Argentina | Blog do Alberto Helena Jr.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Seleção Brasileira | 15:18

A VEZ DOS OLÍMPICOS

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Outro dia, quando a CBF anunciou a série de amistosos marcados para a Seleção Brasileira neste primeiro semestre, disse aqui que melhor seria, nesse caso, utilizarmos a garotada que participará das Olimpíadas em Londres, com os devidos reforços acima dos 23 anos exigidos pelo COI.

O fato é que isso acontecerá mesmo, mas só em junho, quando o Brasil fará seus amistosos nas chamadas datas-Fifa, período em que os jogadores lá de fora poderão ser convocados por Mano Menezes.

Antes, teremos de nos valer apenas dos craques que atuam pelo Brasil, o que provocará chiadeira geral dos clubes, sobretudo os que têm munição para oferecer ao arsenal canarinho. Justamente aqueles que estarão aí disputando Libertadores y otras cositas más.

Isso, por certo, forçará o técnico a balancear as convocações, tentando não prejudicar demais este ou aquele clube. No caso do Santos, porém, será inevitável, pois Ganso e Neymar são figurinhas carimbadas.

Mas, se Mano chamar mesmo os melhores, praticamente será a Seleção Olímpica, do meio de campo pra frente.

Sim, porque o que minha bola de cristal revela para junho o seguinte time, até mesmo contra a Argentina titular, imagino: Rafael ou Neto; Danilo, David Luís, Thiago Silva e Alex Sandro; Rômulo e Casemiro (se voltar a jogar a bola do Mundial Sub-20); Ganso e Lucas; Leandro Damião e Neymar.

E ainda terá Pato, Dudu, P. Coutinho, quem sabe Wellington Nem, de volta ao Flu, Oscar, que, pra mim, seria titular no lugar de Lucas, e quem mais se destacar até lá, que essa coisa, no Brasil, é sempre muito dinâmica.

Restará ao treinador escolher a defesa só com jogadores que atuam por aqui.

Que tal Jefferson ou Victor; Bruno ou Fágner; Dedé, Antônio Carlos ou Rodolpho e Cortês ou Kleber?

Dê a sua sugestão, amigo.

TRICOLORES

Antes das rodadas iniciais dos estaduais do Rio, São Paulo e Rio Grande, listei aqui os três times que melhor e mais se reforçaram neste início de ano: o Fluminense, o São Paulo e o Grêmio.

O Grêmio, que foi a grande decepção, ao perder para o Lajeadense por 2 a 0, em pleno Olímpico, contudo, tem elenco pra virar esse jogo de tão mal começo.

Ainda mais se vierem também Carlos Eduardo e Giuliano (ex-Inter), contratações que, no entanto, ficam mais difíceis a cada hora que passa.

Já Fluminense e São Paulo passaram bem pelo primeiro teste. O Flu, com seu time reserva; o São Paulo, com dois reforços apenas, ainda no aguardo de acertar com Nilmar e Osvaldo, ex-Ceará, o que conferirá ao ataque um poder de fogo extra, sem dúvida.

Mas, é muito cedo para euforias ou depressões. Tudo não passa, por enquanto, de meras expectativas.

Notas relacionadas:

  1. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  2. DE OLHO NO FUTURO
  3. O QUARTETO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Futebol internacional, Seleção Brasileira | 16:55

DE OLHO NO FUTURO

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Na verdade, o que mais me chamou a atenção na vitória brasileira sobre os argentinos nem foi tanto o golaço de Lucas, ou a bela estreia de Cortês, tampouco, as seguras e plásticas intervenções de Jefferson, quando exigido, esses destaques todos do Brasil nessa partida.

Tudo isso faz parte, claro. Lucas, por exemplo, sei que merece de Mano um cuidado especial, enquanto Cortês passou-me a sensação que terá futuro mais promissor na Seleção até do que o tão decantado Marcelo, do Real. E Jefferson, nessa toada (e é bom sempre lembrar que a tendência do goleiro é melhorar com o passar dos anos), acabará tomando conta da posição.

Entretanto, o que mais tocou minha expectativa com relação ao futuro da Seleção foi, além da formação mais ofensiva do time, com apenas dois volantes de ofício, em certos momentos, a química que se criou entre Neymar, Lucas e Ronaldinho, aquela conversa cifrada dos craques, um código fora do nosso  entendimento, pobres mortais.

Foram poucos e rápidos lances, mas que sugerem muito para o futuro do time de Mano, quando o treinador puder afiar o conjunto com mais acuro e tempo.

Falo desses três, mas vale lembrar que Borges e Diego Souza, quando entrou, também mostraram sintonia com esse estilo de jogo. Assim como, certamente o farão Robinho, Kaká, que começa a recuperar sua forma no Real, Ganso, enfim, esses caras que jogam e pensam o jogo.

Isso, sem falar nos craques que ainda estão por florescer no futebol brasileiro até a Copa do Mundo. Pegue-se como exemplo esse Cortês, que, no início do ano era um Zé Ninguém, escondido nos interiores fluminenses. E, de repente, surge no Botafogo como uma estrela nascente.

