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15/09/2009 - 19:34

TIMÃO ESFREGANDO AS MÃOS

O Timão está esfregando as mãos de contentamento, só na espera de ver em ação seus novos contratados: o gringo Defederico, que ainda não está inscrito na CBF, e Edno, que acaba de trocar o Canindé pelo Parque São Jorge.

Dois canhotos que prometem. Defederico, de quem só tenho informações pela imprensa argentina, mais leve e insinuante, e Edno, bicho taludo, mas de técnica refinada, chute potente e versatilidade suficiente para jogar tanto de lateral-esquerdo quanto de meia armador e até no ataque, onde atuava na Lusa nos últimos tempos.

Discute-se na mídia se Edno terá ou não lugar no time principal do Corinthians, quando todos os titulares estiverem nos trinques.

Discussão bizantina essa, meu caro. Afinal, um time que pretende  vencer os solenes desafios opostos ao Corinthians, nesta e na próxima temporada, não se faz de apenas onze jogadores.

Resumindo: Edno foi uma oportuna e excelente aquisição, creia.

Mas, nem Edno, nem Defederico estarão diante do Coritiba, nesta noite, jogo crucial para o Corinthians seguir sonhando com a possibilidade de ainda disputar o título. Não vai ser mole, pois.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , ,
14/09/2009 - 15:50

DIEGO DEPENDÊNCIA

O técnico Muricy, depois do tropeço do líder Palmeiras no Barradão, disse que o Palmeiras sofreu muito pela ausência de Diego Souza, considerado, com razão, um dos melhores jogadores do Brasileirão na atualidade.

É verdade. Diego Souza faria falta a qualquer time nesta quadra auspiciosa de sua carreira. Assim como Cleiton Xavier, seu ilustre parceiro na armação desse Palmeiras.

Contudo, ainda outro dia, ao perder Xavier num jogo, Muricy simplesmente o substituiu por Deyvid Sacconi, um meia de talhe parecido (não igual, parecido), e o time seguiu fluentemente em direção à vitória.

Já, domingo, na falta de Diego Souza, Muricy preferiu substituí-lo por um terceiro zagueiro, o que deixou Cleiton Xavier sozinho, nu e com a mão no bolso, no meio de campo estéril do seu time.

Diego é imprescindível, sim. Mas, não insubstituível, desde que a escolha seja mais judiciosa.

GRÊMIO CHEGANDO

Com a vitória por 2 a 0 sobre o Náutico, nos Aflitos, o Grêmio não apenas exorcizou o fantasma que o assombra fora de casa como deu um passo significativo para juntar-se aos quatro ou cinco vanguardeiros (se o Corinthians vencer o jogo atrasado com o Coritiba, passa a ser o quinto do bloco da frente).

O Grêmio tem tradição e time para brigar pelo título, sim, senhor. Mas, pelo que vi no jogo dos Aflitos, precisa de mais confiança para impor seu estilo nesses cotejos, pois passou os últimos quinze minutos só lá atrás, rebatendo tudo.

É verdade que perdeu Souza, seu grande articulador, ao lado de Tcheco, pouco antes do sufoco, o que explica em parte esse comportamento, que já não é mais a praia do Grêmio, com a atual formação, onde Fábio Rochemback caiu como uma luva, na marcação e apoio.

O GALO VOLTOU

O Atlético Mineiro, que depois de súbita ascensão teve uma recaída, voltou ao G-4, com a queda progressiva do Goiás, onde Fernandão ainda não se acertou.

Já Renteria, no Galo, começa a dar sinais de que está disposto a recuperar aquele futebol dos tempos de júnior, quando foi a sensação de um desses campeonatos sub-qualquer-coisa, na defesa de sua Seleção.

Com Diego Tardelli jogando muito e ainda tendo a alternativa de Eder Luís para compor um eventual trio de atacantes, o Galo, no mínimo, se credencia a assegurar essa vaga na Libertadores. No máximo, a brigar pela faixa de campeão brasileiro. Ainda mais que vem gente aí, novos reforços e Márcio Araújo, essencial no meio-de-campo, recuperando-se de lesão.

Dos novos contratados, sem dúvida, o de maior nomeada é Ricardinho, meia-esquerda que fez fama no Corinthians, campeão do mundo em 2002, e que andava pela Turquia.

