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quinta-feira, 16 de junho de 2011 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:33

SEM NEYMAR, 0 A 0, CLARO

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charge do iG Esporte

Neymar sucumbiu à marcação cerrada dos beques do Peñarol e, sobretudo, do juiz paraguaio. Logo, o empate por 0 a 0 era inevitável. Melhor para o Santos do que para o Peñarol, claro., pois aumentam as chances de o Peixe, no Pacaembu, levantar a taça continental pela terceira vez em sua existência.

Mesmo porque, no jogo da volta, deverá ter novamente Ganso em campo. E Ganso anda fazendo uma falta danada, apesar dos bons resultados obtidos pelo Santos na sua ausência.

Nesta noite de quarta, então, isso não podia ser mais flagrante. Sem Neymar infernizando lá na frente, restava o jogo coletivo com algumas centelhas ao menos e criatividade no meio de campo, já que a defesa cumpria estoicamente seu papel. E foi justamente o que faltou, embora Arouca, Danilo e Alex Sandro, sempre que possível, investiam pelo meio ou pela ala esquerda com propriedade.

Mas, esse é um jogo feito de espasmos, não aquele envolvente toque de bola, os passes exatos, essas coisas que diferem o time de excelência do time normal.

Claro, houve duas chances claras de gol perdidas por Zé Love, assim como outras duas por parte dos uruguaios, além daquele gol anulado com precisão pelo bandeirinha. Mas, pouco para partida de tamanha importância, principalmente para o Peñarol, que jogava no seu campo esburacado, embora digam que ele atue melhor fora de casa.

De qualquer forma, vale ressaltar, além dos três já citados, a presença serena e atenta de Rafael sob a trave, serenidade até surpreendente para tão jovem goleiro.

Notas relacionadas:

  1. NEYMAR FILHO POR NEYMAR PAI
  2. O CASO NEYMAR
  3. CASABLANCA, NEYMAR E GANSO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

terça-feira, 14 de junho de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional, Libertadores, Seleção Brasileira | 15:47

CHEGOU A HORA DO PEIXE

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Depois de tantas peripécias – vai de avião, de ônibus (olha a cinza aí, meu!) -, o Santos, finalmente, desembarcou em Montevidéu para a primeira parte da decisão da Libertadores, contra o Peñarol.

Agora, resta Muricy definir o esquema e o time que vai jogar, sem Edu Dracena, Léo, Jonathan e Ganso, que até queria embarcar, mas os médicos vetaram, achando melhor o craque ficar pela Vila se cuidando para estar nos trinques no jogo da volta.

Quanto à tática a ser adotada, seja num 3-5-2, seja num 4-4-2 ou qualquer variação em torno desses temas, é quase certo que o Santos será mais cauteloso do que ousado. É natural, nesses casos. Mas, nem sempre aconselhável, sobretudo porque o Peñarol, se é meio estabanado na defesa, tem lá na frente um trio de respeito – Martinuccio, pretendido pelo Palmeiras, Míer e Oliveira.

Se deixar essa turminha manobrar a bola peto de sua área, o Peixe corre sérios riscos, sobretudo pela ausência de Edu Dracena, seu capitão e experiente zagueirão.

Mas, a verdade é que o Peñarol, mesmo em casa, não é de sair muito para o jogo, velha tradição uruguaia.

Por seu turno, o Santos tem ninguém menos do que Neymar, capaz de, sozinho, infernizar qualquer defesa, ainda mais aquele bando de mal-humorados botinudos, comandados por nosso velho conhecido Lugano.

Prevejo, pois, um embate renhido, com boas chances, porém, de o Peixe voltar de lá com suas escamas intactas.

DANILO NA MIRA DE MANO

Isso mesmo: Danilo, o volante e lateral do Santos, de excelente participação naquela conquista dos Sub-20 de Ney Franco, e que segue sendo o mais dinâmico parceiro de Arouca, no meio-campo peixeiro, está na alça de mira do técnico da Seleção, Mano Menezes.

Se continuar nesse pique, não me surpreenderia se fosse chamado na primeira convocação após a Copa América.

Essa revelação saiu de uma pergunta que lhe fiz, na resenha do Lellis, depois do Bem,Amigos, sobre as chances de Arouca ser chamado.

- Pô, não posso levar o time inteiro do Santos! Mas, o Danilo… Esse tem juventude, técnica, força e velocidade.

Arouca também tem. Mas deixe pra lá. Como diz Mano, as coisas vão se ajeitando com o tempo, um passo de cada vez, em direção à Copa de 2014. Passos que, segundo ele, conduzirão nosso time a um futebol mais ofensivo, com dois volantes, dois meias autênticos (um, armador; outro, mais ofensivo) e dois atacantes.

É mais do que uma promessa – uma convicção.

Que assim seja, pois.

A MORTE DO BRASIL

É  comum a turma aí me chamar de saudosista, ônus da idade e do tempo de serviço. Mas, garanto que estou ligado no meu tempo. Caso contrário, não estaria aqui e sim pedindo esmola na primeira esquina.

