Blog do Alberto Helena Jr - Part 30

Publicidade

terça-feira, 30 de agosto de 2011 Sem categoria | 18:09

O REINÍCIO PARA OS SEIS

Compartilhe: Twitter

O Grêmio chega ao Pacaembu cheio de moral pela vitória no Gre-Nal, mas com os cuidados devidos. Afinal, passarinho na muda não pia. E o Grêmio, sob o comando de Celso Roth está mudando a plumagem. Nesses casos, justifica-se a preocupação de Roth, mesmo ratificando o conceito, nem sempre verdadeiro, de que se trata de um mero retranqueiro: “Primeiro, é não tomar gol. Depois, tentar fazê-lo”.

Essa é a palavra de ordem no Grêmio para enfrentar um Corinthians líder, campeão virtual do primeiro turno e tal e cousa e lousa, mas jururu pelos resultados das últimas nove rodadas, incluindo, claro, a derrota para o arquirrival Palmeiras no domingo.

E, Tite, já tão questionado no Parque, apesar da liderança alcançada e mantida praticamente ao longo de todo o primeiro turno, tem uma questão espinhosa pela frente. Seu nome: Alex.

Contratado a peso de ouro como grande esperança de incutir uma dose extra de habilidade e descortino ao time, demorou para entrar. Entrou um tanto vacilante, depois fez duas ou três partidas excelentes, para cair no ramerrão do resto da equipe nesta fase sombria.

Está mesmo machucado, ou simplesmente magoado por não ser escalado na posição que mais lhe agrada: no ataque, pela esquerda? Não me atrevo a duvidar das pessoas, desde que não me ofereçam razões claras para tanto.

O fato é que não consigo entender por que, com Danilo recuperado, atuando na sua posição original, de meia-armador, Alex não pode rolar ali na faixa em que gosta. Um complementa ou outro, não há exclusão nesse caso.

Contudo, nem essa pareceu ser a preocupação de Tite, que resolveu sacar Jorge Henrique para escalar em seu lugar o volante Edenílson, rompendo o sistema com três atacantes que deu tanto certo quanto errado. Como disse, passarinho na muda não pia.

Mas, enfim, trata-se de  um clássico nacional, o Timão não pode bobear desta vez, na abertura do segundo turno, se quiser evitar que o ti-ti-ti vire TUM-TUM-TUM!

FLA COM BALA

O jogo é na Ressecada e o Avaí vem de vitória comovedora sobre seu rival doméstico, o Figueira, de tão bom desempenho no Brasileirão até agora. Isso, na cabeça do avaiano, diminui em muito a enorme distância que separa o seu time do vice Flamengo. E, uma eventual vitória dessas pode muito bem servir de ponto de inflexão para o Avaá iniciar sua fuga da zona do rebaixamento.

Mas, o Mengo é o Mengo, de Ronaldinho e também de Thiago Neves, que volta ao time nesta quarta-feira, ainda que desfalcado de dois ou três titulares. E o Flamengo tem bala para se impor em Floripa. Na pior das hipóteses, mais um dos tantos empates que timbraram a campanha rubro-negra neste Brasileirão.

TRICOLOR E VASCO

São Paulo e Vasco codividem o terceiro lugar do campeonato, em pontos ganhos, com vantagem para o Tricolor nos critérios de desempate.

O São Paulo é um time em formação, cheio de excelentes alternativas para o técnico Adílson Batista, do meio de campo pra frente. Por exemplo: não terá Carlinhos Paraíba, suspenso. E daí? Pode ter Denílson, Cañete, que ainda não estreou, mas, chegou coberto de fama, Cícero, recuado, para abrir uma vaga a Rivaldo ou Marlos, sem falar em alternativas mais ofensivas, como Henrique ao lado de Dagoberto, com vistas ao Fluminense, que desembarca no Morumbi sob as maiores suspeitas nas próprias Laranjeiras.

Já o Vasco, que vinha no embalo, desprezando a vaga na Libertadores, já conquistada, mas mirando o topo da tabela, ninguém é capaz de prever como se comportará contra o Ceará, sempre perigoso, ainda sob o impacto do trauma sofrido por seu técnico Ricardo Gomes, um dos grandes responsáveis pela grata recuperação do Almirante nesta temporada.

Tanto pode ser de funda depressão, quanto de um esforço extra para homenagear seu comandante combalido num leito de hospital, entre a vida e a morte, literal ou metaforicamente falando.

Só vendo.

