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Posts com a Tag Avaí

terça-feira, 4 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 17:34

RODADA DECISIVA, COMO TODAS

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Évem, como dizem as baianinhas de saia de roda e penduricalhos de muito axé, mais uma rodada decisiva do Brasileirão. Isso mesmo: decisiva, pois, em campeonatos por pontos corridos, lá e cá, cada rodada é decisiva, cujos pontos disputados serão saudados ou lamentados lá na frente, na reta final.

E o Vitória de Carpegiani, por quem elas suspiram com graça e fervor, precisa se reabilitar diante do Barueri, quinta, na Arena, da derrota recente para o São Paulo, o que não parece nada improvável, desde que o adversário anda capengando, depois de bela campanha até três rodadas atrás.

Mesmo porque periga o Vitória ter mais torcida na Arena do que o Barueri, pelo simples fato de a Grande São Paulo ser a maior cidade nordestina do país, sobretudo de baianos natos e seus descendentes diretos.

Já o São Paulo, que venceu o Vitória na rodada passada, enfrenta uma pedreira maior até, ao receber o  Botafogo, que enceta uma reação na tabela nas mãos de Ney Franco. Não só pela força da camisa do Glorioso, mas pela arrancada recente que o despregou da zona de rebaixamento para o limiar da Sul-Americana.

Mas, o Tricolor começa a se ajeitar nas mãos de Ricardo Gomes, ainda que no velho esquema dos três zagueiros. Passou a marcar mais à frente, e está conseguindo fazer a bola circular com ciência no meio-de-campo, graças a pequenas, porém, fundamentais mudanças: o recuo de Hernanes à posição de volante, onde o rapaz se sente muito mais à vontade do que atuando como meia, e o visível crescimento do futebol de Dagoberto, herói das duas últimas vitórias tricolores, entre outras coisas.

O São Paulo, porém, apesar dos bons sinais, ainda não chegou ao formato ideal – talvez, nem chegue -, mas caminha nessa direção.

TIMÃO NOS AFLITOS

Ainda sem Ronaldo, mas com Edu no time, o Corinthians vai aos Aflitos enfrentar o Timbu lanterna, que na rodada anterior arrancou heróico empate do Flamengo, em pleno Maracanã. Aliás, nem tão pleno assim, onde a nota destoando foi protagonizada por Léo Moura, xingando a torcida.

A ausência de Ronaldo segue sendo uma lacuna impossível de ser preenchida, embora Souza, já no empate com o Avaí, tenha apresentado evolução significativa desde sua estréia no Corinthians.

E a presença de Edu implica num passe mais exato e em maior segurança para a defesa corintiana. Além de empurrar Elias mais à frente, onde o meia se dá tão bem como segundo volante. Acrescente aí a volta de Dentinho, e, tudo indica, teremos um Timão mais forte do que o do fim-de-semana. Com a cabeça fria, o Corinthians haverá de se moldar em novo time.

LÍDER IMPREVISÍVEL

Muricy, mal assumiu o comando do líder Palmeiras, e já imprimiu suas digitais no time. As digitais de um tricampeão brasileiro, o que vale ouro, sem dúvida. Mas, que descaracterizou o time até então em plena ascensão.

Se a justificativa de Muricy para impingir o esquema com três zagueiros contra o Sport, na pior exibição do time nas últimas sete/oito partidas anteriores, era porque o adversário usava o mesmo esquema, contra o Grêmio, nesta quinta, no Palestra Itália, isso cai por terra, já que o Tricolor gaúcho de Paulo Autuori mudou o braço da viola e joga com apenas dois zagueiros.

De qualquer forma, o Verdão tem todas as chances de acumular mais uma vitória, pois a recente goleada do Grêmio sobre o Cruzeiro, embora lídima, prejudica qualquer análise pelas expulsões de dois adversários.

Mas, se optar pelo sistema em que Muricy está aferrado, grandes são as possibilidades de o Grêmio, com seus Túlios, Adilsons, Tchecos e Souzas, dominar o meio de campo e ditar o ritmo do jogo.

