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domingo, 2 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 21:35

E NADA MUDOU

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Então, ficamos assim: depois de tanto tralalá, tudo na mesma na ponta da tabela.

O Vasco, que poderia ganhar uma folga na tabela, empatou com o Corinthians, que pretendia voltar à ponta. Enquanto isso, o São Paulo, que pela quarta vez estava a um passo da liderança, despencou diante do Flamengo, que se emparelhou com o Fluminense, um degrau acima de Palmeiras, que não foi além de um empate em casa, e o Inter, derrotado na Arena pelo Furacão. E um abaixo do Botafogo, que levou de 2 a 0 do Atlético GO, dois gols de Felipe, logo de saída.

Essa tem sido a sina deste Brasileirão, onde o pelotão da frente não se desgruda nem a pau.

Bem que o Vasco tentou, no início, quando pressionou o Corinthians em São Januário e abriu o placar com Dedé, de cabeça. Mas, não demorou muito, Alex empatou.

Jogo animado, Fagner escapa pela direita e acerta as redes que ele defendeu quando menino. Pelo andar da carruagem, a tendência era o Vasco ampliar a contagem logo, logo.

Que nada! No segundo tempo, foi o Corinthians quem passou a jogar melhor, empatou novamente, com Danilo, de cabeça, e deu-se ao luxo de perder duas ou três boas chances com William.

Nem Vasco, nem Corinthians obtiveram o que queriam. Em compensação, não perderam nada.

NA VOLTA DO FABULOSO

Morumbi lotado, torcida delirante, Fabuloso, de volta com a camisa do São Paulo, e Ronaldinho ostentando o manto sagrado rubro-negro.

Se a legião tricolor não pôde celebrar completamente a volta de seu ídolo, quem não tinha nada com isso, mas, que gosta de futebol divertiu-se a valer com o espetáculo proporcionado por São Paulo e Flamengo.

O jogo foi bem disputado, com alternâncias no domínio da bola e dos espaços. E o mais curioso é que tudo se definiu só depois da primeira expulsão, a de Lucas. Pois, foi logo em seguida que o Fla conquistou seu primeiro gol, com Thiago Neves, de cabeça, depois de blitz rubro-negra sobre a área tricolor.

Eis, então, que é a vez de Willians ser expulso, e o São Paulo, de imediato, empata com um tirombaço de Dagoberto de fora da área. E, quando parecia que o Tricolor viraria o jogo, Renato Abreu acerta um disparo de longe, que desvia em Carlinhos Paraíba e paralisa Rogério no contrapé. Logo Rogério, que, a exemplo de Felipe, foi um dos dois maiores destaques da partida.

E Luis Fabiano? Bem, teve participação modesta, o que, aliás, era de se esperar pelas circunstâncias. Mas, se os músculos resistirem, daqui a dois ou três jogos começará a revelar a face do Fabuloso.

ONDE, MINAS?

Nunca a célebre frase do político mineiro – “Minas está onde sempre esteve e de lá não arredará pé!” – esteve tão fora de lugar do que nos campos deste Brasileirão: dois de seus ilustres representantes não conseguem escapar da zona de rebaixamento, e o terceiro caminha, lenta e progressivamente, para esse buraco negro.

Esse não é, decididamente, o lugar de Minas. Mas, que fazer, se o Galo não consegue ir além de um empate por 1 a 1 o Ceará na Arena do Jacaré, e o Cruzeiro, no Olímpico, perde por 2 a 0 para o Grêmio?

Que fazer? Jogar bola, meu. Vamos jogar bola para repor Minas em seu devido lugar, que é lá em cima, cara!

Notas relacionadas:

  1. REFUNDANDO O VASCO
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. VASCO, O GRANDE VENCEDOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 12 de junho de 2011 Sem categoria | 22:04

NA ESTREIA DE ABEL, DEU TITE

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Na estreia de Abel Braga, o messias esperado há tento tempo nas Laranjeiras, o Fluminense perdeu por 2 a 0 do Corinthians, no Pacaembu.

Perdeu, sobretudo, no primeiro tempo, quando o Corinthians foi mais incisivo e categórico, criando boas chances a partir das descaídas de Danilo pela esquerda. Tanto que dali nasceu o gol de abertura de Willian, autor também do segundo, de pênalti, fruto de falha do goleiro Berna em chute longo de Paulinho.

