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Posts com a Tag Arsenal

sábado, 18 de abril de 2009 Futebol internacional | 15:58

JOGAÇO E O GESTO DE MALOUDA

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Mais um jogo sensacional do futebol inglês, este que levou o Chelsea à final da Copa da Inglaterra, ao bater o Arsenal, em Wembley, por 2 a 1, gols de Walcott, Malouda e Drogba.

O Arsenal, depois de um vacilo inicial, subiu de produção e Walcott abriu o placar. Mas, Malouda, recebendo lançamento magistral de Lampard, empatou ainda no primeiro tempo. E, quando mais o Arsenal forçava, no segundo, Lampard enfiou outra bola precisa para Drogba, no contragolpe. O marfinês venceu Silvestre na corrida, livrou-se do goleiro e guardou.

O Arsenal, que raramente conseguiu aplicar seu toque de bola envolvente de meio-de-campo, mesmo porque desfalcado no setor, pressionou no final e quase chegou ao empate, que levaria o jogo para a prorrogação.

Dá gosto ver esse jogo jogado, ofensivo, exorcizado do medo habitual a que nos acostumamos por aqui, e que mantém suspenso no ar a jogada final até o último segundo.

ALÉM DO GESTO II

Malouda, ao marcar o primeiro gol do Chelsea contra o Arsenal, saiu celebrando com um gesto de mãos formando um losango, ao juntar os polegares e os indicadores. Óbvia referência ao sexo feminino, se me permitem, a vulva. Pelo menos, na linguagem gestual que se convencionou para a minha geração. Não sei se hoje em dia tem outra conotação. Ou, se tem outra representação para a tribo de Malouda. Como não sei se a comissão disciplinar da Federação Inglesa cuidará ou não de punir o rapaz.

Fosse em tempos vitorianos, por certo, Malouda dividiria a cela com Oscar Wilde, que, segundo consta, preferia mais o dedo médio em riste do Cristian, mas essa é outra história. Embora ambas se imbriquem neste papo furado nosso.

É bem possível que, no universo machista do futebol, o gesto de Malouda não ofenda ninguém. Ao contrário: afinal, há toda uma conotação sexual, assim como guerreira, na representação do gol. A bola é metida no véu da noiva. Penetração, enfiada, o gol é o orgasmo, interpretações desse tipo têm sido repetidas ao infinito por acadêmicos do mundo inteiro, há décadas, quando se debruçam sobre a, digamos, pisque do futebol.

Aliás, acho que essa é a grande sedução do futebol, entre outras, que o faz global e eterno. O futebol fala, por parábolas, de sexo e guerra, dois instintos primais do ser humano: Dionísio e Marte.

O resto é convenção, gestos e palavras que mudam de sentido ao longo da história e da geografia.

Notas relacionadas:

  1. UM CLÁSSICO NAS REGRAS DA ARTE
  2. FELIPÃO NA FORCA
  3. GOLEADA DO FUTEBOL NA LIGA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quarta-feira, 15 de abril de 2009 Futebol internacional | 18:21

GOLEADA DO FUTEBOL NA LIGA

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Mais uma vez, nos últimos anos, os ingleses emplacam três representantes nas semifinais da Liga dos Campeões da Europa, o mais prestigioso torneio continental do planeta: lá estão Manchester United, Arsenal e Chelsea. Isso, porque o cruzamento nas quartas-de-final colocou o Liverpool num mata-mata com seu compatriota Chelsea, o que resultou num jogo de 4 a 4 que sintetizou tudo o que representa esse jogo mágico do futebol.

Nesta quarta-feira, o Arsenal passou fácil, em casa, pelo espanhol Villareal, por 3 a 0, com gols de Walcott, Adebayor e Van Persie, de pênalti, mesmo não sendo aquele time de toque-toque hipnótico que nos acostumamos a ver.

E o Manchester, em evidente fase de baixa, bateu o Porto, no estádio dos Dragões, por 1 a 0, uma bomba de sutil mira, lá do meio da rua, do maior do mundo – o português Cristiano Ronaldo. Quando digo que os Diabos Vermelhos estão em baixa, leia-se em baixa na relação direta com o alto plano por onde flutuou ao longo de toda a temporada. Mas, o suficiente para encarar o Arsenal, nas semifinais, e dar-se bem.