GLORIOSO E VERDÃO

No início de tudo, ambos eram dados como cartas fora do baralho. Todavia, no transcorrer do primeiro turno, Botafogo e Palmeiras, apesar de todos os resmungos das duas torcidas, se mantiveram ali rondando ou frequentando o clube exclusivo do G-4.

E começam uma eventual arrancada no segundo turno, enfrentando-se no Engenhão, motivados, sobretudo, pelas vitórias diante de seus antigos rivais: Flu e Corinthians, respectivamente.

O Botafogo sofre a perda de seu zagueiro Antônio Carlos, bom atrás e ótimo na frente, com seus cabeceios fatais em bolas paradas.

O Palmeiras, porém, sofre mais, muito mais, pois Felipão não poderá contar com os quatro jogadores de frente – Valdívia, a serviço da Seleção Chilena, Maikon Leite, Luan, e, possivelmente Kleber, sob cuidados médicos.

Não é mole, não, meu camaradinha, para um time que carece de peças de reposição como o Palmeiras.

AVISO AOS NAVEGANTES DESTE BLOG:
Antes que me venham injuriar por não tratar dos demais jogos da rodada desta quarta-feira, foi minha decisão soberana de cuidar apenas daqueles jogos em que os seis lá da ponta brigam por situações mais nobres.  Os demais, que me desculpem, se possível.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Sem categoria | 16:09

FIM DE TURNO

Compartilhe: Twitter

Findo o primeiro turno, o Corinthians levou a taça virtual de campeão desta primeira fase do Brasileirão. E levou não pelo que tem feito nas últimas rodadas do turno, e, sim, pelo que fez lá no início, quando deu uma prodigiosa arrancada na tabela.

Isso vem comprovar mais uma vez que, em campeonato de pontos corridos, jogos lá e cá, cada partida é decisiva, pois os pontos conquistados ou perdidos aqui irão se refletir lá no fim das contas.

E o Corinthians soube transformar a desgraça em êxito: ao sofrer tão humilhante desclassificação na fase inicial da Libertadores, livrou-se de todos os outros pesos arcados pelos concorrentes – além da Libertadores, Copa do Brasil e agora a Sul-Americana. Assim, pôde dedicar-se exclusivamente ao Brasileirão, o que lhe permitiu disparar na ponta da tabela nas rodadas iniciais.

Mas, sempre haverá espaço para um progressivo declínio dos que estão lá em cima, combinado com uma arrancada decisiva de algum aqui de baixo, como já aconteceu recentemente com o Flamengo.

De qualquer forma, o Corinthians não é um timaço, assim como não o são os seus mais próximos perseguidores – Flamengo, São Paulo, Vasco, Botafogo e Palmeiras. Timaço, desses que ganham quase tudo e ainda dão espetáculo, poderia ter sido o Santos. Mas, tantas foram as transformações e adversidades sofridas pelo time de Muricy, que só resta esperar venha a engrenar mais adiante, embora com poucas chances de chegar à disputa do título.

Inter e Cruzeiro estiveram no limiar dessa condição. Mas, por isso ou por aquilo, sobretudo depois das decepcionantes desclassificações na Libertadores, perderam o pé, além de jogadores essenciais.

Quem vinha de velas enfunadas era o Vasco, mas que será do Almirante depois do trauma sofrido pela internação de Ricardo Gomes, já fora de perigo, graças a Deus!, mas ainda fora de combate por um bom tempo, segundo os médicos, incapazes de prever que sequelas restarão do AVC que vitimou o treinador durante o jogo com o Flamengo.

De certo mesmo é que, apesar de todos os esforços dos clubes em repatriar alguns famosos e manter por aqui as jovens promessas, o nível técnico do campeonato seguiu bem abaixo do esperado..

Com exceção daquele inesquecível jogo entre Santos e Flamengo, as partidas, em geral, se arrastaram sob o signo do medo e da falta de imaginação, em gramados malcuidados e diante de plateias insignificantes dadas a dimensão populacional dos grandes centros do país e a da própria competição.

Enfim, é esperar que este segundo turno venha a ser mais atraente. E que vença o melhor, como diria o velho Acácio.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

domingo, 28 de agosto de 2011 Sem categoria | 16:34

TRICOLOR, AZUL E VERDÃO

Compartilhe: Twitter

O grande vencedor desta rodada de tantos clássicos, sem dúvida, foi o Grêmio, no confronto mais renhido do Brasil: 2 a 1 sobre o Inter, no Olímpico. Isso porque soma-se à vitória sobre o arquirrival, que vinha melhor no campeonato, tem mais time e chegava ao Olímpico de peito enfunado pela conquista da Recopa, o fator reação..

