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15/11/2009 - 14:48

TROPICANDO NAS BEIRADAS

cruzeiro-galo

Os dois mineiros, que vinham comendo pelas beiradas, como é de lei nas Alterosas, desta vez, tropeçaram feio nesta rodada tão crucial para quem disputa o título (caso do Galo) ou uma vaga na Libertadores (Cruzeiro). O Galo perdeu para o Coritiba, na casa do inimigo, enquanto o Cruzeiro, em pleno Mineirão, e com um jogador a mais (houve um instante em que eram dois), permitiu o empate do Grêmio. Claro que nenhum dos dois está fora das respectivas disputas. Mas, essa não é hora de tropicar, como diz o matuto das Gerais.

AVOZINHO, HUMMM…

Não diria que foi no sufoco, mas o fato é que a pálida vitória de Portugal sobre a Bósnia, por 1 a 0, plantou mais dúvidas do que certezas de que nosso avozinho conseguirá passar pela fresta da repescagem à Copa do Mundo. Na Bósnia, o clima costuma esquentar, mesmo nesse outono invernal da Europa.

CANA NELES!

O Ministério Público do Estado de São Paulo resolveu recorrer da decisão inicial da justiça, que liberou o nefando árbitro daquelas mutretas de 2005 de qualquer punição. Não era sem tempo e juízo, pois, segundo muitos juristas e o senso comum, houve, sim, estelionato.

PARREIRA, NO MIUDINHO

O meu querido Parreira vai ter de dançar o miudinho para botar ordem e uma pitada ao menos de talento a esse time da África do Sul. Jogando em casa um amistoso com o Japão, o desempenho dos anfitriões da próxima Copa foram absolutamente inócuos. Quanto aos japoneses, essa coisa de o técnico deixar Nakamura na reserva poderá custar-lhe muito caro.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
09/11/2009 - 15:57

A DIFERENÇA TRICOLOR

Não, não, meu caro, nem o Palmeiras dançou de vez, nem o Galo perdeu definitivamente a chance de ainda disputar o título brasileiro nesta reta final do campeonato. Tampouco o São Paulo já pode ir polindo a taça, embora, na teoria, a sequência de jogos que lhe restam pareça menos árdua do que a dos demais, talvez com exceção do Flamengo, este, sim, já tão próximo da liderança que todas as esperanças rubro-negras são plenamente justificáveis.

Ah, sim, e não nos esqueçamos do Cruzeiro, que faz um seguindo turno exemplar, o que lhe permitiu chegar à zona de disputa do título, também.

A propósito, em meio a esse clima de total imprevisibilidade, já que os times sobem e descem ao sabor da maré, vale aqui ressaltar apenas o aspecto técnico e suas diferenças entre esses cinco pretendentes ao título.

São Paulo e Palmeiras, ainda que na frente dos demais, são os que têm apresentado o futebol mais desconexo. Fortes na defesa, comandada por dois goleiraços – Rogério Ceni e Marcos – e eficientes no ataque, carecem, contudo de uma armação no meio-de-campo mais fluente e consistente.

O Verdão, quando pode contar com a dupla de meias – Diego Souza e Cleiton Xavier -, desde que o técnico Muricy não insista na formação com três zagueiros, melhora cem por cento nesse quesito. Mas, o São Paulo ainda não resolveu de vez essa questão.

Em contrapartida, Flamengo, Cruzeiro e Galo são os que apresentam um jogo mais harmônico, com maikor equilíbrio entre os três setores – defesa, armação e ataque.

Mas, cada um deles tem sido extremamente dependente deste ou daquele jogador fundamental. O Flamengo se transformou a partir da chegada de Álvaro, Maldonado e, sobretudo, Petkovic . O Galo é refém de Diego Tardelli, não só o artilheiro do time, mas aquele atacante que contribui demais na armação. O Palmeiras, da dupla Diego-Xavier, e assim por diante.

Só o São Paulo dá a sensação de que não depende deste ou daquele jogador, embora Rogério e Hernanes tenham sido essenciais.

