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Posts com a Tag Argentina

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 Copa do Mundo, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 00:18

NILMAR, TRÊS VEZES NILMAR

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Essa Seleção do Dunga está mesmo encantada: desfalcada de meio time e jogando praticamente todo o segundo tempo com um a menos, já que em noite aziaga Felipe Melo foi expulso, mesmo assim, meteu 4 a 2 no Chile.

E chegou a esse placar depois de ter levado o implausível empate quando vencia fácil por 2 a 0. Graças às mudanças feitas por Dunga e, sobretudo, à vocação de artilheiro de Nilmar, três vezes Nilmar, o nome do jogo. Que, diga-se não marcou só (só?) três gols, mas jogou muito bem o tempo todo, nas horas boas e nas más, principalmente.

Dos três que entraram no decorrer da partida – Sandro, Elano e Diego Tardelli -, Elano deu o centro que resultou no quarto gol brasileiro, Sandro cimentou a cabeça de área que começava a se esgarçar, e Diego Tardelli parecia ter saído do chuveiro e caído no pagode, de calções e toalha no pescoço.

Movimentou-se com leveza lá na frente, e, sempre que a bola chegava a seus pés, algo de diferente acontecia. Gostaria muito de ver um jogo inteiro essa dupla – Nilmar e Tardelli – com a camisa brasileira. No mínimo, seria divertido.

PELAS OROPA

A Iglaterra ingressou na Copa da Áftrica do Sul com uma goleada histórica sobre a Croácia: 5 a 1, dois de Lampard, dois de Gerrard e um de Rooney, as três estrelas do time. Mas, quem abriu o caminho para a vitória espetacular foi o garoto Lennon, um cabrochinho desses bem brasileiros, espertos, driblador, veloz, que fez o diabo pela direita: sofreu o pênalti que deu origem à abertura de contagem; fez assistências para outros dois e tal e cousa e lousa e maripousa.

E olhe que a Croácia não é nenhum San Marino, Luxemburgo ou Ilhas Faore, nada disso. É um dos centros mais evoluídos do futebol europeu, desmembramento da antiga Iugoslávia, praticante da mais lídima escola Danúbio de jogar bola.

A Espanha, também cumprindo cem por cento de campanha, bateu a Estônia por 3 a 0, em bela performance de Fabregas, e assegurou sua ida à África do Sul, juntando-se até agora à Holanda, que bateu a Escócia por 1 a 0, já classificada, e à Inglaterra.

Como a Itália, vencedora do embate com a Bulgária por 2 a 0, caminha na mesma direção, assim como a Alemanha, que goleou o Azerbajião por 4 a 0, a Europa colocará nos campos africanos sua linha de frente. Falta apenas a França, que empatou com a Sérvia por 1 a 1 e periga em seu grupo.

Mas, a verdade é que a França parece viver de seus craques excepcionais e sazonais: Kopa, nos anos 50, Platini, nos 70/80, e Zidane, na fase mais gloriosa dos azuis.

E LOS HERMANOS…

Só no primeiro tempo, o Paraguai já havia metido duas bolas nas traves do goleiro Romero e outra, nas redes. De resto, foi uma lamentável exibição dos argentinos, mais uma, sob o comando (ou seria desorientação?) de Maradona.

Pois, nem mesmo o meio de campo e o ataque, compostos por jogadores de alto nível, conseguiam armar sequer uma jogada de perigo real e talento compatível.

Choro por ti, Argentina, lágrimas tangueras e sinceras.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, NILMAR E RAMIRES
  2. HORA DA CONFIRMAÇÃO
  3. AGORA, A ÁFRICA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 6 de setembro de 2009 Seleção Brasileira, Sem categoria | 00:27

SANTA RETRANCA!

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Congelei na tela da tv o close de Maradona: os traços e a expressão lembravam uma daquelas máscaras mortuárias dos nativos andinos feitas para rituais mágicos e de sacrifício.

Exangue, pois toda sua energia se voltara para as vésperas do grande jogo, fatal para os argentinos: promoveu uma guerra psicológica contra os brasileiros, reuniu sua tropa, infundiu-lhes vigor pátrio, desafiou-os a entregar seus corações nessa partida, levou-os à igreja, fê-los ajoelhar-se aos pés da Cruz, acendeu uma vela a San Gená, conduziu Brasil e Argentina para o campo de Rorsário, onde a pressão seria maior do que no estádio de Nuñes, dançou um tango e jogou uma flor à estrela da manhã, nas suas primeiras cintilações.