E, mais: uma vitória dessas, por certo, acalma os ânimos tricolores, que já começavam a pedir a cabeça do técnico Celso Roth, mal chegado ao clube.

Por fim, porque o Grêmio, segundo os relato dos que lá estavam, jogou melhor do que o Inter e mereceu a vitória.

Outro que cresceu sobre seu histórico inimigo foi o Palmeiras, que bateu o Corinthians por 2 a 1 em Prudente, com golaço do estreante Fernandão, aquele centroavantão por quem Felipão tanto clamava.

Mesmo assim, o Corinthians encerra o turno na liderança, o que, convenhamos, não é pouco.

Assim como não foi pouco o São Paulo empatar por 1 a 1 com o Santos, na Vila, depois de ter perdido Carlinhos Paraíba, expulso ainda no primeiro tempo. Fez um golaço com Lucas, que passou por Durval e Edu Fracena, antes de disparar cruzado no canto do goleiro Rafael.

Mas, o Santos pressionou tanto que o gol de empate, por Ganso, ficou abaixo do merecido.

Quanto ao empate sem gols entre Vasco e Flamengo era algo bem previsível. O empate, não o resultado sem gols, dado o alto nível de atacantes dos dois lados.

A nota triste desse jogo foi o mal que se abateu sobre o técnico Ricardo Gomes, que está em estado grave no hospital, por conta de um AVC ou coisa do tipo. Isso, por certo, abalou o time vascaíno, que, até então, vinha melhor na partida.

Antes disso tudo, no sábado, o Botafogo venceu o Flu por 2 a 1 e jogou uma bomba no colo de Abel Braga, que já começa a ser questionado nas Laranjeiras. Mais uma prova de que nossos cartolas valorizam demais o poder e a fragilidade dos técnicos de futebol.

Técnico, por melhor que seja, não faz milagres. E foi um milagreiro pelo qual o Fluminense esperou por meses, depois da saída de Muricy. Técnico é, no máximo, vinte por cento do valor das conquistas e dos fracassos, em qualquer time, época ou latitude.

Por fim, no início da noite de domingo, a surpresa da vitória do Avaí sobre o Figueirense, e o resultado esperado entre Cruzeiro e Galo.

Neste, o craque fez a diferença: o argentino Montillo definiu o jogo com seus dois gols – um, chegando de súbito diante do goleiro; outro, disparando de fora da área, quando parecia que o jogo terminaria num impasse.

É um desses casos em queo craque contraria técnico, esquemas e tudo o mais, pois a disposição anímica e tática do Cruzeiro era a de quem estava mais preocupado em evitar a derrota do que em buscar a vitória, apesar de sua evidente superioridade técnica.

QUE ESPETÁCULO!

Os ingleses inventaram o futebol moderno, e, durante décadas, sequer lançaram um olhar para o continente europeu, quanto mais para a América do Sul ou a África colonizada.

Nesse isolamento, desenvolveram e estagnaram num jogo mecanizado, feito de muita disputa pela bola, que, recuperada, era lançada para os pontas que a cruzavam para um grandalhão lá na área completar de cabeça.

Levou muito tempo para que os ingleses abrissem seus horizontes, e começassem a incorporar em seu jogo a malícia e a inventiva dos sul-americanos e africanos ou seus descendentes. E o que se vê hoje é o maior espetáculo da Terra, como esses oferecidos pelos dois times de Manchester, que lideram o campeonato.

O Manchester City goleou o Tottenham, time de tradição e alguns excelentes jogadores, na casa do inimigo: 5 a 1, quatro gols d bósnio Dzeck, contratado há pouco do Wolfsburg, da Alemanha.

Mas, ao lado de Dzeck, brilharam Nasri e Clichy, que acabaram de chegar do Arsenal, e o argentino Aguero, autor do outro gol. Com o francês Yayá Touré e Barry acionando essa dupla com categoria e esmero, o City, finalmente, virou um verdadeiro candidato ao título inglês.

Já o Manchester, muito renovado, continua sendo o bam-bam-bam da parada. Firme na defesa, apesar de desfalcado da sua dupla de zagueiros titulares – Ferdinand e Vidic -, parte para o ataque com volúpia e precisão.

