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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 Campeonatos Estaduais | 14:05

FÓRMULAS E EUFORIAS

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Não há fórmula de disputa de campeonatos perfeitamente justa, como, aliás, nada é perfeito neste mundão dos homens. A menos injusta será sempre a de pontos corridos, lá e cá, que concede o título àquele time que somou mais pontos; portanto, o melhor de todos, na média, em geral.

Nesse sentido, o Campeonato Carioca obedece uma lógica perfeitamente aceitável: divididos em dois grupos, todos jogam contra todos,em dois turnos, denominados Taça Guanabara e Taça Rio. Os campeões dos turnos, ao cabo, se enfrentam numa grande final. Se um deles, por acaso, vence os dois turnos, leva a faixa. Fim de papo.

Mas, o Campeonato Carioca leva sobre o Paulistão a vantagem de contar com menos clubes participantes do torneio, o que lhe permite o encaixe de datas no prazo reservado pelo calendário brasileiro às competições estaduais.

O que não dá pra aceitar é essa fórmula híbrida e eivada de desequilíbrios – mistura de pontos corridos com mata-mata, na qual alguns times jogam mais fora do que outros em apenas um turno etc. –, aplicada no Paulistão que se inicia neste fim de semana.

Além do mais é a menos atraente de todas, pois passamos a maior parte do tempo à espera da classificação dos grandes (quase sempre, com esta ou aquela exceção) para a disputa das finais, o verdadeiro campeonato.

Mais atraente, sem dúvida, seria dividir os times em grupos jogando entre si para apurar o campeão de cada chave, que, em seguida, disputariam o título do turno entre si, em semifinal e final. Dependendo do número de datas disponíveis, pode-se jogar até quatro turnos, cujos campeões disputariam uma superdecisão.

Se um deles ganhasse, digamos, dois ou três turnos, ou ficaria à espera do vencedor da semifinal, ou entraria para o jogo decisivo com a vantagem do empate, por exemplo.

A sintonia fina, claro, seria feita na elaboração do regulamento, essas coisas. Mas, pelo menos, teríamos um torneio baseado numa lógica definida, com emoção do início ao fim, e apuração técnica do melhor mais compatível com a realidade do nosso futebol.

Mas, enfim…

VERDÃO NA FRENTE

Não apenas porque será o primeiro grande paulista a entrar em campo, sábado, contra o Mogi, em casa. Mas, o Palmeiras sai na frente dos outros dois componentes do Trio de Ferro – Corinthians e São Paulo -, sobretudo, porque leva a campo o entrosamento herdado da temporada passada, enquanto os outros dois terão de remontar suas equipes, em novos modelos táticos, com essa batelada de reforços a que recorreram nesta passagem de ano.

E não só por isso. Também, porque São Paulo e Corinthians estarão obsessivamente enfocados na disputa da Libertadores, que lhes é muito mais cara do que o Paulistão, para eles, transformado mais em campo de provas do que numa arena de disputa.

Isso, porém, é apenas uma impressão inicial, pois, quando a bola rolar, todo esse cenário pode virar de ponta-cabeça.

Claro que a saída de Love enfraquece demais um ataque já carente de bons jogadores. Mas, Muricy, por certo, não contava mais com seu ex-centroavante. Logo…

Mesmo porque o Santos está aí, como quem nada quer, mas de olho grande na recuperação do prestígio desgastado na última temporada.

EUFORIA GERAL

Os cariocas, eufóricos, só esperam a bola rolar na Taça Guanabara, com o Flamengo, campeão brasileiro, reforçado pela chegada de Vágner Love, enfrentando domingo o Duque de Caxias, num Maracanã em festa, suponho. Mas, não são só os rubro-negros que estão em festa: tricolores, botafoguenses e vascaínos também soltam rojões de expectativa por seus times, todos reforçados, devidamente ou não, pouco importa.

