Bósnia | Blog do Alberto Helena Jr.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 Seleção Brasileira | 19:06

VENCEMOS, MAS…

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Marcelo chuta e abre o placar

Até que o início foi promissor. Não apenas pelo gol de Marcelo logo aos 3 minutos de bola rolando, mas, sobretudo, porque o Brasil, pela primeira vez nos últimos anos, avançou sua linha de defesa e passou a pressionar a saída de bola do adversário.

Sistema que manteve até mesmo depois de levar o gol de empate, numa falha grosseira de David Luís na saída de bola, oferecendo-a de presente a Ibisevic. O bósnio, então, desferiu um disparo que varou o corpo de Júlio César, aos 13 minutos. E ainda criamos uma boa chance em que Hernanes foi obstado no momento fatal.

Mas, aos poucos, fomos refluindo, espicaçados por contragolpes rápidos e incisivos dos bósnios que erraram sempre na hora de finalizar.

A partir daí, evidenciou-se o principal equívoco de Mano: a escalação de um meio de campo com três volantes (Sandro, Hernanes e Fernandinho), deixando toda a criatividade nos pés de Ronaldinho Gaúcho que, quando aparecia no jogo, errava o passe, o lançamento, o toque, a matada de bola…

Quando o tédio começava a se transformar em sonolência, Elias entrou no lugar de Sandro. Um volante pelo outro, com um detalhe: Elias, ao menos, é mais ativo, ágil e versátil do que Sandro. Isso, combinado com a entrada de Ganso no lugar de Ronaldinho, conferiu mais velocidade e ciência no toque de bola do Brasil, que aumentou sua posse de bola e passou a circular mais próximo da área inimiga.

E, aos 28 minutos, depois de uma troca rápida e bem engendrada de Marcelo, Ganso e Elias, Neymar surgiu na cara do gol. Mas, o goleiro, esperto, pegou o chute do craque-menino, cujo futebol opaco ao longo do resto do jogo produziu apenas algumas centelhas até ser substituído por Jonas pouco antes do apito final.

Contudo, aí, o Brasil já safara a onça, com aquele cruzamento de Hulk da esquerda que o becão Papac tocou para as próprias redes, em gentil oferta ao adversário ilustre, já pra lá dos 45 minutos do segundo tempo.

É bom lembrar, porém, a origem da jogada de Hulk: Ganso sofreu falta na intermediária que ele mesmo bateu de primeira para o atacante brasileiro disparando pela esquerda. Isso, só para repisar o óbvio: a não ser que esteja com as duas pernas fraturadas, Ganso não pode ficar no banco desse time.

Brasil comemora vitória sobre a Bósnia em St. Gallen, na Suíça

CADA UM

JÚLIO CÉSAR – Praticamente não fez uma defesa sequer. Mesmo porque aquela que deveria ter feito passou por ele como se trespassasse um fantasma. Uma sombra do goleiraço que já foi até outro dia.

DANIEL ALVES – Uma de suas melhores partidas pela Seleção. Marcou e atacou o tempo todo e foi quem levou, aos trancos e barrancos, aquela bola para Marcelo abrir a contagem.

THIAGO – Impecável, como sempre. É ele e Dedé, meu.

DAVID LUÍS -  A pior partida dele na Seleção. Falhou no gol bósnio por duas vezes. Na primeira, ao entregar a bola para o atacante inimigo. Em seguida, por recuar, recuar, recuar, até que Ibisevic disparasse seu tiro fatal. Além disso, foi envolvido várias vezes no mano-a-mano.

MARCELO  – Ótimo, do início ao fim. Além de ter sido o autor do primeiro gol, tentou sempre a jogada ali pela esquerda, ou mesmo por dentro, conferindo agudeza a um ataque avesso a isso.

SANDRO – Joga muito mais do que vem jogando no Tottenham, quando entra em campo, e mais ainda do que jogou hoje. Diante da Bósnia foi apenas um volantão de marcação e burocrático com a bola nos pés.

ELIAS – Entrou no seu lugar e imprimiu outro ritmo à função. Muito bem.

HERNANES – Começou bem, nos limites de um volante de classe transformado em meia, mas, depois caiu, sobretudo quando foi deslocado lá para a ponta-direita, onde sumiu de vez.

