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quinta-feira, 4 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 00:33

VALEU, MANO!

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Dizem as más línguas que neste exato momento o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, está enviando para o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, um cartão postal com a gravura do projeto do estádio de Itaquera e os seguintes dizeres: “Valeu, mano!”.

Seria o mínimo de cortesia entre dois figadais inimigos, quando um deles coloca tão suculenta azeitona grega na empada do outro, como aconteceu nesta noite de quarta-feira.

Sim, porque a combinação de resultados – a vitória tricolor sobre o então vice Cruzeiro e a goleada do Timão sobre o Avaí – elevou o Corinthians novamente à vice-liderança, justamente na noite em que o líder Flu tropeçou no Beira-Rio, empatando por 0 a 0 com o Inter.

Mas, esse tropeço do Flu, digamos, foi mais um sobrepasso, desses que nem desequilibram, muito menos derrubam. Afinal, o Inter é o Inter e jogava em casa, já sem o peso de ter algo em disputa. E o Flu, muito desfalcado, passou o jogo todo evitando o pior, o que concretizou graças à soberba atuação de seu goleiro, pois o Inter foi muito melhor e criou várias chances contra quase nenhuma do líder.

Já o Cruzeiro, num jogo agradabilíssimo de se ver, foi envolvido por um São Paulo mais ativo, veloz e incisivo, sobretudo pela atuação de seu quarteto de frente formado por Lucas, Fernandão, Dagoberto e Ricardo Oliveira, bem apoiados por Carlinhos Paraíba, mais atrás.

De  todos, porém, o grande destaque foi o menino Lucas – a grande revelação deste Brasileirão -, entre tantos dribles e investidas, autor de um golaço: recebeu entre dois marcadores na intermediária azul, livrou-se de ambos, de outro em seguida, tabelou com Dagoberto, recolheu de volta na área, limpou o goleiro e tocou para as redes. Golaço!

Depois houve aquela falta em Ricardo Oliveira fora da área, que o juiz transformou em pênalti, convertido por Rogério.

É verdade que o Cruzeiro não se entregou assim, ó. Nada disso, quando tinha a bola, atacava, criou boas oportunidades, quase todas conjuradas por Rogério Ceni, a não ser aquela que Fernandão salvou de cabeça sobre a risca do gol, e se mantém firme na disputa, apesar dessa derrota um tanto inesperada.

Por fim, o Timão, na sua praia, sob o impulso da Fiel, diante de um Avaí encolhido atrás de descarada retranca, contou também com duas expulsões do adversário para emplacar a goleada de 4 a 0.

Mas, fez para tanto: manteve a serenidade, mas não abdicou do coração para pressionar o adversário até abrir a porteira, com gols de Bruno César, Elias e dois de Ronaldo Fenômeno, que velho, baleado, gordo, dentuço, a cada três bolas recebidas, mete uma pra dentro. Nesta quarta, meteu duas. Tá bom?

Joguinhos chatos
O jogo foi chato de se ver. Tecnicamente, fraco, em parte pelas ausências de vários titulares nos dois times, parte porque o Palmeiras, claramente, foi à Arena da Baixada para voltar com um empatezinho maneiro.

Pois, levou o castigo merecido, com o gol de Nieto, já na fase final do segundo tempo, o que deixou o Atlético PR vivo ainda na embolada disputa por uma vaga na Libertadores.

Vá listando aí, amigo: São Paulo, Grêmio e Furacão, além dos já classificados Inter e Santos, todos com 50 pontos, sem falar no Botafogo, que, ao vencer o Goianiense, na quarta, já invadiu a área dos sonhos até do título.

Ao mesmo tempo, em São Januário, o Vasco, em outro jogo sombrio,  carimbava seu passaporte para a Sul-Americana, segundo os matemáticos de plantão, ao bater o Prudente por 2 a 1, de virada, dois gols gêmeos de Rômulo, de cabeça.

Dois passes geniais de Felipe, diga-se, que, da direita, meteu duas trivelas de canhota na cabeça do artilheiro.

Notas relacionadas:

  1. CINCO JOGOS BÁSICOS
  2. FLU, MAIS LÍDER
  3. SÓ OS GAÚCHOS SE SALVARAM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 4 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro | 16:42

DE VOLTA AO BRASILEIRÃO

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De volta ao Brasileirão, entremeado pelas agonísticas disputas da vaga verde-amarela na decisão da Libertadores, obtida pelo Cruzeiro, e da conquista da Copa do Brasil pelo Corinthians, apenas um clássico à vista. Mas, um clássico inusitado, pois o líder Atlético Mineiro recebe, em casa, o lanterna Botafogo.

A mesma camisa, em polos opostos. Quer dizer, então que o Galo já levou? Não é bem assim, mas, quase, já que o Bota nada fez até agora para mudar o rumo de seu sombrio destino no campeonato. Mas, sacumé…

O outro líder por pontos ganhos – o Inter – vai ao Recife em busca de uma recuperação, depois da ressaca da perda da Copa do Brasil para o Timão, e da derrota para a LDU, no jogo do Beira-Rio, pela Recopa Sul-Americana.

