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quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Futebol internacional, Seleção Brasileira | 16:55

DE OLHO NO FUTURO

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Na verdade, o que mais me chamou a atenção na vitória brasileira sobre os argentinos nem foi tanto o golaço de Lucas, ou a bela estreia de Cortês, tampouco, as seguras e plásticas intervenções de Jefferson, quando exigido, esses destaques todos do Brasil nessa partida.

Tudo isso faz parte, claro. Lucas, por exemplo, sei que merece de Mano um cuidado especial, enquanto Cortês passou-me a sensação que terá futuro mais promissor na Seleção até do que o tão decantado Marcelo, do Real. E Jefferson, nessa toada (e é bom sempre lembrar que a tendência do goleiro é melhorar com o passar dos anos), acabará tomando conta da posição.

Entretanto, o que mais tocou minha expectativa com relação ao futuro da Seleção foi, além da formação mais ofensiva do time, com apenas dois volantes de ofício, em certos momentos, a química que se criou entre Neymar, Lucas e Ronaldinho, aquela conversa cifrada dos craques, um código fora do nosso  entendimento, pobres mortais.

Foram poucos e rápidos lances, mas que sugerem muito para o futuro do time de Mano, quando o treinador puder afiar o conjunto com mais acuro e tempo.

Falo desses três, mas vale lembrar que Borges e Diego Souza, quando entrou, também mostraram sintonia com esse estilo de jogo. Assim como, certamente o farão Robinho, Kaká, que começa a recuperar sua forma no Real, Ganso, enfim, esses caras que jogam e pensam o jogo.

Isso, sem falar nos craques que ainda estão por florescer no futebol brasileiro até a Copa do Mundo. Pegue-se como exemplo esse Cortês, que, no início do ano era um Zé Ninguém, escondido nos interiores fluminenses. E, de repente, surge no Botafogo como uma estrela nascente.

Desde que Mano aposte, contra grandes ou pequenos, amistosos ou torneios pra valer – como a Copa das Confederações que se avizinha -, numa formação com quatro jogadores de frente, entre meias e atacantes, de alta qualidade técnica, mais cedo ou mais tarde, nos reencontraremos com nosso verdadeiro desígnio. E, aí, sim, será uma festa.

O CASO BRENO

O caso Breno é confrangedor. Poucas vezes vi um zagueiro-menino revelar tão cedo tanto potencial. Alto, forte, bom no cabeceio, atrás e na frente, veloz, dono de técnica rara, ainda garoto de tudo, assumiu um lugar entre os titulares do São Paulo, tomou conta da área, foi chamado para a Seleção e via diante de si um futuro deslumbrante.

Aos 17 anos, foi para o Bayern de Miunique, e…sucumbiu à reserva, ao empréstimo para o Nuremberg e, na volta a Munique, à uma contusão que o prendeu à enfermaria do clube por mais de dez meses, sem perspectivas à vista.

Dizem que o rapaz naufragou na depressão, pela contusão renitente, por um casamento infeliz, por isso, por aquilo, aquelas todas adversidades que nos esperam traiçoeiramente atrás da próxima esquina.

Resultado: acabou algemado e preso, acusado de ter ateado fogo em sua própria casa, num momento de desespero.

Nem sei se isso tem fundamento, pois o caso está sob averiguação policial e dos peritos em incêndios. Confesso que tenho minhas dúvidas se Breno viveria esse constrangimento, sendo culpado ou não, fosse branco e instruído alemão.

Segundo algumas parcas informações que nos chegam de Munique, foi constatada uma alta dosagem de álcool no sangue do craque, o que nos permite supor que a coisa toda tenha sido acidental.

De porre, acossado pela solidão na casa vazia, deprimido por eventual separação da mulher e dos filhos, pela lesão que não se cura, pela redução drástica de seu salário, pelos malfeitos do destino, enfim, Breno poderia ter posto fogo no navio em alto mar – a casa, seu último reduto firme e seguro num mar de incertezas mortais.

