05/11/2009 - 00:15
Se no primeiro tempo o 1 a 1, gols de Rafael e Dagoberto, mais ou menos refletiu o equilíbrio das duas equipes, no segundo, as circunstâncias levaram o São Paulo a celebrar o empate como um grande feito.
Afinal, quando o juiz apitou o encerramento da partida, o Tricolor estava com oito jogadores contra onze. E nem mesmo levou um daqueles sufocos tradicionais – bolas nas traves e tal e cousa e lousa e maripousa.
Assim, acabou sendo um placar até favorável ao Tricolor paulista, embora correndo o risco de perder a liderança para o Verdão, no fechamento da rodada, no fim-de- semana. Sobretudo, porque tudo isso serviu para forjar ainda mais a alma tricolor na disputa pelo título.
AMARELINHA QUE AMARELA
Os meninos da Argentina, alguns como Villalva e Araujo de primeira categoria, venciam, já no segundo tempo, por 2 a 0 a Colômbia, pelo Mundial de 17. Mas, a Colômbia, virou para 3 a 2, com merecimento e dando de lambuja um pênalti convertido e anulado pelo juiz, sob a alegação de que houve invasão.
Confesso que espiei bem o lance e não vi a tal da invasão, antes da cobrança do pênalti.
Aproveito, então, para mandar um recadinho ao meu chapa, grande repórter e âncora da Jovem Pan, Wanderley Nogueira, detrator contumaz dos nossos meninos em favor dos hermanos: pelo visto, a camisa amarela da Colômbia bastou para amarelar os nossos irmãos do sul, como tem acontecido há anos entre os marmanjos.
ALÁ, MEU BOM ALÁ!
O Barça, no seu toque-toque, não conseguiu varar a retranca absoluta do Rubin Kazan, pela Liga dos Campeões.
O técnico adversário montou um ferrolho com onze dentro da sua grande área, e, lá na frente, apenas Alá e Maomé, Seu Profeta, invocados sempre pelo rosário entrelaçados nos dedos. A coisa, com todo respeito, deve funcionar, pois o Barça, apesar do domínio absurdo de bola, coisa de 90 por cento, meteu uma bola no poste, com Ibrahimovic, e desperdiçou, por baixo, mais umas quatro oportunidades claras de abrir a contagem, que se fechou até o final.
Em contrapartida, o Arsenal, a versão inglesa do Barça sem o mesmo resultado, goleou o holandês AZ, em casa, numa exibição de gala de Fabregas, volante que vira meia e vira artilheiro assim como quem está tomando um copo d’água.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Argentina, Arsenal, Barcelona, Grêmio, Liga dos CAmpeões, Mundial Sub-17, São Paulo
21/10/2009 - 20:09
A grande surpresa na Liga dos Campeões, sem dúvida, foi a derrota do Barça para o Rubin, em pleno Camp Nou. Por 2 a 1. Mas reveja o jogo, meu amigo. E verá que o Barça teve mais de sententa por cento de domínio de bola, meteu duas bolas nas traves, com Ibrahimovic e Touré, criou uma pá de chances para golear o adversário e saiu de campo derrotado.
O Barça é assim: quando perde, se perde, perde jogando infinitamente mais do que seu inimigo. Claro, não teve a mesma sincronização de sempre, não tocou a bola ao seu estilo como de hábito. Mas, jogou mais e merecia melhor placar.
Assim como outra surpresa foi a virada espetacular do Milan, no Santiago Bernabéu, sobre o Real Madri, que saiu na frente numa lambança do nosso Dida, que Raul aproveitou ao seu feitio: Dida, já com a bola dominada de um chute à distância, tentou sair rapidamente, se embaralhou e Raul guardou.
Mas, no segundo tempo, de repente o Milan, que vinha de campanhas pífios, tanto no Campeonato Italiano quanto na Liga dos Campeões, teve uma epifania, uma revelação súbita, cobriu-se de luz e virou para 2 a 1, num disparo longo de Pirlo e numa arrancada revestida de discreta finta de Pato sobre o goleiro Casillas, que saiu mal do gol, e empatou.