Desde que Mano aposte, contra grandes ou pequenos, amistosos ou torneios pra valer – como a Copa das Confederações que se avizinha -, numa formação com quatro jogadores de frente, entre meias e atacantes, de alta qualidade técnica, mais cedo ou mais tarde, nos reencontraremos com nosso verdadeiro desígnio. E, aí, sim, será uma festa.

O CASO BRENO

O caso Breno é confrangedor. Poucas vezes vi um zagueiro-menino revelar tão cedo tanto potencial. Alto, forte, bom no cabeceio, atrás e na frente, veloz, dono de técnica rara, ainda garoto de tudo, assumiu um lugar entre os titulares do São Paulo, tomou conta da área, foi chamado para a Seleção e via diante de si um futuro deslumbrante.

Aos 17 anos, foi para o Bayern de Miunique, e…sucumbiu à reserva, ao empréstimo para o Nuremberg e, na volta a Munique, à uma contusão que o prendeu à enfermaria do clube por mais de dez meses, sem perspectivas à vista.

Dizem que o rapaz naufragou na depressão, pela contusão renitente, por um casamento infeliz, por isso, por aquilo, aquelas todas adversidades que nos esperam traiçoeiramente atrás da próxima esquina.

Resultado: acabou algemado e preso, acusado de ter ateado fogo em sua própria casa, num momento de desespero.

Nem sei se isso tem fundamento, pois o caso está sob averiguação policial e dos peritos em incêndios. Confesso que tenho minhas dúvidas se Breno viveria esse constrangimento, sendo culpado ou não, fosse branco e instruído alemão.

Segundo algumas parcas informações que nos chegam de Munique, foi constatada uma alta dosagem de álcool no sangue do craque, o que nos permite supor que a coisa toda tenha sido acidental.

De porre, acossado pela solidão na casa vazia, deprimido por eventual separação da mulher e dos filhos, pela lesão que não se cura, pela redução drástica de seu salário, pelos malfeitos do destino, enfim, Breno poderia ter posto fogo no navio em alto mar – a casa, seu último reduto firme e seguro num mar de incertezas mortais.

De qualquer forma, é óbvio que Breno carece menos da prisão do que de uma clínica especializada em depressões.

E, aqui, só nos resta torcer pra que consiga renascer das cinzas, pois a vida, meu caro, é dolorosamente longa, mas, cheia de momentos prazerosos também.

Notas relacionadas:

  1. OLHO NA ESQUERDA
  2. DE VOLTA AO FUTURO
  3. BI MESSI
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 19 de julho de 2011 Campeonato Brasileiro | 16:34

O LÍDER E A ESTREIA DE RENATO

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Ainda tentando pensar as feridas deixadas pela precoce desclassificação do Brasil na Copa América, voltemos ao nosso campeonato doméstico agora mais atraente com a volta de algumas estrelas da Argentina e a entrada em cena de novos reforços.

É o caso de Renato, volante-meia que se revelou no Guarani, projetou-se no Santos de Robinho e Diego, passou bom tempo na Espanha e estreia nesta quarta no Botafogo que recebe o líder invicto Corinthians em São Januário, já que o Enegenhão acolhe as Olimpíadas Militares.

Renato junta-se a Marcelo Matos, Maicosuel e Marcio Azevedo para acionar a dupla de ataque formada por Elkeson e Herrera. Pena que o Glorioso não possa ainda contar com seu ídolo maior, o uruguaio Loco Abreu, servindo sua seleção na Copa América.

Mas, já é um avanço em relação ao time que Caio Jr. pegou para dirigir há pouco tempo.

O diabo é que pega um Corinthians redondinho, equilibrado e cheio de moral, que, por isso mesmo, pode se dar ao luxo de deixar no banco suas mais recentes e estelares aquisições: Alex e Emerson.

Não, não é um timaço desses pra arrancar suspiros esse time do Corinthians atual. Mas, joga de acordo com a cartilha básica do futebol e tem elenco para levar esse barco até o fim, embora, claro, uma hora vá perder. Quem sabe nesta noite de quarta? Tudo é possível, mas também improvável.

VERDÃO E FLA

Ambos estão de olho na vice-liderança do Brasileirão, ocupada pelo São Paulo. E se pegam nesta quarta-feira num Pacaembu provavelmente lotado para se reencontrar com o Gladiador, depois da novela vai-não-vai justamente para o adversário de agora – o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e outras celebridades.

Mas o Verdão ainda não terá em campo Valdívia, que se apresentou, bateu continência para Felipão e se dispôs a jogar, depois de alguns bons momentos na Copa América pelo Chile. Felipão prefere vê-lo definitivamente recuperado das recorrentes lesões.

Mesmo porque esse time, do meio de campo pra frente, parece-me bem ajustado, com Márcio Araújo jogando o fino, Marcos Assunção e sua bola parada mágica, e o incansável Patrick armando as jogadas para um ataque de respeito: Maikon Leite, Kleber e Luan.

