Arsenal | Blog do Alberto Helena Jr.

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terça-feira, 6 de março de 2012 Sem categoria | 21:04

QUEM PAGA A PIZZA É O PATO DE SEMPRE

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Carta pra cá, carta pra lá, não foi bem isso o que eu quis dizer, desculpe. Tá desculpado, afinal, a carta que mandei pra Fifa pedindo sua cabeça acabou indo  pro COI, sacanagem da turma do Orlando (ou apenas incompetência?), mas não faça mais isso, tá? Tá.

E assim o tremendo impasse diplomático entre Brasil e Fifa, pelo voar dos pombos correios, termina em pizza (ou será um escaldante fondue  a la suisse?). Prova de que ninguém tem razão nesse imbróglio, independendo de qualquer desfecho – se Valcke segue desfilando sua empáfia por aqui ou não.

O francês, amigo do peito do Dr. Teixeira, porque vem fazendo joguinhos malandros desde o início das negociações, em troca sei lá do quê. Descartou o Morumbi em favor de uma obra que nem havia sido posta no papel, pela qual nós os contribuintes pagaremos mais de quatrocentos milhões de reais, entre outras coisas.

E o Brasil, porque não cumpre o cronograma de obras estruturais previstos nos cadernos de encargos, o único custo que realmente beneficiaria o cidadão brasileiro.

Traduzindo: será o nosso traseiro, como sempre, que pagará o pato no fim de tudo.

OLÍMPICOS

Vagando pelas Oropas, o técnico Mano Menezes declara à imprensa francesa que muito medalhão haverá de chorar sua ausência na Copa de 2014, pois o time das Olimpiadas é o que estará no Mundial do Brasil.

Bem, é o que venho repetindo aqui há tempos. Não só por fragmentos de conversas tidas tanto com Mano quanto com Ney Franco, que dirigiu a base desse time em duas conquistas históricas – o Sul-Americano e o Mundial sub-20 que nos levou direto a Londres.

Mas, sobretudo, porque é esse o cenário que aí está aí desenhado com traços fortes nos nossos campos, neste período de transição de uma geração para outra.

E basta  amigo fazer um levantamento das últimas convocações para a Seleção principal feitas por Mano para verificar que essa tem sido a clara tendência. Lá estão, com a maior frequência, Neymar, Pato, Leandro Damião, Lucas, Ganso (depois de se recuperar), Danilo, Alex Sandro, Rômulo, Sandro etc., todos em idade olímpica.

E o amigo pode acrescentar aí Fernando, do Grêmio, Casemiro, Oscar, Dudu, ex-Cruzeiro, Wellington Nem, Bernard e alguns mais que ainda podem surgir depois das Olimpíadas até.

De certo mesmo é que, nessa faixa de idade, nenhum zagueiro fez a cabeça de ninguém. Por isso, a zaga central será ocupada pela titular, formada por Thiago Silva e David Luís ou Dedé, se o vascaíno tomar o lugar do jogador do Chelsea, que não anda em boa fase.

Só como exercício de imaginação, mas baseado em sólidas informações, lá vai o time que deverá começar as Olimpíadas, se nada der errado: Rafael ou Neto; a lateral-direita fica em aberto pela séria contusão de Danilo, podendo inclusive entrar o terceiro acima dos 23 anos, Daniel Alves, talvez, se não for Galhardo, do Flamengo, reserva de Danilo na última sub-20; David Luís ou Dedé, Thiago Silva e Alex Sandro; Rômulo, Fernando, Oscar ou Lucas e Ganso; Leandro Damião e Neymar.

Certamente, não escaparemos muito disso, não – um time, diga-se, capaz de finalmente nos trazer uma medalha de ouro olímpica ou mesmo de chegar à Copa mais calejada, em caso de eventual infortúnio em Londres.

MILAN, UFA!

Por pouco o Milan não sofre no Emirates uma tragédia. Chegou montado com estilo nos 4 a 0 que havia pespegado no Arsenal em Milão, tomou três gols no primeiro tempo (o segundo, em falha primária de Thiago Silva), e, na etapa final, Van Persie, o artilheiro que não erra, perdeu na cara de Abiatti o gol que levaria o jogo para a prorrogação.

Ou, que inflamaria o Arsenal de tal forma que a detonação poderia vir antes do apito final do tempo regulamentar.

E olhe que, pelo volume de jogo dos ingleses, sobretudo no primeiro tempo, bem que eles mereciam.

No outro jogo desta terça pela Liga dos Campeões, o Benfica despachou o Zenit por 2 a 0, graças, principalmente, à atuação do brasileiro Bruno César, ex-Corinthians, que deu início à jogada do primeiro gol e o passe final para o segundo.

Outro desses canhotinhos hábeis de que tanta falta sentimentos por aqui, a pátria dos volantões.

Notas relacionadas:

  1. DIABOS, SÓ 1 A 0?
  2. TORCER POR QUEM OU POR QUÊ?
  3. MANO E O LUGAR-COMUM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:15

VALEU PELA VITÓRIA, SÓ

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Só não foi um desastre total porque o Fluminense deixou o Engenhão com 1 a 0 no placar, gol de Fred, conquistado logo no início da partida, quando o Tricolor encetou uma blitz sobre o Arsenal de Sarandi, desenhando no ar a expectativa da goleada que não veio.