São três ingleses, pois, e um espanhol. Mas, o Barça, que passou pelo Bayern pelo placar agregado de 5 a 1, de Messi, Xavi, Eto’o, Iniesta, Henry e cia. bola vale por dois.

Qual, porém, o segredo desses ingleses? Grana, dirá o amigo mais desatento. Grana, sim, mas, sobretudo, a decisão clara de jogar bola como ela deve ser jogada – com eficiência e arte. Justamente como fazem os catalães, há décadas e décadas.

Notas relacionadas:

  1. FUTEBOL E TECNOLOGIA
  2. FUTEBOL BOM DE SE VER
  3. ROGÉRIO, LIBERTADORES E LIGA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 14 de março de 2009 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 19:29

VERDÃO, INGLESES E MENGO

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Foi Luxemburgo largar mão dessa bobagem de três zagueiros, que, por sinal, não faz parte de seu repertório, e o Palmeiras recuperou de imediato aquele futebol leve, articulado, veloz e ofensivo do início da temporada.

Meteu 3 a 0 no Barueri, na Arena, e poderia ter alcançado uma goleada histórica, caso Keirrison, o artilheiro, tivesse convertido outras cinco chances claras para marcar.

Simples; se com dois zagueiros a coisa vai mal, pior ainda com três, pois sempre fica faltando um a mais no meio-campo, onde a imensa maioria das partidas se resolve. Melhor correr riscos com dois zagueiros frágeis do que com três, desde que seu meio-campo possa manter a bola por mais tempo longe da própria zaga e mais próximo da área inimiga. Elementar.

Com três zagueiros, a tendência natural é seu time chamar o adversário para seu campo de jogo, o que inibe os laterais (ou alas, como querem os macaquitos), transformando o 3-5-2, numa mera retranca de 5-3-2.

LIVERPOOL E ARSENAL

O Liverpool meteu 4 a 1 no Manchester United, num clássico em que tudo poderia acontecer, sobretudo porque os Reds estão em plena ascensão, animados pelo massacre sobre o Real Madrid, na liga dos Campeões.

Mas, embora o Liverpool fosse melhor no primeiro tempo, quando virou o placar para 2 a 1, esse foi um placar peculiar. Em primeiro lugar, porque o gol de empate do Liverpool nasceu de uma falha rara do becão Vidic, da qual bem se aproveitou o excelente Fernando Torres.

No segundo, outra mancada de Vidic, que cometeu falta, foi expulso e Fábio Aurélio, que está jogando muito, diga-se, converteu com categoria.

Mesmo com um a menos, os Diabos Vermelhos, no segundo tempo, apertaram e Tevez teve o gol à sua mercê. Não fez. E aí o Liverpool não perdoou.

Já o Arsenal, naquele toque-toque proverbial, desta vez conseguiu converter sua superioridade absoluta em gols: 4 a 1 sobre o Blackburn, em tarde excepcional de Arshavin, aquele russo que a turma caiu no pelo do técnico Wenger, mas que esta resolvendo. Nesta partida, fez dois e poderia ter dobrado seu placar.

E O MENGÃO?

Vai mal o Mengão desse jeito. Neste sábado não foi além de um empate por 1 a 1 com o Tigres, imagine!

Podia ter ganho, como podia ter perdido. Mas, o fato é que não se pode dissociar a crise financeira do clube com a crise técnica do time.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO E VERDÃO SENSACIONAL
  2. PEIXE, DIABOS, VERDÃO, GLORIOSO E INTER
  3. INGLESES E CATALÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 11 de março de 2009 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 20:03

INGLESES E CATALÃO

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O que dizer do Manchester sobre a Inter, líder disparado do Campeonato Italiano?

Não fosse a atuação espetacular do nosso goleiraço Júlio César, e os 2 a 0 finais, em Old Trafford, teriam se multiplicado, no mínimo, por dois.

