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terça-feira, 5 de junho de 2012 Clubes brasileiros | 10:32

RONALDINHO NO GALO. VAI QUE…

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Ronaldinho chega ao Atlético-MG: nova chance

Cada um sabe onde  lhe aperta o calo. Suponho, pois, que o Galo saiba o que está fazendo ao contratar Ronaldinho Gaúcho, neste momento conturbado da vida do craque.

Até onde se sabe, Ronaldinho vai para Atlético Mineiro por um quarto do salário que recebia no Flamengo, o que torna sua contratação mais palatável, embora ainda assim seja uma quantia vultosa para a imensa maioria dos brasileiros, coisa de 250 mil reais por mês, mas compatível com o mercado da bola. Sem patrocínio, planos de marketing e outros bichos. Apenas, a palavra do presidente do Galo de que Ronaldinho receberá em dia. Melhor 250 mangos na mão do que um milhão voando, claro.

Galeria de fotos: Maradona já reverenciou Ronaldinho. Relembre a carreira do brasileiro

É verdade que o prestígio do ex melhor jogador do mundo só está rastejando por causa de sua passagem pífia pelo Flamengo, cercada de tantas polêmicas.

E vai que o craque, espicaçado por tal declínio junto à opinião pública, resolva cuidar do corpo e da alma como convém a um jogador de 32 anos de idade, que jamais foi vítima de lesões graves em sua longa carreira.

Não me parece que Ronaldinho seja propenso a tais arroubos. Mas, vai que.

Leia também: Flamengo diz ter dossiê que confirma álcool no sangue de Ronaldinho

Na verdade, só depende dele, pois a turma que o aguarda em Belo Horizonte é de primeira linha, sob o comando de um técnico experiente e esperto – Cuca. Lá estão o zagueirão Rever, Dudu Cearense, Richarlyson, Mancini, Leandro Donizete, Guilherme, os meninos Bernard, Felipe Souto e André,  além de Jo, uma combinação de jogadores já rodados com jovens promessas.

Ao mesmo tempo, o Galo vem de crista alta, com a conquista do Mineirão em campanha invejável e as duas vitórias neste início de Brasileirão, uma delas, contra o atual campeão brasileiro, o Corinthians, o que é sempre bom para quem vem de fora com carga tão pesada.

É esperar pra ver.


MARIN LOQUAZ

O presidente da CBF, José Maria Marin, foi o convidado do Bem, Amigos do Galvão, lá em Nova York. E impressionou, ao menos, o entusiasmo demonstrado pelo cartola que acaba de assumir o comando do futebol brasileiro.

Contrastando brutalmente com o estilo azedo, mal-humorado e esquivo de Ricardo Teixeira, que preferia transitar pelas sombras dos bastidores, Marin bota a cara pra bater sob a luz dos holofotes.

Falou pelos cotovelos, mais do que o Galvão, creia, e demonstrou profunda fé na qualidade dos nossos craques olímpicos, revelando seu apoio ao trabalho de Mano Menezes… até a página 9, claro.

A uma pergunta que fiz por e-mail, a pedido da produção do programa, sobre a viabilidade da criação de uma liga de clubes como as que existem na Europa, foi enfático ao desancar em público os cartolas que eventualmente defendem esse movimento:

- Quem fala em liga está pensando só no seu próprio interesse. Quer ser presidente da liga. Não é movido por nenhum idealismo. Quer é ser presidente, não se iluda.

Disse que está aberto ao diálogo, dedica-se vinte e quatro horas ao novo cargo, deu a volta na incipiente rebelião de alguns presidentes de federações, quando de sua posse, e que não é pau-mandado de Marco Polo Del Nero, embora lhe tenha uma dívida de gratidão por estar onde está.

Só me resta desejar-lhe sorte na empreitada, entre outras coisas, em nome de um relacionamento cordial e franco de mais de trinta anos, resguardando-me, porém, o direito à crítica e ao elogio, quando considerar seja o caso.

CLÁSSICOS BRASILEIROS

O Brasileirão volta a rolar nesta quarta-feira, com dois clássicos nacionais: Santos x Flu e Inter x São Paulo, todos eles desfalcados de seus principais jogadores.

O Flu vai à Vila sem Thiago Neves, Deco e Fred. Basta? E Abel coloca suas fichas no garoto Marcos Jr., destaque da Copa São Paulo Jr que vem revelando rápido crescimento no time titular.

E lá vai se defrontar com um Santos sem Rafael, Neymar e Ganso, mas, com uma novidade – o veterano Léo, herói da vitória sobre o Velez, pela Libertadores, atuando numa função entre as de Ganso e Neymar, ali pela esquerda. Vale uma espiada.

Já o Inter recebe o Tricolor paulista no Beira-Rio sem Oscar, mas com D’Alessandro, Dagoberto e, quem sabe, Dátolo, ainda lesionado, assim como Moledo.

De seu lado, o São Paulo, sem Lucas e Casemiro (Bruno Uvini não conta, pois mal voltou ao clube), afia uma equipe altamente ofensiva com o trio atacante formado por Osvaldo, Luís Fabiano e Fernandinho, apoiados por Denílson, Cícero e Jadson.

