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08/10/2009 - 23:55

NO QUARTEL DE ABRANTES

Veja mais charges no blog do Milton Trajano

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E, no fim das contas, o que parecia uma tragédia para o São Paulo acabou sendo apenas uma decepção por não ter aproveitado a chance de se aproximar do Palmeiras, que tropeçou no Palestra diante do Avaí, assim como o Galo levava um sapeca inesperado do Botafogo, no Engenhão, e o Goiás levou de 3 a 0 do Cruzeiro, no Mineirão.

E olhe que o Verdão esteve a pique de perder de um Avaí arrumadinho, leve e incisivo, que chegou a abrir 2 a 0, sob o comando de Marquinhos, um desses veteranos que, ao lado de Marcelinho Paraíba, Ramón e Petkovic, vêm botando tempero especial neste Brasileirão.

Mas, o Palmeiras não é líder por acaso, e foi buscar força lá no seu interior para chegar ao empate e manter-se a uma distância ainda folgada do vice. Mas, não tanto que eventual revirolta esteja fora de questão.

O fato é que, no fim de tudo, apenas o Inter avançou, retomando seu lugar na zona da Libertadores. De resto, tudo ficou como dantes no quartel de Abrantes.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
30/08/2009 - 20:47

MUITA TENSÃO E POUCA BOLA

Quem esperava um clássico histórico entre São Paulo e Palmeiras se frustrou. Foi apenas um jogo dentro dos padrões convencionais: muita tensão, extrema marcação, pouca emoção e nenhuma invenção.

O Verdão dominou os primeiros 20 minutos, até que o zageiro Maurício Ramos se machucasse. A partir daí, com a entrada de Marcão, Muricy mudou o braço da viola, e voltou ao seu amado sistema com três zagueiros. Três pra cá, três pra lá, e permita-me dar um bocejo, pois nada mais aconteceria nesse jogo.

Como, aliás, não aconteceu.

O São Paulo, é verdade, foi um pouco mais agudo, nos contragolpes, mas pouco para o nível de expectativa desse jogo que poderia alterar alguma coisa na ponta da tabela.
Se imaginarmos que são dois dos grandes favoritos ao título do Brasileirão, que pobreza…

FLA, TIMBU E AVAÍ

O Flamengo se recuperou diante do Santo André, sábado, no Maracanã. Não porque meteu 3 a 0 nos azuis do ABC.

mas, sobretudo, porque jogou bem, sob o comando de Petkovic, o nome do jogo, logo ele, de quem nada se esperava quando voltou à Gávea da semi-aposentadoria, só pra cumprir um acordo comercial.

Pois, Pet, em um ou dois jogos, já é uma das atrações do campeonato, graças à sua técnica inexcedível.

Já o Avaí caiu, depois da incrível série invicta de onze jogos, diante do Coritiba, fora de casa. Mas, se há um caso em que se pode dizer que caiu de pé é este. O Avaí, embora jogando no campo inimigo, ainda que

perdendo, jamais perdeu o juízo e o domínio da partida. Continuou tocando a bola e esperando a chance que não veio, afinal.

Quanto ao Coritiba, mais uma vez, todos os louros para Marcelinho Carioca, mais uma vez, o motor da vitória e autor de mais um golaço.

Por fim, o Timbu, que renasce nas mãos de Geninho, meteu três no Furacão, lá nos Alitos, com direito a golaço de Bala – uma parábula lá do meio da rua que o goleiro nem viu.

INTER DESBANCA GOIÁS

Claro que a expulsão de Fernandão, ainda no começo do jogo, foi significativa. Mas, o fato é que o Inter goleou o Goiás e já saltou para o terceiro lugar, com um jogo a menos, ultrapassando o Sao Paulo.

E o fez sem seu goleador Alecsandro, substituído pelo garoto Marquinhos, mas, sobretudo, escorado na dupla de veteranos zagueiros – Indio e Fabiano Eller -, que deu a segurança que faltava à defesa colorada.

O Inter, não resta dúvida, é um dos poucos candidatos pra valer ao título.

PEIXE E RAPOSA

Os meninos da Vila enterraram ainda mais o Fluminense: 2 a 0, gols de André e Ganso, que joga muito, meu povo. Os meninos, claro. com o apoio do veterano Emerson, aquele.