Empatou e sofreu o empate em seguida, com um tiro certo de Drenthe. Mas, teve de completar a vitória por duas vezes: num cabeceio de Thiago Silva, absolutamente legal, que o juiz anulou, e no bate-pronto de Pato, em levantamento magistral de Seedorf, que o juiz legitimou. Ah, sim, antes, no primeiro tempo, houve pênalti em favor do Real.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Barcelona, Camp Nou, futebol, Ibrahimovic, Liga dos CAmpeões, Rubin, Touré
29/09/2009 - 19:29
Huuumm… Tem cheiro de arroz queimado nessa história do Morumbi e a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Agora, foi a vez do presidente da Fifa, em visita ao Brasil, reforçar o lobby contra o estádio do São Paulo, como possível centro de abertura da Copa.
A tese é a de que o Morumbi não está, neste momento, preparado para receber jogos de excelência do Mundial.
Pergunto: qual dos atuais estádios brasileiros, neste momento, está? Nenhum. Rigorosamente, nenhum. Mas, isso não passa de um flagrante, um retrato de agora, o que nada tem a ver com a prospeção do futuro.
Mesmo porque, certamente, nenhum dos estádios candidatos, estará em 2014 como estão agora, óbvio.
Caso contrário, a Copa terá de ser transferido para outro país, claro.
O mais intrigante é que, das declarações de Sepp Blatter, flutuou uma peninha: diz ele que soube pelo prefeito de São Paulo que outro estádio será erguido pelo poder público na Capital, talvez uma profunda reforma do Pacaembu.
Bem, o Pacaembu está tombado pelo Patrimônio Histórico, o que implicará numa batalha extra para submetê-lo a qualquer reforma. Além do mais, é inaceitável que o poder público gaste um tostão sequer do nosso bolso para construir ou reformar estádios, desde que haja uma alternativa como o Morumbi, pertencente á iniciativa privada.
Todo e qualquer tostão a ser gasto pelo Município, Governo Estadual e União, deverá ser em benefício da população, obras de infra-estrutura, como metrô, avenidas, aeroportos, transporte coletivo etc.
Tem coisa aí, simpatia.
MASSACRES NA LIGA
Vi em tela dividida dois jogos da Liga dos Campeões Europeus. Pois, fora dois massacres técnicos e táticos, com resultados modestos pelo volume de ações ofensivas criadas tanto pelo Barça quanto pelo Barcelona: 2 a 0.
No Nou Camp, o Barça acuou o Dínamo de Kiev por quatro quintos da partida, e só não aplicou uma goleada histórica porque o goleiro ucraniano pegou tudo e mais alguma coisa, fora os gols desperdiçados.
Messi e Xavi deram as cartas.
Em Londres, o Arsenal, idem com batatas, contra o Olympiacos: plantou-se o tempo todo no campo adversário, meteu uma bola no travessão e fez o nome de Nikpolidis, o arqueiro grego, em tarde de Fabregas.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Mundo, Futebol internacional
Tags: Arsenal, Barcelona, Copa do Mundo, Fifa, Liga dos CAmpeões, MOrumbi
23/09/2009 - 14:52
Ah, Barça, colírio para estes olhos tão embaçados pela poluição de gestos toscos e primários que sufocam o futebol por quase todos os campos desse mundão afora.
Que belo espetáculo esse proporcionado pelos catalães ao meterm 4 a 1 no Racing, em Santander, depois da goleada imposta no domingo sobre o Atlético de Madri. Por 5 a 2, no fim de semana. Não apenas pela profusão de gols, que isso conta muito mas não é tudo. E, sim, pelo brilho individual com que seus craques revestem o conjunto sincronizado e objetivo, sempre em busca do ataque.
Os dribles inesperados de Messi, autor de dois gols, que sempre culminam em disparos à meta ou em medidas assistências, os passes magistrais e consecutivos de Xavi, aquele toque de calcanhar mágico de Ibrahimovic para o gol do zagueiro Piqué, são tantas, enfim, as firulas e volteios com que esse timaço nos brinda… Prova vivíssima, atual, de que, si, se puede. Pode-se, sim senhor, fazer-se o resultado com classe e inventiva.