De qualquer forma, é óbvio que Breno carece menos da prisão do que de uma clínica especializada em depressões.

E, aqui, só nos resta torcer pra que consiga renascer das cinzas, pois a vida, meu caro, é dolorosamente longa, mas, cheia de momentos prazerosos também.

Notas relacionadas:

  1. OLHO NA ESQUERDA
  2. DE VOLTA AO FUTURO
  3. BI MESSI
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

Sem categoria | 00:51

A CARA DO BRASIL

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Foi um segundo tempo exemplar, em que, finalmente, o Brasil conseguiu restabelecer sua verdadeira identidade – um futebol leve, agressivo, veloz e imaginativo. Resultado: 2 a 0, sobre a Argentina, gols de Lucas e Neymar, duas das nossas maiores esperanças para o futuro, pois, já realidades indiscutíveis.

Isso, num jogo em que o estreante Cortês, que assomou a cena principal do futebol brasileiro outro dia, marcou presença, com seu jogo fluente, ofensivo e ao mesmo tempo cuidadoso na marcação, lá atrás.

Contudo, vale lembrar também a excelente participação de Ronaldinho numa função que, confesso, desconfiava não estar mais habilitado a cumprir, por questões atléticas, antes de tudo. Ronaldinho, porém, desincumbiu-se bem da tarefa, sobretudo, porque desejou fazê-lo. E desejo é poder, como ensinava o inefável Acácio.

Ah, mas essa não é a Seleção Argentina pra valer, dirá o cético de plantão. É verdade. Mas, esta não é a nossa Seleção completa também, embora mais próxima da ideal do que se julgava na véspera.

Isso, se considerarmos como ideal aquela combinação delicada entre jogadores que apontam para o futuro e os já consagrados, no exato momento em que forem chamados, pois futebol é momento.E o momento, cruelmente, descarta o passado e despreza o futuro, fixando-se apenas no presente. Para a Seleção, o presente ainda é futuro, plantado lá em 2014.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

terça-feira, 27 de setembro de 2011 Sem categoria | 19:58

SE DER CERTO…

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Na teoria, é um Brasil ofensivo, capaz até de atropelar a Argentina, em Belém do Pará nesta noite de quarta-feira. Basta ver a formação brasileira do meio de campo ao ataque: Ralf, Rômulo, Ronaldinho Gaúcho e Lucas; Borges e Neymar.

Os quatro escalados a partir do meio de campo, sem dúvida, são jogadores lépidos, talentosos e com vocação ofensiva inquestionável. A questão é saber se vai funcionar na prática. Sobretudo, se Ronaldinho Gaúcho tem fôlego e disposição para se multiplicar na função de meia-armador da equipe, já que bola para tanto possui.

Confesso que, para essa função, gostaria de ver o menino Oscar, que tão bem a desempenhou no Mundial Sub-20. Mas, se tivesse que apostar, apostaria em Diego Souza, pelo iluminado instante que vive no Vasco, líder brasileiro.

Quanto a Lucas, que finalmente começará jogando pela Seleção titular, por tudo que sei do pensamento de Mano, não será exatamente um atacante pela direita. Deverá fazer, isso, sim, o papel de meia mais avançado, caindo para a extrema quando assim o movimento de sua equipe exigir.

O diabo é que este não é o momento de Lucas. Pelo menos, no São Paulo, ele que vinha sendo decisivo, caiu muito de produção, talvez porque Adílson insista em colocá-lo como segundo atacante, contrariando o hábito do jogador. Talvez, porque seja uma fase natural no processo de amadurecimento desses garotos que ascendem rapidamente, e, depois, têm de se acomodar em seu verdadeiro patamar.

O fato é que o Brasil de Mano vai pegar uma Argentina bem diferente do que aquela de Córdoba. Com Montillo e D’Alessandro, os argentinos que jogam aqui, a história é bem diferente. Não só porque são dois meias de alta qualidade técnica, mas, também, porque conhecem bem nossas manhas e mumunhas.

De qualquer forma, é jogo pra se ver.

