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18/10/2009 - 19:38

PET, DEEEZZZ!

No intervalo do jogo, o goleirão Marcos foi, como sempre, direto ao ponto:

- Se sabíamos que o Pet era importante? Sabíamos. Se treinamos para anular o Pet? Treinamos. Mas, no campo, Pet fez a diferença, por causa de seu talento.

E essa era só a metade da história, pois Pet, que havia sido anulado por Edmilson até os 24 minutos do primeiro tempo, tabelou com Juan pela esquerda, invadiu a área, limpou dois zagueiros do Palmeiras e tocou no lado esquerdo da meta verde, fora do alcance de Marcos.

A outra metade deu-se aos 17 do segundo tempo, quando Pet cobrou um córner da esquerda, e transformou-o em gol olímpico, com Marcos embaralhando-se com a bola dentro da meta.

Assim, o Flamengo meteu 2 a 0 no Palmeiras, quebrando a invencibilidade do líder no Palestra Itália, e chegou-se às proximidades do G-4, com grandes chances de ganhar uma vaga na Libetradores e até de disputar o título brasileiro, já que os demais candidatos insistem em patinar.

O Inter, por exemplo, não conseguiu ir além de um empate por 2 a 2 com o lanterna Fluminense, fora de casa.

Mas, voltando ao jogo do Palestra, fica estabelecido que Petkovic foi o herói da jornada. Aos 37 anos de idade, dado como sepultado para o futebol ainda outro dia, o sérvio, que se considera iugoslavo apesar das mudanças geopolíticas, Pet segue sendo uma dos mais técnicos e hábeis jogadores do futebol brasileiro.

E foi sua presença que transformou o Flamengo, um time, até então, comum.

Às vésperas da partida, o foco se centrava em Diego Souza e Adriano, as duas maiores expressões de Palmeiras e Fla. E quem assumiu o centro do palco foi Petkovic, não é fácil num torneio tão difícil como o Brasileirão.

Podem os técnicos criar qualquer esquema, que, no fim, prevalece o craque.

Toró anulou iego Souza, é verdade. Maurício marcou bem Adriano, e Edmílson tentou até às entranhas impedir que Pet jogasse. Conseguiu em parte. Parte que não conseguiu, definiu o placar.

Claro, não foi uma tragédia para o Palmeiras, que segue líder, com quatro pontos de vantagem sobre o Galo, vice-lder. Mas, se não der uma volta por cima, corre sério risco de ser desbancado na hora final.

Veja mais charges no blog de Milton Trajano

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PEIXE, TIMÃO E DIABOS

O Santos já jogou a toalha há tempos, tanto em relação ao título quanto a uma vaga na Libertadores. O time é limitado, embora tenha alguns bons jogadores, mas não deu liga. Obviamente, melhorará com a volta de Ganso, mas não o suficiente para mudar o panorama. Quanto a Luxemburgo, que ele se dedique as 24 horas do dia a remontar esse Peixe. Caso contrário, o investimento nele não valeu nada.

A derrota do Goiás para o Avaí, de virada, praticamente tira o verde da disputa pelo título e, quem sabe, até de um lugar para a Libertadores, já que o Flamengo embalou. Uma pena para um clube bem estruturado e que contava com a volta de fernadão para dar aquele salto de qualidade.

E o Corinthians, hein? Não consegue mesmo se rearmar depois da perda de André Silva, Douglas e Cristian. Nenhum dos substitutos deu sinais de que cumpriria o papel dos que saíram. E, sem Ronaldo, a coisa fica ainda mais complicada, como vimos na derrota para o Sport, em Recife.

No Campeonato Inglês, o mais charmoso do mundo hoje em dia, o Manchester United caminha com segurança para a conquista de uma glória inédita num futebol mais do que secular: o tetra pra valer, quatro títulos em sequência, mesmo sem sua maior estrela, Cristiano Ronaldo, negociado com o Real. E até mesmo sem Wayne Rooney, seu melhor jogador, como foi na vitória por 2 a 1 sobre o Bolton. Os Diabos Vermelhos são o diabo mesmo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
03/10/2009 - 22:00

ÓI O GALO CHEGANDO…

Ao bater o Barueri,  no Mineirão, o Galo saltou para o puleiro de cima, ficando em terceiro lugar, só podendo ser alcançado, nesta rodada, pelo Inter e ultrapassado pelo Goiás, se ganharem seus respectivos jogos neste domingo.