Quem, contudo, segue patinando é o Cruzeiro, que empatou por 3 a 3 com o Vitória no Barradão. Esse resultado, em tempos normais, seria perfeitamente digerível. mas, na situação atual…

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , ,
24/08/2009 - 16:08

OLHAÍ O GOIÁS E O AVAÍ

Desculpe o atraso na postagem destes comentários, pois fui vítima de um crepe nos meus equipamentos, justamente na noite de domingo, e só agora eles puderam ser reabilitados.

O fato é que, se nomeio de semana o São Paulo foi o grande beneficiário da combinação de resultados, neste final de semana os astros apontaram para o Palmeiras, que, no sábado, venceu o Inter, em jogo de seis pontos, e celebrou, no domingo, os tropeços de três dos outros chamados grandes, concorrentes mais próximos - São Paulo, Galo e Corinthians.

As exceções foram Goiás e Avaí, que derrubaram com folga Santos e Flamengo, em seus próprios estádios.

Aliás, duas exceções magníficas, sobretudo o Avai, por quem não se dava um tostão furado nas primeiras rodadas e que, de repente, criou asas, e alçou vôo da zona do rebaixamento ao G-4, com a marca inacreditável de onze partidas inictas.

Claro, o Flamengo, em plena fase de transição, jogou muito desfalcado. Mas, o Avaí, ao seu estilo, botou a bola no chão, sob o comando de Marquinhos, um dos dois ou três melhores jogadores do campeonato até agora, e poderia ter alcançado um placar ainda mais sonoro.

Além de Goiás, vice-líder, agora já com Fernandão estreando, o que lhe dará certamente mais força ofensiva, ao lado de Léo Lima e um pouco atrás de Iarley e Felipe, e de Avaí, vale ressaltar o renascimento do Atlético PR nas mãos do experiente Antonio Lopes, cujo batismo de fogo seria esse jogo contra o ascendente São Paulo. Resultado: 1 a 0, com clara predominância do Furacão, num jogo de extração técnica mediana.

Já Corinthians e Botafogo ofereceram emoções redobradas no Pacaembu, num empate de 3 a 3, eivado de erros da arbitragem. Abstraindo-se isso, o que é quase impossível, pois muitos desses erros influiram diretamente no resultado, a partida foi muito movimentada, e mais positiva para o Botafogo, que luta para escapar da degola, enquanto o Corinthians vai tentando se rearmar de olho apenas na Libertadores, embora possa, sim, senhor, chegar ao G-4, pelo menos.

Por fim, a impiedosa goleada do Grêmio sobre o Galo – 4 a 1, no Olímpico. E eis aquestão: no Olímpico, o Grêmio, com seus Tchecos e Souzas, é rei. Fora, tem sido um mero súdito.

De qualquer forma, essas alternâncias, de rodada a rodada, é que fazem o sal desse campeonato de pontos corridos, uma decisão a cada jogo, para todos.

O GRINGO CHEGOU

Nesta ssegunda-feira, o argentino De Federico desembarcou em Congonhas, posou com a camisa do Corinthians, e prometeu dar um brilho extra ao seu novo time.

Bem, confesso que não vi de seu futebol mais do que as imagens divulgadas pelas emissoras de TV, o que basta para impressionar. Mas, o amigo sacumé essa história de DVD de jogador de futebol. Podem apenas revelar as exceções de um desempenho, na média, bem inferior.

Fio-me, porém, na imprensa argentina que, há tempos, vem enaltecendo a bola desse garoto recém-promovido à elite do futebol de seu país, defendendo o Huracán, sensação do último campeonato de lá.

Canhoto, habilidoso e incisivo é o mínimo que se fala dele. O máximo, é que se trata de um novo Messi. Se conseguir ser, ao menos, um Douglas já estará de bom tamanho para o Corinthians.

VASCOOO!

Foi simplesmente emocionante ver a torcida vascaína invadir o Maracanã para empurrar seu Vasco em direção à goleada por 4 a 0 sobre o Ipatinga, em jogo pela Segundona, que o Almirante comanda do alto da proa.

