Blog do Alberto Helena Jr - Part 225

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domingo, 25 de novembro de 2007 Sem categoria | 21:05

Espetacular recuperação

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E o Flamengo carimbou sua passagem para a Libertadores, enquanto o Cruzeiro, por exemplo, que passou a maior parte do campeonato como grande candidato à vice-liderança, despencou mais uma vez, diante do Sport, na Fonte Nova – e que golaço do Gabiru!

Não foi uma exibição de gala do Fla, cujo time, modestamente, deixou para a galera, nas arquibancadas, fazer o inigualável espetáculo, mais uma vez.

Em campo, o Flamengo foi sempre melhor do que o Atlético PR e o gol de Renato Augusto, um tributo a essa grande esperança do nosso futebol: tocou para Souza, que devolveu mal; mesmo assim, recuperou a bola, tabelou novamente e finalizou na saída do goleiro.

O segundo gol, de Juan, foi irregular, é verdade, mas os 2 a 0 foram a mais perfeita tradução do andamento do jogo.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 21:05

Virada espetacular

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Basta dizer que aos 28 minutos do segundo tempo o Santos perdia por 2 a 0 e entregava de bandeja a vice-liderança para o Flamengo, que vencia pela mesma contagem o Furacão, no Maracanã.

Kleber Pereira, três vezes, e dez minutos depois, lá estava no placar da Vila capanema: Santos 3, Paraná 2. E, mais uma vez, a virada espetacular deveu-se à ousadia do técnico Luxemburgo, que, depois de uma etapa inicial fraca, na segunda, botou pra quebrar: sacou até zagueiro para colocar atacante, e o Santos, mesmo tomando o segundo gol teve pernas e tutano para recuperar-se em tempo.

Como o Sport se incumbiu de despachar o Cruzeiro, em Recife, Santos e Flamengo timbram seus respectivos passaportes para a Libertadores da América, a viagem mais sonhada para todos.

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sábado, 24 de novembro de 2007 Sem categoria | 14:44

Coroa para Kaká

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A imprensa italiana anda espalhando que Kaká já sabe que é o Bola de Ouro, tradicional prêmio conferido pela revista francesa France-Football para o melhor jogador da Europa (agora, do mundo).

Para muitos é uma prévia da escolha maior da Fifa, que vários brasileiros já ganharam nos últimos tempos, alguns até duas vezes seguidas, como Romário, Ronaldo Fenômeno, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho.

Kaká pode não ser aquele craque que deslumbra com invenções inesperadas ou efeitos mágicos de pura habilidade, como, por exemplo, o fez Ronaldinho Gaúcho no período áureo de sua carreira no Barça. Mas, é um jogador de técnica refinada, inteligente e de muita força, sobretudo naquelas arrancadas com a bola colada aos pés.

No cenário atual, merece os dois prêmios, e muito.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 14:42

Auréola para São Jorge

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São Jorge perdeu a auréola de santo há um bom tempo. Mas, pelo trabalho que o Corinthians lhe tem dado, haverá de recuperá-la brevemente. Sobretudo, se o Timão escapar desta.

Pois, não bastasse a situação abracadabrante em que se encontra o time na tabela, Finazzi está fora dos dois próximos jogos decisivos. E o Corinthians, hoje, todos sabem, é Felipe numa ponta e Finazzi na outra.

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Sem categoria | 14:41

Mano e o desgaste

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Dizem lá no Sul que o Grêmio já anda garimpando por aí um substituto para Mano Menezes, a cara e a alma desse glorioso time que ele foi buscar na Segundona para repô-lo no seu devido lugar entre os maiores da América.

Pena que o futebol brasileiro seja tão desgastante a ponto de não ser possível manter um técnico por mais de três anos, mesmo quando sua fisionomia se identifique tanto com o clube como no caso de Mano e o Grêmio.