Ao contrário: aos poucos, o Flu refluiu, perdeu o compasso e acabou sendo até pressionado pelo frágil time argentino no final.

Não sei se os brasileiros ficaram nervosos porque passaram a errar muitos passes, ou se passaram a errar os passes porque ficaram nervosos. o que seria um contrassenso para um time que jogava em casa e vencia.

Só sei que a turma perdeu o controle da bola, dos espaços e dos nervos, a ponto de ter dois jogadores expulsos, com toda razão: Wagner, que chutou um adversário pelas costas numa bola parada, e Eusébio, que desferiu um coice no argentino no chão.

Wagner, que deveria dividir o trabalho de criação com Deco, foi ausente a maior parte do jogo em que o seu parceiro de meio de campo, enquanto teve pernas, foi o único a jogar bola de verdade. E Eusébio, além de perder todas de cabeça na sua própria área, quando tinha a bola aos pés, despachava-a de qualquer jeito pra frente.

E, nem mesmo a entrada de Thiago Neves, aos 17 do segundo tempo, no lugar de Sóbis, foi suficiente para conferir ao Flu o mínimo de organização em campo.

Placar magro, exibição pobre, descontrole emocional… O Flu vai ter de melhorar muito para justificar tanta expectativa criada em torno da qualidade de seu elenco.

FALCÃO NO BAHIA

Falcão, o maior volante da história do futebol brasileiro (o amigo pode sentir o tamanho dessa escolha para quem cultuou a vida toda nessa posição o nome sagrado de José Carlos Bauer, o Monstro do Maracanã), acaba de assumir o lugar de Joel Santana no Bahia.

Antes de tudo, admiro a persistência desse amigo. Aos 58 anos, idade em que a imensa maioria das pessoas quer mesmo é se aposentar, rico, famoso, um ícone do futebol mundial, largou ofício confortável e posição invejável na Rede Globo para perseguir um sonho que mais se assemelha a pesadelo: o de vencer definitivamente também na carreira de técnico de futebol, talvez, a mais ingrata de todas as profissões, como ele próprio já sentiu na pele, ainda outro dia, ao ser demitido pelo seu Inter, mesmo sagrando-se campeão gaúcho.

Gaúcho por adoção, o que inclui a absorção de todos os valores do povo da fronteira, dentre eles, o gosto pelos desenhos táticos e estratégicos de um time de futebol, Falcão, na Itália, onde esses mesmos valores são reverenciados ao extremo, ganhou a coroa de Rei de Roma e o epíteto de o Médio Tático.

Como um craque com tal formação aliada à lucidez e a experiência vivida nos dois hemisférios do mundo, líder como jogador e de fácil poder de comunicação, não conseguiu decolar na carreira de treinador? Um desses tantos mistérios da vida.

Quando Falcão ainda comandava dentro do campo aquele Inter espetacular do bicampeonato brasileiro de 75/76, escrevi que ele, ao pendurar as chuteiras, viria a ser o maior técnico do futebol brasileiro desde Zezé Moreira.

A chance recomeça, depois da punhalada vermelha, agora, no Bahia, um dos grandes do Brasil, de imensa e festiva torcida, que está em terceiro lugar no Campeonato Baiano, cinco pontos atrás de seu homônimo de Feira e apenas um acima do eterno rival Vitória, dirigido justamente por Cerezo, seu parceiro na Copa do Mundo de 82 e na Roma.

Torço pela realização do sonho de Falcão, como amigo e por sabê-lo capaz de imprimir novos rumos ao futebol brasileiro, e para que o Bahia, com ele, inicie uma nova era de grandes conquistas.

Notas relacionadas:

  1. VALEU, MANO!
  2. VALEU PELA RAÇA
  3. EMPATES E EMPATES, VITÓRIAS E VITÓRIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 3 de abril de 2011 Futebol internacional | 15:13

E QUE GOOOL!

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Sem dúvida, o lance do domingo foi aquele gol do menino Lucas contra o Mirassol. Recolheu a bola na sua própria intermediária, pela direita, tocou para Jean e recebeu logo após a linha de meio de campo. Dali partiu em diagonal, passou por um, por dois, por três, livrou-se do goleiro e finalizou de esquerda para a meta aberta.

Sim, claro, já vimos muitos gols assim, feitos por vários jogadores, alguns craques, outros simplesmente comuns, que, num estalo, realizam tais proezas.

Mas, no caso de Lucas a história é bem outra. Esse menino, desde os juniores do São Paulo, tem esse tipo de jogada como marca registrada. No Sul-Americano Sub-20, realizou uma série dessas arrancadas. E até na Seleção de Mano, na estreia em Londres, em dez minutos que esteve em campo protagonizou dois lances desse mesmo jeitinho.

Nem sempre, porém, a jogada se configura em sua integralidade, com a bola dormindo na rede. Mas, de qualquer forma é sempre um recurso valioso, pois fruto da combinação exata entre velocidade, habilidade e ousadia, atributos cada vez mais raros no nosso futebol.

VASCÃO E VERDÃO

Vasco e Palmeiras iniciaram a temporada sob um enorme ponto de interrogação.

