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quinta-feira, 29 de março de 2012 Sem categoria | 01:06

FLA: SÓ EMOÇÃO

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O jogo foi mais emocionante ainda na medida em que se adensava no ar a expectativa de o Flamengo chegar ao empate com o Olímpia, no Defensores del Chaco, depois de estar perdendo por 3 a 1.

Mas, não deu. E não deu porque o Flamengo segue sendo um time sem um organizador de escol no seu meio de campo e inseguro na zaga, onde David Braz e Gonzales falharam em momentos cruciais.

A armação, pelo talento, nome e currículo extraordinário deveria caber a Ronaldinho Gaúcho, claro. Mas, afora o passe magistral para Wagner Love empatar o jogo por 1 a 1, logo no início da etapa final, o R-10 passou o resto do tempo ali na ponta-esquerda tentando uma jogada de efeito que jamais saiu da intenção.

Assim, tudo ficou a cargo de Bottinelli, autor de um golaço, o segundo, aquele que acendeu as vãs esperanças flamenguistas. E, mais à frente, à comovedora entrega de Love, que lutou muito, fustigou sempre a defesa paraguaia e fez um gol.

Na verdade, o dono do jogo acabou sendo mesmo o veterano uruguaio Orteman, autor do gol de abertura e comandante supremo de toda a hoste paraguaia, marcando, distribuindo bolas certeiras para os companheiros e se infiltrando na área rubro-negra, quando necessário e possível.

De qualquer forma, nada ainda está totalmente perdido, pois o Fla segue com chances de seguir adiante na Libertadores. E, pelo menos, demonstrou em Assunção garra necessária para tanto. Quanto à bola… Bem, aí cabe um enorme ponto de interrogação.

VERDÃO E TIMÃO

Foi duro, mas o Palmeiras conseguiu arrancar uma vitória suada sobre o Paulista, em Jundiaí, na noite de estreia de Wesley: 1 a 0, aos 42 minutos do segundo tempo, gol feito justamente por quem entrou no lugar de Wesley – João Vítor, em belo disparo.

Quer dizer, então, que Wesley foi um furo n’água? Nem de longe. Se bem medido, o rapaz até que foi bem na sua estreia, depois de tantos meses sem jogar à espera da concretização de sua vinda ao Parque.

O Verdão, como um todo, é que não foi tão bem como vinha sendo antes da derrota para o Corinthians no domingo. Em boa parte, porém, por conta da bem organizada resistência do Paulista.

Mais ou menos o que aconteceu também com o Timão no Pacaembu, que, embora não corresse grandes riscos diante do XV de Piracicaba, penou para fazer o mesmo placar: 1 a 0, gol de Ramón, em jogada pessoal.

Mas, qual a novidade disso nesse time atual do Corinthians, seja o titular, seja o reserva como nesta noite de quarta-feira?

FESTA ANIMAL

A despedida oficial de Edmundo dos campos de futebol não podia ser mais animal: Vasco 9, Barcelona 1, com dois gols do ex-craque tão polêmico como talentoso.

Desnecessário dizer que esse é o genérico do Barça, o de Barranquilla, que, por sinal, já fez história nas Américas.

Tanta, que foi convidado para a festa pelo próprio Edmundo, como último recurso para apagar da memória do Animal aquela decisão continental de outros tempos.

Enfim, uma festa digna de Edmundo e de sua paixão eterna pelo clube que o revelou para o mundo.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

terça-feira, 27 de março de 2012 Sem categoria | 16:15

NEM MESSI, NEM IBRA. ROBBEN FOI O NOME

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Levou aquele tempinho habitual – uns dez, doze minutos – para o Barça azeitar a máquina de tic-tac, o motocontínuo tão buscado como a pedra filosofal. A partir daí, foi o de sempre. Com uma ressalva: embora por quatro ou cinco vezes o Barça conseguisse vazar a retranca do Milan, não meteu a bichinha lá dentro, mais por erros de finalização do que por intervenções mágicas do goleiro.

Sim, claro, o Milan também teve aos pés de Robinho e de Ibra, no primeiro tempo, as chances de abrir o placar, em vão. Robinho deu um chutão por cima, e Ibra tocou nas mãos de Valdés.

Enfim, nem Ibra, nem Messi, nem Robinho, que saiu machucado logo no início da etapa final, pois o nome desta rodada das quartas de final da Liga dos Campeões acabou mesmo sendo o holandês Robben, figura central na vitória por 2 a 0 do Bayern sobre o Olimpique, em Marselha; fez um golaço, em tabela com Muller, e deu o passe para o Super Mário abrir a contagem.

Joga muito o carequinha, quando consegue entrar em campo, diga-se.

MAIS UMA LUZ QUE SE APAGA

Apagou-se outra das poucas luzes que ainda tentam espantar as trevas deste mundão chamado Brasil.

Millôr Fernandes era, digamos, um Molière caboclo dos nossos tempos, que vergastou durante mais de meio século, com seu humor tão fino como perfurante, todas as autoridades e instituições que passaram diante de seu olhar arguto pousado sobre o cotidiano do brasileiro.

