Publicidade

Posts com a Tag Adriano

domingo, 9 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:11

NA VOLTA DE ADRIANO, A LIDERANÇA

Compartilhe: Twitter

Na festa pela volta do Imperador aos campos de futebol, a Fiel acabou celebrando mesmo a reconquista da liderança do Brasileirão, em grande estilo.

Pois, logo de início, o Corinthians botou a bola no chão e imprimiu-lhe a velocidade certa para quebrar a boa organização do Atlético GO. E aos 7 minutos, Leandro Castán, de cabeça, em cobrança de corner pela direita por Alex, abriu o placar.

Antes, vale dizer, Danilo, também de cabeça, havia criado grande chance, e, depois, William iria se incumbir de marcar um golaço, de canhota, de fora da área, no ângulo oposto do goleiro.

E, pra evitar a água no chope da comemoração alvinegra, antes do final do primeiro tempo, Alex recebeu com açúcar de Danilo, e, de direita, emplacou o terceiro gol corintiano.

Com o placar definido e a liderança assegurada, o segundo tempo foi apenas uma longa espera por Adriano, o que aconteceu lá pelos dez minutos finais, quando o craque, se estivesse em forma, teria aproveitado aquela bola rolada por Ramirez na área.

Mas, isso já seria ir além da conta para a Fiel delirante.

O LÍDER CAI

E caiu feio o Vasco no Beira-Rio. Foi de 3 a 0, mas poderia ter sido uma goleada histórica, se o ótimo arqueiro Fernando Prass não pegasse um caminhão de bolas venenosas.

O domínio do Inter foi de cabo a rabo e em todos os setores. E as ausências de Dedé e Juninho Pernambucano não explicam tudo. Afinal, o Inter também estava desfalcado, simplesmente do goleador da temporada no Brasil – Leandro Damião.

Foi, isso sim, uma tarde inspirada do Colorado combinada com um dia absolutamente infeliz do Almirante, que tem time para continuar perseguindo o título.

FLAMEJANTE

O clássico do Engenhão acabou pegando fogo no fim, por conta das excessivas reclamações do técnico Abel, inconformado pela virada do Fla sobre o Flu, por 3 a 2.

Realmente, depois de ver e rever várias vezes o lance cheguei à conclusão de que não houve falta no lance que antecedeu o gol de empate de Bottinelli, o dono do jogo.

Mas, esse erro da arbitragem não diz tudo sobre o jogo, dominado a maior parte do tempo pelo Flu, mas resgatado pelo Fla depois das entradas de Bottinelli e Negueba. E definido no finalzinho pela pilha que Abel acabou metendo nos seus jogadores a partir da beira do campo.

De resto, foi um jogo emocionante, com alguns lances de categoria das duas partes, afora todo aquele bafafá em torno da cotovelada de Renato em He Man, cujo epílogo – a cusparada de Rafael em Renato – não poderia ter sido mais lamentável.

PEIXE EM BANHO-MARIA

O primeiro tempo do clássico na Vila foi uma tremenda perda de tempo, um longo bocejo produzido por um Santos burocrático e um Palmeiras sem nenhuma inspiração.

Aliás, se faltava inspiração ao Palmeiras, com a saída de Maikon Leite, perdeu a última gota de velocidade, capaz de explorar qualquer contragolpe verde.

No segundo tempo, o Santos tomou mais tento e passou a exigir mais do goleiro Deola, sobretudo, em bolas alçadas à área para Alan Kardec, que quase fatura por duas vezes.

Na terceira, Borges não desperdiçou e plantou no placar o resultado final: 1 a 0 para o Santos.

Pelas tantas ausências de parte a parte, até que se entende o baixo nível da partida. Mas, pela necessidade de vitória de ambos, de jeito nenhum.

Notas relacionadas:

  1. ADRIANO, GANSO E MARLOS
  2. ADRIANO, COMO DEVE SER
  3. DE VOLTA À CASA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 1 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 22:04

JOGO DE CAMPEÕES

Compartilhe: Twitter

Foi um jogo lancinante entre o campeão brasileiro e o da América, que terminou sobre o fio da navalha naquele gol redentor de Márcio Rosário, já nos descontos.

E, se o primeiro tempo foi lá e cá, com gols de Neymar para o Santos e de Marquinho para o Flu, o segundo seguia mais manso, até as mudanças feitas pelos dois treinadores e a expulsão de Digão.

No Flu, a entrada de Deco instilou uma dose de talento extra no meio de campo tricolor, e a de Sóbis, mais contundência ao ataque – não por acaso, o gol de desempate veio do pé direito de Sóbis, uma bomba no ângulo, de fora da área.

No Peixe, Renteria e Ibson dinamizaram a armação e o setor de finalização da equipe. Também não foi por acaso que Renteria acertou aquele tiro rasteiro no canto de Cavallieri, estabelecendo o empate que parecia ser o placar final.

Mas, aí, já nos descontos, veio a bola alçada em escanteio por Sóbis que Rosário subiu no meio de seis defensores santistas e cabeceou sem pressão no cantinho de Rafael.

Assim, o Flu se aproxima da zona da Libertadores, enquanto o Peixe cai naquela região cinzenta onde não habitam nem o perigo, nem a ambição.

REINO DA INTRIGA

O jogo em si e seu resultado opaco – 1 a 1 – não provocou emoções extremas, nem para o bem, nem para o mal. O Verdão, na volta de Valdívia, enquanto o chileno teve fôlego, até que praticou um futebol de razoável pra bom, e conseguiu seu gol da maneira habitual – cobrança de falta de Assunção que o zagueiro desviou das mãos do goleiro.

