VALEU, MANO!
Dizem as más línguas que neste exato momento o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, está enviando para o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, um cartão postal com a gravura do projeto do estádio de Itaquera e os seguintes dizeres: “Valeu, mano!”.
Seria o mínimo de cortesia entre dois figadais inimigos, quando um deles coloca tão suculenta azeitona grega na empada do outro, como aconteceu nesta noite de quarta-feira.
Sim, porque a combinação de resultados – a vitória tricolor sobre o então vice Cruzeiro e a goleada do Timão sobre o Avaí – elevou o Corinthians novamente à vice-liderança, justamente na noite em que o líder Flu tropeçou no Beira-Rio, empatando por 0 a 0 com o Inter.
Mas, esse tropeço do Flu, digamos, foi mais um sobrepasso, desses que nem desequilibram, muito menos derrubam. Afinal, o Inter é o Inter e jogava em casa, já sem o peso de ter algo em disputa. E o Flu, muito desfalcado, passou o jogo todo evitando o pior, o que concretizou graças à soberba atuação de seu goleiro, pois o Inter foi muito melhor e criou várias chances contra quase nenhuma do líder.
Já o Cruzeiro, num jogo agradabilíssimo de se ver, foi envolvido por um São Paulo mais ativo, veloz e incisivo, sobretudo pela atuação de seu quarteto de frente formado por Lucas, Fernandão, Dagoberto e Ricardo Oliveira, bem apoiados por Carlinhos Paraíba, mais atrás.
De todos, porém, o grande destaque foi o menino Lucas – a grande revelação deste Brasileirão -, entre tantos dribles e investidas, autor de um golaço: recebeu entre dois marcadores na intermediária azul, livrou-se de ambos, de outro em seguida, tabelou com Dagoberto, recolheu de volta na área, limpou o goleiro e tocou para as redes. Golaço!
Depois houve aquela falta em Ricardo Oliveira fora da área, que o juiz transformou em pênalti, convertido por Rogério.
É verdade que o Cruzeiro não se entregou assim, ó. Nada disso, quando tinha a bola, atacava, criou boas oportunidades, quase todas conjuradas por Rogério Ceni, a não ser aquela que Fernandão salvou de cabeça sobre a risca do gol, e se mantém firme na disputa, apesar dessa derrota um tanto inesperada.
Por fim, o Timão, na sua praia, sob o impulso da Fiel, diante de um Avaí encolhido atrás de descarada retranca, contou também com duas expulsões do adversário para emplacar a goleada de 4 a 0.
Mas, fez para tanto: manteve a serenidade, mas não abdicou do coração para pressionar o adversário até abrir a porteira, com gols de Bruno César, Elias e dois de Ronaldo Fenômeno, que velho, baleado, gordo, dentuço, a cada três bolas recebidas, mete uma pra dentro. Nesta quarta, meteu duas. Tá bom?
Joguinhos chatos
O jogo foi chato de se ver. Tecnicamente, fraco, em parte pelas ausências de vários titulares nos dois times, parte porque o Palmeiras, claramente, foi à Arena da Baixada para voltar com um empatezinho maneiro.
Pois, levou o castigo merecido, com o gol de Nieto, já na fase final do segundo tempo, o que deixou o Atlético PR vivo ainda na embolada disputa por uma vaga na Libertadores.
Vá listando aí, amigo: São Paulo, Grêmio e Furacão, além dos já classificados Inter e Santos, todos com 50 pontos, sem falar no Botafogo, que, ao vencer o Goianiense, na quarta, já invadiu a área dos sonhos até do título.
Ao mesmo tempo, em São Januário, o Vasco, em outro jogo sombrio, carimbava seu passaporte para a Sul-Americana, segundo os matemáticos de plantão, ao bater o Prudente por 2 a 1, de virada, dois gols gêmeos de Rômulo, de cabeça.
Dois passes geniais de Felipe, diga-se, que, da direita, meteu duas trivelas de canhota na cabeça do artilheiro.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Andrés Sanchez, Avaí, Brasileirão, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Juvenal Juvência, Lucas, Ronaldo, São Paulo