Pois, enfurnado na minha caverna de Ibiúna, passei esta tarde plúmbea e fria, como diria o poeta naquela noite na taverna refletindo sobre os mistérios da vida e da morte diante de um cálice de absinto, de olho na tv, assistindo à vitória da Dinamarca sobre a Bielorússia, pela Eurocopa Sub-21, acredite.

E o que vi? Um jogo interessante, sem ser nada excepcional. Interessante porque revela uma nova faceta do futebol mundial. Isto é: regiões do mundo onde até outro dia a bola era tratada com casca e tudo, hoje, é trabalhada com mais ciência e habilidade. As duas equipes buscando o gol, com esta ou aquela jogada individual de alta classe, como o gol de Jorgessen, que passou por três defensores adversários e tocou no canto, com categoria.

Em contrapartida, a publicação esportiva inglesa – 4-4-2 – decreta , em sólido artigo, a morte do futebol brasileiro. Quer dizer: aquele futebol brasileiro do imaginário europeu, em que a criatividade, a habilidade e a compulsão ofensiva se sobrepunham até mesmo às táticas e estratagemas, engendradas nos mais sofisticados laboratórios europeus.

Agora, sinto o tempo pesar sobre os meus ombros ao me ver ao lado de Thomaz Mazzoni, o Olympicus, que, há cinco, seis décadas atrás, investia contra os técnicos brasileiros, que ele chamava na extinta Gazeta Esportiva de alquimistas. Ou do comentarista sardônico do rádio e maior narrador de futebol da tv, Mário Moraes, o Leão, que preferia chamá-los de químicos.

O futebol no Brasil não morreu, é evidente. Mas, o futebol brasileiro, como espelho de suas mais caras tradições, agoniza há algum tempo, até mesmo quando levanta taças.

Não empolga, não anima a torcida ao ponto do paroxismo, seja nas exibições dos clubes, seja nas da Seleção. A última exceção foi aquele Santos do primeiro semestre do ano passado. De resto, é um lugar-comum frustrante, até para inglês ver.

A QUEM  INTERESSAR

Quero declarar, com carimbo oficial de cartório, que não viajo por twitter , face-book ou qualquer outra das tantas vertentes da Internet. Nunca invadi as áreas das tais redes sociais, além do blog que mantenho há anos no IG.

Tudo que tenho a dizer, expresso neste blog, na coluna no Diário de S. Paulo e nas participações nos programas da Sportv, Bem, Amigos e Arena, na qualidade de convidado remunerado.

Nada mais.

Digo isso porque outro dia recebi uma mensagem de um bloguista me esculhambando por ter tripudiado sobre o cadáver do Coronel Erasmo Dias, secretário da Segurança nos tempos da ditadura militar.

Nunca o fiz, embora tivesse todo o direito, quando ele estava vivo, de fazê-lo, pois estávamos em lados opostos da vida. Sucede que, abstraindo-se as imensas diferenças ideológicas, tínhamos algo em comum: a boemia e o gosto pelo futebol. E, quando cruzávamos na noite, sobrepunha-se a cortesia, sem muita intimidade, claro, mas selada pelo simples fato de que ele era meu leitor assíduo e sempre queria comentar algo sobre minhas colunas.

Agora, é um bloguista que me cobra um absurdo, algo referente a eventual crítica minha a Pernambuco, misturando o bravo estado de Pernambuco a homicídios e tráfico de drogas. Nunca, jamais, fiz essa combinação em textos ou falas públicas, Nem particulares, porque nada tem a ver.

Algum calhorda anda se utilizando de meu nome nas tais redes sociais. Pois, aviso aos navegantes desse caótico mar da Internet: só respondo pelo que escrevo neste blog do IG, nas crônicas do Diário de S. Paulo e no que falo na tv. E só.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, TIMÃO E FLA
  2. FLU E PEIXE NA HORA DA MORTE
  3. A LONGA JORNADA DO PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

segunda-feira, 13 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 17:25

AS CONTAS DO BRASILEIRÃO

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Pegue-se como exemplo os quatro primeiros colocados do Brasileirão, aqueles que, neste exato momento, seriam os indicados para a Libertadores do próximo ano, ao lado do Vasco, campeão da Copa do Brasil.

Nem o líder São Paulo, com seus números exuberantes – quatro vitórias consecutivas, sete gols marcados e apenas um sofrido – apresentou até agora um futebol empolgante. Sua melhor partida foi contra o Grêmio, na última rodada, mas nada que o amigo visse e sentenciasse – ah, esse ninguém segura!

Que dirá de Corinthians, Palmeiras e Atlético Mineiro.

Mas, é inegável que todos são bons times, uns, mais técnicos; outros, mais cascudos. Alguns, com jogadores de alta classe, poucos, porém, para os padrões da história brasileira escrita nos gramados onde a bola rola.

Esse, porém, não é o caso em pauta, aqui e agora.

Quero me fixar nos números, que dão aos quatro vantagens sobre os demais candidatos, alguns deles com elencos que sugerem muito mais do que obtiveram até agora, tipo Flamengo, Fluminense, Inter e Cruzeiro, por exemplo. Vantagens mínimas, é verdade, sobretudo, se olharmos para o horizonte do Brasileirão que se estende por mais de trinta rodadas.