Os Diabos Vermelhos, num jogo renhido, em alguns poucos momentos equilibrados, sobretudo no primeiro tempo, foram sempre superiores – mais sólidos na defesa, mais lúcidos na armação, mais agudos no ataque.

É verdade que se favoreceram por dois gols obtidos logo no comecinho dos dois tempos: Vidic, aos 4 do primeiro, e Cristiano Ronaldo, aos 3 do segundo, ambos de cabeça. Mas, isso também faz parte do extenso repertório do atual campeão do mundo.

Quem se equipara ao Manchester, nesta quadra do futebol mundial, é o Barça, de Messi, Eto’o, Henry e Xavi (como joga bola esse cara, meu!). que simplesmente massacrou o eterno campeão francês, Lyon, no Camp Nou: 5 a 2! E isso é lá placar de Liga dos Campeões?

Quando se trata do Barça, sim, senhor.

PS: Ah, sim, o Arsenal, o mais frágil dos quatro ingleses na disputa, passou pela Roma, nos pênaltis. Até na loteria, os ingleses são beneficiados. Afinal, a sorte é também um tipo de justiça, perversa ou não.

EL GORDITO

Em cada esquina, alguém me pára querendo saber se, assim, de frente, ao vivo, Ronaldo está tão gordo como aparece na televisão. Digo que não.

Quando o bicho chegou ao estúdio do Bem, Amigos do Galvão, eu estava sentado, preso pelo fio do microfone. Ronaldo deu-me a mão e aproveitei, num ato inconsciente, de acompanhar o cumprimento com um tapinha na cintura. Nenhuma gordurinha saliente ali. Claro, o pescoço é hercúleo e a papada proeminente, mas o talhe não me assustou.

Obviamente, está acima do peso para um atleta. Ele mesmo confessa, falando em três quilos de excesso. Pode ser mais, não sei. Só sei que, se não for vítima de lesões musculares, Ronaldo dará ainda muita alegria à Fiel. Mesmo sem ser aquele craque de 2002 e antes.

A VIOLA E MURICY

Muricy avisa que o rodízio está no fim, e que, contra o Mirassol, já terá sua equipe titular. Não aposte todas as a suas fichas nisso, meu amigo. Se a corda apertar, Muricy troca o braço da viola e o Tricolor se recupera, até que tudo volte ao seu padrão preferido. Foi assim ao longo do tricampeonato brasileiro, foi assim neste Paulistão, e assim será. Basta conferir as escalações, se o amigo tiver paciência.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, O PAULISTÃO
  2. FIM DE SEMANA PAULISTA
  3. POR ISSO, FENÔMENO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 7 de dezembro de 2008 Futebol internacional | 13:11

BARÇA, O MAIÓ!

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O Manchester penou para vencer o Sunderland por 1 a 0, gol no finalzinho do zagueiro Vidic; o Arsenal, idem, diante do Wigan, enquanto o líder Liverpool só obteve seu resultado no segundo tempo, frente ao Blackburn. E o Chelsea, do nosso Felipão? Apesar do belíssimo gol de Deco, na vitória por 2 a 0 sobre o Bolton, jogou mal. Assim como o Milan, o mais estrelado dos italianos, escapou de mais um vexame, diante do Catânia, em pleno San Siro, graças a um cabeceio de Kaká desviado no beque, embora nos dez minutos seguintes pudesse até ter goleado. Mas jogou pouco.

Quem está na crista da onda é o Barcelona, dentre os grandes da Europa. Sábado meteu 4 a 0 no Valência, três gols de Henry e um do nosso Daniel Alves. A cada jogo, um show de bola e uma goleada.

Notas relacionadas:

  1. PRA TODO MUNDO VER
  2. NO FIM DE TUDO, O CRAQUE
  3. BONS VENTOS FUTUROS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 11 de novembro de 2008 Futebol internacional | 19:04

BONS VENTOS FUTUROS

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Foi um show dos meninos do Arsenal na vitória por 3 a 0 sobre o Wigan, pela Copa da Liga Inglesa.