O Flu também sofreu a perda de Deco, que vinha de duas excelentes exibições, ainda na primeira etapa, e só foi se recuperar, no segundo tempo, com a entrada de Souza, que dinamizou aquele meio campo até então amorfo.

Mas, aí, esbarrou em Júlio César.

Assim, o Timão assume a vice-liderança do Brasileirão e acena com boas perspectivas, principalmente depois da incorporação de Alex no time.

PÍFIO FLAMENGO

Nem mesmo o empate por 1 a 1 com o Atlético PR pode aliviar o mal-estar na Gávea, sob o prático argumento de que o jogo foi disputado na casa do inimigo. Pois o Furacão não passou de leve brisa soprando na Arena da Baixada, num dos piores jogos dos últimos tempos. E o Flamengo, nem mesmo um suspiro.

Que o Atlético jogue o que jogou é compreensível, pela ausência de um elenco mais qualificado. Mas, o Flamengo, com seus Ronaldinhos e Thiagos? Meu Deus!

A LA FELIPÃO

E não é que o Verdão foi ao Beira-Rio e voltou com um empate bem maneiro por 2 a 2 com o Inter de Falcão, o que lhe permitiu ascender para a terceira posição da tabela?

A la Felipão, o Palmeiras fechou sua marcação sobre o Inter, e apostou nas bolas paradas de Assunção, que, por um triz, não marca por duas vezes. Já o Inter, embora com a bola nos pés, não soube contornar essa situação. Tanto, que os dois primeiros gols foram contra, de Márcio Araújo e Rodrigo.

Luan, canhoto pouco valorizado nesse time, ainda que decisivo por várias vezes e muito participante o tempo todo, em jogada pessoal, virou, para Damião empatar já no apito final.

Já passou da hora de o Internacional reagir na competição. Quanto ao Palmeiras, tá bom demais, na medida do possível.

BOA, BOTA!

O Glorioso sofreu diante do excelente Coritiiba, que abriu o placar no Engenhão logo de cara e terminou o jogo aplicando um sufoco no adversário.

Mas, entre esses dois momentos cruciais, o Botafogo teve bola e organização para virar um balaio de três sobre o Coxa, graças a Elkeson, Maicossuel e Alex.

O Botafogo, muito remoçado, ainda oscila dentro da partida, o que é natural. Mas, com Maicossuel voltando à melhor forma, mais Elkeson e Alex, a chegada de Renato (ex-Santos), por certo, dará mais consistência ao meio de campo alvinegro, credenciando-o a fazer boa figura neste Brasileirão.

BAHIA E GALO

Hmmm…, que pênalti é esse, meu! Bola disparada a um metro do zagueiro atleticano, que se vira de perfil para evitar o choque de frente, evidentemente bate no braço colado ao corpo. Não há o menor vestígio de intenção do atleticano em levar o braço à bola, única situação que se configura faltosa em lances desse tipo.

De qualquer forma, Souza abriu o placar para o Bahia, num Pituaçu delirante, e o Galo empatou com Berola, na estreia de Ricardinho no Bahia.

Não vi o jogo, mas, quem lá esteve garante que o Galo foi melhor, criou várias chances e foi barrado pelo goleiro Marcelo Lomba.

O Galo promete e o Bahia começa a ter um contorno interessante, com Jobson, Ricardinho e Lulinha, sob o comando de Renê Simões.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
  2. CLÁSSICO DE VERDADE
  3. FLA, TIMÃO E TRAVESTIS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:17

BRASILEIRÃO DE RESULTADOS

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O  grande placar da rodada foi, sem dúvida, a goleada por 5 a 1 que o Coritiba aplicou no Vasco, no Couto Pereira. Mas, também, foi o mais ilusório, pois os dois times, que decidirão a Copa do Brasil na quarta, jogaram com seus reservas, salvo esta ou aquela exceção.

O diabo, para os vascaínos, é que o Almirante desfilava na ponta da tabela até esta tarde de domingo, jogando com esse mesmo Expressinho que descarrilou em Curitiba.

Logo abaixo, vem a goleada do Inter contra o América mineiro, em Campo Grande: 4 a 2, em tarde inspirada do menino Oscar, autor de dois gols e outros babados. Já está na hora de Falcão fixá-lo ali, ao lado de D’Alessandro, para que o garoto possa ganhar experiência, ritmo de jogo e esmerilhar aos poucos ainda mais sua bola já redondinha.