O Fla, porém, não fica nada atrás, com Airton, Willians, Renato Abreu e Thiago Neves metendo bolas lá na frente para Ronaldinho Gaúcho e Deivid, que voltou a marcar gols, seu ofício.

É de se ver.

FIGUEIRA E GRÊMIO

O Figueirense, de tão promissor início no campeonato, declinou, mas não o suficiente para ser presa fácil do Grêmio, no Orlando Scarpelli, onde segue invicto.

Já o Grêmio vem forte na marcação do meio de campo, com o veterano Gilberto Silva ao lado de Fábio Rochemback. O refinamento do setor se dá por conta da volta de Douglas, no lugar de Marquinhos.

Mas, o Grêmio ainda está se reformulando nas mãos de Julinho Camargo, o que não nos oferece nenhuma garantia de sucesso.

MESSI, FORA!

Dias antes da derrocada diante do Uruguai, vi na tv um expert argentino desenrolando longa tese de sociologia de botequim, cujo desfecho era o seguinte, em poucas palavras: “Fora, Messi”.

Isso porque o craque saiu menino da Argentina, o que lhe teria apagado a identidade e o desvinculado de sua pátria e seu povo. Preconceito rasteiro com fumos de alta sociologia.  O mesmo, aliás, que ocorreu com Di Stefano, o maior jogador do mundo na década de 50, e repudiado por esse sentimento paroquial e primário.

Justamente Messi, campeoníssimo no Barça, o melhor time do mundo, artilheiro e rei das assistências, além de nos presentear a cada domingo com uma série inacreditável de jogadas espetaculares, dribles, passes, arrancadas, cobranças de falta e tudo o mais que o vasto repertório do futebol pode oferecer.

Simplesmente, eleito por duas vezes seguidas, aos 23 anos de idade, o melhor jogador do mundo.

Trata-se de um menino de comportamento exemplar em campo e fora dele. Não bota banca, não se atira ao chão a cada encontrão, não reclama dos companheiros com gestos ostensivos, apenas joga seu futebol tecido por fios de ouro.

Ah, mas na Seleção Argentina nem de longe é aquele Messi do Barcelona.

Sim, pelo simples fato de que o futebol é como a nossa vida – um eterno descompasso entre o individual e o coletivo.

Não há dois seres humanos absolutamente iguais sobre a face da Terra. Nem gêmeos saídos do mesmo ventre materno. Cada um de nós, desde a formação da raça humana até sua extinção, carrega nas digitais e no seu DNA marcas inconfundíveis que nos diferem dos demais.

Apesar desse estigma da individualidade, o ser humano carece de viver em sociedade, coletivamente, justamente para proteger sua individualidade.

Resumindo este papo furado: no futebol, a sociedade é o conjunto, o time. E a Argentina há muito tempo não consegue montar um time, onde Messi possa exercer sua individualidade compartilhada com os companheiros no seu verdadeiro nível.

Eis por que Messi foi pro espaço, assim como a própria Argentina e os sociólogos de plantão.

Inclusive este que vos fala.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, LÍDER
  2. AINDA LÍDER
  3. FLU, MAIS LÍDER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 8 de junho de 2011 Seleção Brasileira | 00:57

AS DUAS FESTAS E O FIM DE FESTA

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Até o início do segundo tempo, foi uma festa só. Festa de despedida de Ronaldo e festa da bola nos pés dos brasileiros diante dos romenos. Depois, foi um fim de festa.

Ronaldo desperdiçou a chance de se despedir com o aceno de sua vida gloriosa – o gol esteve aos seus pés por duas vezes; numa, o goleiro pegou; noutra, o Fenômeno mandou-a para fora.

Mas, nas duas oportunidades, Ronaldo relembrou um dos seus atributos mais marcantes: o senso de colocação na área. Senso que Fred, seu antecessor nos 30 minutos iniciais de partida, também revelou, ao colher aquela bola bem tramada entre Maicon, Jadson e Neymar, aos 21 minutos de jogo, E que Nilmar, seu sucessor não demonstrou nas duas boas ocasiões criadas por Maicon e Neymar, no segundo tempo.

Mas, se concentrarmos todas as nossas atenções sobre a Seleção, abstraindo-se Ronaldo, seu antecessor e seu sucessor no jogo, veremos que o técnico Mano Menezes voltou ao ponto inicial de sua proposta para o time: ainda sem Ganso, em vez de escalar mais um volante por ali, preferiu dar uma chance completa para Jadson.

E Jadson foi aprovado com louvor no trabalho de organizar o time, sobretudo no primeiro tempo, quando nosso time deslizou em direção ao ataque, criou várias chances de marcar e fez só aquele gol de Fred.

É a velha questão do homem certo no lugar certo. Na meia, um meia, meu! Não precisa ser um Didi, um Zizinho, um Gérson, um Ademir da Guia, um Zidane ou qualquer monstro sagrado da posição para exercer essa função. Basta que o sujeito tenha cacoete para a coisa – bom passe, boa visão de jogo e molejo para se mexer ali naquela zona congestionada da intermediária adversária sem grandes embaraços.