Só não cuidou de dar um mínimo de segurança à sua defesa, que geme ao mais leve toque do adversário.

Resultado: 3 a 1 para o Brasil, que nada fez para tanto, a não ser defender-se com precisão quase cirúrgica, enquanto os argentinos tomavam conta da bola de cabo a rabo da partida, sem, contudo, conseguirem levá-la à meta adversária. E, nas raras vezes em que o conseguiram, lá estava Júlio César, um paredão.

Sim, houve uma pálida oportunidade que deu certo – um disparo longo e certeiro de Datolo, no ângulo esquerdo de Júlio César. Mas, aí, la vaquita já se embrenhara no brejo até o pescoço.

Pois, o Brasil, ainda no primeiro tempo, em duas pontadas obtivera seus dois gols, em jogadas nascidas de cobranças de faltas por Elano. Na primeira, Luisão surge só e lampeiro para meter de cabeça. Na segunda, a bola espirra na barreira, cai nos pés de Kaká, na esquerda, que centra rasteiro, e, pebolim!, Luís Fabiano, livre e solto, empurra para as redes vazias.

E, para maiores pecados de Maradona e cia., os argentinos sequer tiveram tempo de celebrar aquele gol de Datolo, que prenunciava a virada épica, pois Kaká recebe na meia-direita, pela intermediária gringa, uma daquelas bolas solitárias que escapavam da nossas defesa, domina, mira e executa passe milimétrico para Luís Fabuloso tocar por cima do goleiro.

O amigo sabe que tenho a maior aversão por retrancas que enfeiam o jogo e enfumaçam o brilho de uma vitória. Mas, para tudo, há exceção. E a exceção foi essa retranca brasileira deste sábado luminoso. Afinal, não se tratava de um jogo qualquer, nem mesmo apenas um dos tantos clássicos com nosso mais feroz adversário. Resumia em si toda a campanha de quase quatro anos de Dunga à frente da Seleção e a conquista, com antecipação inédita, da vaga à próxima Copa do Mundo.

Ali, naquela hora, diante de um adversário cuja potência ofensiva é notável, não havia espaço para nenhum outro pensamento a não ser fechar todos os espaços. Sobretudo, depois de ter aberto dois gols de vantagem.

Ora, somos o único futebol do planeta que nunca ficou fora de uma Copa do Mundo. E não seria agora que poríamos em risco mais essa láurea do brasileiro.

OS HERÓIS DO JOGO

Sem dúvida, Júlio César encabeça a lista dos heróis de Rosário, pelas três defesas sensacionais que praticou, duas, cara-a-cara.

Mas, ao seu lado, sem dúvida, Luisão, absolutamente imbatível, por baixo ou por cima. Além do mais, autor do gol que abriu caminho para a vitória. Pensando bem, passo Luisão para o topo da lista.

Seu parceiro, Lúcio, foi outro esteio, enquanto André Santos portou-se de forma tão magnífica, tanto defendendo como apoiando (muito menos do que habitualmente o faz, por força das circunstâncias), que dificilmente perderá a camisa titular para outro qualquer na Copa.

Por fim, Kaká, por ter estado na origem de dois gols e por ter sido o mais lúcido de nossos jogadores, embora longe de suas melhores atuações, o que é natural numa hora dessas. E Luís Fabiano, que, mesmo isolado pelo esquema e pela ausência de Robinho, cumpriu com louvor sua principal função. Ou seja, marcar gols, não um, que já seria de bom tamanho, mas, dois.

Notas relacionadas:

  1. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  2. QUE VERGONHA…
  3. SHOW? QUASE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 4 de setembro de 2009 Ex-jogadores, Seleção Brasileira | 19:03

BRASIL E ARGENTINA, HOMEM A HOMEM

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Se o amigo me permite, brinquemos um pouco, na sala de espera do grande confronto, de cotejarmos as duas equipes, jogador por jogador, pois no plano tático antevê-se uma inversão de valores: os brasileiros jogando mais ao estilo argentino e vice-versa, meu endereço, como diria o saudoso Adonirã Barbosa.

Bem, goleiro, nem se discute: Júlio César é hoje, reconhecido pela imensa maioria dos observadores mundiais, como um dos três melhores do planeta, ao lado de Buffon e de Van der Sar, embora tenhamos ainda Cech e Casillas beirando o trio, sem falar nos nossos Marcão e Rogério Ceni, que, por não servirem à Seleção, ficam meio de escanteio nessas comparações.