Tendo o desenho por base, Millôr pintou e bordou em várias áreas da inteligência humana, desde a dramaturgia à música (pouca gente  lembra que foi autor de O Homem, inscrita num dos festivais da TV Record). Escreveu livros, traduziu Shakespeare, Sófocles, Bernard Shaw, Molière, produziu peças teatrais de grande repercussão em sua época, como Liberdade, Liberdade, em plena ditadura. Mas, foi, sobretudo jornalista, que, com suas colunas desde o saudoso Pif-Paf de O Cruzeiro, encantou, divertiu e fez pensar três gerações de brasileiros.

Não sei de outro dessa dimensão.

TRÁGICA IRONIA

Trágica ironia essa, a de o palco de tamanha selvageria entre gangues do futebol levar o nome do meu saudoso amigo, o repórter policial Inajar de Souza, que tanto lutou em sua breve vida contra a violência ou a inação da polícia no combate à criminalidade.

Sujeito simples, atilado repórter, boa gente, sempre bem humorado, destemido, prestativo, Inajar nos deixou ainda muito jovem nos tempos áureos do Jornal da Tarde. Onde estiver agora, por certo, perdeu de vez o humor.

TIMÃO, VERDÃO E WESLEY

Corinthians e Palmeiras voltam a campo nesta quarta-feira, ainda sob os ecos do clássico de domingo.

O Corinthians, embalado pela vitória sobre o rival, de virada, e sempre de olho na Libertadores, recebe no Pacaembu o XV de Piracicaba, que vem mal das pernas nesse seu retorno à divisão de elite do futebol paulista.

E o recebe com o time bem alterado, pelo habitual revezamento promovido por Tite. Estréia o goleiro Cássio, ex-PSV da Holanda, volta Alessandro à lateral-direita, Douglas começa jogando no meio de campo, e, a dupla de ataque será formada por Emerson e Elton. É de se ver.

Já o Palmeiras vai a Jundiaí, pegar o Paulista, que ainda briga por uma vaga entre os oito finalistas do certame, com as dores da derrota recente amenizadas pelas esperanças no seu novo contratado: Wesley, já habilitado a jogar inclusive essa partida.

E Wesley, embora não seja um cartaz luzente, tem tudo pra ser a pedra de toque que está faltando para o Verdão dar aquele salto de qualidade definitivo.

Versátil, pois tanto pode jogar com igual desenvoltura como segundo volante, como meia e até na lateral-direita, Wesley é um jogador taticamente obediente que, no entanto, tem bola e personalidade para criar seus próprios solos.

Claro que não será assim de estalo, já que há um tempo certo de readaptação ao nosso futebol e de harmonia com seus novos companheiros, no ritmo ainda quebrado pela longa ausência dos campos.

É esperar pra ver.

FECHANDO E PRENDENDO

Depois da porta arrombada, a polícia sai à cata dos malfeitores, fecha as sedes das tais torcidas organizadas, prende este, prende aquele, enquanto o presidente da FPF proíbe a entrada da Gaviões e da Mancha nos estádios e o governador faz um discurso metodicamente exaltado, condenando a barbárie desses sádicos assassinos.

Ôba! Então, a turma resolveu se coçar, afinal!

Calma, minha gente, muita calma nessa hora, pois estou nessa estrada tempo o suficiente para celebrar qualquer coisa só depois do fato consumado. No caso, só depois que os criminosos da vez forem julgados e condenados a penas compatíveis com o horror de seus atos.

Quer dizer: sei lá quando. E, pior, se.

ADRIANO NO NINHO

Faz bem o Flamengo em manter um pé atrás nessa história da volta do Imperador Adriano ao velho ninho.

Apesar de todas as suas comoventes declarações de amor ao clube onde nasceu, Adriano só passará a receber seus soldos depois da plena recuperação de nova cirurgia a que terá de ser submetido para corrigir a cicatrização da anterior, fruto de sua falta de responsabilidade durante o processo de recuperação no Corinthians.

VERDADEIRA FINAL

Esse jogo pelas quartas de final da Liga dos Campeões bem que poderia ser a decisão do torneio, pois Milan e Barça têm bola de sobra pra tanto, embora Real e Bayern também.

O Barça tem sido, disparado, o melhor time do mundo nos últimos três anos, e o Milan, a caminho do bi italiano, finalmente, depois de um longo período de estiagem, resgatou parte daquele velho carisma nas mãos de Allegri e nos pés de Ibrahimovic e Robinho, principalmente, já que Boateng, Pato, Cassano, Seedorf, Nesta etc. são um tanto sazonais, seja por lesões recorrentes, seja por questões ainda mais graves.

Mas, se o Milan celebra a volta de Robinho, afastado por contusão, chora a perda de Thiago Silva, esteio da defesa milanista e hoje em dia considerado o melhor zagueiro do mundo, lesionado num jogo pelo campeonato nacional do qual deveria ter sido poupado segundo a mídia esportiva italiana.

Já o Barça encara esse jogo no San Siro como decisivo para seguir adiante na Liga. Pelo menos, é o que diz Guardiola ao Períódico de Catalunya, já cotado até para ser presidente do clube catalão quando completar seu ciclo como treinador de futebol. Dependendo do resultado desse jogo, o da volta poderia acabar sendo irrelevante.

Por isso, não descartemos desde já um empatezinho maneiro como aquele do jogo de ida na primeira fase do torneio.

REAL E CHELSEA

Bem que esta bola de cristal previu que o Real não encontraria moleza em Nicosia; mas, que, fazendo o primeiro, poderia até golear. Não goleou, mas quase. Foi um placar clássico – 3 a 0 -, construído só depois das entradas de Kaká e Marcelo, já pra lá da metade do segundo tempo.

