REFUNDANDO O VASCO
Todo ano, cai um grande do futebol brasileiros, quando não, dois. Já passaram por esse dissabor o Grêmio, o Palmeiras, o Botafogo, o Galo, o Coritiba, o Corinthians, sei lá quantos mais.
Desta vez, foram dois: Vasco e Lusa, ambos lídimos representantes das colônias portuguesas no Rio e em São Paulo.
A Lusa, é bem verdade, já há algum tempo anda cumprindo campanhas tão modestas que só preserva o apodo de grande por antiga tradição. Mas, curiosamente, até que a Lusa mostrou neste campeonato um futebol interessante, sobretudo do meio-de-campo pra frente, e teve em Edno e Jonas uma dupla de atacantes que chamou muita atenção.
Já o Vasco foi uma tragédia, de cabo a rabo, com alguns raros surtos de esperança.
Pra dizer toda verdade, é preciso refundar o Vasco da Gama, refém por duas décadas de Eurico Miranda, um desses chefões trepidantes, que transformou São Januário em seu pequeno feudo. Nesse período, sim, o Vasco teve grandes times, ganhou alguns títulos importantes, mas a corrosão do clube foi maior do que as glórias conquistadas. E o processo virou crônico nos últimos anos até o triste desfecho, já nas mãos de seu sucessor, que, confesso, nem sei se é mais ou menos competente do que seu antecessor.
O fato é que o Vasco tem valioso patrimônio físico (é o único grande carioca a ter seu estádio próprio) e inestimável marca histórica. É preciso pôr aquele a dar lucro, e resgatar este para dar estima à nação cruzmaltina.
E este é o momento de se colocar a pedra fundamental da reconstrução, já penssando na volta à divisão de elite do futebol brasileiro no próximo ano, a exemplo do que aconteceu com seus ilustres predecessores nessa breve incursão ao purgatório.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Atlético-MG, Corinthians, Coritiba, Grêmio, Palmeiras, Portuguesa, Vasco