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Sem categoria | 14:40

O campeão e o melhor

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O São Paulo, pelo visto vai inteirinho e de uniforme campeão para receber o Botafogo, no Morumbi, num clássico que não vale nada. Isto é: os pontos em jogo não representam muita coisa para nenhum dos dois.

Sim, porque até mesmo uma vaga para a Sul-Americana representa para o Botafogo um prêmio de desconsolo, não de consolação.
É aquele troféu que fere mais do que enobrece. Afinal, o Botafogo, durante todo o primeiro semestre praticou o futebol mais gostoso de se ver e não levou nada. Pior: liderava o Brasileirão, e, de repente, a partir do episódio Dodô, despencou feito balão apagado.

Já o São Paulo, que brilhou em alguns poucos momentos, foi sólido e vencedor, a partir de um começo titubeante e empalmou a taça. Ops, empalmou ou não?

Fnal, cadê a taça, meu? Vai para o Morumbi ou vai para a Gávea?
É como se tivessem invocado o espírito do Chacrinha pra comandar a massa e o espetáculo que beira a chanchada.

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Sem categoria | 14:37

Afiando a rodada

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Acabou essa inesperada pré-temporada encravada na reta final do campeonato e ás vésperas de várias decisões, afora o título que o Tricolor já empalmou com muita antecedência.

O técnico Luxemburgo reclama, para não perder o hábito. Acha que esse interregno esfria os ânimos e tal e cousa e lousa e maripousa.

Pode ser, mas também deu um tempo para que alguns jogadores se recuperassem de lesões, além de oferecer campo maior para os treinamentos de cuja ausência tanto reclamam os treinadores em geral e o bom senso.

Aliás, o maior beneficiário disso foi o próprio Santos de Luxemburgo, que pode contar, por exemplo, com Maldonado contra o Paraná, em Curitiba, num jogo de vida ou morte para o adversário e uma questão de honra para a turma da Vila, que aspira, além da vaga na Libertadores, pelo menos, a vice-liderança do campeonato.

As mesmas intenções que norteiam a súbita reação do Flamengo, que recebe o Furacão num Maracanã novamente lotado, o que lhe dá todas as chances de manter-se nessa briga com o Santos pelo segundo posto do Brasil.

Sim, porque Ibson e Bruno têm feito a diferença dentro do campo, mas quem impulsionou mesmo o Fla nessa blitz arrasadora em direção ao topo da tabela foi, sem dúvida, a massa rubro-negra, que deveria ganhar o prêmio de décimo segundo jogador do campeonato.

Já o mesmo não se pode dizer do Cruzeiro, que pintou como vice praticamente garantido, mas oscilou tanto que agora luta mesmo é para não perder eventualmente uma das vagas para a Libertadores, pois atrás vem gente. E, para mal de seus pecados, tem de enfrentar o Sport, na Fonte Nova, animado para ganhar um lugar na Sul-Americana e pela mala preta pintada disfarçada por uma mão de tinta verde.

Eis uma prática desesperada que não me soa bem, embora ilegal não seja. Mas, o Palmeiras, que enfrenta uma pedreira no Beira-Rio, contra o Inter, não pode deixar escapar no finzinho essa vaga que cultivou com tanto esforço e, por que não?, talento, ao longo de todo o campeonato.

São todos jogos decisivos, como se vê, embora ainda reste mais uma rodada. Jogos que se propõem ainda mais disputados por esse tempo de preparo que o calendário ofereceu aos seus disputantes. Espero.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2007 Sem categoria | 17:54

Os melhores do Brasileirão

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Saiu a relação dos 33 eleitos para o prêmio de melhores do Brasileirão 2007. Confesso que, de todos os escolhidos pela mídia, surpreende-me apenas a presença de Coelho, lateral-direito do Galo.

Nada a ver com aquele episódio do drible da foca. Apenas, porque vejo esse moço jogar desde as categorias de base do Corinthians, e, afora sua primorosa capacidade de bater faltas, nada mais em sua bola me chamou a atenção.