Ah, mas o Barça é um clube riquíssimo, capaz de contratar a estrela que quiser, ao contrário dos nossos clubes, meros exportadores de craques. Pode, mas não costuma fazê-lo. Ao contrário: prefere produzir em casa seus craques, como o argentino Messi, que foi levado pra lá aos doze anos de idade, Puyol, Busquets, Bojan etc. E, quando vai á compra, leva uns trocados no bolso, com esta ou aquela exceção.
Mas, seja quem for o recém-chegado, terá de exibir o perfil técnico de um esquema imutável (mais do que isso: o espírito), aquele que privilegia o futebol gracioso e eficiente de sempre.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Barcelona, Ibrahimovic, Messi
27/05/2009 - 18:44

Não foi um jogo espetacular, entre os dois melhores times do mundo na disputa da Liga dos Campeões da Europa, mas foi um jogo tenso e histórico, vencido pelo Barcelona por 2 a 0, com folga.
Espetaculares foram, sem dúvida, a abertura e a entrega dos troféus e medalhas, um show de bom gosto e nobreza, que deveria ser imitado por aqui, nas decisões de Copas do Brasil e Libertadores, pautadas, em geral, por aquela zorra absoluta.
Mas, bola rolando, maior interesse, o Manchester United começou mais agudo, deu três investidas perigosas, mas logo se submeteu ao toque de bola hipnótico do meio-de-campo do Barça, comandado por essa dupla excepcional de volantes-meias, Xavi e Iniesta.
E, logo aos 10 minutos, Iniesta meteu bola açucarada na direita para Eto’o, que invadiu e bateu no canto esquerdo de Van der Saar: 1 a 0.
Os Diabos Vermelhos, armados de forma estranha, com Giggs na armação e Rooney na ponta-direita e Cristiano Ronaldo no meio, sentiu o gol e não conseguiu reagir à altura, o que acentuou o domínio do Barça.
E, logo no início do segundo tempo, Xavi mete uma falta no poste, marcando território, mais espiritual que territorial.
De nada, pois, valeram as entradas de Tevez e de Berbatov, já que, aos 25 minutos, quando o Manchester dava alguns sinais de recuperação, Xavi levanta para Messi, de cabeça, completar o placar final: 2 a 0.
Assim, o Barça obtém sua tripla coroa, arrancando-a das mãos do Manchester, que também lutava por essa glória inexcedível.
Mas, o fato é que ambos dividem entre si campanhas sensacionais no futebol europeu, e qualquer um poderia ter chegado lá, por méritos técnicos e grandeza histórica.
Foi um desses raros jogos que se assite com um sorriso nos lábios e um champagne de safra rara gelando ao lado do caviar. Vença quem vencer, tudo é lucro. Para o futebol.
VERDÃO, AQUI E AGORA
É aqui e hoje que o Palmeiras deverá fazer o placar diante do Nacional de Montevidéu, pela Libertadores de América. Pois, no jogo de volta, a chapa esquenta, já que esse é o melhor Nacional dos últimos tempos – aguerrido e traiçoeiro.
Para tanto, Luxemburgo tem, definitivamente, de abrir mão dessa bobagem de três zagueiros, que, entre outras coisas, não é a sua. Mesmo porque, com essa formação teoricamente mais defensiva Marcos tem sido o salvador da pátria.
Quer dizer: se o goleiro é o melhor em campo, a defesa não cumpriu integralmente sua parte.
A VOLTA DE JUNINHO
Juninho Pernambucano, depois de conduzir o Lyon por sete vezes seguidas ao título francês, rescindiu seu contrato e promete não jogar mais na Europa. São Paulo, Vasco e Sport, além do futebol árabe, estãoo na sua cola.
Se falar o bolso, os árabes levam. Se falar o coração, Sport e Vasco saem na frente. Se falar o juízo, o São Paulo, que tanto carece de um jogador de seu estilo, estará muito bem servido.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Barcelona, final, Liga dos CAmpeões, Manchester United, Messi, Uefa
16/05/2009 - 16:24
Pena que estas primeiras rodadas do Brasileirão sejam prejudicadas pela disputa concomitante das fases decisivas da Copa do Brasil e da Libertadores. Sim, porque os principais candidatos ao título estão envolvidos numa ou noutra, o que os força a jogar com seus times mistos ou mesmo reservas na disputa nacional.