Mas, é aqui que vale uma reflexão. Tanto Luxemburgo, quanto Muricy, dois campeões em conquistas de Brasileirões, chegaram a tais recordes baseando sua estratégia nesta simples equação: em campeonatos de pontos corridos, lá e cá, cada jogo é uma decisão.

Sim, porque um pontinho obtido aqui, no começo das ações, quando o pessoal está meio distraído, pode significar a diferença, lá na frente, entre o campeão e o vice.

Mas, o amigo dirá que isso não é uma verdade absoluta, e logo sacará da memória aquele arranque espetacular do Flamengo na fase final de campeonato recente.

Tá certo: há exceções. Mesmo porque o Brasileirão, diferentemente dos demais campeonatos nacionais por esse mundão afora, tem sempre um número muito maior de clubes chamados grandes, candidatos naturais ao título, do começo ao fim.

Além do mais, há essa traiçoeira janela do meio do ano, quando, dependendo de quem sai ou entra por ela, pode alterar de vez o cenário armado nos primeiros meses de disputa.

Enfim, o que quero dizer com toda essa prosopopeia é que, como não temos por aqui um Barcelona ou um Manchester United, a ideia de uma progressão aritmética estará sempre ameaçada pelo caos das súbitas transformações desta ou daquela equipe.

A DIAGONAL

Um amável bloguista me pede lá embaixo que explique melhor essa história da Diagonal de Flávio Costa, citada em poste anterior.

Diz o leitor que, embora já bem vivido, nunca tinha ouvido falar nesse sistema denominado de Diagonal pelo saudoso técnico do Flamengo, do Vasco, da Seleção Brasileira, e de tantos outros times, nas décadas de 30,40 e 50.

Tenho aqui, na estante ao lado, um livrinho precioso que me foi presenteado pelo inesquecível jornalista Álvaro Paes Leme décadas atrás: A Evolução da Táctica no Futebol – WM, de Cândido de Oliveira, jornalista, escritor e técnico do Sporting e da Seleção Portuguesa nos anos 30/40, fundador da mais tradicional publicação esportiva de seu país, A Bola.

Nesse livro, Cândido de Oliveira (não confundir com o linguista famoso) conta como as táticas no futebol evoluíram das verdadeiras peladas inglesas do final do século XIX até o WM de Herbert Chapman, o formato mais perfeito para ocupar todos os espaços do retângulo gramado do jogo: três zagueiros (dois laterais e um central), dois médios de apoio, dois meias de ligação e três atacantes (dois pontas e um centroavante), implantado a partir de 1925 no Arsenal.

Por aqui, continuamos a jogar no sistema clássico – dois zagueiros (o stopper e o back, em que o primeiro saía para dar combate ao atacante e o outro ficava na espera), três médios, sendo que o centromédio, também chamado de Eixo, era a figura central da equipe, e cinco atacantes.

Pois bem, o WM só foi bater por aqui mais de uma década depois de sua implantação na Inglaterra e no continente europeu. Quem o trouxe foi um austro-húngaro chamado Dori Kruschner, contratado a peso de ouro pelo Flamengo.

Kruschner penou para fazer a turma entender como a coisa funcionava, mas, seu auxiliar, na época, Flávio Costa, um ex-médio violento como revela seu apelido de Alicate, pegou o pião na unha.

Fez uma pequena variação no esquema WM e o batizou de Diagonal, que pegou por aqui como um rastilho. E, no que consistia essa variação? Simplesmente, deformou o quadrado mágico de Chapman (dois apoiadores e dois meias), passando a jogar com um dos apoiadores um pouco mais recuado, outro, mais avançado, um  mais atrás, que deu origem ao meia-armador, e outro mais avançado, que resultou mais tarde no meia ponta-de-lança. Desenhou-se então uma diagonal no alinhamento dos médios e dos meias.

Como a crônica esportiva brasileira, sempre muito atrasada em relação às mudanças táticas, seguia escalando as equipes no sistema clássico – dois beques, três médios e cinco atacantes –, a diferença se percebia pelas características do apoiador ou volante, fosse pela esquerda, fosse pela direita.

Por exemplo, no Vasco, Expresso da Vitória dos anos 40, Eli era o apoiador, Danilo (que no fim de carreira, no Botafogo e América virou quarto zagueiro) o apoiador mais recuado, e Jorge o lateral-esquerdo, marcador do ponta-direita adversário.

Já no Flamengo, era o inverso: Biguá marcava o ponta-esquerda, Bria atuava um pouco mais atrás de Jaime, que passava a ser o volante mais ofensivo.

Na época, um rico cartola vascaíno, deslumbrado pela invenção, resolveu bancar a ida de Flávio Costa a Portugal para uma série de palestras sobre seu novo sistema revolucionário E o que recebeu de volta foi apenas o ceticismo de todos, sobretudo de Cândido de Oliveira, que definiu a Diagonal como apenas uma pequena e irrelevante variação do WM de Chapman.