E se está vencendo por dois quer três, por quatro quer seis, e assim vai até o apito final, até atingir esse placar avassalador, histórico, sobre o Arsenal: 8 a 2, em exibição impecável do nosso Anderson, atuando como um genuíno meia-armador, aquele que colabora decisivamente na marcação, mas, que sabe organizar o time e servir os atacantes com inteligência e habilidade, como naquela cavadinha esperta para Welbeck marcar o gol de abertura.

Enfim, os ingleses, há cerca de uma década, aprenderam e aplicaram a lição básica do jogo da bola: o povo quer diversão, pô!

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

sábado, 27 de agosto de 2011 Sem categoria | 15:04

CLÁSSICO TAMBÉM TEM FAVORITO

Compartilhe: Twitter

Em clássico, não há favorito. Essa é uma das verdades eternas do futebol, segundo o grande dramaturgo e cronista Nélson Rodrigues.

Poderia replicar com um verso do antológico samba Positivismo, dos dois gigantes da poesia popular brasileira, Noel Rosa e Orestes Barbosa: “A verdade, meu amor, mora num poço/ É Pilatos, lá na Bíblia, quem nos diz/ E também faleceu por ter pescoço/ O autor da guilhotina de Paris”.

Pescá-la do fundo do poço é tarefa quase impossível, desde que a bichinha prefere, em geral, se esconder sob as várias versões do mesmo fato ou questão.

Ainda mais se essa busca se configura no plano misterioso da previsão. Sim, porque, em futebol como na vida, o futuro só pode ser prognosticado pelo seu oposto – o passado. Traduzindo: você baseia sua antevisão do que está para acontecer em acontecimentos ocorridos e sepultados, em épocas e circunstâncias diversas do porvir.

Anda mais que o brasileiro despreza a história como lata de cerveja vazia, embora meu querido amigo Peninha, o Professor Eduardo Bueno, gremista doente, vira e mexe apareça no History Chanel, revelando as tramoias de vetustas personagens do passado, sempre arrematando suas deliciosas histórias com a advertência de hábito: quem não conhece seu passado está condenado a repeti-lo para todo o sempre, ou qualquer coisa assim com o mesmo sentido.

Mas, que faço dando tantas voltas?

Ah, sim, os tantos  clássicos deste domingo… Pois, ouso dizer que vários deles têm, sim, senhor, favoritos, o que, obviamente, não quer dizer que estes sairão de campo necessariamente vencedores.

Mas, por exemplo, como não eleger o Inter, que vem da conquista da Recopa Sul-Americana, como favorito no sempre feroz Gre-Nal? Não só o Colorado está mais animado, como tem um time melhor do que o do Tricolor gaúcho.

E o clássico mineiro? O Cruzeiro, que a exemplo do Inter ainda não conseguiu reproduzir aquele futebol que deles se esperava de início, cumpre campanha muito mais significativa do que o Galo, um enigma nesta temporada.

Em Presidente Prudente, o Corinthians é ligeiramente favorito em relação ao Palmeiras, que diminuiu essa diferença com a exibição diante do Vasco, no meio de semana, pela Copa Sul-Americana. Apesar de desclassificado no torneio, fez três gols e mostrou um bom futebol.

No outro clássico paulista – Santos e São Paulo -, o Peixe é favorito. Não apenas porque tem mais recursos técnicos do que o São Paulo, apesar da diferença entre ambos na tabela, como também porque joga no Alçapão da Vila.

Além do mais, com duas vitórias consecutivas no Brasileirão, começa a recuperar a confiança perdida, razão maior dos vários insucessos mais recentes.

Não obstante, o São Paulo tem bala para mudar esse cenário.

Por fim, o clássico carioca, o mais disputado na história da Cidade Maravilhosa.

Flamengo e Vasco disputam mais do que histórica rivalidade. Um dos dois poderá até deixar o campo com a faixa virtual de campeão do primeiro turno, dependendo dos demais resultados.

Neste caso, não ouso arriscar um favorito, pois ambos estão bem na parada, têm bons times e alguns craques de lado a lado. Por falar em craques, desconfio que este é um daqueles clássicos em que o craque fará a diferença. Chance única para Ronaldinho Gaúcho timbrar de vez sua recuperação.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

quinta-feira, 25 de agosto de 2011 Sem categoria | 00:40

MESMO PERDENDO, DEU VASCO

Compartilhe: Twitter

O Palmeiras já havia atingido o placar que, no mínimo, levaria a decisão da vaga para a fase de grupos da Sul-Americana aos pênaltis, com Luan e Kleber, ufa!

Eis, porém, que Jumar domina lá do meio da intermediária verde, e dispara um canhão cuja curva é tão pronunciada que a Marcos não resta mais do que observar a bola entrar no ângulo esquerdo de sua meta. Um golaço!