Mas, com o decorrer das rodadas dos estaduais, ambos passaram de zebras a destaques.

Em São Paulo, o Verdão acaba de bater o tão decantado Santos de Neymar, Ganso, Elano e cia., por 1 a 0, em jogo parelho e emocionante, gol de Kleber em passe magistral do menino Patrik. E segue líder da competição, a duas rodadas do final dessa fase classificação.

Já o Vasco, que foi um horror na Taça Guanabara, contratou o técnico Ricardo Gomes e mais uns dois ou três reforços e passou a golear, como nos 4 a 0 sobre o Bangu, em tarde inspirada de Felipe e com direito a gol do artilheiro Alecsandro, recém contratado ao Inter.

Assim, o Vasco saltou para a ponta da tabela de seu grupo na Taça Rio, o que não podia ser mais animador.

PRA INGLÊS VER

Não há campeonato mais charmoso do que esse da Inglaterra. Estádios sempre lotados, arejados, sem alambrados de nenhuma espécie, e, no campo, um jogo ofensivo, de lado a lado, do início ao fim.

E, com as reascensões recentes de Chelsea, Manchester City e Tottenham, são mais três disputantes de escol a se juntarem a Manchester United, Arsenal e Liverpool na disputa do título nacional.

Apesar disso, os Diabos Vermelhos, mesmo sem reprisar as grandes atuações das últimas três temporadas, mantêm a liderança com rédeas curtas.

Ainda neste sábado, contou com uma combinação de resultados mágica: o Arsenal, seu mais próximo perseguidor, empatou por zero a zero, enquanto o Manchester United virava de maneira sensacional sobre o West Ham: 4 a 2.

Foi um primeiro tempo deplorável do Manchester, quando chegou a levar de 2 a 0, dois gols de pênalti de Noble – um volante baixinho homônimo e clone do lendário Noble Stylles, o Carniceiro de Liverpool, da gloriosa conquista mundial de 66.

Mas, no segundo, depois das entradas do mexicano Chicharito Hernandez e do búlgaro Berbatov, o Manchester United virou um caminhão de melancia sobre o adversário. E o piloto foi Wayne Rooney, que, jogando na armação, marcou três gols., de enfiada.

Aproveitando-se dos tropeços de Liverpool, Arsenal e Chelsea, o outro Manchester, o City, dominou e goleou o Sunderland, por 5 a 0, com participação efetiva de Tevez, mas, sobretudo, de Yayá Tourré, um volante espetacular, que o Barça deixou escapar pelos dedos.

BARÇA, ALÉM

Por falar em Barça, o time catalão aumentou sua diferença em relação ao Real, seu eterno caçador, quando não é o inverso.

Os dois jogaram no sábado com suas equipes mistas. A diferença é que o Real jamais se encontrou diante do Sporting Gijón, e acabou perdendo por 1 a 0, enquanto o Barça, mesmo poupando vários titulares, manteve o mesmo padrão de domínio de bola e dos espaços.

E venceu o Villareal por 1 a 0, com um gol de Piqué como autêntico centroavante – matou no peito e bateu certeiro.

CIAO, CARO

No clássico de Milão, o líder Milan meteu 3 a 0 na Inter, eterno rival, graças ao oportunismo de Pato, autor de dois gols de puro oportunismo.

Assim, o Milan despediu da Inter, que cedeu a vice-liderança para o Napoli. Napoli, autor de uma virada espetacular sobre a Lazio: 4 a 3.

Não podia ser um fim de semana mais auspicioso para os milanistas.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  2. OS MELHORES, SOFRENDO
  3. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 8 de março de 2011 Futebol internacional | 19:00

TAPA NA CARA

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Foi de cabo a rabo o domínio do Barça, no Camp Nou, bola de pé em pé, em tomar conhecimento do fato de estar com sua dupla de zaga improvisada: o volante Busquet no lugar de Piqué e o laeral-esquerdo Abidal no de Puyol.

Essas coisas, tão significativas para os outros times, são irrelevantes para o Barça, que se dispõe em campo de forma a manter a bola a partir da intermediária adversária, e ciao e bênça.

Nem por isso, porém, criou tantas chances assim, pois o Arsenal é um belo time e saber defender-se como atacar. Mas fez o suficiente para marcar 1 a 0, com Messi, claro, em passe magistral de Iniesta, já no finzinho do primeiro tempo. Gol de Messsi, que recebeu livre diante do goleiro, deu-lhe um lenço e tocou para as redes.

Bem que no início do segundo tempo, num dos raríssimos ataques do Arsenal, pela esqeurda, córner, que, na sequência da cobrança, Busquets meteu de cabeça contra as próprias redes.

Nem isso abalou o Barça, que seguiu alugando meio campo e pressionando o adversário naquela base de toques de primeira, dribles curtos e enfiadas que são verdadeiras estocadas. Quase todas conjuradas por Almunia, que entrara com a bola rolando.

E, pra maior dos pecados do Arsenal, logo Van Persie é expulso, pelo segundo amarelo. A partir daí, o sufoco incrementou e o Barça, em dois minutos, entre os 23 e os 25, definiu o placar e a classificação para as quartas de final da Liga dos Campeões, com Xavi, em bela trama, e Messi, de pênalti indiscutível.

