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Posts com a Tag Borges

sábado, 11 de junho de 2011 Sem categoria | 23:23

NAMORANDO A LIDERANÇA

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O São Paulo festejou o Dia dos Namorados de mãos dadas com a liderança do Brasileirão, ao bater o Grêmio, por 3 a 1, no Morumbi. E, desta vez, não foi só a vitória que mereceu celebração pelos tricolores paulistas. Mas, sobretudo, o bom futebol praticado, firme na defesa, dinâmico no meio de campo e insinuante no ataque.

Equilíbrio que Carpegiani obteve num só lance de mão, com apenas uma troca – a saída do volante Carlinhos Paraíba para a entrada de Marlos, mais à frente, ao lado de Lucas e Dagoberto. Ah, sim, sem esquecermos o singelo fato de que o São Paulo, nestas quatro vitórias seguidas, tomou só um gol. Com apenas dois zagueiros de ofício, dois novatos, diga-se.

Mas, quem abriu a contagem foi um volante, que a cada rodada mostra bola mais redonda: em jogada de Marlos, Casemiro dispara bola que desvia no beque e engana Victor. O próprio Casemiro, porém de cabeça, contra, trataria de empatar a partida.
Marlos, porém, faria o segundo, escalando pela direita, e Jean, em posição irregular, por fim, fintou o goleiro e emplacou o resultado de 3 a 1.

Por seu lado, o Grêmio, com uma formação peculiar, em que dois laterais – Gabriel e Lúcio – faziam as funções de meias (Lúcio tem jogado assim há algum tempo), entupindo o seu meio de campo, em nenhum momento conseguiu se organizar o suficiente para mudar o cenário do jogo que foi sempre do São Paulo.

CUCA ENCUCADO

Estava estampado na cara do Cuca, durante a entrevista coletiva depois do empate em casa com o time reserva do Santos e com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo, por 1 a 1 – o que era até outro dia um céu de anil gentil cobrindo a Toca da Raposa transformou-se em nuvens de chumbo, com raios e trovões anunciando-se ao longe.

Afinal, neste sábado, o Cruzeiro, considerado com justiça o melhor time da América, antes daquela trágica quarta-feira da Libertadores, somou sua quarta partida consecutiva no Brasileirão sem vitória. É muito para os padrões do Cruzeiro.

E o diabo é que o time jogou bem. Pelo menos, muito melhor do que o Santos. Criou uma infinidade de chances para ampliar o placar de 1 a 0, conseguido a duras penas, de pênalti, e acabou levando aquele gol de cabeça de Borges, já nos acréscimos.

(O mesmo Borges que chegou à Vila para resolver justamente esse problema – meter nas redes as bolas que o Peixe jogava fora antes dele).

Fatalista como é, por certo, Cuca espia essa súbita mudança de clima como um sinal dos céus de que é hora de mudar.

SALVE O REI!

São Januário recepcionou em festa seu Rei Juninho Pernambucano, Primeiro e Único. E, ainda nas dobras das celebrações da conquista da Copa do Brasil, deu folga a seus principais titulares diante do Figueira.

A festa foi bonita e enche de esperanças o torcedor vascaíno, neste momento de plena recuperação do orgulho da Cruz de Malta. Mas, o resultado foi pífio: 1 a 1, num jogo em que o Figueirense foi melhor a maior parte do tempo, sobretudo na etapa final, quando perdia por 1 a 0, gol de Elton no primeiro tempo, e chegou ao empate no finalzinho, em bola chorada.

Mas, ninguém ligou muito pra isso, não, pois todos estavam mesmo preocupados em estender o tapete vermelho para o Rei de São Januário, que está, finalmente, de volta, depois de tantas conquistas em campos de França.

Notas relacionadas:

  1. O PESO DA LIDERANÇA
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. RAPOSA DEU O BOTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 24 de maio de 2011 Copa do Brasil, Futebol internacional, História, Libertadores | 19:03

PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS

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Ainda sem Ganso e Alan Patrick, o Santos recebe o Cerro Porteño, no Pacaembu, pelas semifinais da Libertadores, com quatro volantes – Adriano, Arouca, Danilo e Elano, o que provoca nos puristas da Vila um revirar de olhos.

Estejam certos esses amigos que este blogueiro teria a mesma reação, caso houvesse de fato uma alternativa para o técnico, e se três dos escalados não fossem versáteis o bastante para compensar em parte a ausência de um meia autêntico.