Curiosa essa reação recorrente nas torcidas dos grandes clubes brasileiros que amargam a queda para a divisão inferior. Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Corinthians e outros tantos que viveram essa experiência provam que o torcedor se irmana ao clube na desgraça e passa a jogar junto para vê-lo novamente na Série A, seu verdadeiro patamar histórico.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Série B Tags: , , , , , , ,
21/08/2009 - 01:20

ÊTA JOGO BOM DE SE VER

Uni, duni e tê… pronto, deu Náutico e Goiás, como poderia ter escolhido Galo e Avaí ou o clássico do Maracanã, Flamengo e Cruzeiro.

Então, acomodo-me na poltrona, e fico ali, ó, só me deliciando com um jogo rápido, envolvente, quase hipnótico. Os dois times se enfrentam de peito aberto, lá e cá, e a bola ronda as duas metas, até que os timbus começam a tomar conta das ações, e chegam ao seu gol, em cruzamento de Michel que o zagueiro goiano Leandro Eusébio empurra inadvertidamente para as próprias redes.

O mesmo Michel que mandara antes uma bola na trave de Harley.

Sucede que, no segundo tempo, o Goiás veio armado para virar esse jogo, embora Dacosta, logo aos 7 minutos, perde gol feito, ele, a bola e o goleiro. Por cima. A partir daí, o Goiás enreda o Náutico numa trama vertiginosa, mas inconsequente, ainda que metesse uma bola na trave, até que o técnico Geninho mexe aqui, mexe ali, e o Náutico reemerge para, no finzinho, selar o placar, com Anderson Lessa.

Ah, se todos os jogos fossem assim…

NO MINEIRÃO E NO MARACANÃ TAMBÉM

A propósito, o jogo do Mineirão foi mais ou menos isso, segundo os relatos dos que o viram e os excertos exibidos pela tv: um 2 a 2 de provocar síncopes, já que o Atlético vencia por 2 a 0 ainda no primeiro tempo, meteu bola na trave e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, no segundo, o Avaí reincorporou aquele espírito de invencibilidade que o vem insuflando nas últimas dez rodadas, e chegou ao empate.

Assim como dizem que a virada do Cruzeiro sobre o Flamengo, no Maracanã, também provocou altas doses de emoção. Emerson abriu a contagem de cabeça, enquanto Diego Renan e Fabrício mantiveram o Galo ainda na bica de disputar o título com Inter, Goiás, São Paulo e Palmeiras, os degraus a serem percorridos pelos mineiros daqui pra frente.

AÔ, BELLÚ!

Lá no velho Brás dos italianos dizia-se, que quando um calabrês morde as juntas do indicador, é hora de correr pra debaixo da cama e acender uma vela, pois a vingança será malígna.

Então, fico imaginando a cena: o professor Belluzzo, amigo de velha data, mestre em economia e nas artes da política, refinado homem de letras, ex-ministro de Estado, de repente, dá uma mordida nas juntas do indicador, arregaça as mangas, mete o pé na porta do diretor de árbitros da CBF, invade o seu gabinete, agarra-o pelo cangote e, Dio Mio!, ataca sua carótida a dentadas mortíferas.

É sangue por todo lado.

Dirá o amigo leitor que estou variando, quem sabe vítima da gripe suína (sem nenhuma outra alusão, creia). Estou mesmo. Mas não à toa.

É que ouvi no rádio o presidente do Palmeiras declarar, com toda aquela calma que antecede a tempestade,  que tem tentado em vão reclamar civilizadamente das arbitrragens, que, segundo ele, andam prejudicando demais o Verdão. Mas, que, se não houver mudança de rumos, o sangue calabrês lhe subirá à veneta, e aí…

Bem, sugiro a nossos atilados repórteres que fiquem de olho no professor. Se, num dado momento, ele levar o indicador dobrado à boca… área, meu, área!

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros Tags: , , , , , , ,
18/08/2009 - 16:40

CINCO JOGOS BÁSICOS

Pinço cinco jogos da rodada deste meio de semana que podem dar o tom do que nos espera neste segundo turno do Brasileirão.

Inter e Corinthians, por exemplo, no Beira-Rio, é jogo crucial para ambos. Para o Inter, pode significar aquele arranque em direção ao topo da tabela. Para o Corinthians a comprovação de que o time já começa a se aprumar nesta fase de transição. Está mais para o Colorado, mas nunca se sabe.