Mais importante, porém, no caso, é celebrar os 36 anos de idade do goleiraço Marcos, na minha opinião, o maior da história gloriosa do Palmeiras, com todo o respeito a Oberdã, outro ícone, e a Leão, Valdir de Moraes, Primo e tantos que ali brilharam.

Idade de trinta e seis anos  para um goleiro do porte de Marcos é nada , quando sabemos que seus nobres parceiros de outras eras, no mundo todo, passaram dos quarenta jogando uma enormidade, como Carrizzo, Manga etc.

A propósito, pelo talento e pelo caráter de Marcos, se estiver nessa mesma forma às vésperas da Copa da África, teria um lugar na nossa Seleção, nem que seja para a reserva de Júlio César, que anda fechando o gol na Inter e na Seleção como poucos, diga-se.

TEMPO DO GOIÁS

O Goiás, em franca ascensão e celebrando a volta do filho pródigo, Fernandão, recebe no Serra Dourada um Flamengo machucado pelo empate com o Náutico no Maracanã, e cheio de dedos pela incompatibilidade entre Léo Moura, um dos seus principais jogadores, e a torcida, justamente no dia em que Andrade foi efetivado como treinador da equipe.

O Goiás, possivelmente, deverá ter de volta vários dos titulares que estiveram ausentes na heróica virada sobre o Santo André em São Caetano, o que aumenta em muito suas possibilidades.

O diabo é que o Goiás tem apresentado um resultado muito superior fora de casa do que no Serra Dourada: coisa de 78 por cento contra apenas 50.

É hora de virar esse jogo, se quiser seguir brigando pelo título.

RAPOSA, PEIXE, AVAÍ E FLU

O Peixe, por causa de seu jogo adiado com o Inter, teve um bom espaço para Luxemburgo prepará-lo com vistas ao jogo contra o Coritiba, no Couto Pereira, coisa rara nesse calendário opressivo do futebol brasileiro.

Luxa, que é errático e exaustivo nos seus discursos, sabe como nenhum outro armar seus times, treiná-los devidamente, motivá-los e tal e cousa e lousa e maripousa. Vale verificar se isso ainda funciona.

Quanto ao Coritiba, que, depois de uma arrancada prodigiosa para longe da zona do rebaixamento, refluiu, esse é um daqueles jogos em que não pode bobear. Confesso que não apostaria nem em um, nem em outro.

Já o Avaí, nessa virtuosa escalada desde a lanterna, jogando em casa, dificilmente deverá deixar escapar um belo resultado diante de um Santo André em crise. Basta evitar que Marcelinho Carioca tenha uma daquelas chances de cobrança de falta perto da área em que o veterano craque costuma transformar em pênalti.

E a Raposa, a que veio? Bem, o Cruzeiro ainda carrega nos nervos os eflúvios da frustrante perda da Copa Libertadores da América. Tem time para se reerguer, embora já nem almejando o título. E esse é o momento de readquirir o equilíbrio, jogando no Mineirão contra um Furacão que não passa de brisa leve neste campeonato.

Por fim, o Fluminense, em plena reformulação administrativa, com a saída do gerente Alexandre Faria, a provável volta de Branco (fala-se, também, em Parreira para uma função dessas) e a chegada de Valdir Espinosa como apoio a Renato Gaúcho, que já começa a ter sua cabeça a prêmio.

Tudo lá em cima. E, no campo? No campo, o Flu é um time frágil, que transita pela zona do rebaixamento há muito tempo, e que recebe o Sport, outro desesperado. É jogo de vida ou morte, já que disputado entre dois que brigam para sair do bloco dos desesperados.

Notas relacionadas:

  1. CRUZEIRO E INTER, EM RODADA DE FOGO
  2. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  3. TOQUE TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 2 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro | 19:42

TOQUE TRICOLOR

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O São Paulo, sob o comando de Ricardo Gomes, é realmente outro time, independentemente, do esquema adotado pelo treinador. E isso ficou muito claro na vitória por 1 a 0, mais um gol de Dagoberto, sobre o Vitória, lá no Barradão.