Pra quem acha ainda impossível o avanço em direção ao verdadeiro futebol, jogado com empenho e arte, é só rever essa partida, onde presente e futuro se fundem contra o passado que ainda persiste em alguns pontos do planeta, como nosso rincão de taperas.

A média de idade desse time do Arsenal, reserva da jovem equipe titular, é, pasmem!, de 19 anos, como nos informa o querido Paulo Vinícius Coelho. São meninos colhidos aqui e ali, ainda em botão, que Arséne Wenger bota pra jogar no melhor estilo do futebol-espetáculo: veloz, cheio de graça, ofensivo, irreprimível.

Quase todos esses garotos – de Fabianski a Simpson – têm um futuro promissor. Mas, quem marcou um passo adiante foi, sem dúvida, o mexicaninho Vela, canhoto de extrema habilidade, ousado, que, aos dribles e toques, marcou dois golaços e deu uma assistênica primorosa para Simpson fazer o outro.

Sim, claro, o Wigan está caindo pelas tabelas, embora tenha lá seus Melchiots e Zikas. Mas, estou cansado de ver times muito mais experientes e aplicados tropeçarem no vento. Disse vento? Pois, são bons ventos esses que nos sopram da Old Albion. 

Notas relacionadas:

  1. PRA TODO MUNDO VER
  2. NO FIM DE TUDO, O CRAQUE
  3. UM CLÁSSICO NAS REGRAS DA ARTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 8 de novembro de 2008 Futebol internacional | 16:00

UM CLÁSSICO NAS REGRAS DA ARTE

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Foi um clássico para honrar as recentes tradições dos súditos da Rainha: poucas faltas – quase todas como último recurso, nas zonas de perigo, o que transforma o tédio das tais faltinhas necessárias, sucessivas, de meio-de-campo, tão ao nosso gosto, em expectativa de emoção -, técnica além da força e um futebol ofensivo, de parte a parte, do início ao apito final.

Ganhou o Arsenal, por 2 a 1, dois gols de Nasri (no primeiro, foi decisivo o desvio do lateral Gary Neville), dois disparos da entrada da área, e um do nosso menino Rafael, que entrou no segundo tempo e dinamizou o lado direito do Manchester.

Rafael, pra quem não sabe, nasceu, ao lado de seu irmão gêmeo Fábio, lateral-esquerdo, em Xerém, e ainda adolescente foi cooptado, junto com o irmão, pelos Diabos vermelhos de Sir Ferguson. Começou a entrar no time titular nesta temporada, e só fez bonito até agora. É lateral-direito e marcou um golaço de canhota no clássico.

Clássico timbrado pela diferença de estilos, embora ambos os times, como virou praxe na Inglaterra, busquem sempre a vitória, com um espírito ofensivo invulgar e muita velocidade.

O Arsenal, naquele tico-tico, toque-toque, marca registrada do técnico Wenger, vai conduzindo a bola, entre Denílson (olhai, Dunga!), cria do São Paulo, garoto ainda que defenestrou o veterano Gilberto Silva do Arsenal, diga-se, Fabregas, Diaby, Walcott e Nasri, com apoio freqüente do lateral canhoto Clichy, até achar a brecha. O Manchester, já prefere as bolas esticadas para as investidas de Cristiano Ronaldo e Rooney.

Mas, quando entra na troca de bolas inspirado, sai de baixo!

Desta vez, porém, foram raras essas iluminações, embora o Manchester tivesse criado chances suficientes para revirar esse placar, com Rooney, Cristiano Ronaldo e Berbatov. Esbarrou, porém, nas más finalizações e, sobretudo, na Linha Maginot mais conhecida por Gallas, um zagueiro camisa 10, literalmente. É 10 na bola e 10 na camisa, fato raríssimo. Que me lembre, só o genial alemão Lothar Matthaus, um dos mais completos jogadores da história, passou seus últimos dias como craque jogando de líbero com a camisa 10 que ostentou desde os tempos em que era meia-armador.

Resumindo: já ganhei o fim-de-semana, venha lá o que vier.