Já o segundo tempo se desenrolou num clima de fim de festa, em boa parte por conta do cansaço – físico e emocional – de um grupo de jogadores cuja maioria joga na Europa. Portanto, em tempo de férias, não de trabalho.

Por fim, a convocação final para a Copa América segue dentro dos parâmetros estabelecidos por Mano até aqui, na esperança de que Ganso e Pato estejam nos trinques até lá.

Com o tempo de que disporá Mano para afiar a equipe com vistas à Copa América, há uma boa margem de esperança, embora seja ajuizado mantermos a cabeça fria: lá, com Messi e cia. bela, a Argentina é e sempre será a favorita. Mas, temos chances, sim.

> Leia mais sobre Ronaldo e seleção brasileira

Notas relacionadas:

  1. SEM FESTA, NEM CHORO
  2. UMA DECISÃO
  3. DO FENÔMENO À ENCRENCA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quarta-feira, 20 de abril de 2011 Copa do Brasil, Libertadores | 22:00

OUTRO MILAGRE TRICOLOR

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E não é que o Fluminense foi a Buenos e produziu mais um dos seus milagres tão recorrentes nos últimos tempos?

Precisava vencer, com dois gols de diferença. Fez um, sofreu o empate. fez outro, e novamente levou o empate. E, quando parecia que iria jogar a toalha, fez o terceiro, com Rafael Moura, para, no finzinho, Araújo sofrer pênalti que Fred converteu no gol épico.

E olhe que a vitória do Flu não foi uma dessas conquistas aleatórias, em que o time não joga nada e acha quatro gols por acaso. Nada disso. Ao contrário: o Flu foi melhor de cabo a rabo. E só teve sua tarefa redobrada por dois vacilos inaceitáveis da defesa – o pênalti desnecessário de Gum e a devolução para o meio da área de Valência.

É feito para o torcedor do Flu celebrar por anos.

PEIXE, COM SHOW DE NEYMAR

Se alguém supunha que Muricy, ao desembarcar na Vila, trancaria esse time e passaria a jogar pelo resultado errou feio. Pois, o Santos que meteu 3 a 1 no Táchira e assegurou sua passagem para a próxima fase da Libertadores, foi eficiente de u sohow. E, por pouco, o time que estava a perigo não passou em primeiro lugar. Se o Cerro não vira aquele jogo com o Colo Colo em Santiago…

O mais relevante, porém, não foi a vitória santista no Pacaembu, o que era esperado pela fragilidade do adversário e pela ascensão do Peixe nos últimos jogos. Foi, sim, a maneira como o Santos envolveu o adversário e fustigou-o o tempo todo, correndo poucos riscos, numa noite de Neymar.

O menino jogou demais. Fez um gol de puro instinto logo no começo da partida, o que infundiu na turma confiança e tranquilidade para tocar o barco em águas mansas até o fim.

E, quando o Táchira botou as manguinhas de fora, marcando aquele gol de falta que poderia endurecer as coisas no fim, Neymar, de imediato, foi lá, partiu para a jogada pessoal, passou por dois e rolou para Zé Love sozinho só empurrar às redes. Zé furou, mas se recuperou a tempo de servir Danilo, que emendou sem pena.

O Santos, gente, começa a se reencontrar com sua identidade. E isso é fogo.

REAL DO REI

O técnico Mourinho encontrou a fórmula ideal para quebrar o toque de bola hipnótico do Barça e a serenidade do time catalão para tecer sua teia de aranha mortal: o velho e sempre funcional ferrolho, com muita porrada, e todo mundo fungando no cagote do adversário.

No contragolpe, o Real ainda criou, no primeiro tempo, as melhores chances com Cristiano Ronaldo furando na frente do gol e Pepe, metendo de cabeça na trave.

Aliás, o becão Pepe, como volante, foi o emblema desse time na nova formulação, aquela que arrancou um empate no jogo anterior e na vitória por 1 a 0, gol de cabeça de Cristiano Ronaldo, na prorrogação desta decisão pela Copa do Rei.

Dessa forma, o que deveria ter sido um espetáculo inesquecível, entre os dois melhores times do mundo, não passou de um joguinho mambembe, que transcorreu de falta em falta, sem brilho, invenção ou emoção.

Mais ou menos o que aconteceu na Copa da Itália, entre Milan e Palermo, que terminou empatado por 2 a 2, num jogo equilibrado em que Ibra se destacou pelos dois gols no Milan, e o argentino Pastore, por tudo que fez, pelo Palermo.

Já Tottenham e Arsenal, pelo Campeonato Inglês, foi um jogo disputado no fio da navalha, O Arsenal chegou a disparar 3 a 1, mas permitiu o empate, bem ao seu estilo, o que elevou o Chelsea à vice-liderança do campeonato capitaneado pelo Manchester.