Já os mais ínfimos foram o 1 a 0 do Palmeiras sobre o Furacão, sábado, no Canindé, e o 1 a 1 entre Flamengo e Corinthians, num Engenhão em festa no tributo a Petikovic, que se despediu da camisa rubro-negra.

No Canindé, em jogo desinteressante, o Palmeiras colheu mais uma vitória, graças á pontaria certeira de Assunção, que cobrou corner na cabeça de Chico – o desvio e o gol solitário. Solitário, mas precioso, sobretudo porque não se pode exigir muito mais desse Palmeiras de bolsos vazios e elenco reduzido.

E, no Engenhão, o empate frustrante para o Fla e animador para o Timão, num espetáculo comovente da torcida homenageando seu ídolo que parte, um jogo razoável, no geral, com alguns momentos interessantes, como, por exemplo, os dois gols – de William, em assistência exata de Weldinho, o estreante, e de Renato Abreu, numa cobrança de falta magistral.

Jogo de nível superior mesmo foi o de sábado, na vitória do Flu por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em mais uma bela exibição de Deco. Excelente resultado para o Tricolor, mas péssimo para o Cruzeiro que não consegue se reerguer neste Brasileirão do trauma sofrido contra o Once Caldas, na Libertadores. Cá entre nós, porém, já era tempo.

Por fim, o Peixe, pela primeira vez neste campeonato com sua equipe titular, salvo os contundidos e convocados para a Seleção, meteu 3 a 1 no Avaí, na Vila, na estreia de Borges, autor de dois gols.

Caso o Santos consiga reunir todas as suas estrelas antes da Copa América, a presença de Borges ali vai ser fundamental para transformar em gols todas as tramas tecidas por Ganso, Neymar e cia. bela.

De qualquer forma, vale sempre ressaltar a atuação impecável e dinâmica de Arouca, um volante que põe no bolso todos aqueles que se preparam na Seleção para enfrentar a Romênia, terça.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. E COMEÇA O BRASILEIRÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

domingo, 22 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 00:02

ENFIM, O BRILHO DE RONALDINHO

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O trem sem freio voltou aos trilhos e desembestou em Macaé, na estreia do Flamengo no Brasileirão, diante de um Avaí muito desfalcado, pois, de olho nas semifinais da Copa do Brasil: 4 a 0, com direito a lances que lembraram aquele Ronaldinho Gaúcho do nosso imaginário. Fez um golaço, deu uma assistência refinada para Diego Maurício fechar a goleada, além de outros tantos babados.

Era do que precisava o Flamengo, nesta quadra de sua vida, quando está no limiar entre fazer história, ou cair no lugar-comum.

INTER NO LUGAR-COMUM

Falando em lugar-comum, esse foi o traço básico do clássico na Vila, entre Santos e Inter, que terminou empatado por 1 a 1, gols de Keirrison, de pênalti, e Zé Roberto.

Isso vale, sobretudo, para o Inter, que foi à Vila sem d’Alessandro, é verdade, mas com praticamente toda a sua equipe titular para enfrentar os reservas do Santos, do técnico ao ponta-esquerda.

O Peixe, nessas condições, apelou para o formato com três zagueiros de área e dois volantes, o que lhe retirou força ofensiva, resumida às escaladas de Alex Sandro pela esquerda, em combinações com Thiago Alves e, depois, Richelly, estreante.

Assim, o Inter assumiu o controle do meio de campo, com Oscar movendo-se muito, mas não ousou um milímetro além do convencional, o que deu ao jogo um tom de equilíbrio inesperado nessas circunstâncias.

Pela cartilha do futebol, empatar fora de casa é bom resultado. Mas, este empate na Vila, para o Inter, foi péssimo negócio, pois, no jogo do Beira-Rio, terá de enfrentar aquele outro Santos, o de Neymar, Ganso e cia. bela.

BERNARDO É O NOME

Já Ceará e Vasco, ambos envolvidos nas semifinais da Copa do Brasil, bateram ficha no Presidente Vargas: reservas versus reservas.