E o lanterninha América fez o que pôde e colheu um resultado aceitável, enfim, no Canindé.

O que, porém, tomou conta da cena pós-jogo foi, mais uma vez, esse ti-ti-ti todo em torno da lei do silêncio imposta pelo Palmeiras a seus jogadores.

Sou de um tempo em que não havia essas frescuras, com o perdão da palavra. Imprensa, jogadores, cartolas, técnicos, trocavam ideias livremente, quando não confidências. Estas, obviamente passavam pelo crivo da consciência do repórter, que buscava mais acumular informações para entender a realidade e transmiti-la à opinião pública na sua versão mais verdadeira, do que em espalhar fofocas, até mesmo deformando declarações destes ou daqueles para obter repercussão cada vez maior.

Ah, sim, também havia os fofoqueiros de plantão, os comentaristas do escândalo, que emitem opiniões bombásticas só para colher a repercussão, e tal e cousa e lousa e maripousa. Isso, sempre houve e haverá.

Hoje, com a interatividade oferecida pelas tais redes sociais, então…

Nessas circunstâncias, pode até se explicar essa lei do silêncio imposto na Academia Verde, que vive sob o reinado da intriga há muito tempo.

Inaceitável, porém. Ainda mais por se tratar, na verdade, de uma pegadinha, uma cilada armada para capturar e exterminar aquele jogador que, por acaso, não reze na cartilha do técnico.

Isso, Felipão deixou bem claro na entrevista depois do jogo, ao enfatizar que nenhum jogador está proibido de falar à imprensa fora dos portões da Academia. Melifluamente, incitou até os repórteres a apelarem para esse expediente. E acrescentou: de fato, quer é saber quem vai dizer algo que fuja ao que está estabelecido por ele e pela diretoria.

Isto é: o que seria água vira lenha jogada na fogueira da intriga que arde na Academia.

Uma pobreza de espírito que rasteja abaixo até do padrão técnico da equipe.

A VOLTA DO FABULOSO

Luís Fabuloso está confirmadíssimo para o clássico com o Flamengo, num Morumbi lotado, e o Imperador Adriano, depois de cogitado para jogar meia horinha, ao menos, foi vetado para a partida contra o Vasco, que vale a liderança e muito mais, dependendo de seu desdobramento.
Seriam duas atrações extras da rodada de fogo do Brasileirão que começa a entrar em sua reta final. Dois centroavantes de Copa do Mundo que vêm de longa recuperação de graves lesões.

Pelo que se sabe, Luís Fabiano está um passo adiante de Adriano nessa corrida pela plena reabilitação. Já vem treinando com bola há umas duas semanas e andou marcando gols em coletivo e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, evidentemente, não estará nos trinques totais. Haverá de faltar-lhe ritmo de jogo, além de certa preocupação com possíveis lesões musculares decorrentes do longo tempo sem atividade regular, muito comum nesses casos.
Mas, o bicho é uma máquina de fazer gols, esteja ou não na plenitude de sua forma física e técnica.

Ademais, a sua simples presença em campo, por estilo e função, muda a face do Tricolor. Embora se movimente muito, Fabuloso é um centroavante genuíno, daqueles que estão sempre a postos para dar o golpe fatal na área, seja por baixo, seja pelo alto.

O técnico Adílson Batista esconde a nova formação do time que começará o jogo vital para as pretensões tricolores em relação ao título, mesmo porque poderá contar novamente com Dagoberto, o artilheiro da equipe até aqui. E, com Lucas, ainda mais animado pela bela participação na vitória do Brasil contra a Argentina, quando marcou um golaço.

Não creio, pois, que Adílson seja tão cauteloso a ponto de colocar no banco um desses dois, que, por certo, dariam suporte maior ainda a Luís Fabiano, lá na frente. Mesmo porque o Tricolor joga em casa, diante de uma torcida delirante, e precisando vencer para permanecer na cola dos líderes.

Denílson está disponível; Casemiro é essencial; Carlinhos Paraíba e Wellington dinamizam o meio de campo tricolor; Cícero é o que mais se assemelha a um meia-armador, carência crônica do São Paulo; e ainda temos aí Rivaldo, inflado pela torcida e pelos gols estratégicos marcados neste Brasileirão, que clama por jogar desde o início.

Some aí, amigo: seis para três vagas.

Êta dilema delicioso! Mas, igualmente, traiçoeiro, se o técnico errar na conta.

VALE LIDERANÇA

Quanto ao aproveitamento de Adriano em São Januário,  Tite preferiu adiar a estreia do Imperador, mesmo porque, se não terá o Xeique, vítima e réu daquela expulsão estúpida no último jogo, poderá contar com Liedson, liberado pelo tribunal do segundo jogo de suspensão. E isso conta muito.

Não sei, entretanto, se a simples presença do artilheiro bastará para inverter o favoritismo do Vasco, que ainda ontem pôde já contar com Felipe, Alecssandro e Eder Luís no seu treinamento. Três reforços de peso que se juntarão a Juninho Pernambucano, Diego Souza, em fase esplêndida, e cia. bela.

Não vai ser fácil a vida do time na Colina. Todavia, se conseguir vencer e recuperar a liderança.
Aí, então, com Adriano já mais readaptado ao time e à bola, a história do Brasileirão poderá muito bem ter outro desfecho.