Sucede que a única opção no elenco para essa posição é Felipe Anderson, de 17 anos, muito menino para um jogo tão decisivo. Ou, então, a presença de Keirrison lá na frente, entre Zé Love e Neymar. Mas, Keirrison tem sido tão abúlico nesta sua passagem pelo Santos, que, confesso, não ousaria colocá-lo de saída.

Ainda se Borges pudesse atuar… Mas, não pode. Acaba de desembarcar na Vila com os papéis vencidos para esta fase da competição.

Assim, Elano deverá atuar mais à frente, uma faca de dois legumes – como diria o saudoso Vicente Matheus, pois se estará mais perto da meta adversária para disparar aqueles chutes certeiros, não tem a ginga, velocidade e o drible inerentes à função.

Mesmo assim, desconfio que o Peixe pode fazer boa figura no Pacaembu e ganhar o jogo, que é o mais importante nesta quadra de sua vida. Nem que seja por um placar apertado, para jogar em Assunção pelo regulamento. Isso também faz parte.

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Muricy repetirá, contra o Cerro, time que terminou o último jogo contra o Once Caldas (AE)

O que não dá é exigir que o atual Peixe jogue aquele futebol desabrido, deslumbrante e ao mesmo tempo eficiente dos tempos de Robinho, Ganso, Neymar, André, Wesley e cia. bela, do primeiro semestre do ano passado. Esse já era, para a desgraça de todos que amam o verdadeiro futebol, em sua plenitude.

COPA DO BRASIL

Os quatro participantes das semifinais da Copa do Brasil pouparam-se no fim de semana para essa rodada decisiva de amanhã.

Mas, agora, Avaí, Vasco, Coritiba e Ceará vão com tudo, mesmo por que nos confrontos de ida os dois jogos acabaram empatados. Ruim para Vasco e Ceará, que perderam a vantagem de mando de campo. Mas, nada que não possa ser desfeito nos jogos da volta.

Afinal, o Vasco tem bala e ânimo para se classificar em Floripa, por exemplo, embora, pelo retrospecto sensacional do Coxa nesta temporada, a situação do Ceará seja mais complicada.

Todavia, é sempre bom lembrar que se trata de um jogo só, capital, e, nesses casos, são tantas as variáveis que fogem ao mero cotejo técnico, que qualquer coisa ainda pode acontecer.

BUCANEIROS E PIRATAS

O título desse filme de piratas poderia ser Os Corvos dos Campos, em vez de o clássico Gavião dos Mares. No lugar do bonitão Errol Flyn, o horrendo Thomas Mitchel de O Motim, disparando seus canhões contra um Anthony Quinn, disfarçado de vil latino.

Na verdade, não há mocinhos entre os piratas da Rainha e os bucaneiros latinos -  brasileiros,f ranceses e demais envolvidos nesse tiroteio em torno da Fifa.

O amigo pode mais ou menos dimensionar, pela grana que corre aqui no rés do chão, o vulto da gana que corre lá em cima, nos andares das grandes decisões do futebol.

Se um jogador de futebol, de porte médio, ganha coisa de 130 mil reais por mês num país como o nosso, de tantas carências, 100 milhões de dólares para um ex-presidente da Fifa e alguns membros do Comitê Executivo da mesma entidade, é uma bagatela, convenhamos.

Sepp Blatter garante que isso não ficará barato. Palavras ao vento, meu caro amigo. Pois, ele mesmo é acusado de outros tantos malfeitos.

Como já disse e repito, tenho dúvidas se a mais antiga profissão do mundo é aquela ou esta, a corrupção nos altos e baixos escalões onde impere a autoridade, qualquer que seja ela.

O CASO GIGGS

Logo agora, na reta final pela disputa em Wembley do título da Liga dos Campeões, estoura esse escândalo sexual envolvendo Giggs, esse jogador espetacular, talvez o maior ídolo da história do Manchester United e certamente o maior vencedor da vida dos Diabos Vermelhos.

Aliás, de que se acusa Ryan Giggs, o mais fiel diabo vermelho desde o legendário Bobby Charlton? De infidelidade. Não ao clube, mas à esposa, porque o craque teria saltado o muro da moralidade burguesa (ui, que velho isso!) em busca de breves prazeres ofertados pela exuberante modelo Immogen Thomas.