Embora o Ceará equilibrasse as ações no primeiro tempo, e abrisse o placar já no segundo, acabou sucumbindo ao talento de Bernardo, autor de dois gols – um deles, coisa de cinema -, com Jefferson, em golaço, encerrar o placar que anima o Almirante nessa longa circunavegação pelo planeta bola em verde e amarelo.

FESTA DO MAGNATA

Por fim, no confronto dos dois Atléticos, deu o mineiro, embora desfalcado de vários titulares, machucados ou suspensos. Em compensação, pôde estrear Guilherme, ex-Cruzeiro, atacante de muitos recursos, mas, que não aguentou até o fim.

O Galo, porém, como vem ocorrendo nos últimos tempos, nem precisava tanto assim do jovem Guilherme, pois o velho Magnata lá estava em campo, celebrando dois dos três gols de seu time.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  2. RODADA COM AR NOSTÁLGICO
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 21 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:33

E COMEÇA A SARABANDA

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Daqui a pouco, a turma já começa a entrar em campo de olho no título nacional. E é bom sempre lembrar que, nesse sistema de dois turnos e pontos corridos, cada jogo é decisivo, do primeiro ao último.

Mas, nosso calendário capenga impede que assim seja visto pelos clubes, sobretudo aqueles empenhados em outras frentes de batalha, tipo Libertadores e Copa do Brasil. Estes – Santos, Coritiba, Avaí, Vasco e Ceará – só vão poder encarar o Brasileirão pra valer mais adiante. Acrescente-se a isso, a janela do meio do ano e a disputa da Copa América, que, durante um mês desfalcará a nata dos jogadores que atuam por aqui.

O Santos, campeão paulista, por exemplo, deverá ficar sem seu trio de ouro – Elano, Neymar e Ganso – e já recebe neste sábado o poderoso Inter de Falcão, campeão gaúcho, com praticamente um time reserva, o que certamente cria um desequilíbrio nessa disputa.

Ceará e Vasco estão no mesmo barco da Copa do Brasil, e, se um deles leva vantagem nesta rodada inicial do Brasileirão, certamente, é o Ceará, que joga em casa, sob delirante torcida.

Já o Flamengo tem tudo a seu favor, no confronto com o Avaí, que vai a Macaé todo desfalcado: camisa, torcida, Ronaldinho Gaúcho, que, se não atingiu ainda o patamar técnico esperado, é sempre um craque, Thiago Neves, mais animado ainda pela convocação de Mano, e cia bela.

E, no embate dos dois Atléticos, o Galo é favorito diante do Furacão, não só pelo fator campo, mas, também, porque me parece mais bem acertado.

No domingo, Palmeiras e Botafogo fazem um clássico nacional em São José do Rio Preto, onde tudo pode acontecer. Principalmente, um empate tedioso, já que o Verdão, desfalcado de Valdívia e Lincoln, pouco pode oferecer além de uma defesa sólida, enquanto o Bota, como sempre, nos últimos tempos, aposta todas as fichas no ídolo Loco Abreu.

Jogo mais sugestivo se prenunciava o do Couto Pereira, onde o Coritiba, depois do espetacular início de temporada, insinua-se como uma das surpresas do Brasileirão, diante do Atlético GO, campeão goiano e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, o Coxa, pelo visto, também entrará em campo poupando vários titulares.

Grêmio e Corinthians, no Olímpico, está mais para o Tricolor, pois o Corinthians acaba de perder Dentinho e Bruno César, e ainda não conseguiu suprir essas ausências. O diabo é que o Grêmio também não conseguiu se reaprumar depois da fraca campanha na Libertadores.

No outro clássico nacional, o dos Tricolores carioca e paulista, o Flu, que quebrou todas as expectativas até aqui na temporada, recebe um São Paulo abalado por tantas trapalhadas de sua diretoria que culminaram com a péssima notícia da cirurgia em Luís Fabiano, que deixará a grande esperança do Morumbi no estaleiro, talvez, pelo campeonato inteiro.

E,mais:  ao liberar o lateral-esquerdo Júnior César para o Fla não só resolve um sério problema na Gávea, como fica sem alternativa para Juan, que, diga-se, ainda não conseguiu reproduzir no São Paulo suas magníficas atuações dos tempos bons do Rubro-Negro.