Basta dizer que cada um deles apresentará em campo um goleador emérito: Fred, pelo Flu, o Imperador Adriano, pelo Fla, Dodô, pelo Vasco, e Loco Abreu, pelo Bota. Não é mole, não, brother. Ah, e não esquecer do América de Romário, sob o comando de Bebeto. Se o entendimento que eles tiveram no campo se incorporar ao espírito da equipe, não me surpreenderia se o Ameriquinha do Trajano fizer bela temporada.

Assim como os mineiros têm tudo para esperar por um torneio doméstico bem disputado entre Cruzeiro, que manteve sua equipe de tão boa performance no Brasileirão, e Galo, que, além do técnico Luxemburgo, recebeu o reforço de Muriqui, destaque do Avaí no ano passado.

Por fim, mas não por último, os gaúchos apostam suas fichas nos tradicionais Inter, sob o comando do uruguaio Fossati, com os volantes Sandro e Guiñazu devidamente preservados, mais uma pá de meias de alta qualidade, e o Grêmio, inteiramente remodelado pelas mãos de Silas Pereira, a grande revelação do ofício no último Brasileirão. Bons auspícios para o início de temporada no futebol brasileiro.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES PELO BRASIL
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 19:27

PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR

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Os grandes de São Paulo passam estes dias de pré-temporada exibindo seus trunfos para o ano que mal começa.

No Parque, houve a festa, com toda pompa e circunstância, para seis mil fiéis, na apresentação de Roberto Carlos, seguida das de Tcheco, Danilo, Iarley etc., sem contar o becão Henrique, que está no gatilho. Ele, ou Alex Pirulito.

No Morumbi, todas as cartas foram postas sobre a mesa de uma vez: um naipe de respeito – Marcelinho e Carlinhos Paraíba, Léo Lima, Fernandinho, André Luiz (“Vamos pra varanda…”, como convida o velho samba de João da Bahiana), Xandão, quem mais? Ah, sim está faltando Cicinho, que parece estar na marca do pênalti, segundo as últimas informações.

O Santos vai de Marquinhos, Maranhão, bom lateral-direito do Guarani, e o eterno ídolo Giovanni, uma incógnita mas sempre uma esperança.

Por fim, o Palmeiras, que segundo seu presidente está fazendo contratações cirúrgicas, tipo Márcio Araújo, excelente volante do Galo, e Léo, zagueiro revelado pelo Grêmio. Mas, a pedido de Muricy, estica um olho também para Alex Pirulito, e outro para Rafael Sóbis para compensar a iminente perda de Wagner Love, de tão frustrante volta ao Palestra Itália.

Enfim, bons ventos sopram em direção ao Paulista deste ano, com suas principais equipes renovadas, embora esse sistema de disputa, híbrido e irracional, deixará toda e qualquer emoção resumida ao mata-mata final.

E, por mais incoerente que pareça, o Palmeiras, golpeado tragicamente pela maneira como perdeu o Brasileirão, e ainda imerso nas brumas da incerteza sobre a formação de seu ataque, é o que me parece em condições de melhor começar a competição doméstica.

Explico, antes que as pedras dos demais torcedores me atinjam: enquanto Corinthians e São Paulo, pelo volume de novas contratações, e Santos, sob nova direção, terão de usar o Paulistão como campo de prova na arquitetura de seus novos times, o Palmeiras já entrará em campo com o entrosamento herdado da temporada passada.

E, mais: reforçado por alguns jogadores que podem mais acrescentar do que fragmentar o seu jeito de jogar. Por exemplo: Márcio Araújo, pelo que vi de seu desempenho no Galo, é melhor do que Jumar ou Sandro, que frequentaram aquele setor com mais assiduidade no ano findo.