Não sei como está Ricardinho hoje, física e tecnicamente. Sei, porém, que se trata de um desses raros meias armadores autênticos de que tanto carecem alguns dos mais sérios candidatos ao título.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , ,
08/09/2009 - 19:31

DIEGO E CLEITON, UMA BOA

Alvíssaras! Dunga chamou, entre outros, Diego Souza e Cleiton Xavier, dois meias que podem suprir as ausências sentidas no elenco brasileiro nesse setor de armação.

Claro, ambos só deverão entrar contra o Chile numa eventualidade, já que, na Seleção, prevalece o critério da precedência; os que chegaram antes serão os primeiros.

Tudo bem. Compreensível e aceitável. Mas, bem que gostaria de vê-los juntos no meio-de-campo brasileiro, pelo menos, no segundo tempo. Afinal, trata-se de um jogo praticamente festivo, já que estamos classificados. Portanto, uma ótima oportunidade para Dunga testar esses dois jogadores que chegam à Seleção pela primeira vez.

Não só porque eles podem conferir maior equilíbrio ao meio-campo brasileiro, mas, também, porque trazem do Palmeiras o entrosamento que dispensa os treinos perdidos pela chamada tardia.

Mas, de qualquer forma, é preciso tomar tento com esse time do Chile, que, apesar do empate em casa inesperado, no meio de semana, sabe tocar a bola e pode se transformar em adversário ranheta nesta noite de festa na Bahia.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , , ,
07/09/2009 - 16:46

NOSSO TIME, NOSSA HISTÓRIA

Lamento, mas é preciso repetir essa ladainha, dia após dia, porque vivemos tempos em que apenas o resultado interessa, e boa parte da mídia e da opinião pública vai no embalo dessa onda sem olhar para os lados, pra trás, e, sobretudo, pra frente, onde, enfim, esse barco vai encalhar.

Futebol não é só isso. É, também, claro, pois o resultado está no cerne da competição. Mas é muito mais, esse jogo tão simples em toda a sua complexidade. Caso contrário, não seria tão devastadoramente apaixonante, único esporte de massa praticado em cada palmo de terreno deste mundão de Deus, e que circula como tema em todas as áreas da observação humana: desde tratados acadêmicos ao bate-boca nas padarias.

Seria o mesmo que resumir o ato de viver no saldo da conta bancária de cada um de nós. Parodiando o Príncipe da Viola, o futebol não é só isso que se vê; é um pouco mais… Pois, no fundo, no fundo, o segredo do êxito do futebol está no fato de que ele é a mais completa representação do cotidiano de todos nós numa praça esportiva.

Aceitar que  resultado é tudo e se basta em si mesmo é a maneira mais simplista e tosca de ver e sentir o futebol, eis a grande verdade que precisa ser repetida à exaustão para que não se perca o encanto desse jogo feito de maravilhas.

Nesse contexto, a Seleção Brasileira passa a ser um paradigma, uma das raras reinvenções do brasileiro que o mundo todo venera e teme, desde aquele distante dia em que os jogadores do Paulistano de Friedenreich desembarcaram na França para ser aclamados, dois jogos após, como Les Rois du Footbal (Os Reis do Futebol).

De lá pra cá, perdemos e ganhamos, mas nunca deixamos de encantar com nosso jogo revestido de brilho incomum, inimitável.

Na verdade, não foram os resultados que nos colocaram no trono do futebol mundial, mas, sim, o brilho de nosso jogo, que precedeu de muito a tantas conquistas, como, por exemplo, o Penta Mundial.

Por isso, é dever do crítico, aquele que conhece um pouco de nossa história e que visa espiar um pouco além do mero placar final, exigir sempre da nossa Seleção muito mais do que o simples resultado, embora jamais possa descartar este, claro, óbvio, indiscutível.

Nosso time já beirou, ao longo da história, algumas vezes, a perfeição. Como dizia Gilberto Gil, a perfeição é uma meta defendida pelo goleiro… da Seleção. Nesse sentido, literalmente, Júlio César se encaixa nos versos do baiano ilustre.

Mas, dali pra frente, o que temos? Uma linha de defesa sensacional, um meio-campo desequilibrado, já que excessivamente defensivo, e um ataque fulminante. Isso basta para ganharmos de qualquer outra seleção do mundo que nos enfrente. Mas, não basta para cumprir aqueles nosso mais altos desígnios. Ou seja: vencer, brilhando.

Digo todas essas filosofices baratas para dar os parabéns a Dunga pelos incríveis resultados obtidos à frente da Seleção: as conquistas das Copas América e das Confederações e a classificação ao Mundial com antecipação inédita na história das Eliminatórias desde sua reformulação.