E foi uma vitória categórica, embora nada fácil, pois o Barueri é um time afiado e aguerrido, que deu trabalho.

Mas, o Galo tem Diego Tardelli, autor do primeiro gol e criador do segundo, ao receber falta na entrada da área, além de executar várias jogadas de alta classe. E o Galo tem Correa, autor do lançamento primoroso para Tardelli e da cobrança de falta magistral no gol da vitória.

O Galo, porém, tem muito mais. Tem um futebol incisivo, leve e veloz do meio-de-campo pra frente, o que lhe confere uma possibilidade permanente de logo chegar à meta adversária, enquanto outros ficam dando voltas por aí. 

Não sei onde o Atlético Mineiro chegará, no fim das contas, mas duvido muito que caia fora da disputa antes da hora, se não for até a decisão.

FURACÃO NO TIMÃO

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Nem diria que o Corinthians jogou tão mal assim para levar de 3 a 1 do Atlético PR em pleno Pacaembu, na estréia de Edno.

Mais correto seria exaltar a digna performance do Furacão, que anulou as principais peças corintianas e ainda por cima explorou ao máximo as jogadas pela direita, com o menino Wallyson, encapetado.

Por ali, o Furacão fez seus dois primeiros gols, com Paulo Baier e o próprio Wallyson, obrigando o Timão a se desdobrar para tirar a desvantagem, o que estava a pique de ocorrer, depois do gol de Jucilei, quando Wesley disparou de fora da área para Felipe engolir um frangaço, já nos descontos.

Frustrante o resultado, mas nada desesperador para esse Corinthians em reformulação. E um ânimo a mais para o Furacão se distanciar de vez da zona do perigo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
01/10/2009 - 20:12

JOGANDO NO COLO ALHEIO

Já vi esse menino Oscar, que virou a cara do jogo contra o Náutico, em alguns fragmentos passados, quando revelou extrema tibieza em seu jogo: quando era lançado, chegava depois, e, quando recebia, tocava para o companheiro mais próximo, como querendo se livrar da bichinha o mais rápido possível. Mas, nesta quarta, não. Entrou numa fogueira danada, e plantou sua bandeira na intermediária adversária: chegou antes nas divididas, driblou, chutou a gol, deu a assistência para o gol decisivo de Hugo e tal e cousa e lousa e maripousa.

Merece oportunidades mais assíduas no time principal, sobretudo porque o Tricolor carece de jogadores dessa estirpe e estilo. O fato é que o São Paulo, agora, jogou a bomba no colo dos demais candidatos ao título, que entram em campo neste fim-de-semana premidos pela necessidade da vitória. A começar pelo líder Palmeiras, que enfrenta o Santos no Alçapão da Vila.

É verdade que o Alçapão anda meio enferrujado. E, de vez em quando, abre-se aos pés do seu próprio dono, o que me lembra o verso antológico, não sei se de Orestes Barbosa ou de Noel Rosa, pois ambos são os autores do samba Positivismo: “…E também faleceu por ter pescoço/ O autor da guilhotina de Paris…” Trata-se, porém, de um clássico paulista, o que, naturalmente, reveste o jogo de fatores que transcendem apenas ao embate entre dois times desnivelados tecnicamente.

 O Palmeiras, porém, terá Cleiton Xavier de volta ao time, o que significa muito.

Tarefa mais amena caberá ao vice Goiás, que recebe o Botafogo no Serra Dourada. O Glorioso recebeu uma injeção de ânimo ao classificar-se para a próxima fase da Sul-americana, embora perdendo. Mas, o Goiás está voando.

Outro que não pode vacilar é o Galo, jogando no Mineirão contra o Barueri, sábado. O Atlético está animado, com razão, e deve aproveitar Diego Tardelli, sua maior estrela, enquanto a Seleção não engole o artilheiro carijó.

Já o Inter, que caiu fora desse mesmo torneio e que trepida no Brasileirão, se não bater o Coritiba, na casa do inimigo, certamente entrará no funil de uma crise cujo desfecho é imprevisível. E olhe que o Coxa, no Couto Pereira, não é mole, não, meu.