Jogo sugestivo esse, hein?

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO E A FESTA
  2. A FESTA PARA RONALDINHO
  3. RONALDO, RONALDINHO E RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

sábado, 12 de novembro de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:33

OLHA O FIGUEIRA AÍ!

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Bem, se o Figueira lutava por uma eventual e improvável vaga na Libertadores, saiu de campo neste sábado sonhando até com a possibilidade de chegar ao título, quem diria?

Venceu em casa, de virada, o Galo – que vinha escapando honrosamente da zona do descenso -, e dorme em quarto lugar a dois pontos dos líderes.

Trata-se de uma arrancada espetacular num instante crítico do campeonato, o que o coloca ao lado do Fluminense, cuja escalada foi obstada pelo América MG, num Engenhão lotado de tricolores entusiasmados.

Surpresa? Convenhamos, essa palavrinha está fora de moda neste Brasileirão doidinho, doidinho. Mesmo porque o Flu estava sem Deco, aquele craque que conferiu brilho e serenidade ao seu meio-campo, fator decisivo para a ascensão do time neste segundo turno.

Sem Deco, portanto, sem um pingo de criatividade, o Tricolor, pra falar em bom brasileirês, levou um baile do América no primeiro tempo, quando os mineiros marcaram um, perderam um pênalti e desperdiçaram mais três chances claras para ampliar o placar.

E, no segundo, sem a mesma facilidade, o América seguiu melhor, fez o seu segundo gol com Alessandro, e só no finzinho submeteu-se ao tradicional sufoco aproveitado apenas por Rafael Moura num lance. E nada mais.

Já no Morumbi, o outro Tricolor, se não levou um baile do Avaí no primeiro tempo, foi um horror ao longo desse período. E só tomou tento no segundo, depois de Leão desfazer o malfeito – trocou um dos três zagueiros pelo atacante Fernandinho.

A partir daí, o São Paulo passou a ser mais agressivo e colheu dois frutos de ouro, dois gols de Luís Fabiano, enfim!

Vitória significativa, mas desempenho ainda muito fraco para que o tricolino amigo confie demais na classificação para a Libertadores.

A CHANCE DO TIMÃO

O líder Corinthians pega o Atlético PR, sério candidato ao descenso, no Pacaembu, enquanto o vice-líder, Vasco, vai ao Engenhão enfrentar uma pedreira do tamanho do Corcovado – o Botafogo, outro pretendente forte ao título.

Dá pra comparar?

Bem, dito assim, não, claro. É a chance de ouro de o Corinthians se descolar do Vasco neste momento crucial na corrida pela faixa de campeão brasileiro deste ano, embora neste Brasileirão doidinho, doidinho, qualquer análise desse tipo está prejudicada de cara.

E, mais: o Timão terá Emerson Xeique em campo, protegido por medida preventiva obtida no tribunal que o havia condenado a suspensão, e Adriano no banco, ao lado de Jorge Henrique, o que sugere alternativas muito interessantes para o técnico Tite, caso seu time falhe lá na frente ao longo do primeiro tempo.

Nada sei das reais condições físicas de Adriano. Uns dizem que afinou o talhe o suficiente para se movimentar em campo com o mínimo de molejo necessário para um jogador de futebol, pelo menos, por um certo tempo.

Se assim for, pela sua vocação de artilheiro, por certo, será um trunfo na manga de Tite. Caso contrário, um estorvo, já que a Fiel, ao vê-lo no banco, ao primeiro desacerto de Xeique, Liedson ou William, já começará a clamar pelo artilheiro que veio, mas, é como se não tivesse vindo até agora.

No clássico carioca, ninguém clamará por ninguém, imagino, diante das duas escalações. A não ser que Juninho Pernambucano realmente fique no aguardo de uma chance durante o desenrolar do jogo.

Mas, quem estará em seu lugar tem bola suficiente para aguentar o tranco. Afinal, estamos falando de Felipe. Pena que tanto Felipe quanto Juninho já estejam pra lá dos trinta. Caso contrário, ambos caberiam no time, o que conferiria ao Vasco um poder de criação estupendo.

Nesse sentido, o meio de campo do Bota, com Marcelo Matos, Renato, Elkeson e Maicosuel me parece mais fluido e ofensivo, se cada um deles jogar o que sabe. E, lá na frente, a dupla Cone Sul será sempre um perigo.

Jogo de se ver com uma taça de champanha francês e um pote de caviar Beluga ao lado da poltrona.

Notas relacionadas:

  1. O PERFIL DO GALO
  2. PALMEIRAS E BARCELONA POR UM FIO
  3. INTER E GALO JOGAM O FUTURO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 9 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 00:28

NOITADA ANIMADA

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Os resultados foram negativos para Grêmio, Botafogo e Atlético Mineiro, mas os jogos foram animados nesta noite de sábado.

