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domingo, 19 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 20:56

RECORDE E DECEPÇÕES

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O placar mais estridente desta rodada do Brasileirão foi a goleada do Palmeiras sobre o Avaí, por 5 a 0, no Canindé, o que não seria nenhum espanto pela péssima campanha do lanterna Avaí até aqui. Mas, sim, pelo fato de que o Palmeiras não é dado a esses exageros, nesta quadra modesta de sua gloriosa história.

Ainda mais porque o Verdão não só goleou como passeou diante do Avaí, deu as cartas e jogou de mão, podendo até ter ampliado o bizarro placar.

Mas, a vitória mais significativa foi a do líder São Paulo em Fortaleza: 2 a 0 no Ceará, com direito a gol de placa de Lucas. Com esse resultado, o São Paulo atingiu o recorde de cinco vitórias consecutivas desde o início do Brasileirão, na era dos pontos corridos, com nove gols marcados e apenas um tomado. Pudera! Com esse goleiro. Sim, porque Rogério Ceni pegou um pênalti e ainda fez mais três ou quatro defesas decisivas.

Já Cruzeiro e Fluminense foram as grandes decepções no sábado.

O empate por 1 a 1 com o América mineiro, o que custou à Raposa cair lá para a rabeira da tabela, cumprindo o pior início de Brasileirão de sua história, também derrubou o técnico Cuca, substituído por Joel Santana, famoso por descascar abacaxis como esse.

Assim como não poderia ter sido mais decepcionante o empate por 0 a 0 no clássico carioca, entre Flamengo e Botafogo. A tal ponto que a maior estrela do espetáculo, Ronaldinho Gaúcho, depois de opaca atuação, saiu de campo substituído e vaiado pela torcida que dele tanto espera desde sua chegada à Gávea.

Já o Vasco foi ao Olímpico pela primeira vez com seu time titular e arrancou um empate por 1 a 1 com o Grêmio. Mas, quem resolveu a parada vascaína foi o reserva de luxo Bernardo que cruzou lá direita e o destino desviou a bola para as redes de Victor. Quanto ao Grêmio, bem, as vaias da torcida ao cabo do empate de Roberson dizem tudo.

Outro que decepcionou foi o Galo, que, em casa, teve de suar para chegar ao empate com o seu xará de Goiás por 2 a 2, perdendo a chance de entrar no chamado G-4, dando chance ao Figueirense, que lá chegou ao bater o Furacão por 2 a 0, resultado que, somado aos demais do Atlético, coloca Adílson Baptista em maus lençóis. .

Os mesmos que envolvem o meu querido Falcão, cujo Inter foi a Curitiba, e mais uma vez não conseguiu vencer. Aliás, o empate por 1 a 1 puniu mais o Coritiba, que foi melhor do que o Inter a maior parte do jogo.

Notas relacionadas:

  1. AS DECEPÇÕES DO DOMINGO
  2. AS DECEPÇÕES DO ANO VELHO
  3. E COMEÇA A SARABANDA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:17

BRASILEIRÃO DE RESULTADOS

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O  grande placar da rodada foi, sem dúvida, a goleada por 5 a 1 que o Coritiba aplicou no Vasco, no Couto Pereira. Mas, também, foi o mais ilusório, pois os dois times, que decidirão a Copa do Brasil na quarta, jogaram com seus reservas, salvo esta ou aquela exceção.

O diabo, para os vascaínos, é que o Almirante desfilava na ponta da tabela até esta tarde de domingo, jogando com esse mesmo Expressinho que descarrilou em Curitiba.

Logo abaixo, vem a goleada do Inter contra o América mineiro, em Campo Grande: 4 a 2, em tarde inspirada do menino Oscar, autor de dois gols e outros babados. Já está na hora de Falcão fixá-lo ali, ao lado de D’Alessandro, para que o garoto possa ganhar experiência, ritmo de jogo e esmerilhar aos poucos ainda mais sua bola já redondinha.

Já os mais ínfimos foram o 1 a 0 do Palmeiras sobre o Furacão, sábado, no Canindé, e o 1 a 1 entre Flamengo e Corinthians, num Engenhão em festa no tributo a Petikovic, que se despediu da camisa rubro-negra.

No Canindé, em jogo desinteressante, o Palmeiras colheu mais uma vitória, graças á pontaria certeira de Assunção, que cobrou corner na cabeça de Chico – o desvio e o gol solitário. Solitário, mas precioso, sobretudo porque não se pode exigir muito mais desse Palmeiras de bolsos vazios e elenco reduzido.

E, no Engenhão, o empate frustrante para o Fla e animador para o Timão, num espetáculo comovente da torcida homenageando seu ídolo que parte, um jogo razoável, no geral, com alguns momentos interessantes, como, por exemplo, os dois gols – de William, em assistência exata de Weldinho, o estreante, e de Renato Abreu, numa cobrança de falta magistral.

Jogo de nível superior mesmo foi o de sábado, na vitória do Flu por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em mais uma bela exibição de Deco. Excelente resultado para o Tricolor, mas péssimo para o Cruzeiro que não consegue se reerguer neste Brasileirão do trauma sofrido contra o Once Caldas, na Libertadores. Cá entre nós, porém, já era tempo.

Por fim, o Peixe, pela primeira vez neste campeonato com sua equipe titular, salvo os contundidos e convocados para a Seleção, meteu 3 a 1 no Avaí, na Vila, na estreia de Borges, autor de dois gols.

Caso o Santos consiga reunir todas as suas estrelas antes da Copa América, a presença de Borges ali vai ser fundamental para transformar em gols todas as tramas tecidas por Ganso, Neymar e cia. bela.