Aqui, porém, a Diagonal reinou até fins dos anos 50, quando surgiu a figura do quarto-zagueiro (quarto porque foi o último defensor a juntar-se à linha de três zagueiros do WM) e, consequentemente, o sistema 4-2-4, que, de fato, era já um 4-3-3. Mas, essa é uma outra história que fica para uma outra vez.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. BRASILEIRÃO DE RESULTADOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 12 de junho de 2011 Sem categoria | 22:04

NA ESTREIA DE ABEL, DEU TITE

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Na estreia de Abel Braga, o messias esperado há tento tempo nas Laranjeiras, o Fluminense perdeu por 2 a 0 do Corinthians, no Pacaembu.

Perdeu, sobretudo, no primeiro tempo, quando o Corinthians foi mais incisivo e categórico, criando boas chances a partir das descaídas de Danilo pela esquerda. Tanto que dali nasceu o gol de abertura de Willian, autor também do segundo, de pênalti, fruto de falha do goleiro Berna em chute longo de Paulinho.

O Flu também sofreu a perda de Deco, que vinha de duas excelentes exibições, ainda na primeira etapa, e só foi se recuperar, no segundo tempo, com a entrada de Souza, que dinamizou aquele meio campo até então amorfo.

Mas, aí, esbarrou em Júlio César.

Assim, o Timão assume a vice-liderança do Brasileirão e acena com boas perspectivas, principalmente depois da incorporação de Alex no time.

PÍFIO FLAMENGO

Nem mesmo o empate por 1 a 1 com o Atlético PR pode aliviar o mal-estar na Gávea, sob o prático argumento de que o jogo foi disputado na casa do inimigo. Pois o Furacão não passou de leve brisa soprando na Arena da Baixada, num dos piores jogos dos últimos tempos. E o Flamengo, nem mesmo um suspiro.

Que o Atlético jogue o que jogou é compreensível, pela ausência de um elenco mais qualificado. Mas, o Flamengo, com seus Ronaldinhos e Thiagos? Meu Deus!

A LA FELIPÃO

E não é que o Verdão foi ao Beira-Rio e voltou com um empate bem maneiro por 2 a 2 com o Inter de Falcão, o que lhe permitiu ascender para a terceira posição da tabela?

A la Felipão, o Palmeiras fechou sua marcação sobre o Inter, e apostou nas bolas paradas de Assunção, que, por um triz, não marca por duas vezes. Já o Inter, embora com a bola nos pés, não soube contornar essa situação. Tanto, que os dois primeiros gols foram contra, de Márcio Araújo e Rodrigo.

Luan, canhoto pouco valorizado nesse time, ainda que decisivo por várias vezes e muito participante o tempo todo, em jogada pessoal, virou, para Damião empatar já no apito final.

Já passou da hora de o Internacional reagir na competição. Quanto ao Palmeiras, tá bom demais, na medida do possível.

BOA, BOTA!

O Glorioso sofreu diante do excelente Coritiiba, que abriu o placar no Engenhão logo de cara e terminou o jogo aplicando um sufoco no adversário.

Mas, entre esses dois momentos cruciais, o Botafogo teve bola e organização para virar um balaio de três sobre o Coxa, graças a Elkeson, Maicossuel e Alex.

O Botafogo, muito remoçado, ainda oscila dentro da partida, o que é natural. Mas, com Maicossuel voltando à melhor forma, mais Elkeson e Alex, a chegada de Renato (ex-Santos), por certo, dará mais consistência ao meio de campo alvinegro, credenciando-o a fazer boa figura neste Brasileirão.

BAHIA E GALO

Hmmm…, que pênalti é esse, meu! Bola disparada a um metro do zagueiro atleticano, que se vira de perfil para evitar o choque de frente, evidentemente bate no braço colado ao corpo. Não há o menor vestígio de intenção do atleticano em levar o braço à bola, única situação que se configura faltosa em lances desse tipo.

De qualquer forma, Souza abriu o placar para o Bahia, num Pituaçu delirante, e o Galo empatou com Berola, na estreia de Ricardinho no Bahia.

Não vi o jogo, mas, quem lá esteve garante que o Galo foi melhor, criou várias chances e foi barrado pelo goleiro Marcelo Lomba.

O Galo promete e o Bahia começa a ter um contorno interessante, com Jobson, Ricardinho e Lulinha, sob o comando de Renê Simões.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
  2. CLÁSSICO DE VERDADE
  3. FLA, TIMÃO E TRAVESTIS
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sábado, 11 de junho de 2011 Sem categoria | 23:23

NAMORANDO A LIDERANÇA

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O São Paulo festejou o Dia dos Namorados de mãos dadas com a liderança do Brasileirão, ao bater o Grêmio, por 3 a 1, no Morumbi. E, desta vez, não foi só a vitória que mereceu celebração pelos tricolores paulistas. Mas, sobretudo, o bom futebol praticado, firme na defesa, dinâmico no meio de campo e insinuante no ataque.