Na rigor, não há muita distância técnica entre titulares e reservas do São Paulo parece ser bem menor do que nos outros rivais ao título. E isso, talvez, justifique sua liderança temporária, que pode acabar sendo definitiva, ao fim de tudo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
05/11/2009 - 16:17

A BOLA COM VERDÃO E GALO

O empate foi heróico, pelas circunstâncias, mas o Tricolor somou apenas um ponto e está passível de cair da liderança para um segundo lugar dividido, caso Verdão e Galo vençam seus jogos deste fim-de-semana.

O Atlético joga em casa, é verdade, enquanto o Palmeiras terá de ir ao Maracanã, num Fla-Flu insólito.

O Galo joga  sob o apoio maciço de uma nação em festa, mas pega o indigesto Flamengo, que, como ele, luta não apenas por uma vaga na Libertadores como também pelo título.

Já o Palmeiras enfrenta um dos lanternas do campeonato. Mas, um lanterna que vem de cinco rodadas invictas – a última, aquela virada emocionante sobre o Cruzeiro em pleno Mineirão, depois de ter vencido o Galo, em casa.

Como se vê, nem dá para cravar qual o jogo mais favorável, se o do Galo ou o do Verdão. Certo mesmo é que a possível volta de Cleiton Xavier ao meio-campo verde deve conferir a esse nobre setor uma dose extra de qualidade, o que, nesses casos, pode fazer toda a diferença.

É esperar pra ver.

TIMÃO E REFORÇOS

Fala-se em Iarley e Tcheco, além do volante Ralf, do Barueri, como novos reforços para o Corinthians montar seu novo time com vistas à próxima temporada (leia-se Libertadores).

Ralf é jovem ainda e bom de bola, pelo que se pôde ver no atual Brasileirão. Já Tcheco e Iarley entram naquela faixa dos jogadores experientes de que, pelo visto, carece o atual time do Corinthians. Acrescenta-se nessa linha de especulações um nome internacional, como Riquelme, Roberto Carlos e até mesmo Guti (?), do Real Madrid. Riquelme seria uma tacada extraordinária, mas o meia do Boca é um tipo meio arredio, que não parece mais disposto a deixar Buenos Aires, depois da experiência espanhola. E Guti tem raízes tão profundas no Real que duvido que alguém possa erradicá-las. Sequer tem uma marca suficiente para converter em receita corintiana sua eventual contratação. Quanto a Roberto Carlos, só depende da disposição do veterano lateral-esquerdo trocar seu sonho de pendurar as chuteiras na Vila para calçá-las no Parque.

 De qualquer forma, o Corinthians está se mexendo, que é o que importa, nestas alturas do campeonato.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
26/10/2009 - 15:39

O LÍDER VERDÃO

Não, meu chapa, de jeito maneira o Verdão já está fora do páreo, pelo simples fato de a turma mais próxima ter se aproximado tanto assim. Afinal, o Palmeiras ainda encabeça a lista, e é, juntamente com o Galo, um dos únicos dois candidatos ao título que só depende de seus próprios desempenhos.

E, em relação ao cardápio que o espera até o apito final do campeonato, na teoria, é o que deve encontrar pratos mais palatáveis do que os que estarão à mesa do Galo.

Ah, mas e o retrospecto recente? É verdade: enquanto o Palmeiras patina a cada rodada, o Galo vem em prodigiosa escalada na tabela. Assim como Flamengo, que completou dez jogos invictos ao bater o Botafogo no domingo, e o Cruzeiro, que cumpre a melhor campanha do segundo turno.

Isso pode representar uma tendência, que, se confirmada nos próximos sete jogos restantes, pode até recuar o Verdão para fora da zona da libertadores.

Tendências e fatos

Mas, será mesmo uma tendência irrefreável, ou apenas o registro de um determinado momento do campeonato, esse caleidoscópio que ora nos apresenta um conjunto de figuras geométricas, ora, outro muito distinto?

Ao longo do Brasileirão, quantos cenários diferentes foram construídos e desconstruídos lá na ponta da tabela?

No futebol, a única verdade eterna, como costumava dizer Nelson Rodrigues, é que não há time imbatível. E isso vale pra todos, inclusive o líder Palmeiras, claro.

Quer dizer: essa meia dúzia de postulantes ao título está sujeita, doravante, a levar uma biaba aqui ou ali. Dependendo da hora e do adversário em questão, uma única derrota pode vir a ser fatal. Mas, também, pode ser fatal, digamos, uma sucessão de empates.

