domingo. Com dificuldades, suponho, mas isso é de lei.

HORA DO COXA E DO INTER

Já está na hora de o Coritiba mostrar aquela bola redonda e insinuante do início da temporada. Todavia, é mais do que hora de o Inter de Falcão sair da situação deprimente em que se encontra no Brasileirão.

Surpreende-me mais, confesso, a péssima campanha do Inter do que a do Coritiba.

Não só porque o Colorado tem um elenco mais qualificado, como por apostar na inteligência de Falcão, embora esses confrontos com parte da imprensa gaúcha (ou, especificamente, um comentarista de lá) não contribuam em nada para desanuviar o clima denso no Beira-Rio.

O fato é que, expresso claramente nos números da campanha colorada, o Inter não vai bem. Falcão despreza a ditadura dos números – e, nesse sentido, estou com ele. Muitas vezes, o resultado de uma partida não reflete o comportamento do time. Ora, joga mal e ganha; ora, joga bem e perde. Esse, aliás, é o sal do futebol.

É fato, também,, que não tenho visto o Inter jogar bem. Pelo menos, não no nível em que seu elenco possibilitaria.

O certo é que esta é a hora de o Coritiba provar que está em campo para ser protagonista e o Inter de se impor de uma vez como um dos sérios postulantes ao título.

ATLÉTICOS NA ÁREA

O Galo, sob o comando ajuizado de Dorival Jr., mais mineiro que paulista naquele seu jeitão conciliatório, em que a esperteza se dissimula em recato, recebe em Sete Lagoas, o seu xará goiano.

Sem ter um time de cintilantes estrelas, o Atlético Mineiro vem cumprindo excelente campanha, guardando a quarta posição do Brasileirão. Não é pouco, apesar de o campeonato estar no início, apenas.
Mas, o seu xará cumpre percurso inesperado neste Brasileirão: vem de uma goleada estupenda sobre o Ceará, e se segura ali na oitava posição, sob a regência do sempre ligado PC Gusmão.

Por jogar em casa e ter um elenco mais qualificado, o Galo é favorito.

FIGUEIRA E FURACÃO

O Figueirense vai bem, obrigado. Ocupa a sexta colocação, joga em casa e pega um Furacão que sopra uma brisa amena lá nos finais da tabela.

Nenhum dos dois é, pra valer, um candidato à faixa de campeão, a não ser que ocorra daqui pra frente uma grande reviravolta no Brasileirão, o que é sempre possível, mas improvável.

Diante desse cenário, e dependendo dos demais resultados, é bem possível o Figueira, por exemplo, ascender ao G-4, por que não?

CHEIRO DE ITAQUERÃO

Começa a cheirar muito mal o Itaquerão que ainda nem saiu do papel e já está eleito como o estádio para a abertura da Copa do Mundo, em 2014. E não são os eventuais gases  exalados pelas tubulações subterrâneas do terreno destinado ao seu soerguimento.

Falo desse projeto que corre na Câmara Municipal de São Paulo, isentando o estádio, seus construtores e o Corinthians, de impostos no valor de mais de quatrocentos milhões de reais.

Meu amigo paulistano, é o seu, o meu, o de todos nós que será destinado a uma aventura que deveria se restringir à iniciativa privada – o Corinthians e a empreiteira. A mais ninguém, a não ser possíveis patrocinadores particulares.

Sou capaz de apostar que essa quantia é o equivalente ao custo real da empreitada. O resto – mais de o dobro -, será repartido equanimente entre os demais interessados, não tenha dúvida.

É por esses absurdos, mais ou menos recorrentes há séculos, que não temos escolas suficientes, hospitais, postos de saúde, asfalto decente, moradias adequadas e tudo o mais.

Nada contra a construção do Itaquerão, que ele venha a ser a sede da abertura da Copa e sirva ao Corinthians pelo resto da vida, além de melhorar a vida dos moradores da região.. Mas, sim, que isso seja feito com o dinheiro privado, não com o dinheiro público, como, aliás, foi prometido desde o início das gestões.

Charge do iG Esporte

Charge do iG Esporte

Notas relacionadas:

  1. RODADA DECISIVA, COMO TODAS
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
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