RONALDINHO NO GALO. VAI QUE…
Cada um sabe onde lhe aperta o calo. Suponho, pois, que o Galo saiba o que está fazendo ao contratar Ronaldinho Gaúcho, neste momento conturbado da vida do craque.
Até onde se sabe, Ronaldinho vai para Atlético Mineiro por um quarto do salário que recebia no Flamengo, o que torna sua contratação mais palatável, embora ainda assim seja uma quantia vultosa para a imensa maioria dos brasileiros, coisa de 250 mil reais por mês, mas compatível com o mercado da bola. Sem patrocínio, planos de marketing e outros bichos. Apenas, a palavra do presidente do Galo de que Ronaldinho receberá em dia. Melhor 250 mangos na mão do que um milhão voando, claro.
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É verdade que o prestígio do ex melhor jogador do mundo só está rastejando por causa de sua passagem pífia pelo Flamengo, cercada de tantas polêmicas.
E vai que o craque, espicaçado por tal declínio junto à opinião pública, resolva cuidar do corpo e da alma como convém a um jogador de 32 anos de idade, que jamais foi vítima de lesões graves em sua longa carreira.
Não me parece que Ronaldinho seja propenso a tais arroubos. Mas, vai que.
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Na verdade, só depende dele, pois a turma que o aguarda em Belo Horizonte é de primeira linha, sob o comando de um técnico experiente e esperto – Cuca. Lá estão o zagueirão Rever, Dudu Cearense, Richarlyson, Mancini, Leandro Donizete, Guilherme, os meninos Bernard, Felipe Souto e André, além de Jo, uma combinação de jogadores já rodados com jovens promessas.
Ao mesmo tempo, o Galo vem de crista alta, com a conquista do Mineirão em campanha invejável e as duas vitórias neste início de Brasileirão, uma delas, contra o atual campeão brasileiro, o Corinthians, o que é sempre bom para quem vem de fora com carga tão pesada.
É esperar pra ver.
MARIN LOQUAZ
O presidente da CBF, José Maria Marin, foi o convidado do Bem, Amigos do Galvão, lá em Nova York. E impressionou, ao menos, o entusiasmo demonstrado pelo cartola que acaba de assumir o comando do futebol brasileiro.
Contrastando brutalmente com o estilo azedo, mal-humorado e esquivo de Ricardo Teixeira, que preferia transitar pelas sombras dos bastidores, Marin bota a cara pra bater sob a luz dos holofotes.
Falou pelos cotovelos, mais do que o Galvão, creia, e demonstrou profunda fé na qualidade dos nossos craques olímpicos, revelando seu apoio ao trabalho de Mano Menezes… até a página 9, claro.
A uma pergunta que fiz por e-mail, a pedido da produção do programa, sobre a viabilidade da criação de uma liga de clubes como as que existem na Europa, foi enfático ao desancar em público os cartolas que eventualmente defendem esse movimento:
- Quem fala em liga está pensando só no seu próprio interesse. Quer ser presidente da liga. Não é movido por nenhum idealismo. Quer é ser presidente, não se iluda.
Disse que está aberto ao diálogo, dedica-se vinte e quatro horas ao novo cargo, deu a volta na incipiente rebelião de alguns presidentes de federações, quando de sua posse, e que não é pau-mandado de Marco Polo Del Nero, embora lhe tenha uma dívida de gratidão por estar onde está.
Só me resta desejar-lhe sorte na empreitada, entre outras coisas, em nome de um relacionamento cordial e franco de mais de trinta anos, resguardando-me, porém, o direito à crítica e ao elogio, quando considerar seja o caso.
CLÁSSICOS BRASILEIROS
O Brasileirão volta a rolar nesta quarta-feira, com dois clássicos nacionais: Santos x Flu e Inter x São Paulo, todos eles desfalcados de seus principais jogadores.
O Flu vai à Vila sem Thiago Neves, Deco e Fred. Basta? E Abel coloca suas fichas no garoto Marcos Jr., destaque da Copa São Paulo Jr que vem revelando rápido crescimento no time titular.
E lá vai se defrontar com um Santos sem Rafael, Neymar e Ganso, mas, com uma novidade – o veterano Léo, herói da vitória sobre o Velez, pela Libertadores, atuando numa função entre as de Ganso e Neymar, ali pela esquerda. Vale uma espiada.
Já o Inter recebe o Tricolor paulista no Beira-Rio sem Oscar, mas com D’Alessandro, Dagoberto e, quem sabe, Dátolo, ainda lesionado, assim como Moledo.
De seu lado, o São Paulo, sem Lucas e Casemiro (Bruno Uvini não conta, pois mal voltou ao clube), afia uma equipe altamente ofensiva com o trio atacante formado por Osvaldo, Luís Fabiano e Fernandinho, apoiados por Denílson, Cícero e Jadson.
Jogo sugestivo esse, hein?
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Atlético-MG, Ronaldinho, salário menor