A FUGA DO GAROTO

Mário Fernandes, bom jogador de defesa, seja na zaga, seja na lateral-direita, recusou-se, sem explicações mais convincentes, a atender ao chamado de Mano. Direito inquestionável do menino, qualquer que venha a ser o motivo – de graves distúrbios emocionais a mero capricho.

Não é o primeiro caso de jogador brasileiro que desiste da Seleção, por um leque enorme de razões. Até Julinho Botelho, o grande Julinho, o mais completo ponta-direita que vi jogar nos últimos sessenta anos, com sua proverbial cortesia e humildade imensa, recusou o convite de Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira para a Copa do Mundo de 58.

Mas, neste caso, foi uma recua eivada de nobres justificativas: é que o craque, eleito o melhor de sua posição na Copa de 54, achava injusto ele, jogador da Fiorentina, tomar o lugar de um companheiro que atuava no Brasil.

E, assim, cedeu seu posto a Joel, que o perdeu, na Copa, para ninguém menos do que Garrincha, fundamental na conquista de 58 e ainda mais na de 62.

Essa, porém, é uma história antiga, cujo enredo se conhece, tim-tim por tim-tim, Ao contrário da protagonizada por Mário Fernandes, que mal começa a dar seus primeiros passos no futebol. E, que, justamente pela falta de explicação mais detalhada, corre o sério risco de nunca mais ter outra chance como essa.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

segunda-feira, 26 de setembro de 2011 Sem categoria | 16:27

LÍDER, COM UM TOQUE DE NOSTALGIA

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É com prazer tocado por uma ponta de nostalgia que vejo o Vasco cintilar no topo da tabela do Brasileirão, jogando um futebol de acordo com suas mais caras tradições.

Sou do tempo do Expresso da Vitória, aquele timaço da virada dos anos 40 pra os 50, base da Seleção Brasileira na Copa do Mundo disputada no Brasil, aquela do fatídico Maracanazo. Apesar disso, o Vasco era um timaço, desses que não víamos há muito tempo com a camisa da Cruz de Malta: Barbosa, Augusto e Wilson; Eli, Danilo e Jorge; Tesourinha, Maneca, Ademir de Menezes, Ipojucã e Chico, foi esse o primeiro Vasco que vi em campo, num amistoso com a Portuguesa, no Pacaembu, Lusa igualmente deslumbrante naquela época.

Não ousaria comparar o atual líder com esse esquadrão do passado, longe disso. Nem mesmo com aquele outro da segunda metade dos anos 50, de Paulinho, Bellini, Laerte, Orlando Peçanha, Coronel, Sabará, Almir, Valter Marciano (depois o Dr. Rúbis) e Pinga.

Mas este de agora parece ter incorporado o espírito daqueles, pois pratica um futebol leve, ofensivo e bem tramado a partir do meio de campo, onde apenas Eduardo Costa destoa pela rudeza de seu futebol.

Torço para que o Almirante siga nesse rumo até o porto tão almejado. Para o bem do Vasco e do futebol brasileiro.

MANCINI NA TOCA

Vagner Mancini, que acaba de ser demitido do Ceará, onde fazia um trabalho exemplar, diga-se, acaba de assumir o Cruzeiro, que havia demitido Joel e efetivara o interino Emerson Ávila.

E Mancini se enfia na Toca da Raposa com a água batendo no queixo: o Cruzeiro, que despontara no início da temporada como o melhor time da América, sob o comando de Cuca, desabou de tal maneira que agora só lhe resta lutar para escapar da zona da degola e assumir um posto mais digno de suas tradições.

E o que aconteceu para tal virada? Aquela derrota inesperada na Libertadores, que rompeu sua alma, e a perda sucessiva de titulares básicos, seja em negociações extemporâneas, seja por contusões graves.

Perdas sentidas, sobretudo no ataque, até outro dia composto por Thiago Ribeiro, transacionado com o exterior, e Wallyson, há tempos no estaleiro. Ambos, com talento, velocidade e precisão. resolviam tudo lá na frente.