O certo é que Andújar nem de longe roça esse grupo de elite.

Claro, pode fechar o gol e Júlio César tomar três perus, tudo é possível, mas improvável.

Na lateral-direita, Zanetti é mais experiente e técnico do que Maicon, uma força da natureza. Diria que se trata, talvez, do melhor na posição dentre os argentinos que vi jogar nas últimas seis décadas. Mas, já está em suave declínio, sem energia para fazer a dupla função que lhe cabe. Por isso, a presença de Heinze, mais beque do que lateral (uma espécie de Marcão do Palmeiras), do lado esquerdo, o que confere a Zanetti segurança para atacar mais do que defender.

Como lateral-esquerdo, porém, André Santos, ainda que tenteando na Seleção, é mais ativo e habilidoso com a bola nos pés.

Quanto à dupla de área, nem pensar: Lúcio e Luisão formam um dueto muito mais seguro, por cima e por baixo, do que Otamendi e… creiam, Sebá.

Mascherano supera Gilberto Silva pela vitalidade e até pela técnica, embora nosso primeiro volante compense em parte pela experiência.

Já o inverso se dá quanto ao cotejo entre Maxi Rodrigues e Felipe Mello. O brasileiro só não o supera em velocidade. De resto, ganha em todos os quesitos: força, técnica e habilidade.

Comparar Verón com Elano seria covardia. Não por culpa de eventuais defeitos de Elano, nada disso. É que o gringo joga muito, apesar da idade avançada. É daqueles volantes com o dom da antevisão dos meias: toca de primeira, lança, bate na bola com veneno e potência, enfim, um maestro do meio-de-campo. Resta saber se as pernas complementarão a complexidade de seus pensamentos durante a partida.

Kaká e Dátolo? Incomparável, em todos os sentidos: afora a qualidade técnica e o status de cada um no mundo futebol, Kaká joga por dentro, é destro e combina na medida exata armação e chegada para conclusão; Dátolo, canhoto, joga mais aberto pela esquerda e, embora hábil, não tem a mesma técnica do brasileiro.

Na frente, Messi, que acabou de ganhar o prêmio de melhor jogador da temporada europeia conferido pela Uefa, está jogando há um bom tempo muito mais do que Robinho, que parece ter estagnado no seu processo evolutivo como jogador.

Por fim, Luís Fabiano e Tevez, de estilos opostos – um, mais fixo na área; outro, movimentando-se e mordendo o tempo todo. No cumprimento do que lhes destina a função, Luís Fabiano tem sido mais eficiente do que Tevez. Mas, tecnicamente, ambos se equivalem.

Assim, se fossemos montar hoje um combinado Brasil-Argentina, voto pelo seguinte: Júlio César, Zanetti, Lúcio, Luisão e André Santos; Mascherano, Felipe Mello, Kaká e Verón; Messi e Luís Fabiano. Quanto deu aí? Sete a quatro para o Brasil.

Isso tudo, porém, além de ser muito subjetivo, no fim das contas, nada terá a ver com o que se desenrolará no campo de Rosário, onde os últimos podem ser os primeiros, e, nós, profetas do passado, como diz mestre Armando Nogueira, corremos o sério risco de quebrar a cara ali na esquina.

Agora, me permita o amigo ir mais longe nesse exercício, e tentar montar aqui uma seleção dos que vi jogar nessas duas seleções tão poderosas. Lá vai (e me abaixo para receber as pedradas inevitáveis): Amedeo Carrizzo; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Passarela e Nilton Santos; Nestor Pipo Rossi, Zizinho, Pelé e Maradona; Garrincha e Di Stefano.

Mas, são tantos gênios que ficaram de fora…

Notas relacionadas:

  1. MÁRIO E OS DEUSES DO FUTEBOL
  2. A VOLTA DO IMPERADOR
  3. NERVOS NO BICO DA CHUTEIRA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

quinta-feira, 3 de setembro de 2009 Campeonato Brasileiro, Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 17:14

NERVOS NO BICO DA CHUTEIRA

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Essa é a grande chance de a bola rolar catita nas pés dos argentinos, já cansados de correr atrás dos brasileiros nas últimas décadas, em vão.

A inchada estará maciça apoiando seu time no campinho de Rosário, e, viva!, lá estarão Messi, Aguero, Tevez, Mascherano, o maestro Verón e tal e cousa e lousa e maripousa.