Notas relacionadas:

  1. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  2. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
  3. JOGO FATAL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 19 de abril de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional, Libertadores | 16:03

INTER, LÁ, PRIMEIRÃO

Compartilhe: Twitter

Não foi um passeio do Inter no Beira-Rio. Nem era de se esperar. Menos pela eventual força do adversário e muito mais pelo período de ajuste do time às idéias de Falcão: um sistema com duas linhas de quatro jogadores,  mais próximas entre si, além dos dois avantes.

O Emelec também postou-se dessa forma e deu-se o impasse no meio de campo, graças ao forte poder de marcação dos equatorianos.

Isso, porém, exige um poder de concentração e um fôlego que o Emelec não tinha para manter no mesmo nível ao longo do segundo tempo. Some-se a isso o fato de que o colorado voltou mais disposto a combater o inimigo no campo adversário, e está devidamente explicado o placar final, de 2 a 0 para o Inter, gols de Sobis e Damião.

E lá vai o Inter com todas as possibilidades de chegar ao bi, por que não?

FLU E PEIXE

Já, amanhã, Fluminense e Santos jogam sua sorte diante de Argentino Juniors e Deportivo Táchira, respectivamente. O Flu, lá na Argentina; o Peixe, aqui no Pacaembu.

Obviamente, a tarefa menos árdua cabe ao Santos, sobretudo pelas voltas de Elano, Neymar e Zé Love, que se juntarão a Ganso, Arouca e Danilo, na formação do meio de campo pra frente, o que dará ao time um poder de fogo para chegar à vitória, resultado suficiente para seguir em frente na Libertadores.

Em contrapartida, o Flu terá de pegar o Argentino Juniors na casa do inimigo, de olho no jogo entre Nacional e América do México, fazendo todas as contas que caibam na calculadora tricolor. Sim, porque não basta ao Flu vencer os argentinos. É preciso que o Nacional, ao mesmo tempo, perca para o América. Ou, no caso de empate dos uruguaios, o campeão brasileiro terá de fazer, no mínimo três gols, para superar o Nacional no saldo de gols. Isso se o empate em Montevidéu for de zero a zero.

É uma combinação de resultados possível, mas improvável. Nem tanto pelo Flu, que tem um ataque capaz de atingir tal placar, e, sim, por conta do Nacional, que dificilmente perderá a chance de se  classificar em casa, mesmo que o América, com vaga já garantida, seja eventualmente melhor.

O Flu, porém, já alcançou alguns milagres nos últimos tempos. Portanto, fé, gente tricolor, fé.

ADRIANO, CHIII…

No treino da véspera, Adriano já sentira o tornozelo. No de hoje, teve rompimento de tendão do esquerdo, lesão gravíssima e de longa duração para o jogador se refazer integralmente. Fala-se em coisa de cinco meses.

É muita uruca! Ou havaerá uma explicação mais científica para o caso? Algo em torno da relação peso do atleta e suas articulações? Não sou médico, nem nada para responder a  essa pergunta.

Só sei que o Corinthians, depois do vultoso invetimento sobre Adriano, já está à cata no mercado de outro centroavante para revezar com Liedson, o que não será fácil.

CHINESINHO

Menos de dois anos depois de ter-se consagrado nacionalmente naquela conquista mítica do  Pan-Americano de 56, no México, com aquele timaço gaúcho vestindo a canarinho, o ponta-esquerda Chinesinho, do Inter, foi contratado a peso de ouro pelo Palmeiras.

Chegou no Parque Antárctica e… murchou. Nada dava certo, ao ponto de mestre Brandão desistir, enviando-o para a turma do come-e-dorme, quando o olho clínico de Canhotinho, ex-ídolo verde e, na época, auxiliar-técnico, lhe confidenciou: Chinês é meia, meu, não ponta.

Canhotinho, então, comprovou sua tese na prática, e foi sussurrar ao ouvido de Brandão que Chinês estava merecendo uma nova chance no time titular. Dito e feito, o craque gaúcho – um tipo baixinho, veloz, habilidoso como poucos, daqueles de fazer fieira nos adversários ou meter um lançamento exato de 30 metros -, estourou.

Foi vital na construção da primeira Academia do Palmeiras, ganhando o título paulista sobre o inigualável Santos de Pelé e cia. bela, e ganhou lugar cativo na Seleção Brasileira, até ser negociado com o futebol italiano, onde era aclamado por onde passava.

Recentemente, Chinesinho, já debilitado, me procurou querendo que escrevesse sua biografia. Pedi-lhe que gravasse suas histórias, na medida em que fosse delas se lembrando. A partir dessas fitas, então, poderíamos desenvolver um projeto.

Ele se entusiasmou, mas o seu tempo já começava a se esvair e Chinesinho, agora, é apenas um nome na história.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  2. TIMÃO, INTER, MENGÃO E TRICOLOR
  3. INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 1 de março de 2011 Clubes brasileiros | 17:04

O CASO GANSO

Compartilhe: Twitter

Embora Ganso continue afirmando que seguirá no Santos e que voltará a jogar daqui a duas semanas, o iG revela que as negociações entre o Grupo Sondas, detentor de boa parcela de seus direitos financeiros, prosseguem com o Corinthians.

Bem, há tantas tramas envolvendo o futuro de Ganso, que envolvem até essa nebulosa negociação entre o Clube dos 13, a CBF e as tvs interessadas em compra os direitos de transmissão do Brasileirão, que nossa vã filosofia é incapaz de imaginar.

E omais curioso nessa história é que ninguém é capaz de garantir a volta de Ganso no mesmo nível dos tempos em que estava jogando. Ou seja: simplesmente, o nível de um craque não só extraordinário como único no futebol brasileiro, tão carente nos últimos anos de um meia-armador típico, cerebral, hábil, técnico e bem acabado como ele.