De qualquer forma, vale sempre ressaltar a atuação impecável e dinâmica de Arouca, um volante que põe no bolso todos aqueles que se preparam na Seleção para enfrentar a Romênia, terça.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. E COMEÇA O BRASILEIRÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 24 de maio de 2011 Copa do Brasil, Futebol internacional, História, Libertadores | 19:03

PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS

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Ainda sem Ganso e Alan Patrick, o Santos recebe o Cerro Porteño, no Pacaembu, pelas semifinais da Libertadores, com quatro volantes – Adriano, Arouca, Danilo e Elano, o que provoca nos puristas da Vila um revirar de olhos.

Estejam certos esses amigos que este blogueiro teria a mesma reação, caso houvesse de fato uma alternativa para o técnico, e se três dos escalados não fossem versáteis o bastante para compensar em parte a ausência de um meia autêntico.

Sucede que a única opção no elenco para essa posição é Felipe Anderson, de 17 anos, muito menino para um jogo tão decisivo. Ou, então, a presença de Keirrison lá na frente, entre Zé Love e Neymar. Mas, Keirrison tem sido tão abúlico nesta sua passagem pelo Santos, que, confesso, não ousaria colocá-lo de saída.

Ainda se Borges pudesse atuar… Mas, não pode. Acaba de desembarcar na Vila com os papéis vencidos para esta fase da competição.

Assim, Elano deverá atuar mais à frente, uma faca de dois legumes – como diria o saudoso Vicente Matheus, pois se estará mais perto da meta adversária para disparar aqueles chutes certeiros, não tem a ginga, velocidade e o drible inerentes à função.

Mesmo assim, desconfio que o Peixe pode fazer boa figura no Pacaembu e ganhar o jogo, que é o mais importante nesta quadra de sua vida. Nem que seja por um placar apertado, para jogar em Assunção pelo regulamento. Isso também faz parte.

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Muricy repetirá, contra o Cerro, time que terminou o último jogo contra o Once Caldas (AE)

O que não dá é exigir que o atual Peixe jogue aquele futebol desabrido, deslumbrante e ao mesmo tempo eficiente dos tempos de Robinho, Ganso, Neymar, André, Wesley e cia. bela, do primeiro semestre do ano passado. Esse já era, para a desgraça de todos que amam o verdadeiro futebol, em sua plenitude.

COPA DO BRASIL

Os quatro participantes das semifinais da Copa do Brasil pouparam-se no fim de semana para essa rodada decisiva de amanhã.

Mas, agora, Avaí, Vasco, Coritiba e Ceará vão com tudo, mesmo por que nos confrontos de ida os dois jogos acabaram empatados. Ruim para Vasco e Ceará, que perderam a vantagem de mando de campo. Mas, nada que não possa ser desfeito nos jogos da volta.

Afinal, o Vasco tem bala e ânimo para se classificar em Floripa, por exemplo, embora, pelo retrospecto sensacional do Coxa nesta temporada, a situação do Ceará seja mais complicada.

Todavia, é sempre bom lembrar que se trata de um jogo só, capital, e, nesses casos, são tantas as variáveis que fogem ao mero cotejo técnico, que qualquer coisa ainda pode acontecer.

BUCANEIROS E PIRATAS

O título desse filme de piratas poderia ser Os Corvos dos Campos, em vez de o clássico Gavião dos Mares. No lugar do bonitão Errol Flyn, o horrendo Thomas Mitchel de O Motim, disparando seus canhões contra um Anthony Quinn, disfarçado de vil latino.

Na verdade, não há mocinhos entre os piratas da Rainha e os bucaneiros latinos -  brasileiros,f ranceses e demais envolvidos nesse tiroteio em torno da Fifa.

O amigo pode mais ou menos dimensionar, pela grana que corre aqui no rés do chão, o vulto da gana que corre lá em cima, nos andares das grandes decisões do futebol.

Se um jogador de futebol, de porte médio, ganha coisa de 130 mil reais por mês num país como o nosso, de tantas carências, 100 milhões de dólares para um ex-presidente da Fifa e alguns membros do Comitê Executivo da mesma entidade, é uma bagatela, convenhamos.

Sepp Blatter garante que isso não ficará barato. Palavras ao vento, meu caro amigo. Pois, ele mesmo é acusado de outros tantos malfeitos.

Como já disse e repito, tenho dúvidas se a mais antiga profissão do mundo é aquela ou esta, a corrupção nos altos e baixos escalões onde impere a autoridade, qualquer que seja ela.

O CASO GIGGS

Logo agora, na reta final pela disputa em Wembley do título da Liga dos Campeões, estoura esse escândalo sexual envolvendo Giggs, esse jogador espetacular, talvez o maior ídolo da história do Manchester United e certamente o maior vencedor da vida dos Diabos Vermelhos.

Aliás, de que se acusa Ryan Giggs, o mais fiel diabo vermelho desde o legendário Bobby Charlton? De infidelidade. Não ao clube, mas à esposa, porque o craque teria saltado o muro da moralidade burguesa (ui, que velho isso!) em busca de breves prazeres ofertados pela exuberante modelo Immogen Thomas.

Pelo que se sabe, uma relação consensual entre dois adultos, vacinados e donos de seus narizes. Nenhum abuso, nenhum pagamento pelo ato escuso (?), nada que pudesse caracterizar crime no estrito senso da palavra, a não ser adultério, que, no mundo ocidental, não condena ninguém a apedrejamento, tampouco ao cárcere.

Giggs teve o cuidado, aos primeiros rumores sobre sua relação com a modelo, de ir aos tribunais, pedindo, antes de mais nada, sigilo, em nome de seus dezessete anos de casado e dos filhos do casal oficial. E o juiz o concedeu.