Em São Januário, o Glorioso desperdiçou mais uma chance de saltar aos calcanhares da liderança, ao empatar com o Bahia por 2 a 2. E olhe que durante boa parte do cotejo esteve com um jogador a mais em campo. Mas, o Bahia de Papai Joel soube mais do que se defender. Foi buscar o empate, depois da virada que havia tomado no segundo tempo.

O Bota pressionou, colocou bola na trave e tal e cousa e lousa e maripousa, mas deixou no campo do Vasco dois pontinhos irrecuperáveis.

O mesmo se pode dizer do Galo, no clássico mineiro com o América, diante de uma multidão de ausentes. Creia, amigo: pouco mais de setecentas pessoas aventuraram-se à Arena do Jacaré para ver um clássico que já foi o mais importante de Minas, tempos idos.

E os dois, abraçadinhos, naufragaram ainda mais no pântano do rebaixamento.

É verdade que o Galo, a exemplo do que vem ocorrendo nos últimos tempos, dominou o jogo, disparou uma fuzilaria sobre a meta adversária, mas não conseguiu enfiar uma mísera bola nas redes americanas.

Quer dizer: enfiou uma, que o juiz erradamente anulou. E poderia ter enfiado outra, se o mesmo juiz marcasse o claro pênalti em Bernard, o melhor do jogo, diga-se, menino que merece todas as atenções com vistas às Olimpíadas.

Por fim, no Couto Pereira, o Grêmio, sem vários titulares, entre eles, Douglas, que tem sido o centro nervoso da equipe, foi envolvido pelo Coxa, que despejou 2 a 0 no baçaio
tricolor.

Dessa forma, o Grêmio estancou sua ascensão na tabela, que sugeria até mesmo uma arrancada em direção à vaga da Libertadores, e agora terá de se acomodar num plano de esperanças mais modesto, quem sabe. Sim, porque neste doidinho Brasileirão tudo é possível, até a página 9.

Notas relacionadas:

  1. O PERFIL DO GALO
  2. DIEGO DEPENDÊNCIA
  3. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 2 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 21:35

E NADA MUDOU

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Então, ficamos assim: depois de tanto tralalá, tudo na mesma na ponta da tabela.

O Vasco, que poderia ganhar uma folga na tabela, empatou com o Corinthians, que pretendia voltar à ponta. Enquanto isso, o São Paulo, que pela quarta vez estava a um passo da liderança, despencou diante do Flamengo, que se emparelhou com o Fluminense, um degrau acima de Palmeiras, que não foi além de um empate em casa, e o Inter, derrotado na Arena pelo Furacão. E um abaixo do Botafogo, que levou de 2 a 0 do Atlético GO, dois gols de Felipe, logo de saída.

Essa tem sido a sina deste Brasileirão, onde o pelotão da frente não se desgruda nem a pau.

Bem que o Vasco tentou, no início, quando pressionou o Corinthians em São Januário e abriu o placar com Dedé, de cabeça. Mas, não demorou muito, Alex empatou.

Jogo animado, Fagner escapa pela direita e acerta as redes que ele defendeu quando menino. Pelo andar da carruagem, a tendência era o Vasco ampliar a contagem logo, logo.

Que nada! No segundo tempo, foi o Corinthians quem passou a jogar melhor, empatou novamente, com Danilo, de cabeça, e deu-se ao luxo de perder duas ou três boas chances com William.

Nem Vasco, nem Corinthians obtiveram o que queriam. Em compensação, não perderam nada.

NA VOLTA DO FABULOSO

Morumbi lotado, torcida delirante, Fabuloso, de volta com a camisa do São Paulo, e Ronaldinho ostentando o manto sagrado rubro-negro.

Se a legião tricolor não pôde celebrar completamente a volta de seu ídolo, quem não tinha nada com isso, mas, que gosta de futebol divertiu-se a valer com o espetáculo proporcionado por São Paulo e Flamengo.

O jogo foi bem disputado, com alternâncias no domínio da bola e dos espaços. E o mais curioso é que tudo se definiu só depois da primeira expulsão, a de Lucas. Pois, foi logo em seguida que o Fla conquistou seu primeiro gol, com Thiago Neves, de cabeça, depois de blitz rubro-negra sobre a área tricolor.

Eis, então, que é a vez de Willians ser expulso, e o São Paulo, de imediato, empata com um tirombaço de Dagoberto de fora da área. E, quando parecia que o Tricolor viraria o jogo, Renato Abreu acerta um disparo de longe, que desvia em Carlinhos Paraíba e paralisa Rogério no contrapé. Logo Rogério, que, a exemplo de Felipe, foi um dos dois maiores destaques da partida.

E Luis Fabiano? Bem, teve participação modesta, o que, aliás, era de se esperar pelas circunstâncias. Mas, se os músculos resistirem, daqui a dois ou três jogos começará a revelar a face do Fabuloso.

ONDE, MINAS?

Nunca a célebre frase do político mineiro – “Minas está onde sempre esteve e de lá não arredará pé!” – esteve tão fora de lugar do que nos campos deste Brasileirão: dois de seus ilustres representantes não conseguem escapar da zona de rebaixamento, e o terceiro caminha, lenta e progressivamente, para esse buraco negro.