O Vitória, todos sabemos, é um dos mais ajustados times do campeonato. E, atuando em casa, é pedreira ao dobro.

Pois, o Tricolor jogou nas regras da arte: nada de chutões da defesa ao ataque, nada de bolas alçadas à área inimiga para o cabeceio de um grandalhão eventual lá na frente. Nada disso. Pôs a bola no chão, e, aos toques, se impôs e chegou ao gol, aos 28 minutos do segundo tempo, em esperta jogada de Dagoberto pela esquerda.

Antes, Borges já havia desperdiçado três boas chances para abrir a contagem.
Assim, o São Paulo vai acertando seu time, dentro de um padrão aceitável de toque de bola, subindo na tabela, enquanto o Vitória segue sendo uma equipe de primeira, que briga por uma vaga na Libertadores.

TIMÃO NA MUDA

O Corinthians, em pleno processo de transformação com a saída de quase meio time, não conseguiu ir além de um empate por 0 a 0 com o Avaí, no Pacaembu.

Nessas circunstâncias, não foi pouco, pois o Avaí, em franca ascensão, criou e desperdiçou, por baixo, três oportunidades de ouro para marcar.

TRISTE FLA-FLU

A derrota do Flu para o Furacão, por 1 a 0, foi fatal para o Tricolor carioca. Pois, perdeu para um candidato direto ao rebaixamento. E, mais: o jogo nem foi na Arena da Baixada, casa do Atlético PR. Foi em Londrina, no Estádio do Café. Assim, o Flu assume a lanterna do Brasileirão, e o eventual choque da chegada de Renato Gaúcho se fragmenta em várias desesperanças.

Da mesma forma, o empate, no Maracanã, do Flamengo com o Náutico, outro frequentador contumaz da zona do rebaixamento, reduz as grandes expectativas dos menguistas em relação à efetivação de Andrade como técnico do time. Mas, isso tudo faz parte do show de um campeonato tão disputado como este.

TÉCNICO DE CHUTEIRAS

O Santos acaba de recepcionar Emerson, o veterano volante do Grêmio, da Seleção, do Leverkusen, Juventus de Turim, Roma e Milan. Não sei das condições física e, consequentemente técnicas, de Emerson, que não joga há muito tempo.

Mas, sei que Luxemburgo, desde os tempos em que dirigia a Seleção, o considerava um verdadeiro técnico dentro das quatro linhas. Aliás, isso ouvi de vários outros treinadores, dentre eles, Felipão.

Se tiver fôlego e músculos para enfrentar a empreitada, Emerson, por certo, será de extrema valia para irradiar serenidade e visão de jogo aos seus jovens companheiros do Santos.

Notas relacionadas:

  1. O TRICOLOR E O CINZA
  2. TRICOLOR, FINCANDO O PÉ
  3. O TRICOLOR, DE TRÊS DEDOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 31 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro, Outros esportes | 17:29

MAGNÍFICO CIELO

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O futebol, por ser tão imprevisível, é minha paixão. Mas, meu grande fascínio é pelo atletismo e pela natação, essa luta individual do ser humano contra o espaço e o tempo, um desafio interminável cujo desfecho sempre está aí, ó, mas nunca está.

AP

Por isso mesmo, quero depositar uma coroa de louros para o menino César Cielo Filho, que bateu o recorde mundial da prova mais nobre da natação – os 100 metros livre, num campeonato em que os recordes estão sendo pulverizados, prova a prova, seja porque a tecnologia das piscinas atingiu um nível de excelência ímpar, seja porque os atletas aprimoraram sua técnica ao infinito.