Pois, não é que os tablóides ingleses, aqueles que vivem como urubus em volta da carniça alheia, fizeram tanta pressão que a coisa foi levada ao Parlamento como censura à livre expressão da imprensa? E pode?

Censura à livre expressão da imprensa é quando um sujeito rico e poderoso comete uma série de falcatruas, lesivas à sociedade em geral, e se utiliza de sua fortuna para conseguir, nos tribunais ou fora deles, calar a boca da imprensa.

O mesmo preceito vale para governantes e poderosos em geral.

Outro dia mesmo, um sábio juiz da mais alta corte brasileira, diante da questão sobre o direito de casais gays se unirem perante a lei, fez a pergunta crucial: a quem isso prejudica? Quais terceiros serão prejudicados pela união de dois homossexuais de qualquer gênero? Obviamente, ninguém. Logo, segue o jogo, como diria seu par com apito correndo pelos gramados do futebol.

Neste caso, quem é lesado pelo relacionamento amoroso entre um jogador de futebol e uma modelo? Que falta fará ao público saber se fulano transou com beltrana, num ato de mútua vontade?

Resposta: só sofrerão lesões graves, algumas até irreparáveis pelo resto da vida, Giggs e sua família, mulher e filhos.

Liberdade de expressão e moralidade rastaquera são a água e o vinho. Vinho envenenado, diga-se.

ABDIAS, ADEUS

Foi-se, aos 97 anos de idade, um grande, imenso, brasileiro: o poeta, ator, dançarino, músico, político e ativista pelas causas da negritude neste país, Abdias do Nascimento.

Ele, no Rio, e Solano Trindade, tão esquecido, em São Paulo foram dois pilares na luta pela igualdade de direitos e contra o ranço do racismo que grassava (ainda grassa) neste país negro, branco, mulato, mameluco e cafuz.

Foi de sua lavra o projeto de lei que instituiu o Dia da Consciência Negra no Brasil, substituindo o flácido Treze de Maio, que mais remetia aos tempos da escravidão do que os da liberdade total que ainda está por vir, embora tenhamos avançado muito, graças justamente a figuras como Abdias e Solano, o fundador do Embu das Artes, que está em vias de oficializar essa designação.

Tive poucos contatos com Abdias, que, num certo tempo foi contestado por algumas vertentes do movimento negro brasileiro mais radical. E o que me chamava sempre a atenção era seu porte imperial, algo entre o babalorixá baiano e o rei do Congo, e suas certezas inabaláveis quanto à condução do movimento negro no Brasil.

Talvez, depois de Patrocínio, na esfera legal dos brancos, Abdias tenha sido o negro mais importante da história do Brasil. Um Brasil que não sabe um tico de sua história, e, por isso mesmo, está sempre propenso a repetir pecados como se estes fossem originais.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES NA COPA DO BRASIL
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. O PEIXE DESTE SÉCULO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 22 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 00:02

ENFIM, O BRILHO DE RONALDINHO

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O trem sem freio voltou aos trilhos e desembestou em Macaé, na estreia do Flamengo no Brasileirão, diante de um Avaí muito desfalcado, pois, de olho nas semifinais da Copa do Brasil: 4 a 0, com direito a lances que lembraram aquele Ronaldinho Gaúcho do nosso imaginário. Fez um golaço, deu uma assistência refinada para Diego Maurício fechar a goleada, além de outros tantos babados.

Era do que precisava o Flamengo, nesta quadra de sua vida, quando está no limiar entre fazer história, ou cair no lugar-comum.

INTER NO LUGAR-COMUM

Falando em lugar-comum, esse foi o traço básico do clássico na Vila, entre Santos e Inter, que terminou empatado por 1 a 1, gols de Keirrison, de pênalti, e Zé Roberto.

Isso vale, sobretudo, para o Inter, que foi à Vila sem d’Alessandro, é verdade, mas com praticamente toda a sua equipe titular para enfrentar os reservas do Santos, do técnico ao ponta-esquerda.

O Peixe, nessas condições, apelou para o formato com três zagueiros de área e dois volantes, o que lhe retirou força ofensiva, resumida às escaladas de Alex Sandro pela esquerda, em combinações com Thiago Alves e, depois, Richelly, estreante.

Assim, o Inter assumiu o controle do meio de campo, com Oscar movendo-se muito, mas não ousou um milímetro além do convencional, o que deu ao jogo um tom de equilíbrio inesperado nessas circunstâncias.

Pela cartilha do futebol, empatar fora de casa é bom resultado. Mas, este empate na Vila, para o Inter, foi péssimo negócio, pois, no jogo do Beira-Rio, terá de enfrentar aquele outro Santos, o de Neymar, Ganso e cia. bela.

BERNARDO É O NOME

Já Ceará e Vasco, ambos envolvidos nas semifinais da Copa do Brasil, bateram ficha no Presidente Vargas: reservas versus reservas.

Embora o Ceará equilibrasse as ações no primeiro tempo, e abrisse o placar já no segundo, acabou sucumbindo ao talento de Bernardo, autor de dois gols – um deles, coisa de cinema -, com Jefferson, em golaço, encerrar o placar que anima o Almirante nessa longa circunavegação pelo planeta bola em verde e amarelo.

FESTA DO MAGNATA

Por fim, no confronto dos dois Atléticos, deu o mineiro, embora desfalcado de vários titulares, machucados ou suspensos. Em compensação, pôde estrear Guilherme, ex-Cruzeiro, atacante de muitos recursos, mas, que não aguentou até o fim.