Mas, me reservo o direito de seguir exigindo do técnico brasileiro uma formação de time e um jeito de jogar mais compatível com nossa identidade. E olhe o amigo que ele está a um passo disso. Basta trocar um dos três volantes por um meia de ofício, ao lado de Kaká. Pronto, Fiat Lux!

E AGORA?

O amigo é testemunha que venho cobrando de Dunga a presença de, pelo menos, mais um meia nato para compor esse grupo vencedor. Alguém, no mínimo, capaz de revezar com Kaká, embora o ideal fosse que nosso elenco dispusesse de outros dois, além desse, com características mais de armação do que de chegada à área.

Não precisa ser um craque, um malabarista, nada disso. Apenas um sujeito do ramo, que saiba receber a bola de costas no meio-de-campo, girar e iniciar a trama de ataque. Mesmo porque no no setor de meio-de-campo do Brasil, com exceção de Kaká, não há craques, apenas bons ou excelentes volantes, de acordo com a visão de cada um. Basta listar: Gilberto Silva, Felipe Melo, Lucas, Elano, Ramires, Júlio Baptista, Sandro, sei lá quantos mais. Com disse, todos bons ou excelentes… volantes, mas nenhum craque-craque.

Agora, perdemos Kaká para o jogo com o Chile. Tudo bem: é festa no Pelourinho. Já estamos classificados e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, não podemos dar sopa pro azar, nunca!

Bem, temos lá Júlio Baptista, moço instruído, articulado, bom jogador, dono de vitalidade invejável, mas de técnica reduzida. Pode até entrar no lugar de Kaká e acabar com o jogo, isso faz parte de seu repertório, mas é jogar com a sorte, não com a razão.

Melhor seria ter por ali um Diego, que está matando a pau na Juve, depois de brilhante passagem pelo futebol alemão. Ou, se quiserem, o outro Diego, o Souza do Palmeiras, que vem sendo o melhor jogador do Brasileirão nesta temporada, não só pela força, mas, sobretudo, pela técnica.

Quanto a um eventual chamado para o ataque, onde só restaram Nilmar e Adriano (só?), bem que Dunga poderia chamar para o jogo com o Chile Diego Tardelli, cujo estilo é o que mais se aproxima do de Robinho: velocidade, movimentação e drible fácil, além de ser emérito goleador e estar em plena forma.

Mas, enfim…

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , , , , , ,
02/09/2009 - 18:05

KAKÁ OU MESSI?

O Brasil terá Kaká, a Argentina, Messi, dois jogadores considerados os que podem desequilibrar uma partida de futebol. Mas, quem é melhor?

Ambos, responderia sem nenhuma inclinação para subir no muro. Ambos, porque os dois podem jogar juntos num mesmo time sem que a função de um se sobreponha à do outro.

Kaká é um tipo é um tipo esguio, destro, meia-ofensivo, que opera mais naquela zona difusa entre a armação e a conclusão, a partir do meio-de-campo, que, embora caia pelos lados de seu ataque, tem como principal arma a arrancada com a bola colada aos pés.

Messi, baixinho, canhoto, é senhor de uma habilidade invulgar, e uma capacidade inventiva rara. Mas, prefere mesmo atuar pelo lado direito de seu ataque, ainda que circule bem pelo campo, a partir da intermediária adversária.

Os dois finalizam bem e marcam muitos gols, de hábito, sem contudo, se caracterizarem por esse quesito.

Messi, na Seleção, não tem sido o mesmo do Barça. Ao contrário de Kaká, que, em geral, atua bem com a camisa canarinho. Mas, quem vai decidir esse jogo só os deuses da bola podem responder.

ÊTA, DIEGO!

Vejo o treino da Seleção em Teresópolis, coisa leve, e busco um meia que possa se alternar com Kaká, numa eventualidade dessas corriqueiras no futebol.

Lembro, então, da atuação de Diego, ex-Santos, pela Juventus contra a Roma, no estádio Olímpico. Esqueça os dois gols de Diego – um deles, súmula perfeita da escola brasileira de jogar bola: balançou duas vezes diante do beque, que esteve prestes a quebrar a coluna, antes de bater firme. E fixe-se apenas na atuação do craque ao longo da partida: soberba!

Sim, sei bem, que Diego, nas tantas vezes convocado, não chegou a brilhar. Mas, nas últimas apresentações também não decepcionou. Aliás, é preciso levar em conta que Diego é muito jovem – revelou-se naquele Santos campeão brasileiro, ao lado de Robinho, aos 17 anos. E isso foi outro dia.