Mas, tudo isso está ao alcance de todos – ou quase todos. E Cielo foi lá, como um Príncipe Submarino, varando o tempo e o espaço e deixando seu nome marcado na história. Por quanto tempo, não sei. Mas, o suficiente para entrar na história, o que não é para qualquer um.

FLA, TRICOLOR E AVAÍ

As vitórias de maior repercussão, sem dúvida, foram as do Flamengo sobre o Galo, no Maracanã, e a do São Paulo sobre o Grêmio, no Morumbi. Afinal, estavam em confronto ali quatro das principais forças do futebol brasileiro. Mas, a mais significativa, por sua simbologia, foi a goleada do Avaí sobre o forte Vitória, em Floripa.

O Avaí não apenas bateu um time que vinha firme frequentando a zona da Libertadores – saltou todos os degraus que o separavam da zona de rebaixamento durante grande parte do campeonato. E já começa a visualizar no horizonte algo ainda mais nobre.

Mas, a vitória que deu nova configuração ao topo da tabela foi a do Flamengo, sob o comando provisório de Andrade, o que, aliás, pode estar na origem da recuperação do Mengo nestas duas últimas rodadas.

Em momentos de turbulência como o que vive o Flamengo, um temperamento manso e conciliador, parceiro, como o de Andrade, ajuda muito a afastar o grupo das travessuras dos cartolas. Isso (mais o fato de o Galo ter oscilado demais ao longo da partida) pode explicar a contundente vitória, de virada, sobre o Galo, que deixou o Periquito no alto do poleiro, sozinho e, portanto, bem acompanhado.

Quanto ao São Paulo, parece estar ganhando nova feição. Ou melhor: retomando sua velha cara, a de um time competitivo, forte na marcação com seus três zagueiros de ofício e tal e cousa e lousa e maripousa. Com um traço original, porém: a boa e rápida saída de bola ao ataque, graças à volta da dupla Hernanes e Richarlyson, ambos atuando como volantes, atrás de Jorge Wagner e de dois atacantes mais leves e insinuantes – Borges e Dagoberto, que não só marcou os dois gols do seu time como jogou muito bem.

Já o Grêmio passou a sensação de cansaço, mais mental do que físico. Mesmo assim, depois do gol de pênalti cobrado por Tcheco, apertou e poderia ter chegado ao empate no final.

PS: Por razões técnicas, este post não pôde ser editado ontem à noite, logo depois dos jogos. Desculpe, amigo.

Notas relacionadas:

  1. ATÉ AGORA, SÓ O INTER
  2. RECUPERAÇÃO GAÚCHA
  3. A GRANDE VITÓRIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

domingo, 26 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro | 21:33

TRÊS VEZES OBINA

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Três vezes Obina, na espetacular vitória do Palmeiras sobre o Corinthians, por 3 a 0, em Presidente Prudente. Espetacular porque o Corinthians jogou com a força máxima que lhe restou depois das saídas de Cristian e de André Santos, que, aliás, estreou no Fenerbaçh marcando um gol. E, sobretudo, porque foi sempre mais seguro e incisivo do que o Timão, que, diga-se, jogou de igual pra igual.

E o tom do partida já foi dada logo no começo, com aquele disparo de Cleiton Xavier que até agora está reverberando na trave de Felipe. E, com a baixa do Fenômeno, que sofreu logo de cara uma lesão no punho e teve de deixar o campo.

Com um jogo equilibrado entre defesa, meio de campo e ataque, o Palmeiras plantou-se em campo e chegou ao gol de abertura com o artilheiro Obina, desviando de peixinho cruzamento da direita de Pierre.

Correndo poucos riscos, recomeçou o segundo na mesma toada, até chegar aos 2 a 0, com Obina, de pênalti. E, quando parecia que o Timão iria encetar uma reação, lá veio o terceiro, num contragolpe fulminante em que Cleiton Xavier deixou Obina diante das redes vazias.

Logo em seguida, Alessandro foi expulso, e a coisa toda ficou definida assim: Verdão 3, Timão 0.