Séries invictas

Além do mais, o que pudemos observar ao longo deste torneio tão cheio de alternâncias, é o seguinte: quase todos esses candidatos ao título – e aqui, pode-se acrescentar Goiás e Avaí – alternaram longas séries de invencibilidade com tropeços consecutivos. Em geral, as séries invictas se esgotam entre os números sete e dez.

Se isso representar uma tendência, então, o Flamengo, por exemplo, estaria na beirada da quebra. E o Palmeiras, quem sabe?, na mira de um renascimento no campeonato, o que, somado ao ponto de vantagem precioso, o levaria à conquista da taça.

Na verdade, prefiro deixar as tendências para os economistas e matemáticos, assim como os cardápios para o gourmet de plantão, estendendo o olhar para a alma e o talento dos jogadores que, em última análise, decidirão essa questão.

No aspecto emocional, sem dúvida, o Palmeiras é o que se encontra em situação mais crítica. O medo de entregar o ouro na reta final do campeonato é algo palpável tanto no olhar do torcedor quanto no comportamento dos jogadores e comissão técnica. E o medo costuma paralisar ou, no mínimo, baratinar a turma. Mas, também pode infundir um desejo de reação tão profundo, que o cara vira imortal por alguns segundos, aqueles que podem ser decisivos, no caso.

Sim, porque, às vezes, uma simples vitória é capaz de romper esse círculo de giz onde o sujeito está enfiado.

Quanto à questão técnica da equipe, o Palmeiras haverá de se ressentir – e muito – da ausência um tanto prolongada de Cleiton Xavier, um de seus três principais artífices (os outros, são Marcos e Diego Souza, já que Love ainda não chegou a explodir na Academia, embora tenha jogdo bem).

A escolha de Muricy

E, no tocante à parte tática, cabe a Muricy escolher um destes dois caminhos: ou partir para o tudo ou nada, escalando uma equipe ofensiva, capaz de trocar passes com maior frequência, antes de dar o bote final, ou, então, fechar tudo lá atrás e tentar preservar esse pontinho de vantagem até o final.

Ambas as escolhas são imprevisíveis. Tanto podem levar à glória quanto à derrocada fatal. Aliás, como quase tudo na vida.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: ,
24/10/2009 - 21:20

GALO, CISCANDO, CISCANDO…

E o Galo foi ciscando, ciscando, e chegou lá, a apenas um ponto do líder Palmeiras: mesmo sem Correa, Carlos Alberto Eder Luís, três jogadores preciosos na brilhante campanha do time neste Brasileirão, ganhou por 1 a 0 do Vitória, no Mineirão, gol de Diego Tardelli, claro.

Mas, se não no campo de jogo, onde o Atlético penou para vencer essa partida, embora Tardelli desperdiçasse um pênalti e Evandro um gol feito, pelo menos no coração da galera carijó, as ausências foram compensadas pela volta de Marques, que entrou no finalzinho e, em duas ou três pontadas pela esquerda, bem ao seu estilo, mostrou a que veio.

E esse é um detalhe que distingue o Galo dos demais concorrentes ao título brasileiro: vem se reforçando justamente no instante em que os demais perdem força, a partir do início do segundo tempo.

Marques, obviamente, está ainda longe de sua melhor forma física e técnica, mas é daqueles atacantes lisos, incisivos, e experientes que acrescentam ao ataque de qualquer time mais contundência sempre. Além do mais, é um ídolo da torcida atleticana pelas várias passagens pelo terreiro do Galo no passado, todas empolgantes.

Na pior das hipóteses, o Galo vai distribuir bicadas a valer até o apito final do campeonato. Na melhor, leva a taça.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
17/10/2009 - 21:42

O GALO DE TARDELLI

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Aquele que perdesse poderia ir se preparando para esquecer a disputa do título e passar a cultivar o desejo apenas por uma vaga na Libertadores.

Claro, há uma pá de pontos em disputa ainda, e, no rigor dos números, o perdedor – no caso, o São Paulo – tem possibilidades, sim, de seguir lutando pela taça. Mas, pelo andar da carruagem, já era. Afinal, no instante em que se esperava do Tricolor uma arrancada em direção ao topo, o time engatou uma marcha-à-ré e só faz descer a ladeira.