Já o São Paulo, que vem comendo pelas beiradas, não pode deixar escapar a vitória em casa contra o Fluminense, que se arrasta na rabeira do campeonato, e que, portanto, tem de dar a vida nesse jogo.

Quanto ao Galo, carece de conter o declínio momentâneo diante de um Avaí em plena ascensão, se quiser recuperar o porte de sério candidato ao título. Uma eventual derrota em seu terreiro, por certo, será fatal para o moral da equipe.

E o Goiás, vice-líder, vai aos Aflitos atrás de uma vitória que não apenas ratifique sua força inesperada como o coloque em situação de ir ganhando status de autêntico postulante ao título.

Por fim, Flamengo e Cruzeiro, um clássico nacional, no Maracanã, num momento em que o Flamengo, apesar da goleada sofrida diante do Grêmio, em jogo atípico, tem forças para voltar a brigar, pelo menos, por uma vaga na Libertadores, enquanto o Cruzeiro, que patina numa zona perigosa, terá de se reerguer rapidamente.

Pelo andar da carruagem, o Mengão está mais próximo da vitória, caso seus atacantes não desperdicem todas aquelas chances perdidas na derrota para o Grêmio.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , ,
08/08/2009 - 21:43

QUE AVAÍ É ESSE, MEU?

Claro, o peixeiro amigo está aí maldizendo seu time, que vencia por 2 a 0, já segundo tempo avançando, e acabou cedendo o empate para o Avaí. Mesmo porque o Santos perdeu umas duas chances de ouro para ampliar o marcador, sobretudo com seu artilheiro Kleber Pereira.

Mas, há que admitir a espetacular arrancada do Avaí, que somou na Vila sua oitava partida consecutiva sem perder, largando a lanterna outro dia para vir aquecer-se ao sol de muitas esperanças já lá pra além do meio da tabela.

E muito deve o Avaí, nessa espetacular. reação ao seu meia Marquinhos, aquele Marquinhos Paraná que surgiu anos atrás como grande revelação do futebol paranaense, mas que passou obscuro por São Paulo, Flamengo, uma dezena de clubes, para ressurgir agora no Avaí de Silas.

Marquinhos é um daqueles meias serenos, que sabem fazer a bola circular, quando não a metem na medida para um companheiro em posição de concluir na cara do gol, tão raros no nosso atual futebol. Nao é nenhum craque excepcional, nada disso. Mas, sabe jogar. Ou mais do que isso: sabe fazer seu time jogar.

Quanto ao Santos… Bem, ou Luxa volta aos seus antigos conceitos, ou irá seguindo nesse passo: um pra frente, um pra trás.

KAKÁ E EUSÉBIO

Kaká estreou no Real, na goleada sobre o Toronto, em amistoso preparatório para temporada européia prestes a se iniciar. Jogou só o primeiro tempo, não marcou nenhum gol, mas teve boa movimentação, entrando em sincronia com seus ilustres parceiros de ataque: Cristiano Ronaldo, Raúl e Benzema.

A propósito, vale esperar pra ver se o técnico Pellegrini vai apostar mesmo nesse quarteto ofensivo para os jogos de verdade. Será uma ousadia inusitada até mesmo para o futebol europeu que avançou muito nesse sentido nos últimos anos.

Já o Milan, que Kaká deixou outro dia, que desastre… Empatou por 1 a 1 com o Benfica no Estádio da Luz, é verdade, e só perdeu nos pênatis. Mas, não jogou um tostão de bola. Foi envolvido inteiramente pelo Benfica de Ramires, Aimar e cia. bela ao longo de toda a partida, e só não levou um saco porque a dupla de zaga Nesta-Thaigo Silva salvou tudo no último momento.

Nos pênaltis, o Benfica saiu vencedor, graças, entre outros, a Ronadinho Gaúcho, que havia entrado no segundo tempo e que desperdiçou sua cobrança, e ficou com a Taça Eusébio.

Kaká e Eusébio… De súbito, a linha da memória atravessa quatro décadas unindo um ao outro, pelas semelhanças e diferenças. As semelhanças: ambos, meias-ofensivos, destros, donos de arrancadas incontroláveis e um irrepreensível senso de profissionalismo. A diferença: Eusébio foi gênio, goleador implacável, que aduzia às arrancadas impetuosas uma capacidade singular no cabeceio; Kaká é craque, grande estrela, mas ainda não pode ser chamado de gênio.