Dessa forma, Jorginho entrega a Muricy, que assistiu o jogo das tribunas, um Palmeiras líder, por pontos ganhos, ao lado do Galo, que leva a vantagem de um gol a mais, esquema definido, time formado e com o moral lá nas estrelas. É só tocar o barco.

AH, GALO…

Jogando em casa e defendendo a liderança isolada do campeonato, o Galo não podia ter perdido esse jogo para o Goiás, por 1 a 0, gol de Iarley. Mesmo porque, segundo os relatos que nos chegam de Belo Horizonte, o Atlético teve o controle do jogo, pressionou, pressionou e, num contragolpe, se estrepou.

Mas, nem tanto. Afinal, segue sendo líder do campeonato, o que lhe cai bem, diga-se.

FLA, DE VIRADA

Bem que o Santos deu pala de que iria estraçalhar, com um início fulminante, em exibição exemplar de Fanso, no primeiro tempo. Mas, aos poucos, foi refluindo, e o jogo caiu num marasmo atroz, quebrado apenas no segundo tempo pelo disparo certeiro de Robson.

O Flamengo, contudo, estava vivo na parada e Adriano, de fora da área, diminuiu, e Pará, contra, ao tentar cortar cruzamento da direita, marcou a virada que evitou crise maior na Gávea, mas que pantou uma interrogação ainda maior na Vila – será que nem Luxemburgo?

GAÚCHOS E AVAÍ

Sem dúvida, a mais sensacional recuperação deste campeonato é a do Avaí, que segurou a lanterna por várias rodas, e, de repente, alçou vôo para posições mais dignas. Foi a quarta vitória consecutiva, se não erro nos números, ao bater, sábado o Furacão, em plena Arena da Baixada, por 3 a 1.

Já os gaúchos, como de hábito, estiveram em polos opostos neste sábado: enquanto o Grêmio, com toda categoria, vencia o Santo André no Olímpico por 3 a 2 (que golaço do Souza!), o Inter somava mais um infortúnio seguido, ao levar de 3 a 2 do Botafogo, no Engenhão, em jogo emocionate.

Tanto, que Juninho meteu das bolas nas traves, num jogo em que o Bota chegou a disparar 2 a 0 no primeiro tempo, levou o empate no segundo e ainda conseguiu chegar lá.

Pra mal dos pecados dos colorados, Nilmar, a estrela da companhia, já bateu asas e
voou em direção ao Villareal. Sei, não…

VITÓRIAS E SUFOCOS

Por Milton Trajano

Muito boa a vitória do São Paulo sobre o Barueri, na Arena, por 2 a 1. Não apenas porque o time vai recuperando a confiança, mas, sobretudo, pelas excelentes atuações de Hernanes e Miranda, dois craques da equipe que não andavam bem nos últimos tempos.

No primeiro tempo, foi lá e cá, uma partida gostosa de se ver, quando o placar final foi estabelecido, com gols de Washington, Raf e André Dias. Mas, no segundo, depois da expulsão de Washiington, por reclamação, foi um sufoco só: o Barueri, sob o comando de Thiago Humberto e de Everton, acuou o Tricolor em sua grande área, e o empate só não saiu por aqueles outrossins do futebol.

Quem resiste bravamente no grupo da Libertadores é o Vitória, que bateu o Coritiba em ascensão, e voltou a ocupar o lugar que lhe cabe por mérito e direito, em mais uma bela exibição de Leandro Dominguez.

Já o Cruzeiro, ao empatar com o Fluminense, na casa do inimigo, por 1 a 1, continua raiando a zona de rebaixamento, o que nem de longe faz jus à excelência de seu elenco e à gloriosa história de sua camisa.

Mas, há que se levar em conta que o Cruzeiro disputou praticamente todo o segundo tempo com um jogador a menos – Leonardo Silva, expulso. Abriu a contagem, recebeu o empate e perdeu boas chances na grande área do Flu, que, por sua vez, jogou desfalcado. De qualquer forma, o jogo foi, tecnicamente, lamentável.