Por fim, a chance de mais dois mineiros estrearem com o pé direito no Brasileirão neste domingo: o belo time do Cruzeiro, campeão estadual, enfrentando o Figueira, em Floripa, e o redivivo América recebendo o tão festivo Bahia na Arena do Jacaré.

Mas, isso é só o preâmbulo do início. Até o final do torneio, muita água vai rolar, e é impossível prever quem levantará a taça, com tantas alterações previstas.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 14 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 23:42

AH, FLU…

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Apesar do acúmulo de tropeços dos líderes neste Brasileirão, confesso que esse eu não esperava. Jogando em casa, diante de delirante torcida, com Fred e Deco de volta ao time e sob o comando de Muricy, mestre nesse tipo de torneio nos últimos cinco anos, o Fluminense não poderia deixar de vencer o Goiás no Engenhão.

Pois, empatou. Empatou, sobretudo, porque desperdiçou todo o primeiro tempo, quando o Goiás abriu a contagem com Rafael Moura. E desperdiçou justamente por causa da presença de Deco, um craque consumado, mas fora de forma pelo longo tempo que esteve ausente do time se recuperando de séria lesão.

Tanto, que, ao substituí-lo no intervalo por Dieguinho, Muricy arrumou seu meio de campo e partiu pra cima do Goiás. Para seu desespero, porém, nem com uma dupla de artilheiros consagrados como Fred e Washington acionada pelo melhor jogador do campeonato, Conca, o Flu conseguiu converter em gols as tantas chances criadas. E teve de se consolar com o gol de pênalti de Conca, já no finzinho da partida.

Assim, o Flu, que liderou boa parte do campeonato, caiu para a vice-liderança a três passos do final de tudo.

Mas, atenção: as cascas de banana estão espalhadas por todos os campos do Brasileirão. Logo, nem Flu, nem Cruzeiro devem desistir da esperança maior. Assim como o líder Corinthians, diga-se.

Vasco e São Paulo

Dois golaços, um pra cada lado, defesas providenciais de Fernando Prass e Rogério e uma montanha de passes errados. Contudo, um jogo disputado em alta velocidade, o que, talvez, explique o excessivo número de passes errados.

Acima de tudo, porém, valeram os dois gols. O do Vasco, um passe magistral de Felipe, que jogou muito, para Eder Luís, que limpou dois adversários e fuzilou no ângulo de Rogério que nem se mexeu, só espiou a bola varar sua meta. O do São Paulo, uma arrancada de Jean, que vai se transformando num excelente lateral-direito, pela direita, o cruzamento exato para o toque de letra do menino Lucas Gaúcho, que acabara de entrar em campo.

É, no fim de tudo, o que conta mesmo.

Furacão soprando

Foi um jogo lancinante na Arena da Baixada, lá e cá, interrompido por um lance inusitado: o juiz teve de ser atendido pelos médicos, ao machucar o ombro, sozinho.

E, para não fugir ao roteiro, Paulo Bayer deixou o campo consagrado pelos dois gols que deu a vitória ao Atlético PR sobre o Grêmio Prudente, mantendo viva a chama paranaense de chegar a uma vaga na Libertadores, ainda.

Notas relacionadas:

  1. A ROLETA GIRANDO
  2. A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
  3. FLU, PERDENDO DE VISTA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 3 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 01:23

SÓ OS GAÚCHOS SE SALVARAM

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Numa rodada de tantos empates, os grandes vencedores foram os gaúchos – O Inter, que bateu, fácil, o Guarani por 3 a 0, mesmo com vários meninos no time, e o Grêmio, que, no Barradão, enfiou 3 a 0 no Vitória, saltando assim para a oitava posição, ótimo para quem já rondara a zona de rebaixamento.

E, mesmo empatando, o grande derrotado da rodada foi o Cruzeiro, que, em Sete Lagoas, não conseguiu sair do zero diante do Furacão. Não que o Cruzeiro tenha jogado mal ou o Atlético seja um adversário frágil, ao contrário. Mas, porque se tivesse vencido, o Cruzeiro ultrapassaria o Corinthians, ficando nos calcanhares do líder Fluminense. E, só não conseguiu realizar essa proeza porque o goleiro Neto, convocado para a Seleção, diga-se, fechou o gol, defendendo, por baixo, quatro bolas incríveis.