Notas relacionadas:

  1. SÓ PODE, TRICOLOR…
  2. NOITE DE GALA TRICOLOR
  3. VIRADA DA GALERA TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 01:33

VALEU PELA RAÇA

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Parece que estava escrito por mãos sinistras. Em menos de seis minutos de bola rolando, o Brasil já estava sem sua zaga titular – Bruno Uvini machucado e Juan expulso – e perdendo por 1 a 0, fruto de um pênalti infantil cometido por Juan.

Mesmo assim, nossos meninos se desdobraram em campo, assumiram o controle do jogo e atacaram, até chegar ao empate num golaço de Willian – tiro certeiro de fora da área.

Os argentinos, apesar da vantagem numérica, permaneciam encolhidos lá atrás, à espera de que o relógio disparasse antes da virada que se desenhava no ar com fortes traços.

Eis que, no entanto, numa bola ao chão, à altura de nossa intermediária, Casemiro toca, sem razão, para o meio, nos pés de um adversário, enquanto baixava um apagão em toda a zaga brasileira. Ora, como o menino Iturbe é bom de bola, ele partiu pra cima, limpou dois e tocou na saída do goleiro Gabriel.

Ainda assim, apesar de todas as provações, nossos meninos foram em frente, meteram uma bola na trave e criaram mais duas chances claras de gol.

Valeu pela determinação dos nossos garotos, com destaque especial para o volante Fernando e o meia Lucas, que estiveram no centro de quase todas as ações brasileiras, tanto atrás quanto na frente.

O diabo é que não só perdemos a liderança para o Uruguai, como não teremos Uvini pelo resto do torneio, nem Juan e Neymar para a partida contra o Equador.

Mas, se o time jogar com esse espírito, haverá de dar a volta por cima em todas as adversidades.

Alívio no Parque

Não foi a redenção, pois esta só vira quando e se o Corinthians levantar a taça da Libertadores. Mas, a vitória por 1 a 0, por certo, servirá para apaziguar um pouco os ânimos exaltados da Fiel.

Contudo, olhando para o futuro mais próximo, é bom lembrar que o Palmeiras jogou melhor, criou várias chances de virar o placar e esbarrou na ótima forma do goleiro corintiano Júlio César.

Isso quer dizer que o Timão terá ainda um bom caminho a percorrer para, ao menos, recuperar a dignidade e terminar o Paulistão em alta.

Para dar esse novo rumo, a diretoria acaba de contratar William, o ex-zagueiro e capitão da equipe, na função de gerente de futebol.

William me parece um moço inteligente, com plena ascendência sobre seus companheiros de ontem. Mas, embora com longa vivência no futebol, tenho minhas dúvidas de que já esteja preparado para esse cargo, que, no Bra sil, é ainda incipiente e de contornos imprecisos, o que costuma levar a mal-entendidos frequentes. Enfim, um cargo que vaga ao sabor das ondas do futebol: ora, é instituído; ora, destituído.

No fim de tudo, o que conta mesmo é o comportamento do time em campo. E, para que ele seja mais proveitoso do que tem sido, é fundamental que o técnico escolha um sistema de jogo, escale os jogadores ideais de que dispõe no elenco para executá-lo e pau na máquina!

O resto é conversa fiada pra boi dormir.

As três estrelas

Ronaldo Fenômeno, depois da investida no twitter, preferiu se eximir do clássico.

Já o Ronaldinho Gaúcho fez seu primeiro gol com a camisa do Fla. De pênalti, é verdade, mas batido com categoria. Ainda não foi o Ronaldinho que pode ser na Gávea, mesmo sem alcançar o patamar dos tempos áureos do Barça. Mas, deu alguns passes de classe, ensaiou esta ou aquela jogada de seu vast o repertório e tal e cousa e lousa e maripousa.

Está ainda claramente sem ritmo de jogo adequado. E isso só vira com o tempo e o exercício, claro.

Por fim, Rivaldo refluiu em relação à sua estreia no São Paulo. Na derrota por 2 a 1 para o Botafogo de RP, teve uma atuação discretíssima. Mas, é impossível avaliar o quanto dessa discrição se deve ao jogador, individualmente, ou á confusão tática armada pelo técnico Carpegiani.

Apesar disso, o Tricolor paulista até que poderia ter chegado, pelo menos, ao empate. Sobretudo, após a entrada de Marcelinho Paraíba, que dinamizou um pouco o meio-campo e o ataque de seu time.

Jogaço

Isso, sim, foi um clássico que honra as tradições do futebol carioca. Não só o passado, mas, principalmente, o presente de tantas realidades e expectativas.

Botafogo e Fluminense gastaram a bola na vitória por 3 a 2 do Glorioso. Pena que a arbitr agem tenha sido tão ruim, prejudicando os dois times em várias situações.

Ótimo para o moral do Botafogo, que alcança a liderança de seu grupo, batendo o melhor time do Brasil. E nem um pouco depreciativo para o Flu, que, mesmo na derrota, demonstrou suas altas qualidades.