Pelo que se sabe, uma relação consensual entre dois adultos, vacinados e donos de seus narizes. Nenhum abuso, nenhum pagamento pelo ato escuso (?), nada que pudesse caracterizar crime no estrito senso da palavra, a não ser adultério, que, no mundo ocidental, não condena ninguém a apedrejamento, tampouco ao cárcere.

Giggs teve o cuidado, aos primeiros rumores sobre sua relação com a modelo, de ir aos tribunais, pedindo, antes de mais nada, sigilo, em nome de seus dezessete anos de casado e dos filhos do casal oficial. E o juiz o concedeu.

Pois, não é que os tablóides ingleses, aqueles que vivem como urubus em volta da carniça alheia, fizeram tanta pressão que a coisa foi levada ao Parlamento como censura à livre expressão da imprensa? E pode?

Censura à livre expressão da imprensa é quando um sujeito rico e poderoso comete uma série de falcatruas, lesivas à sociedade em geral, e se utiliza de sua fortuna para conseguir, nos tribunais ou fora deles, calar a boca da imprensa.

O mesmo preceito vale para governantes e poderosos em geral.

Outro dia mesmo, um sábio juiz da mais alta corte brasileira, diante da questão sobre o direito de casais gays se unirem perante a lei, fez a pergunta crucial: a quem isso prejudica? Quais terceiros serão prejudicados pela união de dois homossexuais de qualquer gênero? Obviamente, ninguém. Logo, segue o jogo, como diria seu par com apito correndo pelos gramados do futebol.

Neste caso, quem é lesado pelo relacionamento amoroso entre um jogador de futebol e uma modelo? Que falta fará ao público saber se fulano transou com beltrana, num ato de mútua vontade?

Resposta: só sofrerão lesões graves, algumas até irreparáveis pelo resto da vida, Giggs e sua família, mulher e filhos.

Liberdade de expressão e moralidade rastaquera são a água e o vinho. Vinho envenenado, diga-se.

ABDIAS, ADEUS

Foi-se, aos 97 anos de idade, um grande, imenso, brasileiro: o poeta, ator, dançarino, músico, político e ativista pelas causas da negritude neste país, Abdias do Nascimento.

Ele, no Rio, e Solano Trindade, tão esquecido, em São Paulo foram dois pilares na luta pela igualdade de direitos e contra o ranço do racismo que grassava (ainda grassa) neste país negro, branco, mulato, mameluco e cafuz.

Foi de sua lavra o projeto de lei que instituiu o Dia da Consciência Negra no Brasil, substituindo o flácido Treze de Maio, que mais remetia aos tempos da escravidão do que os da liberdade total que ainda está por vir, embora tenhamos avançado muito, graças justamente a figuras como Abdias e Solano, o fundador do Embu das Artes, que está em vias de oficializar essa designação.

Tive poucos contatos com Abdias, que, num certo tempo foi contestado por algumas vertentes do movimento negro brasileiro mais radical. E o que me chamava sempre a atenção era seu porte imperial, algo entre o babalorixá baiano e o rei do Congo, e suas certezas inabaláveis quanto à condução do movimento negro no Brasil.

Talvez, depois de Patrocínio, na esfera legal dos brancos, Abdias tenha sido o negro mais importante da história do Brasil. Um Brasil que não sabe um tico de sua história, e, por isso mesmo, está sempre propenso a repetir pecados como se estes fossem originais.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES NA COPA DO BRASIL
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. O PEIXE DESTE SÉCULO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 9 de abril de 2009 Libertadores | 21:47

ATUAÇÃO MÉDIA, SITUAÇÃO CÔMODA

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Esse é o São Paulo: joga na conta do chá, com três ou dois zagueiros, como foi desta vez na vitória, de virada, por 2 a 1 sobre um Defensor frágil e desfalcado, no Morumbi, pela Libertadores da América.

Joga um pouco melhor assim, sem dúvida, com dois zagueiros e quatro meio-campistas, como tem provado sua campanha neste ano. E o próprio técnico Muricy reconhece.

Mas, sem, ao menos, um jogador de meio-de-campo capaz de trabalhar a bola com mais refinamento e invenção, segue sendo um time mecanizado, repetitivo, que só engrenou no segundo tempo, quando já perdia por 1 a 0, em falha grotesca de Rogério Ceni, que entrou com bola e tudo na sua meta.