Na verdade, de todos os imensos craques que vi em campo, Eusébio foi o que mais se aproximou de Pelé, no estilo e eficiência, embora entre um e outro haja um abismo.

Outra diferença: Kaká, neste futebol tão carente de meias-armadores, tem que ser arco e flecha, ponto de partida e de chegada, enquanto Eusébio teve atrás de si, tanto no Benfica bicampeão mundial, quanto na Seleção Portuguesa terceira colocada na Copa da Inglaterra, a genialidade do passe mágico de Coluna.

De resto, é bola que segue, na esteira dos craques de ontem, de hoje, de amanhã, de sempre.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: , , , , , ,
06/08/2009 - 01:00

SÃO PAULO, AVAÍ E GOIÁS

Por Miltojn Trajano

E o São Paulo já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao completar sua sexta partida invicta nas mãos de Ricardo Gomes, batendo o Botafogo, no Morumbi, de virada, por 3 a 1.

É verdade que, nesse jogo, o Tricolor demorou pra pegar no breu. Levou um golaço de Lúcio Flávio, e, só depois de responder com Jorge Wagner, de pênalti, e Washington, já no finzinho do primeiro tempo, é que a equipe se equilibrou em campo. No segundo, um belo gol de Dagoberto encerrou o placar, quando o São Paulo era melhor do que o Botafogo.

Outra vitória significativa foi a do Santos, em Cascavel, sobre o Coritiba, que, depois de súbita ascensão, despencou novamente para o bloco do adeus. Com um gol de Ganso e predominou da bola e dos espaços no segundo tempo, o Santos se reequilibra na tabela.

Já o Corinthians vai seguindo a sua sina, nesta fase de transição: perdeu por 1 a 0 do Náutico, nos Aflitos. Mas, atenção: não foi nenhum desastre técnico, pois o Timão jogou razoavelmente bem na medida de suas atuais possibilidades.

Quem começa a dar sinais de preocupação é o Cruzeiro, que, no Mineirão, perdeu por 2 a 0 para um Atlético PR de campanha mínima neste campeonato, e assim continua cortejando a zona do rebaixamento. Na estreia do técnico Antonio Lopes, o Atlético soube explorar a evidente tensão desse Cruzeiro que soma expulsões tantas quantas nunca teve em sua história, jogo a jogo.

Em contrapartida, o Avaí segue escalando a jato a tabela de classificação, com mais uma vitória nessa série incrível de invencibilidade: 1 a 0 no Santo André, em casa.
Mas, todas as emoções da noite ficaram por conta de Goiás 3, Flamengo 2, no Serra Dourada.

O Goiás, que cumpre campanha exemplar, logo meteu 2 a 0, com Amaral e Léo Lima, mas tomou o empate, com os dois craques do Fla – Adriano e Petikovic. E, como já virou hábito, Iarley, no finzinho, desempatou, mantendo o Goiás lá no topo, na área de disputa do título.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
04/08/2009 - 17:34

RODADA DECISIVA, COMO TODAS

Évem, como dizem as baianinhas de saia de roda e penduricalhos de muito axé, mais uma rodada decisiva do Brasileirão. Isso mesmo: decisiva, pois, em campeonatos por pontos corridos, lá e cá, cada rodada é decisiva, cujos pontos disputados serão saudados ou lamentados lá na frente, na reta final.

E o Vitória de Carpegiani, por quem elas suspiram com graça e fervor, precisa se reabilitar diante do Barueri, quinta, na Arena, da derrota recente para o São Paulo, o que não parece nada improvável, desde que o adversário anda capengando, depois de bela campanha até três rodadas atrás.

Mesmo porque periga o Vitória ter mais torcida na Arena do que o Barueri, pelo simples fato de a Grande São Paulo ser a maior cidade nordestina do país, sobretudo de baianos natos e seus descendentes diretos.

Já o São Paulo, que venceu o Vitória na rodada passada, enfrenta uma pedreira maior até, ao receber o  Botafogo, que enceta uma reação na tabela nas mãos de Ney Franco. Não só pela força da camisa do Glorioso, mas pela arrancada recente que o despregou da zona de rebaixamento para o limiar da Sul-Americana.