Notas relacionadas:

  1. ROGÉRIO, TIMÃO, VERDÃO E DECISÃO
  2. VALEU, MANO!
  3. NENÊ? E POR QUE NÃO?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 Futebol internacional | 18:57

BI MESSI

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E Messi foi o escolhido, quebrando a tradição de que a Copa do Mundo é o evento chave nessas escolhas. Não que Messi tivesse falhado no Mundial da África, como Kaká, Rooney e outros craques internacionais tão decantados. Nada disso. Fez, digamos, uma boa Copa, dentro das possibilidades da sua Seleção conduzida de forma errática por Maradona.

Nesse quesito, Iniesta e Xavi se saíram melhor. Sobretudo, Iniesta, com aquele gol que definiu o título para a Espanha diante da Holanda.

Mas, o futebol de Messi é tão mágico, tamanho é seu carisma, que o colégio eleitoral se rendeu à sua magnitude e o coroou pela segunda vez consecutiva o melhor do mundo no ano de 2010.

Coroação que, pelo visto, se repetirá muitas e muitas vezes no futuro sem limites que se estende á frente do inigualável pibe argentino.

Entre outras coisas, porque Messi, com toda aquela discrição pessoal, aquele sorriso de moleque um tanto travesso, um tanto inocente, porém extremamente autêntico, nos transmite uma sensação de bem-estar muito próxima ao que se pode chamar de felicidade.

Eis, pois, o nosso rei mago, aquele que traça os caminhos das estrelas com uma bola nos pés e nos presenteia, a cada rodada, com a mirra, o incenso e o ouro do futebol.

Marta, Marta

Esta, sim, é a única pentacamepã do mundo no país do penta. Ser eleita a melhor jogadora de futebol do mundo por cinco vezes seguidas, sem que a sua Seleção tenha vencido nem o Mundial, nem as Olimpíadas, emora batesse na trave várias vezes, é um prodígio histórico.

Na verdade, seu jogo desenhado com aquela canhota encantada transcende os limites do futebol feminino. Vai além, num plano que, suponho, nenhuma outra jogadora alcançou no passado, tampouco alcançará no futuro.

Marta, meu amigo, não é penta. É única.

Notas relacionadas:

  1. MARTA, MARTA, MARTA
  2. O SIGNIFICADO DE MESSI
  3. GANSO, RONALDINHO, KAKÁ, MESSI…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 17 de novembro de 2010 Seleção Brasileira | 17:33

UM ÚNICO VACILO, E MESSI…

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Ao longo de toda a partida o Brasil foi melhor, teve a bola a seus pés por um tempo maior e, se não chegou a criar grandes chances de gol, meteu uma bola na trave e esteve rondando a área argentina com maior frequência, sobretudo no primeiro tempo.

Eis que, já nos descontos, um vacilo de Douglas no meio de campo ofereceu a bola para ninguém menos do que Messi, o maior jogador de futebol da atualidade do mundo. Pois, Messi, que até então teve uma atuação discreta, dispara com a bola colada á canhota mágica, passa por David Luiz, por Thiago Silva, uma dupla de zaga impecável durante toda a partida, e toca no canto esquerdo de Victor: 1 a 0, placar final, e primeira vitória argentina sobre o Brasil depois de uma longa série de derrotas.

O resultado, porém, como se vê, foi circunstancial – um lance, protagonizado por um gênio, a um minuto do apito final, e pronto!

Nesta quadra da vida da Seleção Brasileira, no entanto, o mais relevante não é o resultado, mas o comportamento da equipe diante de um rival antigo, de forte constituição ofensiva e determinado.

E, confesso: se o desempenho brasileiro não chegou a me entusiasmar, tampouco decepcionou. Foi o time que determinou o ritmo do jogo, foi firme na defesa, equilibrado no meio de campo e veloz no ataque, que, por sinal, melhorou com a entrada de André no lugar de Neymar. Assim como melhorou com a entrada de Douglas no lugar de Ronaldinho Gaúcho.

Não que os titulares tivessem jogado mal, nada disso. Mas, pelo andamento da carruagem, àquelas alturas do jogo, as substituições se justificavam plenamente. Pelo meu gosto, teria mantido Neymar e trocado Ramires, que, mais tarde acabopu sendo substituído por Jucilei.

Mas, o amigo, por certo, quer saber o que achei de Ronaldinho Gaúcho, nessa sua volta à Seleção. Bem, cumpriu mais ou menos o papel que lhe reservou Mano Menezes – o de coadjuvante ali no meio de campo. Mais ativo do que de hábito, mas menos do que o exigido. Quase fez um golaço, de letra, deu dois ou três dribles ao seu estilo, mas não chegou a ser aquele protagonista que seu excelso futebol exigiria dele.

Quem esteve bem mesmo, aquele que me encheu os olhos, foi André Santos, pela lateral-esquerda. Não apenas conteve Messi por ali como saiu para o jogo, distribuiu passes, arriscou, enfim, jogou bola em alto estilo.

E isso é muito animador, pois aquele setor tem sido um prego na nossa chuteira desde os tempos áureos de Roberto Carlos.