Em todo caso, como o líder Flu e o vice Corinthians empacaram em dois empates opostos, a Raposa segue na trilha do título ainda.

E, se o empate por 2 a 2 com o Ceará em casa, apesar de surpreendente, acabou sendo comemorado pelos alvinegros, dadas as circunstâncias do jogo, pois o Ceará abriu 2 a 0 de vantagem e o Timão conseguiu tirar a diferença, com direito a gol de bola e tudo de Paulinho, o do Flu, diante do Prudente, por 1 a 1, foi uma decepção para os tricolores.

Sim, porque o Flu jogou mais, criou mais e acabou tomando um gol na sequência de bola perdida na saída para o ataque e, por pouco, não toma o segundo no finalzinho.

Valeu para o Corinthians o registro de sua capacidade anímica para reagir diante da adversidade, apesar da ausência de Elias, seu principal jogador, e, para o Flu, a certeza de que o time não perdeu a embocadura – foi apenas vítima das circunstânicas.

Entre os feitos dos gaúchos e os desfeitos dos líderes, ressaltam-se as duas grandes viradas da rodada: os 3 a 2 do Vasco sobre o Goiás, na noite de sexta, e a mesma contagem a favor do Galo sobre o Atlético Goianiense, no Serra Dourada.

Ambos perdiam por 2 a 1 e conseguiram virar para 3 a 2. No caso do Vasco, mais uma vez, graças à esperteza de Eder Luís, e, no do Galo, o que mais sobressaiu, além da sensível melhora no toque de bola, foi, sem dúvida, aquele golaço de bicicleta do zagueiro Rever.

Já os empates por 1 a 1 nos clássicos paulista e carioca está dentro do critério da tradição, mas resvalaram mais para o enfadonho do que para o emocionante.

Assim foi o jogo entre Botafogo e Flamengo, que deixou Silas mais do que nunca com a corda no pescoço, já que se fala muito mais na ida de Luxemburgo para a Gávea do que na permanência do atual treinador. Um belíssimo gol de falta de Lúcio Flávio e um rebote de Leo Moura em cobrança de pênalti de Pet que o goleiro rebateu.
De resto, só tititi.

Assim como o 1 a 1 na Vila, entre Santos e Palmeiras. O tititi ficou por conta de Felipão, irritado depois do jogo, sobretudo pela reação negativa de Valdívia, autor de magnífica assistência para Kleber fulminar o goleiro Rafael, quando foi substituído por Lincoln.

O Santos, que sofreu muito com a perda precoce de Marquinhos, acabou empatando em bela jogada de seu substituto Alan Patrick, embora a conclusão da jogada só se desse pela intromissão do beque Danilo, que fez contra.

Por fim, o tedioso empate por 0 a 0 entre São Paulo e Avaí, no Ressecada. Tedioso, a partir dos 25 minutos do primeiro tempo. Pois, o Avaí, de início, botou o Tricolor paulista na roda, meteu bola na trave e o diabo. Depois, mesmo com um jogador a menos, pela expulsão de Richarlyson, o São Paulo se acertou em campo, e se defendeu com brio o mais organizado.

Assim, só me resta desejar felizes votos a todos, e que os céus nos protejam.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  2. FLU, PERDENDO DE VISTA
  3. FLU, MAIS LÍDER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sábado, 22 de maio de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 11:47

O BRASIL NO CAJU

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O Brasil não acabou no Caju, tradicional cemitério do Rio, como nos versos do antológico samba-de-breque do saudoso Morengueira. Ao contrário: está nascendo no Caju, a magnífica concentração do Atlético Paranaense, em Curitiba.

Ou melhor: começa a ser afiado para a grande empreitada da Copa, a partir do protocolo médico, fisioterapeuta e de preparo físico. Aliás, nisso já somos campeões mundiais há décadas, pois não há país como este, meninos, nesse campo. Somos, disparados, os melhores em medicina esportiva e preparação física, desde 1970, diga-se.

Só pra semana, quem sabe, começarão os treinos com bola. E aqui vale uma lembrança, lição do velho e saudoso mestre Telê Santana. Quando Telê assumiu a Seleção Brasileira, a moda era o tal do treino alemão e jogadas ensaiadas, método introduzido por Rubens Minelli naquele time inesquecível do Inter de Falcão, Carpeggiani e cia. bela. Minelli jactava-se, com razão, de ter aplicado mais de sessenta jogadas ensaiadas no Inter bicampeão brasileiro de 75/76.

