04/06/2009 - 23:42
Ah, que pena aquela bola cabeceada por Kleber Pereira que se chocou com o poste esquerdo de Neneca, quando o juiz levava o apito final à boca. Sim, porque se aquela bola tivesse entrado, o Santos venceria o Santo André por 4 a 3, e agora estaria na vice-liderança do Brasileirão, posição mais digna para quem aposta nesse futebol leve, envolvente e ofensivo apresentado lá no ABC.
Sim, sei bem: no jogo dos ses, teríamos também de computar aquele pênalti escandaloso – melhor:criminoso – de Fábio Costa em Gustavo Nery, uma entrada tão intempestiva que atirou o adversário na maca, e, de lá, ao hospital, literalmente. Pois não é que o juiz, de frente pro crime, deu simplesmente bola fora?
Mesmo porque o Santo André também encarou o Peixe de frente, pôs a bola no chão, e, sob o comando de Elvis e o arroubo de Cicinho, fez seus dois gols iniciais com Nunes, que acabou sendo expulso, tirando do seu time a chance de brigar pela vitória até o fim.
Mas, é que o melhor ataque do campeonato até aqui, com catorze gols, mereceria esse prêmio, não fosse a defesa ter vacilado tanto nas bolas altas e naquele pênalti de Luizinho, absolutamente desproposital.
Vale, contudo, a expectativa de que o Peixe siga singrando esses mares que são sua praia tradicional: um futebol gostoso de se ver e, ao mesmo tempo, eficiente.
A VAIA QUE CONSAGRA
O Grêmio, que dividido em duas frentes de batalha não vem bem no Brasileirão, estava vacilante no primeiro tempo do jogo com o Náutico, no Olímpico. Insatisfeita, a torcida gremista passou a vaiar Souza e Ruy, que tentavam as jogadas em profundidade, em vão.
Eis que Alex Mineiro enfia bela bola para Souza (impedido?) – gol, aquele gol que baixa a temperatura da galera e do time. No segundo, Maxi López amplia e Souza fecha o placar, em novo passe de Alex, tocando no canto do goleiro. Com frieza e destreza.
Que me perdoe o amigo tricolor, mas vaiar o Souza nesta quadra da vida do Grêmio?
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Alex Mineiro, Fábio Costa, Grêmio, Náutico, Santo André, Santos, Souza
02/01/2009 - 13:16
É voz corrente, por exemplo, que São Paulo e Corinthians começam a temporada em vantagem sobre os demais, pois, não apenas mantiveram seus elencos vitoriosos do ano passado, como ainda por cima os reforçaram significativamente.
O campeão brasileiro da Série A contratou meia dúzia de bons jogadores, embora continue carente de um meia-armador, deficiência que tem sido contornada pelo Tricolor paulista nos últimos tempos, é verdade, graças à ação do técnico Muricy e à versatilidade de alguns de seus jogadores. Se conseguir alcançar Edno, da Lusa, terá mais um desses jogadores que tanto podem atuar a partir do meio-de-campo quanto no ataque.
Mas, as duas transações mais importantes, sem dúvida, foram as de Washington e Arouca, do Flu.
Já o campeão brasileiro da Série B deu a nota mais alta ao trazer, de surpresa, ninguém menos do que Ronaldo Fenômeno, grande jogada de marketing, mas, também, extraordinário reforço técnico, caso o craque consiga jogar uma parcela apenas do que sabe. Mas, para suprir as inevitáveis ausências de Ronaldo, o Corinthians trouxe Souza, ex-Flamengo, um sólido trombador. Sem falar no expedito atacante Jorge Henrique e no tático volante Túlio, ex-Botafogo. E ainda espicha um olho gordo sobre o atacante Kleber, que escapa ao alcance do Palmeiras, onde refez sua carreira que se apagava no Dínamo.
Pode-se acrescentar nessa linha de frente, os dois gaúchos – Inter e Grêmio. O Grêmio levou o experiente artilheiro Alex Mineiro, jogador talhado para compor o ataque tricolor na disputa, sobretudo, da Libertadores. O Inter, se não partiu às compras, foi porque já tem um belo time, que só foi tomando corpo no final da temporada passada.
Os dois mineiros, mineiramente, vão se ajeitando em silêncio. O Galo, trocando de técnico; o Cruzeiro, mantendo o seu à frente de um time que carece de uma defesa melhor, apenas.
O bicho pegou mesmo foi no Rio, onde os clubes viveram um Natal modestíssimo: distribuíram mais presentes do que receberam.
O Flamengo, que fincava suas esperanças em Ronaldo Fenômeno, sonhou com Adriano, mas vai ter de ficar mesmo com Obina, melhor do que o Eto´o. Menos mal que não perdeu Ibson e outros. Mas, toldados pela feroz disputa eleitoral, seus gestores parecem ter perdido o poder e a clareza de decisão.