Quanto ao Corinthians, que já começa a aceitar a ideia de que não chegará lá, pelo menos, poderá começar a armar definitivamente seu time para a Libertadores. Para tanto, Mano Menezes cogita de utilizar Edno na meia-esquerda desde o início do jogo contra o Furacão. Periga, na verdade, encetar uma reação fulminante neste mesmo Brasileirão, pois – a não ser que os fatos me contariem -, Edno é desses jogadores capazes de acrescentar muito mais do que o esperado. Brasil olímpico

BRASIL OLÍMPICO

Nesta sexta. sai o resultado da grande disputa pela sede das Olimpíadas de 2016.

O Rio está bem nas paradas da mídia internacional, pau a pau com Chicago.

E fico me lembrando de um filminho de tv, desses seriados policiais, em que a vítima é uma dama membro do comitê de seleção das Olimpíadas. E o mandante é um maligno lobista pela realização do evento no Rio.

Claro, pura ficção, como advertem os créditos iniciais da fita, afora o fato de que os americanos gostam de cunhar de corruptos todos os que não hasteiam na porta de casa a bandeira de tricolor e estrelada. Já que o mais forte concorrente parece ser Chicago, ventos dos Obama…

Mas, cá entre nós, meu chapa, cultivo há tempos uma dúvida atroz: se a corrupção é o ofício mais antigo ou não daquele outro que a história costuma timbrar.

De qualquer forma – e por isso mesmo -, se a Olimpíada cair no colo carioca, será, tirando todos os sombrios prognósticos (nosso bolso assaltado, caos no trânsito etc.), um passo adiante.

Afinal, o índice de desemprego no país é ainda tão grande que não podemos nos dar ao luxo de abrir mão de frentes das frentes de trabalho que se abrirão nessa eventual situação.

Quem sabe as autoridades não tenham um pingo de juízo e cumpram todas as metas necessárias para a realização das Olimpíadas, e o tal legado social fique para sempre à disposição da população carioca?

Quem sabe? Oremos, irmão, oremos…

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Outros esportes Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
27/08/2009 - 00:16

NOITE FELIZ

Foi uma noite luminosa: em dois jogos, dez gols, boa técnica, lances de categoria, e muita emoção nas alternâncias do placar.

Na Vila, o Santos disparou 2 a 0 logo de início, com direito a um belo gol de Kleber Pereira, mas o Inter chegou ao empate, e à virada, já no seundo, com três gols de Alecsandro, que se não tem o brilho de Nilmar, substitui o ídolo colorado com uma eficiência rara. Kléber Pereira empatou logo em seguida, e o jogo seguiu no fio da navalha até o fim.

Na Arena, o Barueri abriu o placar logo aos 20 segundos de bola rolando, deu as cartas durante todo o primeiro, para tomar a virada, com golaço de Elias, no segundo, mas conseguiu o empate mais adiante, justamente quando o Timão estava melhor.

Boa noite, meu.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
25/08/2009 - 15:54

RODADA COM AR NOSTÁLGICO

A bola volta a rolar faceira nesta noite de quarta, na Vila, com um certo ar nostálgico. Afinal, Santos e Inter recuperam o jogo perdido no primeiro turno. E ambos precisam vencer, claro, embora o Colorado, por jogar na casa do inimigo, possa até aceitar um empate como algo mais positivo do que negativo.

Sucede que o Inter conta com esses pontos atrasados para fustigar o líder Palmeiras, mantendo-se na disputa direta pelo título.

Já o Santos carece, sobretudo, de confirmação. Não pode mais perder pontos na Vila, se quiser sonhar ainda com o distante G-4.

Quanto ao Corinthians, joga fora, mas nos braços da Fiel, pois Barueri é logo ali.
O diabo é que Dentinho, o principal atacante corintiano, na ausência de Ronaldo Fenômeno, estará fora desse jogo.

Em contrapartida, a Fiel poderá ver em ação o paraguaio Balbuena, recém-contratado, no lugar que Jucilei ocupou provisoriamente ali na lateral-direita. Enfim, um Timão em reformulação; portanto, imprevisível.

Por seu turno, porém, o Barueri já sabemos: êta time cascudo!