Mas, o Tricolor começa a se ajeitar nas mãos de Ricardo Gomes, ainda que no velho esquema dos três zagueiros. Passou a marcar mais à frente, e está conseguindo fazer a bola circular com ciência no meio-de-campo, graças a pequenas, porém, fundamentais mudanças: o recuo de Hernanes à posição de volante, onde o rapaz se sente muito mais à vontade do que atuando como meia, e o visível crescimento do futebol de Dagoberto, herói das duas últimas vitórias tricolores, entre outras coisas.

O São Paulo, porém, apesar dos bons sinais, ainda não chegou ao formato ideal – talvez, nem chegue -, mas caminha nessa direção.

TIMÃO NOS AFLITOS

Ainda sem Ronaldo, mas com Edu no time, o Corinthians vai aos Aflitos enfrentar o Timbu lanterna, que na rodada anterior arrancou heróico empate do Flamengo, em pleno Maracanã. Aliás, nem tão pleno assim, onde a nota destoando foi protagonizada por Léo Moura, xingando a torcida.

A ausência de Ronaldo segue sendo uma lacuna impossível de ser preenchida, embora Souza, já no empate com o Avaí, tenha apresentado evolução significativa desde sua estréia no Corinthians.

E a presença de Edu implica num passe mais exato e em maior segurança para a defesa corintiana. Além de empurrar Elias mais à frente, onde o meia se dá tão bem como segundo volante. Acrescente aí a volta de Dentinho, e, tudo indica, teremos um Timão mais forte do que o do fim-de-semana. Com a cabeça fria, o Corinthians haverá de se moldar em novo time.

LÍDER IMPREVISÍVEL

Muricy, mal assumiu o comando do líder Palmeiras, e já imprimiu suas digitais no time. As digitais de um tricampeão brasileiro, o que vale ouro, sem dúvida. Mas, que descaracterizou o time até então em plena ascensão.

Se a justificativa de Muricy para impingir o esquema com três zagueiros contra o Sport, na pior exibição do time nas últimas sete/oito partidas anteriores, era porque o adversário usava o mesmo esquema, contra o Grêmio, nesta quinta, no Palestra Itália, isso cai por terra, já que o Tricolor gaúcho de Paulo Autuori mudou o braço da viola e joga com apenas dois zagueiros.

De qualquer forma, o Verdão tem todas as chances de acumular mais uma vitória, pois a recente goleada do Grêmio sobre o Cruzeiro, embora lídima, prejudica qualquer análise pelas expulsões de dois adversários.

Mas, se optar pelo sistema em que Muricy está aferrado, grandes são as possibilidades de o Grêmio, com seus Túlios, Adilsons, Tchecos e Souzas, dominar o meio de campo e ditar o ritmo do jogo.

Mais importante, porém, no caso, é celebrar os 36 anos de idade do goleiraço Marcos, na minha opinião, o maior da história gloriosa do Palmeiras, com todo o respeito a Oberdã, outro ícone, e a Leão, Valdir de Moraes, Primo e tantos que ali brilharam.

Idade de trinta e seis anos  para um goleiro do porte de Marcos é nada , quando sabemos que seus nobres parceiros de outras eras, no mundo todo, passaram dos quarenta jogando uma enormidade, como Carrizzo, Manga etc.

A propósito, pelo talento e pelo caráter de Marcos, se estiver nessa mesma forma às vésperas da Copa da África, teria um lugar na nossa Seleção, nem que seja para a reserva de Júlio César, que anda fechando o gol na Inter e na Seleção como poucos, diga-se.

TEMPO DO GOIÁS

O Goiás, em franca ascensão e celebrando a volta do filho pródigo, Fernandão, recebe no Serra Dourada um Flamengo machucado pelo empate com o Náutico no Maracanã, e cheio de dedos pela incompatibilidade entre Léo Moura, um dos seus principais jogadores, e a torcida, justamente no dia em que Andrade foi efetivado como treinador da equipe.

O Goiás, possivelmente, deverá ter de volta vários dos titulares que estiveram ausentes na heróica virada sobre o Santo André em São Caetano, o que aumenta em muito suas possibilidades.