Eis-me, então, cobrando por telefone de Telê, com quem mantinha linha direta, a utilização desse método, ate que o mineiro perdesse a mineirice proverbial e explodisse do outro lado:

-  Helena, isso é bobagem! Treino é coletivo toda hora, o resto é conversa fiada.

Pura ignorância do mestre? Ao contrário: a mais fina sabedoria, pois o mais importante, sobretudo numa seleção, essa coletânea de jogadores díspares vindo de toda parte do mundo, em que o tempo de preparação é sempre exíguo, o negócio é dar conjunto a essa constelação de estrelas solitárias.

E só o coletivo proporciona isso. Claro, durante o treino, cabe ao treinador pará-lo eventualmente para instruir este ou aquele setor da equipe, este ou aquele posicionamento de tal ou qual jogador. Como complemento, jogadas de bola parada, seja na parte ofensiva, seja na parte defensiva. O resto, como dizia mestre Telê, é bobagem e perda de tempo.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL E ESPANHA
  2. MASCATE BRASIL
  3. O BRASIL E AS ESTATÍSTICAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 9 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 19:26

SÓ PODIA VENCER

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Bem, ao Corinthians não restava nada menos do que a vitória, depois da pífia campanha no Paulistão e da desclassificação na Libertadores. Afinal, jogava em casa e o adversário, de tradicional camisa, o Furacão, não nada lá bem das pernas.

E não é que o Atlético saiu na frente? Uma bola alçada à área por Wagner Diniz passou por todo mudo e morreu nas redes alvinegras.

E olhe que o Timão demorou para reagir. Reagiu, porém, no segundo tempo, quando o Atlético já estava sem um jogador, simplesmente o craque da equipe – Paulo Baier. Mas, só chegou ao empate depois da entrada de Souza no lugar do lateral Alessandro. Souza empatou e sofreu o pênalti que Ronaldo converteu no gol da vitória.

Isso, claro, depois de forte pressão exercida pelo Corinthians, sobretudo depois da segunda expulsão do goleiro atleticano.

Mas, cá entre nós, vai ter de melhorar muito esse time para transformar o centenário numa celebração.

Empate misto

No Maracanã, Flamengo e São Paulo, de olho ainda na Libertadores, entraram em campo com times mistos – parte reserva, parte titular. E não deu outra: 1 a 1, gols de Washington, em bela trama do ataque tricolor, e Denis Marques, em lançamento primoroso lá de trás de Michael.

O São Paulo foi melhor no primeiro tempo e o Fla, no segundo.

Resultado, porém, mais favorável ao São Paulo. Não apenas porque arrancou um empate do campeão brasileiro no Maracanã, mas, principalmente, porque revelou equilíbrio para trabalhar dignamente com tantos reservas.

Vitória mista

Misto por misto, deu Cruzeiro no Beira-Rio, graças ao títular indiscutível, Kleber, o Gladiador, que marcou os dois de seu time, nos 2 a 1 sobre o Inter.

E assim esses dois grandões do Brasil vão seguindo caminhos opostos na temporada: enquanto o Cruzeiro ascende, o Inter regride, quando não empaca. E olhe que ambos têm elencos de excelência comparável.

Galo não perdoa

Enquanto isso, o Galo não perdoa: recuperou-se rapidamente da queda diante do Santos, na Copa do Brasil, para bicar o Almirante no Mineirão: 2 a 1, sem gols de Tardelli, imagine!

Quer dizer: aquele de Muriqui deveria ser creditado a Tardelli, cujo disparo tinha endereço certo; Muriqui apenas empurrou já sobre a linha do gol.

Mas, o Galo, escreva, vai ainda dar o que falar neste Brasileirão.

LÁ FORA

O Bayern, sob o comando desse magnífico canhoto holandês, Arjien Robben, autor de dois gols, ao bater o Hertha, em Berlim, por 3 a , sagrou-se campeão alemão já, o que lhe dá moral e folga para esperar o embate com a Inter de Milao, pelo título europeu.

Inter que, apesar de meter 4 a 3 no Chievo, terá de buscar a faixa de campeão italiano na rodada final, pois a Roma, que venceu o Cagliari por 2 a 1, continua na sua cola.