O Galo, porém, como vem ocorrendo nos últimos tempos, nem precisava tanto assim do jovem Guilherme, pois o velho Magnata lá estava em campo, celebrando dois dos três gols de seu time.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  2. RODADA COM AR NOSTÁLGICO
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 21 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:33

E COMEÇA A SARABANDA

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Daqui a pouco, a turma já começa a entrar em campo de olho no título nacional. E é bom sempre lembrar que, nesse sistema de dois turnos e pontos corridos, cada jogo é decisivo, do primeiro ao último.

Mas, nosso calendário capenga impede que assim seja visto pelos clubes, sobretudo aqueles empenhados em outras frentes de batalha, tipo Libertadores e Copa do Brasil. Estes – Santos, Coritiba, Avaí, Vasco e Ceará – só vão poder encarar o Brasileirão pra valer mais adiante. Acrescente-se a isso, a janela do meio do ano e a disputa da Copa América, que, durante um mês desfalcará a nata dos jogadores que atuam por aqui.

O Santos, campeão paulista, por exemplo, deverá ficar sem seu trio de ouro – Elano, Neymar e Ganso – e já recebe neste sábado o poderoso Inter de Falcão, campeão gaúcho, com praticamente um time reserva, o que certamente cria um desequilíbrio nessa disputa.

Ceará e Vasco estão no mesmo barco da Copa do Brasil, e, se um deles leva vantagem nesta rodada inicial do Brasileirão, certamente, é o Ceará, que joga em casa, sob delirante torcida.

Já o Flamengo tem tudo a seu favor, no confronto com o Avaí, que vai a Macaé todo desfalcado: camisa, torcida, Ronaldinho Gaúcho, que, se não atingiu ainda o patamar técnico esperado, é sempre um craque, Thiago Neves, mais animado ainda pela convocação de Mano, e cia bela.

E, no embate dos dois Atléticos, o Galo é favorito diante do Furacão, não só pelo fator campo, mas, também, porque me parece mais bem acertado.

No domingo, Palmeiras e Botafogo fazem um clássico nacional em São José do Rio Preto, onde tudo pode acontecer. Principalmente, um empate tedioso, já que o Verdão, desfalcado de Valdívia e Lincoln, pouco pode oferecer além de uma defesa sólida, enquanto o Bota, como sempre, nos últimos tempos, aposta todas as fichas no ídolo Loco Abreu.

Jogo mais sugestivo se prenunciava o do Couto Pereira, onde o Coritiba, depois do espetacular início de temporada, insinua-se como uma das surpresas do Brasileirão, diante do Atlético GO, campeão goiano e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, o Coxa, pelo visto, também entrará em campo poupando vários titulares.

Grêmio e Corinthians, no Olímpico, está mais para o Tricolor, pois o Corinthians acaba de perder Dentinho e Bruno César, e ainda não conseguiu suprir essas ausências. O diabo é que o Grêmio também não conseguiu se reaprumar depois da fraca campanha na Libertadores.

No outro clássico nacional, o dos Tricolores carioca e paulista, o Flu, que quebrou todas as expectativas até aqui na temporada, recebe um São Paulo abalado por tantas trapalhadas de sua diretoria que culminaram com a péssima notícia da cirurgia em Luís Fabiano, que deixará a grande esperança do Morumbi no estaleiro, talvez, pelo campeonato inteiro.

E,mais:  ao liberar o lateral-esquerdo Júnior César para o Fla não só resolve um sério problema na Gávea, como fica sem alternativa para Juan, que, diga-se, ainda não conseguiu reproduzir no São Paulo suas magníficas atuações dos tempos bons do Rubro-Negro.

Por fim, a chance de mais dois mineiros estrearem com o pé direito no Brasileirão neste domingo: o belo time do Cruzeiro, campeão estadual, enfrentando o Figueira, em Floripa, e o redivivo América recebendo o tão festivo Bahia na Arena do Jacaré.

Mas, isso é só o preâmbulo do início. Até o final do torneio, muita água vai rolar, e é impossível prever quem levantará a taça, com tantas alterações previstas.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 17 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional | 13:59

O PEIXE DESTE SÉCULO

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O Peixe mal teve tempo pra festejar a conquista do título paulista e já está com um pé no Pacaembu à espera do traiçoeiro Once Caldas e com os olhos postos nas semifinais da Libertadores. Mas, antes, terá de passar pelos colombianos, que, embora não sejam nenhum timaço, carregam na bagagem a fama de se dar melhor fora do que em casa.

Prova disso, a virada que aplicou no Cruzeiro, a melhor equipe da disputa até então, em plena Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Eis por que o técnico Muricy lamenta mais uma baixa importante – Jonathan, que ficará, por baixo, duas semanas de molho.

Não é mole, meu: o Santos vem  de decisão em decisão, nas duas frentes de batalha, há mais de mês, sem pré-temporada adequada, e com jogadores fundamentais voltando de longa inatividade, como Ganso, Arouca e Jonathan, entrando e saindo da enfermaria.

Mas, o Santos, nesta primeira década do século, tem sido tocado pelos fados. Basta lembrar que chegou a seis decisões e levantou cinco dessas taças. Isso, desde os idos de Robinho e Diego até estes dias de Ganso e Neymar.

E, o mais significativo: chegou a todas essas conquistas contrariando o vezo defensivo que permeia nosso futebol há duas décadas, por baixo. Chegou lá, colocando em campo o que os pragmáticos de plantão consideram coisa de museu – vencer jogando bonito, marcando muitos gols e dando espetáculo.

Por tudo isso – e não só porque o Santos é o único brasileiro ainda vivo na Libertadores – , vale a pena torcer para que siga em frente, até a glória final.