Não vai ser mole Mancini remontar esse time, principalmente no aspecto emocional, que, pelo visto, é o maior problema da Raposa.

FRANQUEZA E DISSIMULAÇÃO

Sempre desconfiei que por trás da proverbial franqueza, muitas vezes tosca, de Felipão desliza certa sutileza de dissimulação. Nem sempre, mas, às vezes.

Como agora, quando saiu disparando sua metralhadora giratória sobre os jogadores de seu próprio time.

Que foi um vexame o Verdão permitir o empate do Atlético GO, domingo, no Serra Dourada, com dois jogadores a mais do que o oponente, ah, isso foi mesmo!

Fosse um episódio isolado, vá lá que Felipão soltasse os cachorros sobre seu grupo de jogadores. Mas, o Palmeiras, praticamente desde a chegada de Felipão, vive um ambiente extremamente conturbado, tanto nas derrotas quanto nas vitórias.

Resumindo, em bom brasileirês: acho que o Palmeiras (alguns jogadores-chave e parte da diretoria) está de saco cheio com Felipão, e vice-versa. Posso estar redondamente enganado – e até torço para estar -, mas acho que o fim desse antigo caso de amor será resolvido brevemente, na tela da calculadora – quem paga o que pra quem.

O CASO EMERSON

A expulsão de Emerson na maca, quando estava sendo retirado do jogo do Timão contra o Bahia, no Pacaembu, tem uma explicação óbvia: Emerson fez sinal a Tite de que sentia um problema na região da virilha; o técnico, então, querendo evitar as vaias da torcida ao substituir o atacante mais importante do time, pediu-lhe que expressasse seu desconforto claramente para todos; aí o jogador exagerou na queda e na saída.

O que isso quer dizer? O óbvio: o clima anda tão denso para os lados de Tite, que cada gesto seu tem de ser precedido de uma justificativa evidente para toda a Fiel, nas galerias ou em frente à tv.

Quando se pisa em ovos, o escorregão é inevitável, meu camaradinha.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

domingo, 25 de setembro de 2011 Sem categoria | 23:15

O VASCÃO TÁ QUE TÁ

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O Vascão tá que tá. Foi à Arena do Jacaré e papou a Raposa com pelo e tudo, numa tarde iluminada de Diego Souza, autor dos três gols de seu time – o terceiro, então, uma pequena obra-prima de ousadia e precisão: ao receber passe exato de Juninho Pernambucano, matou a bichinha no peito, e, na saída do goleiro Fábio, encobriu-o com um leve toque de peito de pé.

Está jogando muito o Diego Souza, merecidamente chamado por Mano para o amistoso com a Argentina. Assim como o Vasco está batendo uma bola redondinha de se ver, o que justifica plenamente sua liderança no Brasileirão.

Ao contrário do Corinthians, que dele se aproximou de novo na tabela neste domingo.

O Timão venceu o Bahia no Pacaembu, voltou a ser vice-líder, mas não satisfez a Fiel, que esperava muito mais do que o time apresentou em campo nessa vitória por 1 a 0, gol de Emerson, que acabou sendo expulso por desrespeitar o juiz, ao ser retirado de campo de maca.

Já o São Paulo, que perdeu a vice-liderança para o Corinthians na rodada deste fim de semana, caminhou sobre o arame no Engenhão.

Levou um vareio do Botafogo no primeiro tempo, quando saiu de campo com 2 a 0 no lombo, dois de Loco Abreu, que ainda perdeu um gol feito na etapa final Mas, teve uma reação fulminante quando voltou do intervalo.

Sobretudo, por causa das entradas de Rivaldo e Henrique, os autores dos dois gols que deram o empate ao Tricolor. E, por um triz, não vira o placar, com aquele gol desperdiçado por Rivaldo, cara a cara com o goleiro.

Quanto ao Glorioso, restou-lhe aquele travo amargoso de os dois pontos extras pela vitória baterem asas pra longe do Engenhão, num instante em que o time esperava saltar para os calcanhares do Vasco.