Equilíbrio que Carpegiani obteve num só lance de mão, com apenas uma troca – a saída do volante Carlinhos Paraíba para a entrada de Marlos, mais à frente, ao lado de Lucas e Dagoberto. Ah, sim, sem esquecermos o singelo fato de que o São Paulo, nestas quatro vitórias seguidas, tomou só um gol. Com apenas dois zagueiros de ofício, dois novatos, diga-se.

Mas, quem abriu a contagem foi um volante, que a cada rodada mostra bola mais redonda: em jogada de Marlos, Casemiro dispara bola que desvia no beque e engana Victor. O próprio Casemiro, porém de cabeça, contra, trataria de empatar a partida.
Marlos, porém, faria o segundo, escalando pela direita, e Jean, em posição irregular, por fim, fintou o goleiro e emplacou o resultado de 3 a 1.

Por seu lado, o Grêmio, com uma formação peculiar, em que dois laterais – Gabriel e Lúcio – faziam as funções de meias (Lúcio tem jogado assim há algum tempo), entupindo o seu meio de campo, em nenhum momento conseguiu se organizar o suficiente para mudar o cenário do jogo que foi sempre do São Paulo.

CUCA ENCUCADO

Estava estampado na cara do Cuca, durante a entrevista coletiva depois do empate em casa com o time reserva do Santos e com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo, por 1 a 1 – o que era até outro dia um céu de anil gentil cobrindo a Toca da Raposa transformou-se em nuvens de chumbo, com raios e trovões anunciando-se ao longe.

Afinal, neste sábado, o Cruzeiro, considerado com justiça o melhor time da América, antes daquela trágica quarta-feira da Libertadores, somou sua quarta partida consecutiva no Brasileirão sem vitória. É muito para os padrões do Cruzeiro.

E o diabo é que o time jogou bem. Pelo menos, muito melhor do que o Santos. Criou uma infinidade de chances para ampliar o placar de 1 a 0, conseguido a duras penas, de pênalti, e acabou levando aquele gol de cabeça de Borges, já nos acréscimos.

(O mesmo Borges que chegou à Vila para resolver justamente esse problema – meter nas redes as bolas que o Peixe jogava fora antes dele).

Fatalista como é, por certo, Cuca espia essa súbita mudança de clima como um sinal dos céus de que é hora de mudar.

SALVE O REI!

São Januário recepcionou em festa seu Rei Juninho Pernambucano, Primeiro e Único. E, ainda nas dobras das celebrações da conquista da Copa do Brasil, deu folga a seus principais titulares diante do Figueira.

A festa foi bonita e enche de esperanças o torcedor vascaíno, neste momento de plena recuperação do orgulho da Cruz de Malta. Mas, o resultado foi pífio: 1 a 1, num jogo em que o Figueirense foi melhor a maior parte do tempo, sobretudo na etapa final, quando perdia por 1 a 0, gol de Elton no primeiro tempo, e chegou ao empate no finalzinho, em bola chorada.

Mas, ninguém ligou muito pra isso, não, pois todos estavam mesmo preocupados em estender o tapete vermelho para o Rei de São Januário, que está, finalmente, de volta, depois de tantas conquistas em campos de França.

Notas relacionadas:

  1. O PESO DA LIDERANÇA
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. RAPOSA DEU O BOTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 9 de junho de 2011 Sem categoria | 16:48

ABELÃO, O BÃO

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Abel Braga acaba de assumir o Fluminense, depois de longa e persistente espera. E estreia dirigindo seu time contra o Corinthians, no Pacaembu, neste domingo.

Antes de mais nada, quero dizer que Abelão é um sujeito bão, como se diz nos interiores do Brasil. Apesar daquele corpanzil todo, que à primeira vista sugere um tipo rude e tosco, Abelão não consegue esconder uma alma leve e sensível.

Por exemplo, o amigo pode imaginá-lo diante de um piano executando Chopin com lágrimas nos olhos? Pois, Abelão é assim. Como zagueirão do Flu, do Vasco, da Seleção, ao mesmo tempo em que não escondia a marreta no calção, era capaz de tratar a bola no pé com os cuidados com que seus dedos percorrem o teclado branco e preto do piano.

Exuberante, às vezes, fala demais. Mas, melhor exceder-se na espontaneidade do que espreitar-se na dissimulação.

Técnico vitorioso, campeão do mundo pelo Inter, entre tantas outras conquistas menores não pode ser timbrado como um estrategista emérito, um desses treinadores que inventaram moda no futebol brasileiro, tipo Flávio Costa, com sua célebre Diagonal, ou Zezé Moreira, com sua universal Marcação por Zona.

Mas, gosta de embicar seus times de forma mais ofensiva do que a habitual nos últimos tempos do futebol brasileiro.

No Fluminense, por certo, com o elenco de que dispõe, poderá deitar e rolar nessa praia.

É o que espero.

JADSON E O CLICHÊ

Vira e mexe, o bloguista amigo posta um comentário do tipo: “Pô, você viu outro jogo…” , e lá vem malho no blogueiro.

Às vezes, o amigo viu melhor o jogo do que este velho cronista, caçando imagens de várias partidas ao mesmo tempo. Mas, em geral, vi mesmo outro jogo, aquele visto pelo olhar mais frio do analista, não do torcedor, que torce e distorce naturalmente os fatos.