Mas, isso é apenas especulação, não ciência exata. Vai que Mano Menezes toque com sua varinha mágica esse nova Timão, ou que Ricardo Gomes acerte logo de cara esquema e formação da equipe, ou ainda que Dorival Júnior consiga conjugar sob o mesmo teto talentos como os de Rodrigo Souto, Marquinhos, Giovanni, Ganso, Madson e Neymar, já mais maduro, e aí os três desembestem a ganhar todas… É possível, embora improvável.

De qualquer forma, teremos um campeonato interessante, desde que nossos treinadores de plantão não se deixem atar pelo medo de perder e resolvam aproveitar na plenitude os poderes de seus novos reforços. É esperar pra ver.

FESTA BRASILEIRA

O Rio está em festa, o que não é nenhuma novidade. A novidade é que está em festa pela expectativa do Cariocão que aí vem, num momento especial da vida do futebol carioca nos últimos anos. Sim, porque, finalmente, depois de anos de estiagem, o Flamengo retomou o topo da hierarquia nacional, ao sagrar-se, cheio de méritos, campeão brasileiro do ano passado.

O Vasco voltou à divisão principal do nosso futebol, assim como Flu e Bota escaparam heroicamente do rebaixamento. Há, pois, um misto de euforia e alívio entre o torcedor carioca, que sempre foi, antes de tudo, um otimista, mesmo neste negros tempos tanta bílis e tão pouco bom humor.

Além do mais, cada um dos quatro grandes apresenta um dos quatro ases em artilharia. No Flamengo, segue o Imperador Adriano, um dos goleadores do Brasileirão e candidato feroz a uma vaga na Copa do Mundo. No Vasco, o retorno de Dodô com seu sorriso enigmático, o cara dos gols bonitos. No Botafogo, a turma foi à loucura com a chegada de Loco Abreu, o uruguaio de cabeça infalível. E, no Flu, Fred, aquele que tirou o Tricolor do buraco e ameaça levá-lo ao topo da Glória, onde Noel (não o Papai que sobrevoou a Noite de Natal, mas o genial Poeta da Vila, que nos presenteou com as mais maliciosas e sábias rimas) destampava uma garrafa de cerveja Cascatinha atrás da outra.

Por fim, não sem antes exaltar as expectativas de mineiros e gaúchos, com o Galo de Luxemburgo, a Raposa de Adílson, o Inter de Fossati e o Grêmio de Silas, essas novidades, vale registrar a volta de Edílson, o Capetinha, aos campos, agora no Bahia.

O Bahia andava precisando de um nome que o tirasse da depressão em que andava havia muito tempo. Edílson pode ser esse nome: de futebol e fala irreverentes, apesar de veterano, pode vir a ser aquele aglutinador que eleve o moral do Bahia, time e torcida.

Já o  Inter segue sendo um elenco de escol, ainda mais com o reforço do canhoto Thiago Humberto, sob o comando do uruguaio que se revelou um técnico de categoria, embora não se possa garantir que dará certo no nosso futebol. Em geral, uruguaios e argentinos que cumpriram essas tarefas, no passado, deram-se bem.

Quanto ao Grêmio, é o Grêmio, e Silas é o Silas, aquele carinha que vi surgir nas categorias de base do São Paulo, centrado, esperto, meia que, sem muitas firulas, fazia o jogo rolar, e que levou o Avaí, como treinador, da Segundona às portas da Libertadores. Quer mais? Claro, o Gr~emio só se contenta com a taça na mão. Mas, pra começar…

Notas relacionadas:

  1. VAIVÉM NO SÃO PAULO E PALMEIRAS
  2. O VAIVÉM DA MUDANÇA DE ANO
  3. PALMEIRAS E BARCELONA POR UM FIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 Campeonato Brasileiro, Libertadores | 14:42

DANÇA DOS TÉCNICOS

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Celso Roth foi dispensado do Atlético, em situação similar à que o tirou do Grêmio na mesma temporada: cumpriu um bom trabalho, até o instante final. Tanto que seu nome constava da lista dos três melhores do Brasileirão para o prêmio da CBF.