Esse Brasileirão ainda tem muita história pra contar.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

sábado, 24 de setembro de 2011 Sem categoria | 23:15

UFA, MENGÃO!

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Ufa, até que enfim o Mengo venceu uma, depois da longa série de insucessos recentes. Mas, o Urubu ganhou no bico do corvo, com aquele gol de Thiago Neves, num melê na área do América, em jogada irregular, pois Deivid estava em posição de impedimento no início do lance.

Na verdade, o Fla sofreu demais porque entrou em campo sem Ronaldinho e presa fácil dos seus próprios nervos, além da tática adotada em que prevalecia mais o medo de perder do que a vontade de vencer, segundo repete Luxemburgo com frequência.

Resultado: quase toma um, quando Kempes driblou o goleiro Felipe, e acabou tomando outro, do mesmo Kempes, de pênalti.

Contudo, se o Fla não conseguiu em nenhum momento livrar-se da tensão, pelo menos,
livrou-se da tática mais conservadora ao voltar a campo, na etapa final, com as entradas dos meninos Diego Maurício e Thomás, que deram maior dinâmica ao ataque,  além de Deivid, que, de cabeça, empatou o jogo.

Agora, é só virar a biruta e partir para dez jogos de invencibilidade como compensação. Fácil, né?

FLU, NO APITO FINAL

Outro que entrou em campo para não perder foi o Fluminense, contra o Atlético PR, na Arena da Baixada, que quase vira Arena da Baixaria, ao apito final do juiz.

Sim, porque Abel escalou seu time com três beques de ofício, mais dois volantes de contenção, e ficou ali torcendo pra dar certo. Não deu, pois Cleber Santana desperdiçou um pênalti e Paulo Baier abriu o placar a favor do Furacão.

Mas, o Fluminense voltou mais elétrico no segundo tempo, aproveitando-se do fato de estar com um jogador a mais, com a expulsão de Rafael. Pressionou e conseguiu marcar seu gol de empate já nos acréscimos, fruto de pênalti em Lanzini que Fred enviou às redes.

A torcida entrou em ebulição e a tropa de choque teve de intervir para evitar o pior.

No fim de tudo, o Flu festeja o empate que o deixa ainda ali nas cercanias da zona da Libertadores.

SEM NEYMAR…

O técnico Muricy ficou irritado com a pergunta de um repórter, depois da derrota do Santos na Vila para o Figueirense, por 3 a 2.

Não negou, claro, que Neymar fez falta ao Santos como faria a qualquer equipe do mundo. Mas, refutou a observação de que o Santos não soube enganar a forte marcação do Figueira: afinal, o Santos marcou dois gols e perdeu mais uns dois, além de ter jogado o tempo todo sobre o adversário, levando apenas gols de contragolpes, em jogadas treinadas pelo seu time, segundo o treinador..

O fato é que o Santos sentiu, sim, senhor, a ausência de Neymar, sempre uma válvula de escape ali pela esquerda, teve o domínio da partida a maior parte do tempo, e poderia ter vencido, pelas oportunidades criadas.

Mas, que faltou engenho ao seu meio de campo, lotado de volantes, ah, isso faltou.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

sexta-feira, 23 de setembro de 2011 Sem categoria | 00:49

AH, VASCO…

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Esperava-se mais do líder. Num São Januário lotado, o Vasco, embalado pela conquista do topo da tabela do Brasileirão, não conseguiu ir além de um empate por 1 a 1 com o Atlético GO, que até outro dia frequentava a zona do rebaixamento.

Frequentava – o verbo no passado. Pois, há algumas rodadas, o Atlético vem galgando posições e olhe que por pouco não fez seu segundo gol no Vasco, que por sua vez também teve seus momentos, como aquele cabeceio de Diego Souza no poste, logo após seu gol de empate nas mesmas circunstâncias.

Isso tudo num jogo em que Juninho brilhou. Não o consagrado Rei da Colina, mas o outro Juninho, do Atlético – lépido, insinuante, foi sempre um tormento para a defesa vascaína que se ressentiu muito da ausência de Dedé.