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
06/08/2009 - 23:49

O EMPATE E AS GOLEADAS

Foi um jogo lancinante, em pelo menos três quartos de seu desenrolar, em que o Palmeiras teve um desempenho exemplar nos primeiros trinta minutos, quando marcou seu gol, com Cleiton Xavier, de cabeça, e o Grêmio virou do avesso nos minutos seguintes, ao empatar com Maxi López e obrigar Marcos a praticar duas defesas difíceis.

E, logo no início do segundo tempo, o Grêmio seguiu pressionando, a ponto de Wendell salvar um gol sobre a risca fatal. Em meio ao vaivém das trocas de jogadores e de esquema, pelos dois técnicos, Rever sofreu grave lesão na cabeça, e os gaúchos refluíram no final, quando o Verdão partiu para o sufoco, em vão.

Assim, o Palmeiras soma um ponto mais de distãncia em relação ao vice, Goiás, e ao terceiro, Atlético Mineiro, que folgou na tabela e tem um jogo a menos, mas deixou uma certa apreensão na torcida, que já vinha se acostumando com vitórias mais ou menos folgadas, embora um clássico contra o Grêmio é sempre dureza, lá ou cá.

GOLEADAS REDENTORAS

Demorou, mas o Flu tirou a barriga da miséria, ao golear o Sport por 5 a 1, no Maracanã, com um primeiro tempo singular de Roni, autor de um gol e de duas assistências para o menino Kieza. há tempos que a nação tricolor esperava isso, algo que a anime a acreditar que o Flu sáirá dessa incólume.

Assim como o Barueri, depois de bela campanha, vinha numa fase descendente, até meter 4 a 0, na Arena, no Vitória, que passou a patinar, após digna performance nas dez/doze primeiras rodadas do Brasileirão.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , ,
04/08/2009 - 17:34

RODADA DECISIVA, COMO TODAS

Évem, como dizem as baianinhas de saia de roda e penduricalhos de muito axé, mais uma rodada decisiva do Brasileirão. Isso mesmo: decisiva, pois, em campeonatos por pontos corridos, lá e cá, cada rodada é decisiva, cujos pontos disputados serão saudados ou lamentados lá na frente, na reta final.

E o Vitória de Carpegiani, por quem elas suspiram com graça e fervor, precisa se reabilitar diante do Barueri, quinta, na Arena, da derrota recente para o São Paulo, o que não parece nada improvável, desde que o adversário anda capengando, depois de bela campanha até três rodadas atrás.

Mesmo porque periga o Vitória ter mais torcida na Arena do que o Barueri, pelo simples fato de a Grande São Paulo ser a maior cidade nordestina do país, sobretudo de baianos natos e seus descendentes diretos.

Já o São Paulo, que venceu o Vitória na rodada passada, enfrenta uma pedreira maior até, ao receber o  Botafogo, que enceta uma reação na tabela nas mãos de Ney Franco. Não só pela força da camisa do Glorioso, mas pela arrancada recente que o despregou da zona de rebaixamento para o limiar da Sul-Americana.

Mas, o Tricolor começa a se ajeitar nas mãos de Ricardo Gomes, ainda que no velho esquema dos três zagueiros. Passou a marcar mais à frente, e está conseguindo fazer a bola circular com ciência no meio-de-campo, graças a pequenas, porém, fundamentais mudanças: o recuo de Hernanes à posição de volante, onde o rapaz se sente muito mais à vontade do que atuando como meia, e o visível crescimento do futebol de Dagoberto, herói das duas últimas vitórias tricolores, entre outras coisas.

O São Paulo, porém, apesar dos bons sinais, ainda não chegou ao formato ideal – talvez, nem chegue -, mas caminha nessa direção.

TIMÃO NOS AFLITOS

Ainda sem Ronaldo, mas com Edu no time, o Corinthians vai aos Aflitos enfrentar o Timbu lanterna, que na rodada anterior arrancou heróico empate do Flamengo, em pleno Maracanã. Aliás, nem tão pleno assim, onde a nota destoando foi protagonizada por Léo Moura, xingando a torcida.

A ausência de Ronaldo segue sendo uma lacuna impossível de ser preenchida, embora Souza, já no empate com o Avaí, tenha apresentado evolução significativa desde sua estréia no Corinthians.