TRAPALHÕES DO MORUMBI

Há muitos anos não usava essa expressão para qualificar a direção do São Paulo, que, ao longo da história gloriosa desse clube, tem sido um modelo de administração sensata e eficiente, com esta ou aquela exceção.

Esta é uma das exceções que merece o resgate do título – Trapalhões do Morumbi.

Na sexta-feira, o presidente deu claros sinais de que Carpegiani estava fora. Na segunda, estava dentro de novo. O que houve entre um dia e outro?

Simples, o São Paulo fez as contas de quanto gastaria para pagar as multas rescisórias de Carpegiani e de Dorival Jr., por exemplo, um dos dois aventados para substituir o (ex) atual técnico, e voltou atrás. Teria de desembolsar um milhão para a rescisão do contrato de Carpegiani, e mais dois, pela de Dorival Jr. com o Galo. Ao mesmo tempo, Cuca ratificava, em Minas, seu desejo de permanecer no Cruzeiro. Logo…

Esse é apenas mais uma trapalhada das tantas que vêm marcando a atual gestão tricolor e que justificam o período de estiagem de títulos vivido pelo São Paulo nos dois últimos anos.

SEEDORF NO BOTA?

O Corinthians estava dando como praticamente certa a vinda de Seedorf, caso o holandês não renovasse seu contrato com o Milan, graças à interveniência de Ronaldo Fenômeno.

E, também, pelo fato de que Seedorf, casado com uma brasileira, fala português com fluência e adora passar uns tempos por aqui.

Eis, porém, que estoura na Internet a notícia de que dirigentes do Botafogo estiveram reunidos com Seedorf por cerca de quatro horas, neste fim de semana, o que abre a perspectiva de o holandês acabar mesmo em General Severiano.

Ou, simplesmente, assinar novo contrato com o Milan, que cultua seus velhinhos como nenhum outro clube do mundo.

ZAGALLO, PEPE E…

Zagallo e Pepe têm em comum muitas coisas. Ambos jogavam na mesma posição – a ponta-esquerda, hoje praticamente extinta no Brasil – e foram os bicampeões mundiais, em 58 e 62, além de jogar nos dois times que dominaram a cena do futebol à sua época, o Botafogo e o Santos..

Mas, diferenciavam-se nos estilos.

Zagallo, meia-esquerda de origem, era basicamente um jogador tático, aquele ponta que voltava para fechar espaços, e ajudava o lateral a combater os adversários que por ali circulassem, não se abstendo, porém, de ir à linha de fundo, sempre que possível.

Já Pepe era o Canhão da Vila, o aríete que partia com a bola colada à canhota em velocidade até chegar à zona de conclusão, quando disparava um foguete de meter medo a qualquer goleiro.

Contam-se muitas histórias de como Zagallo ganhou, através daqueles seus sortilégios onde o cabalístico número 13 cintilava com poderes sobrenaturais, a posição de titular da Seleção naquelas duas conquistas inesquecíveis.

E, por falar em sortilégios, enquanto os dois, sentados lado a lado no estúdio do Bem, Amigos, iam desfiando suas histórias e opiniões, vejo materializar-se atrás deles, a figura de um crioulo com um sorriso maroto nos lábios. Aponta para os dois e me dá uma piscada de olho malandra.

Logo reconheci a figura e entendi a mensagem silenciosa. Era o maranhense José Ribamar de Oliveira, mais conhecido como Canhoteiro, o Mago, que certamente estaria no lugar dos dois craques eternos, não fosse a atração irrefreável pela noite, que, às vésperas dos cortes finais para a Copa da Suécia, escapou da concentração e recebeu bilhete azul no dia seguinte.

Para os jovens que jamais ouviram falar de Canhoteiro, morto ainda jovem, recomendo o livro de impressões sobre ele escrito com primor pelo corintiano Renato Pompeu. E presto aqui meu testemunho pessoal e o de ninguém menos do que Mestre Zizinho, o mais completo jogador brasileiro de todos os tempos, para quem Canhoteiro era o Garrincha da esquerda, com um repertório de dribles e assistências ainda mais variado.

Naquela segunda metade dos anos 50, se você comprasse o ingresso de Arquibancada, no Pacaembu, tinha livre acesso à Geral e vice-versa. Então, eu e meu irmão Cyro comprávamos duas arquibancada e ficávamos à espera do toss. Se o São Paulo atacasse a Concha Acústica (hoje, Tobogã), corríamos para as gerais e, ali, colados ao alambrado, ficávamos nos maravilhando com seus prodígios a poucos metros de Canhoteiro. Indescritível o que esse cara fazia com aquela canhota mágica

Vá somando aí Denílson, Neymar e Ronaldinho Gaúcho e o amigo chegará perto do que fazia Canhoteiro, com aqueles calções gaiatos, arriados à altura das ancas, como um Cantinflas  (famoso cômico mexicano do cinema daqueles tempos) ou os manos de hoje em dia, a fazer estripulias nas defesas adversárias.

Não basta? Então, chamo um parceiro de adolescência, o hoje renomado ginecologista Dr. Nelson B. Cymbalista, na época, o Neca, inseparável vizinho na rua Maestro Elias Lobo, ali no Jardim Paulista.

Pois, nas tardes ociosas, Neca e eu íamos à pé até o Morumbi, que se resumia num gramado bem cuidado, com duas traves e cercado por cabanas de madeiras utilizados como vestiários para os jogadores e os trabalhadores que erguiam o gigante de concreto absurdo para aqueles tempos.

Pois, depois do treino coletivo do time, já de roupa social, Canhoteiro, para nosso encanto, jogava uma moeda no ar, aparava-a com aquele pé esquerdo ungido, produzia algumas embaixadas, até o toque final que enviava a moeda ao seu bolsinho de chaves na calça.

