SHOW DO BARÇA: 2 A 2
Foi um show de bola do Barça. Resultado: 2 a 2. Futebol é assim mesmo. Não seria nenhum exagero dizer que o Barcelona poderia ter metido 4 a 0 no Arsenal, em pleno Emirates Stadium, antes mesmo dos 20 minutos de bola rolando. Gols perdidos por definidores por excelência – Ibrahimovic, Messi, Xavi e parceiros.
Falo de chances cara a cara, em que o goleiro espanhol Almunia foi um portento, embora a maioria das finalizações tenha sido disparada em sua direção.
Basta dizer que, aos 16 minutos do primeiro tempo, o Barcelona já havia desferido quinze chutes ao gol de Almunia, enquanto o Arsenal só chegaria na meta adversária aos 23 minutos.
Percebendo o domínio absoluto do Barça, o técnico Arséne Wenger, aproveitou a contusão do atacante Arshavin para colocar um volantye a mais em campo, Eboué. E, depois, o nosso Denílson. Mas, nem deu tempo para que essas substituições surtissem efeito, pois, aos 20 segundos da etapa final, Ibrahimovic, aproveitando passe magistral de Piqué, lá de trás, encobriu o goleiro e abriu a contagem.
E, aos 13, o mesmo Ibrahimovic ampliaria, em cavadinha genial de Xavi, que jogou muito, como de hábito. E olhe que o Barça não reduziu a marcha por causa dos 2 a 0. Ao contrário: continuou criando e perdendo chances, até que Walcott, um pontinha esperto e driblador entrasse para fazer o primeiro gol dos ingleses, em bela escapada pela direita.
Por fim, numa bola alçada para a área catalã, Puyol comete pênalti em Fabregas, à meia-boca, que a própria vítima converte num chute reto, no meio do gol, já aos 38 minutos.
Como se vê, pelo andar do placar, jogo emocionante, como só poderiam oferecer esses
Dois exemplos bem acabados do futebol ofensivo e de bola tocada.
Placar injusto para o Barça, é verdade, mas solidário ao futebol praticado pelo Arsenal. E, no fim das contas, promissor para o Barcelona, que faz a segunda em casa com a vantagem de ter marcado dois gols no campo inimigo.
Quanto ao Inter, teve maior domínio da bola e dos espaços sobre o CSKA, mas terá de decidir a vaga em Moscou, neste início de primavera que ainda é gelado por lá. E a vitória foi modesta – 1 a 0, gol de Milito, em passe do holandês Snejider, o cérebro da equipe de Mourinho.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Almunia, Arsenal, Arsene Wenger, Barcelona, CSKA Moscou, Denílson, Diego Milito, Fábregas, Ibrahimovic, Internazionale, José Mourinho, Liga dos CAmpeões, Messi, Xavi