E olhe que foi de pouco, pois o Barça, mesmo vencendo com o placar necessário para a classificação, mas não o bastante para evitar o gol fatal, aquele que poderia abreviar sua vida no torneio, seguiu impávido no ataque. Mais do que isso: ao perder seu único volante, Mascherano, já no finalzinho da partida, Guardiola mandou entrar em seu lugar mais um meia – Keita.

É um tapa na cara dessa legião de treinadores covardes que lotam os campos de futebol do mundo todo.

Notas relacionadas:

  1. GOLEADA DO FUTEBOL NA LIGA
  2. BOM PARA A ALMA TRICOLOR
  3. E DEU ARSENAL, DE VIRADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 Futebol internacional | 20:27

E DEU ARSENAL, DE VIRADA

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Foi, como se esperava, um jogaço. Desses que servem de lição para o resto do mundo. Ganhou o Arsenal, por 2 a 1, mas se o Barça saísse do Emirates com a vitória não seria nenhuma surpresa.

Afinal, o Barça dominou a partida a maior parte do tempo, abriu a contagem, com Villa, em passe magistral de Messi, no primeiro tempo, e até os 33 minutos do segundo tempo jogava e dava de mão.

Quando, de repente, o Arsenal, num passe esperto de Arshavin para Van Persie, na esquerda, o cruzamento saiu direto entre o goleiro e o primeiro poste. Logo em seguida, o próprio Arshavin, pela esquerda, tocou no canto oposto e o Arsenal celebrou a virada sensacional sobre o melhor time do mundo.

Na verdade, era um jogo diante do espelho. Barça e Arsenal são clones, na forma de jogar, na maneira de encarar o jogo da bola, nos esquemas, nas táticas e nas escolhas técnicas de seus jogadores.

Vença quem vencer, vencerá sempre o futebol pautada pela técnica, habilidade e o senso ofensivo de ambos.

Não há um brucutu em campo, um cabeça de bagre, um desses execráveis botinudos que só enfeiam e retardam o processo de evolição do futebol.

Tanto Barça quanto Arsenal jogam com quatro zagueiros (dois laterais que avançam sempre), um volante apenas – volante antigo-moderno, que sai para o jogo com ciência e técnica -, dois meias e três atacantes.

Os dois buscam marcar a saída de bola adversária e manter a bola o máximo possível no campo adversário. E, seus zagueiros de área, sem temor do embate mano-a-mano, quando recuperam a bola sabem sair jogando. Mais ainda a dupla do Barça, formada nesse jogo por Piqué e Abidal.

A propósito, a Espn, no intervalo, exibiu o placar dos passes exatos do Barça. Como de hábito, Xavi, Iniesta e Busquets lideraram com coisa de oitenta por cento de passes certos. Secundando-os, Abidal e Piqué. Isto é, os caras não só defendem como saem jogando com calma e precisão.

A maior diferença desse jogo é que o genial Messi estava em dia infeliz. Perdeu um gol que ele, todo santo dia, converte como quem está chupando um picolé. De resto, ficou sempre na expectativa: quando parecia que iria executar a jogada fatal, errava.

Por fim, a virada do Arsenal apenas serviu para temperar ainda mais o jogo da volta de um desafio eu merecia ser a final da Liga dos Campeões.

Notas relacionadas:

  1. FUTEBOL BOM DE SE VER
  2. GOLEADA DO FUTEBOL NA LIGA
  3. A 18ª rodada do Brasileirão e o show do Arsenal
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros | 14:45

OBRA E O AUTOR

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A despedida já anunciada na véspera foi comovente, como costuma ser nessas ocasiões. E elucidativa, pois só agora ficamos sabendo, da boca de Ronaldo, que há quatro anos, quando jogava ainda pelo Milan, os médicos constataram nele a síndrome do hipotireoidismo, uma disfunção orgânica que atua sobre o metabolismo, dificultando demais o processo de emagrecimento.

Isso explica por que Ronaldo, embora treinando muito, não conseguia reduzir seu talhe. Ao contrário: desde que desembarcou no Parque, em 2009, até hoje, a impressão é a de que engordou ainda mais.

Ronaldo, ao revelar esse fato, lastimou que muitos dos que fizeram piadas com seu peso, ou condenaram sua eventual desídia, se sentiriam agora culpados. Pode ser. Mas, teria muito mais transparente e compreensível se esse fato fosse divulgado publicamente desde o primeiro momento. Evitaria muitos mal-entendidos. Nada melhor do que a verdade exposta clara e objetivamente.

Mas, a obra de Ronaldo, nesses gloriosos dezoito anos de encantos e desencantos nos gramados, está acima disso tudo. A obra, no fim, estará sempre acima do seu autor, em qualquer setor da vida humana.

Por exemplo: acabo de ler uma biografia bem desenhada da vida e da obra de Cervantes. Fechei o livro convencido de que D. Quixote foi maior do que Cervantes.  E olhe que Cervantes penou feito cão danado ao longo de sua vida, suportanto com galhardia suas desditas,  guardadas as devidas proporções, como Ronaldo.

Isso é muito comum, entre outras coisas, porque a obra é fruto do gênio do autor. Mas, o autor é fruto de todas as maravilhas e imperfeições da Natureza.