Por exemplo, esse Inter e Palmeiras de amanhã. Se jogassem completos, seria um jogaço, por certo, o clássico da rodada. mas, nesse jogo de esconde-esconde em que os treinadores transformaram as vésperas dos jogos, ninguém sabe que Inter entrará em campo, muito menos que Verdão será escalado por Luxemburgo.
Nesse cenário fica muito difícil arriscar qualquer previsão, a não ser aquela óbvia: o Inter leva a vantagem de jogar no Beira-Rio, diante de sua torcida Outra: tudo indica que o Inter tem um elenco mais qualificado do que o do Palmeiras, o que deve, em princípio, amenizar as ausências mais nobres, tipo Nilmar, Taison e D’Alessandro.
Já o Palmeiras, se poupar seu trio equivalente de ataque – Diego Souza, Cleiton Xavier e K-9 -, encontrará mais dificuldade nas substituições. De qualquer forma, segue sendo o jogo mais expectante da rodada.
Outro que desperta expectativas, mas por outras razões, é São Paulo e Atlético PR. Nem tanto pelo eventual espetáculo, já que ambos praticam, de hábito, um jogo altamente competitivo, e só.
A questão é saber se o Tricolor soube ou não aproveitar mais este largo período de folga para aprumar sua equipe, embora se saiba que, nos treinamentos, o time perdeu para a enfermaria alguns de seus valiosos titulares.
Já Botafogo e Corinthians recai naquele item inicial: o Corinthians, provavelmente, jogará muito desfalcado, a exemplo do Fluminense, que irá a Barueri. Logo, é a grande chance de o Botafogo ganhar pontinhos essenciais em casa.
O mesmo vale para o Cruzeiro, que oferece ao Náutico, nos Aflitos, a oportunidade de ganhar aquela vantagem que contará muito na hora da definição dos lanternas do campeonato, lá na frente, se assim for.
O Santos, porém, recebe o Goiás na Vila sem restrições de nenhuma ordem. É, pois, a hora de se firmar de vez na competição, pois o Goiás está longe daqueles times que nos encantaram em passado recente.
Por fim, o clássico do Nordeste: Vitória e Sport, ambos feridos pelos recentes insucessos. O Vitória, pela goleada sofrida diante do Vasco pela Copa do Brasil; o Leão Encantado, lambendo ainda a ferida mortal da desclassificação na Libertadores. Vai ser fogo!

DIABOS, SEGUNDA COROA
Não, não foi aquele time mortífero das últimas temporadas, pois, após um início promissor, o Manchester United caiu na retranca diante de um Arsenal que toca-toca-toca, mas não agride. Era o que antigamente se chamava de tico-tico, o passarinho ciscando no terreiro sem um rumo final.
Sucede que o empate lhe daria a segunda coroa do reino. E, assim, com o zero a zero final, os Diabos Vermelhos levantaram seu segundo título expressivo deste ano (antes, levantara a taça da Liga dos Campeões), antes da hora, o que lhe dará tempo para se armar com vistas à decisão da Liga dos Campeões da Europa, contra o Barça, também, atrás da tríplice coroa, já que poderá se sagrar campeão espanhol amanhã, depois de ter levado a Copa do Rei.
É o tricampeonato nacional do Manchester United, o décimo oitavo, que o deixa na liderança de títulos ingleses, ao lado do Liverpool, e a trigésima primeira conquista de expressão de Sir Alex Ferguson, que desde 86 dirige a equipe.
E que técnico, esse! Aos 67 anos, segue sólido no comando do Manchester, e, sobretudo, lúcido, mais lúcido do que a maioria dos jovens treinadores que o perseguem. Lúcido porque vê o futebol com a clareza de quem já viu quase tudo na vida. E sabe que, no fim, as coisas, no campo e fora dela, são muito simples em toda a sua complexidade.