*Veja mais charges de Milton trajano no blog do iG Esporte

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. INTER E TUTTI QUANTI
  3. TRÊS VEZES RONALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 5 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro | 21:56

RECUPERAÇÃO GAÚCHA

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Por Milton Trajano

O grande feito da rodada deste domingo do Brasileirão, sem dúvida foi a rápida recuperação de ânimo dos dois gaúchos. O Inter passou pelo Náutico, nos Aflitos, por 2 a 0, com dois gols de Nilmar, resgatando a liderança isolada do torneio. Com seu time completo, se a turma não escapar pela janela européia, e voltado apenas para a disputa do Brasileirão, o Inter tem tudo para arrancar definitivamente.

E o Grêmio, no Olímpico, enfiou 3 a 0 no Furacão logo de cara, para completar os 4 a 1, com dois gols de cada gringo do seu ataque, justamente os que mereciam as maiores críticas de um time que criava mas não concluía. Concluíram, e o resultado aí está, comprovando que o problema do Grêmio não era a mudança de esquema feita pelo técnico Paulo Autuori.

PEIXE À BEIRA

O Santos está assim, ó, um passo entre a glória e o fracasso. Confesso que não sei exatamente o que está faltando – talvez, a defesa transmitir mais segurança por cinco, seis jogos seguidos, o que haveria de conferir ao meio-campo e ao ataque mais liberdade para criar e agredir, pois esses são os setores de escol do time.

Sábado, contra o Sport, na Vila, foi uma tortura, até que Ganso, de cabeça, no finzinho da partida metesse aquele gol salvador.

VIDA DE ARTILHEIRO

Mais uma vez, quem diria!, Obina foi o herói, com os dois gols marcados na vitória do Palmeiras sobre o Avaí, em Florianópolis, por 3 a 0, placar completado por uma bomba de Cleiton Xavier da entrada da área.

Esse tipo de goleador é assim mesmo: pode levar quarenta anos atravessando um tórrido deserto de gols; de repente, desanda uma cachoeira de tentos que lava a alma dos torcedores.
São cinco, em cinco jogos, depois de ter ficado um ano sem marcar no Flamengo.

Depende muito, em geral, do seu próprio estado de espírito, e isso muda quando muda o cenário de sua ação.

Veja só Washington, nesse São Paulo em transição que perdeu para o Coritiba por 2 a 0, no Couto Pereira: de implacável artilheiro por onde passou desde quando surgiu na Ponte, transformou-se no marcador de si próprio.

Nos últimos tempos, não consegue sequer matar a bola lá na frente, e já começa a ser substituído a cada jogo, o que só abalará mais ainda sua autoconfiança, consequentemente, a meta vai ficando menor, jogo a jogo.

Vida dura essa de goleador, de herói a vilão e vice-versa, num chute.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  3. TARDE DE VINGANÇAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 4 de maio de 2009 Campeonatos Estaduais | 16:40

TIMÃO, SILAS E LEÃO. É FOGO!

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A cena foi patética porque não terminou em tragédia: enquanto o capitão William tentava despesperadamente se livrar das chamas que subiam por sua camisa, o presidente do Corinthians praticava um estranho ritual de exorcismo sobre a taça literalmente flamejante. Os demais cartolas e políticos, empoleirados no palanque armado para a cerimônia de entrega da taça ao campeão paulista, saltitavam daqui pra lá, numa dança entre o horror e o hilário.

Mas, chamuscada ou não pela imprudência geral, denunciada após o jogo por ninguém menos que o Fenômeno, a taça está lá na Fazendinha, onde se juntará ao troféu de 1938, o último, até então, com o timbre da invencibilidade.

Mas, passados o susto e a festa subsequente, o Timão já volta à dura realidade: em vez do fogo, terá de enfrentar o Furacão, que vem soprando forte do Sul, também com uma faixa de campeão no peito. Lá, na Arena da Baixada, o Corinthians esteve a pique de ser destroçado de vez, mas conseguiu reduzir o desastre a um nível aceitável no jogo daqui, pela Copa do Brasil – apenas um gol de diferença para os rubro-negros.