Assim como, ao longo da partida, ressentiu-se o Vasco das contusões de Eder Luís e de Fagner, o que comprometeu em muito a dinâmica de jogo do time.

Já o Botafogo não vacilou: foi ao Olímpico e voltou com a vitória por 1 a 0, gol de Loco Abreu, claro, e já na terceira posição na tabela, um posto acima do Corinthians, líder até outro dia.

Mas, a verdade é que no jogo jogado o Grêmio foi bem melhor. Teve a bola aos seus pés e levou-a com perigo várias vezes à meta bem defendida por Jefferson. O Bota, porém, resistiu e segue apertando o cerco sobre a liderança, em terceirão e com um jogo a menos.

Quanto ao Palmeiras, que bateu o Ceará no Canindé por 1 a 0, gol-contra de Tiago Matias, vale repetir o que disse Felipão depois do jogo, quando questionado sobre os anseios de seu time: “Nem pensar em classificação. Agora, é só somar pontos. Depois, quem sabe…”

Mesmo porque, embora um tantinho melhor do que o Ceará, poucas foram as chances criadas pelo Palmeiras. Na verdade, duas. Uma com Kleber, de bicicleta, na trave; outra com Maikon Leite livrando-se do goleiro e batendo para o beque salvar na risca.

Nestas alturas do campeonato, porém, vale é o que está escrito no placar.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

quinta-feira, 22 de setembro de 2011 Sem categoria | 16:08

SURPRESAS E NOVIDADES NA SELEÇÃO

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Como já adiantei aqui na terça-feira, Borges e Diego Souza foram as grandes novidades na convocação de Mano Menezes para o segundo amistoso contra a Argentina, em Belém do Pará, no meio da semana que vem. E, de quebra, Elkeson, excelente meia-ofensivo do Botafogo.

Os três, na mosca. Pois Diego tem sido um dos principais artífices dessa brilhante caminhada do Vasco em direção à disputa do título nacional; Borges é o artilheiro implacável do campeonato, jogador de dotes extras como emérito goleador, subestimado há muito tempo, tanto no São Paulo quanto no Grêmio; e Elkeson cumpre impecável desempenho no Botafogo, outro sério candidato à faixa de campeão brasileiro,.

Borges e Elkeson chegam pela primeira vez à Seleção. Diego já teve uma malfadada experiência, anos atrás. Recebe uma nova chance. Mas, tenho minhas dúvidas se começará jogando, já que a vaga deixada por Ganso, onde ele se encaixaria nesse time, embora não seja exatamente a sua, deverá (ou deveria) ser ocupada pelo menino Oscar, de tão grata participação no Mundial Sub-20 nessa posição de armador, e que deu nova vida à Seleção, quando entrou no jogo de Córdoba.

Quanto à outra convocação, aquela com vistas aos amistosos contra México e Costa Rica, na qual se inserem os estrangeiros, a grande surpresa, sem dúvida, foi a de Kleber, atacante que se transferiu do Atlético Mineiro para o Marítimo, agora no Porto.

Pela multa contratual expressa no site do Porto (40 milhões de euros), a turma lá bota fé no garoto.

Confesso que não me lembro dele no Galo. E, por isso, fui fuçar na Internet e descobri que o rapaz tem 21 anos de idade, 1m89 de altura, é veloz, sabe jogar e é bom de cabeça. Só vendo mais do que as poucas imagens que o You Tube nos oferece.

A outra surpresa é um velho conhecido nosso tão evocado pela mídia e pela torcida brasileira: Hernanes. Surpresa porque Mano vinha sendo renitente quanto à chamá-lo novamente, desde aquela expulsão contra a França. E, nem por isso, exatamente. É que Mano considerava Hernanes, atuando como segundo volante, lento na saída de bola para o ataque.

Desta vez, ele vem como armador. Quem sabe.

Outra surpresa é a presença de Fábio, o gêmeo de Rafael do Manchester, onde ocupa a lateral-esquerda, embora tenha participado de alguns jogos na direita. Mas, Fábio, enquanto seu irmão curte um estaleiro demorado, nem tem sido titular nos Diabos Vermelhos.