Vai, porém, à meia-boca, pois espera ainda inverter o resultado, lá nas alturas de Quito, para salvar parte da fé abalada, já que, no início da temporada, era exaltado como o melhor elenco do país, não sem razão.

Assim como o Cruzeiro, de olho na decisão com o Estudiantes pela Libertadores, e ainda em festa pela classificação diante do Grêmio, não deverá colocar no Serra Dourada toda sua força contra o Goiás.

Já o Grêmio precisa mais do que nunca vencer vencer esse jogo no Olímpico, contra o Atlético PR. Para tanto, porém, carece de se reaprumar emocionalmente da batalha perdida para o Cruzeiro, além de encetar uma arrancada no Brasileirão para não entrar em séria crise.

Pelo que vem jogando, me parece, basta a dupla argentina de ataque começar a enfiar nas redes as bolas que Tcheco e Souza lhes servem, até agora em vão.

Quem também precisa da vitória é o São Paulo, diante do Coritiba, no Couto Pereira. Afinal, o tricampeão brasileiro há três meses não vence uma partida fora de casa. Além do que, seria um tijolo a mais na reconstrução desse time, agora sob o comando de Ricardo Gomes, que estreou bem, diga-se.

Reconstrução que se inicia com o restabelecimento do sistema de jogo com dois zagueiros apenas e dois meias, na formação em quatro do meio-de-campo. Poderia avançar mais o treinador tricolor, se ousasse uma formação ainda mais dinâmica, com dois volantes que sabem jogar (tipo, Hernanes e Arouca), três meias (Jorge Wagner, o menino Oscar e Marlos), com Borges, que, pelo estilo se encaixa aos demais no toque de bola.

Não perderia um tostão de combatividade no setor, e ganharia em velocidade e habilidade, os dois quesitos básicos do dito futeol moderno (eterno).

Mas, são apenas os primeiros passos de Ricardo Gomes na direção certa. E, nesses casos, prdência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

Por fim, o Palmeiras, ainda com seu técnico interino Jorginho, enquanto Seu Muricy não vem, vai a Florianópolis pegar o Avaí de Silas. Jogo complicado, pois o Avaí precisa desesperadamente sair da situação em que está, e o Palmeiras não pode mais vacilar na busca, ao menos, de um lugar na Libertadores.

E aqui quero fazer um parentêse para falar de Jorginho, ex-meia de talento e lucidez da Portuguesa, do Palmeiras, do Santos, do Galo, entre outros, que não teve, ao longo de sua carreira a projeção devida, há um bom tempo técnico do Palmeiras B.

Já tive com ele longas conversas sobre futebol, e pude captar, então, o seu alto nível de conhecimento sobre futebol, maior até do que muito treinador badalado por aí. Isso, claro, não basta para conferir-lhe status de grande técnico, capaz de assumir o Palmeiras agora. Aliás, ele mesmo declara isso, que ainda é um técnico de futebol em formação. Mas, se a turma bobear, sei não…

POLÍTICA E FUTEBOL

Leio que o presidente do Corinthians, ao visitar o alvinegro ferrenho Lula, em Brasília, no dia seguinte à conquista da Copa do Brasil, ofereceu-lhe apoio do seu clube à candidatura de Dilma Roussef à presidência da República, em troca de apoio do governo federal para a construção de um estádio próprio.

Bem, política e esporte sempre se confundiram, pontualmente, em todos os tempos e quadrantes. Há exemplos clássicos, como aquela imagem do técnico Vittorio Pozzo erguendo o braço, na saudação fascista, depois das conquistas da Itália de Mussolini das Copas de 34 e de 38.

E quem se esquece de Hitler retirando-se emburrado, como se lhe tivessem roubado o brinquedo da hora, da tribuna de honra do estádio Olímpico de Munique, depois de uma das brilhantes vitórias do negro americano Jesse Owens?

A Seleção Húngara, bicampeã olímpica e vice do Mundial de 54, um dos times mais espetaculares da história, era bancada pelo governo húngaro, assim como o Honved, time que lhe servia de base. Da União Soviética, em todos os esportes, assim como Cuba, nem há o que falar.

E a relação incestuosa do ditador Franco com o Real Madri? Em reação, o Barça e a Catalunha são uma só bandeira.

Os mais vividos não haverão de se esquecer da presença do então governador do Estado, Laudo Natel, sentado no banco de reservas a cada jogo do São Paulo nos anos 70, quando seu time renasceu, depois de treze anos de estio durante a construção do Morumbi, em boa parte erguido sobre terrenos cedidos por Adhemar de Barros, ex-governador.

Pra ficarmos com exemplo mais recente, o Botafogo recebeu quase de presente o Engenhão do governo carioca.

No caso atual, não sei como Lula poderá ajudar na construção do estádio-Corinthians, um sonho de décadas. Mas, sei que o atual presidente do Corinthians, representante de uma verddeira nação, não pode, nem deve, empenhar o clube num projeto desses sem antes consultar seus correligionários. Ou seja, a imensa massa de torcedores espalhados por esse Brail sem fundos.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. E O GALO TÁ LÁ!
  3. GALO, FLA E TIMÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,