O diabo é que o Goiás tem apresentado um resultado muito superior fora de casa do que no Serra Dourada: coisa de 78 por cento contra apenas 50.

É hora de virar esse jogo, se quiser seguir brigando pelo título.

RAPOSA, PEIXE, AVAÍ E FLU

O Peixe, por causa de seu jogo adiado com o Inter, teve um bom espaço para Luxemburgo prepará-lo com vistas ao jogo contra o Coritiba, no Couto Pereira, coisa rara nesse calendário opressivo do futebol brasileiro.

Luxa, que é errático e exaustivo nos seus discursos, sabe como nenhum outro armar seus times, treiná-los devidamente, motivá-los e tal e cousa e lousa e maripousa. Vale verificar se isso ainda funciona.

Quanto ao Coritiba, que, depois de uma arrancada prodigiosa para longe da zona do rebaixamento, refluiu, esse é um daqueles jogos em que não pode bobear. Confesso que não apostaria nem em um, nem em outro.

Já o Avaí, nessa virtuosa escalada desde a lanterna, jogando em casa, dificilmente deverá deixar escapar um belo resultado diante de um Santo André em crise. Basta evitar que Marcelinho Carioca tenha uma daquelas chances de cobrança de falta perto da área em que o veterano craque costuma transformar em pênalti.

E a Raposa, a que veio? Bem, o Cruzeiro ainda carrega nos nervos os eflúvios da frustrante perda da Copa Libertadores da América. Tem time para se reerguer, embora já nem almejando o título. E esse é o momento de readquirir o equilíbrio, jogando no Mineirão contra um Furacão que não passa de brisa leve neste campeonato.

Por fim, o Fluminense, em plena reformulação administrativa, com a saída do gerente Alexandre Faria, a provável volta de Branco (fala-se, também, em Parreira para uma função dessas) e a chegada de Valdir Espinosa como apoio a Renato Gaúcho, que já começa a ter sua cabeça a prêmio.

Tudo lá em cima. E, no campo? No campo, o Flu é um time frágil, que transita pela zona do rebaixamento há muito tempo, e que recebe o Sport, outro desesperado. É jogo de vida ou morte, já que disputado entre dois que brigam para sair do bloco dos desesperados.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , , , ,
02/08/2009 - 19:42

TOQUE TRICOLOR

O São Paulo, sob o comando de Ricardo Gomes, é realmente outro time, independentemente, do esquema adotado pelo treinador. E isso ficou muito claro na vitória por 1 a 0, mais um gol de Dagoberto, sobre o Vitória, lá no Barradão.

O Vitória, todos sabemos, é um dos mais ajustados times do campeonato. E, atuando em casa, é pedreira ao dobro.

Pois, o Tricolor jogou nas regras da arte: nada de chutões da defesa ao ataque, nada de bolas alçadas à área inimiga para o cabeceio de um grandalhão eventual lá na frente. Nada disso. Pôs a bola no chão, e, aos toques, se impôs e chegou ao gol, aos 28 minutos do segundo tempo, em esperta jogada de Dagoberto pela esquerda.

Antes, Borges já havia desperdiçado três boas chances para abrir a contagem.
Assim, o São Paulo vai acertando seu time, dentro de um padrão aceitável de toque de bola, subindo na tabela, enquanto o Vitória segue sendo uma equipe de primeira, que briga por uma vaga na Libertadores.

TIMÃO NA MUDA

O Corinthians, em pleno processo de transformação com a saída de quase meio time, não conseguiu ir além de um empate por 0 a 0 com o Avaí, no Pacaembu.

Nessas circunstâncias, não foi pouco, pois o Avaí, em franca ascensão, criou e desperdiçou, por baixo, três oportunidades de ouro para marcar.

TRISTE FLA-FLU

A derrota do Flu para o Furacão, por 1 a 0, foi fatal para o Tricolor carioca. Pois, perdeu para um candidato direto ao rebaixamento. E, mais: o jogo nem foi na Arena da Baixada, casa do Atlético PR. Foi em Londrina, no Estádio do Café. Assim, o Flu assume a lanterna do Brasileirão, e o eventual choque da chegada de Renato Gaúcho se fragmenta em várias desesperanças.