Todos sabem que a Copa do Brasil é o atalho para a Libertadores, principal torneio continental, cuja taça o Corinthians jamais levantou. Mas, como levantar o moral da tropa, às vésperas de batalha tão decisiva, se a tendência natural é o relaxamento imediato à tão histórica conquista?

Esse, pois, é o jogo que veremos até onde a chama interior desse time pode ser reacendida, de uma hora pra outra – a chama do campeão que não se apaga.

SILAS, O HERÓI

Depois da virada emocionante do Avaí sobre o Chapecoense, o técnico Silas foi carregado nos ombros dos jogadores e torcedores. Não sem boa razão. Afinal, Silas trouxe o Avaí para a divisão de elite do futebol brasileiro e, de quebra, levantou o título catarinense quando a vaca já parecia ter ido para o brejo.

Eis um jovem treinador – ex-craque de Seleção Brasileira, dono de passes medidos e fina leitura do jogo dentro das quatro linhas – que merece ser observado mais de perto, nessa interminável dança de rostos batidos em que se transformou o futebol brasileiro das últimas décadas.

LEÃO, O VILÃO

Confesso que a personalidade de Leão não me atrai. Mas, embora sendo um treinador de tiro curto (geralmente, obtém resultados rapidamente, mas logo se esgota em atritos desnecessários), já provou que sabe montar uma equipe voltada para o ataque e que privilegia o talento individual, o que não é pouco num futebol de resultados como o nosso.

Foi o que fez por sua breve passagem pelo Atlético Mineiro, grandíssimo clube brasileiro que anda, porém, nos últimos anos por baixo. Pois, Leão fez o Galo erguer a crista, em pouco tempo. Com um elenco de qualidade técnica discutível, no mínimo, cumpriu excelente campanha no Mineirão, recuperou Diego Tardelli, jovem atacante de temperamento instável, artilheiro do Brasil nesta fase dos estaduais, e… Bem, numa semana aziaga, levou uma sova do Cruzeiro, no primeiro jogo decisivo do campeonato, e perdeu por 3 a 0, logo em seguida, para o Vitória, que se sagraria campeão baiano, pela Copa do Brasil.

Nem mesmo o empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, domingo, bastou para livrar a cara de Leão, que acaba de ceder seu lugar a Celso Roth. É, como batizou o ex-treinador José Sarno o seu livro de memórias, a Dança do Diabo.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, FLA E GALO
  2. TIMÃO, INTER, LEÃO E FLA
  3. TIMÃO E MENGÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 13 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro, Série B | 16:09

O AVAÍ E SILAS

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O Figueirense está cai-não-cai, mas o Avaí já garantiu sua vaga na Série A do próximo ano, com algumas rodadas de antecedência, o que revela sua força. Com isso, os catarinas já estão representados na elite do Brasileirão na próxima temporada.

E, bem representados, diga-se, graças em grande parte ao comando do técnico Silas, um dos últimos dignos herdeiros dos nossos grandes meias-armadores.

Silas e o gaúcho Valdo marcaram a presença desse tipo de jogador em extinção entre os meados dos 80 e os de 90. Esteve em duas Copas do Mundo, depois de ter sido revelado pelo São Paulo, ao lado de Müller, no célebre time dos Menudos do Morumbi.

Ativo, hábil no manejo da bola, Silas já revelava em campo os dotes de treinador em que acabaria se transformando ao pendurar as chuteiras: lia o jogo como poucos, de acordo com o linguajar dos professores de hoje em dia.

E o seu Avaí, pelo pouco que pude ver, segue esse padrão de bola no chão, zelo no passe e muita dedicação.

Seja bem-vindo. 

Notas relacionadas:

  1. A ROLETA GIRANDO
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. A ROLETA GIRANDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última