Fala-se numa transação de coisa de 56 milhões de reais, grana inconcebível até outro dia para o futebol brasileiro.

Mas, sei lá: futebol é paixão. E paixão, quase sempre, é irreprimível, ainda que, no caso de Ganso, possa se falar em investimento capaz de, mais à frente, oferecer um lucro extraordinário, da mesma forma que poderá se transformar num mico.

Aliás, é por isso mesmo, desconfio, que o Santos demorou tanto para reatar as negociações com Ganso, o que resultou no desconforto do jogador e despertou nos seus investidores a cobiça.

Enfim, qualquer que seja o desenlace desse episódio, só torço para que Ganso volte em grande estilo. Seja retomando aquela parceria encantada com Neymar; seja acionando Liedson com aquela precisão de que só ele é capaz.

O drama do Imperador

Adriano, sem mesmo sem ter feito uma sequência de jogos aceitável pela Roma, já encheu os picuás do clube italiano, que parece estar decidido a se livrar do prejuízo.

Parece sina do artilheiro, depois das belas campanhas pela Sampdoria e Inter, que lhe valeram o apelido de Imperador da Área, inspirado pelo ilustre e inquieto Adriano, Imperador das Artes, senhor da Roma Antiga, viver na Bota.

Entre passar seus dias admirando o que resta das obras magníficas de seu xará histórico, regados a muita grana e bom vinho, e a prosaica, quando não perigosa, vidinha na favela onde nasceu e foi criado no Rio, pelo jeito, Adriano prefere a segunda opção. Seria romântico, não fosse simplesmente humano: o rei que joga fora a coroa, distribui seus tesouros para os mais necessitados, e volta ao convívio de seus velhos amigos e familiares.

Cada um faz de si o que quer, e, depois pago o preço, ou colhe as venturas do gesto largo.

Renato Maurício do Prado, que conhece as entranhas do Flamengo como nenhum outro, me confidenciava, ainda na segunda-feira, que há uma forte corrente no Flamengo sonhando em ter Adriano de volta.

Imagine só: Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves preparando, a cada jogada, a festa dos gols de Adriano!

Irresistível, não? Nem tanto, há quem resista, e gente poderosa na Gávea, pensando assim: será que vale a pena o pacote por inteiro?

O que tem a me dizer o rubro-negro apaixonado?

Verdão e a Estrela Solitária

O Palmeiras, depois de segurar a liderança do Paulistão por um bom tempo, foi superado por Mirassol e Corinthians. O Botafogo, o time da Estrela Solitária, depois de sagrar-se campeão carioca do ano passado, segue trôpego no certame atual.

Portanto, para ambos, a Copa do Brasil volta a ser um caminho alternativo para salvar a pele, em caso de tropeços futuros nos campeonatos estaduais.

O Bota recebe no Enegnhão o River Plate do Piau, enquanto o Palmeiras acolhe o Comercial, também do Piauí no Pacaembu.

O Verdão venceu o jogo de ida, por 2 a 1, placar insuficiente para eliminar esse jogo da volta. Já o Bota foi pior: perdeu por 1 a 0. Logo, se ao Palmeiras basta empatar, ao Botafogo só importa vencer.

Mesmo porque, se Felipão segue sólido no comando do Palmeiras, Joel começa a se equilibrar na corda bamba.

Bem, já disse aqui que o Botafogo era, basicamente, o Papai Joel e o Loco Abreu. Pois, Loco Abreu, machucado, está fora. E Papai Joel, o nosso Natalino, terá de pedir ao velho de barbas brancas, um presente fora de hora – um pouco de sossego.

Notas relacionadas:

  1. O CASO NEYMAR
  2. CASABLANCA, NEYMAR E GANSO
  3. O DIVINO E O GANSO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sexta-feira, 21 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Libertadores, Treinadores | 00:30

INTER, LÁ; FLA, FORA

Compartilhe: Twitter

 

Foi uma conquista heroica. Em dois minutos, ainda no primeiro tempo o Estudiantes fez o placar que o levaria para as semifinais da Libertadores: 2 a 0 – o primeiro gol num lançamento magistral de Verón.

Mas, o Estudiantes se resume em Verón, e o Inter se distribui em vários outros jogadores de nível, embora o time, como conjunto, não tenha chegado até agora a atingir o estádio que lhe é possível.

De qualquer forma, tinha o domínio da bola e dos espaços. E só precisava de um maldito golzinho para seguir avante no torneio. E o gol veio já aos 40 minutos do segundo tempo, com Giuliano, que entrara no lugar de D’Alessandro, invadindo a área argentina pela direita.

O técnico Fossati, por certo, será incensado por ter feito essa substituição e também por ter trocado um de seus três zagueiros pelo atacante Walter, o que, a meu ver, deu-se tarde. Mas, olhe o amigo para o lado oposto: eis o técnico Sabella tirando um meio-campista por um terceiro zagueiro para preservar o placar de 2 a 0.

No fundo, no fundo, é tudo uma troca protocolar, dentro dos padrões vigentes, em que o resultado, enfim, acaba sendo apenas circunstancial. Mas, o fato é que, bola rolando, o Inter mereceu mais do que o Estudiantes essa vaga para a próxima fase da Libertadores.

Ah, Fla…

Assim como o Flamengo mereceu vencer o Universidad de Chile, lá em Santiago, por 2 a 1, gols de Love, na sequência de bicicleta de Adriano, e de Adriano, em jogada iniciada por Petkovic, que deveria ter jogado desde o início.