Caso curioso esse de Roth, cuja explicação talvez roce pelo lado da antipatia pessoal, nunca pela competência técnica.

Para o seu lugar, Luxemburgo, outro que não prima pela simpatia, de maneira diferente, creio. Mas, que transborda competência, embora ultimamente parece mais empenhado em gerir seus tantos negócios e participar de polêmicas estéreis do que em se dedicar exclusivamente ao ofício que lhe é mais grato, o de treinador de futebol.

Já Dorival Jr., que tirou o Vasco com  galhardia da Segundona, esteve com um pé no Grêmio, que preferiu Silas – um dos nomes da temporada – mas vai desembarcar na Vila, onde tem a simpatia geral da nova diretoria.

Contudo, os tempos de mudança mal começaram. Vem mais coisa por aí.

VAIVÉM DA BOLA

Tcheco chegou para assinar com o Corinthians, de olho na Libertadores, que ele mesmo confessa ser uma de suas obsessões. Excelente reforço. É o que se convencionou chamar de segundo volante, com técnica suficiente para participar ativamente da armação do time, bate bem na bola, é experiente e um líder dentro das quatro linhas.

Já o Grêmio, que perdeu Tcheco, pode ganhar Marquinhos, o meia-armador (coisa rara no nosso futebol atual) que deu senso e norte ao Avaí, na gloriosa campanha dos catarinas no Brasileirão. De estilo refinado, passes exatos e colocação invejável em campo, Marquinhos, aos 29 anos de idade, está na plenitude de sua forma, técnica e física. Ao lado de Souza, certamente, haverá de conferir um toque de classe extra no Grêmio que se reformula sob o comando de Silas.

O grande reforço do Flamengo para a disputa da Libertadores, sem dúvida, será o meia Andrezinho, prata da casa que ganhou asas no Inter. Ativo, hábil, exímio cobrador de faltas. Resta, pois, ao Rubro-Negro manter o elenco atual e, sobretudo, Andrade, e tocar a bola pra frente.

Falou-se em mudanças de rumo no Palmeiras, depois de sua exclusão da Libertadores. Mas, o presidente do clube jura que vai reforçar devidamente o elenco, a começar pelo retorno de Cleber Gladiador, também pretendido pelo Fla. Vejamos, vejamos. O diabo é essa janela escancarada, com vista panorâmica da Europa.

Notas relacionadas:

  1. PET E RONALDO, O SAL DO JOGO
  2. O GALO DE TARDELLI
  3. HERÓICO TIMBU
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 15 de novembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 14:48

TROPICANDO NAS BEIRADAS

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cruzeiro-galo

Os dois mineiros, que vinham comendo pelas beiradas, como é de lei nas Alterosas, desta vez, tropeçaram feio nesta rodada tão crucial para quem disputa o título (caso do Galo) ou uma vaga na Libertadores (Cruzeiro). O Galo perdeu para o Coritiba, na casa do inimigo, enquanto o Cruzeiro, em pleno Mineirão, e com um jogador a mais (houve um instante em que eram dois), permitiu o empate do Grêmio. Claro que nenhum dos dois está fora das respectivas disputas. Mas, essa não é hora de tropicar, como diz o matuto das Gerais.

AVOZINHO, HUMMM…

Não diria que foi no sufoco, mas o fato é que a pálida vitória de Portugal sobre a Bósnia, por 1 a 0, plantou mais dúvidas do que certezas de que nosso avozinho conseguirá passar pela fresta da repescagem à Copa do Mundo. Na Bósnia, o clima costuma esquentar, mesmo nesse outono invernal da Europa.

CANA NELES!

O Ministério Público do Estado de São Paulo resolveu recorrer da decisão inicial da justiça, que liberou o nefando árbitro daquelas mutretas de 2005 de qualquer punição. Não era sem tempo e juízo, pois, segundo muitos juristas e o senso comum, houve, sim, estelionato.