O tempo passa, como dizia o saudoso Edson Leite, e o sujeito vai incorporando novos conhecimentos, novos conceitos, novas atitudes. Aos 24 anos, Diego é um jogador mais ativo; movimenta-se pelo campo com maior desenvoltura; fecha espaços, dribla e passa com maior segurança. Foi eleito por dois anos consecutivos o melhor estrangeiro da Alemanha, e, agora, na Juve, já virou ídolo.

Falo de dois centros muito caros ao técnico Dunga – a Alemanha e a Itália, onde o técnico brasileiro fez longa carreira -, tidos como os mais duros na marcação do planeta. De resto, a relação de Diego com a bola excede em muito à da imensa maioria da legião de volantes convocados.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , ,
26/08/2009 - 17:12

À GALEGA

Conselheiro aconselha, pois não? Pelo menos, é o que sugere o nosso português. Mas, a última flor do Lácio, na casa portuguesa, recebe uma leitura inversa: conselheiro não aconselha – xinga, ameaça, e, por fim, provoca a saída do técnico Renê Simões, recém contratado, e coloca em xeque a permanência de seu melhor jogador, Edno.

Depois, reclamam que a Lusa é impedida de voltar aos seus dias de glória por culpa dos juízes, da imprensa, do diabo a quatro.

A propósito, até o Vasco, co-irmão de sangue e cruz, clama por justiça, por ter sido ameaçado pelos seguranças armados da Lusa.

Bem, sou de um tempo em que Lusa e Vasco eram unha e carne. Dois dos timaços mais poderosos e encantadores do futebol brasileiro, na década de 50. Tão íntimos, que viviam trocando craques de lá pra cá, de cá pra lá.

Só assim de cabeça, sem pesquisa, lembro-me de alguns famosos à época que trocaram de camisa: Pinga, Simão, Carlos Alberto Cavalheiro – único amador entre tantos profissionais, por ser oficial do Exército -, Ipojucã, Edmur, sei lá quantos mais.

Ah, sim, e houve o caso rocambolesco de Mário Américo, considerado então uma estrela do futebol, como massagista bicampeão do mundo pela Seleção. Tanto, que foi eleito vereador por São Paulo.

Numa certa noite sem lua, Mário Américo arrumou sua trouxa e escafedeu-se de São Januário em direção ao Canindé.

Ele era o único de quem o Vasco não abria mão. Então, fugiu para os braços da Lusa. Inevitável.

ESSE MEIAS…

Esses moços, pobres moços…, como dizia o gaúcho imortal Lupiscínio Rodrigues, no samba-canção célebre, pouco sabem sobre um passado sem imagens. Não é culpa deles, mas, sim, das gerações que os antecederam, num país que cultiva apenas a juventude e apaga a memória ao nascer de cada dia.

Os americanos e os europeus buscam, desde sempre, manter vivas as lembranças de épocas passadas, com registros que remontam até ao final do século 19. Nós, infelizmente, mal guardamos sequer os feitos prodigiosos de Pelé, cenas dos anos 60, o maior atleta do século 20.

Não temos à mão, uma imagem viva de Fried, raríssimas de Leônidas da Silva, de Zizinho, de Jair Rosa Pinto, de Didi, de Ademir da Guia, Gérson, enfim, os grandes meias armadores da nossa história. E aqui estou excluindo os outros meias, pontas-de-lança, os meias ofensivos, tipo Kaká, por exemplo.

Na verdade, eles funcionavam como segundos volantes, de acordo com a nomenclatura atual.
Marcavam e armavam. Marcavam como volantes ou médios, e armavam como meias, com as exceções de praxe, como Rivellino, Jair, Aílton Lira etc, que apenas armavam e não marcavam.

O que mudou de lá pra cá foi a cabeça dos nossos treinadores, que, por segurança excessiva, preferiram abdicar desse tipo de jogador por um segundo volante,  transformando-o num terceiro jogador de meio-de-campo.  O que já se revela, sobretudo nos principais times da Europa um retrocesso, não um avanço como querem nos fazer acreditar.

A FRESTA DA JANELA

A janela europeia já começa a fechar – faltam quatro dias -, e os clubes brasileiros estão praticamente incólumes. Houve algumas defecções, é verdade. Mas, nada traumático.

É que o cenário mundial mudou, com a crise econômica global. Os clubes europeus preferiram, pelo jeito, investir em contratações dentro de sua comunidade, o que lhes dá mais segurança. Isto é: se investirem em jogadores que já estejam em atividade na Europa, podem utilizá-los de imediato, pois esses já estarão habituados aos usos e costumes do continente.