Falando em disputa eleitoral, o mais inusitado ocorreu com o Botafogo, que não só desfez todo o seu time como ainda perdeu até o presidente do clube, Bebeto de Freitas, contratado pelo Galo, como diretor remunerado, fato que me parece inédito. Se alguém aí se lembrar de um presidente de clube grande do Brasil que se transferiu para outro clube grande, por favor me ajude. Eu não me lembro.
A velha e surrada frase é inevitável: “Há coisas que só acontecem com o Botafogo”.
O Vasco, que está em vias de perder Leandro Amaral, sua estrela solitária, com a aposentadoria de Edmundo, ainda amarga a queda para a Segundona, enquanto o Flu, que se desfez de três de seus principais jogadores (Júnior César, Washington e Arouca), pelo menos, manteve Conca.
O fato é que todo esse cenário, de otimismo para uns e desesperança para outros, pode se alterar até o fim deste mês, quando se fechar a janela semi-aberta do futebol europeu. Mas, tudo indica – principalmente, o fantasma da crise mundial – que esse panorama não sofrerá grandes mudanças não.
Enfim…
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Clubes brasileiros
Tags: Alex Mineiro, Arouca, Atlético-MG, Bebeto de Freitas, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, INTER, Kléber, Obina, Palmeiras, Ronaldo, São Paulo, Vasco, Washington
30/10/2008 - 00:31
O grande feito da rodada foi do São Paulo, ao bater o Botafogo, no Engenhão, por 2 a 1. É verdade que o Fogão chegou ao empate mas o juiz anulou, apoiando sinalização do bandeira, em bola que não foi tocada por Wellington Paulista, o atacante em posição de impedimento no lance.
Mais até do que vencer o Botafogo, na casa do inimigo, o que elevou o Tricolor ao topo da tabela, empatado em pontos com o Grêmio, valeu a forma como o São Paulo jogou.
Teve o domínio da bola e dos espaços a maior parte do tempo, com exceção de um período de predomínio do Bota no segundo tempo, e correu poucos riscos.
Foi, é verdade, beneficiado pelos erros de saída de bola do goleiro Renan e do volante Diguinho nos gols de Jean e Hernanes, assim como Miranda vacilou no tento do Botafogo, marcado por Wellington Paulista.
Assim, o São Paulo vai consolidando sua linha ascendente na hora H.
Verdão, menos
Já o Palmeiras jogou pela conta do chá diante do Goiás, no Palestra Itália: 1 a 0, gol de pênalti do artilheiro Alex Mineiro, e muito pouco mais do que isso. Sucede que o Goiás também não estava nada inspirado, a não ser no fechamento de sua área, e só chegou lá uma escassa vez, com Iarley, em magnífica intervenção de Marcos.
De qualquer forma espremeu-se de novo ali no chamado G-4, que vai ganhando os contornos de um closet de apartamento de conjunto habitacional.
Mais Cruzeiro
Esse, sim, foi um jogaço, com exibição impecável do Cruzeiro, tanto no plano tático quanto no técnico. Sobretudo, porque o Grêmio não se entregou jamais, apesar de ter levado aquele golpe fatal logo aos 14 segundos de bola rolando, Guilherme mete belo passe e Wagner fuzila.
Quando o Grêmio deu por si e encetou uma reação no comecinho do segundo tempo, Jonathan surge livre pela direita, vai ao fundo, e, mesmo sem ângulo, pimba!: 2 a 0. Por fim, Guilherme, dez minutos depois, encerra o papo com o terceiro gol.
Excelente resultado para o Cruzeiro, que interrompe a série de insucessos diante dos seus pares pela luta direta ao título, e lhe dá estofo para seguir na briga. E nenhuma tragédia para o Grêmio, que segue líder, apenas com a presença incômoda do São Paulo ao seu lado.
E o Flamengo?
Pois é: apenas empatou por 0 a 0 com o Vitória, em Salvador. Apenas? E lá isso é coisa fácil?
O Vitória, que já freqüentou por um par de rodadas a turma da frente, só não está lá ainda porque a concorrência extrapola neste campeonato.
É verdade que o Fla, com Obina, esteve a pique de fazer seu golzinho, mas o empate ficou de bom tamanho, pois o mantém vivíssimo na disputa.
Que campeonato é esse, hein, meu?
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Alex Mineiro, Botafogo, Cruzeiro, Diguinho, Flamengo, Goiás, Grêmio, Iarley, Internacional, Obina, Palestra Itália, Palmeiras, Renan, São Paulo, Vitória, Wellington Paulista
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