E a presença de Edu implica num passe mais exato e em maior segurança para a defesa corintiana. Além de empurrar Elias mais à frente, onde o meia se dá tão bem como segundo volante. Acrescente aí a volta de Dentinho, e, tudo indica, teremos um Timão mais forte do que o do fim-de-semana. Com a cabeça fria, o Corinthians haverá de se moldar em novo time.

LÍDER IMPREVISÍVEL

Muricy, mal assumiu o comando do líder Palmeiras, e já imprimiu suas digitais no time. As digitais de um tricampeão brasileiro, o que vale ouro, sem dúvida. Mas, que descaracterizou o time até então em plena ascensão.

Se a justificativa de Muricy para impingir o esquema com três zagueiros contra o Sport, na pior exibição do time nas últimas sete/oito partidas anteriores, era porque o adversário usava o mesmo esquema, contra o Grêmio, nesta quinta, no Palestra Itália, isso cai por terra, já que o Tricolor gaúcho de Paulo Autuori mudou o braço da viola e joga com apenas dois zagueiros.

De qualquer forma, o Verdão tem todas as chances de acumular mais uma vitória, pois a recente goleada do Grêmio sobre o Cruzeiro, embora lídima, prejudica qualquer análise pelas expulsões de dois adversários.

Mas, se optar pelo sistema em que Muricy está aferrado, grandes são as possibilidades de o Grêmio, com seus Túlios, Adilsons, Tchecos e Souzas, dominar o meio de campo e ditar o ritmo do jogo.

Mais importante, porém, no caso, é celebrar os 36 anos de idade do goleiraço Marcos, na minha opinião, o maior da história gloriosa do Palmeiras, com todo o respeito a Oberdã, outro ícone, e a Leão, Valdir de Moraes, Primo e tantos que ali brilharam.

Idade de trinta e seis anos  para um goleiro do porte de Marcos é nada , quando sabemos que seus nobres parceiros de outras eras, no mundo todo, passaram dos quarenta jogando uma enormidade, como Carrizzo, Manga etc.

A propósito, pelo talento e pelo caráter de Marcos, se estiver nessa mesma forma às vésperas da Copa da África, teria um lugar na nossa Seleção, nem que seja para a reserva de Júlio César, que anda fechando o gol na Inter e na Seleção como poucos, diga-se.

TEMPO DO GOIÁS

O Goiás, em franca ascensão e celebrando a volta do filho pródigo, Fernandão, recebe no Serra Dourada um Flamengo machucado pelo empate com o Náutico no Maracanã, e cheio de dedos pela incompatibilidade entre Léo Moura, um dos seus principais jogadores, e a torcida, justamente no dia em que Andrade foi efetivado como treinador da equipe.

O Goiás, possivelmente, deverá ter de volta vários dos titulares que estiveram ausentes na heróica virada sobre o Santo André em São Caetano, o que aumenta em muito suas possibilidades.

O diabo é que o Goiás tem apresentado um resultado muito superior fora de casa do que no Serra Dourada: coisa de 78 por cento contra apenas 50.

É hora de virar esse jogo, se quiser seguir brigando pelo título.

RAPOSA, PEIXE, AVAÍ E FLU

O Peixe, por causa de seu jogo adiado com o Inter, teve um bom espaço para Luxemburgo prepará-lo com vistas ao jogo contra o Coritiba, no Couto Pereira, coisa rara nesse calendário opressivo do futebol brasileiro.

Luxa, que é errático e exaustivo nos seus discursos, sabe como nenhum outro armar seus times, treiná-los devidamente, motivá-los e tal e cousa e lousa e maripousa. Vale verificar se isso ainda funciona.

Quanto ao Coritiba, que, depois de uma arrancada prodigiosa para longe da zona do rebaixamento, refluiu, esse é um daqueles jogos em que não pode bobear. Confesso que não apostaria nem em um, nem em outro.

Já o Avaí, nessa virtuosa escalada desde a lanterna, jogando em casa, dificilmente deverá deixar escapar um belo resultado diante de um Santo André em crise. Basta evitar que Marcelinho Carioca tenha uma daquelas chances de cobrança de falta perto da área em que o veterano craque costuma transformar em pênalti.