Golaço que deu a classificação ao Vasco, mesmo levando, mais tarde, o terceiro, em outra cobrança de falta magistral de Assunção.

Assim, o Vasco, apesar de derrotado , leva para o clássico contra o Flamengo, domingo, pelo Brasileirão, o peito cheio de esperanças. E o Palmeiras, ao quebrar a série de jogos sem vitórias, e com Kleber quebrando o jejum, encara o Corinthians mais confiante no fim de semana.

Quer dizer: o resultado foi pela Sul-Americana, mas quem vai colher os frutos é o Brasileirão.

INTER, BICAMPEÃO!

Foi no fio da navalha, mas assim é mais gostoso, costuma dizer o torcedor, cujo coração colorado disparou no primeiro tempo, confrangeu-se no início do segundo e explodiu no final, quando meteu a mão na taça pela segunda vez na sua história.

Sim, porque, na etapa inicial, Leandro Damião, em fase iluminada, construiu o placar que dava a Supercopa ao Inter, contra o Independiente, no Beira-Rio: 2 a 0, o primeiro, um golaço, em que o artilheiro passa por dois adversários num só movimento, entra na área e, de bico, manda a bola no canto oposto.

Mas, no início do segundo tempo, refluiu e permitiu aos argentinos chegarem a seu gol, o que levaria o jogo para a prorrogação. E, pior: D’Alessandro deixou o campo machucado. Mas, aí, o Inter já havia reassumido o espírito do jogo, e pressionava até Jo ser derrubado na área pelo goleiro.

Kleber bateu com ciência e arte – bola num canto, goleiro noutro.

No fim, o técnico Dorival Jr. preferiu dividir os louros com seus antecessores, gesto  de rara elegância num universo, em geral, sem garbo.

Se deixarem o homem em paz, o Inter, por certo, vai repetir momentos como esse outras tantas vezes.

PEIXE EM PÉ

E o Santos, completo, venceu sua segunda partida consecutiva no Brasileirão, batendo o Fluminense na Vila, por 2 a 1, dois gols de Borges, o infalível, em jogo adiado.

Aliás, venceu com todos os méritos, pois, foi melhor do que o Flu ao longo de praticamente toda a partida, a não ser nos minutos finais, quando o Santos recuou demais. Normal, nas atuais circunstâncias vividas pelo Peixe no Brasileirão.

E, ainda por cima, como celebração ao filho que acaba de nascer, Neymar nos ofertou de presente uma pequena obra-prima de técnica, habilidade e invenção – aqueles dois lençóis sobre Lanzzini no meio de campo. Indescritível, só vendo.

TRICOLOR E RUBRO-NEGRO

No Morumbi, pela Sul-Americana, o São Paulo ganhou do Ceará por 3 a 0 e garantiu sua ida para a fase de grupos da competição cuja meta final é um lugar na Libertadores.

Enquanto isso, o Flamengo se classificava lá na Arena da Baixada, num jogo de reservas rubro-negros: 1 a 0.

Isso, graças a quem? Pois, é: graças a Ronaldinho Gaúcho, que saiu do banco para emplacar a vitória, num gol de centroavante típico.

Assim como a entrada de Cícero, no segundo tempo, mudou a cara do São Paulo, até então sem expressão diante da retranca do Ceará. Bola alçada na área, Cícero mata no peito e toca por baixo do goleiro em seguida.

A partir daí, o Tricolor tomou conta do jogo e ampliou o placar com Lucas, que fez o segundo e rolou bola açucarada para Dagoberto completar o terceiro.

Resta agora esperar pelo confronto entre Palmeiras e Vasco, que tem a vantagem de 2 a 0 no jogo de ida, para qual deles se juntará a Flamengo, São Paulo e Botafogo na luta pra valer pelo título da Sul-Americana.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

terça-feira, 23 de agosto de 2011 Sem categoria | 13:58

O INTER E A RECOPA

Compartilhe: Twitter

Eis a chance de Dorival Jr. firmar seu nome na história gloriosa do Inter. Basta vencer o Independiente no Beira-Rio e levantar a Recopa, um torneio internacional de expressão, pois confronta o campeão da Libertadores ao vencedor da Copa Sul-Americana.

A propósito, a turma precisa aprender a valorizar conquistas desse porte, e não apenas a Libertadores, o Brasileirão e os campeonatos estaduais, como costuma ser por aqui.