As portas da Libertadores

A Libertadores pra valer abre suas portas para cinco brasileiros. E o primeiro a transpassar o seu umbral será o Santos, que, na Venezuela, espera ansioso pelo quarteto de ouro da conquista do Sul-Americano Sub-20: Neymar, Danilo, Alex Sandro e Alan Patrick.

O diabo é saber como estarão os músculos, os pulmões e as almas desses garotos, depois da maratona a que foram submetidos desde o final do ano passado, culminada com a festa do título e a natural descarga de energias que sobrevêm naturalmente dessas celebrações.

De qualquer forma, desconfio que apenas Neymar estaria nos planos de Adílson para essa partida contra o Deportivo Tachira, a não ser que pretenda utilizar Danilo ao lado de Arouca, digamos, no meio de campo.

Mesmo assim, é sempre animador saber que essa turminha estará, ao menos, no banco, para qualquer eventualidade.

Verdadeira final

Os deuses da bola, se fossem menos cruéis, teriam reservado esse jogo para a final da Liga dos Campeões da Europa. De qualquer forma, já botei pra gelar o champanha e deixo pra abrir o pote de caviar Beluga na hora em que Arsenal e Barcelona entrarem em campo, quarta-feira.

São os dois times que praticam o futebol mais agradável de se ver no planeta. Aliás, no estilo, assemelham-se muito, ambos dando ênfase ao toque de bola, ao envolvimento do adversário e à arte das tramas via passes exatos e vertiginosos.

O Barça tem sido bem mais eficiente, enquanto o Arsenal vacila diante dos momentos mais críticos de suas caminhadas, seja na Liga, seja no Campeonato Inglês, ao contrário de seu conterrâneo, o Manchester United, mais incisivo e decisivo.

De qualquer forma, espera-se um espetáculo como poucos. E que vença o melhor.

Notas relacionadas:

  1. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
  2. INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA
  3. PALAVRAS E OBRAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011 Futebol internacional, Seleção Brasileira | 15:50

DOIS TIMES EM RECONSTRUÇÃO

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São duas seleções em fase de reconstrução. A França, que vem de trágica participação na última Copa do Mundo, e o Brasil, de melancólica atuação na mesma competição.

O Brasil não terá suas duas principais revelações dos últimos anos, dois fortes candidatos a estrelas da cia.: Neymar e Ganso. Já a França não terá o menino Nasri, que anda jogando o fino no Arsenal.

Mas, se o técnico Blanc pôde chamar todos os que ele considera os melhores, Mano restringiu a chamada aos jogadores que atuam na Europa, o que certamente enfraquece nosso time, pois vários dos que ficaram por aqui têm sido convocados por Mano desde sua ascensão ao comando do Brasil.

Fred, por exemplo, seria sério candidato a uma vaga nesse elenco.

Mas, lá estão Pato e Robinho, que vêm jogando bem pelo Milan, líder do Campeonato Italiano. Jogando bem e fazendo gols, o que é mais importante para uma dupla de atacantes.

Mas, é no meio de campo que surgem as duas novidades: Hernanes e Renato Augusto, cria do Flamengo, agora no Leverkusen.

Hernanes já merecera uma convocação por Mano, como volante. Aliás, Mano, enfatizou isso na entrevista coletiva, à época. Contudo, considerou que a saída de bola com Hernanes não tinha a mesma velocidade quando feita por Ramires ou Elias, e o ex-tricolor ficou no resguardo.

Mas, sua excelente campanha pela Lazio, onde passou a jogar mais à frente, como terceiro ou até mesmo segundo atacante, coroada de muitos gols, juntamente com a contusão de Ramires, abriu-lhe uma nova chance no time de Mano.

Já Renato Augusto, jogador de habilidade e bom passe, é quem está comandando o meio de campo do Leverkusen. Vale a experiência, claro.

Mas, a não ser que ambos cintilem no primeiro tempo, no segundo, certamente Mano recorrerá a Jadson, a grande surpresa nessa convocação, pois o treinador, que o conhece desde os juniores do Inter, quer ver se ele, com a camisa canarinho, é aquele mesmo meia insinuante e habilidoso dos breves tempos do Furacão.

De Kopa a Ribéry

A França é uma das mais antigas associadas da Fifa. Foi inscrita em 1904, mas só foi se destacar mesmo na Copa de 58, sob o comando do húngaro-romeno naturalizado francês, Raymond Kopa, extraordinário craque, que, na época formava no célebre ataque do Real Madrid: Kopa, Del Sol, Di Stefano, Puskas e Gento.

No Real, era ponta, mas na Seleção Francesa, o meia cerebral, organizador de todo o jogo de seu time, cujo epílogo sempre estava nos pés fulminantes de Just Fontaine, o artilheiro implacável da Copa de 58, com a marca inacreditável de 13 gols em 6 jogos.

Naquela competição, o time de Pelé, Didi, Garrincha e cia., cruzou com eles nas semifinais, e metemos 5 a 2. É verdade que a França sofreu pela precoce saída de Joncquet, seu volante de escol, machucado ainda no primeiro tempo (naquele tempo, não havia substituições). Foram três de Pelé, um de Vavá e aquela folha seca de quarenta metros de Didi que por muito tempo ficou perdida nos arquivos das Copas.