Mas, o Tricolor tem, além de Rogério, que quase sempre pega tudo, Borges, que quase sempre salva o time nos momentos mais cruciais. E Borges meteu dois – um deles, partindo da posição de impedimento.

O suficiente para o Tricolor seguir adiante na Libertadores, em cômoda posição na tabela.

Notas relacionadas:

  1. O MELODRAMA E A EPOPÉIA
  2. A VITÓRIA TRICOLOR
  3. SÃO PAULO, CRUZEIRO E SANTOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 19 de março de 2009 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 00:08

SÃO PAULO, CRUZEIRO E SANTOS

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Na conta do chá – belo passe de Jean, que Borges, sempre ele, aproveita de canhota no ângulo -, o São Paulo foi a Montevidéu e volta com uma preciosa vitória sobre o Defensor.

De resto, foi aquele tédio de sempre: o Tricolor lá atrás, defendendo-se de um time de qualidade discutível, mal conseguindo trocar dois passes além da sua própria intermediária, Rogério Ceni pegando bolas vesgas, e seja lá o que Deus quiser.

E Deus quer, pelo visto.

Já o Cruzeiro, mesmo sem exibir aquela bola redondinha de hábito, bateu o Sucre por 2 a 0, dois gols de Wellington Paulista. Mas, ali tem, e o Cruzeiro tem muito mais a apresentar.

Enquanto isso, na Copa do Brasil, o Santos, de Neymar e Kléber Pereira pela primeira vez juntos, goleou, mesmo sem exibir um futebol de gala. Mas, o bastante, ao menos, para que o torcedor peixeiro bote fé nesse ataque que ainda dará muito o que falar.

Notas relacionadas:

  1. UM RIO-SÃO PAULO DE MERCADO
  2. GRÊMIO E CRUZEIRO NA LIBERTADORES
  3. SPORT E CRUZEIRO NO TOPO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 Libertadores | 00:02

O MELODRAMA E A EPOPÉIA

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O primeiro tempo foi um longo bocejo: a bola, ali pelo meio de campo, impulsionada de lá pra cá, sem senso, nem exatidão. O São Paulo teve-a aos pés mais tempo, é verdade, mas, no máximo, conseguiu disparar três ou quatro chutes de fora da área, se tanto. E o Indpendiente de Medellin, nem se retrancou, nem fustigou.

No segundo, depois de uma bela arrancada de Hugo, o São Paulo acordou, e incrementou seu jogo ainda mais com a entrada de Dagoberto.

Mas, nada de a bola entrar. Ao contrário: num raro contragolpe colombiano, Arias bateu do meio da área. E, quando o desespero já dominava as ações do Tricolor, Borges, de voleio empatou. E o que seria uma tragédia virou um melodrama.

Epopéia mesmo foi a do Sport, que, em Santiago, meteu 2 a 1 no Colo-Colo, em noite inspirada do menino Ciro, atacante de 19 anos de idade, que pinta como a grande revelação do futebol brasileiro nesta temporada. Fez o primeiro gol e deu o passe para o segundo, de Wilson.
Mas, isso é só o começo.

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domingo, 15 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 18:58

TANTO BARULHO POR NADA

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Tanto barulho por nada.

Durante toda a semana, criou-se uma enorme expectativa em torno desse clássico, incrementada pela briga entre as diretorias por mais espaço nas arquibancadas, e o que se viu foi em boa parte uma grande frustração.

Os dois treinadores, diante das arquibancadas à meia-boca, resolveram enfiar um estilete na bola e murchar não apenas a dita cuja como também as esperanças do torcedor em relação à qualidade do jogo.

Muricy escalou um mistão do São Paulo, e Mano Menezes desfigurou o Corinthians, armando seu time com três zagueiros, um monte de meio-campistas e nenhum centroavante pra valer, num sistema em que o Timão nunca jogou, com o volante Túlio de lateral-direito.

E este foi a primeira vítima, ao ser expulso, por desferir um soco na barriga de André Dias, ainda no primeiro tempo, período em que o jogo se reduziu a dois ataques do São Paulo e um do Corinthians.

No intervalo, Mano diminuiu o prejuízo, já que o São Paulo, mesmo sem criar nada, dominava a bola e os espaços do campo, colocando o centroavante Souza no lugar de Morais. Eis que o Timão ergueu um pouco a crista, até que, aos 10 minutos, Muricy replicou com Borges e Hernanes nos lugares de André Lima (inútil) e o zagueiro Rodrigo.