Da mesma forma, o empate, no Maracanã, do Flamengo com o Náutico, outro frequentador contumaz da zona do rebaixamento, reduz as grandes expectativas dos menguistas em relação à efetivação de Andrade como técnico do time. Mas, isso tudo faz parte do show de um campeonato tão disputado como este.

TÉCNICO DE CHUTEIRAS

O Santos acaba de recepcionar Emerson, o veterano volante do Grêmio, da Seleção, do Leverkusen, Juventus de Turim, Roma e Milan. Não sei das condições física e, consequentemente técnicas, de Emerson, que não joga há muito tempo.

Mas, sei que Luxemburgo, desde os tempos em que dirigia a Seleção, o considerava um verdadeiro técnico dentro das quatro linhas. Aliás, isso ouvi de vários outros treinadores, dentre eles, Felipão.

Se tiver fôlego e músculos para enfrentar a empreitada, Emerson, por certo, será de extrema valia para irradiar serenidade e visão de jogo aos seus jovens companheiros do Santos.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
31/07/2009 - 17:29

MAGNÍFICO CIELO

O futebol, por ser tão imprevisível, é minha paixão. Mas, meu grande fascínio é pelo atletismo e pela natação, essa luta individual do ser humano contra o espaço e o tempo, um desafio interminável cujo desfecho sempre está aí, ó, mas nunca está.

AP

Por isso mesmo, quero depositar uma coroa de louros para o menino César Cielo Filho, que bateu o recorde mundial da prova mais nobre da natação – os 100 metros livre, num campeonato em que os recordes estão sendo pulverizados, prova a prova, seja porque a tecnologia das piscinas atingiu um nível de excelência ímpar, seja porque os atletas aprimoraram sua técnica ao infinito.

Mas, tudo isso está ao alcance de todos – ou quase todos. E Cielo foi lá, como um Príncipe Submarino, varando o tempo e o espaço e deixando seu nome marcado na história. Por quanto tempo, não sei. Mas, o suficiente para entrar na história, o que não é para qualquer um.

FLA, TRICOLOR E AVAÍ

As vitórias de maior repercussão, sem dúvida, foram as do Flamengo sobre o Galo, no Maracanã, e a do São Paulo sobre o Grêmio, no Morumbi. Afinal, estavam em confronto ali quatro das principais forças do futebol brasileiro. Mas, a mais significativa, por sua simbologia, foi a goleada do Avaí sobre o forte Vitória, em Floripa.

O Avaí não apenas bateu um time que vinha firme frequentando a zona da Libertadores – saltou todos os degraus que o separavam da zona de rebaixamento durante grande parte do campeonato. E já começa a visualizar no horizonte algo ainda mais nobre.

Mas, a vitória que deu nova configuração ao topo da tabela foi a do Flamengo, sob o comando provisório de Andrade, o que, aliás, pode estar na origem da recuperação do Mengo nestas duas últimas rodadas.

Em momentos de turbulência como o que vive o Flamengo, um temperamento manso e conciliador, parceiro, como o de Andrade, ajuda muito a afastar o grupo das travessuras dos cartolas. Isso (mais o fato de o Galo ter oscilado demais ao longo da partida) pode explicar a contundente vitória, de virada, sobre o Galo, que deixou o Periquito no alto do poleiro, sozinho e, portanto, bem acompanhado.

Quanto ao São Paulo, parece estar ganhando nova feição. Ou melhor: retomando sua velha cara, a de um time competitivo, forte na marcação com seus três zagueiros de ofício e tal e cousa e lousa e maripousa. Com um traço original, porém: a boa e rápida saída de bola ao ataque, graças à volta da dupla Hernanes e Richarlyson, ambos atuando como volantes, atrás de Jorge Wagner e de dois atacantes mais leves e insinuantes – Borges e Dagoberto, que não só marcou os dois gols do seu time como jogou muito bem.

Já o Grêmio passou a sensação de cansaço, mais mental do que físico. Mesmo assim, depois do gol de pênalti cobrado por Tcheco, apertou e poderia ter chegado ao empate no final.

PS: Por razões técnicas, este post não pôde ser editado ontem à noite, logo depois dos jogos. Desculpe, amigo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Outros esportes Tags: , , , ,
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