Esse não é, decididamente, o lugar de Minas. Mas, que fazer, se o Galo não consegue ir além de um empate por 1 a 1 o Ceará na Arena do Jacaré, e o Cruzeiro, no Olímpico, perde por 2 a 0 para o Grêmio?

Que fazer? Jogar bola, meu. Vamos jogar bola para repor Minas em seu devido lugar, que é lá em cima, cara!

Notas relacionadas:

  1. REFUNDANDO O VASCO
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. VASCO, O GRANDE VENCEDOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 24 de julho de 2011 Campeonato Brasileiro | 20:29

VASCO, O GRANDE VENCEDOR

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Sem dúvida, o grande vencedor da rodada foi o Vasco, que bateu o Galo em Ipatinga, por 2 a 1, dois gols de Diego Souza (um de cabeça, outro de pênalti) e Magno Alves.

Não só bateu fora de casa um rival histórico, embora em baixa no momento, como saltou para o G-4, superando o Palmeiras, que perdeu para o Flu.

Foi um jogo em que o Galo começou a toda, dando a impressão de que sairia do buraco em que se encontra, finalmente. Mas, aos poucos, o Vasco tomou conta do espírito do jogo e até poderia ter chegado a um placar mais expressivo: meteu duas bolas nas traves e Alecsandro desperdiçou pênalti mal marcado pelo juiz.

Assim, o Vascão vai comprovando que segue em progressiva ascensão.

A CILADA DA RAPOSA

Outro grande vencedor da rodada foi o Cruzeiro, que quebrou a invencibilidade do líder Corinthians, em pleno Pacaembu, por 1 a 0, um golaço de Wallyson, lá de fora, no ânulo do menino Renan.

E foi uma Raposa a la Papai Joel: bem fechadinha, atenta na marcação, sobretudo, de Danilo, o organizador alvinegro, e buscando sempre fustigar nos contragolpes. A tal ponto que nem se abalou com a expulsão de Gilberto e a não assinalação de um pênalti a seu favor.

O Corinthians, de sua parte, empenhou-se, mas não conseguiu escapar da cilada da Raposa. Mesmo assim, saiu de campo sob os aplausos da Fiel e ainda firme no topo da tabela.

DOIS POR UM

O Fluminense teve de fazer dois gols legítimos para ganhar por 1 a 0 do Palmeiras, em Volta Redonda. Como? Simples, o primeiro de Marquinhos foi anulado pelo bandeirinha. Mas, logo em seguida o mesmo Marquinhos pontuou o jogo, que, por sinal, primou pela falta de criatividade e emoção.

E olhe que o jogo prometia, com Deco e Fred de um lado e Valdívia e Kleber. E até que Fred foi bem. Mas, de resto….

AMÉRICA CELESTE

E a Celeste, finalmente, depois de décadas na fila, levantou uma Copa América. E levou a taça com todos os méritos. Foi a equipe de melhor pontuação ao longo de todo o torneio, e bateu o Paraguai, na final, com categoria, por 3 a 0, com dois gols de Forlán e um de Luisito Suarez, os dois astros mais cintilantes desse time.

Mas, era só o que faltava – o Paraguai ser campeão nos pênaltis, depois de empatar todos os seus jogos até aqui.

Notas relacionadas:

  1. A GRANDE VITÓRIA
  2. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
  3. FLU, LÍDER; TIMÃO, O GRANDE VENCEDOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 19 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 20:56

RECORDE E DECEPÇÕES

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O placar mais estridente desta rodada do Brasileirão foi a goleada do Palmeiras sobre o Avaí, por 5 a 0, no Canindé, o que não seria nenhum espanto pela péssima campanha do lanterna Avaí até aqui. Mas, sim, pelo fato de que o Palmeiras não é dado a esses exageros, nesta quadra modesta de sua gloriosa história.

Ainda mais porque o Verdão não só goleou como passeou diante do Avaí, deu as cartas e jogou de mão, podendo até ter ampliado o bizarro placar.

Mas, a vitória mais significativa foi a do líder São Paulo em Fortaleza: 2 a 0 no Ceará, com direito a gol de placa de Lucas. Com esse resultado, o São Paulo atingiu o recorde de cinco vitórias consecutivas desde o início do Brasileirão, na era dos pontos corridos, com nove gols marcados e apenas um tomado. Pudera! Com esse goleiro. Sim, porque Rogério Ceni pegou um pênalti e ainda fez mais três ou quatro defesas decisivas.

Já Cruzeiro e Fluminense foram as grandes decepções no sábado.

O empate por 1 a 1 com o América mineiro, o que custou à Raposa cair lá para a rabeira da tabela, cumprindo o pior início de Brasileirão de sua história, também derrubou o técnico Cuca, substituído por Joel Santana, famoso por descascar abacaxis como esse.