Claro, traio-me também pela emoção, que futebol não é jogo de xadrez, embora guarde algumas remotas semelhanças. Mas, posso assegurar que isso é coisa rara.

Tenho a convicção, porém, de que busco fugir do clichê, do preestabelecido, do estigma, como o diabo da cruz. Ao contrário de muitos companheiros que a eles se entregam de alma lavada.

Nada mais me causa repulsa do que aquela história de dizer que Fulano é isso. Fulano, Beltrano, Sicrano, não são isso ou aquilo. Foram, isso ou aquilo, nesta ou naquela partida, neste ou naquele momento, nesta ou naquela temporada. Mesmo porque as pessoas não são as mesmas do primeiro vagido ao último suspiro.

Estou dando voltas para chegar à atuação de Jadson no jogo contra a Romênia.

Vale dizer que a chamada desse jogador pela primeira vez por Mano, causou-me certa estranheza. Nem sequer me lembrava de sua atuação aqui no Brasil, pelo Atlético PR, se não me engano.

Além do mais, o bicho jogava lá no Shaktar da Ucrãnia, escondidinho da tv e dos noticiários. Eis, porém, que, sob seu comando, o Shaktar chega ás quartas de final
da Liga dos Campeões, feito inédito na história desse time.

Nos poucos minutos em que esteve em campo, na estreia pela Seleção, Jadson nada acrescentou, acentuando a ideia de que se tratava de um equívoco de Mano.

Mas, contra a Romênia, jogou de cabo a rabo, e jogou bem. Nada excepcional, para entrar nos anais da CBF ou ganhar definitivamente o coração do torcedor. Mas, jogou bem. Melhor do que Elano, na partida contra a Holanda. Deu ritmo ao meio-campo, distribuiu passes rápidos e precisos, participou decisivamente do gol brasileiro, deu duas ou três enfiadas espertas, e, sim, errou este ou aquele drible, este ou aquele serviço, normal.

No dia seguinte, ligo o rádio, abro os jornais, a Internet, e é aquela enxurrada de críticas em cima de Jadson. É isso, é aquilo. Não tem cabedal para vestir a camisa 10 que já foi de Pelé e outras tontices mais.

Claro que Jadson não tem talento para vestir a camisa de Pelé. Ninguém tem, nem terá até o juízo final. Sem falar nessa crônica desinformação sobre a tal Camisa 10, que tanto foi de Pelé e Zico, dois meias ofensivos, como foi de Ademir da Guia e é de Ganso, dois meias armadores.

No máximo, será reserva de Ganso, se este se recuperar plenamente.

A propósito, sem fugir do tema, Gérson era 8 no Botafogo e foi 10 no São Paulo. Mesma transferência de Zizinho, que era 8 no Flamengo, 9 no Bangu e 10 no São Paulo. Isso se deve á herança do sistema Diagonal de Flávio Costa, que, em alguns clubes, o 10 era o armador e, em outras, era o ponta-de-lança. Mas, vá enfiar isso na cabeça dessa moçada, que nem sabe o que é Diagonal, quem foi Flávio Costa ou, sequer, quando o número foi impresso nas camisas dos clubes e por quê.

Mas, que diabo! No jogo contra a Romênia, Jadson cumpriu seu papel melhor do que a maioria dos que têm ocupado esse espaço desde a contusão de Ganso. Custa dizer isso, em vez de ficar repisando velhos clichês?

Notas relacionadas:

  1. QUE NOITE, CARIOCAS!
  2. A PERPLEXIDADE DE MURICY
  3. CONCA, ELIAS, JUCILEI E THIAGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quarta-feira, 8 de junho de 2011 Seleção Brasileira | 00:57

AS DUAS FESTAS E O FIM DE FESTA

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Até o início do segundo tempo, foi uma festa só. Festa de despedida de Ronaldo e festa da bola nos pés dos brasileiros diante dos romenos. Depois, foi um fim de festa.

Ronaldo desperdiçou a chance de se despedir com o aceno de sua vida gloriosa – o gol esteve aos seus pés por duas vezes; numa, o goleiro pegou; noutra, o Fenômeno mandou-a para fora.

Mas, nas duas oportunidades, Ronaldo relembrou um dos seus atributos mais marcantes: o senso de colocação na área. Senso que Fred, seu antecessor nos 30 minutos iniciais de partida, também revelou, ao colher aquela bola bem tramada entre Maicon, Jadson e Neymar, aos 21 minutos de jogo, E que Nilmar, seu sucessor não demonstrou nas duas boas ocasiões criadas por Maicon e Neymar, no segundo tempo.

Mas, se concentrarmos todas as nossas atenções sobre a Seleção, abstraindo-se Ronaldo, seu antecessor e seu sucessor no jogo, veremos que o técnico Mano Menezes voltou ao ponto inicial de sua proposta para o time: ainda sem Ganso, em vez de escalar mais um volante por ali, preferiu dar uma chance completa para Jadson.

