GALO, FLA-FLU E OUTROS BICHOS
E lá vai o Galo de crista alta puxando a fila do Brasileirão. É verdade que a Lusa foi uma visitante muito incômoda, com seu jogo rápido e bom toque de bola, o que só fez exaltar ainda mais a estreia do goleiro Victor, ex-Grêmio.
Ao contrário do consagrado Dida, campeão do mundo e um dos maiores goleiros da nossa história, que falhou duas vezes, dois gols do Atlético. No primeiro, trombou com Ronaldinho, antes de a bola sobrar para Marcus Rocha disparar. No segundo rebateu tiro de Ronaldinho para o meio da área, nos pés de Leonardo Silva, que matou o placar.
Mas, a grande cena da rodada desenrolou-se no Engenhão. Ao som de Cidade Maravilhosa, tocada pela afinadíssima Banda dos Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, o Flu venceu o Fla por 1 a 0, gol de Fred, claro, em cruzamento de Thiago Neves da direita, no centenário do mais glamoroso clássico brasileiro.
O jogo em si não foi lá essas coisas, e, na verdade, o Flamengo merecia melhor sorte, sobretudo pelo que jogou no segundo tempo, quando o Tricolor passou o tempo todo enfiado lá na sua defesa. Mas, faltou contundência ao Rubro-Negro pra mudar esse capítulo do histórico confronto.
O fato é que, com essa vitória, o Flu segura a vice-liderança do torneio, enquanto o Vasco fica em terceiro, por conta do empate com o Figueira, em Floripa, por 1 a 1, sob o atento olhar de Loco Abreu, o novo contratado do time catarina.
Até aí, nenhuma novidade. A novidade vem agora, com o São Paulo enfiando-se entre os quatro da Libertadores, ao bater os reservas do Coritiba, no Morumbi, por 3 a 1, em bela exibição de Lucas e Osvaldo, a dupla de atacantes sem centroavante do Tricolor nesta tarde de domingo.
E, tudo sob o olhar de Ney Franco, que assume o time nesta segunda-feira, feliz da vida, claro.
LÁ EMBAIXO…
Ufa, até que enfim o Santos ganhou uma. E espie só o placar: 4 a 2 sobre o Grêmio de Luxemburgo, Zé Roberto, o Gladiador, Marcelo Moreno, Gilberto Silva e cia. bela.
Quer dizer que o Peixe arrasou? Nada disso. Ao contrário, pois o Grêmio foi melhor o tempo todo. O Peixe foi, porém, cirúrgico em três bolas paradas e naquele golaço do menino Felipe Anderson, que finalmente fez uma partida à altura do que dele se espera há um bom tempo.
Assim, o Peixe emergiu da zona do rebaixamento.
Já o mesmo não se pode dizer de Palmeiras e Corinthians, que seguem pagando o preço das disputas paralelas da Copa do Brasil e da Libertadores, pois ambos atuaram com suas equipes reservas.
O Corínthians, porque ainda está curando a ressaca da conquista gloriosa de sua primeira Libertadores, foi à Ilha do Retiro e voltou de lá com um empate por 1 a 1, em jogo que vencia, sem merecer, por 1 a 0 até os 44 minutos do segundo tempo.
E o Palmeiras, recheado de meninos em campo e no banco, olhos postos na decisão de quarta com o Coritiba pela Copa do Brasil, perdeu em Campinas para a Ponte – 1 a 0. Mas, olhe, até que a garotada não decepcionou, não.
A partir da próxima rodada do Brasileirão, contudo, não haverá mais desculpas para nenhum dos dois, que, se não mais almejam brigar pelo título brasileiro, pelo menos, que fujam de tão humilhante posição na tabela, o mais rápido possível.