Assim como não poderia ter sido mais decepcionante o empate por 0 a 0 no clássico carioca, entre Flamengo e Botafogo. A tal ponto que a maior estrela do espetáculo, Ronaldinho Gaúcho, depois de opaca atuação, saiu de campo substituído e vaiado pela torcida que dele tanto espera desde sua chegada à Gávea.

Já o Vasco foi ao Olímpico pela primeira vez com seu time titular e arrancou um empate por 1 a 1 com o Grêmio. Mas, quem resolveu a parada vascaína foi o reserva de luxo Bernardo que cruzou lá direita e o destino desviou a bola para as redes de Victor. Quanto ao Grêmio, bem, as vaias da torcida ao cabo do empate de Roberson dizem tudo.

Outro que decepcionou foi o Galo, que, em casa, teve de suar para chegar ao empate com o seu xará de Goiás por 2 a 2, perdendo a chance de entrar no chamado G-4, dando chance ao Figueirense, que lá chegou ao bater o Furacão por 2 a 0, resultado que, somado aos demais do Atlético, coloca Adílson Baptista em maus lençóis. .

Os mesmos que envolvem o meu querido Falcão, cujo Inter foi a Curitiba, e mais uma vez não conseguiu vencer. Aliás, o empate por 1 a 1 puniu mais o Coritiba, que foi melhor do que o Inter a maior parte do jogo.

Notas relacionadas:

  1. AS DECEPÇÕES DO DOMINGO
  2. AS DECEPÇÕES DO ANO VELHO
  3. E COMEÇA A SARABANDA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 13 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 17:25

AS CONTAS DO BRASILEIRÃO

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Pegue-se como exemplo os quatro primeiros colocados do Brasileirão, aqueles que, neste exato momento, seriam os indicados para a Libertadores do próximo ano, ao lado do Vasco, campeão da Copa do Brasil.

Nem o líder São Paulo, com seus números exuberantes – quatro vitórias consecutivas, sete gols marcados e apenas um sofrido – apresentou até agora um futebol empolgante. Sua melhor partida foi contra o Grêmio, na última rodada, mas nada que o amigo visse e sentenciasse – ah, esse ninguém segura!

Que dirá de Corinthians, Palmeiras e Atlético Mineiro.

Mas, é inegável que todos são bons times, uns, mais técnicos; outros, mais cascudos. Alguns, com jogadores de alta classe, poucos, porém, para os padrões da história brasileira escrita nos gramados onde a bola rola.

Esse, porém, não é o caso em pauta, aqui e agora.

Quero me fixar nos números, que dão aos quatro vantagens sobre os demais candidatos, alguns deles com elencos que sugerem muito mais do que obtiveram até agora, tipo Flamengo, Fluminense, Inter e Cruzeiro, por exemplo. Vantagens mínimas, é verdade, sobretudo, se olharmos para o horizonte do Brasileirão que se estende por mais de trinta rodadas.

Mas, é aqui que vale uma reflexão. Tanto Luxemburgo, quanto Muricy, dois campeões em conquistas de Brasileirões, chegaram a tais recordes baseando sua estratégia nesta simples equação: em campeonatos de pontos corridos, lá e cá, cada jogo é uma decisão.

Sim, porque um pontinho obtido aqui, no começo das ações, quando o pessoal está meio distraído, pode significar a diferença, lá na frente, entre o campeão e o vice.

Mas, o amigo dirá que isso não é uma verdade absoluta, e logo sacará da memória aquele arranque espetacular do Flamengo na fase final de campeonato recente.

Tá certo: há exceções. Mesmo porque o Brasileirão, diferentemente dos demais campeonatos nacionais por esse mundão afora, tem sempre um número muito maior de clubes chamados grandes, candidatos naturais ao título, do começo ao fim.

Além do mais, há essa traiçoeira janela do meio do ano, quando, dependendo de quem sai ou entra por ela, pode alterar de vez o cenário armado nos primeiros meses de disputa.

Enfim, o que quero dizer com toda essa prosopopeia é que, como não temos por aqui um Barcelona ou um Manchester United, a ideia de uma progressão aritmética estará sempre ameaçada pelo caos das súbitas transformações desta ou daquela equipe.

A DIAGONAL

Um amável bloguista me pede lá embaixo que explique melhor essa história da Diagonal de Flávio Costa, citada em poste anterior.

Diz o leitor que, embora já bem vivido, nunca tinha ouvido falar nesse sistema denominado de Diagonal pelo saudoso técnico do Flamengo, do Vasco, da Seleção Brasileira, e de tantos outros times, nas décadas de 30,40 e 50.

Tenho aqui, na estante ao lado, um livrinho precioso que me foi presenteado pelo inesquecível jornalista Álvaro Paes Leme décadas atrás: A Evolução da Táctica no Futebol – WM, de Cândido de Oliveira, jornalista, escritor e técnico do Sporting e da Seleção Portuguesa nos anos 30/40, fundador da mais tradicional publicação esportiva de seu país, A Bola.