E Jadson foi aprovado com louvor no trabalho de organizar o time, sobretudo no primeiro tempo, quando nosso time deslizou em direção ao ataque, criou várias chances de marcar e fez só aquele gol de Fred.

É a velha questão do homem certo no lugar certo. Na meia, um meia, meu! Não precisa ser um Didi, um Zizinho, um Gérson, um Ademir da Guia, um Zidane ou qualquer monstro sagrado da posição para exercer essa função. Basta que o sujeito tenha cacoete para a coisa – bom passe, boa visão de jogo e molejo para se mexer ali naquela zona congestionada da intermediária adversária sem grandes embaraços.

Já o segundo tempo se desenrolou num clima de fim de festa, em boa parte por conta do cansaço – físico e emocional – de um grupo de jogadores cuja maioria joga na Europa. Portanto, em tempo de férias, não de trabalho.

Por fim, a convocação final para a Copa América segue dentro dos parâmetros estabelecidos por Mano até aqui, na esperança de que Ganso e Pato estejam nos trinques até lá.

Com o tempo de que disporá Mano para afiar a equipe com vistas à Copa América, há uma boa margem de esperança, embora seja ajuizado mantermos a cabeça fria: lá, com Messi e cia. bela, a Argentina é e sempre será a favorita. Mas, temos chances, sim.

> Leia mais sobre Ronaldo e seleção brasileira

Notas relacionadas:

  1. SEM FESTA, NEM CHORO
  2. UMA DECISÃO
  3. DO FENÔMENO À ENCRENCA
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segunda-feira, 6 de junho de 2011 Ex-jogadores, Seleção Brasileira | 17:17

DO FENÔMENO À ENCRENCA

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Nunca um apelido coube tão bem num jogador de futebol como o Fenômeno do Ronaldo. Fenômeno de superação nas adversidades intermitentes sofridas em sua cintilante carreira. Fenômeno no trato com a bola e na intimidade com o gol. Fenômeno na quebra de tantos recordes. Fenômeno de marketing, capaz de tirar de letra várias situações constrangedoras, suficientes para arranhar a imagem pública de qualquer um, definitivamente. E, por aí, vai.

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Mano orienta Neymar na véspera de Brasil x Romênia: técnico não está preocupado com festa para Ronaldo, mas sim com a Copa América (AFP)

Portanto, nada mais justa do que essa homenagem que lhe será prestada amanhã, no Pacaembu, na sua despedida oficial da Seleção Brasileira, no amistoso contra a Romênia.

Mas, passados os dez, quinze minutos de tributo ao craque, voltemos nossos olhos para a Seleção de Mano, que inicia sua entrada no funil em direção à Copa América.

Nosso time sofrerá várias mudanças, sobretudo na defesa, com as dispensas de Júlio César, Daniel Alves e Lúcio. Até aí, nenhum problema aparente. Os três goleiros reservas – Victor, Fábio e Jefferosn – estão prontos para substituir Júlio César a qualquer momento.

Maicon, um dos destaques da Inter, reassume simplesmente o posto que foi seu no período todo em que Dunga esteve comando o time nacional. E David Luiz, guindado à zaga titular por Mano, na fase em que Lúcio não vinha sendo chamado, não só foi muito bem com a canarinho, como acaba de ser eleito uma das grandes revelações do futebol inglês.

Assim como a dupla de volantes – Lucas Leiva e Ramires – tem dado conta do recado.

A encrenca começa aqui, no chamado terceiro homem de meio de campo, onde Ganso tem cadeira cativa, desde que possa jogar. Afinal, foi o único meia autêntico, com poder de organização e de criação superior, que entrou no time e resolveu logo de cara.

Mano, seguindo o roteiro por ele estabelecido no início de seu trabalho, na ausência forçada de Ganso, passou a testar alguns meias que poderiam fazer esse papel: Douglas, Renato Augusto e Jadson, se não me escapam outros, por exemplo. Não funcionou.

Então, animado pelo ótimo desempenho de Elano nos três primeiros meses da temporada, na sua volta ao Santos, Mano resolveu dar um passo atrás na sua proposta, escalando um terceiro volante por ali.

Há quem garanta ser Elano um meia genuíno. Não concordo. Mas, nem talvez seja esse o caso, pois Elano tem bom passe, experiência, e bate na bola como poucos de longa e média distâncias, assim como é mestre em bolas paradas. Mas, já nos últimos tempos vem revelando lentidão excessiva e pouca participação nos jogos, seja defendendo, seja armando.

Se quiser reornar ao caminho inicial, cabe ao treinador brasileiro, escolher entre estas alternativas para a posição, no elenco atual: Anderson ou Thiago Neves.

Anderson leva a vantagem de ser mais solidário na marcação e no fechamento dos espaços na nossa intermediária. Thiago, porém, é aquele canhoto de drible fácil e chute potente.

Há, porém, outra possibilidade: Lucas, que tem atuado, mais ou menos, como esse meia no São Paulo, embora não seja seu perfil futebolístico. Lucas é mais chegado ao drible e à condução de bola.

Na cabeça de Mano, a posição ideal de Lucas é no ataque, ali pela direita, fechando para o meio, quando o time estiver sem a bola. Bem pensado. Isso, porém, implicaria ou na saída de Robinho, ou na ausência de um centroavante típico.