Depois dos disparos verbais contra nosso time, Maradona recolheu-se com sua turma ao silêncio do templo, aos pés da Cruz, na esperança de que os céus também colaborem para a vitória redentora.

Afinal, para os argentinos, esse é um jogo que pode levá-los ao paraíso ou ao inferno.

Já os brasileiros estão numa boa, praticamente classificados para a Copa, time escalado – o mesmo que se tem saído bem nas últimas exibições -, nenhuma dúvida atroz (apenas Juan parece não estar nos trinques), e nenhum problema maior à vista, a não ser o circo formado em torno do campo de treinamento em Teresópolis e a acidez habitual de Dunga em relação à mídia.

No plano emocional, portanto, o Brasil dá claros sinais de que está mais bem preparado do que a Argentina, que, pelas circunstâncias, se atirará ao jogo com os nervos na ponta das chuteiras, o que sempre se assemelha a uma faca de dois gumes: tanto pode levar o time a uma conquista épica, quanto afundá-lo no desespero, a partir do primeiro percalço, para usar uma expressão bem portenha.

E isso se reflete também no plano tático, o que sugere uma Argentina, desde o início, bem mais ofensiva do que o Brasil, sobretudo se Maradona escalar os três avantes – Messi, Aguero e Tevez -, como parece ser sua inclinação, com Verón armando por trás, ao lado de Mascherano.

Do meio de campo pra frente, uma potência!

Mas, atrás, Dios, que lástima…

E aqui entramos no plano técnico. Há muitos anos os argentinos deixaram de ser uma escola de goleiros de fazer inveja ao mundo. Basta dizer que o Carrizzo de hoje nem limparia as luvas do Carrizzo de ontem, o grande Amedeo.

A zaga, então, qualquer que seja a opção de Maradona, é de dar dó. Ainda mais se o técnico cumprir a ameaça de escalar Sebá, aquele mesmo que afundou o Corinthians algumas vezes nos
tempos de Kia e cia.

E, nós? Bem, nada de excepcional, claro, a não ser a presença ameaçadora de Adriano no banco, fantasma que os argentinos tentam exorcizar com todas as magias possíveis.

Pelo gosto e tradição de Dunga temos um time habituado ao contragolpe, com a velocidade de Kaká e de Robinho e a agudeza de Luís Fabiano. Se jogar Ramires, acrescente mais um a esse grupo seleto de contragolpistas.

Logo, grandes são nossas chances de voltarmos de Rosário com um sorriso iluminado no rosto.
Um sorriso em que haverá de cintilar uma centelha de malícia, como aquele que se expressava nos lábios argentinos em décadas passadas, quando éramos freguês de caderneta deles.

INTER, TIMÃO ETC.

O Inter, ao bater, com olé e tudo, o Galo, por 3 a 0, e o Timão, que virou na raça o clássico com o Santos, estão na fita. O Inter, campeão virtual do primeiro turno, a um ponto do Palmeiras, e o Corinthians, roçando o G-4.

Juntam-se, pois ao líder Palmeiras, ao Goiás e ao São Paulo na luta direta pelo título. Mais o Inter, claro, do que o Timão, que precisará de uma arrancada prodigiosa para chegar lá em cima, o que parece improvável mas não impossível.

Possível, porque o Corinthians tem alguns trunfos na manga: a volta de Ronaldo Fenômeno e de vários outros titulares, mais as inserções de Marcelo Matos e de Defederico, recém contratados.

Mas, se espiarmos a tabela, veremos que o Palmeiras, provavelmente já com Love no ataque, periga disparar na liderança, já que recebe em casa o Barueri, Jogo duro, mas palatável.

Em contrapartida, o São Paulo pega o Cruzeiro no Mineirão, e o Inter terá de ir a Florianópolis enfrentar o Avaí, sequioso de recuperar a pose perdida outro dia.

Enquanto isso, o Corinthians ficará treinando até a próxima quarta, quando terá de encarar o Coritiba, de Marcelinho Paraíba, na casa do inimigo.

É uma vantagem significativa, convenhamos, num torneio tão parelho, e de calendário tão avaro no tempo de treinamentos.

De qualquer forma, no quadro atual, Palmeiras, Inter e São Paulo, principalmente pela tradição, seguem sendo os maiores favoritos. Quanto ao Goiás, resta recuperar aquele jogo envolvente e agudo que lhe deu tão honrosa classificação até agora.