E o Inter, pelo visto, está valorizando, sim, senhor. Tanto que reuniu a tropa, concentrou-a e deverá ir a campo com sua melhor formação, inclusive o menino Oscar, ao lado do artilheiro Leandro Damião. A única dúvida é o lateral-esquerdo Kleber, que depende de aval do departamento médico.

De qualquer forma, boto fé nesse Colorado que, se não conseguiu ainda embalar no Brasileirão, tem um excelente time e um técnico sensato e competente.

COPA DOS RESERVAS

Apesar de a Sul-Americana, agora, abrir um novo caminho para a Libertadores, nossos times continuam olhando-a com um certo desprezo. Pelo menos, nesta fase doméstica da disputa.

Basta dizer que, na rodada deste meio de semana, dentre os chamados grandes, só o São Paulo se dispõe a entrar com sua equipe completa diante do Ceará, no Morumbi.

Flamengo, Atlético PR, Palmeiras e Vasco anunciam times mistos, com a intenção de poupar seus principais jogadores para a rodada de clássicos que encerra o primeiro turno do Brasileirão, no fim de semana.

Enquanto o calendário brasileiro não for devidamente equacionado, com tempo adequado para férias, pré-temporada e um espaço maior para a disputa do Brasileirão, reduzindo-se os estaduais à sua real dimensão nos tempos atuais, essa inhanha se repetirá sempre.

BRINCANDO DE MANO

No Lellis, depois do Bem, Amigos, ficamos ali beliscando os queijinhos e o presunto e brincando de Mano Menezes

Que Seleção doméstica o PC Vasconcelos, o Caio Ribeiro, Papai Joel e este vovô que lhes fala escalaríamos para enfrentar a Argentina, nos dois amistosos programados?

O Paulinho botou logo as cartas na mesa: Fábio ou Jefferson; Mariano, Anderson, Dedé e… interrogação, quem? Sim, talvez Kleber. Mas, Joel foi rápido no gatilho: Cortês, do Botafogo, com a minha imediata aprovação.
Bem, vamos em frente, PC: Arouca e Ralf? Joel, porém, aproveita para exaltar os dotes de Marcelo Matos: “Quando dirigia o Botafogo e perdia o Marcelo, era um perereco pra armar meu meio de campo. Ele era minha âncora”.

Já de minha parte, prefiro Casemiro, um volante alto, bom no cabeceio nas duas áreas, forte na marcação e preciso no passe, além de versátil, um dos principais destaques nas conquistas do Sul-Americano e do Mundial Sub-20.

Caio concorda comigo e seguimos adiante, com Ronaldinho Gaúcho e Ganso preparando as jogadas para Neymar e Leandro Damião. Ninguém dá um pio. É isso aí, com uma pequena ressalva aceita pelo PC: Danilo, do Santos, no lugar de Mariano.

Então, meu amigo, entre nesse papo que irá se prolongar por muitas e muitas noites, e escolha sua Seleção entre aqueles que atuam no Brasil. Os de fora, fora.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

segunda-feira, 22 de agosto de 2011 Sem categoria | 16:24

OS MENINOS NO HORIZONTE DO BRASIL

Compartilhe: Twitter

Outro dia, conversando por telefone com o técnico Mano Menezes, perguntei-lhe qual o plano B para Ganso, enquanto o meia santista não voltar à sua melhor forma, ou, mesmo, quando necessário substituí-lo por qualquer outra eventualidade.

Afinal, Jadson não teve a aceitação necessária da opinião pública, Fernandinho não tem o mesmo perfil do titular, Douglas ficou marcado por aquela jogada infeliz contra a Argentina, Elano não correspondeu, nem tem o talhe técnico para a função, e assim vai.

- Tá vendo como é dura a vida de técnico de Seleção? – foi a resposta de ano.

Tô vendo, sim. E vendo como anda jogando o menino Oscar, tanto no Inter quanto na Seleção, ouso dizer que aí está pintando um nome para essa posição tão carente no nosso futebol – o autêntico meia-armador, aquele que dita o ritmo da equipe, ajuda na marcação do meio de campo e distribui o jogo com lucidez e perícia.

Sim, sei bem que se trata de um garoto ainda em formação, de futuro incerto e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, a verdade é que vivemos na Seleção um processo de transição entre gerações, com os olhos postos lá na frente, na Copa que virá.

Até lá, teremos esses amistosos todos, a Copa da Confederação e a Olimpíada, para acelerarmos o amadurecimento desses nossos jovens talentosos que acabaram de nos dar o Mundial da categoria, depois do título sul-americano.