Outro detalhe: a disputa pelo título de melhor jogador do torneio entre Rogério Ceni e dois estrangeiros, o chileno Valdívia e o uruguaio Acosta.

Some-se a isso a presença de três zagueiros tricolores na lista – Breno, Miranda e Alex Silva, todos excelentes – e vemos como anda mal nosso futebol nas laterais e nos jogadores de frente.

Como? Qual a minha seleção do campeonato? Lá vai: Rogério; Leo Moura (podia ser Joílson), Breno, Miranda e Kleber; Rodrigo Souto, Richarlyson (Ibson jogou por pouco tempo), Valdívia e Thiago Neves; Dodô (Leandro Amaral perdeu por uma cabeça) e Acosta.

Quem não gostar pode chiar à vontade. Revelação: Hernanes. Técnico: Muricy. Juiz: passo. Melhor jogador do certame: Rogério Ceni, o símbolo do São Paulo campeão, em todos os sentidos.


Rogério Ceni, o melhor do Brasileirão, campeão em todos os sentidos (Futura)

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Sem categoria | 17:50

O camisa 9

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Claro que Luís Fabiano ganhou a camisa 9 canarinho. Não só pelos gols providenciais que marcou contra o Uruguai, mas porque é, neste momento, o mais habilitado para a função. Ainda mais que, pelo demonstrado no jogo das estrelas, Ronaldo Fenômeno ainda está muito longe de sua melhor forma física e técnica.

Basta dizer que, enquanto Ronaldo cumpriu meros 30 minutos de partida, Zidane, já aposentado há mais de ano, foi quase até o fim, dando uma verdadeira aula de futebol a todos os demais em campo.

Portanto, não sei se Ronaldo vai se recuperar a ponto de voltar ao time nacional. Mas, estou convencido de que Alexandre Pato, a partir da próxima temporada, vai dar muito trabalho ao novo camisa 9, embora com estilo diferente.

O que é muito bom para a Seleção, diga-se.


É claro que Luis Fabiano ganhou a camisa 9 (AFP)

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Sem categoria | 17:42

Garra ou tensão?

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Pergunto: foi garra que levou Robinho, Kaká e Ronaldinho errarem tantos lances elementares como os que erraram ao longo de toda a partida? Não, foi a tensão, a excessiva vontade de acertar diante de uma platéia que se presumia hostil antes do jogo.

O amigo pode não gostar de nenhum dos três. Pode chamá-los disso e daquilo. Dizer que são presepeiros, falsos ídolos tudo aquilo de que são chamados nossos craques ao longo da história, incluindo até Pelé. Só não pode negar o talento desses três jogadores.

Menos talentosos do que se imagina? Mais? Pouco importa, mas com talento suficiente para não errar tanto em tantas jogadas elementares que erraram nesse jogo.

E falta, sobretudo, a organização tática à essa equipe, que se divide em dois setores claros – defesa e ataque. Não há conexão, nem haverá, enquanto Dunga não posicionar melhor seus jogadores em campo.

Ou melhor: enquanto não se decidir por uma tática mais ofensiva ou mais defensiva, entre o ataque e o contra-ataque.

E aqui entra o segundo ponto da entrevista, quando Dunga diz que quebrou um tabu ao colocar Josué, um volante, em vez de um atacante, quando o jogo corria empatado e maior era o domínio uruguaio. Esse tal tabu, na verdade, inexiste desde quando Adão rodava pião.

Qualquer receita básica do futebol sugere que, em caso de perda crônica do meio-campo, carece um meio-campista, não um atacante.

Foi esse caso, em que Josué contribuiu nem tanto com a marcação ao adversário e muito mais com o passe certo, o que nos faltou o tempo todo com Gilberto Silva e Mineiro.

O mais grave é que a leitura errada de um jogo leva inevitavelmente às mesmas falhas no seguinte. Se não, pior.

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