Notas relacionadas:

  1. MÁRIO E OS DEUSES DO FUTEBOL
  2. NAS NÉVOAS DE TERESÓPOLIS
  3. A VOLTA DO IMPERADOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 20 de agosto de 2009 Seleção Brasileira | 17:26

A VOLTA DO IMPERADOR

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Eis o Imperador de volta à seleção de Dunga, com todos os louros. Afinal, Adriano voltou bem (ainda em que longe de sua forma física ideal) ao Flamengo e  está cumprindo à risca sua função básica: marcar gols.

Mesmo porque Adriano paira sobre os nervos argentinos, nossos próximos adversários, como uma assombração, por todos os sobressaltos que já causou a los hermanos, nos últimos tempos.

É um atacante experiente, embora jovem ainda, que só não se manteve no topo das celebridades do futebol por conta de sua personalidade ciclotímica, digamos. Como parece atravessar no Flamengo uma fase de bem-estar com a vida, por certo, será de grande valia para a seleção, ainda que apenas uma arma a ser sacada do banco na hora H por Dunga.

Quanto ao resto, lastimo, como sempre, a ausência de, pelo menos, mais dois meias de ofício, além de Kaká, o único dessa estirpe relacionado na última lista.

Há um excesso de volantes (ou, se preferirem, jogadores de muita força e habilidade convencional) e uma escassez de meias. No mínimo, um Cleiton Xavier, um Wagner (ex-Cruzeiro), um Alex (ex-Inter), um Diego, alguém com esse perfil, enfim, mereceria ser chamado.

Pois, se precisar de um jogador desse tipo, o técnico não o terá no banco, o que é, no mínimo, uma imprevidência.

Notas relacionadas:

  1. A SELEÇÃO DE DUNGA
  2. QUEM NO LUGAR DE KAKÁ
  3. BOTA MEIA NESSE TIME, DUNGA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 1 de abril de 2009 Futebol internacional | 19:03

HERMANOS, UI!

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Que biaba, meu Deus! Coisa de derrubar Maradona e Messi do mesmo altar, num piparote: 6 a 1 para a Bolívia, placar que um historiador futuro, distraído, trocará de mão, por certo.

Claro, a altitude deve ter influenciado e muito. Digamos que a altitude marcou três gols. Mas, o resto foi obra exlcusiva dos bolivianos e da frágil defesa argentina, calcanhar de Aquiles desse time há muito tempo.

Intrigante, pois os argentinos foram, durante décadas e décadas, mestres na produção de grandes goleiros (Vacca, Amedeo Carrizzo – não confundir com o seu homônimo atual -, Roma, Cejas, Fillol, o nosso Poy etc.) e zagueiros de altíssimo nível, como Salomón, Delacha, Ramos Delgado, Perfumo, Passarella e tantos outros.

Mas, de uns tempos pra cá, têm sido um fracasso absoluto nessa grande área.

De qualquer forma, nada justifica um placar tão amplo, a não ser o prosaico fato de que o deus Maradona não foi capaz de dar o devido conjunto à equipe alvi-celeste. Nem mesmo quando a Argentina goleou a frágil Venezuela em Buenos Aires, outro dia. Ganhou aquela, sim, com folga, mas em nenhum momento seu jogo coletivo convenceu.

Notas relacionadas:

  1. MARADONA E OS HÚNGAROS
  2. KUBALA, MARADONA E RONALDINHO
  3. ENCONTRO EM MARSELHA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 19 de março de 2009 Ex-jogadores, Seleção Brasileira | 18:57

MÁRIO E OS DEUSES DO FUTEBOL

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Estava aqui, no meu doce auto-exílio da caverna de Ibiúna, relendo Os Filhos da Candinha, coletânea de crônicas de Mário de Andrade, Pai do Modernismo, para desgosto do magnífico escritor e cronista Carlos Heitor Cony, que, por força de seu carioquismo-anti-paulista, considera que a literatura brasileira só avançou depois de ter tomado o suco de caju, com garapa e água de coco, batido por Zé Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Jorge Amado etc., quando deparo como suelto intitulado Brasil e Argentina.

Mário descreve, então, um jogo entre Brasil e Argentina. Pela Copa Roca, em 1939, em São  Januário, período em que o autor de Macunaíma, a eterna rapsódia sobre o caráter do brasileiro, viveu no Rio.