FERNANDINHO – Acertou alguns passes interessantes, mas, no geral, não acrescentou nem comprometeu.

RONALDINHO GAÚCHO – Com todo respeito a seu passado cintilante, só se justifica sua chamada pra Seleção se estiver jogando, por baixo, a metade do que sabe. Hoje em dia, tanto no Flamengo quanto na Seleção, tem sido um ilustre ausente.

GANSO – Já entrou tarde, e, mesmo assim acertou o setor de armação da equipe, ainda que sem brilhar, fazendo a bola circular com mais velocidade e inteligência do que até então.

NEYMAR – Longe do capetinha do Santos, pelo menos, buscou o jogo, mesmo errando a maioria de suas tentativas. Teve a chance do segundo gol a seus pés, mas não concluiu com êxito. Um dos problemas de Neymar neste jogo, especificamente, foi que teve de ceder seu espaço habitual, ali pela esquerda, para Ronaldinho, o que, em boa parte do jogo, deixou de ser a flecha par virar arco. Não é ainda a sua praia.

LEANDRO DAMIÃO -  Foi quem mais tentou os chutes a gol, afinal, sua função precípua. Acabou prejudicado pela falta do passe exato detrás. Mas, também, não buscou a jogada pessoal que pudesse compensar isso.

HULK – Foi autor do cruzamento que resultou no gol contra dos bósnios. E só, o que não é pouco, convenhamos.

LUCAS E JONAS – Tiveram pouco tempo para mostrar alguma coisa. Lucas, ainda, conseguiu um belo giro no meio de dois beques, mas, a conclusão foi falha.

MANO – Errou na escalação inicial e acertou quando induziu seu time a marcar por pressão nos primeiros vinte minutos de jogo. Assim como acertou nas entradas de Elias e de Ganso. Falta-lhe, contudo, definir o conceito desse time. Ou melhor: aplicar em campo todo aquele discurso absolutamente correto com que nos brinda desde o dia em que assumiu a Seleção.

Notas relacionadas:

  1. SHOW DO BRASIL
  2. DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO
  3. A SELEÇÃO DE MANO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 11 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 20:18

POR ORDEM DE ENTRADA, UMA SUGESTÃO

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Por ordem de entrada na rodada desta quarta-feira, São Paulo e Inter fazem o clássico nacional mais sugestivo. Pois, o Tricolor tenta defender a sua posição no G-4, enquanto o Colorado busca cavar uma vaga nesse espaço nobre da tabela.

O São Paulo sofre menos com eventuais desfalques. Ao contrário do Inter, que, além de Damião, seu principal atacante, e Oscar, sua maior esperança, não terá Jo, nem Zé Roberto, o que obrigará Dorival Jr. a recorrer a Delatorre, um jovem que ainda não conseguiu se firmar na equipe titular, para formar dupla de ataque com Ilsinho, este, sim, certamente mordido para provar ao São Paulo que foi um grasso erro dispensá-lo.

Por outro lado, se o Inter chega à Arena de Barueri embalado pela categórica vitória sobre o Vasco, o São Paulo vem pisando em ovos.

Não param de chispar do Morumbi centelhas de que o técnico Adílson Batista está em fritura branda. E o técnico, por sua vez, hesita entre Casemiro e Wellington para armar seu meio campo com Carlinhos Paraíba, Rivaldo e Cícero, preparado para acionar um ataque de renome – Dagoberto e Luís Fabiano.

Dagoberto está voando, mas não se sente amparado pela diretoria, que prorroga o quanto pode a renovação de contrato do artilheiro. E Luís Fabiano ainda está em busca de sua melhor forma física e técnica.

Quanto a Casemiro, falam o diabo do rapaz. Mas, ao lado de Lucas, que não joga por estar servindo à Seleção, é uma das duas grandes revelações do Tricolor, jogador em nível de Seleção, que desconfio, merece mais do que suspeitas sobre seu comportamento e sua ação no campo.

De resto, é esperar pra ver esse jogo que se configura muito interessante.