Kopa cedeu seu cetro a Platini, que chegou duas décadas depois para dar à França aquele toque de classe extra.

Lembro que, lá pelos findos dos anos 70, a França veio fazer um amistoso com o Brasil no Maracanã. Não havia, então, esse intercâmbio televisivo que nos permitia acompanhar de perto o futebol europeu.

Na véspera, como de hábito, fui jantar no tradicional Fiorentina, cujo dono era um jovem francês amável e divertido – o Allain. Pois, o Allain, me provocou a noite toda: “Você vai verrrr o Platini, chéri, crrrack, crrrack. Vai acabarrr com o Brrrasil.”

E não é que assim foi? O jogo acabou 2 a 2, com uma exibição primorosa do meia francês diante do time de Coutinho que acabaria invicto na Copa da Argentina, com Rivellino, Paulo César Caju, Luís Pereira e o diabo.

Nessa noite, por consolo, Allain não me cobrou o jantar, regado a um autêntico Cristal.

Na esteira de Platini, veio Zinedine Zidane, um dos mais completos jogadores que vi em ação nestes últimos sessenta anos acompanhando o vaivém da bola, seja como espectador, seja como comentarista de futebol.

Dele, não preciso falar muito, pois está ainda muito fresca na memória do brasileiro sua atuação naquela final da Copa de 98, e, depois, na nossa desclassificação em 2006.

Ah, sim, nesse inter meio, a França teve Eric Cantona, um craque com a bola nos pés, mas um estouvado na relação com os adversários, os juízes, os adversários e até a torcida. Tanto, que, certa vez, saltou o gradeado do campo para encher de porrada um torcedor lá nas cadeiras. Digamos que fosse o Edmundo deles lá.

Por fim, temos Ribéry, o mais recente ídolo francês. Um meia-atacante de perfil esquisito, franzino, hábil, mas imprevisível, tanto para o bem quanto para o mal. É capaz de jogadas estonteantes intercaladas por outras, simplesmente bisonhas. Mas, sabe jogar.

Ao contrário dele, o menino Nasri, que, como já disse, está fora desse jogo por contusão, também originário da antiga África Francesa, é um exemplo de progressão e estabilidade. A cada rodada, pelo Arsenal, joga mais, seja organizando as jogadas de ataque de seu time, ao lado de Fabregas, seja infiltrando-se na área para marcar seus gols.

Sucede que nenhum dos dois foi convocado por Blanc, a tarefa de atacar a meta defendida, novamente, por Júlio César, caberá a Benzema e Malouda, que, por sinal acaba de declarar que seu sonho era jogar na Seleção Brasileira. Sonho desfeito, claro.

*Leia mais sobre França x Brasil e futebol francês no blog do iG

Notas relacionadas:

  1. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  2. O PRIMEIRO PASSO
  3. PAPO COM MANO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 5 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 15:43

PALAVRAS E OBRAS

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Ronaldo Fenômeno entupiu o twittter com indignações contra os cretinos que, neste dois dias, têm vandalizado as dependências do Corinthians, em protesto pela vexatória eliminatória do time na Copa Libertadores.

Tem razão o craque histórico. Nenhum tipo de violência se justifica, em qualquer circunstância. Mesmo porque estou convencido de que esse tipo de protesto de torcida organizada, em geral promovida por um bando de moleques – adolescentes e jovens semialfabetizados – a mando de alguém, busca mais aqueles poucos segundos de fama ao ver seus rostos expostos pela televisão do que realmente extravasar sua ira pela derrota da hora.

Nessa linha, bem fariam as televisões brasileiras se imitassem as inglesas, que limitam a exibição dessas lamentáveis cenas ao mínimo necessário para informar os telespectadores. De preferência, em planos distantes, e, se isso fosse impossível, velando o rosto dos participantes para que eles não possam se vangloriar no dia seguinte.

As imagens reais, iriam para a polícia, que trataria de identificar esses pequenos criminosos, prendê-los e abrir os devidos boletins de ocorrência. E que a justiça fosse menos lenta e tolerante com essa cambada.

Quanto à reação de Ronaldo, repito, é justa. Mas, insuficiente. Mesmo, como ele afirma, que não leve nenhum tostão do Corinthians; ao contrário, com sua ação de marketing, bota um bocado nos cofres alvinegros, o que me consta ser pura verdade, ele é, sobretudo, um jogador de futebol, ainda.

E jogador de futebol, como qualquer outro artífice, se expressa mais com sua obra do que com suas palavras. E a obra recente de Ronaldo Fenômeno está a mil anos-luz da obra que ele nos deixou em sua gloriosa e longa carreira.

E, se ele deseja cumprir a promessa de uma grande volta por cima, precisa readquirir rapidamente, no mínimo, a forma física dos tempos dos títulos paulista e da Copa do Brasil, há dois anos.

Que jogaços!

Os anglo-saxões e os germânicos, digamos, são primos em segundo grau, que se odeiam historicamente. Mas, têm algo em comum: nunca se entregam, até o último homem, até o último minuto.

E, no futebol, como na guerra, não é diferente.