Acredite se quiser.

COPA DO BRASIL

Na Copa do Brasil, nesta quarta-feira, o Vasco é o grande favorito. Não só pela extraordinária recuperação que teve nos últimos tempos, mas, sobretudo, por jogar em São Januário, contra o Avaí. Mas, o time catarina, atenção!, está certinho nas mãos de Silas, e tem Marquinhos controlando o jogo no meio de campo.

Além do mais, vem embalado pela classificação espetacular diante do São Paulo, em Florianópolis.

Quanto ao outro jogo das semifinais da Copa do Brasil, a previsão fica mais nebulosa: o Coritiba vem cumprindo um semestre sensacional. Acumulou vinte e tantos jogos de vitória, antes de perder sua longa invencibilidade diante do Palmeiras, num jogo em que podia perder, pois metera 6 a 0 no adversário. Será que quebrou o encanto? Não sei.

Só sei que o Ceará, agora com seu artilheiro Marcelo Nicácio, de volta, depois de uma ida e vinda, é um time bem armado por Mancini, que derrubou o outro invicto brasileiro, nenhum outro senão o poderoso Flamengo.

É jogo pra mais de metro.

FESTAS ESTADUAIS

Esta segunda foi dia de festa para os estaduais que se encerraram no fim de semana, com a escolha dos melhores de cada um nas tais seleções dos respectivos campeonatos.

No Rio Grande, o Cruzeiro, time-surpresa do torneio, levou o maior número de prêmios. Assim como em Minas os Américas (TO e MG) tiveram um destaque especial. Por exemplo: Fábio Jr., o centroavante e artilheiro do campeonato. Mas, cá entre nós, mesmo sem ter visto o suficiente desse campeonato, Douglas não poderia ficar de fora desse time..

Sim, aquele mesmo Fábio Jr. que surgiu no Cruzeiro como um provável substituto de Ronaldinho Fenômeno, quando este partiu para a Holanda. Rodou mundo e nunca conseguiu comprovar essa expectativa. E, quando o julgávamos aposentado, balançando na rede da varanda das lembranças, ressurge fazendo gols adoidado e levando seu time ao pico da disputa do campeonato mineiro.

Em São Paulo, montaram uma seleção meio Mandrake. Chicão, por exemplo, não foi o melhor zagueiro central do campeonato. É um belo defensor, mas não jogou bem, neste certame.

Renatinho, meia-armador da Ponte, merecia um lugar nesse time. E Dagoberto, que cumpriu sua melhor performance nesta disputa, teria de estar ali no trio de ataque, no lugar de Kleber, que esteve um mísero degrau abaixo do tricolor, nas contas finais.

Por fim, no Rio, me estranha a presença de Ronaldinho Gaúcho na Seleção do Rio. Estranha mas não espanta. Afinal, o gauchinho marcou o gol da vitória na conquista  da Taça Guanabara, o primeiro turno do caricoa.

Como segundo atacante, talvez a vaga devesse ser de Eder Luís. Mas, nada reclamar, quando se trata de um craque do porte de Ronaldinho.

De qualquer forma, no geral, é isso aí.

O BIZARRO TEVEZ

Outro dia, o motorista da Sportv que veio me  buscar, perguntou-me o que queria dizer a palavra bizarro. E explicou: carregava daqui pra lá jovens repórteres que, a qualquer momento, repetiam essa palavra, fosse em referência a pessoas ou situações.

Bem, o Aurélio fala num cara elegante, bem posto etc, mas admite alguém fora do comum.

E, quando o motorista me fez a pergunta, veio-me à memória uma estampa da infância: o Supero-Homem Bizarro, a contrafacção do autêntico Super-Homem – um Super-Homem de rosto e uniforme retalhados.

Pois Tevez me lembra esse anti-herói dos quadrinhos: o rosto devastado pelas chamas de uma infância infeliz, o corpo atrofiado pela fome, e o talento único, soprado pelo destino que lhe foi antes tão cruel.

Nesta terça, meteu dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Stoke. Um, de alta classe, ao limpar dois beques e concluir fora do alcance do goleiro; outro, batendo falta no ângulo.

Isso é bizarro, embora tão natural.

Notas relacionadas:

  1. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
  2. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
  3. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 14:17

NO CÉU, UMA ESTRELA SOLITÁRIA

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Se bem examinado o cenário, surge uma estrela solitária no horizonte da rodada deste fim de semana.

Sim, porque o líder Fluminense, sem Diguinho, além de Emerson, Deco, Fred e até mesmo Washington, enfrenta um Vasco mais seguro pela fuga definitiva de quaisquer embaraços, um clássico estadual, como tal, imprevisível.

Situação parecida com a do Corinthians que encara um clássico doméstico com o São Paulo, em que não apenas entra de sola a tradição como a necessidade expressa de ambos vencerem ou vencerem. O Corinthians para seguir no encalço do título; o São Paulo, em busca de uma vaga na Libertadores para salvar os dedos, já que os anéis se foram nesta temporada.

E o Cruzeiro, em baixa, sobretudo depois da derrota em casa para o São Paulo, terá de se haver com o Vitória, lá no Barradão, terreiro encantado dos baianos.

Em contrapartida, o Botafogo, que vem comendo pelas beiradas, também viaja, mas pega um Avaí desfalcado e desesperado na tentativa de escapar do descenso.

Cá entre nós, está mais para Papai Joel, que põe tudo na conta do Abreu. E, se os astros combinarem com essa estrela solitária, numa conjugação luminosa, bem que o Botafogo pode sair da rodada ao lado de Corinthians e Cruzeiro, na vice-liderança, a um pontinho do líder. Já pensaram?