Nesse livro, Cândido de Oliveira (não confundir com o linguista famoso) conta como as táticas no futebol evoluíram das verdadeiras peladas inglesas do final do século XIX até o WM de Herbert Chapman, o formato mais perfeito para ocupar todos os espaços do retângulo gramado do jogo: três zagueiros (dois laterais e um central), dois médios de apoio, dois meias de ligação e três atacantes (dois pontas e um centroavante), implantado a partir de 1925 no Arsenal.

Por aqui, continuamos a jogar no sistema clássico – dois zagueiros (o stopper e o back, em que o primeiro saía para dar combate ao atacante e o outro ficava na espera), três médios, sendo que o centromédio, também chamado de Eixo, era a figura central da equipe, e cinco atacantes.

Pois bem, o WM só foi bater por aqui mais de uma década depois de sua implantação na Inglaterra e no continente europeu. Quem o trouxe foi um austro-húngaro chamado Dori Kruschner, contratado a peso de ouro pelo Flamengo.

Kruschner penou para fazer a turma entender como a coisa funcionava, mas, seu auxiliar, na época, Flávio Costa, um ex-médio violento como revela seu apelido de Alicate, pegou o pião na unha.

Fez uma pequena variação no esquema WM e o batizou de Diagonal, que pegou por aqui como um rastilho. E, no que consistia essa variação? Simplesmente, deformou o quadrado mágico de Chapman (dois apoiadores e dois meias), passando a jogar com um dos apoiadores um pouco mais recuado, outro, mais avançado, um  mais atrás, que deu origem ao meia-armador, e outro mais avançado, que resultou mais tarde no meia ponta-de-lança. Desenhou-se então uma diagonal no alinhamento dos médios e dos meias.

Como a crônica esportiva brasileira, sempre muito atrasada em relação às mudanças táticas, seguia escalando as equipes no sistema clássico – dois beques, três médios e cinco atacantes –, a diferença se percebia pelas características do apoiador ou volante, fosse pela esquerda, fosse pela direita.

Por exemplo, no Vasco, Expresso da Vitória dos anos 40, Eli era o apoiador, Danilo (que no fim de carreira, no Botafogo e América virou quarto zagueiro) o apoiador mais recuado, e Jorge o lateral-esquerdo, marcador do ponta-direita adversário.

Já no Flamengo, era o inverso: Biguá marcava o ponta-esquerda, Bria atuava um pouco mais atrás de Jaime, que passava a ser o volante mais ofensivo.

Na época, um rico cartola vascaíno, deslumbrado pela invenção, resolveu bancar a ida de Flávio Costa a Portugal para uma série de palestras sobre seu novo sistema revolucionário E o que recebeu de volta foi apenas o ceticismo de todos, sobretudo de Cândido de Oliveira, que definiu a Diagonal como apenas uma pequena e irrelevante variação do WM de Chapman.

Aqui, porém, a Diagonal reinou até fins dos anos 50, quando surgiu a figura do quarto-zagueiro (quarto porque foi o último defensor a juntar-se à linha de três zagueiros do WM) e, consequentemente, o sistema 4-2-4, que, de fato, era já um 4-3-3. Mas, essa é uma outra história que fica para uma outra vez.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. BRASILEIRÃO DE RESULTADOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 22 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 00:02

ENFIM, O BRILHO DE RONALDINHO

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O trem sem freio voltou aos trilhos e desembestou em Macaé, na estreia do Flamengo no Brasileirão, diante de um Avaí muito desfalcado, pois, de olho nas semifinais da Copa do Brasil: 4 a 0, com direito a lances que lembraram aquele Ronaldinho Gaúcho do nosso imaginário. Fez um golaço, deu uma assistência refinada para Diego Maurício fechar a goleada, além de outros tantos babados.

Era do que precisava o Flamengo, nesta quadra de sua vida, quando está no limiar entre fazer história, ou cair no lugar-comum.

INTER NO LUGAR-COMUM

Falando em lugar-comum, esse foi o traço básico do clássico na Vila, entre Santos e Inter, que terminou empatado por 1 a 1, gols de Keirrison, de pênalti, e Zé Roberto.

Isso vale, sobretudo, para o Inter, que foi à Vila sem d’Alessandro, é verdade, mas com praticamente toda a sua equipe titular para enfrentar os reservas do Santos, do técnico ao ponta-esquerda.

O Peixe, nessas condições, apelou para o formato com três zagueiros de área e dois volantes, o que lhe retirou força ofensiva, resumida às escaladas de Alex Sandro pela esquerda, em combinações com Thiago Alves e, depois, Richelly, estreante.

Assim, o Inter assumiu o controle do meio de campo, com Oscar movendo-se muito, mas não ousou um milímetro além do convencional, o que deu ao jogo um tom de equilíbrio inesperado nessas circunstâncias.

Pela cartilha do futebol, empatar fora de casa é bom resultado. Mas, este empate na Vila, para o Inter, foi péssimo negócio, pois, no jogo do Beira-Rio, terá de enfrentar aquele outro Santos, o de Neymar, Ganso e cia. bela.