Mas, tomou um golaço do argentino Montillo, e dançou. Dançou porque foi pífio no jogo de ida, no Maracanã. Agora, só lhe resta encarar pra valer o bicampeonato brasileiro, possível, sim, mas ainda mais difícil.

A dança dos técnicos

Parraga, das divisões de base, ex-integrante daquela Ponte Petra histórica dos anos 70, assumiu o Palmeiras, interinamente. E se declarou fã do futebol jogado com técnica e habilidade. Mas, não quis adiantar o time que entrará em campo neste fim de semana, pelo Brasileirão, contra o Grêmio, no Palestra. Logo o Grêmio, que apesar da desclassificação na reta final da Copa do Brasil, vem de magnífica campanha, com um time afiado?

É a chance de se consagrar. Mas, como, se Robert, o único que fazia gols nesse Verdão, foi demitido, por causa daquele quiproquó com o também dispensado técnico Zago? Robert junta-se, pois a Wagner Love e Diego Souza, postos pra correr pela torcida verde. A bola da vez quem será? Cleiton Xavier? Quem sabe Marcão? Aí não restará no Verdão um pingo de técnica e habilidade em que se basear o jogo de Parraga.

Gaúcho não resistiu à horrorosa exibição do Vasco contra o Palmeiras e cedeu seu posto interino para o titular Celso Roth, que chegou a São Januário comandando aos gritos a assustada boleirada. Às vezes, funciona; outras, não. Mas Roth é do ramo.

Por falar em técnicos, a cujo lugar certo Dorival Júnior alojou depois da vitória sobre o Grêmio (“Dá-se demais importância ao treinador no Brasil”), a França já anunciou seu comandante para depois da Copa: Blanc, extraordinário zagueiro dos bleus campeões do mundo e europeus nos finais dos anos 90. Na Copa de 98, na França, tive um breve papo com Blanc, que me causou excelente impressão. Cara articulado, que pensa o futebol dentro do melhor figurino do jogo. Acho que vai dar samba. Ops! Aquele puladinho ao som da concertina que eles lá cultivam na Provença.

Notas relacionadas:

  1. INTER E TUTTI QUANTI
  2. ATÉ AGORA, SÓ O INTER
  3. TODOS FORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 11 de maio de 2010 Seleção Brasileira | 13:49

MEIA SURPRESA: GRAFITE

Compartilhe: Twitter

E não é que houve uma surpresa nessa convocação final de Dunga para a Copa do Mundo? Quer dizer: meia surpresa, pois naquele chá da Academia Brasileira de Letras de que participei há uns dois meses, Dunga revelava certa descrença na recuperação plena de Adriano e deixava escapar o nome de Grafite como possível substituto do centroavante flamenguista.

Mas, nesse caso, faltou coerência a Dunga, pois, antes de Grafite, Diego Tardelli fora chamado algumas vezes e respondeu sempre à altura, nos poucos minutos em que esteve no campo de jogo. Isso, sem falar que Tardelli, com a camisa do Galo, segue jogando muito e fazendo gols sem parar.

E Grafite só teve uma chance, no último amistoso da Seleção. Foi bem, é verdade, mas não o suficiente para se sobrepor a Tardelli. Pelo visto, prevaleceu a questão do talhe físico: Grafite tem um porte físico mais parecido com o de Adriano do que Tardelli.

Mas, isso tudo são sutilezas para justificar a preferência por jogadores que atuam lá fora, senhores de experiência internacional e tal e cousa e lousa e maripousa, o que conta, sim, é claro.

Foi, imagino, a razão que deixou o goleiro Victor, do Grêmio, de fora. Em seu lugar, Gomes, apesar de Doni, o outro reserva de Júlio César, estar afastado da equipe titular da Roma há muito tempo, por razões técnicas e por lesões.

Assim como vários dos escolhidos para o meio de campo vêm cumprindo baixa performance nesta temporada em seus respectivos clubes. A saber: Kleberson, que só voltou bem no segundo tempo do jogo com o Corinthians, pela Libertadores, Júlio Baptista e Felipe Melo. Sem falar em Kaká, nossa principal estrela, jogador fundamental, pois o craque da equipe e único meia de ofício relacionado entre os 23 da Copa.

Apesar disso tudo, com o tempo que Dunga tem para preparar esse time, mais sua determinação em manter um moral de ferro cravado na alma dos seus escolhidos, bem que o Brasil pode voltar da África do Sul com o caneco pela sexta vez na história.

Entre outras coisas, porque o jogador médio brasileiro é, na maioria das vezes, superior aos jogadores médios estrangeiros (talvez, valha uma exceção para os argentinos). E Copa do Mundo, como qualquer outro torneio, é sempre coalhada de jogadores médios, embora quem costuma decidir tudo sejam os raros craques, aqui e ali.

Notas relacionadas:

  1. BOTA MEIA NESSE TIME, DUNGA!
  2. A VEZ DE TARDELLI
  3. ALEX E DIEGO SOUZA: BOA, DUNGA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

terça-feira, 4 de maio de 2010 Clubes brasileiros, Libertadores | 15:22

TUDO CERTO. E DAÍ?

Compartilhe: Twitter

O Corinthians planejou com cuidado e tempo a campanha na Libertadores no ano do seu centenário. O técnico optou por um esquema de jogo de acordo com o receituário comumente aceito para esse tipo de competição e a diretoria contratou uma série de jogadores que, teoricamente, se encaixariam nesse esquema. Jogadores experientes, de alto nível técnico e tal e cousa e lousa e maripousa.