PARREIRA, NO MIUDINHO

O meu querido Parreira vai ter de dançar o miudinho para botar ordem e uma pitada ao menos de talento a esse time da África do Sul. Jogando em casa um amistoso com o Japão, o desempenho dos anfitriões da próxima Copa foram absolutamente inócuos. Quanto aos japoneses, essa coisa de o técnico deixar Nakamura na reserva poderá custar-lhe muito caro.

Notas relacionadas:

  1. GALOOOO!
  2. CINCO JOGOS BÁSICOS
  3. A BOLA COM VERDÃO E GALO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

segunda-feira, 9 de novembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 15:57

A DIFERENÇA TRICOLOR

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Não, não, meu caro, nem o Palmeiras dançou de vez, nem o Galo perdeu definitivamente a chance de ainda disputar o título brasileiro nesta reta final do campeonato. Tampouco o São Paulo já pode ir polindo a taça, embora, na teoria, a sequência de jogos que lhe restam pareça menos árdua do que a dos demais, talvez com exceção do Flamengo, este, sim, já tão próximo da liderança que todas as esperanças rubro-negras são plenamente justificáveis.

Ah, sim, e não nos esqueçamos do Cruzeiro, que faz um seguindo turno exemplar, o que lhe permitiu chegar à zona de disputa do título, também.

A propósito, em meio a esse clima de total imprevisibilidade, já que os times sobem e descem ao sabor da maré, vale aqui ressaltar apenas o aspecto técnico e suas diferenças entre esses cinco pretendentes ao título.

São Paulo e Palmeiras, ainda que na frente dos demais, são os que têm apresentado o futebol mais desconexo. Fortes na defesa, comandada por dois goleiraços – Rogério Ceni e Marcos – e eficientes no ataque, carecem, contudo de uma armação no meio-de-campo mais fluente e consistente.

O Verdão, quando pode contar com a dupla de meias – Diego Souza e Cleiton Xavier -, desde que o técnico Muricy não insista na formação com três zagueiros, melhora cem por cento nesse quesito. Mas, o São Paulo ainda não resolveu de vez essa questão.

Em contrapartida, Flamengo, Cruzeiro e Galo são os que apresentam um jogo mais harmônico, com maikor equilíbrio entre os três setores – defesa, armação e ataque.

Mas, cada um deles tem sido extremamente dependente deste ou daquele jogador fundamental. O Flamengo se transformou a partir da chegada de Álvaro, Maldonado e, sobretudo, Petkovic . O Galo é refém de Diego Tardelli, não só o artilheiro do time, mas aquele atacante que contribui demais na armação. O Palmeiras, da dupla Diego-Xavier, e assim por diante.

Só o São Paulo dá a sensação de que não depende deste ou daquele jogador, embora Rogério e Hernanes tenham sido essenciais.

Na rigor, não há muita distância técnica entre titulares e reservas do São Paulo parece ser bem menor do que nos outros rivais ao título. E isso, talvez, justifique sua liderança temporária, que pode acabar sendo definitiva, ao fim de tudo.

Notas relacionadas:

  1. O TRICOLOR E O CINZA
  2. TRICOLOR E O IMPERADOR
  3. TRICOLOR SEGUE EM FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 5 de novembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 16:17

A BOLA COM VERDÃO E GALO

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O empate foi heróico, pelas circunstâncias, mas o Tricolor somou apenas um ponto e está passível de cair da liderança para um segundo lugar dividido, caso Verdão e Galo vençam seus jogos deste fim-de-semana.

O Atlético joga em casa, é verdade, enquanto o Palmeiras terá de ir ao Maracanã, num Fla-Flu insólito.

O Galo joga  sob o apoio maciço de uma nação em festa, mas pega o indigesto Flamengo, que, como ele, luta não apenas por uma vaga na Libertadores como também pelo título.