Quanto a este, Fred desperdiçou sua chance diante da Holanda. Portanto, a hora, agora, é de Leandro Damião. O certo mesmo é que Neymar segue firme lá na frente. E nem poderia ser de outra maneira.

De qualquer jeito, não gostaria de estar nas botas de Mano, como diria aquele velho texano.

Notas relacionadas:

  1. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  2. DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO
  3. SELEÇÃO PREVISTA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:17

BRASILEIRÃO DE RESULTADOS

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O  grande placar da rodada foi, sem dúvida, a goleada por 5 a 1 que o Coritiba aplicou no Vasco, no Couto Pereira. Mas, também, foi o mais ilusório, pois os dois times, que decidirão a Copa do Brasil na quarta, jogaram com seus reservas, salvo esta ou aquela exceção.

O diabo, para os vascaínos, é que o Almirante desfilava na ponta da tabela até esta tarde de domingo, jogando com esse mesmo Expressinho que descarrilou em Curitiba.

Logo abaixo, vem a goleada do Inter contra o América mineiro, em Campo Grande: 4 a 2, em tarde inspirada do menino Oscar, autor de dois gols e outros babados. Já está na hora de Falcão fixá-lo ali, ao lado de D’Alessandro, para que o garoto possa ganhar experiência, ritmo de jogo e esmerilhar aos poucos ainda mais sua bola já redondinha.

Já os mais ínfimos foram o 1 a 0 do Palmeiras sobre o Furacão, sábado, no Canindé, e o 1 a 1 entre Flamengo e Corinthians, num Engenhão em festa no tributo a Petikovic, que se despediu da camisa rubro-negra.

No Canindé, em jogo desinteressante, o Palmeiras colheu mais uma vitória, graças á pontaria certeira de Assunção, que cobrou corner na cabeça de Chico – o desvio e o gol solitário. Solitário, mas precioso, sobretudo porque não se pode exigir muito mais desse Palmeiras de bolsos vazios e elenco reduzido.

E, no Engenhão, o empate frustrante para o Fla e animador para o Timão, num espetáculo comovente da torcida homenageando seu ídolo que parte, um jogo razoável, no geral, com alguns momentos interessantes, como, por exemplo, os dois gols – de William, em assistência exata de Weldinho, o estreante, e de Renato Abreu, numa cobrança de falta magistral.

Jogo de nível superior mesmo foi o de sábado, na vitória do Flu por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em mais uma bela exibição de Deco. Excelente resultado para o Tricolor, mas péssimo para o Cruzeiro que não consegue se reerguer neste Brasileirão do trauma sofrido contra o Once Caldas, na Libertadores. Cá entre nós, porém, já era tempo.

Por fim, o Peixe, pela primeira vez neste campeonato com sua equipe titular, salvo os contundidos e convocados para a Seleção, meteu 3 a 1 no Avaí, na Vila, na estreia de Borges, autor de dois gols.

Caso o Santos consiga reunir todas as suas estrelas antes da Copa América, a presença de Borges ali vai ser fundamental para transformar em gols todas as tramas tecidas por Ganso, Neymar e cia. bela.

De qualquer forma, vale sempre ressaltar a atuação impecável e dinâmica de Arouca, um volante que põe no bolso todos aqueles que se preparam na Seleção para enfrentar a Romênia, terça.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. E COMEÇA O BRASILEIRÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 4 de junho de 2011 Sem categoria | 18:57

MANO E O LUGAR-COMUM

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Por Milton TrajanoO Brasil começou e terminou o jogo contra a Holanda, sob vaias da torcida no Serra Dourada, com três volantes. Quer dizer, só não terminou com três volantes porque Ramires foi expulso. E, na maior parte do tempo, foi aquele ramerrão, muito pega-pega no meio de campo e raras emoções no ataque.

Houve, apenas um breve momento em que a Seleção Brasileira quebrou o lugar-comum e criou uma série de boas oportunidades, com Robinho, Neymar etc., no início do segundo tempo, sobretudo, depois da entrada de Lucas no lugar de Elano.

Mas, logo, Mano retornou ao esquema com três volantes, ao trocar Robinho por Sandro, o que animou a Holanda  a se aventurar ao ataque.

Ao assumir a Seleção, Mano deu sinais de que não só promoveria uma reformulação de elenco, mas, principalmente, de mentalidade, mudando a forma de nosso time jogar. Mas, aos poucos, começou a refluir para o clichê convencional de nossos times e até mesmo da Seleção que disputou a Copa do Mundo na África.

Fórmula que contraria inclusive sua maneira de pensar. Ainda é tempo de Mano escapar dessa armadilha ardilosa, aquela que recomenda não correr riscos para não criar marolas. Ao contrário: as vaias do Serra Dourada refletem bem que o torcedor brasileiro já está de saco cheio com esses sistemas em que a cautela pragmática submete a aventura e a imaginação, atributos eternos de nosso futebol.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  2. O MODERNO E O ANTIGO
  3. E PODE?
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