São meninos com a alma de vencedores, e boa parte deles já atua há um tempinho como titulares em suas respectivas equipes. É o caso, por exemplo, de Danilo, que já mereceu uma convocação de Mano, Casemiro e Oscar. Dudu, outro que brilhou no Mundial da Colômbia, está cavando um lugar no time titular do Cruzeiro, assim como Fernando, no Grêmio, Negueba, no Flamengo e P. Coutinho, que, por sinal, foi mal nas duas últimas partidas do Brasil, na Inter de Milão.

Se o amigo juntar no horizonte as três metas principais do Brasil nos próximos três anos, bem que caberia essa integração entre os garotos penta campeões do mundo, e a Seleção principal, em fase de renovação.

E isso já poderia ocorrer a partir das convocações para os amistosos com a Argentina, quando o técnico Mano Menezes obrigatoriamente terá de chamar apenas jogadores que atuem no Brasil.

Então – só como exercício de imaginação –, poderíamos ter como terceiro goleiro, esse Gabriel de tão heroica participação no Mundial, apesar do frango sofrido na decisão, pois isso faz parte da vida dos maiores goleiros da história. Só recentemente, tivemos exemplos amargos de Júlio César, Marcos e Rogério Ceni, todos acima de quaisquer suspeitas.

Danilo é outro nome certo, assim como poderiam ser os de Casemiro, Oscar e Dudu. Henrique entraria na lista, caso venha mesmo a ter chances no São Paulo (se ficar no Morumbi).

Essa turminha, então, se juntaria aos marmanjos Fábio, Jefferson, Léo Moura, Anderson e Dedé, a dupla de zaga do Vasco, Cortês, Ralf, Alex, Neymar, Ganso, Leandro Damião, Borges, sei lá quantos mais caberiam nesse rol.

É uma ideia. Que tal?

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

domingo, 21 de agosto de 2011 Sem categoria | 22:06

OS CLÁSSICOS DO DOMINGO

Compartilhe: Twitter

Três clássicos marcaram a rodada deste domingo – dois regionais e um nacional.

Neste, o Fla novamente desperdiçou a chance de permanecer na liderança, por pontos ganhos, ao lado do Corinthians, perdedor da véspera, ao empatar por 2 a 2 com o Inter, no Beira-Rio.

Claro, a tarefa do Flamengo era bem mais difícil do que a do Corinthians, que jogou em casa contra um adversário sem a mesma dimensão do Inter, sobretudo, no Beira-Rio. Mas, que diabo!, o Inter jogou com um a menos – Guiñazu, expulso – desde o primeiro tempo.

E o Flamengo saiu na frente, sofreu o empate, voltou a pontear e levou, por fim, um golaço de Leandro Damião, numa bicicleta dentro das mais rigorosas regras da arte desse lance acrobático criado por Petronilho de Brito, irmão de Waldemar de Brito, o descobridor de Pelé, e eternizado por Leônidas da Silva.

Esse gol de Damião e o de Ronaldinho Gaúcho, que mais uma vez jogou bem, deram o timbre mais alto desse clássico emocionante.

Nos clássicos estaduais, a história se repetiu: o São Paulo, que já desperdiçou duas chances seguidas de avançar na tabela, com possibilidades até mesmo de estar agora na liderança, mais uma vez, refugou diante do Palmeiras, no empate decepcionante por 1 a 1.

Nem se trata do empate em si, resultado plenamente aceito em clássicos dessa importância histórica. Mas, da maneira acanhada como o São Paulo se apresentou, a partir da escalação inicial com três zagueiros de ofício.

Mesmo porque, se o Palmeiras fosse mais objetivo, pelo volume de jogo, teria vencido fácil essa partida.

Assim como o Vasco não soube tirar vantagem dos deslizes da turma de cima, ao empatar com o Fluminense por 1 a 1. Neste caso, há a justificativa da perda de Felipe, um de seus principais articuladores, que será submetido a cirurgia no joelho e ficará um bom tempo fora dos gramados.

Enfim, uma rodada de clássicos que mais frustraram do que entusiasmaram as torcidas. E a tabela, lá em cima, ficou mais ou menos na mesma.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 01:45

CHORO HEROICO SOB A BANDEIRA

Compartilhe: Twitter

O menino-herói escondendo as lágrimas da glória sob a bandeira brasileira será para sempre a imagem de uma conquista histórica do futebol brasileiro: o pentacampeonato mundial do Sub-20. E o ponto de partida para a consagração inevitável, mais cedo ou mais tarde, de Oscar, meia de muita habilidade, mas, sobretudo, ciência no trato com a bola e na sua relação com o campo de jogo.