INTER, TETRA
Quem não vai gostar deste meu comentário é o consideradíssimo Gian Oddi, que percorre a Bota do cano ao salto, cheio de expectativas. Expectativas que não se realizam em campo, num período em que o futebol italiano experimenta seus piores momentos nos últimos tempos, apesar de ostentar o título de campeão do mundo pela Azzurra.
Mas, veja o amigo um exemplo rasteiro: Cannavaro, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo, ícone daquela seleção de futebol opaco mas vitoriosa, está implorando para trocar o Real, onde jamais repetiu sua bola mais redonda, pela Juve, seu ex-time. E a Juve, huummm…, espia de esguelha.
Voltando à vaca fria: o Milan, neste sábado, entregou de bandeja o título nacional ao seu maior rival, com antecedência, ao perder pifiamente para o Udinese, em Udine, por 2 a 0. E perdeu sem jogar um tostão de bola, como se prevendo o imenso desmanche que se prenuncia.
O técnico Ancellotti está de malas prontas em direção ao Chelsea. Schevchenko, Ronaldinho Gaúcho, Sendero e aquela zaga geriátrica do Milan devem ser defenestrado no final da temporada, se é que o Duce Berlusconi pretende cumprir melhor performance na próxima temporada.
O fato é que o futebol italiano, último bastião do chamado futebol de resultados nos grandes centros futebolísticos da Europa, precisa mudar rapidamente o braço da viola. Sair desse inhenhém defensivo que o tem caracterizado nas duas últimas décadas, em busca de um jogo mais arejado, divertido, ofensivo, para recuperar o prestígio e a audiência perdida desde muito.
Aliás, essa foi a proposta de Mourinho ao trocar o Chelsea pela Inter. Em, entrevista ao Sportv, meses atrás, disse que ia para Milão a fim de mudar a cara do futebol italiano. Não será fácil, mas vale a pena tentar.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Atlético-PR, Barcelona, Botafogo, Campeonato Brasileiro, Campeonato Espanhol, Campeonato Inglês, Corinthians, Cruzeiro, Goiás, Internacional, Manchester United, Náutico, Palmeiras, Santos, São Paulo
14/05/2009 - 00:28
No primeiro tempo, o Corinthians poderia ter definido sua classificação para a próxima fase da Copa do Brasil: o Fluminense foi acuado em seu campo, Dentinho, logo aos 10 minutos, abriu o placar, meteu outra bola no poste, e Ronaldo perdeu duas chances de ouro, daquelas que habitualmente converte tranquilamente.
Mas, no segundo, o Flu equilibrou o jogo e ainda armou duas ou três boas oportunidades para empatar.
No Maracanã, a coisa vai pegar fogo.
NO MARACANÃ…
Falando em Maracanã, o Inter arrancou um empate sem gols com o Flamengo que vale muito no jogo dos números, claro. Mas, no jogo jogado, o Inter, confesso, me frustrou. Esperava mais desse time que sugere uma temporada singular.
O Falamengo teve o domínio da bola e dos espaços durante três quartos da partida, no mínimo, meteu duas bolas nos postes de Lauro e só não avançou no placar por causa de sua proverbial deficiência na zona de finalização.
O Inter só ergueu a crista depois da entrada de Andrezinho no lugar de D’Alessandro, em noite opaca, quando chegou a produzir o lance mais emocionante do jogo: um tiro de Andrezinho que se chocou na trave, e, no rebote, duas defesas de reflexos afiados e elástica ação de Bruno, com as mãos e com o pé direito.
GRÊMIO, COMO SE ESPERAVA
No Olímpico, o Grêmio se desvencilhou do San Martin com facilidade – 2 a 0, gols de Jonas e Herrera – e já partiu para as quartas de finais da Libertadores.
Ao fim da partida, a diretoria do Grêmio confirmou a contratação de Paulo Autuori, que deve chegar segunda-feira. Sem dúvida, um treinador de elite, duas vezes campeão da Libertadores, com Cruzeiro e São Paulo. Mas, precisará de um tempo para se atualizar com o futebol brasileiro, em especial, do Grêmio.
