iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

11/10/2009 - 19:38

TUDO JUSTIFICATIVA

A classificação antecipada, a altitude, as ausências de vários titulares, tudo isso pode explicar a derrota do Brasil para a Bolívia, em La paz, por 2 a 1. E explica: pois, o Brasil não foi nem de longe o Brasil dos últimos tempos em La Paz.

Tomou dois gols logo de cara, com Olivares, de cabeça, aos 9 minutos, e Marcelo Moreno (aquele brasilviano do Cruzeiro), de falta, que deixou Júlio César plantado no meio-de-campo enquanto a bola zunia no ângulo direito do nosso goleiraço.

Na verdade, o time só ganhou um pouco de dinamismo no segundo tempo, depois das entradas de Alex, Tardelli e Elano, o que nos permitiu reduzir o placar para 2 a 1, com Nilmar, na conclusão de bela trama entre Tardelli e Maicon.

A maior decepção, porém, ficou por conta da estreia de Diego Souza, no lugar e Kaká, que teve um gol a seus pés e mais nada. Mas, pelas circunstâncias, não vale tirar nenhuma conclusão definitiva sobre seu futuro na Seleção.

De resto, é reativar a perplexidade diante da vitória, na véspera, da Argentina sobre o Peru. Não pelo resultado em si, normal, em tempos normais. Mas, pela situação vivida pelos dois times: o gol impedido de Palermo já nos descontos, a bola na trave da Argentina, na sequência, disparada do meio do campo, o pênalti de Schiavi já no apito final, enfim, um tango argentino, da introdução ao acorde final.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , ,
08/10/2009 - 14:52

BRASIL NAS ALTURAS

Pode até parecer uma cilada do destino: no instante em que o técnico Dunga pode dar o arremate final no elenco que irá à Copa, o jogo é lá nas alturas de La Paz.

Quer dizer: se Dunga decidir aplicar um teste decisivo com alguns dos recém convocados, tipo Sandro, Alex, Diego Tardelli, Diego Souza etc., terá de fazê-lo numa situação atípica, em que os testados já entrarão em campo sob o peso dos efeitos da altitude.

Mas, talvez, esse também venha a ser um teste a mais, quem sabe?

Mesmo porque, na Copa, teremos de enfrentar esse problema da altitude, nunca, claro, como em La Paz. Tanto, que a CBF se programa para levar a concentração brasileira, na fase pré-Copa, para alguma de nossas montanhas friorentas, mas, sem o empecilho do ruço de Teresópolis.

O fato é que Dunga terá de aproveitar o jogo de domingo contra a Bolívia e o de quarta contra a Venezuela para colocar em ação essa nova turminha que começou a orbitar na zona da convocação final.

Aliás, eu gostaria muito de ver, por exemplo, esta formação, do meio-de-campo pra frente: Sandro e Lucas; Kaká e Alex; Nilmar e Diego Tardelli. Ou qualquer coisa no gênero. Duvido que Dunga tenha tal ousadia. Não combina com seu perfil de um treinador que, antes de tudo, busca a segurança máxima. Portanto, não abriria mão de uma escalação já mais entrosada, mantendo a base e o esquema vitoriosos nesta sua jornada à frente do time nacional.

Pelo que se consegue vislumbrar através do ruço da Granja Comary, no máximo, o nosso técnico arriscaria uma experiência com o lateral-esquerdo Filipe no lugar de André Santos. E uma ou outra das alternativas supra citadas, no decorrer da partida.

Aliás, na verdade, quem acabará escalando nosso time para o jogo de La Paz será mesmo os departamento médico, os fisiologistas, de acordo com avaliação do poder de resistência à altitude de cada um dos componentes do elenco.
Uma pena.

Isso, porque há os que sucumbem só ao pensar nessa síndrome. E há os que nem estão aí com a tal de altitude, e jogam como se estivessem à beira-mar. Nesse negócio, entram não apenas o pulmão, mas, sobretudo, a cabeça e a alma.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Seleção Brasileira Tags: , , ,
01/04/2009 - 19:03

HERMANOS, UI!

Que biaba, meu Deus! Coisa de derrubar Maradona e Messi do mesmo altar, num piparote: 6 a 1 para a Bolívia, placar que um historiador futuro, distraído, trocará de mão, por certo.

Claro, a altitude deve ter influenciado e muito. Digamos que a altitude marcou três gols. Mas, o resto foi obra exlcusiva dos bolivianos e da frágil defesa argentina, calcanhar de Aquiles desse time há muito tempo.

Intrigante, pois os argentinos foram, durante décadas e décadas, mestres na produção de grandes goleiros (Vacca, Amedeo Carrizzo – não confundir com o seu homônimo atual -, Roma, Cejas, Fillol, o nosso Poy etc.) e zagueiros de altíssimo nível, como Salomón, Delacha, Ramos Delgado, Perfumo, Passarella e tantos outros.

Mas, de uns tempos pra cá, têm sido um fracasso absoluto nessa grande área.

De qualquer forma, nada justifica um placar tão amplo, a não ser o prosaico fato de que o deus Maradona não foi capaz de dar o devido conjunto à equipe alvi-celeste. Nem mesmo quando a Argentina goleou a frágil Venezuela em Buenos Aires, outro dia. Ganhou aquela, sim, com folga, mas em nenhum momento seu jogo coletivo convenceu.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional Tags: , , ,
Voltar ao topo