BERNARDO É O NOME

Já Ceará e Vasco, ambos envolvidos nas semifinais da Copa do Brasil, bateram ficha no Presidente Vargas: reservas versus reservas.

Embora o Ceará equilibrasse as ações no primeiro tempo, e abrisse o placar já no segundo, acabou sucumbindo ao talento de Bernardo, autor de dois gols – um deles, coisa de cinema -, com Jefferson, em golaço, encerrar o placar que anima o Almirante nessa longa circunavegação pelo planeta bola em verde e amarelo.

FESTA DO MAGNATA

Por fim, no confronto dos dois Atléticos, deu o mineiro, embora desfalcado de vários titulares, machucados ou suspensos. Em compensação, pôde estrear Guilherme, ex-Cruzeiro, atacante de muitos recursos, mas, que não aguentou até o fim.

O Galo, porém, como vem ocorrendo nos últimos tempos, nem precisava tanto assim do jovem Guilherme, pois o velho Magnata lá estava em campo, celebrando dois dos três gols de seu time.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  2. RODADA COM AR NOSTÁLGICO
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 15 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais | 19:22

VENCERAM OS MELHORES

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Santos, Inter e Cruzeiro, no fim, ganharam os melhores, apesar de todas as variações dessas finais em dois tempos. E, quando digo os melhores, refiro-me àqueles times com elencos mais qualificados.

PEIXE, BI

Foi o caso do Santos, que bateu o Corinthians na Vila por 2 a 1, emblematicamente com gols de Arouca e Neymar. Arouca, que não é de fazer gols, mas atua como a âncora desse Peixe fluido e agressivo, apesar das sábias contenções impostas por Muricy. E, Neymar, o craque da equipe, aquele cara capaz de, num repente, transformar água em vinho.

No primeiro tempo, foi um massacre, tático e técnico do Santos, que conseguiu apenas um gol, embora tivesse chance de golear. Basta lembrar aquela bola na trave de Arouca e o gol feito perdido por Neymar.

No segundo, houve a reação corintiana, as falhas dos dois goleiros – Júlio César, no de Neymar, e Rafael, no de Moraes -, e a celebração peixeira, justíssima.

VIRADA AZUL

O Cruzeiro, com seu ataque titular, ainda que sem Montillo, seu principal jogador, meteu 2 a 0 no Galo e levantou a taça mineira, salvando o primeiro semestre, quando levitou acima de todos, antes de levar aquele inesperado tombo diante do Once Caldas, em Sete Lagoas.

Poderia ter definido a vitória já no primeiro tempo, quando o Galo foi excessivamente cauteloso. Mas, só foi definir tudo na etapa final, quando o Galo resolveu sair para o jogo e até poderia ter criado uma encrenca danada se Magno Alves marcasse aquele gol feito desperdiçado.

GRENAL, NOS PÊNALTIS

E Falcão vestiu sua primeira faixa de campeão como técnico do Inter. Mas, não se pode dizer que a vitória por 3 a 2, no tempo regulamentar, em pleno estádio Olímpico, tivesse suas digitais impressas em primeiro plano.

Não, foi um Grenal como tantos outros, renhido, estoico, emocionante. E, mais: ao escalar seu time com três zagueiros, o Inter entregou o meio de campo ao Grêmio, que abriu o placar com Lúcio.

Eis que Falcão teve juízo para desfazer o malfeito, colocando o atacante Zé Roberto no lugar do terceiro zagueiro Juan, e virou o jogo para 3 a 1, antes de tomar o gol de Borges que levoum a decisão para os pênaltis.

Aí, a disputa ficou entre os dois goleiros, vencida, ao cabo, por Renan.

Notas relacionadas:

  1. CANSAÇO E DESOLAÇÃO NAS DECISÕES
  2. CANSAÇO E DESOLAÇÃO NAS DECISÕES
  3. IMORTAL E GALOOO!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sábado, 14 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 15:17

DOMINGO DE DECISÕES

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É domingo de decisões por esse Brasil afora, Decisões imprevisíveis, sobretudo porque, em campo, estarão rivais históricos.

PEIXE E TIMÃO

O Santos recebe na Vila o Corinthians, na decisão do título paulista, com os músculos em frangalhos, mas, a alma em festa. Afinal, não só conseguiu vencer a dura jornada até Manizales, como bateu o Once Caldas, pela Libertadores, por 1 a 0. Placar, diga-se de passagem, modesto diante da exibição do Peixe, que perdeu mais umas três grandes chances para até mesmo folgar no jogo de volta.

E é isso o que mais anima o torcedor santista e o técnico Muricy: saber que seu time não só teve bola para envolver o traiçoeiro adversário no campo inimigo como, ainda por cima, resistiu com ciência ao assédio adversário, nos minutinhos finais do jogo, mesmo sem Ganso e Arouca, dois craques essenciais da equipe.

Assim como é ainda mais animador ver que Neymar, sempre sob os olhares suspeitos dos mais céticos, é guerreiro, sim senhor, em situações de extrema adversidade, sem perder, contudo, seus dons artísticos. Muito menos o humor, expresso naqueles tantos chapéus e dribles que espalhou pelo campo colombiano.