Já o Palmeiras enfrenta um dos lanternas do campeonato. Mas, um lanterna que vem de cinco rodadas invictas – a última, aquela virada emocionante sobre o Cruzeiro em pleno Mineirão, depois de ter vencido o Galo, em casa.

Como se vê, nem dá para cravar qual o jogo mais favorável, se o do Galo ou o do Verdão. Certo mesmo é que a possível volta de Cleiton Xavier ao meio-campo verde deve conferir a esse nobre setor uma dose extra de qualidade, o que, nesses casos, pode fazer toda a diferença.

É esperar pra ver.

TIMÃO E REFORÇOS

Fala-se em Iarley e Tcheco, além do volante Ralf, do Barueri, como novos reforços para o Corinthians montar seu novo time com vistas à próxima temporada (leia-se Libertadores).

Ralf é jovem ainda e bom de bola, pelo que se pôde ver no atual Brasileirão. Já Tcheco e Iarley entram naquela faixa dos jogadores experientes de que, pelo visto, carece o atual time do Corinthians. Acrescenta-se nessa linha de especulações um nome internacional, como Riquelme, Roberto Carlos e até mesmo Guti (?), do Real Madrid. Riquelme seria uma tacada extraordinária, mas o meia do Boca é um tipo meio arredio, que não parece mais disposto a deixar Buenos Aires, depois da experiência espanhola. E Guti tem raízes tão profundas no Real que duvido que alguém possa erradicá-las. Sequer tem uma marca suficiente para converter em receita corintiana sua eventual contratação. Quanto a Roberto Carlos, só depende da disposição do veterano lateral-esquerdo trocar seu sonho de pendurar as chuteiras na Vila para calçá-las no Parque.

 De qualquer forma, o Corinthians está se mexendo, que é o que importa, nestas alturas do campeonato.

Notas relacionadas:

  1. O PERFIL DO GALO
  2. VERDÃO E O CANTO DO GALO
  3. GALO E TIMÃO, QUE SUFOCO!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

segunda-feira, 26 de outubro de 2009 Campeonato Brasileiro | 15:39

O LÍDER VERDÃO

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Não, meu chapa, de jeito maneira o Verdão já está fora do páreo, pelo simples fato de a turma mais próxima ter se aproximado tanto assim. Afinal, o Palmeiras ainda encabeça a lista, e é, juntamente com o Galo, um dos únicos dois candidatos ao título que só depende de seus próprios desempenhos.

E, em relação ao cardápio que o espera até o apito final do campeonato, na teoria, é o que deve encontrar pratos mais palatáveis do que os que estarão à mesa do Galo.

Ah, mas e o retrospecto recente? É verdade: enquanto o Palmeiras patina a cada rodada, o Galo vem em prodigiosa escalada na tabela. Assim como Flamengo, que completou dez jogos invictos ao bater o Botafogo no domingo, e o Cruzeiro, que cumpre a melhor campanha do segundo turno.

Isso pode representar uma tendência, que, se confirmada nos próximos sete jogos restantes, pode até recuar o Verdão para fora da zona da libertadores.

Tendências e fatos

Mas, será mesmo uma tendência irrefreável, ou apenas o registro de um determinado momento do campeonato, esse caleidoscópio que ora nos apresenta um conjunto de figuras geométricas, ora, outro muito distinto?

Ao longo do Brasileirão, quantos cenários diferentes foram construídos e desconstruídos lá na ponta da tabela?

No futebol, a única verdade eterna, como costumava dizer Nelson Rodrigues, é que não há time imbatível. E isso vale pra todos, inclusive o líder Palmeiras, claro.

Quer dizer: essa meia dúzia de postulantes ao título está sujeita, doravante, a levar uma biaba aqui ou ali. Dependendo da hora e do adversário em questão, uma única derrota pode vir a ser fatal. Mas, também, pode ser fatal, digamos, uma sucessão de empates.