E a Raposa, a que veio? Bem, o Cruzeiro ainda carrega nos nervos os eflúvios da frustrante perda da Copa Libertadores da América. Tem time para se reerguer, embora já nem almejando o título. E esse é o momento de readquirir o equilíbrio, jogando no Mineirão contra um Furacão que não passa de brisa leve neste campeonato.

Por fim, o Fluminense, em plena reformulação administrativa, com a saída do gerente Alexandre Faria, a provável volta de Branco (fala-se, também, em Parreira para uma função dessas) e a chegada de Valdir Espinosa como apoio a Renato Gaúcho, que já começa a ter sua cabeça a prêmio.

Tudo lá em cima. E, no campo? No campo, o Flu é um time frágil, que transita pela zona do rebaixamento há muito tempo, e que recebe o Sport, outro desesperado. É jogo de vida ou morte, já que disputado entre dois que brigam para sair do bloco dos desesperados.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , , , ,
28/06/2009 - 21:44

CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!

O clássico carioca não foi apenas oxo, como costumava dizer meu amigo Walter Abrahão na falecida TV Tupi de São Paulo. Foi, sobretudo, xoxo, ops, chocho. Havia o apelo da despedida de Thiago Neves do Flu e da presença do Imperador no Fla. Dupla frustração: Neves jogou muito abaixo do que é capaz e Adriano perdeu um gol na pequena área de fazer inveja àquele ex-rubronegro célebre.

Já o clásico paulista esteve alguns pontos acima no quesito vibração, mas sem nenhum brilho especial. Foi um jogo dividido em dois tempos. No primeiro, o Palmeiras teve o controle da bola e dos espaços, e fez seu gol… isso mesmo, com Obina aproveitando rebote de Douglas em tiro esperto de CCleiton Xavier. No segundo, o Santos voltou melhor, com Robson no lugar de Neymar, e chegou ao empate justamente com Robson, num melê na área verde.

OS GAÚCHOS

Destaque mesmo nessa roada, em termos individuais, foi Bolaños, que passou dentro da concha sua breve passagem pela Vila, autor dos três gols do Inter, na vitória sobre o Coritiba, o que abafou no nascedouro o grito da galera (”É Muricy”) e confirmou o Colorado na vice-liderança, posição excepcional com o time jogando a maioria das partidas com seus reservas.

Já o outro gaúcho – o Grêmio, também com seu time misto – levou de 3 a 1 do Sport na Ilha do Retiro. Mas, atenção: até a expulsão de Jonas, autor do gol gremista, o Tricolor gaúcho estava melhor na parada. A partir daí, o Leão mostrou suas garras, partiu pra cima e, já na prorrogação plantou os números finais no placar. E olhe que Elder Granja perdeu o gol do campeonato ao preferir cavar pênalti – passou por quatro, pelo goleiro e se atirou.

OLHE SÓ O BARUERI!

Isso mesmo: olhaí o Barueir, em quarto lugar na tabela. E vale dizer que não chegou ali impulsionado pelo vácuo, não. Chegou, metendo 4 a 2 no líder Galo.

Grande vantagem, dirá o baiano rubronegro: afinal o Vitória está em terceiro, e ninguém fala nada? É verdade: brilhante campanha do Vitória, sob o comando de Carpeggiani, que andava meio escondido nos últimos tempos.

Mas, calma, vamos esperar um pouco que a jornada é longa e pedregosa.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
27/06/2009 - 15:46

VAI SER DURO

Quer saber, meu amigo? Preferia que o nosso adversário na decisão da Copa das Confederações fosse Espanha ou Itália, menos esses EUA que aí estão.

Isso mesmo: um time com muito mais tradição do que os americanos, que jogasse o jogo, o que sempre nos dá a vantagem das individualidades mais refinadas e decisivas.

Esse time americano, porém, parece uma máquina desenvolvida em Detroit, destinada a não deixar o adversário jogar, mesmo porque carece de jogadores de alta qualidade. Tirando-se aí Dempsey e Donovan, descole o amigo um outro que tenha algo mais a oferecer.