Mas, mesmo com a vantagem de um jogador a mais, o Tricolor não conseguia executar uma troca de passes decente, o que ocorreu apenas aos 30 minutos, quando, aí, sim, a bola veio tocada desde seu campo e foi acelerada na trama entre Dagoberto-Hernanes-Dagoberto e o passe final para Borges concluir. E olhe que nesse instante já havia sido expulso Wagner Diniz, que, por sinal, pouco fizera até então.

Contudo, aos 35, Boquita, que entrara na vaga de Douglas, inexistente ao longo do jogo, enfiou bola medida por entre as pernas de Renato Silva para André Santos surgir na cara de Bosco e finalizar com precisão.

Foi o que bastou para tudo permanecer como antes, como se esse clássico nem tivesse existido: Corinthians, em segundo, e São Paulo, em terceiro.

Notas relacionadas:

  1. O VAIVÉM DO PAULISTÃO
  2. OS HUMORES DO TIMÃO E DO TRICOLOR
  3. PELO BURACO DA AGULHA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 30 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 18:41

GRITO CORTADO NA GARGANTA

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O grito de Tri!, Hexa!, ficou cortado na garganta da massa tricolor que invadiu o Morumbi na esperança de celebrar o título que estava ao alcance de uma vitória simples.

Vitória que esteve nos pés e cabeça de Borges por três vezes antes de Tartá concluir para gol, aos 4 minutos do segundo tempo. Mas, o São Paulo tinha o domínio do jogo, e chegou ao empate logo a seguir, aos 12, com o mesmo Borges, em chute mascado, na seqüência do passe de cabeça de André Dias, um gigante em campo.

O mesmo André Dias, que, mais tarde desferiria um cabeceio no poste, a exemplo do que Luís Alberto fizera no primeiro tempo, do lado contrário. Bem, enfim, São Paulo 1, Fluminense 1, resultado absolutamente previsível, apesar de toda e justificável esperança do Tricolor paulista.

E a decisão do título, como se esperava desde o início do segundo turno do Brasileirão, vai mesmo para a última rodada, o que ainda mais valoriza esse campeonato por pontos corridos, em dois turnos, onde a emoção termina quando acaba, como diria Chacrinha.

Mesmo porque o Grêmio cumpriu seu papel: depois do susto inicial, quando tomou o gol de abertura, virou um caminhão sobre o Ipatinga – 4 a 1.

E olhe que a próxima rodada  é mais favorável ao Grêmio do que ao São Paulo, que vai ao Bezerrão pegar esse mesmo Goiás, que, em pleno Maracanã, perdendo por 3 a 0 para o Flamengo, conseguiu empatar.

Aliás, inexplicável esse empate, a não ser pelo fato de que nossos times, quando conseguem um resultado folgado, tendem a folgar, em vez de partir para a goleada definitiva.
Eis, quando pagam o pato.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. OLHO, NINGUÉM ME RESPONDE
  3. E O SÃO PAULO CHEGOU
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 16 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 18:54

TRICOLOR, FINCANDO O PÉ

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O São Paulo, num Morumbi em festa, não apenas cumpriu seu dever, ao bater o Figueira por 3 a 1, com dois gols de Borges e um de Hugo, contra o solitário de Cleiton Xavier, como fincou seu pé na liderança, de onde não pretende se afastar até o apito final do campeonato.

Já no primeiro tempo, jogando em alta velocidade sobre um Figueira acanhado desenhou a goleada que não se confirmou. Mas, ao voltar do intervalo, já com 2 a 1 no placar, deu sinais de tensão na sua defesa, onde Anderson revelava os efeitos da falta de jogo. E o Figueira andou criando embaraços, até que, aos 28 minutos, do segundo tempo, num contragolpe rápido, Joílson rolou para Hugo fechar o placar.

A verdade é que o São Paulo acertou o pé no momento exato para arrancar em direção ao topo da tabela quando os outros candidatos passaram a oscilar. Desalojá-lo de lá, agora, é tarefa árdua. Mas, não impossível.

Notas relacionadas:

  1. A ROLETA GIRANDO
  2. OLHO, NINGUÉM ME RESPONDE
  3. O TRICOLOR E O CINZA
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