Oscar não só marcou os três gols do Brasil Sub-20 contra Portugal, na decisão da Copa do Mundo da categoria, como foi a alma, o coração e o cérebro da equipe. Armou, marcou, deu carrinho, cortou bolas na sua própria área, quando a situação ficou crítica para os brasileiros, executou dribles desconcertantes, arrancadas vertiginosas, toques de calcanhar, e, principalmente, arquitetou todo o nosso jogo, alterando o ritmo de acordo com a necessidade de seu time, neste ou naquele momento.

Os gols, na verdade, embora decisivos, pode-se dizer, foram mais obra do destino do que tramas do jogador.

No primeiro, aquela cobrança de falta fatal na busca de uma cabeça amiga que resvala no coco do beque e vai às redes. No segundo, drible espetacular de Dudu, que cruza para o goleiro rebater e Oscar pegar a sobra. No terceiro, só Oscar mesmo pode nos dizer se tentou realmente encobrir o goleiro, naquela bola alçada lá da direita, já na prorrogação..

Mas, o que é o destino senão o mistério da confluência de tantos fatores cuja combinação está no domínio dos deuses. E, eles, que tantas maldades já fizeram, desta vez, resolveram fazer justiça, ungindo esse menino-herói escondido sob a bandeira de seu país.

TIMÃO PRA BAIXO

O que se insinuava como uma confirmação da volta do líder sem suspeitas, depois daquela virada espetacular da última rodada sobre o Galo, revelou-se mais uma decepção: em pleno Pacaembu, o Corinthians levou de 2 a 0 do Figueirense.

E, desta vez, sem jogar o suficiente para obter resultado melhor. O Figueira foi sempre mais organizado e incisivo do que o Timão, e mereceu plenamente o resultado.

Quem também não jogou bem foi o Cruzeiro, em Uberlãndia. Mas, pelo menos, venceu o bravo Ceará por 1 a 0, em pênalti convertido por Montillo, já na metade do segundo tempo.

Já o Botafogo, que não tinha Loco Abreu, mas, tinha Felipe Menezes em tarde inspirada, meteu 3 a 1 no Galo, no Engenhão: um de Elkeson e dois de Felipe Menezes.

Assim, o Botafogo segue pressionando por uma vaga no G-4, enquanto o Galo segue seu calvário em direção à Segundona, embora haja tempo para reagir. Mas, a partir de quando?

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

quinta-feira, 18 de agosto de 2011 Sem categoria | 23:58

QUE BIABA!

Compartilhe: Twitter

Que biaba, meu! O Flamengo, que está ali, par a par com o Corinthians brigando pela liderança, de repente, em casa, leva de 4 a 1 do Atlético GO, um time que luta para escapar definitivamente da zona do rebaixamento.

E nem se pode dizer que foi assim um placar insólito, construído por acaso, em noite aziaga do Mengo, não. Foi goleada obtida pelos goianos no jogo jogado e, sobretudo, na bola parada, diante de um Flamengo desorganizado e impotente.

Claro que a ausência de Ronaldinho Gaúcho foi altamente sentida pelo Flamengo. Mas, mesmo assim foi uma surpresa daquelas.

Menos mal para o Mengão que o São Paulo rateou diante do América mineiro, em Sete Lagoas. Depois de um primeiro tempo tedioso, no segundo, já no finzinho, Marlos abriu o placar, para, quando ainda celebrava esse gol, ver Kempes, de bicicleta, empatar.

E assim vai o São Paulo. Isto é: vai e não vai, ficando empacado no terceiro lugar, agora com o Vasco já ao seu lado, em pontos ganhos. E perdendo na mesma rodada a chance de ser líder ou vice.

Quem novamente empacou foi o Palmeiras, que, no Canindé, ficou no empate por 1 a 1 com o Bahia, em jogo movimentado. Mais uma vez, o Verdão criou, mas não converteu na mesma proporção. Ficou naquele gol esperto de Valdívia, descontado por Titi de cabeça.

Assim como ficou no zero a zero a esperada denúncia de Felipão sobre quem o está boicotando no Parque. Felipão saiu pela tangente nesse jogo do disse-me-disse que domina o Palestra Itália desde que o mundo existe.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

  1. Primeira
  2. 10
  3. 20
  4. 28
  5. 29
  6. 30
  7. 31
  8. 32
  9. 40
  10. 50
  11. 60
  12. Última