REI BARÇA
É sabido que a Casa Real de Espanha, no futebol, veste-se de merengue. E lá estavam o Rei e a Rainha nas tribunas tendo de sorrir ao entregar a Taça do Rei ao Barcelona, de antigas rixas, a primeira jóia da tríplice coroa que os catalães buscam nesta temporada.
O jogo foi em Valência, contra o Bilbao, e o resultado, o esperado: 4 a 1, de virada, apesar dos nobres desfalques de Henry, Iniesta e Abidal, sem falar no goleiro, que ficou no banco.
Por isso, o Barça demorou um pouco para acertar aquele toque de bola envolvente que lhe é proverbial. Mas, quando engrenou, liquidou o Bilbao e levou a taça.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Brasil, Futebol internacional
Tags: Barcelona, Copa do Rei, Corinthians, Flamengo, Fluminense, Internacional
10/05/2009 - 20:34
No sábado, o Palmeiras foi um dos principais candidatos ao título brasileiro a estrear com vitória, ao bater o Coritiba, no Palestra Itália, por 2 a 1, de virada. Virada, aliás, que veio a partir da entrada, no segundo tempo, de seu trio de ouro: Keirrison, Diego Souza e Cleiton Xavier. Até ali, o Coritiba vencia por 1 a 0, gol de Marcelinho Paraíba, e resistia bem ao assédio um tanto descomposto do adversário.
Mas, depois dessas modificações, o Verdão tomou conta do jogo, e chegou lá, com gols de Willians, que, ao celebrar excessivamente seu feito machucou-se e é dúvida para o próximo jogo, e de Keirrison, em bela trama iniciada por Cleiton Xavier, passando por Jefferson.
A propósito, é de uma crueldade, para não dizer estupidez, imensurável o que andam fazendo com o menino Keirrison, artilheiro do time na temporada, jogador de qualidades raras num centroavante de ofício, só porque o rapaz ficou alguns jogos sem marcar gols. Coincidentemente, jogos decisivos do Paulistão.
Estigmatizar um jogador de carreira tão curta e tão jovem é, no mínimo, uma estultícia, e, no máximo, sacanagem.
O fato é que o Palmeiras já deu seu primeiro passo certo no Brasileirão, mesmo com formação incerta de sua equipe.
INTER CONFIRMA
Como se esperava o Inter, um dos mais favoritos ao títulos de véspera, confirmou sua força ao bater o Corinthians, no Pacaembu.
É verdade que o Timão entrou em campo com um time recheado de reservas, e, mesmo assim comportou-se dignamente, sobretudo no segundo tempo, quando dominou a bola e os espaços e poderia até empatar, o que revela possuir elenco suficiente para encarar os dois fronts de batalha – o Brasileirão e a Copa do Brasil.
Valeu, porém, a alta técnica e a habilidade imensa de Nilmar, que, logo no início da partida, passou por cinco adversários antes de perpetrar o golaço da vitória colorada.
TRICOLORES, 1 A 0
Venceu o Tricolor carioca, com um gol, logo de cara, de Maurício – disparo bem colocado no ângulo esquerdo de Bosco de fora da área.
Mas, foi praticamente só isso, ao longo de toda a partida, em que o São Paulo surpreendeu pela falta de competitividade, sua principal, senão única, qualidade recente.
Sim, porque depois de dez, quinze dias, apenas treinando e descansando, desde a sua eliminação nas semifinais do Paulistão e do último confronto na Libertadores, era de se esperar um Tricolor paulista nos trinques.
Ao contrário, jogou como se estivesse exausto por duras e seguidas refregas.
Na verdade, ambos têm de melhorar muito para chegar onde pretendem.
QUEM TEM RAMIRES…
No Mineirão, dizem, o jogo estava renhido, embora o Cruzeiro vencesse o Fla por 1 a 0, quando Ramires escapou pela esquerda, cortou um e bateu rasteiro no canto. E assim a Raposa, uma das mais cotadas do torneio, estréia vencendo outro favorito. O que não parece nada agora vai refletir – e muito – lá na frente.