Um deles – aquele perpetrado no segundo tempo que resultou na cobrança de falta por Elano na trave -, tive a pachorra de rever, quadro por quadro, para tentar entender toda a sofisticada trama de movimentos do menino-craque: com o pé direito, faz um rolinho em cima da bola que culmina com uma leve batida sobre a bichinha para elevá-la alguns centímetros, permitindo-lhe tocar de esquerda além do alcance do zagueiro. Um primor de engenho e habilidade.

Sem contar que Neymar foi quem vislumbrou Alan Patrick entrando pela esquerda e serviu-lhe uma bola açucarada para o gol da vitória santista, além de provocar, com seus dribles e manhas, a expulsão de Calle, o que facilitou muito a tarefa de seu time em Manizales.

Isso tudo, porém, não quer dizer que o Timão já está fora de combate. Ao contrário: mais uma vez, ao longo dessa disputa em dois atos, o Corinthians passou a semana afiando-se para a decisão, estocando energias e aprimorando-se tática e tecnicamente.
Mesmo que a situação fosse outra – isto é: os dois no mesmo patamar físico -, o Corinthians tem poder de fogo suficiente para sair vitorioso, inclusive enfrentando o Alçapão da Vila.

Liedson, Bruno César, Jorge Henrique e Willian ou Dentinho formam um quarteto ofensivo capaz perfeitamente de fazer um ou dois gols em qualquer adversário e em qualquer praça.

E, quando coloco aqui a alternativa entre Dentinho e Willian é porque essa me parece ser a grande dúvida do técnico Tite. Na verdade, Dentinho, depois de sua última lesão de demorada recuperação, não voltou a jogar o que sabe. Dizem que é por causa de uma proposta do futebol do Leste Europeu, não sei. O fato é que, ao mesmo tempo, Willian tem sido mais efetivo, quando entra na equipe.

De qualquer forma, é jogo pra mais de metro, sobretudo se o Timão decidir usar esse poder de fogo pra valer, e não ficar ali mais preocupado em evitar o pior do que alcançar o melhor.

GRENAL DE FOGO

No Sul, tudo é mistério, claro.Os técnicos Renato e Falcão escondem os seus respectivos times, mas é de se supor que o Grêmio entre com seu meio campo titular – Adílson, Rochemback, Lúcio e Douglas, enquanto o Inter deverá atuar com Guiñazu, Bolatti, Andrezinho, D’Alessandro e Oscar. Quer dizer: cinco contra quatro para o Inter.

Isso pode indicar um domínio pelo Inter no meio de campo, setor nevrálgico de qualquer time. Mas, estamos falando de Grenal, e esses detalhes táticos costumam ter relevância relativa.

Além do mais, o jogo é no Olímpico, onde o Grêmio entra com vantagem da vitória no Beira-Rio. Num Grenal, essas coisas pesam muito.

EM MINAS

Cruzeiro e Atlético, em qualquer campo, sempre é um desafio sobre o fio da navalha. E o campo, nesse caso, é neutro, como o foi, afinal, no jogo de ida, vencido pelo Atlético, a não ser pela presença maciça dos azuis..

Mas, ao contrário daquele embate, o Cruzeiro vai a Sete Lagoas com seu ataque titular – Thiago Ribeiro e Wallyson, o que faz muita diferença.

É de se ver.

É ENCARNADO…

Confesso que, no velho Pernambuco, sou Timbu, em homenagem ao ministro Vilella, presidente da Academia Brasileira de Letras. Mas, gostaria de ver o Santa Cruz, a Cobra Coral, o Encarnado, Branco e Preto, clube histórico, capaz de arregimentar ainda a maior torcida de Pernambuco, apesar de tantos anos rebaixado à cena menor do futebol brasileiro, vestir a faixa de campeão.

Mesmo porque o Sport já está enjoado de tantos títulos conquistados nos últimos anos. Não lhe faria falta. Em contrapartida, esta decisão pode vir a ser a catapulta para o Santa dar a grande virada em sua história recente.

O futebol brasileiro precisa do Sport, mas não pode abrir mão do Santa Cruz.

MANCHESTER EM FESTA

A cidade de Manchester está em festa. Neste sábado, o United sagrou-se pela décima nona vez campeão inglês, transformando-se assim no maior vencedor dessa taça, um título a mais do que o Liverpool; e o City levantou a Copa da Inglaterra, o mais antigo troféu do mundo.

São feitos extraordinários, que merecem longas celebrações em todos os pubs ingleses.

Os Diabos Vermelhos empataram com o Blackburn por 1 a 1, gol de pênalti de Rooney, a maior estrela de Manchester, num jogo parelho e encardido, apesar do domínio dos campeões.

E os azuis do City bateram o Stoke, por 1 a 0, gol de Balotelli, ratificando sua volta à linha de frente do futebol britânico, graças à fortuna nebulosa do russo Abramovich.

Enfim, Manchester é definitivamente a capital do futebol inglês.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

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