Kaká e Marcelo fizeram uma dobradinha ali pela esquerda, e dessa forma abriram a porteira do APOEL. No primeiro, Marcelo serviu Kaká que cruzou na medida para Benzema finalizar de cabeça. No segundo, Marcelo alcançou a bola na linha de fundo e tocou para Kaká marcar. E Benzema, que havia perdido gol feito no primeiro tempo, fechou o placar, já no finzinho.

Já aquele passarinho na minha janela piou um palpite desafinado, quando sugeriu que o Benfica poderia vencer o outro jogo da Liga desta terça-feira. Deu Chelsea, com gol de Kalou, em passe exato de Fernando Torres, que, aos poucos, vai recuperando sua autoconfiança.

Mas, o Benfica, apesar de não ter jogado lá essas coisas, merecia sorte melhor, sobretudo naquele disparo de Cardozo que David Luiz salvou em cima da risca.

Assim, o caminho para as semifinais está mais suave para o Chelsea. Já o Real só não chegará lá se houver um cataclismo.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

segunda-feira, 26 de março de 2012 Sem categoria | 14:25

FLA-FLU NA LIBERTADORES

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No Fla-Flu paralelo na Libertadores, neste meio de semana, o Rubro-Negro sai na frente. Afinal, dá um pulinho logo ali depois da fronteira, para pegar o Olímpia, enquanto o Tricolor terá de enfrentar uma aventura aérea até Barinas, na Venezuela, para enfrentar o Zamora.

É verdade que o Olímpia tem muito mais história do que o Zamora, e o Flamengo menos recursos do que o Flu, neste exato momento.

Basta cotejar as atuações de ambos neste fim de semana, pelo Cariocão: enquanto o Flu passava sem sustos pelo Bonsucesso, o Fla penou diante do Volta Redonda, apesar de ter disparado no placar, já nos minutos derradeiros.

O que anima a torcida rubro-negra, sem dúvida, é a presença de Vagner Love lá na frente (contra o Volta fez dois – um, impedido, de letra; outro, em belíssima jogada), muito mais do que Ronaldinho, que segue naquele vai-não-vai de muito tempo, embora neste sábado nem tenha ido a campo.

Mas, o problema do Fla continua sendo mesmo a ausência de um grande armador. Alguém, assim, como Deco, no Flu.

De qualquer forma, o Flamengo tem bala para voltar de Assunção com, no mínimo, um empatezinho maneiro. Quanto ao Flu, espera-se um pouco mais.

MERENGUE, MOLEZA?

O sorteio das quartas de final da Liga dos Campeões não poderia ter sido mais generoso com o Real, ao escolher o APOEL, do Chipre, como seu adversário nesta fase que se inicia terça agora.

Por mais determinados, animados e inflados possam estar os cipriotas, sobretudo jogando em casa, nem a alma penada de Makários será capaz de assombrar o Real Madrid de Cristiano Ronaldo e cia.

Mas, atenção: não vai ser moleza, não. O Real, que tem muita bola mas nem tanta alma, vai ter de rebolar para abrir a porteira. Depois… Bem, aí, meu amigo, ciao e bênça.

Mais equilibrado, por certo, será o embate entre Benfica, no Estádio da Luz, e Chelsea. Isso, porque os ingleses melhoraram muito depois da saída do técnico português Villas Boas, substituído pelo ítalo-suiço Di Matteo, interino que vai se transformando em titular do banco azul.

Um passarinho, porém, pousado aqui na janela ao lado me sopra um palpite: dá Benfica. Vejamos.

VIOLÊNCIA ENDÊMICA

A mídia, em cima dos cadáveres ainda aquecidos pelas últimas lembranças de vida, faz um escândalo a respeito; as autoridades se justificam; os chefes das tais torcidas uniformizadas dizem-se confrangidos, prometendo paz futura; e os familiares choram a perda de seus entes queridos.

Passado o choque inicial, porém, tudo segue na mesma toada sinistra, um réquiem interminável, cuja reverberação não se esgota nos estádios de futebol, infiltrando-se, isso, sim, sob a pele necrosada de uma sociedade já acostumada, praticamente indiferente, à violência absurda.

Até quando?

E NOS CAMPOS…

No domingo, Neymar foi mais uma vez caçado em campo pelo Bragantino, ao mesmo tempo em que os jogadores do Mirassol se revezavam em distribuir pancadas sobre Lucas. Por sorte, ambos saíram inteiros de campo, apesar das sérias escoriações.

A mesma sorte faltou a Kleber, o Gladiador, que deixou o campo do Cruzeiro com a perna quebrada, o que afastará o atacante do futebol por meio ano, provocando no Grêmio um prejuízo calculado em mais de 2,5 milhões de reais.

E o patético nessas histórias todas é que o algoz de Kleber garante que rezará muito por ele. Assim como, ao fim da partida do Santos com o Bragantino, o carrasco de Neymar aproximou-se do menino-craque e, beatamente, desejou-lhe:

- Que Deus te abençoe.