DUAS NAÇÕES

À noite, as duas maiores nações do futebol brasileiro entram em campo. O Corinthians, líder, recebe o Botafogo, sempre ligado na disputa do título, no Pacaembu. E o Flamengo, de volta à briga pela faixa de campeão, pega um Palmeiras em crônica crise no Engenhão.

O Corinthians, ainda sem Liedson e Xeique e com Adriano novamente no banco, vai com a formação que liquidou o Atlético GO em meio tempo, reconquistando neste fim de semana a liderança do Brasileirão, um jeito, digamos, mais arejado de jogar, com Alex, Danilo e William trocando de funções, sem um centroavante típico. Deu certo. Dará novamente?

Quem sabe. Mas, o fato é que o Botafogo precisa urgentemente se recompor no campeonato e na tabela. O diabo é que não poderá contar com Loco Abreu, aquele cara que decide quase tudo lá na frente, embora o menino Alex seja bom de bola.

Já o Flamengo, motivado pela virada histórica sobre o Fluminense, domingo, mesmo sem Ronaldinho Gaúcho, pode perfeitamente se livrar do Palmeiras, com Felipão e tudo.

Entre outras coisas, porque o Palmeiras, afora todos seus problemas internos, não terá mais uma vez uma vez Valdívia, o único que pensa no meio de campo verde. Em compensação, Cicinho e Kleber foram liberados.

Meno male!, exclamaria o velho palestrino.

EUROCOPA

Nesta tarde de Eurocopa, a grande emoção ficou por conta do empate por 1 a 1 entre França e Bósnia, empate que classificou direto os gauleses para a maior competição entre seleções do Velho Continente.

Emocionante porque a França, favorita, em casa, perdia por 1 a 0 até o finalzinho, quando Nassri sofreu pênalti e converteu com categoria – bola num canto, goleiro noutro.

Por falar em Nassri, como joga esse rapaz! Tanto, que é inexplicável o Arsenal permitir sua saída dos Emirates.

Decepcionante, porém, foi a derrota de Portugal para a Dinamarca,em Copenhague, por 2 a 1, o que obriga o time luso a disputar a repescagem em busca de uma vaga na Eurocopa. Ainda mais, por causa do transcorrer da partida quando Portugal dominou, sem criar, e a Dinamarca foi sempre mais objetiva: além dos dois gols marcados, desperdiçou outras tantas chances para ampliar o placar.

NEYMAR NÃO É DE FERRO

Dizem que, logo depois do jogo com o México, um jatinho trará de volta ao Brasil os jogadores daqui, aqueles que poderiam ainda entrar em campo na quinta-feira. Nesse caso, dentre eles, Neymar, Fred e Dedé, cujos times enfrentam respectivamente o Galo, o Coxa e o Furacão.

São dez horas de voo, uma tortura pra qualquer cidadão, quanto mais um atleta.

Não sei das condições físicas de Fred e Dedé, nem da disposição de Flu e Vasco em colocá-los em campo nessas circunstâncias, por mais indispensáveis que eles sejam.

Só sei que Neymar precisa de uma rede, um descanso, como nenhum outro jogador em atividade no Brasil. O garoto vem de uma sequência de jogos absurdos, nestes quase dois anos consecutivos, seja pelo Santos, seja pela Seleção, seja pela Sub-20. O rapaz não teve praticamente férias, nem pré-temporada, nada.

Joga no vácuo, por instinto, vontade e graças à sua natureza prodigiosa, sem falar na esperteza de escapar das faltas mais infames, que se multiplicam jogo após jogo.

Se há alguma semelhança entre Pelé e Neymar é esta, a par da camisa branca que veste: joga sem parar, corre o tempo todo, e raramente se machucar.

Mas, para tudo há um limite. Certo, o Santos é outro sem Neymar. Mas, o Peixe, que enfrenta o Galo quase rebaixado, não precisa de Neymar na Arena do Jacaré para escapar de uma bicada fatal do Galo.

E, se nada mais resta ao Santos do que se preparar para o Mundial de Clubes no Japão, no fim de ano. Logo, preservar Neymar  agora é mais do que imprescindível.

Notas relacionadas:

  1. TRICOLOR E MENGO
  2. DIGNO FLA-FLU
  3. FLU, DE NOVO LÁ EM CIMA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,