Já o Galo, que estacionara um pouco atrás, engrenou e passou por cima do São Paulo, em pleno Morumbi, justamente com um gol de cara de Diego Tardelli, craque que há muito pouco tempo o tricampeão brasileiro desprezou.

Na verdade, o Galo sofreu nas últimas duas rodadas a ausência desse que tem sido um jogador precioso nesta temporada. Sim, porque Tardelli não se limita a ser um artilheiro de escol, tanto, que divide o topo da artilharia do Brasileirão com Adriano, o Imperador.

O bicho é leve, ágil, inteligente, hábil e atua com fluidez e desenvoltura em qualquer ponto do campo, da intermediária à frente. Dribla, passa, retém a bola quando necessário, dispara em direção à meta, quando pode e tal e cousa e lousa e maripousa.

Aliás, assim tem sido esse Galo prodigioso que pode até nem chegar ao título, mas, sem dúvida, pelo que já fez neste campeonato, fechará o ano como o time que pratica o futebol mais gostoso de se ver por estes campos tão vazios em invenção e talento.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
12/10/2009 - 20:13

TUDO NA MESMA

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Isso está parecendo reunião no Palácio de Versalhes, sob o crivo de Luís Qualquer Número: “S’il vous plait, madame”. “Oh, non”. Enquanto a madame acelera a rotação do leque, um impasse secular congela o salão.

Sim, porque enquanto o São Paulo perde aqui, o Inter tropeça ali, e o Galo escorrega acolá, o Palmeiras faz a mesura de levar uma lambada mais adiante, e tudo segue como antes, com comésticas mudanças nesta ou naquela posição da tabela.

Essa derrota por 3 a 0 para o Náutico nos Aflitos, então, foi exemplar. Tudo bem: o Náutico não é um time tão desprezível como sugere sua colocação na tabela, venho dizendo há tempos. Mas, um líder do porte do Palmeiras não pode chegar lá e tomar um vareio desses.

Sim, porque o Timbu não chegou a esse placar em três esporádicas estocadas, enquanto o Palmeiras o envolvia e pressionava, nada disso. Ao contrário: o Náutico pôs a bola no chão e jogou mais do que o Verdão a maior parte do jogo.

No caso do Galo, a história é bem outra, Tratava-se de um clássico, rivalidade histórica e singular, só comparávl á de Grêmio e Inter, no Sul. Nesses casos, é muito comum o que está embaixo na tabela revirar a expectativa diante do adversário. E foi o que fez o Cruzeiro, com aquele gol de Wellington Paulista, que o Atlético, mesmo forçando, nao conseguiu descontar.

Por fim, o Goiás, em pleno Serra Dourada, permitiu ao Sport empatar no finzinho e continua estacionada na beirada do G-4.

Quer dizer: entra rodada, sai rodada, e tudo continua na mesma, praticamente.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
08/10/2009 - 23:55

NO QUARTEL DE ABRANTES

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E, no fim das contas, o que parecia uma tragédia para o São Paulo acabou sendo apenas uma decepção por não ter aproveitado a chance de se aproximar do Palmeiras, que tropeçou no Palestra diante do Avaí, assim como o Galo levava um sapeca inesperado do Botafogo, no Engenhão, e o Goiás levou de 3 a 0 do Cruzeiro, no Mineirão.

E olhe que o Verdão esteve a pique de perder de um Avaí arrumadinho, leve e incisivo, que chegou a abrir 2 a 0, sob o comando de Marquinhos, um desses veteranos que, ao lado de Marcelinho Paraíba, Ramón e Petkovic, vêm botando tempero especial neste Brasileirão.

Mas, o Palmeiras não é líder por acaso, e foi buscar força lá no seu interior para chegar ao empate e manter-se a uma distância ainda folgada do vice. Mas, não tanto que eventual revirolta esteja fora de questão.

O fato é que, no fim de tudo, apenas o Inter avançou, retomando seu lugar na zona da Libertadores. De resto, tudo ficou como dantes no quartel de Abrantes.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
08/10/2009 - 00:31

EMPATES E O NOVO INTER

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Mais uma vez, na hora de dar o bote, o São Paulo vacila no Morumbi e oferece nova chance para o Verdão disparar ainda mais no topo da tabela.