Seria patético, não fosse trágico.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

domingo, 25 de março de 2012 Sem categoria | 21:39

VERDADEIRO CLÁSSICO

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O amigo pode argumentar, não sem razão, que, afinal, o clássico paulista foi decidido por duas bolas paradas – numa delas, gol contra – e um tiro de longa distância do atirador de elite, Marcos Assunção, bola desviada no beque, o que, a princípio, reduz o brilho do embate a alguns lances aleatórios. Ainda mais se considerar que raras foram as chances criadas e perdidas tanto por Corinthians quanto por Palmeiras.

Mas, a verdade é que o clássico foi animado, renhido e decorado por alguns lances de classe, de parte a parte. Coisa típica de um clássico centenário como esse, em que a tensão e a atenção se sobrepõem à técnica e à habilidade.

De qualquer forma, nem Verdão, nem Timão, apelaram para as tradicionais retrancas, sobretudo quando um deles assume a vantagem no placar. Nada disso. O Palmeiras abriu a contagem e continuou buscando o segundo. Aliás, já poderia ter feito um gol com aquela cabeçada pra fora de Barcos, sozinho, na cara de Júlio César.

E o Corinthians virou o jogo em seis minutos, logo no comecinho do segundo tempo, e seguiu forçando, em duas blitz que por pouco não amplia sua vantagem, num período de descontrole do adversário. O Palmeiras, então, se reaprumou e quase chega ao empate em cabeceio de Henrique, também isolado perto da pequena área.

Resumindo: ganhou o Corinthians, com méritos, como poderia ter vencido o Palmeiras, idem com batatas.

NOVO LÍDER

Quem, contudo, melhor se aproveitou desse resultado foi o São Paulo, que mergulhou nessa rodada como terceiro colocado na tabela e emergiu, ao fim, como líder, ao bater o Mirassol, na casa amarela, por 1 a 0.

O placar foi modesto, mas o futebol tricolor foi de primeira, em vários momentos. O suficiente para encher de esperanças o amigo tricolino de que esse time, logo, logo, chegará ao ponto certo, conduzido pela bola redonda de Lucas, agora mais solidário, Cícero, Fernandinho, que incendiou a equipe ao entrar no segundo tempo, Casemiro, Cortez e Rhodolfo, sem falar no Fabuloso, que baixou enfermaria antes da partida.

NAS ÁGUAS DO PEIXE

O Santos, na Vila, venceu o Bragantino por 2 a 0, mas seus jogadores – sobretudo Neymar, claro – apanharam feito cão danado do time mais faltoso do campeonato.

Não tivemos gol de Neymar, que, no entanto, atirou-se à luta como sempre e protagonizou alguns lances de encher os olhos. Assim como Arouca, cada dia melhor, cada dia mais participativo. E Ganso, então?

Nada mais a declarar.

MENINO NEM

Mais uma vez, o menino Wellington Nem foi o nome do jogo, na vitória do Flu sobre o Bonsucesso por 2 a 0, sábado.

Veloz, hábil, resistente, apesar de franzino, esse garoto, que já estava na mira de Mano Menezes para as Olimpíadas, começa a cavar seu lugar na Seleção com ousadia, competência e personalidade.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

sábado, 24 de março de 2012 Sem categoria | 19:56

DERBY PARELHO

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Há muito tempo não tínhamos um Derby com Palmeiras e Corinthians em situação tão parelha. Ambos ocupam as duas primeiras posições do Paulistão e cumprem sólidas campanhas nas competições paralelas que disputam – o Palmeiras, na Copa do Brasil, e o Corinthians, na Libertadores.

E, se o amigo cotejar as duas equipes que deverão entrar em campo neste domingo, jogador por jogador, verá que o equilíbrio prevalecerá.

E, nos bancos? Dois gaúchos de boa cepa, com visões um pouco diferentes sobre o conceito do jogo. Tite gosta de dizer que a escola gaúcha tem duas vertentes marcadas por dois mestres do ofício: Ênio Andrade e Carlos Froner.

Ele, Tite, é adepto da cartilha de Ênio Andrade, meio-campista de passe refinado, que, por sinal, jogou na primeira Academia do Palmeiras; Felipão já se alinha mais às diretrizes de Froner, um capitão do Exército, durão, que privilegiava mais o combate e o espírito de grupo, embora igualmente ladino.

A vantagem do Corinthians atual sobre o Palmeiras de hoje vai além dos técnicos no banco: é inegável que Tite tem mais opções entre os seus reservas do que Felipão.

Já o Palmeiras responde em campo com a força de sua artilharia, a mais eficiente do torneio, concentrada, sobretudo, na figura do Pirata Barcos, um goleador no cio que, fato raro, caiu nas graças da torcida verde assim que vestiu sua gloriosa camisa.

O cara faz gol como se estivesse tomando um copo d’água.

Em contrapartida, o Timão padece da escassez de gols, principalmente por conta de Liedson, seu artilheiro no estio.

E há uma lei infalível no futebol, seja pela receita de Ênio Andrade, seja pela de Froner: ganha quem fizer mais gols.

CIAO, CHICO

Chico Anysio não foi apenas o maior, mais versátil, criativo e popular humorista da história deste país, criador de personagens que se incorporaram na alma brasileira de tal forma que sempre temos a impressão de que cruzaremos com um deles na próxima esquina.

Chico Anysio, por transitar com êxito e talento no rádio, na tv, no cinema, no teatro, nas artes plásticas, nas letras e na música popular, chegou a ser chamado de gênio da raça, quando mais profícua era sua variada obra, lá pelos anos 70.