Embora fracassasse no campeonato estadual, a exemplo de todos os demais brasileiros que disputam a Libertadores, terminou em primeiro no torneio continental. Contudo, sem fazer uma grande exibição até agora.

O Flamengo, ao contrário: foi uma confusão atrás de outra, passou pelo buraco da agulha para a fase de mata-mata, e, chega ao Pacaembu precisando apenas um empate, para seguir em frente, despachando o Timão de vez.

Digo empate, mas pode levar a vaga até mesmo se perder por 2 a 1, digamos. Ou, perdendo por 1 a 0, se recuperar nas cobranças de pênalti. Veja, pois, o amigo que o Flamengo pisa no Pacaembu com várias possibilidades a mais do que o Corinthians. Considerando-se que os dois times mais ou menos se equivalem, com pequena superioridade corintiana no meio de campo, tais vantagens podem vir a ser fatais.

Como se vê, planejar é sempre necessário. Mas, nem por isso, decisivo num jogo tão caprichoso como esse do futebol.

Sobretudo, quando se trata de mata-mata, essa roleta mortal.

TRICOLOR, UFA!

Do início ao fim da partida, o São Paulo se debruçou sobre o campo peruano, criou cerca de meia dúzia de chances para marcar – em duas delas, a bola chocou-se com o travessão, num cabeceio de Souto e num disparo de Marlos -, e o que parecia tarefa fácil transformou-se em agonia interminável.

É verdade que o Universitário se notabilizou nesta Libertadores por uma retranca quase indevassável, garantia de cinco empates seguidos na competição. Mas, mesmo assim, era para o Tricolor fazer, por baixo, o placar mínimo. E só não o fez porque falhou demais nos lances decisivos, fosse no último passe, fosse na finalização, fosse porque o goleiro conjurasse na hora H, essas coisas.

E assim, bola na cal, que é onde se decidem esses impasses. E não é que Rogério Ceni, o implacável goleiro-goleador perde o primeiro? Recupera-se, porém, sob a trave, e defende o seguinte e mais outro, que é pra redimir de vez o craque. No terceiro dessa sequência, ele cai para um lado, bola no outro… pra fora! Tricolor sobrevive na Libertadores, ufa!

Sobrevivência que dependerá de muito trabalho, doravante, para se transformar em esperança de voos mais altos, pois esse time ainda não convenceu. Tá certo: perguntará o amigo – “E quem, até agora, convenceu plenamente?”

A resposta é uma só: nenhum, nem os daqui de casa, nem os de lá de fora. De fato, é uma das Libertadores, tecnicamente, mais fracas dos últimos tempos. Contudo, as coisas podem ainda melhorar até a decisão final.

RAPOSA NA FITA

Desgraçadamente, o Cruzeiro tomou aquele golzinho maldito no Mineirão, na vitória por 3 a 1 sobre o Nacional, no jogo de ida. Foi o suficiente para dar uma sobrevida ao Tricolor uruguaio, no jogo da volta, em Montevidéu.

Mas, os uruguaios, historicamente, não se pautam pela capacidade de sua artilharia. Ao contrário: em geral, é a defesa que ganha a cena. Logo, é de se esperar que a Raposa escape dessa, graças à presteza de seu meio-campo e do ataque formado por Cleber, o Gladiador, e Thiago Ribeiro, o Fino.

COPA DO BRASIL

O Palmeiras vai a Goiânia com a tênue vantagem da vitória no Palestra Itália por 1 a 0.  Mas, carrega na bagagem mais uma crise criada em torno de Diego Souza, que a diretoria jura ter sido desligado da delegação por contusão, embora o repórter da Pan, Fred Júnior tenha recebido informações contrárias: Diego teria brigado com o cartola Cipullo.

Isso é o de menos. O mais importante é que o Verdão não terá Diego, mais um dos bons jogadores do elenco que está sendo defenestrado pela Turma do Amendoim, a exemplo de Wagner Love, hoje, brilhando no Flamengo.

Mais do que isso: o Atlético Goianiense é um excelente time, acaba de levantar o campeonato goiano, e tem tudo para inverter esse placar e seguir adiante na Copa do Brasil, deixando o Palmeiras mergulhado em mais uma crise sem fim.

Crise que pode começar a germinar no Fluminense caso não consiga superar-se antes de superar o Grêmio no Olímpico. Sim, porque o Grêmio, além da sólida vitória no jogo de ida, no Maracanã, vem embalado pela conquista do Gauchão e até mesmo pela excelência de seu time comandado por Paulo Silas.

Pensando nisso, o técnico Muricy, que ainda tenteia seus primeiros passos nas Laranjeiras, resolveu romper com seus conceitos táticos, e deverá botar seu Tricolor pra quebra, num 4-3-3 desabrido, segundo relatos que nos chegam do Rio.

Meno male. Se tiver de sair, que saia de fronte erguida.

O Almirante é que está coçando a cabeça, pois recebe em São Januário o Vitória em desvantagem numérica. Sua sorte é que o Vitória vive um drama inusitado: seu goleador Júnior foi detido pela Polícia Federal, acusado de, anos atrás, ter usado um passaporte falsificado.

O advogado do Vitória assegura que tudo não passou de um mal-entendido e que o jogador seguirá a tempo para o Rio. Pelo sim, pelo não, de qualquer jeito é um abalo que pode favorecer o Vascão.