Pois é. Não esqueçamos que o Flamengo já aprontou uma dessas no ano passado.

Mas, isso tudo não passa de mera especulação, quem sabe um pressentimento,  pois as estrelas lá no céu ainda estão se movimentando para escrever o fim de mais esse capítlo dramático do Brasileirão.

Notas relacionadas:

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  2. TIMÃO, LÍDER
  3. SÓ OS GAÚCHOS SE SALVARAM
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 00:33

VALEU, MANO!

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Dizem as más línguas que neste exato momento o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, está enviando para o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, um cartão postal com a gravura do projeto do estádio de Itaquera e os seguintes dizeres: “Valeu, mano!”.

Seria o mínimo de cortesia entre dois figadais inimigos, quando um deles coloca tão suculenta azeitona grega na empada do outro, como aconteceu nesta noite de quarta-feira.

Sim, porque a combinação de resultados – a vitória tricolor sobre o então vice Cruzeiro e a goleada do Timão sobre o Avaí – elevou o Corinthians novamente à vice-liderança, justamente na noite em que o líder Flu tropeçou no Beira-Rio, empatando por 0 a 0 com o Inter.

Mas, esse tropeço do Flu, digamos, foi mais um sobrepasso, desses que nem desequilibram, muito menos derrubam. Afinal, o Inter é o Inter e jogava em casa, já sem o peso de ter algo em disputa. E o Flu, muito desfalcado, passou o jogo todo evitando o pior, o que concretizou graças à soberba atuação de seu goleiro, pois o Inter foi muito melhor e criou várias chances contra quase nenhuma do líder.

Já o Cruzeiro, num jogo agradabilíssimo de se ver, foi envolvido por um São Paulo mais ativo, veloz e incisivo, sobretudo pela atuação de seu quarteto de frente formado por Lucas, Fernandão, Dagoberto e Ricardo Oliveira, bem apoiados por Carlinhos Paraíba, mais atrás.

De  todos, porém, o grande destaque foi o menino Lucas – a grande revelação deste Brasileirão -, entre tantos dribles e investidas, autor de um golaço: recebeu entre dois marcadores na intermediária azul, livrou-se de ambos, de outro em seguida, tabelou com Dagoberto, recolheu de volta na área, limpou o goleiro e tocou para as redes. Golaço!

Depois houve aquela falta em Ricardo Oliveira fora da área, que o juiz transformou em pênalti, convertido por Rogério.

É verdade que o Cruzeiro não se entregou assim, ó. Nada disso, quando tinha a bola, atacava, criou boas oportunidades, quase todas conjuradas por Rogério Ceni, a não ser aquela que Fernandão salvou de cabeça sobre a risca do gol, e se mantém firme na disputa, apesar dessa derrota um tanto inesperada.

Por fim, o Timão, na sua praia, sob o impulso da Fiel, diante de um Avaí encolhido atrás de descarada retranca, contou também com duas expulsões do adversário para emplacar a goleada de 4 a 0.

Mas, fez para tanto: manteve a serenidade, mas não abdicou do coração para pressionar o adversário até abrir a porteira, com gols de Bruno César, Elias e dois de Ronaldo Fenômeno, que velho, baleado, gordo, dentuço, a cada três bolas recebidas, mete uma pra dentro. Nesta quarta, meteu duas. Tá bom?

Joguinhos chatos
O jogo foi chato de se ver. Tecnicamente, fraco, em parte pelas ausências de vários titulares nos dois times, parte porque o Palmeiras, claramente, foi à Arena da Baixada para voltar com um empatezinho maneiro.

Pois, levou o castigo merecido, com o gol de Nieto, já na fase final do segundo tempo, o que deixou o Atlético PR vivo ainda na embolada disputa por uma vaga na Libertadores.

Vá listando aí, amigo: São Paulo, Grêmio e Furacão, além dos já classificados Inter e Santos, todos com 50 pontos, sem falar no Botafogo, que, ao vencer o Goianiense, na quarta, já invadiu a área dos sonhos até do título.

Ao mesmo tempo, em São Januário, o Vasco, em outro jogo sombrio,  carimbava seu passaporte para a Sul-Americana, segundo os matemáticos de plantão, ao bater o Prudente por 2 a 1, de virada, dois gols gêmeos de Rômulo, de cabeça.

Dois passes geniais de Felipe, diga-se, que, da direita, meteu duas trivelas de canhota na cabeça do artilheiro.

Notas relacionadas:

  1. CINCO JOGOS BÁSICOS
  2. FLU, MAIS LÍDER
  3. SÓ OS GAÚCHOS SE SALVARAM
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 02:09

FLU, MAIS LÍDER

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Não, não foi um futebol de líder, mas foi um futebol de campeão.

O que eu quero dizer é que o Fluminense venceu, em Volta Redonda,o Avaí por 1 a 0, gol de Conca, já quando o desespero rondava a alma tricolor, numa bola parada, sem o brilho que o líder já mostrou neste Brasileirão.

Na verdade, sofreu diante de um Avaí que periga descambar para a zona do rebaixamento, o que só ratifica o equilíbrio marcante neste campeonato entre praticamente todas as equipes – do ponteiro ao rabeira.

É aqui que entra essa história de futebol de campeão, pois, em tais circunstâncias, o que importa é vencer, de bola parada, gols contra, o diabo que for. E o Flu, que disparou na ponta no primeiro turno e teve leve turbulência recentemente, segue somando três  pontos, mantendo-se a uma distância maneira do Corinthians, que, ao contrário, refluiu, depois de ter recuperado a liderança outro dia.