(Talvez, essa multiplicidade de experiências e vidas explique o fato de Chico ter sido um emérito vira-casaca no futebol, pois foi do América para o Vasco, sem deixar de abraçar aqui em São Paulo o Palmeiras de Ademir da Guia e cia. bela.).

Antes dele, o epíteto de gênio da raça coube bem em Millôr Fernandes, e, depois, em Jô Soares, dois outros humoristas de escol e variados talentos.

O que vale dizer que este país é mesmo engraçado. Agora, mais sem graça e um traço a menos de genialidade.

PELAS OROPAS

Foi um sábado pródigo em emoções e gols pela Europa afora.

Comecemos por Munique, onde o Bayern não conseguiu reprisar as goleadas das suas últimas participações no campeonato e na Liga dos Campeões.

Aliás, para sossegar o pito da torcida bávara, o Bayern teve de chamar o Super-Mário, que entrou e marcou o segundo gol, aquele que garantiu a vitória sobre o Hannover, já que Konan diminuiu no fim e por pouco a coisa não fica preta.

Por seu lado, em Londres, o Arsenal não teve de pingar uma gota de angústia diante do Aston Villa, pois definiu o jogo logo no primeiro tempo, com Gibbs e Walcott, para selar o placar no segundo, em bela cobrança de falta do espanhol Arteta.

E, mais: celebrou também o empate por 0 a 0 do Chelsea com o Tottenham, em jogo morno, o que lhe abre as portas para a próxima Liga dos Campeões.

Quem, porém, sonha mais alto é o Milan, que, de virada, bateu a Roma, em casa, com dois gols de Ibra, o segundo, um espetáculo de ligeireza, ousadia e talento: chegou à bola antes do beque, deu um chapéu no goleiro, e, de cabeça, venceu o beque que já se postava sobre a risca. Assim, o Milan, apesar de tantos desfalques, segue na ponta do Campeonato Italiano, com grandes chances de levar a taça.

Ah, mas tem mais. Olhaí o Real se recuperando em grande estilo diante da Real Sociedad: 5 a 1, com direito a dois gols de Cristiano Ronaldo, agora ao lado de Messi no topo da artilharia espanhola.

Messi que, por sinal, não deu show contra o Mallorca, na vitória modesta, para o Barça, claro, por 2 a 0. Não deu show, mas definiu o jogo. Primeiro, batendo aquela falta que varou todas as cabeças e entrou direto no gol adversário, embora ficasse a impressão de que Sanchez concluíra de coco antes de a bola atravessar a linha da meta. Depois, disparando aquele canhotaço que se chocou no poste para, na volta, ser devidamente empurrada por Piqué às redes do Mallorca.

Agora, a diferença é de seis pontos entre Real, o líder, e Barça, o vice. O que parecia definido há algumas rodadas já é uma grande indecisão.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

quinta-feira, 22 de março de 2012 Sem categoria | 14:32

OS PULOS DE NEYMAR

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- Se eu não tivesse pulado umas três vezes, estaria agora no hospital. (Neymar, depois do jogo com o Juan Aurich).

Choro de menino mimado? Uma ova! O craque apanhou feito gente grande nesse jogo de uma nota só, em que apenas o Santos buscou jogar, enquanto os peruanos limitaram-se, de cabo a rabo, a se defender com nove, dez jogadores, além do goleiro, claro.

Isso – mais o dilúvio que desabou sobre o Pacaembu – impediu que tivéssemos aquele show da Vila tão esperado. Mesmo assim, com gols de Dracena e de Neymar, em jogada esperta de Borges, o Santos venceu e saltou para a liderança de seu grupo, posto que disputará, pelo jeito, com o Inter, no Beira-Rio.

Será jogo pra mais de metro, meu.

O ENIGMA DO TIMÃO

O técnico Tite, depois da vitória do Corinthians sobre The Strongest por 1 a 0, perdeu a serenidade habitual ao ter de responder pela enésima vez a respeito dos recorrentes resultados magros de seu time nesta temporada.

E o que ele disse, em tom rascante e até chulos, é que a análise a respeito deve ser feito não com o olho no placar apenas, mas, sim, no desempenho do time, jogo após jogo. E, sobretudo, no conceito imposto em campo.

É verdade: o Corinthians não tem se pautado por jogar na retranca, escudado apenas em esporádicos contragolpes ou em bolas paradas, como é frequente em times que ganham com um golzinho na bacia das almas.

Ao contrário: é uma equipe que se posta de maneira compacta na marcação, mas com várias alternativas ofensivas, seja na escolha dos jogadores do meio de campo pra frente, seja na sua postura tática.

Resumindo: o Timão entra em campo disposto de maneira a ir muito além do 1 a 0 tantas vezes repetido.

Seus laterais avançam o tempo todo (por falar, nisso, esse Edenílson vai longe pela direita). Seus volantes sabem jogar e Paulinho é daqueles médios que se projetam a toda hora ao ataque, inclusive fazendo gols. Danilo e Alex são meias que armam e chegam para a conclusão com facilidade e talento. E, lá na frente, revezam-se atacantes de eficiência comprovada, como Liedson, Emerson, Jorge Henrique, Elton e William, por exemplo.

Na verdade, o Corinthians de Tite é um dos raros times que se defendem com apenas dois zagueiros e um volante mais recuado que, no entanto, quando necessário, também vai além do meio de campo e tem bola pra isso, embora todos participem da marcação ou do fechamento de espaço para os adversários. E ataca com sete.