De resto, que essa derrota não mude os rumos escolhidos por Mano Menezes. A Seleção perdeu, como poderia ter empatado ou até vencido, num lance semelhante, como ocorreu algumas vezes na série invicta quebrada nesta quarta-feira em Doha. O importante é que jogou bola.

O herói Assunção

Nem o Gladiador, nem He Man, o herói dessa história acabou sendo mesmo Marcos Assunção e seu tiro certeiro. Mas, qual a novidade, se este tem sido o epílogo de quase todos os jogos do Palmeiras neste segundo semestre, sobretudo na disputa da Copa Sul-Americana?

Mas, atenção: o executor do Goiás, no Serra Dourada, nesta primeira rodada das semifinais foi Marcos Assunção. Contudo, seu idealizador foi o técnico Felipão, que, no intervalo, ao ser entrevistado na tv, foi claro sobre as instruções no intervalo: “Luan tem de jogar mais aberto; os que estão sob marcação individual (leia-se Lincoln) têm de impor sua melhor técnica; e Marcos Assunção deve ocupar aquele espaço ali pela direita da intermediária deles, que está aberto”.

Dito e feito, pois foi exatamente por ali que Marcos Assunção penetrou para disparar aquele tiro exato, no ângulo esquerdo de Harlei.

Bem, depois, o Palmeiras se retrancou, jogou a chave fora e só esperou o tempo passar para celebrar mais do que esperava: não só um gol no campo adversário, que vale mais, mas também a vitória, que vale praticamente o passaporte para a final da competição.

Tributo a Nena

Foi-se o Olavo Rodrigues Barbosa, o nosso Nena, aos 87 anos de idade.

Nena, zagueirão de fé, gaúcho de boa cepa, revelou-se naquele inesquecível Inter dos anos 40. Teve uma breve e brilhante passagem pelo Vasco para formar no histórico time da Portuguesa do início dos anos 50: Muca; Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão.

Negro espigado, peito largo, rosto anguloso encimado por um penacho carapinha metido entre duas entradas precoces e profundas, Nena era daqueles beques que dispensavam uma trincheira de volantes à sua frente.

Fronte erguida, magnífico no jogo aéreo, firme na disputa da bola rasteira, saía jogando elegantemente com suas chuteiras 44, sempre apontando dez pras duas, fossem ponteiros de relógio.

Jogou pouco pela Seleção Brasileira, mas formou no numeroso elenco da Copa de 50, mas tem em seu currículo dois títulos internacionais, além das tantas fitas azuis obtidas pela Lusa nas célebres excursões à Europa: uma Copa Rio Branco, em 47, contra os uruguaios, e uma Taça Oswaldo Cruz, contra o Paraguai.

Um grande zagueiro, um líder em campo e uma figura inesquecível.

Notas relacionadas:

  1. GALO E LEÃO, NA CABEÇA
  2. BALANÇO FINAL
  3. DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO
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terça-feira, 16 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira | 14:18

UMA DECISÃO

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Já fomos fregueses de caderneta – como se dizia naqueles sombrios anos 30/40/50 – deles. Levávamos sovas monumentais, na bola e no pau. Fosse nos antigos Campeonatos Sul-Americanos, nas já extintas Copas Roca, em amistosos, o resultado era sempre o mesmo.

Mas, a partir da conquista da Suécia, em 58, começamos a virar a moeda. E, dos anos 70 pra cá, viemos somando longas séries invictas diante dos argentinos. Agora mesmo estamos aí, sei lá há quanto tempo, sem perder deles. Inclusive naquela decisão célebre da Copa América, quando eles jogaram muito melhor, mas o Imperador Adriano virou tudo de cabeça pra baixo no finalzinho da partida.

Contudo, é bom não reduzir o poder da atual Seleção Argentina, que enfrentamos num amistoso com cara de decisão, em Doha, no Qatar, nesta tarde de quarta-feira. Do meio de campo pra frente, mesmo sem a presença de Tevez, Aguero e Cambiasso, por exemplo, os argentinos têm um poder de fogo respeitável.

Messi continua esmerilhando no Barça, embora até hoje não tenha reproduzido com a camisa alvo celeste o mesmo desempenho. E Higuaín, mesmo não sendo um craque na acepção mais exigente do termo, está no Real fazendo um gol atrás do outro.

Não sei ainda qual será a formação argentina para o confronto com o Brasil, mas seis que isso passa a ser um tanto irrelevante diante das alternativas de que dispõe seu treinador, Sergio Batista.

O ponto fraco desse time, porém, é a defesa, desde o goleiro e passando pela linha de zaga. E é em cima disso que Mano Menezes deverá estabelecer sua tática de jogo.

Mesmo porque a nova Seleção Brasileira, nas mãos de Mano Menezes, tem revelado esse espírito mais ofensivo, leve e insinuante, com jogadores moldados para tal tarefa, tipo Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Robinho etc.

Justamente por conta dessa nova mentalidade adotada pelo time nacional, somada a longa série invicta diante deles, é que esse jogo ganha dimensões maiores para nós do que a de um simples amistoso.