Por fim, o Santos foi ao Olímpico e arrancou um empatezinho maneiro do Grêmio, outro em alta cotação no mercado da bola, com gol de falta de Molina, depois do de abertura de Rever.
Mesmo porque o Grêmio foi melhor quase o tempo todo.
AH, BARÇA…
Ah, Barça… Estava com as duas mãos na taça espanhola, com 3 a 1 sobre o Villareal, fora o baile. Basta dizer que, só no primeiro tempo, já havia desperdiçado cinco chances de ouro para ampliar o placar. Sem falar no pênalti em Daniel Alves que o juiz não deu e no gol de Xavi injustamente anulado.
Pois, não é que, em duas lambanças da defesa do Barça, o Villareal chega ao empate, no finalzinho? Castigo imerecido.
DIABOS, QUASE LÁ
Na Inglaterra, onde rola a bola mais redondinha do mundo na atualidade, o Manchester United meteu 2 a 0 no City com direito a duas bolas extras nas traves projetadas por Tevez, autor de um dos dois gols (o outro, de Cristiano Ronaldo, de falta).
O mesmo Cristiano Ronaldo que produziu a nota dissonante da partida, ao sair de campo, substituído por Schoel, chutando o pau da barraca. Nem mesmo o desejo de consolidar sua posição de artilheiro do campeonato justificaria tal atitude intempestiva, neste momento tão delicado da equipe, às vésperas de levantar dois títulos vitais – o da Liga da Inglaterra e o da Liga dos Campeões da Europa.
Por fim, no clássico entre Arsenal e Chelsea, uma inesperada goleada dos azuis por 4 a 1. Inesperada porque o Arsenal, naquele seu toque-toque proverbial, era dono do campo até que o nosso becão Alex, de cabeça, abrisse o placar. Depois, só deu Chelsea. E a goleada foi apenas uma natural decorrência essa superioridade.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Arsenal, Barcelona, Chelsea, Corinthians, Fluminense, Grêmio, INTER, Manchester City, Manchester United, Nilmar, Santos, São Paulo, Villarreal
06/05/2009 - 18:33
No outro jogo da semifinal, o Chelsea, mesmo em casa, plantou-se lá atrás e de lá nunca saiu, mesmo porque, logo aos 9 minutos, Essien, em belo disparo de fora da área, abriu o placar.
Mas, o Barça, apesar de desfalcado de Puyol e Henry, o que obrigou Guardiola a improvisar, impôs seu toque de bola, dominou o jogo de cabo a rabo, e chegou ao empate fatal já nos descontos, com tiro certeiro de Iniesta, da entrada da área.
Assim, teremos os dois melhores times do mundo em confronto nas finais da Liga dos Campeões. Qual o melhor? Confesso que não sei. Só sei que são dois times que apostam na técnica, na habilidade e no jogo ofensivo, verdadeira redenção do futebol como um todo, lá e cá.
Mas, se quisermos fazer um cotejo entre jogador por jogador de Manchester e Barcelona, chegaremos a este cominado: Van der Saar; Dani Alves, Ferdinand, Vidici e Evra; Xavi, Iniesta e Wayne Rooney; Messi, Eto’o e Cristiano Ronaldo. Por esse placar: 6 a 5 para os Diabos Vermelhos. Com a bola rolando, porém, a história é outra.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Barcelona, Chelsea, Essien, Iniesta, Liga dos CAmpeões
02/05/2009 - 17:55
Bem, este é o domingo tenso, aquele em que se decidem alguns dos principais estaduais brasileiros.
No Pacaembu, o Corinthians recebe o Santos com a vantagem de três gols, o maior entrosamento de sua equipe e… Ronaldo. Não é pouco, se a isso tudo acrescentarmos a Fiel flamante, disposta a celebrar um título paulista invicto.
Mas, o Timão não terá Chicão, seu melhor beque e artilheiro da equipe. E o Santos poderá contar com Rodrigo Souto, se não o melhor volante do campeonato, um deles.
Jogador por jogador, a superioridade corintiana nem é tanta quanto sugere as campanhas de ambos no torneio. Talvez, ganhe mais nas opções. Mas, está mais ajustado, pelo tempo, e isso sempre conta.