Pau a pau também continua o Campeonato Espanhol, com o Barça um passo à frente do Real. Ambos venceram bem no sábado. O Barça, depois de disparar 3 a 0 sobre o Sevilha, na Andaluzia, relaxou e tomou dois gols no fim, um deles, de Luís Fabiano, mas teve pleno domínio da partida. E o Real goleou o Bilbao em casa, por 5 a 1, em mais uma exibição de gala de Cristiano Ronaldo, que voltou a jogar aquela bola dos tempos de melhor do mundo. Essa encrenca só se decide na rodada final.

Já o mais espetacular campeonato nacional do mundo acabou, espetacularmente: o Chelsea simplesmente massacrou em casa o Wigan – 8 a 0. Isso mesmo: 8 a 0! O que não chega a ser grande surpresa, já que o Chelsea, neste torneio somou duas goleadas por sete gols e alcançou, no final, a marca de 103 gols na campanha inglesa. Um prodígio! E, que diria, sob o comando do italiano Carlo Ancelotti, tido e havido, na época em que dirigia o Milan, como emérito retranqueiro, o que sugere a paródia do velho ditado: em Roma, como os romanos; em Londres, como os londrinos.

Sim, porque o vice-campeão, que tentava o tetra inédito no futebol inglês, o Manchester United, despediu-se com uma goleada por 4ª 0 sobre o Stokes, no Teatro dos Sonhos, Lá ganha quem faz mais gols, claro.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  3. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 16 de abril de 2010 Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores | 00:25

RAPOSA, LÁ

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Ah, minha Raposa, que vacilo… O galinheiro estava escancarado, era só entrar e papar o primeiro lugar no grupo, assim, ó: nhoc! Bem, mas valeu pela garantia da vaga à próxima fase da Libertadores.

No primeiro tempo, o Cruzeiro foi muito errático nos passes e na busca pelo gol, embora firme na defesa, a ponto de não sofrer nenhum assédio sério de um Colo-Colo que precisava marcar nada menos do que quatro gols de diferença.

No segundo, porém, com a entrada de Fabrício no lugar de Fabinho, o Cruzeiro passou a assentar o passe e chegou ao seu gol logo aos 12 minutos, num lance rápido e incisivo iniciado por Fabrício, passando pelo cruzamento exato de Gilberto e o bate-pronto espetacular de Thiago Ribeiro.

O diabo é que, em seguida, a defesa azul bobeou e o Colo-Colo chegou ao empate, que se arrastou até o apito final, mesmo depois de os brasileiros estarem em vantagem de um e até dois jogadores.

Enfim, o que importa é estar nas oitavas de final, onde o Cruzeiro deverá crescer, a exemplo do Corinthians, outro brasileiro já classificado.

Três pra cá, Três pra lá

Três zagueiros pra cá, três volantes pra lá, e o resultado foi esse jogo enfadonho, repetitivo, sem criatividade nem emoção, em que a bola pagou todos os seus pecados, sendo castigada de intermediária a intermediária.

Venceu o Palmeiras, com um gol de Robert, ainda no primeiro tempo, em passe de calcanhar de Edinho. Mas, não deu sinais de que terá força para passar novamente pelo Furacão, lá na Arena da Baixada, no jogo da volta pela Copa do Brasil.

A esperança verde, porém, se baseia no fato de que o Atlético Paranaense também não mostrou um pingo de imaginação e talento, quesitos que parecem se restringir apenas à técnica esmerada de Paulo Baier para bater na bola. Mas, por ter sido expulso, aos 39 minutos do segundo tempo, o veterano armador estará de fora nesse embate pouco promissor.

De qualquer forma, o Palmeiras acaba de contratar uma psicóloga para tentar reanimar sua combalida tropa. Não é assim que a coisa funciona: quando o time perde a autoestima, chama um psico, que, nuns passes de mágica, recobra o moral da turma. Esse é um departamento para estar funcionando full-time, assim como o médico, o fisioterapeuta etc.

Pato caro

O Milan de Berlusconi, enterrado em dívidas, segundo o Corriere dello Sport, já abriu as portas para a saída de Pato, por 55 milhões de euros. Interessados? Chelsea e Real Madrid. Pelo visto, o Milan está se acostumando a ser um time de segunda linha na Europa.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

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