Deixei o clássico entre Peixe e Galo para o fim, de propósito. Afinal, no fim sempre vem aquela doce e sedutora sobremesa. E esse é um jogo, sobretudo, doce e sedutor, pela expectativa de muitos gols e jogadas inesperadas.

Pena que tenha sido tisnado por essas bobagens extraídas dos cânticos dos meninos, nos festejos da conquista do Brasileirão, brincando com Luxemburgo. É muita testosterona e pouco humor.

Aliás, esse episódio provocou um equívoco fatal. Ao cantarem os meninos “Ei, Ei, Jamelli, vá…”, a Globo traduziu inadvertidamente para “Ei, Ei, Tardelli, vá…”. Tratava-se de uma gozação em cima do superintendente do Santos, o ex-jogador Jamelli, não uma ofensa a Tardelli, o artilheiro atleticano que poderá fazer a grande diferença nesse jogo, como tem feito nos últimos tempos.

De qualquer forma, não me atrevo a prever qual o epílogo desse jogo. Entre outras coisas, porque, no Mineirão, o Santos não contou com Neymar, sua estrela mais cintilante, embora isso não baste para justificar a derrota por 3 a 2. Contudo, Neymar, a exemplo de Tardelli, é daqueles capazes de mudar o placar não apenas uma vez.

Notas relacionadas:

  1. O MILAGRE DE OBINA
  2. DUPLAS ARTILHEIRAS
  3. CRISE NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 29 de abril de 2010 Sem categoria | 01:00

HEROICO MENGÃO

Compartilhe: Twitter

No primeiro tempo, o jogo naufragou no campo encharcado pela chuva inclemente que desabou sobre o Maracanã. E a expulsão de Michael, logo aos 36 minutos de bola afundando, traçou o cenário da fase final: na medida em que  a chuva diminuía, mais crescia o domínio de bola do Corinthians, restando ao Flamengo tentar aquele contragolpe fatal.

E isso ocorreu aos 19 minutos, quando Moacir derrubou Juan na área. Pênalti, que Adriano converteu no gol da vitória, uma vitória heroica, por tudo que cercou o Mengo nos últimos dias e até mesmo no jogo.

Quanto ao Corinthians, que tem tudo para se reabilitar no jogo da volta, faltou-lhe, sobretudo, o principal: a finalização. Tinha a bola aos seus pés, mas não era capaz de criar as chances necessárias. E, quando o fazia, Ronaldo Fenômeno desfazia. Ainda muito fora de forma, Ronaldo não conseguia compensar com sua técnica esmerada. Pensava a jogada, mas era incapaz de realizá-la, até as mais corriqueiras para ele.

Por tudo isso, deveria ter saído em vez de Dentinho, quando Mano Menezes resolveu colocar em campo Jorge Henrique e Iarley. Afinal, com o gramado mais seco e o Fla fechadíssimo, a mobilidade e a habilidade de Dentinho seriam mais úteis do que a imobilidade de Ronaldo.

Tricolor no zero

Bem que o São Paulo poderia ter marcado ao menos um golzinho em Lima. Não só porque o adversário, o Universitário, é bem fraquinho, tecnicamente, e, mesmo sem jogar uma bola deslumbrante, o São Paulo criou três ou quatro boas oportunidades para chegar lá.

A coisa só se complicou um pouco pela expulsão de Richarlyson (mais uma), mas nada que ameaçasse seriamente o São Paulo.

Mesmo porque, dada a fragilidade dos peruanos, o Tricolor não deverá sofrer muito no Morumbi para seguir em frente na Libertadores.

Ah, Colorado…

Essa derrota por 3 a 1 para o Banfield, bom time mas sem nenhuma expressão em Libertadores (aliás, até mesmo no futebol argentino), não estava no cardápio do churrasco colorado.

Mas, nada de desespero. Aquele golaço de Kleber, que acabou expulso depois, vale ouro, pois permite ao Inter obter uma vitória, digamos, por 2 a 0, no Beira-Rio, placar perfeitamente plausível.

Que jogaço!

Como se esperava, pelo perfil dos dois times e de seus treinadores, Galo e Peixe ofereceram um espetáculo de gala num Mineirão em festa.

Ambos buscaram o gol o tempo todo e o resultado foram cinco, num festival de outros tantos perdidos: três para o Atlético, em noite de Diego Tardelli, e dois para o Santos, que, com isso, vai ao Pacaembu, no jogo de volta, de fronte erguida e com muitas chances de passar para a decisão da Copa do Brasil, sim, senhor.

Notas relacionadas:

  1. INVOCANDO O GÊNIO
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. CRUZEIRO E INTER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 18 de março de 2010 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:35

O ESPERADO E O INESPERADO

Compartilhe: Twitter

Se a vitória do Corinthians contra o Cerro, em Assunção – ainda que apertada no placar como foi -, era esperada, a derrota do Flamengo para o Universidad do Chile, lá, surpreendeu.

Que diabos, nem um empatezinho maneiro? Pois, é. O bloco Império do Amor atravessou o samba, e Bruno tomou um daqueles gols que só não se pode dizer que foi um frango porque bola não tem penas. Mas, não há razão pra crise, não. O Flamengo tem time para seguir em frente no seu grupo, apesar desse tropeço.

Já o Corinthians jogou para o gasto. Isto é: jogou como se convencionou dizer que se deve jogar fora de casa na Libertadores: com calma, atento na marcação e, quando de posse da bola, não perdê-la à toa.

Se possível, de acordo com as circunstâncias, o tempo e a temperatura, arriscar aqui ou ali um chutezinho a gol, que não mata ninguém.