Timão empaca

Nesta noite de quarta-feira mesmo, não conseguiu ir além de empate por 1 a 1 com o Botafogo, em pleno Pacaembu e sob os ecos das celebrações de seu centenário.

Pior: esteve a pique de perder o segundo jogo consecutivo, pois Herrera fez um segundo gol legalíssimo que o juiz anulou.

O Corinthians, é certo, fez um bom primeiro tempo, quando abriu a contagem logo aos 3 minutos de jogo em belo disparo de canhota de Bruno César. Mas, sofreu o empate, aos 26, na jogada típica do Botafogo – bola alçada na área, que Loco Abreu concluiu exato de cabeça.

Mas, o Bota dominou a maior parte do segundo tempo, fez aquele gol anulado, e levou perigo duas vezes à meta de Júlio César, antes de Caio, no finzinho, desperdiçar uma chance com a meta corintiana escancarada.

Sim, houve duas grandes oportunidades do Corinthians – uma delas, incrível, aos pés de Paulinho – e, nos últimos dez minutos exerceu aquela típica pressão de fim de jogo, em vão. Pouco para o time que é.

Raposa dá a volta

O Cruzeiro, na cidade mineira de idílico nome – Sete Lagoas -, recebeu o Atlético Goianiense, e, num piparote, meteu 3 a 0, dando a volta por cima na recente goleada sofrida diante do Santos.

A Raposa segue no rastro dos dois lá de cima. Que, se bobearem, ó, nhoc!

O Tricolor bom

Na briga dos Tricolores, no Olímpico, deu Grêmio – 4 a 2. E deu porque o Tricolor gaúcho foi muito mais coordenado e aceso do que o Tricolor paulista, que leva mais uma goleada, apesar de seus três zagueiros de ofício e aquela legião de volantes.

Mas, há que se ressaltar também a reação do São Paulo no segundo tempo, quando chegou ao empate por 2 a 2, antes de desabar de vez.

O fato é que, enquanto o Tricolor de cá segue em sua fase de transição, o de lá parece ter ganhado segurança e tranquilidade nas mãos de Renato e ameaça já arrancar para a disputa de uma vaga mais nobre do que a simples sul-americana.

Ave, Palestra

Por falar em voos mais altos, Felipão já saltou na frente da cena e advertiu: “Tá bom assim, vamos ganhando nossos pontos, subindo o que der para subir, mas não me venham falar em voos mais altos!”.

É, mas essa vitória por 2 a 0 sobre o Inter, que ainda outro dia havia batido o então líder Corinthians, é pra comemorar com uma bela pizza napolitana, regada a honesto chianti.

Quer dizer: uma celebração saborosa e consistente, frugal, digamos, mas nada mais sofisticado. Exatamente como foi a bola do Palmeiras na Arena de Barueri diante do poderoso Inter, embora desfalcado de seus dois principais jogadores – D’Alessandro e Tinga.

Lá, o Palmeiras, com dedicação e ciência, soube enredar o Inter, anular o jogo do adversário, e impor-se no placar com duas magistrais cobranças de falta desse implacável Marcos Assunção.

Tá pra lá de bom, nas circunstâncias em que vive o Palestra.

Furacão soprando

Vale destacar mais uma vitória do Atlético PR, que bateu em casa o Vitória por 1 a 0.

O Furacão também não fez um grande jogo, mas somando todas as últimas rodadas, olhe ele aí soprando forte no cangote dos grandes favoritos à vaga para a libertadores. Que não sobrevenha a calmaria, hein.

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 23:31

PEIXE E TRICOLOR

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Santos e São Paulo passaram por Avaí e Atlético Goianiense, num momento delicado para as duas equipes.

O Santos, pressionado na tabela pelo Botafogo – que segue cumprindo excelente campanha, sob o comando de Joel Santana -, venceu, por 2 a 1, mas, penou na Vila. Penou porque o Avaí é um time bem armado, ousado, e que, na necessidade de virar o placar, partiu para o jogo sem temor.

Mas, o Peixe é isso: não recua, não abre mão de atacar, e, sobretudo, tem Neymar, essa joia que os juízes deveriam preservar em vez de perseguir, por força da visão perversa do futebol por boa parte da mídia esportiva.

O menino é menino, é leve, joga em alta velocidade e sabe jogar como poucos – dribla, passa, toca de primeira, lança, faz tudo com a bola. Logo, está mais exposto ao choque e a consequente queda. Nem sempre essa queda é resultado de falta, mas também não é fruto de encenação (poucas vezes, é). Na maioria das vezes, porém, Neymar é vítima das pancadas dos botinudos incapazes de, legalmente, tomar-lhe a bola.

Bem, mas o fato é que o Santos, com gols de Neymar, antes mesmo do primeiro minuto de jogo, e de Marcel, no segundo tempo, venceu, manteve-se em terceiro lugar e acena com a forte possibilidade de ser aquele que pode romper a hegemonia até agora detida por Flu e Corinthians.

Já o São Paulo, com uma formação mais arejada, com dois volantes, três meias e apenas um atacante, pelas ausências forçadas de Ricardo Oliveira e de Fernandão, teve sua primeira vitória sob o comando de Sérgio Baresi.

Venceu o Atlético Goianiense por 2 a 1, no Morumbi. E, se pudesse contar com um atacante de fato, como Ricardo Oliveira, por exemplo, não tenho dúvidas que conseguiria alcançar um resultado mais folgado.

De qualquer forma, esse é o caminho que Baresi deve seguir, se quiser salvar os dedos e os anéis.

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  2. TOQUE TRICOLOR
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última