Eram tempos em que os argentinos viviam nos dando sovas homéricas. E não ficou por menos, nesse jogo: 5 a 1, com dois gols de Moreno, que, até o aparecimento de Maradona e o desaparecimento das testemunhas do meia do River, era considerado o maior jogador argentino de sempre.

E olhe que lá estavam, entre os brasileiros, alguns dos monstros sagrados do nosso futebol, como Domingos da Guia, o Divino, Leônidas, Tim, Romeu etc.

Mas, o que nos interessa é o seguinte. Mário, que na crônica havia sentido a fisgada de um amigo urugaio pró-Argentina, de repente, compara os dois times a um trator massacrando beija-flores. O trator eram os argentinos; os beja-flores, os brasileiros.

E encerra sua crônica assim:

Era Minerva dando palmada num Dionísio adolescente e já completamente embriagado. Mas, que razões Dionísio inventava para justificar sua bebedice, ninguém pode imaginar! Havia umas rasteiras sutis, uns jeitos sambísticos de enganar, tantas esperanças davam aqueles volteios rapidíssimos, uma coisa radiosa, pânica, cheia das mais sublimes promessas! E, até o fim, não parou de prometer… Minerva, porém, ia chegando com jeito, com uma segurança infalível, baça, vulgar, sem oratória nem lirismo, e, juque!, fazia gol.”

Minerva, a deusa da sabedoria, era o time argentino daqueles tempos; Dionísio, o deus da criatividade e da esbórinia, éramos nós.

Ah, sim, no jogo seguinte, o Brasil meteu 3 a 2 na Argentina, com aquele pênalti célebre de Perácio cobrado sem goleiro, pois os argentinos abandonaram o jogo.

O  certo é que, passados setenta anos desse evento, nem os argentinos não são mais Minerva, nem os brasileiros, Dionísio. Simplesmente, o Olimpo se dissipou na névoa do passado, e todos somos igualmente meros e insípidos mortais, com uma ou outra exceção.

Notas relacionadas:

  1. PODE, COMO NÃO PODE
  2. O MUNDO COLORIDO DO NOSSO FUTEBOL
  3. CALCIO E FUTEBOL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 Clubes brasileiros, Futebol internacional, Libertadores | 19:19

VERDÃO, PRIVACIDADE, GRÊMIO, PATO…

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Há quem reclame que tenha dado um tom épico à virada palmeirense sobre o São Caetano, na Quarta-feira de Cinzas. Mas, que diabo, não é para menos.

O Verdão perdia por 2 a 0 aos 10 minutos de jogo, e virou para 4 a 2 antes do final do primeiro tempo, terminando tudo em 4 a 3.

Se isolarmos esse jogo, suspendendo-o acima da campanha alvi-verde neste temporada, já seria uma proeza. Antes de mais nada, porque a virada espetacular se deu como consequência de um jogo jogado, tramado, pé em pé, embora alguns gols e de falhas das defesas.

Mas, se o inserirmos no contexto, como se repetia nos anos 60 nas rodas de intelectuais, veremos que representou muito mais.

Sim, porque o Palmeiras vinha de uma derrota na Libertadores e um empate no Paulistão, com a Lusa, que deixou o gostinho amargo de perda, pois vencia por 2 a 0 e cedeu a vitória.

Portanto, se arriasse diante dos 2 a 0 obtidos logo de cara pelo Azulão, certamente timbraria a tese de que o Verdão da série invicta anterior era apenas uma ilusão.

Não é, como revelou a capacidade de reação instântanea da equipe. Mas, também, não é imbatível, como todos os seus demais ilustres pares. Só que joga mais bonito e oferece espetáculos mais vivos e alegres.

PRIVACIDADE ENTREGUE

A AFA – Associação de Futebol Argentina – baixou uma série de regras para o torcedor poder entrar nos estádios. O bicho deve se submeter a um processo de identificação kafkiano: nome, sobrenome, endereço, digitais e tal e cousa e lousa e maripousa.

Infelizmente, medida necessária, que deveria ser adotada pelas nossas autoridades esportivas e policiais, também.

Digo infelizmente porque a humanidade levou milênios para construir uma sociedade que, antes de tudo, preservasse a privacidade do indivíduo  ao mesmo tempo em que protegia o conjunto das pessoas dos excessos eventuais dos indivíduos.

Meia dúzia de imbecís, porém, subverteram, em poucas décadas, essas valiosas conquistas.