E até que o São Paulo jogou bem, sobretudo no primeiro tempo, quando acuou o Coritiba no campo adversário, fez seu gol com Hernanes e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, de repente, em duas pontadas isoladas, o Coxa virou o jogo de ponta-cabeça. Carlinhos Paraíba bateu de fora da área, Rogério rebateu nos pés de Renatinho, que finalizou nas redes. Em seguida, gol olímpico de Marcelinho Paraíba.

Mesmo assim, o Tricolor voltou ligado, já com o menino Oscar, que, aos 21 minutos, fez a jogada do gol de empate marcado por Washington, que acabara de entrar no lugar de Borges.

Empate péssimo, em termos de classificação na tabela. Mas, que revelou um time capaz ainda de se recuperar na próxima rodada, apesar de tudo. Principalmente, porque o Coritiba é um bom time, ao contrário do que insinua sua posição na tabela, e, jogou no Morumbi, na etapa final, como se estivesse no Couto Pereira.

O mesmo pode-se dizer do empate do Flamengo com o Vitória, no Barradão. Não foi nada bom para a vertiginosa ascensão recente do Fla na tabela. Mas, a forma como o empate se configurou e a capacidade ofensiva do Mengão, sem Adriano, para se recuperar da virada do Vitória, foram muito sugestivas.

A mesma avaliação cabe no tocante ao Vitória, que segue no campeonato com muita dignidade, sob o comando de Ramón, autor de dois gols e o grande orientador do time em campo.

Empate, porém, que não agradou a nenhum dos dois foi o do Maracanã: 1 a 1.

Para o Fluminense mais uma das tantas chances de iniciar uma desesperada escalada para longe da lanterna que carrega há tanto tempo desperdiçada. Afinal, pegou um Corinthians ainda em reformulação – portanto, vacilante – em casa e não conseguiu nada além de um pontinho, apenas um grão da areia movediça onde se afundou.

E, para o Corinthians, outra oportunidade perdida para começar a solda de um novo time, depois de todas as conquistas na temporada.

Já a vitória do Inter sobre o Náutico, por 3 a 1, na estreia de Mário Sérgio, não só resgata o moral abalado da equipe, como, sobretudo, o futebol de D’Alessandro, autor de belo gol de falta e criador dos lances dos outros dois de Alecsandro.

De qualquer forma, se passar pelo Avaí, em casa, o Verdão já pode ir mandando polir a taça, embora tudo possa acontecer até o apito final do Brasileirão.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
06/10/2009 - 13:47

MAIS VERDÃO?

Se o amigo espiar a tabela de jogos deste meio de semana, assim, um tanto desatento, vai concluir de imediato que grandes são as chances de o Palmeiras disparar ainda mais na liderança.

Sim, porque cabe ao Palmeiras receber em casa o Avaí, que é bom, mas não tão motivado, enquanto o vice São Paulo pegará no Morumbi um Coritiba embalado pela vitória sobre o Inter e sequioso de escapar de vez da zona da morte.

Já o Galo terá de bicar um Botafogo animado pela vitória sobre o Goiás, em meio ao desespero da queda iminente.

Mas, na verdade, meu caro, nada é previsível neste caso específico, como no futebol em geral.

O Palmeiras, por exemplo, não terá nem Diego Souza, nem Armero, dois jogadores para cujas funções não há outros semelhantes no Parque. Muricy terá de mexer no esquema, o que não costuma ser bom.

O São Paulo também estará desfalcado de vários titulares, assim como o Galo não contará com sua principal estrela de momento – Diego Tardelli.

E o Goiás, que vem de episódica, creio, derrota para o Botafogo, terá de caçar a Raposa lá na toca do Mineirão.

Embora sem o empuxe de outros tempos, o Cruzeiro é forte e está precisando de um resultado reanimador.

Até mesmo o Flamengo, que vem comendo pelas beiradas, sofrerá diante do Vitória, em Salvador, pela ausência do Imperador, seu artilheiro e da competição.

Quem, na verdade, aparece bem na foto é o Inter, que recebe no Beira-Rio o Náutico, sob nova direção: Mário Sérgio no lugar de Tite, demitido na dia seguinte à derrota para o Coritiba.

Técnico novo, vida nova. Quem sabe?

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
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