Talvez, Rafinha, titular do Bayern, em grande fase, merecesse mais essa chamada.
Mas, aí é direito do técnico fazer suas escolhas, sobretudo num momento de transição como o vivido pela Seleção nesta quadra de sua existência.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 02:08

MAJESTOSO? NEM TANTO…

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O Majestoso não foi tanto assim. Isso, porque o Corinthians, como bem disse seu treinador depois da partida, foi ao Morumbi pra não perder, antes de tudo, a fim de conter a pressão que seria avassaladora em caso de derrota.

E conseguiu resistir ao tempo em que o São Paulo o assediou, quando os tricolores criaram três ou quatro boas chances de marcar, afora aquele cabeceio de Casemiro na trave.

Mas, o Timão voltou mais solto na etapa final, e, conduzido pelas arrancadas de Emerson, assumiu o espírito do jogo, enquanto o Tricolor refluía. Todavia, o Timão, exceto naquela cabeçada de Emerson, que passou raspando, não chegou a criar oportunidades suficientes para merecer a vitória.

Assim, como diria aquele apresentador d’além-mar, entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

PELA DÉCIMA VEZ

Esse é o título de um samba antológico de Noel, um dos preferidos do saudoso crítico Lúcio Rangel, pioneiro da crônica musical brasileira. E, pela décima vez consecutiva, o Flamengo sai de campo sem vitória.

Desta vez, o Urubu ficou no empate por 1 a 1 com o Galo, no terreiro do inimigo, em Sete Lagoas.

Menos mal que Ronaldinho, apagado no primeiro tempo, quando o Atlético foi melhor, cresceu no segundo, fez o gol de empate, distribuiu pelo campo algumas jogadas de alto nível, mas não conseguiu levar seu time à vitória congelada no tempo e no espaço deste Brasileirão, que já esteve aos seus pés, num certo momento.

O diabo é que não se pode atribuir esse marca-passo do Flamengo a nenhum fator evidente, desses comezinhos no futebol: carência de craques que decidem, desfalques recorrentes, falta de entrosamento e tal e cousa e lousa e maripousa. Pois, o Fla tem tudo isso e mais uma camisa que é a bandeira de nação imensa.

A VOLTA DE DECO

Mais do que a vitória, no Engenhão, sobre o Avaí por 3 a 1, o Fluminense celebra a volta (mais uma) de Deco, depois de dois meses de estaleiro.

E o craque voltou em grande estilo: deu o passe para o terceiro gol de seu time, e protagonizou uma graça no meio de campo, com aquele chapéu desabado sobre um adversário.

Torço para que se firme, pois dele tanto precisa o Fluminense quanto o nosso futebol tão carente em classe e descortino.

OLHAÍ O PEIXE!

E o Peixe vem chegando, mesmo quando mergulhado em águas turvas como as que enfrentou em Uberlândia, diante do América mineiro.

Venceu por 2 a 1, é verdade, com gols de Borges, claro, e de Edu Dracena, frutos de duas cobranças de escanteio. Nada, portanto, a ver com o jogo habitual do Santos, que se embaraçou na marcação do América e tropeçou na grama excessiva do estádio mineiro, segundo justificativas dos jogadores ouvidos após a partida.

Mas, nestas alturas do campeonato, o que vale mesmo é somar os três pontos, rodada a rodada, até atingir a classificação que lhe faz jus – lá em cima, brigando pelo título.

INTER E CRUZEIRO

O Inter, que vinha pressionando por uma vaga no G-4, empacou em Floripa, diante do Figueira – 1 a 1. Pior: Leandro Damião, seu maior expoente, saiu de campo com uma contratura muscular que não só o afasta da convocação de Mano, nesta quinta, como do Inter, sei lá por quanto tempo.

Por sua parte, o Cruzeiro, que perdeu para o Coritiba no Couto Pereira por 2 a 1, já começa a roçar a zona do rebaixamento. Se a Raposa não andar ligeira, sei não.