Contudo, o Santos é bem capaz de surpreender. Não sei se o suficiente para virar o jogo do campeonato, mas o suficiente para ganhar essa partida.
NO RIO
Tirei o domingo para descansar/ Mas, não descansei, que louco fui eu/ Regressei do futebol/ Todo queimado de sol/ o Flamengo perdeu pro Botafogo/ Meu patrão é vascaíno e de mIm vai gozar (…)/ Zizinho passa a Pirilo, Pirilo serve a Nandinho, que preparou pra chutar…/ Aí, o juiz apitou tempo regulamentar/ Que azar!
Esses versos são de um samba antológico, o rubro-negro Wilson Batista, gênio da raça, uma das raras gravações de Vassourinha, que morreu aos 21 anos de idade no início dos anos 40, e que forma com Luís Barbosa, Cyro Monteiro, Dilermando Pinheiro e Roberto Silva (Moreira da Silva é outro departamento) o quarteto de ases do chamado samba liso ou sincopado, gênero extinto pela falta de bossa de seus eventuais sucessores.
Mas, nem de longe significam uma profecia para o que vai acontecer neste domingo no Maracanã. Afinal, o Flamengo segue sendo um time tão forte como o Botafogo, embora este tenha cumprido melhor campanha ao longo das duas taças cariocas.
Sucede que o Bota acaba de perder dois de seus jogadores essenciais de frente: Maicosuel e Reinaldo. É muito. Mas, como o Fla sofre de esterilidade crônica em seu ataque, tudo é possível. Quem sabe, um bocejante zero a zero, que levará a decisão aos pênaltis, no fim.
EM MINAS
Em Minas, a vantagem do Cruzeiro é avassaladora. Não apenas pelos 5 a 0 no primeiro jogo da decisão, mas, sobretudo, porque esse placar refletiu a superioridade da Raposa sobre o Galo.
Clássico é clássico. E esse é um dos históricos do futebol brasileiro. Portanto, o Galo, apesar de tudo, pode se superar. Mas, duvido que o suficiente para tirar essa vantagem.
QUE É ISSO, BARÇA!
Até que no início um dos maiores clássicos do planeta foi uma vertigem, lá e cá. Duas chances claras pra cada lado, até que o Real ousou abrir a contagem com Higuain, de cabeça, em cruzamento de Sérgio Ramos – que, no segundo tempo, marcaria o seu -, em troca de passe com Robben, o único a se salvar no Real, além do goleiro Casillas.
Foi o estopim para o Barça detonar o seu toque de bola hipnótico, e botar o Real na roda: em seis minutos, já havia virado a partida para 2 a 1, com Henry e Puyol.
A partir daí, foi um show de Messi sobre uma defesa merengue que se liquefazia a cada ataque catalão. E, depois uma série de gols perdidos, Messi ampliou para 3 a 1, prenúncio da goleada histórica por 6 a 2, em pleno Santiago Bernabéu, campo do Real, com mais dois de Henry, outro de Messi e a pá de cal com o zagueiro Piqué.
Foi um baile silencioso como se os craques do Barça estivessem praticando a Sardana, aquela dança arcana que os catalães repete religiosamente todas as manhãs de domingo diante da Catedral Gótica de Barcelona, um ritual tão antigo quanto a origem de sua refinada civilização.
NA VELHA ALBIÓN
E, lá, na Velha Albión, Manchester e Arsenal livraram-se facilmente de seus respectivos adversários – Middelsbrough e Portsmouth: 2 a 0 e 3 a 0. Ambos, por sinal, muito desfalcados. O Manchester, poupando boa parte do time que enfrentará o Arsenal, pela Liga dos Campeões da Europa. O Arsenal, porque tem uma legião de contundidos.
Assim, os Diabos Vermelhos seguem firmes em direção à Liga da Inglaterra, um dos seus tantos objetivos na temporada.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Futebol internacional
Tags: Arsenal, Atlético-MG, Barcelona, Botafogo, Chicão, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Manchester United, Paulistão, Real Madrid, Santos
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