Acabou essa inesperada pré-temporada encravada na reta final do campeonato e ás vésperas de várias decisões, afora o título que o Tricolor já empalmou com muita antecedência.
O técnico Luxemburgo reclama, para não perder o hábito. Acha que esse interregno esfria os ânimos e tal e cousa e lousa e maripousa.
Pode ser, mas também deu um tempo para que alguns jogadores se recuperassem de lesões, além de oferecer campo maior para os treinamentos de cuja ausência tanto reclamam os treinadores em geral e o bom senso.
Aliás, o maior beneficiário disso foi o próprio Santos de Luxemburgo, que pode contar, por exemplo, com Maldonado contra o Paraná, em Curitiba, num jogo de vida ou morte para o adversário e uma questão de honra para a turma da Vila, que aspira, além da vaga na Libertadores, pelo menos, a vice-liderança do campeonato.
As mesmas intenções que norteiam a súbita reação do Flamengo, que recebe o Furacão num Maracanã novamente lotado, o que lhe dá todas as chances de manter-se nessa briga com o Santos pelo segundo posto do Brasil.
Sim, porque Ibson e Bruno têm feito a diferença dentro do campo, mas quem impulsionou mesmo o Fla nessa blitz arrasadora em direção ao topo da tabela foi, sem dúvida, a massa rubro-negra, que deveria ganhar o prêmio de décimo segundo jogador do campeonato.
Já o mesmo não se pode dizer do Cruzeiro, que pintou como vice praticamente garantido, mas oscilou tanto que agora luta mesmo é para não perder eventualmente uma das vagas para a Libertadores, pois atrás vem gente. E, para mal de seus pecados, tem de enfrentar o Sport, na Fonte Nova, animado para ganhar um lugar na Sul-Americana e pela mala preta pintada disfarçada por uma mão de tinta verde.
Eis uma prática desesperada que não me soa bem, embora ilegal não seja. Mas, o Palmeiras, que enfrenta uma pedreira no Beira-Rio, contra o Inter, não pode deixar escapar no finzinho essa vaga que cultivou com tanto esforço e, por que não?, talento, ao longo de todo o campeonato.
São todos jogos decisivos, como se vê, embora ainda reste mais uma rodada. Jogos que se propõem ainda mais disputados por esse tempo de preparo que o calendário ofereceu aos seus disputantes. Espero.