Pegue o amigo esse jogo lancinante entre Colônia e Bayern de Munique. Os bávaros saíram na frente – 2 a 0, no primeiro tempo. No segundo tempo, porém, sob o comando de Podolski, o Colônia virou para 3 a 2. E, até o apito final, o 4 a 2 e o 3 a 3 rondou as duas metas, em lancinantes golpes de parte a parte.

Mais emblemático ainda foi o jogo em Newcastle, onde o Arsenal, naquele seu toque-toque hipnótico, ao estilo do Barça, em menos de três minutos rolados, já vencia por 2 a 0, e, em menos de dez, por 3 a 0. Enfim, terminou o primeiro tempo, com 4 a 0 no placar e anunciando uma goleada espetacular.

É verdade que o Newcastle, apesar do vexame inicial, respondia com ataques perigosos. Na verdade, criou quatro claras chances de reduzir o placar, ainda no primeiro tempo.

Mas, no segundo, Deus do céu! Depois da expulsão injusta de Diaby, o Arsenal submeteu-se a um sufoco irresistível. E o jogo terminou em 4 a 4, ainda que os dois times tenham criado chances para definir a vitória antes de o juiz encerrar a partida.

Juiz, aliás, que errou em lances capitais contra os dois times. Mas, o que restou foi a enorme emoção de um jogo delirante.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO DE GALA
  2. POR UM POUCO DE DIGNIDADE
  3. A VOLTA DE RIVALDO
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sábado, 22 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 23:57

A VOLTA DE RIVALDO

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Rivaldo evita se manifestar a respeito. Mas, neste sábado em que o São Paulo levou um baile da Ponte na derrota por 1 a 0, o site oficial do clube anuncia a contratação do craque de 38 anos de idade, presidente do Mogi Mirim, diga-se.

O negócio está ainda meio nebuloso, mas o certo é que a ideia nasceu de um encontro entre Rivaldo e Rogério Ceni, outro dia. E, tudo indica, implica numa parceria do São Paulo com o Mogi.

Como se vê, não se trata de coisa pensada, arquitetada sob um projeto de marketing, essas coisas muito em voga no futebol brasileiro. Nada disso. Simplesmente, pintou na área e a coisa pode rolar.

Se vai ser bom negócio, não sei. Só o tempo dirá o que Rivaldo poderá acrescentar em campo a esse time do São Paulo, Há anos não o vejo atuar. Só sei que jogou muito, e que, se produzir, sei lá, trinta por cento do que produzia, já será de inestimável valor.

Também sei que se o Tricolor espera que ele venha a ser aquele tal camisa 10 tão desejado, engana-se redondamente. A não ser que Rivaldo, nestes últimos tempos, tenha mudado muito suas características. Pois, em toda sua gloriosa carreira, Rivaldo sempre foi um meia-atacante de excelentes assistências e muitos gols, não um organizador de jogadas no meio-campo.

Sem Lucas

Lucas, que depois de estreia hesitante jogou muito bem na vitória sobre a Colômbia, pelo visto, estará de fora, machucado, do jogo deste domingo contra a Bolívia, pelo Sul-Americano Sub-20.

Perda considerável para o Brasil de Ney Franco, que terá de optar entre Oscar e Alan Patrick. Duas grandes promessas, mas que, neste torneio não chegaram a convencer, embora ambos tenham jogador pouco tempo até agora.

Pelos relatos que nos vem de Tacna, Peru, Ney Franco estaria inclinado também a promover as voltas do volante Zé Eduardo e do atacante Henrique, expulsos na estreia contra o Paraguai.

Sei não. Fernando, contra a Colombia, pareceu-me mais sereno e produtivo do que Zé Eduardo, e Diego Maurício mais ativo e veloz do que Henrique.

De qualquer forma, o mais importante é Ney Franco conseguir compactar esse time, e estimular a troca de bola envolvente, em vez da ligação direta da defesa ao ataque, que tem sido a marca do Brasil nessa competição.

Copinha

Bahia e Flamengo passaram por Desportivo Brasil e América MG, duas equipes que deixaram a melhor das impressões na Copa São Paulo Jr.

O fato é que os meninos de dois dos clubes de massa do futebol brasileiro fazem a final do tradicional torneio, no dia do aniversário da cidade de São Paulo, cujos representantes ficaram pelo caminho.

Vai ser um belo presente de aniversário para a cidade, sem dúvida.

Barça, como sempre

Foi a décima quarta vitória consecutiva do Barça no Campeonato Espanhol (a derrota para o Bétis, no meio de semana, era pela Copa do Rei, onde os catalães seguem em frente, diga-se). Desta vez, a vítima foi o Racing Santander: 3 a 0, naquela base de sempre – bola de pé em pé até que Pedro, Messi e Iniesta a mandassem para as redes inimigas.

Diabos arrasadores

Outro que vai somando incrível invencibilidade na Europa é o Manchester United.

Neste sábado simplesmente arrasou o Birmingham, no Teatro dos Sonhos: 5 a 0, com direito a três gols de Berbatov, o artilheiro do campeonato. Aliás, o que está jogando o búlgaro é brincadeira.

Em desta vez, os Diabos Vermelhos botaram a bola no chão e deram um belo espetáculo de tramas coletivas e jogadas individuais, o que lhes teria permitido alcançar uma goleada bizarra, coisa de 10 a 0, sem exagero.