Eis por que a escassez de gols nos jogos recentes do Corinthians torna-se um enigma ainda maior. Que diabo! Com esse conceito tático e os jogadores que lá estão, era para o Timão ganhar seus jogos com maior folga no placar. Mesmo porque, em geral, cria muitas chances de gol e as desperdiça, ou elas são conjuradas pelo goleiro, como foi o caso de Corona, no jogo desta quarta-feira.

Claro, sempre há a justificativa de que Liedson, um artilheiro por excelência, vive longo período de estio. Mas, só isso não diz tudo.

Mistérios do futebol, diria, que, talvez, a entrada de Emerson desde o início pudesse desvendar.

A SOMBRA DO BARÇA

Pelo visto, o Real, que vinha a todo galope no Campeonato Espanhol, vários corpos à frente dos demais, começa a sentir o bafo do Barça, assombração de Mourinho e cia. bela. E, nesta quarta-feira, perdeu as estribeiras e o rumo diante do Villareal.

Fez 1 a 0 a duras penas, com um golaço de Cristiano Ronaldo, mas, tenso e apressado, foi se descontrolando a ponto de ruir diante do gol de falta magistralmente cobrado pelo brasileiro Marcos Senna.

Moruinho foi expulso no ato, ao xingar o juiz pela falta marcada, clara e insofismável. Sérgio Ramos seguiu-lhe os passos, por entrada violenta num adversário, e, logo depois, Ozil, por reclamações. Como Pepe, por usos e costumes, não poderia ficar de fora dessa, acabou sendo expulso após o apito final do juiz.

Bem, o Real ainda mantém seis pontos à frente do Barça. Mas, um novo tropeço…

A VOLTA DE TEVEZ

Depois de seis meses afastado dos campos por tantas idas e voltas virtuais para este ou aquele time, Tevez reestreou no Manchester City nesta quarta-feira, num momento crítico para sua equipe, que empatava por 1 a 1 com o Chelsea, precisando desesperadamente da vitória em casa para não perder o United de vista. .

Entrou, evidentemente fora de forma, mais gordo, mas com a mesma flama de sempre e o talento que lhe deu a natureza. E deu aquele toque mágico para Nasri surgir na cara do goleiro e tocar para as redes.

Voltou pra ficar.

A COPA EMPACADA

A Lei da Copa continua empacada no Congresso Nacional.

Enquanto o governo federal não negociar a data da votação da Lei do Verde (Código Florestal), deputados de todos os matizes, mas ligados direta ou indiretamente aos ruralistas, não aprovarão em plenário o acordo já assinado entre o Brasil oficial e a Fifa, aquele que autoriza a venda de bebidas alcoólicas nos estádios da Copa.

E por que o governo não marca logo a data para votação do Código Florestal e acaba com essa inhanha toda? É por que, na Câmara dos Deputados, voltarão ao texto os tais agro-artigos, diluídos no Senado, que salvarão a pele dos autores de tantos desmatamentos. E isso deixaria Dona Dilma com cara de tacho na conferência Rio-20, marcada para junho.

E, se a Lei Geral da Copa não for logo aprovada, com cara de tacho ficará o Brasil diante da Fifa e do mundo por não cumprir acordo assinado ainda no governo Lula, o que dará plena razão ao secretário-geral da entidade do futebol, Jerôme Valcke, a respeito daquele chute nos nossos fundilhos, literalmente.

Bem que merecemos.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 00:47

INTER, TIMÃO E VASCÃO NO SUFOCO

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Vasco e Corinthians venceram seus jogos pela Libertadores. Mas, que diabo!, não fizeram mais do que sua obrigação.

Já o Inter, nas alturas de La Paz, esse, sim, obteve um empate que valeu por duas vitórias. Não pelo resultado de 1 a 1 em si. Mas, por causa da maneira como esse empate foi arrancado no último instante, com Gilberto furando espetacularmente para, no ato, se redimir com um toque fora do alcance do goleiro.

Isso, num jogo em que o Inter, cá entre nós, não jogou nada, foi envolvido pelo Strongest e só não perdeu com placar folgado porque Muriel segurou todas as pontas lá em cima da risca fatal.

O Inter, na verdade, só melhorou um pouco depois das entradas de Bolatti, Jajá e Gilberto, quando a vaca colorada parecia já ter ido pro brejo. O fato é que, além da altitude, o Colorado sofreu muito pelas ausências de D’Alessandro, machucado, e Oscar, que foi retirado pouco antes do início da partida por cautela da diretoria em consequência de a CBF ter mandado ofício informando que o jogador doravante pertence ao São Paulo.

O Corinthians, ao contrário: depois de envolver o Cruz Azul, no Pacaembu, o tempo todo e de criar, por baixo, umas cinco chances de ampliar o placar aberto por Danilo, de cabeça, por um triz não levou o empate no finalzinho, naquela bola que se chocou com o poste esquerdo de Júlio César.

Quer dizer: quase todas essas chances foram criadas mesmo depois da entrada em campo de Emerson, que deu velocidade e agudeza ao ataque corintiano.

Algo parecido com o que ocorreu em São Januário, quando as entradas de Allan e, sobretudo, de Juninho Pernambucano despertaram o Almirante e o levaram à vitória por 2 a 0, um de Juninho, outro de Alecsandro em passe exato da direita de Allan.