Já um jogador que sai daqui pela primeira vez exige um tempo de adaptação, em geral, um ano. Casos como o de Kaká, que desembarcou no Milan e saiu jogando tudo o que sabe são raras exceções.

Contudo, antes de abrirmos o champanhe da celebração, é bom ficar com um pé atrás, até a o trinco da janela virar. Pois, esgotadas todas as possibilidades externas, os europeus virarão sua mira para este continente, em recurso extremo.

JOGO ISOLADO

Botafogo e Cruzeiro se enfrentam nesta quinta no Engenhão, ambos com um jogo a menos do que a maioria. O bota está lá embaixo; o Cruzeiro, quase. Jogo, portanto, decisivo para ambos: um, para sair do sufoco; outro, para encetar a reação que o poderá levar ao G-4. Desconfio que seja o ponto de inflexão dos azuis. Apenas desconfio.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Ex-jogadores Tags: , , , ,
20/08/2009 - 17:26

A VOLTA DO IMPERADOR

Eis o Imperador de volta à seleção de Dunga, com todos os louros. Afinal, Adriano voltou bem (ainda em que longe de sua forma física ideal) ao Flamengo e  está cumprindo à risca sua função básica: marcar gols.

Mesmo porque Adriano paira sobre os nervos argentinos, nossos próximos adversários, como uma assombração, por todos os sobressaltos que já causou a los hermanos, nos últimos tempos.

É um atacante experiente, embora jovem ainda, que só não se manteve no topo das celebridades do futebol por conta de sua personalidade ciclotímica, digamos. Como parece atravessar no Flamengo uma fase de bem-estar com a vida, por certo, será de grande valia para a seleção, ainda que apenas uma arma a ser sacada do banco na hora H por Dunga.

Quanto ao resto, lastimo, como sempre, a ausência de, pelo menos, mais dois meias de ofício, além de Kaká, o único dessa estirpe relacionado na última lista.

Há um excesso de volantes (ou, se preferirem, jogadores de muita força e habilidade convencional) e uma escassez de meias. No mínimo, um Cleiton Xavier, um Wagner (ex-Cruzeiro), um Alex (ex-Inter), um Diego, alguém com esse perfil, enfim, mereceria ser chamado.

Pois, se precisar de um jogador desse tipo, o técnico não o terá no banco, o que é, no mínimo, uma imprevidência.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , , , , , ,
22/07/2009 - 15:36

E DEU MURICY NO PALESTRA

Quando se pensava que esse assunto já estava encerrado, eis que Muricy assina com o Palmeiras e já assume na segunda-feira. É a chance do tetra brasileiro, feito absolutamente inédito até aqui na história do nosso futebol, mesmo porque Muricy pega um Palmeiras em posição privilegiada na tabela, bem armado por Luxa e Jorginho, com todas as condições, pois, de brigar pelo título.

Dependendo dos resultados da rodada que se inicia hoje à noite, pode receber das mãos de Jorginho um Verdão líder isolado do Brasileirão.

Mesmo porque, mais do que os resultados obtidos até aqui, o Palmeiras tem revelado um futebol leve, envolvente e agressivo, agradável de se ver. Dizem que em razão da afinidade do elenco com o técnico interino. Aliás, não faltaram declarações dos jogadores nesse sentido nos últimos dias.

Mas, Muricy tem talento e personalidade para manter vivo esse vínculo com seus comandados.

Basta tocar o barco com leme firme, sem grandes desvios, que pode chegar lá.

MAIS UM NA JANELA

Outro corintiano que está com um pé sobre o batente da janela escancarada para o mundo é Douglas, um desses raros meias canhotos de toque refinado, tão pródigos no passado e tão escassos no presente futebol brasileiro.

Douglas, por isso mesmo, tem sido um ícone do Corinthians de Mano de tantas conquistas recentes. Representa a aposta de um técnico que ousou ir na contramão do estabelecido no futebol brasileiro destes tempos sombrios, arejando seu esquema e iluminando seu meio-de-campo com jogadores que jogam bola, antes de tudo o mais, sem perder a consistência defensiva. Ao contrário, o Corinthians, mesmo jogando com uma formação muito mais ofensiva do que os demais, é dono de uma defesa forte, nada vulnerável, como preconizariam os pragmáticos de plantão.

Joga e não deixa jogar, o lema mais verdadeiro de tantos que o futebol cultiva há mais de século.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Treinadores Tags: , , , , ,
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