Claro, o Big Brother de Orwell era uma profecia inevitável, diante do inchaço das metrópoles e o avanço veloz da tecnologia.

Hoje, temos câmeras de monitoramento em cada esquina, e o povo pede mais.

Os EUA, que se orgulhavam de nem mesmo exigir carteira de identidade dos seus cidadãos por conta da preservação das individualidades, ao cair das duas torres, retirou de todos os seus cidadãos a mínima garantia, em nome da Lei Patriota.

Chegará um tempo – não tão distante -, em que, ao nascer, o sujeito terá um chip implantado estrategicamente em seu cérebro, que revelará, em cores e sons digitais, seus mais recônditos pensamentos, armazenados num banco de dados ao alcance de qualquer um.

Estou viajando? Nem tanto, nem tanto. Resta-me a esperança de que, quando esse tempo chegar, já estarei longe, naquela nuvenzinha ali que você está vendo no céu. Não, mais à esquerda… Essa!

PATO E KEIRRISON

Viu o gol de Pato contra o Werder Bremen, pela Copa da Uefa? Um balaço de fora da área no ângulo?

Pois, já passou da hora de Pato ser tratado por aqui com uma promessa, um garoto em formação, essas coisas. Pato é titular do Milan, um dos maiores clubes do mundo, repleto de estrelas do meio de campo pra frente, que vem jogando assim ao longo de toda esta temporada.

Assim como Keirrison, que, no Palmeiras, só está confirmando o que fez nos últimos dois anos no Coritiba.

São dois artilheiros jovens mas que jogam muito e com constância, já em plenas condições de servirem à Seleção Brasileira, cada um com seu estilo, que, diga-se de passagem, combinam entre si como queijo e goiabada.

Pato, mais hábil e móvel; Keirrison, mais objetivo e decisivo na hora da finalização.
Custa vê-los juntos, Dunga? Custa?

DOIS EMPATES INCRÍVEIS

O Cruzeiro teve o jogo a seus pés, e acabou cedendo o empate no finzinho para o Deportivo de Quito, numa daquelas jogadas aéreas fatais.

 O Grêmio exerceu uma pressão incontrolável, quase inédita, sobre o Universidad do Chile, e não conseguiu enfiar uma maldita bola nas redes inimigas: meteu três bolas nas traves, perdeu sequências de lances diante da meta, foi um estupor aramente visto num campo de futebol.

Aí, o amigo vem e me diz que a retranca dos chilenos foi eficiente. Que eficiência é essa, furada tantas e tantas vezes pelo Tricolor, que chegou à cara do gol infinitas vezes?

Retranca eficiente é aquela que não deixa o adversário chutar, apesar de toda pressão. É aquela em que o goleiro sai de campo sem sujar o uniforme. Não foi o caso, convenhamos.

No máximo, pode-se dizer que os atacantes gremistas não souberam finalizar adequadamente. Pode ser, mas a turma não é feito de ferro. Quanto mais bate, mais aumenta a ansiedade, mãe da imperfeição.

Quanto ao Cruzeiro, foi aquilo: quando mais dominava o adversário, teve Wellington Paulista expulso. Um a menos na altitude é fogo. Quanto mais dois, depois da expulsão de Fabrício, embora a desvantagem tenha sido reduzida com a expulsão de um equatoriano antes.

Mas, isso tudo é circunstancial: tanto Grêmio quanto Cruzeiro têm chances de seguir avante nessa Libertadores.
 

 

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO, LÁ EM CIMA
  2. AH, VERDÃO…
  3. GRÊMIO E CRUZEIRO NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sábado, 14 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 14:33

ARGENTINO GRÊMIO

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O Grêmio, depois de Herrera, anuncia a contratação de outro argentino: o atacante Máxi Lopez, que, entre outras, chegou a jogar no Barcelona e na Seleção Argentina, credenciais respeitáveis, convenhamos.

Quer dizer: no Barça, sempre foi reserva, mas, quando entrava, vez por outra brilhava, graças à sua velocidade e ao seu empenho.

O Grêmio tem um laço forte com o Cone Sul, que se estreita ainda mais com essas duas contratações.

Com um meio de campo onde despontam William Magrão, Tcheco e Souza, se Máxi Lopez ainda tiver a velocidade peculiar, o ataque, por certo, ganhará muito em agressividade.

É de se ver.

Notas relacionadas:

  1. GAÚCHOS, DE GALOPE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última