Resta agora esperar que o Santos, nesta quinta-feira, também cumpra seu papel, em casa, contra o pálido Juan Aurich. O que é mais do que provável.

COPA DO BRASIL

Palmeiras e Grêmio sofreram um pouco, mas, no fim, se classificaram com certa folga no placar diante do Coruripe e River Plate do Sergipe, com resultados parecidos: 3 a 0 para o Palmeiras e 3 a 1 para o Grêmio.

O Grêmio, em pleno Olímpico, foi surpreendido pelo gol de Lelé, que acabou sendo expulso mais adiante quando o placar já estava em 1 a 1. Foi surpreendido, enervou-se e só se aprumou depois da fala de Luxa no intervalo, segundo declarações do zagueiro Werley, autor de um dos gols de seu time.

Já o Palmeiras, sem Daniel Carvalho e Valdívia, voltou a ser dependente dos pés mágicos de Marcos Assunção, autor de um gol de falta e de assistência para Barcos, no segundo. O terceiro, de Juninho, veio no embalo, já perto do apito final.

Contudo, quem sofreu pra valer mesmo foi o Botafogo, que só conseguiu sua classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, em casa, diante do Treze PB, nos pênaltis. E, graças a Jefferson.

Enfim, os mais famosos passaram pelo primeiro teste. É esperar pra ver no que dará a próxima fase.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

terça-feira, 20 de março de 2012 Sem categoria | 22:12

NA SUBIDA DO MORRO

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A pior tarefa nesta quarta brasileira na Libertadores, sem dúvida, cabe ao Inter, que terá de subir o morro, e, com ou sem fôlego, bater o mesmo Strongest que servira de saco de pancadas no Beira-Rio, outro dia.

Mas, o Inter está nos trinques, vem de estrepitosa goleada sobre o Juventude pelo Gauchão, e, ainda que D’Alessandro não esteja no ponto, o seu compatriota Dátolo caiu como uma luva ao lado de Oscar.

O diabo é que a goleada do Inter sobre o Strongest acabou provocando a fuga do seu treinador. E, time com técnico novo, mesmo sendo interino, costuma se desdobrar em campo, o que pode duplicar as dificuldades do Inter. Dá, porém, pra voltarmos com um empatezinho maneiro, na pior das hipóteses.

Quem não pode nem pensar em empate é o Vascão, que recebe o paraguaio Libertad em casa. Lá, o empate por 1 a 1 foi revestido de muita pancadaria dos paraguaios, sem contar a provocação racista da torcida em cima de Dedé.

Calma nessa hora, minha gente! Vamos chamar o Juninho Pernambucano, o Felipe, esses caras que sabem jogar e têm quilômetros rodados na estrada da vida, pedir-lhes que sosseguem o pito da moçada – nada de revanchismo -, colocando a bola no chão e fazendo-a rolar como esse excelente time de São Januário é capaz de fazer.

Já o Corinthians, está livre desses problemas: embora não tenha saído do zero com o Cruz Azul, jogou bem lá, melhor até do que o adversário, e, aqui, não deve vacilar.

É verdade que a bola do Timão não tem entrado na quantidade exigida. Mas, uma hora, a coisa vira. Quem sabe a virada não comece nesta noite de quarta?

MESSI, MESSI, MESSI

Três vezes Messi. E ele só precisava de um golzinho para alcançar o recorde de maior artilheiro em jogos oficiais da história do Barça. Pois, fez três, na goleada por 5 a 3 sobre o Granada, e tem bala no tambor para, com o tempo que lhe sobra, bater todos os demais recordes.

Ate entendo quando os mais jovens, que não viram Pelé em ação, consideram Messi o maior de todos os tempos. O raciocínio é lógico: como pode alguém ter jogado mais do que ele, se Messi joga tudo?

Pois é, meu amigo, nesse caso, até a perfeição não tem limites.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

segunda-feira, 19 de março de 2012 Sem categoria | 15:04

MANO, RONALDO E NEYMAR

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Outro dia foi Mano Menezes. Agora, é Ronaldo repisando o mesmo tema: se quiser ser mesmo grande, Neymar tem de ir para o Real.

Ao que me consta, Mano não tem nenhum interesse pecuniário nessa transação, ao contrário de Ronaldo Fenômeno, que mesmo membro do COL, não abriu mão de sua atuação como empresário na área do futebol, o que, diga-se, deveria ser uma exigência dos responsáveis maiores pelo organismo.

Prefiro crer que a fala de Mano se restringe a questões técnicas. Sem dúvida, a ida de Neymar para um dos grandes da Europa haverá de acrescentar-lhe um repertório bem maior, seja tecnicamente falando, seja como cidadão, seja, enfim, na multiplicação de sua imagem como craque indiscutível que já é.

Todavia, para tudo há seu tempo certo. E este não é o momento de Neymar sequer cogitar de uma saída para o exterior. Logo às vésperas das Olimpíadas e tão próximo da Copa do Mundo no Brasil?

Sim, porque o carinha sai do seu ninho, do convívio com o pai que lhe é tão íntimo e parceiro, larga o filho recém-nascido, por quem Neymar devota evidente afeição, e desembarca num lugar estranho, onde se fala outro idioma, come-se outras comidas, os hábitos são outros e tantos “outros” encontrará pela frente.