E foi assim que o Timão chegou à vitória: córner da direita, desviado de calcanhar por Danilo, que espertamente Ronaldo chapeou para as redes abertas: 1 a 0, tá bom demais.

NA COPA DO BRASIL..

Na Copa do Brasil, só o Fluminense atingiu a cota necessária para eliminar o jogo da volta, ao bater o Uberaba por 2 a 0, dois gols do menino Alan. No extremo oposto, o Galo, que perdeu para o Chapecoense mergulhado em crise por 1 a 0, com Obina e tudo.

No meio, o Vasco, que não conseguiu ir além de um empate por 1 a 1 com o Asa de Arapiracara, aquele que já soltou no pasto verde a maior zebra da história da Copa do Brasil, tempos atrás.

De resto, os demais grandões ganharam mas não evitaram o jogo da volta.

Como o Palmeiras, que, no embalo da vibrante vitória sobre o Santos, pelo Paulistão, no fim de semana, venceu por 2 a 1 o Paysandu num Mangueirão em festa, com gols dos recém-chegados Lincoln (golaço!) e Ewerthon. E com direito a poupar dois titulares de ouro – Pierre e Cleiton Xavier -, que só entraram no segundo tempo.

Assim como o Botafogo, que passou pelo Santa Cruz, por 1 a 0, e o Grêmio, que teve de driblar todos aqueles morrinhos do campo do Votoraty para voltar a Porto Alegre com a vitória por 1 a 0.

Mas, Copa do Brasil é assim mesmo: dureza lá fora, moleza em casa. Quer dizer: nem sempre.

Notas relacionadas:

  1. GRÊMIO, INTER, VITÓRIA E FLA
  2. DUPLAS ARTILHEIRAS
  3. TODOS FORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

sábado, 13 de março de 2010 Campeonatos Estaduais | 12:13

DOMINGO DE CLÁSSICOS

Compartilhe: Twitter

Dois clássicos marcam o domingo, em São Paulo e no Rio.

No Rio, Vasco e Flamengo, na verdade, jogam apenas pelas suas respectivas honras e tradições, pois todo mundo sabe que ambos estarão ao lado de Bota e Fluminense nas semifnais da Taça Rio.

Mas, há algo mais em jogo nesse clássico. Por exemplo: a volta de Adriano ao lado de Love, remontando o bloco Império do Amor, depois da barraco armado em torno do Imperador e sua amada Joana. E, ainda na praia do Flamengo, medra a dúvida entre o veterano Pet e o menino Vinícus Pacheco, o que só reafirma a superioridade técnica do Urubu sobre o Almirante.

Este, por sua vez, está de olho no técnico Vagner Mancini, que balança mas ainda não caiu em São Januário. Mancini que lança uma cartada temerária, ao sacar o artilheiro Dodô do time titular. É verdade: o autor dos gols bonitos não vem nem fazendo gols, nem jogando bem nas últimas apresentações do Vasco. Mas, esse é o típico jogador que, em clássicos desse porte, costuma crescer e até definir o placar.

Pelo jeito, é tudo ou nada para Mancini.

Já o clássico paulista, entre Santos e Palmeiras, na Vila, promete. Não apenas pelas exibições primorosas do Santos neste início de temporada, mas, também, porque o Palmeiras precisa de uma vitória dessas para recuperar parte do moral deteriorado desde a perda do Brasileirão e de uma vaga na Libertadores como consolação, ao menos.

E olhe que o Palmeiras tem time pra isso. Não tem elenco, mas tem time, sobretudo se Ewerthon estrear mesmo, em boa forma.

Além do mais, o Santos está naquele limite das longas invencibilidades. Não perde há onze jogos seguidos – um empate e dez vitórias, a mais retumbante diante do Naviraiense, por 10 a 0, pela Copa do Brasil.

É óbvio, porém, que, nestas alturas do campeonato, o Peixe é franco favorito, se jogar o que é capaz.

FLU E GALO

No que já foi um clássico de arrepiar o Cristo Redentor, o Flu, muito desfalcado, embora com Fred, mas sem Conca (isto é: a flecha sem arco), esteve a pique de perder para o América, que foi melhor a maior parte do tempo. Graças, sobretudo, a dois jogadores – o meia Adriano, veloz e hábil, e o volante Júnior, que prometeu muito sem cumprir, anos atrás, no Vasco, autor de um belo gol e de jogadas de alto nível.

Por falar em promessas, parece que o menino Renan Oliveira começa a se transformar, finalmente, em realidade do Galo. Na goleada sobre a Caldense, Renan, com estilo, marcou um e serviu os outros três para Obina e Fabiano.

O Atlético, assim, começa a dar sinais de que vai engrenar depois de tantos vacilos iniciais.

ARSENAL, UFA!

O Arsenal, trocando seu tradicional toque de bola por um jogo alongado e incerto, penou para vencer o Hull City, num jogo-chave para mantê-lo ali na disputa do título inglês com o Chelsea e o Manchester United. O 1 a 1 se arrastou até os 92 minutos de jogo, quando o nosso Denílson acertou uma bomba de longe, rebatida pelo goleiro nos pés do artilheiro Bendtner. Aliás, só se acertou nos quinze minutos finais, depois da entrada de Walcott no lugar de Eboué.

Da hora, pois, o Chelsea não perdoou o West Ham e meteu-lhe uma goleada de 4 a 0, com Drogba ligadíssimo.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE CHEGANDO
  2. E DEU A LÓGICA
  3. DOMINGO TENSO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última