Ah, mas passamos por ele, na fase de grupos, com facilidade, no placar e no jogo jogado: 3 a 0. É verdade, mas, agora, eles vêm ainda mais determinados, aplicados, envoltos na bandeira americana e inspirados nas palavras de Obama – aquele patriotismo único que fazem os americanos hastearem a bandeira nacional em cada casa dos subúrbios, de norte a sul do país.

Além do mais, parecem estar mais descansados do que os nossos, quase todos em fim de temporada, o que nos torna presa mais fácil à marcação cerrada e dobrada que certamente exercerão. Vide o jogo com a África do Sul, quando não conseguimos escapar ao pertinaz combate dos adversários. 

Sim, porque, nesses casos, para fazermos prevalecer nossas técnica e habilidade superioras, é preciso que a turma da frente, sobretudo, se movimente muito, mesmo sem a bola. Haja gás para isso.

Apesar de tudo, mesmo se for um jogo chato, cansativo, emprenhado, sou muito mais Brasil.

A QUEDA DE LUXA

Claro que a demissão de Luxemburgo, na madrugada de sábado, não se deveu apenas à suposta quebra de hierarquia nas palavras explodidas pelo técnico em entrevista em que a negociação de Keirrison com o Barça era o foco, embora o discurso de Luxa tivesse excedido ao tom natural nessas circunstâncias.

A verdade, desconfio e posso estar equivocado, é que o desgaste de Luxemburgo no Palmeiras já havia atingido um ponto de saturação.

Em primeiro lugar, porque os resultados obtidos, comparados ao volume do investimento no técnico e sua comissão de auxiliares, e mesmo ao currículo excepcional do treinador, vinha sendo muito inferior à expectativa.

Em segundo lugar, porque é insuportável para a cartolagem ouvir e ler todos os dias que Luxemburgo mandava prender e mandava soltar no Parque, a seu bel prazer. Por mais equilibrado e comedido que seja o dirigente, chega uma hora que isso fere muito mais do que qualquer coisa.

Mas, o diabo era se livrar de um vencedor nato como Luxemburgo numa hora dessas. Pois, deu-se a conjunção, quando Muricy levou um pé nos fundilhos do São Paulo.

Muricy passou a ser o objeto de desejo de vários grandes do Brasil, dentre eles o Internacional, em crise técnica, o Flamengo, com quem Cuca mantém um relacionamento atado a um fio muito tênue etc. A hora, então, era essa, antes de Muricy subir num barco do qual, todos sabem por sua biografia, que só desembarcará ao final do contrato, ou se for demitido, fato raro em sua carreira.

O problema é que Muricy passa a sensação de estar um tanto abalado ainda – menos pela demissão em si, e mais pelo fato de o São Paulo, nas suas mãos, neste primeiro semestre, não ter dado sinais claros de recuperação.

Aliás, saiu do Morumbi dizendo que queria mesmo era descansar por uns tempos, o que é muito compreensível, para quem vem numa balada de conquistas, desde o Sport, São Caetano, Inter e São Paulo.

Resta, pois, à direção do Palmeiras convencê-lo, acenando-lhe com algo que realmente o comova, a ponto de voltar imediatamente à ativa. Seria muito bom para ambos.

Quanto a Luxemburgo, se o Inter fizer aquele sinalzinho do dedo indicador voltado pra dentro, indo e vindo, também seria uma boa solução, imagino. Somaria um elenco de escol a um técnico de alta competência, coisa bem a gosto de Luxa.

Por fim, a saída de Keirrison para o Barça era inevitável, já que essa possibilidade estava tramada antes mesmo de o craque se transferir do Coritiba para o Palmeiras. Tanto, que constava do contrato de K-9 com o Verdão como uma cláusula específica.

Acho que é cedo para um salto desses. Mas, quem sabe?

ESTRÉIA DE RICARDO GOMES

Na estréia de Ricardo Gomes no lugar de Muricy, o São Paulo foi outro, diante do Náutico. Não apenas por ter vencido com o placar de 2 a 0, gols do zagueiro Rolt, de cabeça, em cobrança de falta de Hernanes, que marcou o segundo, também de falta, com desvio do zagueiro do Timbu.

É que, jogando com apenas dois zagueiros, e três volantes, o time ficou um pouco mais equilibrado, e, embora tenha sofrido contragolpes perigosos do Náutico, manteve melhor fluência na saída para o jogo e criou maior número de chances para abrir a contagem.