Até se adaptar ao novo hábitat, aos novos companheiros, técnico e tal e cousa e lousa e maripousa, perderá aí precioso tempo que aqui seria aplicado na evolução do seu futebol e do seu caráter, numa boa.

Nesse processo, por mais craque que seja, sempre correrá o risco de ficar no banco, decepcionar em dois, três jogos, quando teria de se apresentar no auge, por conta da expectativa criada e do investimento feito pelo clube no seu futebol.

Isso, meu caro, não é nem de longe evolução. É, sim, involução num momento crítico da carreira do garoto. Portanto, tecnicamente, o treinador brasileiro deveria, sim, lutar publicamente pela presença de Neymar na Vila, onde vai muito bem, obrigado.

Quanto a Ronaldo, ao rebater essa tecla, revela seu despreparo em relação à atividade de sua empresa. Isto é, cuidar da imagem pública do craque. Entre outras coisas, porque restringe a ida de Neymar para o exterior a um só clube – o Real. Justamente, aquele em que o seu cliente encontraria mais dificuldades para se impor logo de cara, pois todos sabemos que balaio de cobras é – e sempre foi – o time merengue.

Ainda mais que Neymar, vira e mexe, demonstra seu desejo de jogar no Barça, quando a hora chegar. Visão muito mais realística e clara do que a do especialista em imagens públicas dos jogadores, diga-se, pois, Neymar é a cara do Barça, gente, qualquer um vê isso.
Mas, só depois da Copa do Mundo, quando Neymar estiver suficientemente calejado e com 22 anos de idade, quatro a menos do que Messi. Portanto, em ponto de bala para decolar de vez no cenário mundial e manter voo seguro por muitos anos ainda.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

domingo, 18 de março de 2012 Sem categoria | 21:46

OS CLÁSSICOS QUE ANIMARAM O DOMINGÃO

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Foram três clássicos animados, com resultados parecidos: 3 a 2 para o São Paulo diante do Santos; 3 a 1 para o Botafogo sobre um Vasco com alguns titulares poupados – dentre eles, ninguém menos do que Dedé, o que, talvez, justifique os gols tomados pelo Almirante – e 3 a 2 para o Vitória de Cerezzo no Bahia de Falcão, a dupla de volantes da imortal seleção de 82.

Mas, o fato é que, no Morumbi, o Santos completo, mas queixando-se do cansaço da longa viagem de ida e volta ao Peru pela Libertadores, foi amplamente dominado pelo São Paulo ao longo de quase toda a partida.

Para se ter uma ideia, se o primeiro tempo terminasse com um placar de 5 a 0 para o Tricolor não seria nenhum exagero. Sim, porque além do gol de abertura de Casemiro, o São Paulo perdeu mais quatro chances de ouro, com Paulo Miranda, Casemiro, Jadson e Cícero.

E, mesmo depois da expulsão de Rodrigo Caio, que até então (8 minutos do segundo tempo) anulara completamente Neymar, o São Paulo foi superior – técnica, tática e emocionalmente -, não se deixando abater nem pelo empate, em lance isolado, um corner cobrado por Elano e aproveitado por Edu Dracena.

Tanto, que, numa tabela vertiginosa com Lucas, Luís Fabiano sofreu pênalti de Rafael, que ele mesmo converteu.

A coisa começou mesmo a pegar para o São Paulo depois que Luís Fabiano, machucado e foi substituído pelo beque Edson Silva. Aí o São Paulo recuou, Neymar saiu do casulo e fez o gol de empate, em bola servida por Kardec pegando sobra de falha de Casemiro, um dos grandes destaques da partida, diga-se.

Mas, se Casemiro, ao lado de Cícero e Cortez, merece tal menção, Lucas foi o nome do jogo. Sobretudo, porque, em duas ocasiões decisivas despiu-se da capa de fominha e vestiu as sandálias da solidariedade, ao servir Luís Fabiano no lance do pênalti, e Cortez, no do gol da vitória. completado por Lucas, em posição de impedimento, diga-se.

FELIPE GABRIEL

Já no clássico do Engenhão nenhum outro nome se sobrepôs ao de Felipe Gabriel, autor dos três gols de seu time, um de categoria e dois de oportunismo.

O Botafogo foi melhor no primeiro tempo, quando disparou 2 a 0 no placar. Mas, o Vasco reagiu no segundo, reduziu para 2 a 1 com um balaço de Felipe Bastos, antes de o outro Felipe ampliar.

Mesmo assim, Juninho Pernambucano teve a seus pés a chance da reação cujo desfecho, naquelas alturas do jogo, seria imprevisível, numa cobrança de pênalti que Jefferson pegou.

CEREZO VENCE FALCÃO

Por fim, o Ba-Vi, desta vez, foi celebrado por Toninho Cerezo, dando cambalhotas diante do Armani impecável do Falcão: 3 a 2, placar digno dos dois treinadores que se propõem a imprimir nos seus respectivos times um futebol ofensivo e alegre como aquele que eles praticavam quando calçavam chuteiras.

O Vitória, com dois gols de cabeça, chegou a abrir 2 a 0 para o Bahia empatar e só perder no finzinho com belíssima cobrança de falta de Geovanni.

Clássico é clássico e vice-versa, meu, como dizia o Conselheiro Acácio, lembra dele?

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

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