Notas relacionadas:

  1. PRA TODO MUNDO VER
  2. NO FIM DE TUDO, O CRAQUE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 5 de novembro de 2008 Futebol internacional | 19:29

NO FIM DE TUDO, O CRAQUE

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Seguramente, não foi uma rodada para inglês ver, nem lembrar. No máximo, para sofrer, pois nenhum de seus fortes candidatos ao título da Liga dos Campeões passou ileso neste meio de semana.

Na terça, o Chelsea de Felipão levou uma biaba da Roma, no estádio Olímpico, por 3 a 1, em partida exemplar do veteraníssimo Panucci – lateral, beque, volante e goleador.

E, na quarta, o Arsenal, embora alugasse meio-campo não saiu do empate por 0 a 0 com o Fenerbahçe, enquanto o Manchester empatava por 1 a 1 com o Celtic, na Escócia de Sir Ferguson.

Fotos: AP
Treinadores
Wenger, Felipão, Ferguson e Benítez: nenhum deles saiu feliz da rodada da Liga dos Campeões

Não vi esse jogo, mas apenas os gols, além de colher algumas informações superficiais, o bastante para saber que os Diabos Vermelhos não enfrentarem o Celtic com a devida determinação, pois Rooney passou todo o primeiro tempo no banco.

Já o Arsenal, vi. Naquele toque-toque, tico-tico hipnótico, envolveu completamente o Fenerbahçe, que não fez nada a não ser se defender. Van Persie perdeu dois gols feitos e, no fim, a frustração.

Sucede que a frustração não baixou apenas sobre os ingleses. Os catalães saíram do Camp Nou, mãos no bolso, chutando chapinhas na rua, pelo empate por 1 a 1 com o fragilíssimo Basel. E a poderosa Inter de Mourinho, que dizer?: 3 a 3 com o Anorthosis, em Nicósia, Chipre, creiam.

Uma pancada nas cabeças coroadas dos técnicos Felipão, Wenger, Ferguson, Guardiola etc. E, mais uma vez, no Santiago Bernabéu, a velha lição: pode montar o esquema que quiser, elaborar os mais comoventes discursos motivadores, fazer isto ou aquilo, que, quem, na verdade, decide é o craque.

E Del Piero, o velho Del Piero, o tantas vezes desprezado pela Azzurra Del Piero, em dois disparos definiu a vitória de sua Juve sobre o Real.

Em meio a tantos mistérios, o futebol não tem segredo, quer queiram ou não.

Notas relacionadas:

  1. KUBALA, MARADONA E RONALDINHO
  2. PRA TODO MUNDO VER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 2 de novembro de 2008 Futebol internacional | 14:03

PRA TODO MUNDO VER

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E ainda há quem reclame quando critico esse futebol chato, cheio de dedos e medos, praticado no Brasileirão, em geral, e exalto o destemor e a graça do campeonato inglês.  Eles jogam pra ganhar, não para evitar apenas a derrota.

No meio de semana, já Arsenal e Tottenham nos ofereceram um espetáculo lancinante, com os 4 a 4 finais, empate obtido pelo Tottenham nos últimos minutos de partida.

No sábado, quase um replay, na vitória do Manchester United sobre a surpresa do campeonato, o benjamim ou caçula, como queiram, o Hull City. Os Diabos Vermelhos venciam por 4 a 1, quando o Hull atirou-se ao ataque e marcou seus dois gols.

Como? Se diante de tal ameaça, Sir Fergunson logo foi protegendo seu time com um bando de cabeças-de-área e zagueiros? Nada disso: seguiu atacando e, na última jogada da partida, Tevez quase amplia para 5 a 3.

Enquanto isso, o Chelsea metia 5 a 0 no Sunderland, com três gols de Anelka, o artilheiro francês que Felipão está recuperando para o futebol. É lá e cá, o tempo todo.

Ah, mas na Old Albion a distância entre os quatro grandes e os pequenos, por questões de grana, é abissal. Nem tanto, nem tanto. Os médios e pequenos de lá, por força da grana também, montam times com o que há de melhor na chamada periferia do futebol: titulares de seleções africanas, do Leste Europeu, alguns daqui abaixo do Equador etc.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

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