DUPLAS ARTILHEIRAS
O São Paulo entrou com seu time titular, de acordo com o técnico Ricardo Gomes, e venceu o São Caetano por 3 a 0. O Corinthians, ainda sob o processo de rodízio, levou virada de 2 a 1 da Ponte. Então, foi por isso?
Não necessariamente, amigo. Tem mais a ver com os jogos em si e suas circunstâncias.
O São Paulo, por exemplo, que jogou com mais empenho e técnica melhor do que nas últimas partidas, no entanto, sofreu ataques do Azulão tão frequentes e perigosos que, não fosse Rogério Ceni, o placar poderia ter sido outro. Valeu, porém, o entendimento da dupla de ataque – Dagoberto e Washington, autores dos dois primeiros gols, em parceria exata. E a boa estreia de Cleber Santana.
Já o Corinthians jogou mal o tempo todo, sem entrosamento, e só agrediu a Ponte no final, quando o resultado já lhe era negativo.
Ambos, porém, como de resto quase todos os grandes deste imenso Brasil sofrem do mal da curta pré-temporada, e ainda estão buscando seu melhor jeito de jogar, com raras exceções.
O Império do Amor
Foi assim que a torcida rubro-negra batizou a dupla de artilheiros, afiadíssima, formada pelo Imperador Adriano e Wagner Love. E não é pra menos, pois ambos estão em lua de mel com o gol. Nesta quarta-feira, por exemplo, o Imperador fez um e Love dois.
Mas, se lá na frente é beijinho, beijinho, aqui atrás a coisa anda feia: com os três gols tomados do Olaria, o Flamengo soma seis em dois jogos. E olhe que Bruno ainda pegou um pênalti…
Por falar em Bruno, o goleirão falhou em pelo menos dois dos gols do Olaria. Tem crédito, porém.
Assim como o menguista, apesar do empate inesperado, celebra a passagem de seu time para as semifinais da Taça Guanabara, o primeiro turno do campeonato carioca, cujo campeão já estará na decisão final dos dois turnos.
Massacre azul
Não havia a menor dúvida de que o Cruzeiro, depois do empate em Potosi, ganharia fácil a revanche no Mineirão. Não só porque o Potosi é muito fraco, mas, sobretudo, porque a Raposa é muito forte, sobretudo no ataque. Ainda mais com a volta do Gladiador.
Enfim, os 7 a 0 desta quarta-feira não foi mais do que um timbre da excelência do time de Adilson, embora, daqui pra frente, a história passa a ser bem outra.
Inter e Grêmio
O Inter meteu 3 a 1 no Novo Hamburgo, mas não foi tão mole assim, não.
É verdade que o Inter desta quarta-feira não era nem a garotada do início da temporada, nem os titulares que bateram o Grêmio no domingo. Era um mistão, mais reservas do que titulares, o que dá a dimensão do elenco colorado.
Já o Grêmio, sem Souza e Leandro, saiu de campo vaiado pela parca torcida que se aventurou ao estádio, por causa do empate em 1 a 1 com o São Luiz. Mas, pelos melhores momentos exibidos na TV, o Grêmio bem que poderia ter vencido até com certa folga: só Jonas e Borges criaram e perderam três gols cada (Borges, pelo menos, fez um).
Além do mais, o Tricolor gaúcho segue líder isolado de seu grupo, mesmo neste período de adaptação.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Adriano, Campeonato Carioca, Campeonato Gaúcho, Campeonato Paulista, Copa Libertadores, Corinthians, Cruzeiro, Dagoberto, Flamengo, Grêmio, Internacional, São Paulo, Vágner Love, Washington