Melhorou ainda mais depois das entradas dos meias Jorge Wagner e Oscar, o que provocou a volta de Hernanes a seu lugar ideal – segundo volante.

Sim, levou duas bolas nas traves e meteu uma, mas, pelo menos, mudou o braço da viola.

SURPRESA

A grande surpresa desta rodada de sábado, sem dúvida, foi a derrota do líder Atlético Mineiro para o Barueri, na casa do inimigo: 4 a 2, quem diria?

E olhe que o Galo, depois de sofrer dois gols no início – um deles, em falha do goleiro Aranha, ao tentar devolver com os pés bola pressionada pelo atacante do Barueri -, chegou ao empate, com dois pênaltis convertidos por Diego Tardelli. Mas, a expulsão do beque Wesley e a determinação dos jogadores do Barueri acabaram por decretar a goleada no finalzinho da partida.

Assim, o Galo perdeu a invencibilidade, mas não perdeu a liderança.

Já a derrota do Corinthians para o Furacão, na Arena da Baixada, não chega a surpreender ninguém.

Afinal, Mano Menezes escalou todo o time reserva, além do banco, poupando seus principais jogadores para a decisão da Copa do Brasil diante do Inter.

Com magnífica cobrança de falta de Paulo Baier, o Atlético PR livrou-se da lanterna. Por enquanto. E o Timão segue ali rondando o G-4, o que não é mau negócio.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira, Treinadores Tags: , , , , , , , , ,
14/03/2009 - 19:29

VERDÃO, INGLESES E MENGO

Foi Luxemburgo largar mão dessa bobagem de três zagueiros, que, por sinal, não faz parte de seu repertório, e o Palmeiras recuperou de imediato aquele futebol leve, articulado, veloz e ofensivo do início da temporada.

Meteu 3 a 0 no Barueri, na Arena, e poderia ter alcançado uma goleada histórica, caso Keirrison, o artilheiro, tivesse convertido outras cinco chances claras para marcar.

Simples; se com dois zagueiros a coisa vai mal, pior ainda com três, pois sempre fica faltando um a mais no meio-campo, onde a imensa maioria das partidas se resolve. Melhor correr riscos com dois zagueiros frágeis do que com três, desde que seu meio-campo possa manter a bola por mais tempo longe da própria zaga e mais próximo da área inimiga. Elementar.

Com três zagueiros, a tendência natural é seu time chamar o adversário para seu campo de jogo, o que inibe os laterais (ou alas, como querem os macaquitos), transformando o 3-5-2, numa mera retranca de 5-3-2.

LIVERPOOL E ARSENAL

O Liverpool meteu 4 a 1 no Manchester United, num clássico em que tudo poderia acontecer, sobretudo porque os Reds estão em plena ascensão, animados pelo massacre sobre o Real Madrid, na liga dos Campeões.

Mas, embora o Liverpool fosse melhor no primeiro tempo, quando virou o placar para 2 a 1, esse foi um placar peculiar. Em primeiro lugar, porque o gol de empate do Liverpool nasceu de uma falha rara do becão Vidic, da qual bem se aproveitou o excelente Fernando Torres.

No segundo, outra mancada de Vidic, que cometeu falta, foi expulso e Fábio Aurélio, que está jogando muito, diga-se, converteu com categoria.

Mesmo com um a menos, os Diabos Vermelhos, no segundo tempo, apertaram e Tevez teve o gol à sua mercê. Não fez. E aí o Liverpool não perdoou.

Já o Arsenal, naquele toque-toque proverbial, desta vez conseguiu converter sua superioridade absoluta em gols: 4 a 1 sobre o Blackburn, em tarde excepcional de Arshavin, aquele russo que a turma caiu no pelo do técnico Wenger, mas que esta resolvendo. Nesta partida, fez dois e poderia ter dobrado seu placar.

E O MENGÃO?

Vai mal o Mengão desse jeito. Neste sábado não foi além de um empate por 1 a 1 com o Tigres, imagine!

Podia ter ganho, como podia ter perdido. Mas, o fato é que não se pode dissociar a crise financeira do clube com a crise técnica do time.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional Tags: , , , , , ,
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