Uma eventual derrota diante da Argentina – o que não é nada improvável, pelas circunstâncias – despertará o clamor embutido dos pragmáticos de plantão: ora, ora, o tal do futebolzinho faceiro do Mano esboroou logo que pegou um time forte!

Portanto, todo cuidado é pouco. Assim como pouca será qualquer ousadia.

O predestinado

Há caras que nasceram mesmo com a estrela na testa, predestinados a deixar sua marca no mundo, nos momentos mais críticos. Não só pelo que são capazes de fazer, fizeram ou fazem, mas, sobretudo, pelo que os outros imaginam possam eles fazer.

O amigo já percebeu que estou falando de Ronaldo Fenômeno, um desses escolhidos pelo destino.

Reveja a cena decisiva do jogo decisivo contra o Cruzeiro no Pacaembu, o pênalti de Gil em Ronaldo que o craque corintiano converteu na vitória do seu time.

Fosse qualquer outro atacante alvinegro que estivesse matando aquela bola dentro da área, de costas pra meta azul, e Gil, até então impecável na defesa de sua área, simplesmente chegaria por trás do sujeito e ali esperaria uma definição prosaica, barrando a possibilidade da virada para o gol.

Mas, não era um atacante qualquer que estava matando aquela bola no peito. Era Ronaldo. Ao se dar conta disso, muito provavelmente, uma luzinha vermelha acendeu na mente de Gil, que, no ato, entrou em curto-circuito: partiu com tudo, cabeça encolhida, ombro direito à frente, e atirou-se sobre as costas de Ronaldo.

Pênalti, claro!

Afinal, entre Gil e a bola havia o corpanzil de Ronaldo. Não daria para o zagueiro alcançar a bola a não ser atropelando o atacante. Não há o que discutir.

Mas, o efeito do gol de Ronaldo não se extinguiu naquele instante, nem nos reflexos sobre a disputa do título. Foi além: desestruturou de vez o Cruzeiro, dos jogadores ao presidente, passando pelo técnico, que passaram a enxergar naquele lance uma conspiração global para favorecer o Corinthians.

Com isso, se Cuca não conseguir recuperar o moral da tropa em tempo, o Timão livrou-se de um concorrente poderoso na corrida pela faixa de campeão, antes mesmo das rodadas finais.

Já disse aqui e repito: se Ronaldo, aos 34 anos de idade, com aquele físico mais de lutador de sumo do que de jogador de futebol, com todas as cicatrizes de tantas e tão as graves lesões sofridas ao longo de gloriosa carreira, receber três bolas de jeito, uma ele guarda.

Pois, foi o que ocorreu nesse jogo com o Cruzeiro: a primeira, ele disparou, raspando o poste; na segunda, foi desarmado na hora do chute; na terceira, rede.

E olhe que não tem jogado metade do que jogou naquela campanha da Copa do Brasil, ano passado, o que significa nem dez por cento do que jogava nos bens tempos.

Mas, sua simples presença em campo, depois de longa ausência, já bastou para que o Corinthians retomasse o rumo do título.

É o poder da predestinação.

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  1. E SE RONALDO JOGAR?
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010 Seleção Brasileira | 11:48

DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO

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Douglas, meia do Grêmio, ex-Corinthians

Douglas, meia do Grêmio, ex-Corinthians, deve ser a novidade na convocação de Mano Menezes. Assim como Neymar deverá voltar ao elenco nacional, embora o técnico não tenha confirmado isso no Bem, Amigos de segunda-feira. Nem mesmo na resenha que a turma do programa realiza no Lellis, depois das horas.

O nome de Douglas extraí da preocupação que Mano revelou ao lastimar a perda de
Ganso e a escassez de meias autênticos no mercado.

E a visão de Mano, a respeito, é muito clara: volante é volante, meia é meia. Por exemplo: ao responder ao meu querido Caio Ribeiro sobre Hernanes, que está jogando demais na Lazio, líder do campeonato italiano, justamente numa posição mais avançada, tipo meia, o técnico do Brasil foi enfático:

- Pra mim e para o Alberto Helena, Hernanes é volante. Na Itália, pelas características do futebol de lá, até pode funcionar bem nessa posição, que, aliás, ele ocupou no São Paulo muito recentemente.

A mesma visão se estendeu ao caso de Elias: para Mano, Elias é um segundo volante de alta eficiência; mas, se tiver de chamá-lo como meia, então a comparação será feita com outros dessa função…

Enfim, essa questão dos meias é vista com sintonia fina por Mano. Parece uma firula de linguagem, mas não é. É essencial para que o time brasileiro continue apresentando um futebol mais fluente, ofensivo e inteligente em relação ao que era antes de Mano.

Ah, sim, quanto a Neymar, diria o seguinte: acho que sim, por tudo o que ele representa para que esse projeto avance e pelos resultados obtidos com a sua exclusão da última lista, o que serviu para sossegar o pito do garoto, sem castrar sua ousadia com a bola nos pés.

Veja mais charges como esta no blog de Milton Trajano no iG Esporte

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