Mas, se Berba fez três, o holandês Van Persie, não deixou por menos – marcou os três gols da vitória do Arsenal sobre o Wigan, o que o elevou à vice-liderança, já que o City acabou perdendo por 1 a 0 para Aston Villa.

Dá gosto ver Manchester United e Arsenal em campo.

Notas relacionadas:

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sábado, 15 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 22:17

TIMÃO E TRICOLOR, IGUAIS

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Timão e Tricolor começaram bem, mas não excepcionalmente. Também, não era pra ser diferente. Afinal, os times grandes de São Paulo não tiveram o mesmo tempo de preparação dos pequenos. E, no futebol atual, o quesito força passou a ser muito mais importante do que o era antigamente.

O Corinthians passou pela Lusa, no primeiro clássico paulista do ano, por 2 a 0, com direito a gol olímpico de Roberto Carlos, que, segundo ele mesmo, levou 25 anos para executar essa jogada com êxito.

Há quem reclame a volta ao campo de Paulinho, no exato momento da cobrança. Nada a reclamar. O meu querido Arnaldo César Coelho já repetiu à exaustão no Bem, Amigos, que o jogador pode voltar a campo, sem autorização do juiz, na sequência da jogada. Foi o que aconteceu.

A par disso, em cobrança de corner não há impedimento. Está na lei.

De qualquer jeito, o Timão foi melhor, ainda que ligeiramente, e mereceu a vitória.

Assim como o São Paulo, que venceu o Mogi, lá, também por 2 a 0, na volta de Marcelinho Paraíba, que deu novo ânimo à equipe no segundo tempo, além de finalizar o placar, de cabeça.

Mas, isso tudo é só o começo do início.

Peixe goleia

O campeão  meteu 4 a 1 no redivivo Linense, que há cinquenta e cinco anos não frequentava os campos de elite do futebol paulista. Mas, cá entre nós, não jogou à altura do placar.

Soube aproveitar bem as chances que criou ou surgiram, ao contrário do Linense, que pressionou mais, sem conseguir chegar lá na mesma proporção.

Até isso, contudo, favorece o Peixe. Sim, porque se jogando com, sei lá, dez desfalques, e sem render tudo o que sabe, imagine quando estiver completo e nos trinques, fisicamente.

Já o Palmeiras, nem jogou bem, nem criou chances, tampouco conseguiu mexer no placar diante do Botafogo de Ribeirão, no Pacaembu, que empacou no zero a zero.

No fim, a pequena torcida verde que se aventurou ao estádio clamou em coro o famoso “Queremos jogadores!”.

Mas, isso, só depois das eleições no clube, que serão realizadas na semana entrante. Se der…

Robben e Kaká

Dois craques que poderiam estar entre os cinco melhores do mundo, mas que praticamente perderam o ano no estaleiro, acabam de voltar aos campos.

O brasileiro Kaká e o holandês Robben, ambos baleados durante a Copa do Mundo e que só agora começam a se recuperar.

Kaká voltou ao Real, há três jogos, entrando no segundo tempo e deu sinais de plena recuperação, até fazendo um gol.

Robben teve sua chance neste sábado, no empate do seu Bayern de Munique contra o Wolfsburg, por 1 a 1, e foi a pedra de toque que despertou seu time amorfo no primeiro tempo com suas investidas inventivas e três disparos de canhota que quase chegam lá.

É sempre bom saudar a presença de craques desse nível em tempos tão sombrios.

Arsenal e City

O Manchester City assustou, de início, diante do Wolveshampton. Tomou um gol, levou certo sufoco, mas, em seguida, despejou um caminhão de melancias sobre o adversário: 4 a 1, que se reduziu para 4 a 3, num jogo lancinante.

Já o Arsenal não tomou conhecimento do West Ham, mesmo na casa do inimigo: 3 a 0, naquele toque-toque tradicional da era Wenger. O diabo é que aquele toque de bola hipnótico parece hipnotizar o próprio time do Arsenal, que vai tramando, tramando, entra na área e, na hora da finalização, continua tramando.

É a síndrome de Penélope á espera de seu Ulisses amado.

Copinha

Ufa, até que enfim os novos Meninos da Vila desencantaram diante do América de natal: 5 a 0.

Até agora, o Peixe, conhecido por sua usina de jovens promessas na Vila, vinha capengando na Copinha. Basta dizer que chegou à fase atual com um gol contra – e que gol contra!, o beque sozinho, de de frente para sua meta, dá uma puxeta que pega no bico da chuteira e entra no ângulo de seu goleiro.

Já o Flamengo passou na fita, vencendo o Cruzeiro, um dos favoritos do torneio, nos pênaltis, depois de empate por 2 a 2. Ambos são dois tradicionais reveladores de novos valores e a coisa toda foi briga de cachorro grande.

O Fla, ungido pelos últimos acontecimentos, segue em frente.

E, agora terá de cruzar com o São Paulo, outro que vem cumprindo magnífica campanha. Neste sábado, o Tricolorzinho venceu o Olé Brasil! Por 2 a 0, mas poderia ter feito mais uns dois, caso mantivesse o mesmo ritmo o jogo todo.

Será um jogaço, não tenho dúvidas.

Notas relacionadas:

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