Séries invictas

Além do mais, o que pudemos observar ao longo deste torneio tão cheio de alternâncias, é o seguinte: quase todos esses candidatos ao título – e aqui, pode-se acrescentar Goiás e Avaí – alternaram longas séries de invencibilidade com tropeços consecutivos. Em geral, as séries invictas se esgotam entre os números sete e dez.

Se isso representar uma tendência, então, o Flamengo, por exemplo, estaria na beirada da quebra. E o Palmeiras, quem sabe?, na mira de um renascimento no campeonato, o que, somado ao ponto de vantagem precioso, o levaria à conquista da taça.

Na verdade, prefiro deixar as tendências para os economistas e matemáticos, assim como os cardápios para o gourmet de plantão, estendendo o olhar para a alma e o talento dos jogadores que, em última análise, decidirão essa questão.

No aspecto emocional, sem dúvida, o Palmeiras é o que se encontra em situação mais crítica. O medo de entregar o ouro na reta final do campeonato é algo palpável tanto no olhar do torcedor quanto no comportamento dos jogadores e comissão técnica. E o medo costuma paralisar ou, no mínimo, baratinar a turma. Mas, também pode infundir um desejo de reação tão profundo, que o cara vira imortal por alguns segundos, aqueles que podem ser decisivos, no caso.

Sim, porque, às vezes, uma simples vitória é capaz de romper esse círculo de giz onde o sujeito está enfiado.

Quanto à questão técnica da equipe, o Palmeiras haverá de se ressentir – e muito – da ausência um tanto prolongada de Cleiton Xavier, um de seus três principais artífices (os outros, são Marcos e Diego Souza, já que Love ainda não chegou a explodir na Academia, embora tenha jogdo bem).

A escolha de Muricy

E, no tocante à parte tática, cabe a Muricy escolher um destes dois caminhos: ou partir para o tudo ou nada, escalando uma equipe ofensiva, capaz de trocar passes com maior frequência, antes de dar o bote final, ou, então, fechar tudo lá atrás e tentar preservar esse pontinho de vantagem até o final.

Ambas as escolhas são imprevisíveis. Tanto podem levar à glória quanto à derrocada fatal. Aliás, como quase tudo na vida.

Notas relacionadas:

  1. UM APERTO SÓ
  2. TUDO NA MESMA
  3. VERDÃO, CHIIII…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

sábado, 24 de outubro de 2009 Campeonato Brasileiro | 21:20

GALO, CISCANDO, CISCANDO…

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E o Galo foi ciscando, ciscando, e chegou lá, a apenas um ponto do líder Palmeiras: mesmo sem Correa, Carlos Alberto Eder Luís, três jogadores preciosos na brilhante campanha do time neste Brasileirão, ganhou por 1 a 0 do Vitória, no Mineirão, gol de Diego Tardelli, claro.

Mas, se não no campo de jogo, onde o Atlético penou para vencer essa partida, embora Tardelli desperdiçasse um pênalti e Evandro um gol feito, pelo menos no coração da galera carijó, as ausências foram compensadas pela volta de Marques, que entrou no finalzinho e, em duas ou três pontadas pela esquerda, bem ao seu estilo, mostrou a que veio.

E esse é um detalhe que distingue o Galo dos demais concorrentes ao título brasileiro: vem se reforçando justamente no instante em que os demais perdem força, a partir do início do segundo tempo.

Marques, obviamente, está ainda longe de sua melhor forma física e técnica, mas é daqueles atacantes lisos, incisivos, e experientes que acrescentam ao ataque de qualquer time mais contundência sempre. Além do mais, é um ídolo da torcida atleticana pelas várias passagens pelo terreiro do Galo no passado, todas empolgantes.

Na pior das hipóteses, o Galo vai distribuir bicadas a valer até o apito final do campeonato. Na melhor, leva a taça.