Em contrapartida, o Coxa vai recuperando a pose perdida depois daquele primeiro semestre exuberante, e passa a se enfiar entre aqueles que se acotovelam às portas do G-4. Essa briga tá ficando legal.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

terça-feira, 20 de setembro de 2011 Sem categoria | 18:59

DIEGO SOUZA, BORGES, OSCAR E A SELEÇÃO

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Por mérito, Diego Souza e Borges serão as novidades para o próximo jogo do Brasil contra a Argentina.

Diego, que Mano conhece de outros carnavais, tem sido figura de proa nessa campanha magnífica do Vasco, campeão da Copa do Brasil e líder do Brasileirão, e merece uma chamada pontual como essa.

E Borges, apesar da idade que conspira contra ele a longo prazo, está voando no ataque do Santos e é artilheiro disparado do campeonato nacional, enquanto Fred oscila no comando do ataque do Flu.

Nada mais justo para ambos.

Mas, pensando lá na frente, a boa nova é que o menino Oscar, muito provavelmente, começará jogando contra os hermanos, pois esse tem sido o nó da Seleção de Mano.

Com as ausências constantes de Ganso, é achar agulha em palheiro um substituto brasileiro para a meia de armação. Oscar cumpriu essa função com louvor no Mundial Sub-20, conforme me confirmou Ney Franco no Bem, Amigos.

No Inter, Oscar joga mais avançado, como um segundo atacante, e, mesmo assim, dá conta do recado. Mas, o Inter tem D’Alessandro para cumprir a função de armador. A Seleção, não.

Mas, também, Diego Souza possa fazer esse papel, embora não seja exatamente a sua.

O certo é que Lucas, tão indicado para essa posição, não tem o perfil exato – é mais um meia-ponta ofensivo, capaz de criar lances contundentes em penetrações velozes e decoradas por dribles insinuantes.

Douglas, em excelente fase no Grêmio, poderia ser tentado como uma alternativa. Mas, a única lembrança de Douglas na Seleção foi aquele vacilo no meio do campo que resultou no gol de Messi. Justamente contra a Argentina.

Logo…

VASCOO!

O que faz do Vasco líder do Brasileirão? Entre outras coisas, a cuca fresca. Já classificado para a Libertadores, não lhe resta neste complemento de temporada se não brigar pelo título nacional.

Além do mais, tem um bom time, tão bom que é capaz de jogar sem Felipe e Juninho Pernambucano, seus principais armadores, e mesmo assim seguir avante.

Por fim, o drama vivido por Ricardo Gomes, seu mentor, em vez de provocar funda depressão no grupo, estimulou-o a buscar algo mais.

Nesta quinta, o Vascão recebe em São Januário o Atlético GO, que começou lá embaixo, mas vem ascendendo progressivamente e perigosamente para o Almirante.

Não será fácil, mas desconfio que o Vasco manterá sua liderança.

CLÁSSICO DELICADO

Esse é um clássico cheio de dedos. As duas diretorias se odeiam, o Timão está abaixo do Tricolor na tabela, e o último resultado, no primeiro turno, é um desafio para o São Paulo: 5 a 0 para o Corinthians.

Ambos seguem à espera de dois artilheiros eméritos – Luís Fabuloso e o Imperador Adriano. E apostam suas fichas em Liedson e Dagoberto, que volta ao time tricolor.

O diabo é a bola chegar de jeito para esses goleadores.

Alex, a grande esperança alvinegra ainda não atingiu seu melhor estágio. E, ainda por cima, sofreu um trauma na cabeça delicado, no último jogo.

Lucas é o menino-prodígio do São Paulo, mas o fato é que não tem correspondido a tanta expectativa nas últimas partidas.

Não dá, sinceramente, para prever o desfecho desse clássico. Só dá para suspeitar que o peso emocional do jogo, em caso de derrota do Timão, será tamanho que o esforço para evitar que ele o empurre para o buraco negro do campeonato.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

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