Notas relacionadas:

  1. GALO E TIMÃO, QUE SUFOCO!
  2. ÓI O GALO CHEGANDO…
  3. O GALO DE TARDELLI
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sábado, 17 de outubro de 2009 Campeonato Brasileiro | 21:42

O GALO DE TARDELLI

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Aquele que perdesse poderia ir se preparando para esquecer a disputa do título e passar a cultivar o desejo apenas por uma vaga na Libertadores.

Claro, há uma pá de pontos em disputa ainda, e, no rigor dos números, o perdedor – no caso, o São Paulo – tem possibilidades, sim, de seguir lutando pela taça. Mas, pelo andar da carruagem, já era. Afinal, no instante em que se esperava do Tricolor uma arrancada em direção ao topo, o time engatou uma marcha-à-ré e só faz descer a ladeira.

Já o Galo, que estacionara um pouco atrás, engrenou e passou por cima do São Paulo, em pleno Morumbi, justamente com um gol de cara de Diego Tardelli, craque que há muito pouco tempo o tricampeão brasileiro desprezou.

Na verdade, o Galo sofreu nas últimas duas rodadas a ausência desse que tem sido um jogador precioso nesta temporada. Sim, porque Tardelli não se limita a ser um artilheiro de escol, tanto, que divide o topo da artilharia do Brasileirão com Adriano, o Imperador.

O bicho é leve, ágil, inteligente, hábil e atua com fluidez e desenvoltura em qualquer ponto do campo, da intermediária à frente. Dribla, passa, retém a bola quando necessário, dispara em direção à meta, quando pode e tal e cousa e lousa e maripousa.

Aliás, assim tem sido esse Galo prodigioso que pode até nem chegar ao título, mas, sem dúvida, pelo que já fez neste campeonato, fechará o ano como o time que pratica o futebol mais gostoso de se ver por estes campos tão vazios em invenção e talento.

Notas relacionadas:

  1. O PERFIL DO GALO
  2. GALO E TIMÃO, QUE SUFOCO!
  3. OLHO NO GOIÁS E NO GALO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

segunda-feira, 12 de outubro de 2009 Campeonato Brasileiro | 20:13

TUDO NA MESMA

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Isso está parecendo reunião no Palácio de Versalhes, sob o crivo de Luís Qualquer Número: “S’il vous plait, madame”. “Oh, non”. Enquanto a madame acelera a rotação do leque, um impasse secular congela o salão.

Sim, porque enquanto o São Paulo perde aqui, o Inter tropeça ali, e o Galo escorrega acolá, o Palmeiras faz a mesura de levar uma lambada mais adiante, e tudo segue como antes, com comésticas mudanças nesta ou naquela posição da tabela.

Essa derrota por 3 a 0 para o Náutico nos Aflitos, então, foi exemplar. Tudo bem: o Náutico não é um time tão desprezível como sugere sua colocação na tabela, venho dizendo há tempos. Mas, um líder do porte do Palmeiras não pode chegar lá e tomar um vareio desses.

Sim, porque o Timbu não chegou a esse placar em três esporádicas estocadas, enquanto o Palmeiras o envolvia e pressionava, nada disso. Ao contrário: o Náutico pôs a bola no chão e jogou mais do que o Verdão a maior parte do jogo.

No caso do Galo, a história é bem outra, Tratava-se de um clássico, rivalidade histórica e singular, só comparávl á de Grêmio e Inter, no Sul. Nesses casos, é muito comum o que está embaixo na tabela revirar a expectativa diante do adversário. E foi o que fez o Cruzeiro, com aquele gol de Wellington Paulista, que o Atlético, mesmo forçando, nao conseguiu descontar.

Por fim, o Goiás, em pleno Serra Dourada, permitiu ao Sport empatar no finzinho e continua estacionada na beirada do G-4.

Quer dizer: entra rodada, sai rodada, e tudo continua na mesma, praticamente.

Notas relacionadas:

  1. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  2. UM APERTO SÓ
  3. EMPATES E O NOVO INTER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. Última